Perguntas do paciente (65)
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que essa experiência possa estar deixando você ansiosa, principalmente pelo receio de esquecer algo que, naquele momento, parece importante. Imaginar-se parecida com alguém de uma revista ou desejar ter aquilo que vê não significa, necessariamente, que você esteja perdendo o contato com a realidade. Pelo que conta, você consegue reconhecer que esses pensamentos pertencem ao campo dos desejos e da imaginação, e essa percepção é importante.
Talvez seja interessante olhar com mais cuidado para o significado que essas imagens e anotações têm para você: o que você sente quando pensa nelas, por que parece tão necessário registrá-las e o que teme que aconteça se esquecê-las. Como isso tem gerado ansiedade e uma sensação de impulso, a psicoterapia pode oferecer um espaço acolhedor para compreender essa experiência, sem julgamentos. Caso, em algum momento, você tenha dificuldade para diferenciar aquilo que imaginou do que realmente aconteceu, também será importante procurar uma avaliação profissional.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O receio de ser rejeitado ou ridicularizado pode fazer com que você esconda características importantes e passe a controlar excessivamente a maneira como se apresenta. É compreensível querer se proteger, especialmente se já viveu situações de crítica ou zombaria. Ao mesmo tempo, nem toda reação das pessoas significa inveja ou rejeição: algumas podem apenas ter valores, estilos e formas de se relacionar diferentes dos seus.
Diminuir esse medo não exige mostrar tudo a todos, mas aprender a perceber em quais relações você se sente seguro para ser mais espontâneo. Também pode ajudar observar se você está antecipando julgamentos antes que eles realmente aconteçam e experimentar, aos poucos, expressar essas qualidades sem precisar se justificar. Cuidar da aparência, ser dedicado, inteligente ou direto não são problemas em si; o importante é compreender como essas características aparecem nas relações e como podem ser comunicadas sem apagar quem você é nem desconsiderar o outro.
Na psicoterapia, você poderá explorar de onde vem esse medo, diferenciar riscos reais de rejeições imaginadas e construir uma forma mais segura e flexível de se posicionar socialmente.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O perfeccionismo, a necessidade de controle e o desconforto diante das incertezas podem estar presentes em diferentes experiências e, isoladamente, não significam que exista um TOC.
No TOC, geralmente aparecem pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos e indesejados, acompanhados de comportamentos ou atos mentais repetitivos realizados para aliviar a ansiedade ou evitar algo temido. Mais do que identificar alguns comportamentos “obsessivos”, é importante observar a frequência, a intensidade, o sofrimento provocado e o quanto isso interfere na rotina, nas decisões e nos relacionamentos. A impulsividade diante da incerteza, por si só, também não confirma esse diagnóstico.
É compreensível buscar um nome que ajude a explicar o que você sente, mas tente não ficar preso à necessidade de descobrir sozinho se “tem ou não tem” determinado transtorno — essa busca por certeza também pode aumentar a ansiedade. Em vez disso, procure compreender como esse funcionamento aparece na sua vida e quais necessidades ou medos estão envolvidos. Se o sofrimento for frequente ou estiver limitando sua vida, uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra poderá ajudá-lo a compreender a situação de forma mais ampla, sem reduzi-lo a um diagnóstico.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Mesmo quando uma medicação vinha trazendo bons resultados, pode acontecer de alguns sintomas reaparecerem, e isso merece ser avaliado. É importante não aumentar, diminuir ou interromper a venlafaxina por conta própria.
Como você relata sintomas físicos, como coração acelerado, dor de cabeça e sensação de entalo, é importante conversar com o médico que acompanha seu tratamento para que ele possa avaliar o que está acontecendo e verificar se esses sintomas estão relacionados à ansiedade, à medicação ou se existe alguma outra condição que precise ser investigada.
