Perguntas do paciente (917)

  • Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Uma pessoa que teve um episódio de depressão grave pode ser avaliada posteriormente para um diagnóstico dentro do espectro bipolar, mas o diagnóstico de ciclotimia especificamente exige alguns critérios importantes.

    A ciclotimia é caracterizada por um padrão crônico de oscilações do humor, com períodos de sintomas semelhantes à hipomania e períodos de sintomas depressivos, porém sem preencher critérios completos para episódios de mania, hipomania ou depressão maior durante o curso do transtorno. Portanto, se a pessoa realmente apresentou um episódio de depressão maior completo, isso geralmente leva o psiquiatra a considerar outros diagnósticos, como transtorno bipolar tipo II ou outro transtorno do humor, dependendo da presença de episódios de hipomania.

    Entretanto, na prática clínica, pode haver situações em que um episódio inicialmente interpretado como “depressão grave” seja reavaliado. À medida que o psiquiatra investiga a história de vida, podem surgir informações sobre períodos anteriores de aumento de energia, redução da necessidade de sono, aceleração de pensamentos, impulsividade, maior sociabilidade ou mudanças marcantes de comportamento, sugerindo uma condição do espectro bipolar.

    O diagnóstico depende de uma avaliação longitudinal, considerando duração dos sintomas, intensidade, funcionamento entre os episódios, histórico familiar e resposta a tratamentos prévios. A diferenciação entre transtorno depressivo, ciclotimia, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade e TDAH em adultos é essencial para definir o tratamento mais adequado.

    O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar os padrões de humor ao longo do tempo e tratar sintomas como depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia, crises emocionais e alterações do humor, buscando maior estabilidade e qualidade de vida.


  • Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o

    Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o tod dele tem ficado bastante dificil de lhe dar, e a psiquiatra receitou quetiapina 25 mg (meio comprimido), isso claro após tentativas de outros medicamentos que nao deram certo, esse quetiapina é bom?, pode ser usado mesmo em crianças nessas condições e faixa etária?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A quetiapina pode ser utilizada em algumas crianças com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno opositor desafiante (TOD) e TDAH, principalmente quando há sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, agitação, impulsividade e dificuldade importante de regulação emocional. Porém, a indicação deve ser sempre individualizada pelo psiquiatra infantil, considerando a história da criança e a resposta a tratamentos anteriores.

    Embora a quetiapina seja classificada como um antipsicótico atípico, seu uso não significa que a criança tenha um transtorno psicótico. Esses medicamentos também podem ser utilizados em alguns casos para ajudar no controle de comportamentos graves associados a alterações do neurodesenvolvimento, quando outras estratégias não foram suficientes ou não foram bem toleradas.

    A dose mencionada (meio comprimido de 25 mg, ou seja, 12,5 mg) é uma dose inicial baixa, geralmente utilizada para avaliar tolerabilidade e resposta. O médico costuma acompanhar possíveis efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas e mudanças no nível de energia ou comportamento.

    Em crianças com TEA e TOD, a medicação costuma fazer parte de um plano mais amplo, que inclui intervenções comportamentais, terapias, estratégias familiares e escolares. O objetivo é reduzir sofrimento, crises e comportamentos que prejudicam a criança e a família, além de favorecer comunicação, autonomia e qualidade de vida.

    Como seu filho já utilizou outros medicamentos, como risperidona e aripiprazol, é importante que a psiquiatra acompanhe de perto a resposta à quetiapina e avalie benefícios e efeitos adversos ao longo das semanas.

    O acompanhamento especializado permite abordar de forma integrada autismo, TDAH, TOD, ansiedade, irritabilidade, alterações emocionais e dificuldades comportamentais, ajustando o tratamento de acordo com as necessidades individuais da criança.


  • Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca,

    Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca, e, apesar da atividade mental normal, parece que estou falando mais devagar. Será que isso passa? Tem como minimizar? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, esses sintomas podem ocorrer durante a fase inicial de adaptação à bupropiona 150 mg. A boca seca é um efeito adverso relativamente comum e acontece devido à ação do medicamento sobre alguns neurotransmissores, especialmente noradrenalina e dopamina, podendo reduzir a produção de saliva em algumas pessoas.

