Perguntas do paciente (65)
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa sensação de que a depressão está sempre "à espreita" é muito comum entre pessoas que já passaram por um episódio depressivo. Muitas vivem com o receio de que qualquer acontecimento ruim seja suficiente para que tudo volte como antes.
A depressão não costuma voltar apenas por causa de um evento difícil. Perdas, frustrações e momentos de sofrimento fazem parte da vida de todos. A diferença é que quem já enfrentou uma depressão pode estar mais vulnerável, tanto do ponto de vista biológico quanto emocional, e isso faz com que determinadas situações tenham um impacto maior.
Mas existe uma diferença importante entre sentir tristeza diante de um momento difícil e desenvolver um novo episódio de depressão. Nem toda dor significa que a doença voltou. Muitas vezes, ela representa apenas uma resposta natural a uma situação que precisa ser vivida e elaborada.
É justamente por isso que a psicoterapia é tão importante. Ela não serve apenas para aliviar os sintomas quando a depressão aparece, mas para ajudar a pessoa a conhecer melhor a si mesma, reconhecer seus sinais de alerta, compreender como reage às adversidades e desenvolver recursos para atravessar os momentos difíceis sem se perder neles.
Com o tempo, muitas pessoas percebem que os problemas continuam existindo, mas a forma de enfrentá-los muda. Elas passam a confiar mais na própria capacidade de lidar com o sofrimento, sem a sensação de que qualquer dificuldade irá destruí-las.
Se você já teve depressão e percebe que alguns sinais estão reaparecendo, não espere que eles se agravem para procurar ajuda. Retomar o acompanhamento psicológico e, quando necessário, conversar com um psiquiatra pode fazer toda a diferença.
A recuperação não significa nunca mais sentir tristeza ou passar por momentos difíceis. Significa saber que, mesmo quando a vida traz desafios, você não precisa enfrentá-los sozinho e que existem recursos e tratamento para ajudá-lo a seguir em frente. Essa talvez seja uma das maiores conquistas de quem atravessa um processo terapêutico.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que mais chama atenção no seu relato é que, além do sofrimento vivido no trabalho, você não se sentiu acolhido por quem esperava receber apoio. Quando uma pessoa importante para nós invalida a nossa dor, é comum surgirem sentimentos de abandono, traição e muita solidão.
Também é compreensível que, depois dessa experiência, você passe a desconfiar das pessoas. No entanto, quando concluímos que "ninguém presta", essa dor pode acabar limitando a possibilidade de construir novos vínculos e viver experiências diferentes.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço seguro para elaborar essas vivências, compreender o impacto que tiveram na sua forma de enxergar a si mesmo e aos outros, e fortalecer recursos para que essa ferida não continue determinando suas relações.
Você não pode mudar a reação da sua mãe no passado, mas pode cuidar das marcas que essa experiência deixou. Com o apoio adequado, é possível ressignificar essa dor e voltar a confiar nas pessoas, sem esquecer o que aconteceu, mas também sem permanecer preso a essa história.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a psicoterapia pode ajudar bastante a compreender esse funcionamento. Buscar livros, cursos e novos conteúdos não é necessariamente um problema, mas merece atenção quando essa busca começa a ocupar o espaço de atividades importantes, como você relata estar acontecendo com o trabalho.
Também seria interessante compreender o que acontece justamente no momento em que você precisa permanecer trabalhando: surge ansiedade, tédio, cobrança, medo de não fazer bem o suficiente ou necessidade de buscar mais informações antes de continuar? Às vezes, aquilo que parece apenas distração ou impulsividade também pode ser uma forma de lidar com o desconforto de permanecer em uma tarefa.
O perfeccionismo que você menciona é outro aspecto importante a ser explorado, pois a necessidade de fazer algo muito bem pode, paradoxalmente, dificultar começar, concluir ou sustentar uma atividade.
