Adriana Rossatti

Psicanalista · Mais sobre as especializações

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Experiência

Minha atuação parte de uma clínica sem fórmulas prontas:
um espaço de fala, elaboração e construção de sentido.

Sou psicanalista em formação contínua, com percurso no CEP – Centro de Estudos Psicanalíticos e, atualmente, em formação pela FAAP. Integro o NUPAS – Núcleo de Psicanálise e Ação Social, atuando na escuta clínica de grupos em instituições.

Meu trabalho é orientado pela linguagem como ferramenta de investigação.
A partir do que aparece na fala, é possível identificar padrões, repetições e pontos de conflito que muitas vezes passam despercebidos.

O processo analítico é, nesse sentido, uma construção conjunta: entender por que você funciona como funciona, o que sustenta seus impasses e o que pode ser trabalhado para que você se aproxime de uma forma de existir mais íntegra e mais sua.

Cada processo se constrói no encontro, no tempo próprio de quem fala.

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Experiência em:

  • Psicanálise lacaniana

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  • Primeira consulta psicanálise

    R$ 200

  • Teleconsulta

    R$ 150

  • Consulta em psicanálise online

    R$ 200

  • Primeira consulta Psicanalise Online

    R$ 150

  • Primeira sessão em psicanálise

    R$ 200

Consultórios (2)

Adriana Rossatti
Consultório Presencial Adriana Rossatti

Rua Sebastião Velho 202, Pinheiros, São Paulo 05418-040

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Dúvidas respondidas

2 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio

Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.


As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.


Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Adriana Rossatti

A angústia é um sintoma bastante comum na clínica e pode sinalizar um estado de medo ou desamparo, ligado tanto a situações concretas quanto à maneira como cada pessoa lida com seus desejos, conflitos e experiências.
O fato de uma situação aparecer de forma recorrente nos sonhos não significa que você deseje, literalmente, que aquilo aconteça na vida real. O sonho não deve ser lido de forma direta. Ele pode condensar medos, desejos, conflitos, fantasias e afetos que nem sempre correspondem àquilo que conscientemente queremos ou faríamos.
Por isso, talvez a questão mais importante não seja perguntar “se gostei do sonho, então quero isso?”, mas investigar o que essa situação representa para você e por que ela mobiliza ao mesmo tempo bem-estar, medo e culpa.
Podemos pensar o sonho como uma espécie de charada: ele traz elementos, pistas, que pedem elaboração, mas ele não é uma resposta pronta sobre o que você deseja. No trabalho de análise, com um profissional, você consegue ir traduzindo, construindo essas associações e compreendendo o que esses sonhos e essa angústia dizem da sua experiência, sem tomar o conteúdo do sonho como uma verdade literal sobre você.


Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Adriana Rossatti

Sinto muito pela sua perda.
Quando perdemos um animal com quem construímos um vínculo tão importante, perdemos também um objeto no qual investimos muito afeto, cuidado e responsabilidade. No seu relato, parece que há ainda algo muito forte ligado ao lugar que você ocupava como tutora: ela dependia de você, você que decidia sobre os cuidados, os tratamentos, o tempo de lazer. Nesse sentido a morte pode também fazer com que todas essas escolhas sejam revisitadas com muita culpa.
O luto é também o trabalho de processar essa ausência e o espaço que fica quando esse vínculo deixa de existir da maneira como existia. A morte encerra uma relação e, de certa forma, ela define aquilo que foi possível viver nela. Define também a tutora que você pôde ser. Toda oportunidade de cuidado, amor e contato com aquele ser, se esgota. Não podemos voltar e fazer diferente. E fica essa sensação de "foi pouco", de que, com aquele objeto de afeto se vai toda a felicidade que existia com ele.
Lidar com essa realidade pode ser especialmente doloroso (dilacerante, como você mesma diz).
Na análise, esse "buraco" vai ganhar palavras e novos sentidos, para que você possa elaborar tanto a perda dela quanto o lugar que você ocupou nessa relação. Porque a pessoa que construiu esse vínculo foi você e você permanece, ainda que sua gatinha tenha partido.


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