    A sensação de estar falando mais devagar, mesmo com o pensamento preservado, não é um efeito típico, mas pode acontecer em algumas pessoas no início do tratamento, principalmente se estiver associada a sensação de cansaço, alteração do sono, tensão, ansiedade ou adaptação do organismo ao medicamento. Como você está no 7º dia, ainda é um período precoce, e muitos efeitos iniciais tendem a reduzir ao longo das primeiras semanas.

    Para a boca seca, algumas medidas podem ajudar: manter boa hidratação ao longo do dia, utilizar goma de mascar sem açúcar ou balas sem açúcar para estimular a salivação, evitar excesso de cafeína e observar a higiene bucal, pois a redução da saliva pode favorecer desconfortos dentários.

    É importante acompanhar a evolução e informar ao médico caso a fala lenta persista, piore, venha acompanhada de confusão, fraqueza, alterações neurológicas ou prejuízo importante no funcionamento diário.

    A bupropiona é utilizada no tratamento de depressão, podendo também auxiliar em sintomas como baixa energia, falta de motivação e alguns casos de ansiedade associada. O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a resposta ao medicamento e ajustar o tratamento de forma individualizada para depressão, transtorno de ansiedade, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor e outros sintomas emocionais, buscando equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.


  • Boa noite ! Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como s

    Boa noite !
    Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como sono, apetite, funcionalidade etc, e outros terem “piorado”, como sintomas dissociativos?
    Ou é apenas a percepção q se volta mais para esses sintomas residuais após a melhora de outros, portanto se tornam mais evidentes ou dao a sensação de terem se intensificado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, ambas as situações podem acontecer. Após uma crise de pânico, é possível que alguns sintomas melhorem primeiro, como sono, apetite, disposição e funcionalidade, enquanto outros, como sintomas dissociativos (despersonalização e desrealização), ansiedade antecipatória e sensação de estranheza, permaneçam por mais tempo ou até pareçam mais intensos.

    Isso ocorre porque o transtorno do pânico envolve diferentes circuitos relacionados ao medo, à percepção corporal e à regulação emocional. Alguns sintomas respondem mais rapidamente ao tratamento, enquanto outros podem precisar de mais tempo para estabilizar. Além disso, após uma melhora parcial, é comum que a atenção do paciente se volte mais para os sintomas que permanecem, aumentando a percepção de desconforto. Esse fenômeno pode dar a impressão de que determinado sintoma “piorou”, quando na realidade ele apenas ficou mais evidente em comparação aos sintomas que já melhoraram.

    Os sintomas dissociativos, especialmente a despersonalização e a desrealização, frequentemente estão associados a níveis elevados de ansiedade e hiperativação do sistema de estresse. Quanto maior o monitoramento e o medo dessas sensações, maior pode ser a manutenção do ciclo de ansiedade.

    A avaliação psiquiátrica é importante para acompanhar a evolução, diferenciar sintomas residuais do transtorno do pânico de outras condições e ajustar o tratamento quando necessário. O acompanhamento adequado permite abordar transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, sintomas dissociativos, depressão, insônia, irritabilidade, estresse e transtornos de humor, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar. Posso parar sem problemas?

    Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar.
    Posso parar sem problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, após apenas 3 dias de uso de fluoxetina 20 mg, a interrupção geralmente não costuma causar sintomas importantes de descontinuação, pois esse tipo de efeito está mais associado ao uso contínuo por semanas ou meses. A fluoxetina, inclusive, possui uma meia-vida longa, permanecendo no organismo por mais tempo, o que reduz a chance de sintomas abruptos após a suspensão.

    Entretanto, é importante considerar o motivo pelo qual a medicação foi prescrita. A fluoxetina é utilizada no tratamento de depressão, transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, transtornos de humor, sintomas obsessivos e outras condições psiquiátricas, e a decisão de interromper deve, idealmente, ser comunicada ao médico que realizou a indicação.

    Também é comum que algumas pessoas sintam receio ou desconforto no início do tratamento, pois nas primeiras semanas podem ocorrer efeitos de adaptação, como náusea, alteração do sono, ansiedade aumentada, inquietação ou alterações gastrointestinais. Em muitos casos, esses efeitos diminuem com a continuidade, mas a decisão de manter ou suspender depende da avaliação individual.

    Se optar por não continuar, informe seu médico para que ele possa orientar o acompanhamento e avaliar outras estratégias, como psicoterapia, mudanças de hábitos e outras abordagens quando necessário. O tratamento deve respeitar a preferência do paciente e considerar a intensidade dos sintomas de ansiedade, depressão, crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse e transtornos de humor, buscando a melhor relação entre benefícios e segurança.


  • Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo o

    Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo onde foi receitado quetiapina 25mg (meio comprimido), a noite, pois meu filho infelizmente já tomou vários outros e nenhum ajudou, como risperidona e aripiprazol, esse remedio quetiapina é bom?, ajuda na ansiedade, agressividade, tod?
    Obs: ele toma tb canabidiol e atensina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A quetiapina pode ser utilizada em algumas crianças com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno opositor desafiante (TOD) e TDAH, principalmente quando existem sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, agitação, impulsividade, alterações do sono ou dificuldade importante de regulação emocional. Porém, a resposta varia bastante de uma criança para outra, e a escolha depende do perfil de sintomas e da resposta a tratamentos anteriores.

    A quetiapina é um antipsicótico atípico que atua em sistemas de dopamina e serotonina, podendo ajudar na redução de comportamentos explosivos, irritabilidade e desorganização emocional. Diferentemente de alguns medicamentos com maior evidência específica para irritabilidade no autismo, como risperidona e aripiprazol, a quetiapina pode ser considerada pelo psiquiatra em situações específicas, principalmente quando outras opções não foram bem toleradas ou não tiveram resposta adequada.

    A dose descrita (12,5 mg à noite, meio comprimido de 25 mg) é uma dose inicial baixa, geralmente utilizada para observar tolerância e possíveis benefícios. É importante acompanhar efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso e alterações metabólicas, especialmente em tratamentos prolongados.

    Como seu filho utiliza também canabidiol e Atensina® (clonidina), é importante que a psiquiatra acompanhe a combinação, observando principalmente efeitos como sedação, queda de pressão, cansaço excessivo ou alterações comportamentais.

    Além da medicação, o manejo do TEA, TOD e TDAH costuma envolver intervenções comportamentais, terapia ocupacional, suporte familiar e estratégias de comunicação e regulação emocional. O objetivo do tratamento é melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida da criança, não apenas reduzir comportamentos difíceis.

    O acompanhamento com psiquiatra infantil é essencial para avaliar autismo, TDAH, TOD, ansiedade, irritabilidade, alterações do humor e dificuldades comportamentais, ajustando o tratamento de forma individualizada e segura.


  • Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h

    Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, existe essa possibilidade. Alterações na função sexual podem ocorrer durante o início do tratamento com alguns antidepressivos, inclusive nos primeiros dias, enquanto o organismo está se adaptando às medicações. No seu caso, a combinação de duloxetina, bupropiona e trazodona pode influenciar a resposta sexual de formas diferentes.

    A duloxetina, por atuar no sistema da serotonina e noradrenalina, pode causar em algumas pessoas redução da libido, dificuldade para atingir o orgasmo ou atraso do orgasmo. Esse efeito é conhecido principalmente com medicamentos que aumentam a atividade serotoninérgica. A trazodona também pode interferir na função sexual, embora em algumas pessoas tenha menos impacto ou até seja usada para amenizar alguns efeitos sexuais de outros antidepressivos. Já a bupropiona costuma ter menor associação com disfunção sexual e, em alguns casos, pode até ajudar a reduzir esse tipo de efeito.

    Como você está apenas no 3º dia de tratamento, ainda é cedo para afirmar que haverá um efeito persistente. O organismo passa por uma fase de adaptação nas primeiras semanas, e sintomas como alterações na libido, ansiedade, sono, energia e resposta sexual podem oscilar nesse período.

    Não suspenda ou ajuste as medicações por conta própria. Se a dificuldade persistir após algumas semanas ou estiver causando sofrimento, converse com o psiquiatra, pois existem estratégias para ajustar o tratamento.

    O acompanhamento psiquiátrico é importante para equilibrar o controle de depressão, transtorno de ansiedade, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor e sintomas emocionais com a qualidade de vida, incluindo aspectos como sexualidade e bem-estar geral.


  • Olá. Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias. Os pensamentos acelerados parece que diminuíram,

    Olá.
    Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias.
    Os pensamentos acelerados parece que diminuíram, porém, enfrento outro problema. O estranhamento dentro do próprio corpo. É como se houvesse algo estranho acontecendo comigo, mas sem estar ou enxergar o que. Como se eu estivesse no corpo errado. Essa sensação começou após este período da Sertralina. Tenho consulta de retorno com a psiquiatra. Gostaria de saber se isso pode acontecer e há melhora ou é um sinal de necessidade de aumento de dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A sensação que você descreve, de estranhamento dentro do próprio corpo, como se estivesse no corpo errado ou como se algo estivesse diferente sem conseguir identificar exatamente o quê, pode estar relacionada a sintomas chamados de despersonalização ou desrealização, que fazem parte dos fenômenos dissociativos. Eles podem ocorrer em quadros de ansiedade, transtorno do pânico, estresse intenso e outros transtornos emocionais.