Tanto a TCC quanto outras abordagens de psicoterapia podem ajudá-lo. Mais do que buscar uma abordagem “perfeita”, é importante encontrar um profissional com quem você consiga construir um bom vínculo terapêutico, sentindo-se seguro para compreender esses padrões e experimentar novas formas de lidar com eles. A qualidade dessa relação também é uma parte importante do processo de mudança.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem aparecer em diferentes momentos da vida e estar relacionados a fatores como ansiedade, estresse, sobrecarga emocional, dificuldades com o sono ou outras questões que precisam ser compreendidas com mais cuidado.
Na psicoterapia, é possível investigar quando esses sintomas começaram, em quais situações se intensificam e de que maneira estão afetando seu trabalho e sua vida cotidiana. A partir dessa compreensão, também é possível construir estratégias para lidar melhor com a agitação e organizar os pensamentos e a rotina.
Caso os sintomas sejam intensos, persistentes ou estejam trazendo prejuízos importantes, uma avaliação médica ou psiquiátrica também pode ser indicada. O mais importante é não tentar chegar sozinho a um diagnóstico, mas buscar compreender o que está acontecendo com você.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por compartilhar seu relato com tantos detalhes. O primeiro ponto importante é que esses sintomas merecem uma avaliação presencial, pois há diferentes condições que podem causar experiências como as que você descreve. Não é possível definir um diagnóstico apenas pelo seu relato.
Os pensamentos intrusivos envolvendo tragédias, acompanhados da necessidade de conferir ou realizar algum comportamento para aliviar a ansiedade, podem estar presentes em alguns transtornos de ansiedade, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Já as experiências que você teve na infância e o retorno de algumas sensações mais recentemente também precisam ser investigados com cuidado, para compreender sua origem e descartar outras possibilidades clínicas.
O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é um psiquiatra, que poderá investigar os sintomas, verificar a necessidade de exames complementares, quando houver indicação, e definir se há necessidade de tratamento medicamentoso.
A psicoterapia também é uma parte muito importante desse processo. Além de ajudar a compreender o impacto desses sintomas na sua vida, ela oferece estratégias para lidar com os pensamentos intrusivos, reduzir o sofrimento e recuperar sua qualidade de vida. Independentemente do diagnóstico, o acompanhamento psicológico costuma ser um recurso fundamental.
Como esses episódios têm ocorrido diariamente e estão interferindo na sua rotina, procure atendimento o quanto antes. Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as chances de compreender o que está acontecendo e iniciar o tratamento mais adequado. Você não precisa enfrentar isso sozinho.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, é importante lembrar que ter um pensamento não significa desejar que ele aconteça, nem define quem você é. Nossa mente produz inúmeras ideias, lembranças e hipóteses ao longo da vida, inclusive sobre escolhas que poderiam ter sido diferentes.
Pelo seu relato, parece que o que mais está causando sofrimento não é o pensamento em si, mas o significado que você atribuiu a ele. Pensar por alguns instantes em como a vida poderia ter sido se tivesse feito outra escolha não apaga o fato de que você decidiu permanecer no seu relacionamento e que hoje reconhece o valor dessa relação.
Quando a culpa se torna muito intensa, é comum a pessoa revisitar repetidamente o passado e tentar encontrar uma resposta definitiva para o que aquele pensamento "quer dizer". No entanto, essa busca costuma aumentar a angústia, em vez de trazer alívio.
A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo. Ela oferece um espaço seguro para compreender a origem dessa culpa, elaborar essa experiência e desenvolver uma relação mais saudável com os próprios pensamentos, sem que cada um deles seja tratado como uma prova do seu caráter ou dos seus sentimentos.
Se esse sofrimento tem sido frequente e está interferindo na sua qualidade de vida, vale a pena procurar um psicólogo. Cuidar da culpa não significa apagar o passado, mas construir uma forma mais compassiva e saudável de se relacionar com a sua própria história.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo é uma experiência que algumas pessoas relatam no início do tratamento. Quando alguém conviveu por muito tempo com ansiedade intensa, viver um estado de maior tranquilidade pode parecer estranho, justamente porque o organismo se acostumou a funcionar em estado de alerta.
