Perguntas do paciente (65)

  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Antes de tudo, quero dizer que o seu sofrimento merece ser levado a sério. Pelo que você descreve, essa dificuldade vai muito além da timidez: ela tem causado intenso sofrimento emocional e prejuízos na sua vida profissional, além de fazer com que você evite situações sociais por medo do que pode acontecer.
    O fato de você ter receio de procurar ajuda por medo de não ser compreendida também chama a atenção. Infelizmente, quando uma pessoa convive por muito tempo com esse tipo de sofrimento, ela pode começar a acreditar que está exagerando ou que ninguém irá entendê-la. Mas o que você sente é real e merece cuidado.
    O profissional mais indicado para iniciar esse processo é um psicólogo. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender como esse medo foi se desenvolvendo ao longo da sua história, identificar os fatores que o mantêm e construir, gradualmente, formas mais seguras de se relacionar com as pessoas. O tratamento respeita o seu ritmo e não consiste em simplesmente "obrigar" você a enfrentar situações difíceis.
    Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser útil para verificar se há indicação de um tratamento medicamentoso, especialmente se a ansiedade estiver muito intensa.
    Quero reforçar uma última coisa: você escreveu que gostaria de ser "minimamente normal". Eu diria que o seu objetivo não precisa ser se tornar outra pessoa ou alguém extremamente extrovertido. O objetivo é que você possa viver com mais liberdade, sem que o medo determine suas escolhas e limite a sua vida.
    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar ajuda não é perder a dignidade; é dar o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida que esse sofrimento tem tirado de você.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O primeiro passo você já deu: perceber que esse padrão existe e que ele tem trazido consequências para a sua vida. Esse é um movimento importante de autoconhecimento.
    Muitas vezes, manter uma opinião a qualquer custo não está relacionado apenas a "estar certo". Em alguns casos, mudar de ideia pode ser vivido como sinal de fraqueza, perda de controle ou até como uma ameaça à própria identidade. Quando isso acontece, defender a própria posição deixa de ser apenas uma questão de argumentos e passa a ser uma forma de proteção.
    Vale a pena se perguntar: o que acontece dentro de mim quando alguém discorda de mim? Essa reflexão costuma trazer pistas importantes sobre a origem desse comportamento.
    A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender como esse padrão foi construído ao longo da vida, desenvolver maior flexibilidade diante das diferenças e fortalecer a capacidade de escutar o outro sem sentir que isso diminui quem você é.
    Mudar de opinião quando faz sentido não é perder uma discussão nem abrir mão dos seus valores. Pelo contrário, é um sinal de maturidade emocional. O objetivo não é deixar de defender suas ideias, mas conseguir fazer isso de forma aberta ao diálogo, preservando tanto suas relações quanto sua autenticidade.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O que você descreve é uma angústia que muitas pessoas vivem, especialmente quando comparam a própria trajetória com a dos outros. A sensação de estar "atrasado" costuma ser muito mais dolorosa do que o tempo em si.
    É importante lembrar que a vida não acontece em um único momento. Pensar que ela só começará aos 35 ou 40 anos pode fazer com que você deixe de perceber tudo o que está construindo agora. Na prática, esses anos também fazem parte da sua vida e são justamente o caminho que pode levá-lo às conquistas que deseja.
    Além disso, comparar o próprio tempo com o de outras pessoas pode ser injusto. Cada história é marcada por oportunidades, desafios e contextos diferentes. A idade em que alguém alcança uma meta não determina o valor da conquista nem o significado que ela terá.
    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender de onde vem essa sensação de atraso e a forma como ela influencia sua motivação. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas nas metas que ainda não foram alcançadas, mas na cobrança, nas comparações e nas expectativas que construímos sobre como a vida "deveria" acontecer.
    Continue investindo nos seus objetivos, mas procure também reconhecer o valor do percurso. A vida não começa quando todas as metas são alcançadas. Ela acontece enquanto você aprende, muda, enfrenta dificuldades e constrói, pouco a pouco, a pessoa que deseja ser. Muitas vezes, é justamente nesse caminho que encontramos o sentido que estávamos procurando.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Sim, é possível, mas isso depende da disposição de ambos para compreender o que aconteceu e construir uma forma diferente de se relacionar. O respeito não costuma desaparecer de um dia para o outro; ele vai sendo desgastado por conflitos repetitivos, ofensas, ressentimentos e pela dificuldade de ouvir e compreender o outro.
    Reconstruir esse respeito não significa apagar o passado, mas assumir responsabilidade pelas próprias atitudes, reconhecer o sofrimento causado e criar novas formas de diálogo. Esse é um processo que exige tempo, comprometimento e mudanças concretas na forma como o casal se relaciona.
    A psicoterapia, especialmente a terapia de casal, pode ser uma importante aliada nesse momento. Ela oferece um espaço para que ambos compreendam a dinâmica que levou ao desgaste da relação, expressem suas necessidades de maneira mais saudável e avaliem se ainda existe disponibilidade emocional para reconstruir o vínculo.