    A sertralina também pode estar envolvida em alguns casos, principalmente durante a fase inicial de adaptação. Embora não seja um efeito comum, algumas pessoas podem apresentar sensação de ativação, inquietação, aumento da percepção corporal ou estranheza nas primeiras semanas. Como você está com 29 dias de uso, ainda está dentro de um período em que o organismo pode estar se ajustando ao medicamento. O fato de os pensamentos acelerados terem diminuído sugere que algum aspecto do tratamento pode estar respondendo.

    Essa sensação não significa necessariamente que o medicamento não está funcionando ou que houve uma piora definitiva. Muitas vezes, os sintomas dissociativos melhoram conforme a ansiedade de base fica mais controlada. A decisão sobre aumentar a dose depende da avaliação do psiquiatra, considerando intensidade dos sintomas, evolução nas semanas de uso, efeitos adversos e seu funcionamento no dia a dia.

    Na consulta de retorno, é importante relatar exatamente essa experiência, incluindo quando ela aparece, duração, relação com ansiedade, sono e situações de estresse. O médico poderá avaliar se é um sintoma residual do quadro, uma fase de adaptação da medicação ou se é necessário ajustar a estratégia terapêutica.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para tratar transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, sintomas dissociativos, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor e transtorno depressivo, buscando maior estabilidade emocional e recuperação da qualidade de vida.


  • Tenho insuficiência mitral discreta. Posso tomar antidepressivo?

    Tenho insuficiência mitral discreta.
    Posso tomar antidepressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, em muitos casos pessoas com insuficiência mitral discreta podem utilizar antidepressivos, mas a escolha do medicamento deve ser individualizada e feita com acompanhamento médico. A presença de uma alteração valvar leve, por si só, geralmente não impede o tratamento de condições como depressão, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade ou transtornos de humor.

    Antes de iniciar um antidepressivo, o médico costuma avaliar o quadro cardíaco completo, incluindo sintomas (como palpitações, falta de ar, desmaios ou dor no peito), outros medicamentos em uso, pressão arterial, frequência cardíaca e exames disponíveis. Alguns antidepressivos podem ter maior influência sobre ritmo cardíaco, pressão ou causar efeitos como palpitações em pessoas mais sensíveis, por isso a escolha deve considerar o perfil de cada paciente.

    Os medicamentos mais utilizados, como alguns inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), frequentemente são considerados opções seguras em muitos pacientes com doenças cardíacas, mas a indicação depende da avaliação clínica.

    É importante não deixar de tratar sintomas emocionais, pois ansiedade, crises de pânico e estresse intenso também podem causar manifestações físicas como palpitações, aperto no peito, falta de ar e piora da percepção dos batimentos cardíacos.

    O acompanhamento conjunto entre psiquiatra e cardiologista, quando necessário, permite um tratamento seguro para depressão, transtorno de ansiedade, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor e sintomas relacionados ao pânico, buscando melhora da saúde emocional e qualidade de vida.


  • Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro consta

    Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro constante sem apetite pode ser que o remédio não esteja fazendo efeito teria que diminuir aumentar ou trocar por outro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A resposta ao tratamento com sertralina pode variar bastante de uma pessoa para outra. Em geral, alguns benefícios começam a aparecer entre 4 e 6 semanas, mas em alguns casos a melhora completa pode levar 8 a 12 semanas, especialmente em quadros mais intensos de depressão ou transtornos de ansiedade.

    No seu caso, você está usando 200 mg há quase 40 dias, que já é uma dose considerada alta dentro da faixa terapêutica. Se após esse período você ainda apresenta crises de choro frequentes, falta de apetite e sofrimento importante, é importante conversar com sua psiquiatra para reavaliar a estratégia. Isso não significa necessariamente que a sertralina “não funciona”, mas pode indicar a necessidade de investigar alguns pontos: se ainda há tempo para resposta completa, se o diagnóstico está adequado, se existe algum fator mantendo os sintomas ou se é necessário ajustar o tratamento.

