Av. Sete de Setembro, 5402, Curitiba 80240-000
Não aceito planos de saúde, mas emito nota fiscal para fins de reembolso
Ler mais28/02/2025
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Número de registro: CRP 08/7404
33 opiniõesPacientes deste especialista retornam para outras consultas.
A clínica psicanalítica mais do que interpretação, é encontro. É a construção de um vínculo onde o sofrimento pode ser nomeado. Aqui, o sintoma não é apenas um enigma a ser decifrado, mas um pedido de ajuda, um chamado por presença.
Compreendo que a subjetividade não se forma no vazio. Ela é atravessada por experiências precoces, vínculos afetivos e também pelos fatores ambientais, sociais, culturais, econômicos e políticos, que moldam o modo como o sujeito se constitui e se expressa. A escuta clínica, portanto, considera além do mundo interno, também os contextos que o cercam e o afetam.
Minha trajetória profissional foi marcada pela travessia entre o mundo corporativo e a escuta clínica. Há mais de duas décadas, levei o olhar psicanalítico para dentro das empresas, e hoje, com dedicação contínua, para o consultório.
Sou psicanalista, formada em Psicologia pela UTP (1998), pós-graduada em Psicanálise, Cultura e Sociedade pela Laboro, membro do Grupo Brasileiro de Pesquisa Sandór Ferenczi. Tenho formação em Dinâmica de Grupos pela SBDG e atualmente desenvolvo meus estudos em Filosofia na UFPR.
Proponho uma clínica viva, em diálogo com a arte, a filosofia, a educação e, sobretudo, com a singularidade de cada sujeito.
A escuta clínica aqui é humana: atenta, implicada, ética. É através dela que o sujeito pode se apropriar de sua história, reconhecer seus traumas e, pouco a pouco, abrir espaço para novas formas de vida.
O atendimento é voltado para jovens e adultos, em sessões online ou presenciais. Cada encontro é uma oportunidade de reconstrução — não apenas da narrativa, mas da confiança, da potência e do desejo de viver.
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33 opiniões
Mais mencionado pelos pacientes
Profissional atenciosa e acolhedora, me senti confortável já na primeira sessão. Consultório muito aconchegante e bem localizado.
Jessica Nevel
Obrigada por suas palavras.
Mesmo sendo uma sessão inicial já me senti super acolhida pela Jéssica, profissional que se mostrou exelente e capaz de deixar o ambiente acolhedor e seguro
Jessica Nevel
Obrigada por suas palavras!
Profissional com muito preparo e experiência recomendo!
Jessica Nevel
Obrigada!
Profissional maravilhosa! Escuta com atenção, acolhe com leveza e tem um repertório incrível que enriquece cada conversa. Recomendo muito!
Jessica Nevel
Obrigada!
Fiquei satisfeita por ter sido ouvida de modo aberto e empático, com profissionalismo!
Jessica Nevel
Obrigada!
A terapia com a Jessica tem me proporcionado muitos insights o que tem me ajudado a fazer melhores escolhas. Sua escuta é diferenciada, recomendo!
Jessica Nevel
Grata por suas palavras!
A Jessica é excelente profissional, super recomendo!
Jessica Nevel
Obrigada!
Minha experiência com a Jessica tem sido transformadora. Sua capacidade de conectar as ideias, trazendo e relembrando as minhas vivências torna cada sessão uma verdadeira jornada de autoconhecimento. Ela me ajuda a identificar as raízes dos problemas, e, através de provocações e reflexões profundas, me conduz a insights valiosos. Com sua orientação, tenho encontrado respostas que há muito tempo buscava. Recomendo de coração a quem deseja um processo terapêutico enriquecedor e cheio de significado.
Jessica Nevel
Grata por suas palavras!
Jessica tem me ajudado, de maneira sensível, a pensar de mais independentemente, me ajudando a tomar as rédeas de minha vida.
Jessica Nevel
Contente com isso! Obrigada por suas palavras.
Excelente profissional, tem me ajudado muito. Recomendo!
Jessica Nevel
Grata Sandra!
6 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia
Quais são as causas comuns do sentimento de menos-valia?
O sentimento de menos valia — essa sensação persistente de inadequação, vergonha ou desvalorização pessoal — tem raízes profundas na experiência subjetiva do sujeito. Para o psicanalista Sándor Ferenczi, esse sofrimento não nasce do acaso, mas de experiências traumáticas precoces, vividas em contextos de vulnerabilidade afetiva e desamparo.
Ferenczi foi um dos primeiros teóricos a reconhecer que o trauma psíquico não se limita a eventos extremos, mas pode surgir da ausência de acolhimento emocional, da rejeição silenciosa e da negligência cotidiana. Quando a criança é ignorada, maltratada ou não escutada por aqueles que deveriam protegê-la, ela tende a internalizar a dor como culpa.
Em vez de questionar o comportamento do adulto, ela conclui: “Se não me amam, é porque há algo errado comigo.” Essa lógica distorcida é o ponto de partida do sentimento de menos valia.
Este sentimento tende a ser reatualizado ao longo da vida, especialmente em situações nas quais a pessoa busca apoio e não o encontra. Por isso, um processo terapêutico que valide esse sofrimento, com escuta empática e sensível, é fundamental. A construção de um vínculo relacional sólido entre analista e analisando pode abrir caminhos para a ressignificação da história pessoal.
Como superar o bullying e o trauma? .
Para investigarmos os efeitos do bullying, é necessário compreender a dinâmica de como se estabelece o trauma. O primeiro tempo é o do acontecimento traumático em si, marcado pela violência, pela humilhação, pela agressão verbal ou física. Em seguida, no segundo tempo, surge a ausência de reconhecimento. O ambiente não valida a dor, não protege, ou até minimiza o sofrimento. Esse silêncio é devastador porque reforça a sensação de abandono e desamparo. No terceiro tempo, o trauma retorna em sintomas, em repetições, em dificuldades de confiança, ou ainda em formas de dissociação que funcionam como proteção psíquica,
O bullying, assim como o trauma, pode ser compreendido a partir do que Ferenczi chamou de “confusão de línguas”: o desencontro entre a linguagem de ternura da criança, que pede proteção, e a resposta do adulto cuidador ou do ambiente, que se manifesta em omissão ou invalidação da dor. Essa lacuna gera uma confusão interna, levando o sujeito a duvidar da própria percepção e, muitas vezes, a silenciar-se ou adaptar-se ao desejo do outro, mesmo quando isso o fere.
Superar o trauma é reconstruir essa ponte entre línguas. É poder voltar a confiar na própria experiência, dar nome à dor e encontrar alguém que responda com empatia e presença. Esse encontro abre a possibilidade de que as repetições e sintomas se transformem em elaboração.
Em outras palavras, o processo de perlaboração consiste em desfazer a confusão, recuperar a legitimidade da própria voz, reconhecer que o vivido foi real e injusto, e encontrar relações que devolvam ao sujeito a chance de ser ouvido em sua própria língua. É nesse encontro que o trauma pode finalmente se transformar em cicatriz, abrindo espaço para novas formas de viver e se relacionar.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.