    Também é importante reconhecer que nem todos os relacionamentos conseguem ser reconstruídos. Em alguns casos, o processo terapêutico ajuda o casal a restaurar o respeito e fortalecer a relação. Em outros, ajuda a perceber que a forma mais saudável de cuidar de si e do outro é encerrar a relação de maneira mais respeitosa.
    O mais importante é que essa decisão não seja tomada apenas pelo acúmulo das mágoas, mas a partir de um processo de reflexão, diálogo e cuidado com a saúde emocional de ambos.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Sim, essa sensação pode acontecer, principalmente quando percebemos que nossos sentimentos ou necessidades não encontram espaço na relação. Nem sempre a tristeza surge por um único motivo; muitas vezes, ela vai sendo construída a partir de experiências repetidas em que a pessoa sente que precisa se calar, medir as palavras ou que não será compreendida.
    O fato de você dizer que sente que precisa "pisar em ovos" para se expressar merece atenção. Em um relacionamento saudável, é esperado que existam diferenças, mas também que ambos possam falar sobre o que sentem sem medo de serem desqualificados ou invalidados.
    Isso não significa, necessariamente, que o problema esteja apenas no relacionamento. Vale a pena olhar também para a sua história e perceber se essa sensação de não ser validada já apareceu em outros momentos da vida. Muitas vezes, experiências anteriores influenciam a forma como vivemos os relacionamentos atuais.
    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor esses sentimentos. Ela oferece um espaço seguro para identificar o que está por trás dessa tristeza, reconhecer suas necessidades emocionais e fortalecer sua capacidade de se posicionar nas relações de forma mais autêntica.
    Mais do que se perguntar se isso é "normal", talvez seja importante perguntar: o que essa tristeza está tentando lhe mostrar? As emoções têm uma função importante na nossa vida e, quando persistem, costumam indicar que algo precisa ser olhado com mais cuidado.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O seu relato mostra que você não está sofrendo apenas pelos conflitos do casamento, mas também pelo impacto que eles têm causado em você, na relação e nos seus filhos. Quando as discussões se tornam frequentes, acompanhadas de ofensas e da sensação de que o diálogo não acontece, é natural que surjam o cansaço, a perda da esperança e a confusão sobre o que fazer.
    Um relacionamento costuma ter possibilidade de reconstrução quando, apesar das dificuldades, ambos conseguem reconhecer a própria participação nos conflitos e demonstram disposição para mudar a forma como se relacionam. Isso não significa concordar em tudo, mas assumir responsabilidade pelas próprias atitudes e estar aberto ao diálogo.
    Quando essa disposição não existe ou quando os conflitos passam a comprometer de forma importante a saúde emocional do casal e dos filhos, pode ser necessário refletir sobre outras alternativas. Um afastamento temporário pode, em alguns casos, criar espaço para que cada um reorganize seus sentimentos, mas essa decisão merece ser tomada com cuidado e reflexão, e não apenas no auge do sofrimento.
    A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Se ambos estiverem dispostos, a terapia de casal pode favorecer o diálogo, a compreensão da dinâmica dos conflitos e a reconstrução do vínculo. Se apenas um dos parceiros estiver disponível, a terapia individual também é extremamente importante. Ela ajuda a compreender seus sentimentos, fortalecer seus recursos emocionais e tomar decisões de forma mais consciente, independentemente do caminho que o relacionamento venha a seguir.
    O mais importante é que você não precise enfrentar esse momento sozinho. Cuidar da sua saúde emocional também é uma forma de cuidar dos seus filhos, que são profundamente afetados pelo clima emocional da família.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum. A ansiedade é uma resposta natural do nosso organismo diante de situações de ameaça ou perigo. O problema é que, em algumas situações, ela permanece ativada mesmo quando não existe um risco real e imediato.
    Uma forma de começar a diferenciar essas experiências é observar o contexto. Quando existe um perigo concreto, a resposta costuma estar relacionada a uma situação específica e tende a diminuir quando ela passa. Já na ansiedade, é comum surgir uma sensação persistente de que "algo ruim vai acontecer", mesmo sem uma evidência clara que justifique esse estado de alerta.
    Também é importante lembrar que a ansiedade provoca manifestações físicas reais, como aceleração dos batimentos cardíacos, tensão muscular, falta de ar e inquietação. Ou seja, os sintomas são fisiológicos, mas podem estar sendo desencadeados por um estado emocional, e não necessariamente por uma doença física.
    Quando essas sensações são frequentes, intensas ou começam a interferir na sua qualidade de vida, é importante procurar ajuda profissional. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender por que seu organismo permanece em estado de alerta, identificar as situações que favorecem esse funcionamento e desenvolver recursos para lidar com elas de forma mais saudável. Em alguns casos, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada para verificar a necessidade de tratamento medicamentoso.
    Com o acompanhamento adequado, muitas pessoas passam a conhecer melhor o próprio funcionamento e conseguem diferenciar, com mais segurança, quando estão diante de um risco real e quando estão vivendo uma resposta de ansiedade. Esse é um processo que acontece gradualmente e pode trazer mais tranquilidade e confiança no dia a dia.


  • Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O controle digital parental não é necessariamente bom ou ruim. Ele pode ser uma ferramenta importante de proteção, principalmente na infância e no início da adolescência, ajudando a estabelecer limites de tempo, acesso a conteúdos e cuidados com a exposição no ambiente digital.
    Entretanto, tão importante quanto controlar é conversar. Quando a ferramenta é utilizada apenas como vigilância, sem diálogo ou respeito à privacidade, pode gerar conflitos e fazer com que crianças e adolescentes procurem formas de esconder o que fazem.
    A idade e a maturidade também precisam ser consideradas. Conforme os filhos crescem, o controle tende a dar lugar, gradualmente, à orientação, à confiança e à construção de autonomia. Mais do que simplesmente impedir o acesso, o desafio dos pais é ajudá-los a desenvolver critérios para que possam fazer escolhas mais seguras mesmo quando os adultos não estiverem por perto.
    Para os pais, a psicoterapia também pode ser um espaço importante para refletir sobre esse processo. Educar envolve dúvidas, medos e a difícil tarefa de equilibrar proteção e autonomia. A terapia pode ajudá-los a compreender suas próprias inseguranças, rever expectativas e encontrar maneiras de estabelecer limites sem perder o diálogo e o vínculo com os filhos.


  • Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Como a ansiedade interfere na atenção de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! A ansiedade pode interferir significativamente na atenção de pessoas com TOC. Isso acontece porque grande parte dos recursos mentais fica direcionada para os pensamentos repetitivos, as dúvidas ou a necessidade de reduzir o desconforto que eles provocam.
    Como consequência, pode haver dificuldade para manter o foco em atividades do dia a dia, sensação de distração, queda no rendimento e dificuldade para permanecer presente no momento. Em muitos casos, não é a atenção que está prejudicada em si, mas o fato de ela estar constantemente capturada pela ansiedade e pelas preocupações.
    A psicoterapia é uma parte fundamental do tratamento. Ela ajuda a compreender como esse funcionamento interfere na vida cotidiana e desenvolve estratégias para que a pessoa se relacione de forma diferente com seus pensamentos e com a ansiedade, reduzindo o impacto que eles exercem sobre a atenção e a qualidade de vida.
    Em muitos casos, o acompanhamento com um psiquiatra também é importante, pois o tratamento medicamentoso pode contribuir para a redução dos sintomas quando há indicação. A combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico costuma oferecer bons resultados, permitindo que a pessoa recupere gradualmente sua capacidade de concentração e de realizar suas atividades com mais tranquilidade.


  • Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Ape

    Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Apesar de não ter havido contato físico, ela reagiu de forma muito intensa, chegando a ameaçar tirar a própria vida e tentar se ferir. Desde então, passamos por momentos muito difíceis, incluindo discussões e uma viagem bastante desgastante. Recentemente, porém, ela mudou sua postura, reconheceu falhas no relacionamento e demonstrou interesse em reconstruirmos o casamento.