    A decisão entre aumentar, reduzir, trocar ou associar outro medicamento depende da avaliação clínica. Como você já está em uma dose elevada, muitas vezes o próximo passo não é simplesmente aumentar, mas analisar a resposta obtida, efeitos colaterais e alternativas terapêuticas.

    Também é importante observar sinais de alerta, como pensamentos de morte, desesperança intensa, incapacidade de se alimentar ou prejuízo importante na rotina. Nesses casos, a reavaliação médica deve ser antecipada.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para o manejo de depressão, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor e transtorno depressivo, buscando ajustar o tratamento até encontrar uma abordagem eficaz e bem tolerada.


  • Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Acordar com uma música “tocando na cabeça” pode acontecer com muitas pessoas e, na maioria das vezes, não significa um problema psiquiátrico. Esse fenômeno é conhecido como imagética musical involuntária (ou “música na cabeça”), em que o cérebro mantém ou repete trechos musicais de forma automática, principalmente em momentos de transição entre sono e vigília.

    Isso pode ser mais frequente em períodos de estresse, ansiedade, privação de sono, rotina intensa ou maior exposição recente a determinadas músicas. Algumas pessoas também percebem isso durante fases de maior preocupação ou quando a mente permanece muito ativa antes de dormir.

    Na avaliação psiquiátrica, é importante diferenciar esse fenômeno de uma alucinação auditiva verdadeira. Na música involuntária, geralmente a pessoa reconhece que é um pensamento ou “melodia interna”, consegue perceber que vem da própria mente e não há uma voz externa conversando ou dando comandos.

    Algumas estratégias podem ajudar:

    manter uma rotina regular de sono;
    reduzir estímulos antes de dormir (celular, vídeos, músicas repetitivas);
    praticar técnicas de relaxamento ou respiração;
    evitar ficar tentando “expulsar” a música à força, pois isso pode aumentar a atenção sobre ela.

    Se isso vier acompanhado de insônia importante, ansiedade intensa, sofrimento significativo, sensação de ouvir sons externos, perda de controle ou outros sintomas como alterações importantes de humor, é recomendado conversar com um psiquiatra.

    A investigação pode considerar sintomas associados como ansiedade, estresse, insônia, depressão, pensamentos repetitivos e alterações do humor, para entender o contexto completo e orientar o melhor manejo.


  • O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, p

    O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, para que a suspensão seja gradual, ele prescreveu 15 mg de escitalopram pela manhã e 50 mg de fluvoxamina à noite. E também receitou alprazolam e lamotrigina. Estou com medo de síndrome serotoninérgica, será que o risco é grande nessa combinação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Vi que você enviou um link de uma página de perguntas da Doctoralia. Se a intenção é melhorar a resposta para publicar no perfil, segue uma versão mais adequada, com linguagem médica, acolhedora e otimizada para psiquiatria:

    A troca de escitalopram para fluvoxamina pode ser realizada em algumas situações com uma estratégia de transição gradual, como a prescrita pelo psiquiatra, para reduzir risco de sintomas de retirada e permitir adaptação ao novo medicamento. Apesar de ambos atuarem no sistema serotoninérgico, o risco de síndrome serotoninérgica em uma troca planejada, com doses adequadas e acompanhamento médico, costuma ser baixo, mas deve ser monitorado.

    A síndrome serotoninérgica é uma condição incomum que geralmente está relacionada a aumento excessivo da atividade serotoninérgica, principalmente em associações de múltiplos medicamentos serotoninérgicos, doses elevadas ou interações específicas. Os principais sinais de alerta incluem agitação importante, confusão, febre, sudorese intensa, tremores, rigidez muscular, diarreia importante ou alteração do estado mental.

    A lamotrigina e o alprazolam possuem mecanismos diferentes e não são os principais responsáveis por esse risco. O mais importante é seguir exatamente o esquema orientado pelo psiquiatra e informar qualquer sintoma novo ou intenso durante a fase de adaptação.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar o tratamento de condições como ansiedade, depressão, transtorno do pânico, transtornos de humor, insônia e sintomas obsessivos, buscando equilíbrio entre eficácia, segurança e qualidade de vida.


  • Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Se você tomou quetiapina por apenas 10 dias e interrompeu, em geral o risco de problemas importantes é menor do que após uso prolongado, mas depende da dose utilizada, do motivo do tratamento e da forma como você parou.