Pelo seu relato, tanto sua psiquiatra quanto sua psicóloga estão acompanhando esse processo, o que é muito positivo. É importante respeitar o tempo de adaptação e continuar compartilhando com elas como você tem se sentido.
A psicoterapia tem um papel muito importante nessa fase. Não apenas para aliviar sintomas, mas para ajudá-la a reconhecer essa nova experiência, compreender os sentimentos que surgem diante dela e reconstruir, aos poucos, a confiança de que é possível viver sem estar constantemente em estado de tensão. Muitas vezes, a estranheza não está na tranquilidade em si, mas no fato de ela ser uma experiência nova.
Com o tempo, é comum que essa sensação deixe de parecer "estranha" e passe a ser vivida com mais naturalidade. Isso não significa que você deixará de ser quem é, mas que poderá experimentar uma forma diferente de estar no mundo, com menos sofrimento e mais disponibilidade para viver o presente.
Continue conversando abertamente com os profissionais que acompanham você. Esse período de adaptação faz parte do tratamento e merece ser acolhido, não como um sinal de que você perdeu sua identidade, mas como uma oportunidade de conhecer uma versão de si mesma que talvez estivesse encoberta pela ansiedade durante muito tempo.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que mais me chamou a atenção no seu relato não foi o episódio em si, mas a intensidade da culpa e da angústia que você passou a sentir depois dele.
Ao longo da vida, todos nós entramos em contato com conteúdos, pensamentos ou situações que podem nos causar estranhamento. Isso, por si só, não define quem somos nem nossos valores. No entanto, quando uma experiência passa a ocupar tanto espaço, é importante olhar para o significado que ela adquiriu na nossa história.
Você também relata uma experiência difícil com um profissional, que acabou fazendo com que você se sentisse julgada. Isso pode tornar ainda mais difícil procurar ajuda novamente.
A psicoterapia pode ser muito importante nesse momento, não porque o foco precise ser esse episódio específico, mas porque ela oferece um espaço para compreender por que essa experiência despertou tanto sofrimento, culpa e autocondenação. Muitas vezes, a questão central não está no acontecimento em si, mas na forma como nos relacionamos com ele e conosco.
Procure um psicólogo com quem você se sinta acolhida e respeitada. Um processo terapêutico não parte do julgamento, mas da compreensão da sua história, dos seus sentimentos e da construção de novas formas de lidar com aquilo que hoje causa tanto sofrimento.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É possível que a questão não seja apenas essa pessoa, mas o que essa história representa para você. Quando uma relação termina sem que sintamos que ela foi concluída emocionalmente, é comum permanecermos ligados às lembranças, aos arrependimentos e ao que imaginamos que poderia ter acontecido.
O fato de você pensar nela até hoje não significa, necessariamente, que ela seja a única pessoa com quem poderia ser feliz. Também pode indicar que ainda existem sentimentos, expectativas ou questões dessa experiência que não foram elaborados.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender o significado dessa relação na sua vida, elaborar o arrependimento e identificar se o sofrimento está relacionado à pessoa em si ou àquilo que essa história passou a representar para você. Muitas vezes, quando conseguimos dar um novo sentido ao passado, abrimos espaço para viver o presente de forma mais livre.
Em vez de se perguntar apenas "por que não consigo esquecê-la?", talvez seja interessante refletir: "O que essa história ainda desperta em mim que continua tão vivo depois de tantos anos?" Essa costuma ser uma pergunta muito importante para quem deseja seguir em frente.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O psicólogo pode ser um bom profissional para iniciar essa investigação, ajudando a compreender os sintomas, a história de vida e como essas dificuldades aparecem no cotidiano. Dependendo do caso, pode ser indicada uma avaliação neuropsicológica e/ou acompanhamento com psiquiatra ou neurologista. A escolha do profissional e a sequência das avaliações também podem variar conforme as diretrizes e regras de cada convênio médico, que às vezes exige encaminhamentos específicos. O mais importante é que a avaliação seja cuidadosa e, quando necessário, realizada de forma integrada entre os profissionais.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve chama a atenção para uma mudança importante que aconteceu na sua vida: a gravidez da sua esposa. Muitas vezes, períodos de grandes transformações despertam ansiedade, insegurança, medo ou sobrecarga, e algumas pessoas acabam buscando formas de aliviar esse desconforto, como passar mais tempo nas redes sociais ou recorrendo à pornografia.