    Diante dessa situação, sinto-me dividido entre tentar recomeçar a relação ou seguir em frente com uma separação. Tenho medo de permanecer no casamento sem estar verdadeiramente decidido e acabar magoando minha esposa novamente, mas também me sinto culpado ao pensar em encerrar uma história de três anos de casamento. Como lidar com essa indecisão, compreender melhor meus sentimentos e tomar uma decisão emocionalmente saudável para mim e para minha esposa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! É natural sentir-se dividido diante de uma situação tão delicada. Antes de decidir permanecer ou encerrar o casamento, pode ser importante compreender se o desejo de continuar vem do vínculo e da vontade de reconstruir a relação ou do medo, da culpa e da preocupação com sua esposa.

    As ameaças e tentativas de se ferir indicam um sofrimento emocional que precisa de acompanhamento profissional, mas você não deve permanecer no casamento apenas por se sentir responsável pela segurança emocional dela.
    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender seus sentimentos, reconhecer seus limites e tomar uma decisão mais consciente, sem precisar fazê-la apenas pela culpa ou pelo medo de magoar.


  • Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade

    Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
    Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
    Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
    Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    olá! Pelo seu relato, a ansiedade tem ocupado um espaço importante na sua vida e levado você a evitar situações que gostaria de viver. Por isso, acredito que vale a pena considerar uma nova experiência de psicoterapia, mesmo que as anteriores não tenham trazido os resultados esperados.

    Na Gestalt-terapia, o trabalho não se limita a ensinar técnicas para controlar a ansiedade. Buscamos compreender como ela acontece em você: o que sente no corpo, quais pensamentos, medos e necessidades aparecem e como você responde a essas experiências. No seu caso, por exemplo, seria importante compreender a relação entre o medo de passar mal ou vomitar, a alimentação, a presença de outras pessoas e as situações que acabam sendo evitadas.

    A terapia pode ajudá-lo a ampliar a consciência sobre esse funcionamento e, gradualmente, construir outras possibilidades para lidar com essas situações, respeitando seus limites e seu tempo. Uma experiência anterior que não funcionou não significa que uma nova terapia, com outro profissional ou abordagem, não possa ser diferente.


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O mais importante talvez não seja definir se o comportamento dele é ciúme ou desconfiança, mas perceber como você está se sentindo nessa relação. Em apenas um mês, você já relata estar constantemente preocupada com o que fala ou faz para evitar novos questionamentos, além de dizer que não está conseguindo se sentir feliz.

    Conhecer alguém não significa precisar justificar detalhadamente seu passado ou responder repetidamente até que o outro se sinta satisfeito. É importante observar se seus limites estão sendo respeitados e se existe espaço para você se sentir segura e espontânea nessa relação.
    A psicoterapia pode ajudá-la (o) a compreender o que está vivendo, reconhecer seus limites e refletir sobre o que espera de um relacionamento, sem que outra pessoa decida por você se deve permanecer ou não nele.


  • Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parcei

    Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parceiro não ficou incomodado quando lhe contei, mas desde então tenho pensamentos repetitivos sobre se fiz algo errado. Passo muito tempo a rever mentalmente o que aconteceu, a analisar cada detalhe e a sentir culpa, apesar de procurar confirmação junto de outras pessoas. Como posso lidar com esta necessidade constante de ter a certeza de que não fiz algo errado? Sinto a necessidade de perguntar a toda a gente se considera traição, se eu agi errado, e minha cabeça fica o tempo todo “isso é traição” “coitado do seu namorado, vc não merece ele” “será que eu dei abertura?” “Será que eu fiz com intenção?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Pelo seu relato, parece que o maior sofrimento não está apenas no que aconteceu, mas na necessidade de encontrar uma certeza absoluta de que você não fez nada errado. Mesmo quando seu parceiro não se incomoda e outras pessoas oferecem respostas, a dúvida retorna e você sente necessidade de analisar novamente a situação.

    Buscar repetidamente confirmações pode trazer alívio momentâneo, mas não necessariamente encerra a dúvida. Na psicoterapia, é possível compreender o que sustenta essa necessidade de certeza, trabalhar a culpa e aprender a reconhecer esses pensamentos sem precisar responder ou encontrar uma conclusão para cada um deles.
    Talvez o caminho não seja descobrir uma resposta definitiva para “foi traição?”, mas compreender por que essa dúvida ganhou tanto espaço e sofrimento na sua vida.


  • Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade ext

    Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade extrema, estresse frequente e episódios de raiva sem um motivo aparente. Gostaria de saber quais condições de saúde mental ou fatores biológicos costumam estar associados a esse quadro de irritabilidade persistente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! A irritabilidade persistente pode estar relacionada a diferentes fatores e, isoladamente, não é suficiente para indicar um transtorno específico. Ansiedade, depressão, alterações do humor, estresse prolongado, privação de sono, mudanças hormonais e algumas condições clínicas podem se manifestar dessa forma.

    Na psicoterapia, é possível compreender quando essa irritabilidade aparece, o que pode estar relacionado a ela e os impactos na sua vida e nos relacionamentos. Se durante esse processo houver necessidade de investigar possíveis fatores biológicos ou psiquiátricos, o próprio psicólogo poderá orientá-lo e encaminhá-lo para uma avaliação médica ou psiquiátrica.


  • O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) “sabe quem ele é”?

    O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) “sabe quem ele é”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Não podemos dizer que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) simplesmente “não sabe quem é”. Entretanto, algumas pessoas com esse diagnóstico podem apresentar dificuldades importantes relacionadas à identidade e à maneira como percebem a si mesmas.
    Pode haver mudanças intensas na percepção sobre quem são, no que desejam, em seus valores, projetos e na forma como se enxergam nas relações. Em determinados momentos, a pessoa pode sentir que sabe claramente o que quer e quem é; em outros, experimentar vazio, confusão ou uma sensação de não se reconhecer. A maneira como acredita ser vista, aceita ou rejeitada pelos outros também pode exercer grande influência sobre sua percepção de si.
    Isso não significa ausência de identidade, mas pode indicar uma identidade vivenciada de maneira mais instável e muito atravessada pelas experiências emocionais e relacionais.
    A psicoterapia pode oferecer um espaço importante para que a pessoa reconheça sua própria história, necessidades, limites, valores e escolhas, diferenciando gradualmente aquilo que pertence a ela daquilo que foi construído a partir das expectativas e das relações com os outros.
    Mais do que responder “quem eu sou?” de maneira definitiva, o processo terapêutico pode ajudar a construir uma experiência de si mais integrada, contínua e menos dependente das mudanças emocionais ou da validação externa.


  • O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) idealiza e depois des

    O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) idealiza e depois desvaloriza o psicoterapeuta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Em algumas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pode ocorrer uma oscilação intensa na maneira de perceber as pessoas significativas, incluindo o próprio psicoterapeuta. Em determinados momentos, ele pode ser percebido como alguém extremamente acolhedor, confiável e capaz de compreender tudo; em outros, diante de uma frustração, limite ou sensação de não ter sido compreendido, pode passar a ser visto de maneira bastante negativa.
    Mais do que tentar impedir essa oscilação, é importante compreender o que acontece na relação quando ela aparece. O que mudou entre um momento e outro? Houve uma expectativa que não foi atendida? Um limite foi vivido como rejeição? Alguma intervenção foi percebida como crítica ou abandono?
    O psicoterapeuta precisa sustentar o vínculo sem corresponder à idealização e sem reagir defensivamente à desvalorização. Manter limites claros, uma postura consistente e abertura para conversar sobre o que está acontecendo na própria relação terapêutica pode transformar esses momentos em um importante material de trabalho.
    Com o tempo, a psicoterapia pode favorecer a integração de percepções menos polarizadas: alguém pode acolher e também frustrar, estar disponível e também estabelecer limites, falhar em determinado momento e ainda assim continuar sendo uma pessoa significativa e confiável.
    Assim, aquilo que inicialmente ameaça o vínculo terapêutico pode, quando cuidadosamente trabalhado, tornar-se uma oportunidade para que o paciente experimente uma relação na qual conflitos e frustrações não precisam significar necessariamente rejeição, abandono ou rompimento.


  • Qual o objetivo global do tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com comportamen

    Qual o objetivo global do tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com comportamento autoagressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O objetivo global do tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é apenas reduzir a autolesão, mas promover uma melhora ampla na qualidade de vida e no funcionamento da pessoa.
    A psicoterapia busca compreender o sofrimento que está por trás desse comportamento, fortalecer a capacidade de reconhecer e regular as emoções, desenvolver formas mais saudáveis de enfrentar situações difíceis e melhorar a qualidade das relações interpessoais. Com isso, a autolesão tende a perder sua função como estratégia para lidar com a dor emocional.
    Em muitos casos, o acompanhamento com um psiquiatra também é importante, especialmente quando existem sintomas associados, como ansiedade, depressão ou impulsividade, que podem se beneficiar do tratamento medicamentoso.
    O tratamento é individualizado e tem como propósito ajudar a pessoa a construir uma vida que faça mais sentido para ela, com maior autonomia, estabilidade emocional e recursos para enfrentar o sofrimento sem recorrer à autolesão.


  • Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?

    Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! O comportamento autolesivo pode ser influenciado tanto por aspectos internos quanto pelas respostas do ambiente. Em alguns casos, após um episódio de autolesão, a pessoa pode receber maior atenção, cuidado ou aproximação de pessoas importantes; em outros, pode conseguir interromper temporariamente uma situação vivida como muito difícil, como um conflito ou uma cobrança. Essas consequências podem, sem que ninguém tenha essa intenção, contribuir para a repetição do comportamento.
    Isso não significa que a pessoa esteja se machucando simplesmente para “chamar atenção” ou manipular os outros. A autolesão costuma estar relacionada a um sofrimento emocional importante e pode cumprir diferentes funções para cada pessoa.
    Também é importante considerar que o próprio ambiente pode aumentar a vulnerabilidade à autolesão quando é marcado por críticas constantes, rejeição, invalidação emocional, conflitos ou dificuldade de reconhecer e acolher o sofrimento.
    Por isso, acolher não significa reforçar a autolesão. É possível oferecer cuidado e presença sem concentrar toda a atenção apenas no comportamento, procurando compreender o sofrimento que está sendo comunicado e ajudando a pessoa a desenvolver outras formas de expressar necessidades e regular emoções.
    Na psicoterapia, compreender o que acontece antes e depois dos episódios, tanto emocionalmente quanto nas relações, pode ajudar a identificar a função que a autolesão está desempenhando e construir outras possibilidades de enfrentamento.


  • Qual a influência da aliança terapêutica na manutenção do vínculo terapêutico e na eficácia das inte

    Qual a influência da aliança terapêutica na manutenção do vínculo terapêutico e na eficácia das intervenções cognitivo-comportamentais voltadas à redução da autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! A aliança terapêutica, isto é, o vínculo representa uma relação de confiança, colaboração e segurança construída entre paciente e terapeuta, um dos fatores mais importantes no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
    Pessoas com TPB frequentemente vivenciam intenso sofrimento emocional, medo de rejeição e dificuldades nos relacionamentos. Nesse contexto, uma relação terapêutica consistente e acolhedora favorece o engajamento no tratamento e aumenta a possibilidade de que a pessoa experimente novas formas de lidar com suas emoções.
    Em relação à autolesão, a psicoterapia busca compreender a função que esse comportamento exerce na vida da pessoa e desenvolver estratégias mais saudáveis para enfrentar o sofrimento. Para que isso aconteça, é fundamental que o paciente se sinta seguro para falar sobre suas experiências sem medo de julgamento.
    Em muitos casos, o acompanhamento com um psiquiatra também faz parte do tratamento, principalmente quando existem sintomas associados que podem se beneficiar do uso de medicação.
    Mais do que uma técnica específica, é a combinação entre uma boa aliança terapêutica, intervenções significativas e individualizadas, além do comprometimento com o processo que favorece mudanças consistentes e uma melhora na qualidade de vida.


  • O que são comportamentos autolesivos? .

    O que são comportamentos autolesivos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alessandra Conde

    Olá! Os comportamentos autolesivos são atos intencionais em que a pessoa provoca lesões no próprio corpo como uma forma de lidar com um sofrimento emocional intenso. É importante destacar que a autolesão não significa, necessariamente, que a pessoa deseja morrer. Em muitos casos, ela representa uma tentativa de aliviar emoções difíceis, lidar com um sentimento de vazio, reduzir uma tensão intensa ou expressar uma dor que não consegue ser colocada em palavras.
    Embora possa trazer um alívio momentâneo, a autolesão tende a manter um ciclo de sofrimento, sendo frequentemente seguida por culpa, vergonha e arrependimento.
    A psicoterapia é fundamental nesses casos. Ela ajuda a compreender a função que a autolesão exerce na vida da pessoa, acolher o sofrimento que está por trás desse comportamento e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções intensas. Quando necessário, o acompanhamento com um psiquiatra também pode fazer parte do tratamento, especialmente se houver outros sintomas associados.
    Se você ou alguém próximo apresenta comportamentos autolesivos, procurar ajuda profissional é um passo importante. Com o tratamento adequado, é possível compreender esse sofrimento e construir outras formas de enfrentá-lo, promovendo mais segurança e qualidade de vida.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.