    Algumas pessoas podem sentir sintomas após a suspensão, mesmo com pouco tempo de uso, como:

    dificuldade para dormir ou piora da insônia;
    ansiedade ou agitação;
    irritabilidade;
    retorno dos sintomas que estavam sendo tratados (por exemplo, ansiedade intensa, alterações do humor ou crises emocionais).

    Se a quetiapina estava sendo usada para depressão, ansiedade, transtorno bipolar, insônia ou outros sintomas psiquiátricos, a interrupção pode fazer com que o quadro de base volte ou fique mais evidente. Por isso, é importante avisar o psiquiatra que fez a prescrição.

    Também vale entender o que você quis dizer com “não estava me fazendo bem”: foi por causa de sonolência excessiva, tontura, sensação de estar dopada, ansiedade pior, agitação, aumento do apetite, mal-estar ou outro sintoma? Essa informação ajuda o médico a decidir se a medicação deve ser substituída ou ajustada.

    Não reinicie ou faça novas alterações sem orientação, especialmente se a quetiapina foi prescrita para transtorno de humor, depressão, ansiedade ou crises importantes. Se você me disser qual dose usava (25 mg, 50 mg, 100 mg etc.) e qual era o objetivo do tratamento, consigo contextualizar melhor.


  • É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio a

    É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio aconteceu só uma vez)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O desmaio não é considerado um efeito comum da adaptação à bupropiona, embora algumas pessoas possam apresentar sintomas como tontura, sensação de fraqueza, alteração da pressão, ansiedade, agitação, náusea ou mal-estar principalmente nas primeiras semanas de uso.

    Como você está no 27º dia de tratamento e ocorreu apenas um episódio de desmaio, é importante investigar a situação, porque um desmaio pode ter várias causas além da medicação, como queda de pressão, desidratação, ficar muito tempo sem comer, hipoglicemia, alterações cardíacas, estresse intenso, crise de ansiedade ou uma resposta vasovagal.

    Algumas perguntas ajudam a entender melhor:

    O desmaio aconteceu logo após levantar, ficar muito tempo em pé, sentir calor ou ver algo que causou emoção?
    Você teve sinais antes, como tontura, suor frio, visão escurecendo, náusea ou palpitação?
    Quanto tempo ficou desacordado?
    Qual dose de bupropiona você está usando (150 mg, 300 mg ou outra)?
    Usa outros medicamentos, como antidepressivos, ansiolíticos ou remédios para pressão?

    Se foi um episódio isolado e você se recuperou rapidamente, pode não ser algo grave, mas vale informar o médico que prescreveu a bupropiona, principalmente se for a primeira vez que isso aconteceu.

    Procure atendimento com mais urgência se houver novo desmaio, desmaio durante esforço físico, dor no peito, falta de ar, palpitações intensas, convulsão, confusão prolongada ou queda com trauma.

    Não suspenda a bupropiona por conta própria, pois o médico precisa avaliar se existe relação com a medicação ou outra causa.


  • Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnostica

    Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnosticada com Bipolaridade. Será que eu como filha preciso observar a quantidade Litium no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Ter uma mãe com diagnóstico de transtorno bipolar pode indicar uma maior predisposição genética, mas não significa que você precise tomar carbonato de lítio ou acompanhar a quantidade de lítio no organismo. A dosagem de lítio no sangue é um exame utilizado principalmente em pessoas que já fazem tratamento com essa medicação, para garantir que os níveis estejam dentro da faixa adequada e reduzir riscos de efeitos adversos.

    O carbonato de lítio é indicado quando existe uma avaliação psiquiátrica que identifica necessidade de estabilização do humor, como em casos de transtorno bipolar com episódios de mania, hipomania, depressões recorrentes específicas ou necessidade de prevenção de novas crises. A decisão não é baseada apenas no histórico familiar.

    Como filha de uma pessoa com bipolaridade, é interessante observar seu próprio padrão emocional ao longo da vida. Procure avaliação psiquiátrica se houver episódios de energia excessiva com pouca necessidade de sono, aceleração dos pensamentos, impulsividade incomum, irritabilidade intensa, períodos de euforia fora do habitual, depressão recorrente ou grandes oscilações de humor.

    O acompanhamento com psiquiatra ajuda a diferenciar sintomas de transtorno bipolar, transtornos de humor, ansiedade, depressão e transtorno depressivo, evitando tratamentos desnecessários e indicando a melhor conduta quando realmente houver necessidade.


  • tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de

    tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de longa data, n modificada) + quetiapina 25mg (adc há 13 dias) + alprazolam 0,25mg duas vezes ao dia (em programação de desmame qnd estabilidade e período sem sintomas ansiosos) . Permaneço com sintomas q incomodam princ. desrealização / despersonalização, sensação de estar indo no piloto automático, ansiedade antecipatória, medo de “perder o controle” ou n dar conta etc. Apesar da melhora em mts fatores: apetite, sono, ausência de novas “crises” de fato ou angústia, to vindo trabalhar apesar do desconforto…
    Minha psiq orientou esperar um pouco mais antes de pensar em ajustar a quetiapina. Vou ter q esperar mais ou menos 4 semanas novamente pra avaliar resposta? Até agr a quet me ajudou no sono q está continuo e na redução da ansiedade diurna. Mas durante o dia ainda tenho essas oscilações e sintomas q citei.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Pelo que você descreve, há sinais de resposta parcial ao tratamento, o que é bastante comum nas primeiras semanas após uma descompensação de ansiedade. A melhora do sono, apetite, capacidade de trabalhar, socialização, ausência de novas crises intensas e redução da angústia sugere que algumas áreas já começaram a responder, enquanto sintomas mais residuais podem permanecer por mais tempo.

    A quetiapina 25 mg há 13 dias ainda está em uma fase inicial de avaliação. Em muitos pacientes, os efeitos sobre sono e redução da hiperativação ansiosa aparecem primeiro, enquanto sintomas como desrealização, despersonalização, sensação de “piloto automático”, ansiedade antecipatória e medo de perder o controle podem levar mais tempo para reduzir. Uma avaliação mais completa costuma ser feita após algumas semanas, frequentemente em torno de 4 a 6 semanas, dependendo da evolução e do objetivo do uso.

    Também é importante considerar que, após uma crise de ansiedade, o cérebro pode permanecer em um estado de alerta aumentado por algum tempo. Mesmo quando a pessoa já voltou a funcionar, alguns sintomas de hipervigilância podem persistir e ir diminuindo gradualmente.

    Como sua psiquiatra orientou aguardar antes de ajustar a quetiapina, essa conduta parece estar alinhada com a necessidade de observar a resposta da dose atual. Ajustes muito precoces podem dificultar saber o quanto a medicação ainda pode contribuir. O alprazolam como suporte temporário também costuma ser planejado com redução gradual quando há estabilidade, para evitar sintomas de retirada.

    Continue acompanhando principalmente: intensidade das oscilações durante o dia, frequência da desrealização, qualidade do sono, funcionamento no trabalho e necessidade do alprazolam. Se houver piora importante, retorno de crises intensas ou dificuldade de manter suas atividades, vale antecipar o contato com sua psiquiatra.

    A evolução de quadros de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, estresse, irritabilidade e transtornos de humor muitas vezes acontece em etapas: primeiro recupera-se o funcionamento, depois os sintomas residuais vão perdendo força progressivamente.


  • O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, o aripiprazol pode ser uma boa opção em associação com o lítio em alguns pacientes com transtorno bipolar, mas é importante entender que eles atuam de formas diferentes.

    O lítio é um dos principais estabilizadores do humor, com grande evidência para prevenção de recaídas, especialmente de episódios de mania e para manutenção da estabilidade a longo prazo. Já o aripiprazol é um antipsicótico de segunda geração que também possui efeito estabilizador, sendo utilizado principalmente no controle de episódios maníacos ou mistos e, em alguns casos, como complemento ao lítio quando há sintomas persistentes ou risco de novas oscilações.

    A combinação lítio + aripiprazol pode ser eficaz para algumas pessoas, especialmente quando o lítio isoladamente não controla totalmente os sintomas. Uma vantagem do aripiprazol é que costuma ter menor tendência a causar ganho de peso e sedação quando comparado a alguns outros medicamentos da mesma classe. Porém, algumas pessoas podem apresentar efeitos como inquietação interna (acatisia), ansiedade, agitação ou dificuldade para dormir.

    A escolha dessa associação depende do perfil individual: tipo de transtorno bipolar, histórico de episódios, presença de sintomas depressivos ou maníacos, resposta anterior a medicamentos e tolerância aos efeitos colaterais.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar as doses e monitorar a evolução, principalmente em condições como transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade e crises de instabilidade emocional, buscando maior estabilidade e qualidade de vida.


  • Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A taquicardia (coração acelerado) não é um efeito esperado comum da combinação lamotrigina + lítio, mas pode acontecer em algumas pessoas e merece avaliação, principalmente se o sintoma começou após iniciar, aumentar a dose ou ajustar algum dos medicamentos.

    O lítio exige atenção especial, pois níveis elevados no sangue podem causar diversos sintomas, incluindo palpitações, tremores, náuseas, diarreia, fraqueza, confusão ou alterações do ritmo cardíaco. Por isso, quem utiliza lítio geralmente precisa de acompanhamento com dosagem sérica do lítio, além de avaliação de função renal, tireoide e eletrólitos.

    A lamotrigina costuma ser bem tolerada, mas em pessoas com predisposição cardíaca ou determinados problemas do coração pode exigir cautela. Além disso, outras causas podem estar contribuindo para a taquicardia, como ansiedade, crises de ansiedade, cafeína, desidratação, anemia, alterações da tireoide ou outros medicamentos associados.

    Não suspenda o lítio ou a lamotrigina por conta própria. O ideal é informar seu psiquiatra para avaliar se é necessário revisar doses e solicitar exames, como nível de lítio no sangue, função renal, TSH/T4 livre, eletrólitos e, dependendo do caso, eletrocardiograma.

    Se a taquicardia vier acompanhada de dor no peito, falta de ar, desmaio, tontura intensa ou batimentos irregulares, procure atendimento médico.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para manter a segurança no tratamento de transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade e crises de instabilidade emocional, equilibrando controle dos sintomas e tolerabilidade das medicações.


  • Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?

    Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A associação de fluvoxamina e vortioxetina em uma pessoa com epilepsia em tratamento com lamotrigina deve ser avaliada com bastante cautela pelo psiquiatra e, idealmente, em conjunto com o neurologista que acompanha a epilepsia.

    A fluvoxamina e a vortioxetina são antidepressivos que atuam principalmente no sistema da serotonina. A combinação de dois medicamentos serotoninérgicos pode aumentar o risco de efeitos adversos, como agitação, tremores, suor excessivo, diarreia, inquietação, alterações do sono e, raramente, síndrome serotoninérgica. Por isso, geralmente essa associação só é considerada quando existe uma justificativa clínica específica e com monitoramento próximo.

    Em relação à epilepsia, antidepressivos podem ser utilizados em muitos pacientes, principalmente quando as crises estão controladas, mas a escolha deve considerar o tipo de epilepsia, histórico de crises, outros medicamentos e fatores individuais. A lamotrigina é um anticonvulsivante amplamente utilizado e também pode atuar como estabilizador de humor, porém é necessário avaliar possíveis interações e acompanhar a evolução clínica.

    A fluvoxamina pode interferir no metabolismo de alguns medicamentos, e a combinação de diferentes psicofármacos precisa ser planejada para reduzir riscos e manter o controle das crises.

    Não faça essa associação ou alteração de doses sem orientação médica. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar o tratamento de depressão, ansiedade, crise de ansiedade, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, mantendo a segurança em pacientes com epilepsia.


  • Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?

    Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O Daforin® e a fluoxetina genérica têm o mesmo princípio ativo: fluoxetina. Portanto, em relação ao mecanismo de ação, indicação e efeito esperado, eles são considerados equivalentes quando utilizados na mesma dose.

    A principal diferença está no fabricante e nos excipientes (componentes inativos da fórmula). Algumas pessoas relatam perceber diferenças ao trocar de uma apresentação para outra, como mudança na tolerabilidade, efeitos gastrointestinais, sensação de adaptação ou até percepção de melhora, mas isso não significa que o Daforin® seja necessariamente mais forte ou mais eficaz que a fluoxetina genérica.

    Em alguns casos, o psiquiatra pode preferir uma marca específica por questões de resposta individual, histórico do paciente, disponibilidade ou para manter uma formulação que tenha sido melhor tolerada. O ideal é observar a evolução nas próximas semanas, pois a fluoxetina costuma ter efeito gradual.

    Não altere dose ou interrompa o tratamento sem orientação médica. O acompanhamento é importante para avaliar a resposta no tratamento de depressão, ansiedade, crise de ansiedade, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e transtornos de humor, ajustando a medicação conforme a necessidade individual.


Perguntas frequentes

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