Também pode ser importante observar o que aconteceu nos últimos dias: mudanças na rotina, situações de maior estresse, qualidade do sono, acontecimentos emocionais ou mesmo alterações no horário ou regularidade da medicação.
Além do acompanhamento psiquiátrico, a psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores envolvidos no retorno das crises e a desenvolver recursos para lidar com elas. O tratamento não precisa ficar restrito ao controle dos sintomas; um bom alinhamento entre o acompanhamento médico e psicológico pode ser importante para compreender o momento que você está vivendo.
Caso os sintomas físicos sejam intensos, diferentes do habitual ou acompanhados de dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou outro sinal preocupante, procure atendimento médico de emergência.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sim, considero importante que você procure ajuda profissional. Mais do que saber se isso é “normal”, chama atenção o sofrimento que você descreve: a sensação de vazio, o distanciamento dos momentos felizes, a falta de vontade e a dificuldade de imaginar o próprio futuro.
Não é possível compreender por uma mensagem o que está acontecendo ou estabelecer um diagnóstico, mas você não precisa esperar que isso piore para buscar ajuda. Principalmente porque você menciona pensamentos de “acabar com tudo”, e isso precisa ser acolhido e levado a sério.
A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essas experiências e a construir formas de atravessar esses momentos. Se esses pensamentos estiverem presentes agora ou você sentir que pode fazer algo contra si mesmo, não fique sozinho e procure atendimento de urgência. Você também pode buscar apoio emocional pelo CVV, 24 horas, no 188.
E lembre-se: aos 18 anos, não ter a vida planejada ou não saber o que acontecerá nos próximos anos não significa que não existam caminhos possíveis.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Faz sentido que, depois de viver afastamentos ou perceber que pessoas importantes seguiram outros caminhos, você se questione se vale a pena continuar investindo nos vínculos. Às vezes, pensar em ser autossuficiente e não se apegar pode parecer uma maneira de evitar novas frustrações e despedidas.
Mas talvez seja importante diferenciar aprender a estar bem consigo mesmo de não precisar de ninguém. Somos seres relacionais, e construir vínculos também envolve lidar com mudanças, distâncias e com o fato de que algumas pessoas permanecerão por muito tempo, enquanto outras passarão pela nossa vida.
O fato de uma amizade mudar ou terminar não apaga necessariamente o que foi vivido. Talvez a questão não seja procurar outras pessoas para “preencher lacunas”, mas permitir novos encontros, reconhecendo que os vínculos podem ter valor mesmo quando não são permanentes.
Se a vontade de se tornar cada vez mais desapegado e autossuficiente aparece principalmente como uma forma de não sofrer quando alguém vai embora, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender essas experiências. Não para convencê-lo de que você precisa ter amigos, mas para entender o que acontece com você nos encontros, nos afastamentos e na possibilidade de precisar e se vincular a alguém.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação, principalmente porque a terapia precisa ser um espaço em que o casal possa falar sobre sua relação com segurança e sem receio de julgamentos. Atendo casais e compreendo que existem diferentes formas de construir e vivenciar um relacionamento. Meu trabalho não parte de uma posição de julgamento ou de moralidade sobre o modelo de relação escolhido pelo casal.
Em uma terapia de casal, o foco não deveria ser definir se uma relação aberta ou monogâmica é certa ou errada, mas compreender como aquela dinâmica funciona para as pessoas envolvidas, quais acordos foram construídos, onde surgem os conflitos, dúvidas ou sofrimentos e o que o casal deseja trabalhar.
Se você achar importante, pode perguntar previamente ao profissional como ele vê os relacionamentos não monogâmicos. É fundamental encontrar um profissional que consiga acolher a realidade do casal sem tentar enquadrá-la em um modelo considerado ideal.
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sentir-se invadido ou provocado pelos pais pode ser muito desgastante. Entretanto, não é possível afirmar somente pelo relato que eles sejam narcisistas ou que estejam realizando intencionalmente um jogo psicológico. Durante períodos de maior vulnerabilidade, a interpretação das situações também pode sofrer alterações.