Mais do que olhar apenas para o comportamento, é importante compreender qual função ele está exercendo na sua vida. O que você está tentando aliviar ou evitar quando recorre ao celular? Essa costuma ser uma pergunta importante no processo terapêutico.
A psicoterapia é uma das principais formas de tratamento. Ela ajuda a compreender os fatores que contribuíram para esse comportamento, identificar os gatilhos que o mantêm e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com as emoções e com os desafios desse momento da vida.
Se você percebe que esse comportamento está causando sofrimento, interferindo no seu trabalho, no relacionamento ou fugindo do seu controle, vale a pena procurar um psicólogo. Em alguns casos, quando há sintomas importantes de ansiedade, depressão ou outras condições associadas, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada.
O fato de você estar buscando ajuda já demonstra um passo importante. Com acompanhamento adequado, é possível compreender o que está acontecendo e construir novas formas de enfrentar esse momento, sem que o comportamento continue ocupando esse espaço na sua vida.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Diante dessas suspeitas, um bom primeiro passo pode ser procurar um psicólogo para uma avaliação inicial. Nesse acompanhamento, será possível compreender melhor os sintomas, quando começaram, em quais situações aparecem e o quanto têm interferido na sua vida.
Caso haja necessidade de investigar TDAH ou Transtorno do Espectro Autista de maneira mais específica, o psicólogo poderá indicar uma avaliação neuropsicológica ou encaminhá-lo para outros profissionais. Um neurologista também pode realizar uma avaliação inicial e, quando considerar necessário, encaminhar para avaliação neuropsicológica. Além disso, diante da suspeita de depressão, uma consulta com psiquiatra pode ser importante para avaliar os sintomas e a eventual necessidade de tratamento medicamentoso.
Enquanto busca ajuda profissional, sugiro também reduzir as pesquisas sobre sintomas e diagnósticos na internet. Embora seja natural procurar informações quando queremos entender o que estamos sentindo, o excesso de pesquisas pode aumentar a ansiedade e fazer com que características comuns sejam interpretadas como sinais de diferentes transtornos.
Você não precisa chegar à consulta sabendo exatamente qual diagnóstico possui. Tente levar ao profissional aquilo que você percebe no seu cotidiano, as dificuldades que enfrenta e o que tem lhe causado sofrimento. A investigação diagnóstica, quando necessária, pode ser construída a partir daí.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O fato de uma pessoa assistir pornografia, por si só, não é suficiente para caracterizar uma compulsão ou um transtorno. Para essa avaliação, é necessário compreender a frequência, o contexto, o grau de controle sobre o comportamento e, principalmente, se ele está causando prejuízos na vida pessoal, profissional, afetiva ou sofrimento significativo.
O que você relata — o uso no trabalho ou sempre que está sozinho — pode ser um sinal de que esse comportamento merece atenção, mas não permite concluir, isoladamente, que exista uma compulsão.
Mais importante do que tentar rotular o comportamento é observar como ele afeta a relação de vocês. Pelo seu relato, essa descoberta despertou tristeza e confusão, sentimentos que merecem ser acolhidos e conversados de forma aberta com seu parceiro.
