O que é?

A esquizofrenia é uma desordem cerebral crônica e incapacitante. O termo foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler e tem o significado de mente dividida. A condição é apresentada por 1% da população e atinge homens e mulheres na mesma proporção. Ela aparece no final da adolescência ou no início da idade adulta, sempre antes dos 40 anos.

Qual é a causa?

A ciência ainda não conhece o causador da esquizofrenia. Estudos apontam apenas que uma combinação de fatores é necessária para seu desencadeamento. A genética é um deles. Filhos de indivíduos esquizofrênicos apresentam 10% a mais de chances de desenvolvimento da doença que a população em geral. Fatores biológicos como, por exemplo, problemas na gravidez ou complicações no parto que afetem o desenvolvimento do sistema nervoso, podem ajudar no desenvolvimento de seu quadro. Estudos feitos com a utilização de aparelhos de ressonância magnética e tomografia computadorizada mostram pequenas alterações cerebrais com diminuição, ainda que pequena, de algumas áreas do cérebro. O ambiente também é listado como possível colaborador para deflagrar a doença. O estresse, o uso de drogas, a alimentação e outros fatores sociais colaborariam para o desenvolvimento da esquizofrenia.

Quais os sintomas?

Muitos são os sintomas vinculados à esquizofrenia. Os principais são:

- delírios: o doente crê em ideias falsas, ilógicas ou até mesmo irracionais com a mais absoluta convicção. Acredita estar sendo perseguido ou observado o tempo todo. Suspeita de vizinhos ou mesmo de pessoas desconhecidas que encontra na rua.

- alucinações: o portador de esquizofrenia tem percepções que, na realidade, não existem. As alucinações auditivas são as mais comuns. Ele ouve vozes que fazem comentários sobre suas atividades. Muitas vezes, as vozes dão ordens de como ele deve agir em determinadas circunstâncias. Alucinações visuais, táteis e olfativas também já foram registradas.

- pensamento desorganizado: O doente fala de maneira ilógica e desconexa. Demonstra incapacidade de organizar seus pensamentos. Algumas vezes, o esquizofrênico acredita que seus pensamentos podem ser lidos e suas ideias roubadas. Ou mesmo ideias de outras pessoas podem ser inseridas em sua mente.

- alterações da afetividade: o portador de esquizofrenia tem dificuldade em expressar seus sentimentos. Por vezes, é incapaz de demonstrar qualquer sentimento. Em outras vezes, apresenta comportamento inadequado em relação ao contexto que se encontra.

- comportamento agressivo: os pacientes podem agir de forma impulsiva ficando extremamente agitados. Nessas situações, apresentam riscos de suicídio ou de agredir outras pessoas.

- falta de disposição: em outros momentos, o paciente fica apático. Não fala, se isola, não realiza das tarefas do dia a dia.

Como fazer o diagnóstico?

Não há qualquer exame laboratorial capaz de confirmar o diagnóstico de esquizofrenia. Ele só pode ser feito durante as manifestações da doença

Qual o tratamento?

Como não há cura, os tratamentos visam apenas controlar a doença. Boa parte dos pacientes precisa utilizar medicamentos antipsicóticos ou neurolépticos por toda a vida para evitar crises. A psicoterapia também é utilizada.

Dr. Matheus Veloso Magalhães
Psiquiatra, Generalista
Rio de Janeiro
Entendo a preocupação.

Doses iniciais baixas são intencionais em crianças, para avaliar tolerância e reduzir efeitos adversos.

A resposta não costuma ser imediata…

Dr. Rachide Elias Neto
Psiquiatra
Caieiras
Entendo sua dúvida. No transtorno esquizoafetivo, mesmo quando a pessoa está estabilizada, é importante manter a medicação por um tempo prolongado para evitar recaídas. Em alguns casos,…

Dr. Nikolas Vale
Psiquiatra
Belo Horizonte
Sim é possível. Borderline é um transtorno de personalidade que pode cursar com sintomas psicóticos momentâneos sem necessariamente ser um quadro de esquizofrenia, porém um diagnóstico…

Dr. José Juan Rodrigues
Psiquiatra
Fortaleza

Compreendo a sua situação. Conviver com alguém que apresenta comportamento agressivo pode ser muito desgastante, especialmente na sua idade. Se o convívio está te prejudicando…

Dr. Ivan Mario Braun
Psiquiatra
São Paulo
Medicações devem ser sempre ingeridas com água. Ingeri-las com outros líquidos, geralmente altera a absorção. A não ser que a bula oriente esta possibilidade, também não devem ser diluídas,…

Dra. Bianca Boura Bellini
Psiquiatra
São Paulo
É essencial que vcs a levem para uma avaliação com psiquiatra. Pelo seu relato dá para ter uma ideia do quadro e te dizer que isso não vai cessar espontaneamente, a ajuda que ela precisa…


Olá! O tratamento e prognóstico da psicose não orgânica (também conhecida como psicose funcional) podem variar significativamente de pessoa para pessoa. Esse tipo de psicose refere-se…

Dr. Mauricio Hiroshi Kayano
Psiquiatra
São Paulo
Conversar com o psiquiatra dela para talvez realizar uma ação com uma equipe multiprofissional para ajudar a convencê-la a tomar medicação.
Além disso, dependendo do estado mental…

Dr. Ivan Mario Braun
Psiquiatra
São Paulo
Tem duas posições distintas - a da família e a do psiquiatra. A família, com base na preocupação com o paciente e no amor que tem por ele, teoricamente sempre pode pressionar a pessoa…

Dr. Bruno Badia
Neurologista
São Paulo
A esquizofrenia é uma doença que deve ser tratada por médico psiquiatra.