Por isso, mantenha o acompanhamento com psicólogo e psiquiatra e conte a eles situações concretas que estejam acontecendo. O tratamento poderá ajudá-lo a compreender melhor essas experiências, cuidar das possíveis crises e construir limites familiares com mais segurança. Se estiver muito confuso, sentindo-se perseguido, ouvindo vozes ou com risco de machucar a si mesmo ou outra pessoa, procure imediatamente um CAPS, uma UPA ou um pronto-socorro, ou ligue para o SAMU pelo número 192.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você está sentindo pode fazer sentido diante do momento que está vivendo. Mesmo que antes da gravidez você ainda não tivesse planos muito definidos, existia a sensação de que sua vida estava aberta e que você poderia descobrir o que queria para si. A chegada de um bebê pode trazer a impressão de que essas possibilidades estão se fechando antes mesmo de serem vividas.
Também me chama a atenção quando você diz que sente que o bebê é amado e você não. Talvez exista aí um sofrimento que vai além da gravidez e que merece ser cuidado. Ter um filho não significa deixar de ter uma vida própria, desejos e projetos, mas encontrar espaço para tudo isso pode ser difícil neste momento.
Como você relata que está psicologicamente muito abalada, seria importante buscar acompanhamento psicológico e também conversar com o profissional que acompanha sua gestação. Você não precisa esperar estar feliz com a gravidez para pedir ajuda.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você relata mostra que a ansiedade tem causado um impacto importante na sua vida, principalmente quando você conta que está há três anos sem frequentar a escola e que tem evitado encontros, festas, atividades e outras situações por medo de julgamento, rejeição ou crítica.
Um ponto muito importante no tratamento é existir um bom alinhamento entre você e os profissionais que o acompanham. É importante que psicólogo e psiquiatra conheçam a dimensão dessas dificuldades, que os objetivos do tratamento sejam construídos de forma clara e que, ao longo do acompanhamento, vocês possam avaliar juntos se existem avanços ou se alguma mudança precisa ser feita.
O fato de você ter passado por duas psicólogas e interrompido a terapia porque sentia que não estava funcionando também é uma informação importante para levar a um próximo profissional. Você pode falar abertamente sobre essa experiência e sobre o que esperava que estivesse diferente. A própria percepção de que o tratamento não está avançando precisa ter espaço dentro da terapia.
Quanto à medicação, não é possível avaliar apenas pela dose se ela está adequada ou por que você não percebeu melhora. Como os sintomas continuam trazendo um prejuízo significativo, é importante conversar novamente com o psiquiatra para que ele possa reavaliar o tratamento.
Talvez o mais importante seja não pensar apenas em “tentar terapia novamente”, mas em construir um acompanhamento no qual você saiba quais são os objetivos, possa perceber e conversar sobre os avanços e dificuldades e se sinta participante das decisões sobre o próprio tratamento.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você relata pode estar mais relacionado à necessidade de aprovação, à autoestima e à preocupação com o olhar do outro do que necessariamente a uma intenção de se envolver com essas pessoas. O ponto que chama atenção é a culpa e a necessidade de analisar repetidamente suas atitudes para ter certeza de que não fez nada errado. Esse funcionamento pode aparecer em quadros de ansiedade e também no TOC, mas não é possível concluir um diagnóstico apenas por esse relato. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender por que a opinião do outro ganha tanto peso e por que essas situações acabam gerando tanta dúvida e culpa. Me parece que você busca por respostas e nem sempre a descrição de um diagnóstico explica o que se passa com você.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é uma dúvida que pode surgir em muitos relacionamentos e, por si só, não significa que o amor acabou. Com o passar do tempo, é natural que a intensidade da paixão diminua e dê lugar a uma forma de vínculo mais estável. Isso pode causar estranheza, principalmente quando esperamos sentir para sempre a mesma intensidade do início da relação.