Caso ele perceba dificuldade para controlar esse comportamento ou ele esteja trazendo prejuízos para sua vida, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender qual função esse comportamento exerce e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com suas emoções e necessidades. Se, por outro lado, essa situação tem gerado sofrimento para você e abalado a confiança na relação, buscar apoio psicológico também pode ser importante para elaborar esses sentimentos e fortalecer o diálogo entre o casal.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, isso é possível. A forma como recebemos afeto na infância influencia a maneira como aprendemos a reconhecer, expressar e viver nossos sentimentos. Quando crescemos em um ambiente com pouco acolhimento emocional, muitas vezes aprendemos a conter ou até duvidar das próprias emoções, o que pode dificultar perceber quando estamos nos apaixonando.
Isso não significa que você seja incapaz de amar. Pode apenas indicar que você precisou desenvolver formas de se proteger e que, hoje, essas formas ainda influenciam a maneira como você se relaciona.
Também é interessante a sua pergunta sobre a relação entre amar e seguir suas metas pessoais. Quando nos sentimos mais seguros emocionalmente, tendemos a ter mais energia para investir em nossos projetos, enfrentar desafios e construir uma vida com sentido. Ao mesmo tempo, é importante que a realização pessoal não dependa exclusivamente de um relacionamento, mas que ambos possam caminhar juntos.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender como suas experiências afetivas moldaram a forma como você se relaciona consigo mesmo e com os outros. À medida que você desenvolve maior consciência sobre seus sentimentos e necessidades, torna-se mais fácil reconhecer o que sente, construir vínculos mais saudáveis e seguir seus projetos com mais autonomia.
Amar não é apenas encontrar a pessoa certa. É também desenvolver uma relação mais próxima consigo mesmo, reconhecendo seus sentimentos, seus limites e seus desejos. Esse é um processo que pode ser aprendido e fortalecido ao longo da vida.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, alguns psicólogos utilizam recursos para ajudar o paciente nos dias entre as sessões, como exercícios, registros, cartões ou pequenos lembretes. Isso vai depender da abordagem do profissional e, principalmente, do que faz sentido para cada pessoa. Esses materiais podem ajudar, mas não são essenciais para que a terapia funcione. Talvez o mais importante seja contar ao seu psicólogo como você tem se sentido nos dias em que não há sessão. Essa dificuldade em lidar com a ansiedade e a angústia entre os encontros também pode ser algo importante para vocês compreenderem e trabalharem juntos.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está sentindo é compreensível. Sair da casa dos pais é uma mudança importante e, quando um deles permanece sozinho, é comum surgirem sentimentos de culpa, preocupação e ansiedade.
Um ponto importante é que essa não precisa ser uma escolha entre uma coisa ou outra. Você não precisa abandonar sua mãe para construir sua vida com sua namorada, nem abrir mão da sua relação para continuar sendo um filho presente. É possível encontrar uma forma de cuidar desses dois vínculos.
Vale a pena conversar com sua mãe sobre como ela está vivendo essa mudança e pensar, juntos, em maneiras de manter a proximidade. Visitas, ligações e uma rede de apoio podem ajudá-la nesse período de adaptação, ao mesmo tempo em que você inicia uma nova etapa da sua vida.
A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse momento. Ela ajuda a compreender a origem dessa culpa e da ansiedade, diferenciando o cuidado genuíno da sensação de que você é totalmente responsável pelo bem-estar da sua mãe.
Construir a própria vida não significa deixar de amar ou de cuidar de quem nos criou. O desafio está justamente em encontrar um equilíbrio entre esses dois lugares, permitindo que ambos coexistam de forma saudável. Isso costuma ser mais difícil no início, mas tende a se tornar mais natural à medida que todos se adaptam à nova realidade.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Para muitas pessoas, um animal de estimação é um membro da família, alguém que participa da rotina, oferece afeto e constrói uma história ao nosso lado. Por isso, a dor da perda pode ser tão intensa quanto a de qualquer outro vínculo significativo.
Infelizmente, o luto por um pet ainda é, muitas vezes, um luto não reconhecido. Como a sociedade nem sempre valida esse sofrimento, quem perde um animal pode sentir que sua dor é minimizada ou incompreendida. Mas a intensidade do luto não depende de quem morreu, e sim da importância do vínculo que existia.
