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35 opiniõesO Dr. Paulo Henrique Castro é psicanalista especializado em traumas, ansiedade, depressão e dificuldades nos relacionamentos. Membro da Sociedade Fluminense de Psicanálise, possui doutorado, mestrado e graduação em filosofia, os três títulos pela UFRJ; é também especialista em filosofia moderna e contemporânea pelo Mosteiro de São Bento (RJ); professor universitário e autor do livro "O que nos torna humanos?" (Editora Autografia). Estudou alemão no prestigioso Goethe-Institut.
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35 opiniões
Mais mencionado pelos pacientes
Estou maravilhada com o atendimento e profissionalismo! Já faco há muitos anos terapia e nunca tive um profissional tão competente.
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado!
Me senti muito acolhido, com uma conversa boa com em quem e senti bem
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado !
Excelente profissional, humano , sabe conduzir bem a sessão, me ajuda muito.
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado !!
O Paulo trata o meu caso com uma seriedade impecável e muito terapêutica, pra falar a verdade. Recomendo a todo mundo que possa estar passando por situações de traumas e precise de apoio para lidar com a carga sensorial e emocional do período. O Paulo ajuda muito com tudo isso!
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado .
Atento, acolhedor, sem julgamento e muito profissional. Me ajudou muito!
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado .
Ele é um ótimo profissional, usper atencioso, fala muito bem, te escuta e te ajudar a resolver seus problemas.
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado!! Fico feliz em ajudar!!
O melhor! Muito atencioso, simpático e cuidadoso com tudo.
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado pelas palavras gentis!!
Muito obg por tudo! Vc é um profissional incrível, atencioso e muito competente!
Parabéns pelo sei trabalho
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado pelo retorno e palavras gentis!
Me ajudou muito em um momento que pensei que fosse surtar! Muito acolhedor, inteligente e preparado!
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado! Fico imensamente feliz em ajudar!
Excelente profissional, recomendo, foi muito atencioso e me ajudou muito.
Dr. Paulo Henrique Castro
Muito obrigado! Fico imensamente feliz em ajudar!
271 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. É preciso muita coragem para olhar com tanta clareza para a exaustão, o medo e as fragilidades que emergem quando um vínculo tão central entra em um ciclo de profundo desgaste. Sinta-se ouvido no peso imenso que é carregar esse sofrimento, sobretudo com a preocupação e o amor pelos seus filhos.
Sob a perspectiva da psicanálise, quando nos percebemos capturados por dinâmicas repetitivas de conflito, desconfiança e mágoa, raramente estamos lidando apenas com o presente. O modo como nos vinculamos, como toleramos a dor e como reagimos às falhas do outro costuma ter raízes mais profundas no nosso próprio histórico emocional. O fato de ter entrado no casamento já atravessado pela insegurança e pela perda da admiração sugere que havia, desde o início, uma dinâmica que precisava ser sustentada. Em análise, investigamos justamente o que o levou a fazer essa escolha e o que mantém você atado a ela, mesmo diante do sofrimento.
O processo terapêutico não busca apontar culpados, mas sim ajudar você a escutar o seu próprio desejo. A repetição dos conflitos e a sensação de impotência ao não ver reciprocidade no reconhecimento dos erros costumam sinalizar defesas inconscientes. Muitas vezes, assumir a responsabilidade por dois pode ser uma tentativa dolorosa de manter o controle sobre uma relação que parece escapar pelas mãos.
Sobre a perda de respeito e o limite da relação, a psicanálise não determina do lado de fora se um casal deve se separar ou continuar. Em vez disso, ela oferece um espaço para que você consiga diferenciar o que é amor do que é medo da solidão ou culpa em relação aos filhos. O limite emocional surge à medida que você ganha clareza sobre o quanto a sua integridade e sua autoestima estão sendo erodidas. Cuidar de si e reestruturar sua saúde emocional não é um ato de egoísmo, mas uma condição fundamental para que você possa continuar sendo a presença amorosa e protetora que seus filhos precisam.
Estou à disposição! Fique bem!
“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na
“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Agradeço por compartilhar uma dúvida tão relevante e profunda sobre o percurso do cuidado psíquico. Entender a complexidade do sofrimento borderline e como a terapia se organiza diante dele é um passo importante para que você se sinta seguro e acompanhado nesse processo.
Na perspectiva psicanalítica, o manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline não se apoia em regras rígidas ou em enquadramentos tradicionais. Pessoas que vivenciam essa condição costumam experimentar afetos muito intensos, um medo profundo do abandono, momentos de grande instabilidade e uma sensação constante de vazio ou fragmentação. Por isso, a primeira e mais importante função do trabalho analítico é construir o que chamamos de sustentação ou contorno. O espaço da análise precisa ser um porto seguro, estável e previsível, onde as suas emoções — mesmo as mais tempestuosas, a raiva, a dor ou a desilusão — possam chegar sem o risco de destruir o vínculo com o terapeuta ou de gerar rejeição.
Nesse contexto, o analista não assume uma postura fria ou distante. Ele atua de forma mais próxima, ajudando você a traduzir em palavras aquilo que muitas vezes transborda em forma de impulso, angústia física ou atuações. A escuta psicanalítica serve justamente para dar sentido e nome aos afetos avassaladores, ajudando a integrar partes suas que parecem desconectadas e a reescrever o modo como você constrói e percebe suas relações afetivas.
Sobre a relação com a psiquiatria, a psicanálise entende que ambas as áreas não são opostas, mas sim profundamente complementares e parceiras no seu cuidado. Quando a angústia atinge um nível em que o sofrimento impede o pensamento ou coloca sua segurança em risco, o suporte psiquiátrico com o acompanhamento medicamentoso atua como um recurso fundamental. A medicação ajuda a rebaixar o volume do sofrimento sintomático — estabilizando a oscilação do humor, a impulsividade ou a ansiedade extrema —, criando uma base de alívio e segurança para que você consiga refletir e trabalhar suas questões no espaço analítico.
O objetivo do tratamento conjunto não é rotular ou enquadrar a sua dor em um diagnóstico, mas sim oferecer uma rede sustentável de amparo. A escuta analítica acolhe a sua história singular e o seu modo único de sentir o mundo, enquanto o suporte psiquiátrico garante o alívio e a estabilidade necessários para que possamos trilhar esse caminho de transformação e reconstrução com calma e no seu próprio ritmo.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.