Também chama a atenção o fato de você dizer que gosta de conversar com ele, reconhece o cuidado, o carinho e que não se sente presa na relação. Ao mesmo tempo, a ansiedade parece fazer com que você busque uma resposta definitiva sobre o que está sentindo. Nem sempre os sentimentos podem ser compreendidos apenas pela análise racional.
A psicoterapia pode ajudá-la muito nesse momento. Ela oferece um espaço para explorar seus sentimentos sem a pressão de precisar tomar uma decisão imediata, compreender o que pode estar influenciando essa dúvida e diferenciar aquilo que pertence ao relacionamento daquilo que faz parte da sua própria história, das suas expectativas e do momento de vida que você está vivendo.
Em vez de perguntar apenas "ainda o amo?", talvez seja interessante refletir: como eu me sinto quando estou com essa pessoa, que tipo de relação estamos construindo e o que eu desejo para o nosso futuro? Muitas vezes, as respostas surgem aos poucos, quando damos espaço para compreender a experiência, em vez de buscar uma certeza imediata.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que a sua mensagem demonstra algo muito importante: você consegue perceber as mudanças que aconteceram ao longo desses seis meses. Isso é um sinal de evolução.
Pelo que você descreve, no início do trabalho a ansiedade era intensa e fazia com que você se sentisse travada. Hoje, apesar de ainda sentir desconforto em algumas situações, você consegue interagir muito mais. Isso mostra que você ampliou sua capacidade de enfrentar situações que antes eram muito difíceis.
Sobre os comentários de que você é "séria", "quieta" ou "fala pouco", vale lembrar que eles dizem respeito à percepção das outras pessoas, não necessariamente à realidade. Ser uma pessoa mais reservada não é um defeito e nem significa que exista algo errado com você. O sofrimento costuma surgir quando começamos a acreditar que precisamos corresponder às expectativas dos outros para sermos aceitos.
Curar-se da ansiedade social não significa, necessariamente, tornar-se uma pessoa extrovertida ou deixar de ouvir esse tipo de comentário. Significa que esses comentários passam a ter menos poder sobre você. Você deixa de definir seu valor a partir do olhar do outro e consegue agir de acordo com quem você é, mesmo sentindo algum desconforto.
A sensação de não pertencimento que você menciona também merece atenção, especialmente porque você relata ter vivido bullying e dificuldades de interação durante a infância e adolescência. Essas experiências podem deixar marcas na forma como percebemos a nós mesmos, nas relações e no lugar que acreditamos ocupar no mundo. Felizmente, essas marcas podem ser compreendidas e ressignificadas ao longo da vida.
A psicoterapia costuma ser uma grande aliada nesse processo. Ela oferece um espaço seguro para compreender a origem desses sentimentos, fortalecer a autoestima e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesma e com os outros. Com o tempo, muitas pessoas percebem que não precisam deixar de ser quem são para viver relações mais leves e satisfatórias.
Continue observando sua própria trajetória, em vez de compará-la com a expectativa das outras pessoas. Uma pergunta que pode ajudá-la é: "Hoje consigo fazer coisas que antes a ansiedade me impedia de fazer?" Pelo seu relato, a resposta parece ser sim. Isso não significa que o caminho terminou, mas mostra que você já está caminhando.
Se o sofrimento persistir ou continuar interferindo na sua qualidade de vida, procure um psicólogo para uma avaliação. Você não precisa enfrentar esse processo sozinha. A ansiedade social pode ser trabalhada, e é possível desenvolver mais segurança nas relações sem abrir mão da sua essência.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Pelo seu relato, é possível perceber o quanto esse sofrimento tem impactado sua vida, mas também que você está buscando ajuda e isso é um passo muito importante.