A culpa que você descreve também é muito comum. Depois que alguém parte, nossa mente costuma revisitar inúmeras vezes o passado, imaginando o que poderia ter sido diferente. Muitas vezes, essa é uma tentativa de encontrar uma explicação para uma perda que ainda é muito difícil de aceitar.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse momento. Ela oferece um espaço seguro para acolher essa dor, trabalhar a culpa e encontrar uma forma de integrar essa perda à sua história. O objetivo não é esquecer quem partiu, mas permitir que, aos poucos, a saudade deixe de estar acompanhada de tanto sofrimento.
O amor que você sente pela sua cachorrinha continua fazendo parte da sua história. Com o tempo e com o cuidado adequado, é possível que essa lembrança passe a ser vivida mais pela gratidão dos momentos compartilhados do que pela culpa e pela dor da ausência. Isso também é uma forma de continuar honrando esse vínculo.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir que tudo depende de você pode ser muito cansativo. Muitas vezes, essa sensação não surge de repente: ela pode ter sido construída ao longo da vida, especialmente quando aprendemos que precisamos dar conta, antecipar problemas, cuidar dos outros ou manter as coisas funcionando.
Talvez o caminho não seja simplesmente “parar de sentir”, mas começar a perceber o que faz você assumir tantas responsabilidades e diferenciar aquilo que realmente depende de você daquilo que pertence ao outro ou às circunstâncias da vida.
Na psicoterapia, é possível compreender como essa forma de estar no mundo foi sendo construída e por que, mesmo quando racionalmente você sabe que não pode controlar tudo, ainda pode ser difícil se permitir não assumir esse lugar.
Aos poucos, esse processo pode ajudá-lo a reconhecer seus limites, dividir responsabilidades e descobrir que cuidar não precisa significar carregar tudo sozinho.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim. O término de um relacionamento pode, sim, ser vivido como um processo de luto. Afinal, não perdemos apenas uma pessoa, mas também os planos, as expectativas, a rotina compartilhada e a versão de futuro que imaginávamos construir ao lado dela.
Cada pessoa vive esse processo de uma maneira e não existe um tempo "certo" para superar uma separação. Sentimentos como tristeza, saudade, raiva, culpa e até ambivalência são comuns e fazem parte da elaboração dessa perda.
Superar um término não significa esquecer o que foi vivido ou fingir que não doeu. Significa, aos poucos, integrar essa experiência à sua história, ressignificar o vínculo e voltar a investir na própria vida, nas relações e nos projetos pessoais.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender o significado dessa relação, acolher a dor da perda e fortalecer recursos para reconstruir a vida sem que o sofrimento permaneça ocupando todo o espaço.
Permita-se viver esse luto no seu tempo. Com cuidado, apoio e, quando necessário, ajuda profissional, é possível transformar uma experiência dolorosa em uma oportunidade de crescimento e autoconhecimento.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Perder objetos da infância sem ter participado dessa decisão pode despertar uma tristeza bastante significativa. Muitas vezes, esses objetos guardam lembranças de pessoas, lugares, fases da vida e até de quem éramos naquele período. Por isso, pode existir uma sensação de perda que vai além do objeto em si.
Também pode ser importante reconhecer que houve algo feito sem a sua autorização. Além da tristeza pela perda, podem aparecer raiva, frustração ou sensação de desrespeito. Tente identificar o que exatamente esses objetos representavam para você e o que mais dói nessa situação: não tê-los mais, não ter podido escolher o que guardar ou a atitude de quem decidiu por você.
Talvez seja possível preservar parte dessas memórias de outras formas, buscando fotografias, conversando com pessoas que compartilharam aquela época ou registrando por escrito as lembranças associadas aos objetos.
Se perceber que essa perda mobiliza sentimentos muito intensos ou se conecta a outras experiências de desrespeito, abandono ou perdas na sua história, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender e elaborar esses sentimentos.
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…