Algo que merece atenção é que, quando estamos ansiosos ou deprimidos, nosso cérebro tende a buscar informações para tentar encontrar uma explicação ou uma forma de recuperar o controle. O problema é que as pesquisas excessivas, especialmente sobre sintomas, costumam produzir o efeito contrário: aumentam a ansiedade, fazem com que fiquemos mais atentos às sensações do corpo e fortalecem pensamentos negativos. É um ciclo que pode ser muito angustiante.
Uma estratégia importante é estabelecer um limite para essas buscas. Nem toda informação encontrada na internet se aplica ao seu caso, e muitas vezes ela é apresentada sem o contexto necessário, o que favorece interpretações catastróficas.
Você comentou que já iniciou o tratamento medicamentoso. É importante dar tempo para que ele faça efeito e manter o acompanhamento com o médico que o prescreveu, informando como você tem se sentido.
Além disso, a psicoterapia pode ajudar muito nesse momento. Ela oferece um espaço para compreender o que está acontecendo, trabalhar os pensamentos que alimentam o medo e desenvolver estratégias para retomar, gradualmente, as atividades que hoje parecem impossíveis. A recuperação não costuma acontecer de uma vez, mas por meio de pequenos passos consistentes.
O fato de hoje estar difícil sair de casa não significa que isso será permanente. Muitas pessoas que enfrentam ansiedade intensa, crises de pânico ou fobia social conseguem recuperar sua autonomia com o tratamento adequado.
Caso você perceba que o sofrimento está aumentando, que está perdendo completamente a esperança ou tenha pensamentos de que a vida não vale a pena, procure imediatamente seu psiquiatra, um serviço de urgência ou peça ajuda a alguém de confiança. Você não precisa enfrentar esse momento sozinho.
Acredite no seu processo. Neste momento, talvez o mais importante não seja encontrar mais respostas na internet, mas permitir que profissionais caminhem ao seu lado durante a recuperação. Há tratamento e há possibilidade de melhora.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, as pesquisas excessivas sobre sintomas podem acabar interferindo no tratamento, especialmente quando a pessoa já está vivendo um quadro de ansiedade ou depressão.
Em momentos de sofrimento, é comum buscarmos informações na tentativa de entender o que está acontecendo. No entanto, essa busca pode fazer com que você fique ainda mais atento aos sinais do corpo e interprete sensações comuns como evidências de que algo grave está acontecendo. Isso tende a aumentar o medo, a ansiedade e os comportamentos de evitação, como deixar de sair de casa, criando um ciclo que reforça o problema.
O fato de você já ter iniciado o escitalopram é importante, mas vale lembrar que os antidepressivos geralmente levam algumas semanas para apresentar um efeito mais consistente. Mantenha o acompanhamento com o médico e relate como você está evoluindo.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Mais do que aliviar os sintomas, ela busca compreender como esse ciclo se formou e o que o mantém. É um espaço para identificar os pensamentos que alimentam o medo, trabalhar as experiências que podem estar relacionadas ao sofrimento e desenvolver, de forma gradual e respeitando o seu ritmo, recursos para voltar a realizar atividades que hoje parecem difíceis.
A terapia também ajuda a diferenciar o que é um risco real do que é uma antecipação produzida pela ansiedade. Com isso, você vai recuperando a confiança em si mesmo e ampliando, pouco a pouco, sua capacidade de enfrentar situações que hoje geram medo.
Portanto, sim: pesquisar sintomas em excesso pode dificultar sua recuperação, enquanto um tratamento que associe acompanhamento médico e psicoterapia costuma oferecer resultados mais consistentes. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho, e é possível recuperar sua qualidade de vida com o suporte adequado.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Muitas pessoas perceberam uma maior dificuldade de concentração nos últimos anos. Além das mudanças na rotina, o uso frequente das redes sociais favorece a busca por recompensas imediatas, fazendo com que atividades que exigem mais tempo e esforço, como estudar ou ler, pareçam mais cansativas e menos interessantes.
Aos poucos, o cérebro pode se acostumar a evitar tarefas entediantes e buscar estímulos rápidos, como rolar o feed, o que dificulta manter o foco por períodos mais longos.
A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa dificuldade, identificar os fatores que mantêm esse padrão e desenvolver estratégias para retomar a concentração de forma gradual. Se os prejuízos forem importantes e persistentes, também vale a pena buscar uma avaliação com um psiquiatra para investigar outras possíveis causas.
Recuperar o foco não depende apenas de disciplina. Muitas vezes, é um processo de reaprender a tolerar o tédio e investir em atividades cujo resultado não é imediato, mas que trazem benefícios importantes a longo prazo.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa dúvida pode surgir durante um processo de psicoterapia. A relação terapêutica é um vínculo particular: você compartilha aspectos íntimos da sua vida, é escutado com atenção e encontra um espaço de acolhimento e compreensão. Por isso, diferentes sentimentos podem aparecer nessa relação, inclusive atração, admiração ou interesse amoroso.
Chamar isso de “transferência” não significa dizer que aquilo que você sente é falso ou que “não é de verdade”. O mais interessante talvez não seja tentar descobrir sozinho se é transferência ou um sentimento amoroso, mas compreender o que esse sentimento representa para você e o que acontece quando ele aparece.
Inclusive, se você se sentir confortável, isso pode ser levado para a própria terapia. Um profissional poderá acolher esse conteúdo mantendo os limites éticos da relação terapêutica, e a maneira como você vivencia esse vínculo pode trazer elementos importantes para a compreensão de suas necessidades, expectativas e formas de se relacionar.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Antes de tudo, quero dizer que sinto muito por tudo o que você viveu. Nenhuma criança deveria passar por uma situação de abuso, e as reações que você descreve não significam que exista algo de "defeituoso" em você. Elas são consequências de experiências profundamente traumáticas.
O fato de você conseguir estar bem com seu namorado em muitos momentos e, ao tentar uma maior intimidade, sentir medo, chorar ou reviver lembranças do abuso é algo que pode acontecer em pessoas que passaram por violência sexual. Isso não significa que você não o ame ou que nunca conseguirá viver uma relação saudável.
O álcool também merece atenção. Embora muitas pessoas tentem utilizá-lo para diminuir a ansiedade, ele pode reduzir o controle emocional e facilitar o surgimento de lembranças traumáticas, crises de pânico e outras reações intensas, exatamente como você descreveu.
A psicoterapia é uma das formas mais importantes de cuidado nesse momento. Ela oferece um espaço seguro para que você possa elaborar essas experiências traumáticas, compreender como elas ainda impactam sua vida e, aos poucos, construir uma relação mais segura com seu corpo, suas emoções e sua sexualidade. Esse é um processo que precisa acontecer no seu tempo, sem pressão e sem culpa.
Também é importante que seu namorado compreenda que o que acontece não é uma rejeição a ele, mas uma resposta do seu organismo diante de lembranças de um trauma. Quando existe diálogo, acolhimento e respeito aos seus limites, o relacionamento pode se tornar um importante fator de proteção durante a recuperação.
Se você ainda não faz acompanhamento psicológico, procure ajuda o quanto antes. E, caso as crises de pânico, as lembranças dos abusos ou o sofrimento estejam muito intensos, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada para complementar o tratamento.
Quero reforçar uma última coisa: você não é o que aconteceu com você. Os abusos fazem parte da sua história, mas não definem quem você é. Com tratamento e apoio adequado, muitas pessoas conseguem ressignificar essas experiências e construir relações afetivas e sexuais mais livres, seguras e saudáveis.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é uma experiência muito humana. O desejo de compartilhar a vida com alguém, construir intimidade e sentir pertencimento faz parte das necessidades afetivas de muitas pessoas. Não há nada de fútil nisso.
Também não existe uma idade "certa" para que isso aconteça. Aos 25 anos, é comum surgir a sensação de que algumas áreas da vida já deveriam estar resolvidas, mas cada pessoa tem seu próprio tempo e sua própria história. Comparar sua trajetória com expectativas sociais costuma gerar mais ansiedade do que respostas.
Um ponto que chamou minha atenção é quando você pergunta: "Quando serei feliz?". Essa pergunta merece um olhar cuidadoso. É natural desejar um relacionamento, mas quando começamos a acreditar que nossa felicidade depende exclusivamente de encontrar alguém, corremos o risco de depositar no outro uma responsabilidade que ele não poderá sustentar.
Isso não significa que você precise esperar ter uma vida "perfeita" ou completamente estável para se relacionar. Muitas pessoas constroem relações enquanto ainda estão desenvolvendo a carreira, amadurecendo e enfrentando desafios. O importante é que exista disponibilidade para construir uma relação baseada em respeito, diálogo e reciprocidade.
A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse momento. Ela não serve apenas para tratar sintomas, mas também para ajudar a compreender suas expectativas sobre os relacionamentos, a forma como você se vincula às pessoas, os medos, as frustrações e o significado que essa busca tem para você. Muitas vezes, ao compreender melhor a própria história, torna-se mais fácil construir vínculos mais saudáveis e reconhecer relações que realmente fazem sentido.
Continue investindo em seus projetos, na sua carreira e no seu desenvolvimento, mas não porque isso seja um pré-requisito para ser amado. Faça isso porque essas experiências fortalecem quem você é e ampliam as possibilidades de construir uma vida mais satisfatória. E, se surgir uma relação nesse caminho, ela poderá ser um espaço de crescimento compartilhado, e não a única fonte da sua felicidade.
O seu desejo de viver uma relação profunda é legítimo. Talvez a questão não seja quando você será feliz, mas como pode continuar construindo uma vida com sentido, deixando espaço para que um relacionamento aconteça de forma genuína, sem que ele precise carregar sozinho o peso da sua realização pessoal.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida mais comum do que muitas pessoas imaginam. Descobrir uma gestação pode despertar sentimentos muito diferentes ao mesmo tempo: alegria, medo, insegurança, tristeza, culpa e até dificuldade para acreditar que aquilo está realmente acontecendo. Isso não significa, necessariamente, que você esteja rejeitando o bebê.
Muitas vezes, o que ainda não foi aceito é a gestação e todas as mudanças que ela traz, e não o bebê em si. Afinal, uma gravidez envolve transformações físicas, emocionais, familiares, profissionais e financeiras, e cada pessoa precisa de um tempo para elaborar essa nova realidade.
Em vez de se perguntar "estou rejeitando meu bebê?", talvez seja mais útil refletir: "O que exatamente está sendo difícil para mim neste momento?" É a gravidez? As mudanças no corpo? O medo da maternidade? As responsabilidades? A mudança nos planos de vida? Identificar isso pode ajudar a compreender melhor o que você está vivendo.
A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo. Ela oferece um espaço acolhedor, livre de julgamentos, para que você possa falar sobre seus medos, dúvidas e sentimentos, inclusive aqueles que parecem "proibidos". Muitas mulheres sentem culpa por não viver uma felicidade constante durante a gestação, quando, na realidade, a ambivalência faz parte da experiência de muitas futuras mães.
Caso essa dificuldade venha acompanhada de sofrimento intenso, tristeza persistente, ansiedade importante ou dificuldade de estabelecer qualquer vínculo com a gestação, procure ajuda profissional. Quanto mais cedo esses sentimentos forem acolhidos e compreendidos, maiores são as possibilidades de viver esse momento com mais tranquilidade.
Lembre-se: sentir dúvidas ou precisar de tempo para se adaptar à ideia da maternidade não faz de você uma mãe ruim. Significa apenas que você está vivendo um processo de transformação que merece cuidado e acolhimento.
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…