Perguntas do paciente (117)

  • Poucas pessoas na minha escola conversam comigo, a maioria deve me achar esquisito, e as vezes quand

    Poucas pessoas na minha escola conversam comigo, a maioria deve me achar esquisito, e as vezes quando eu entro na conversa essas pessoas q me acham esquisito me xingam, mas eles tem motivos, eu não socializo, eu tenho compulsões e as vezes falo coisas sem pensar, eu cheguei depois e eu não passo de um mero figurante sem contar o fato de que sou gordo, quem quer ser amigo de um gordo não é mesmo, e eu também sou muuuuito chato, e teve vezes q já ficou um silêncio constrangedor pq eu não tive a porcaria do assunto.
    Pode ser alguma doença mental ou algo do tipo, a chatice, a falta de assunto, a falta de socialização, etc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá,

    não sei sua idade, mas pela descrição que você fez, aparentemente, você possui menos de 18 anos e nesse caso falar com um adulto de sua confiança e envolvê-lo nas questões que tem vivido pode ajudar bastante em pensar formas de lidar com tudo isso que parece te fazer sofrer tanto.

    Antes de tudo o bullying não pode ser justificado em hipótese alguma. Isso é violência e quem sofre qualquer tipo de violência nunca pode ser responsabilizado pela violência que sofre. Quem pratica a violência é que deve ser responsabilizado e se for o caso punido. Chegar depois, ser gordo, tímido não são razões para sofrer qualquer tipo de violência.

    Não conseguir estabelecer um relacionamento com pessoas que o discriminam não o torna doente, pelo contrário, isso é um indício de auto preservação. Buscar apoio de algum orientador na escola, um professor com o qual tenha maior vinculação, ou se sua escola possui psicólogo, buscá-lo para conversar a respeito do que está havendo, podem ser formas de encontrar dentro da própria escola meios de lidar com essas situações.

    Para além dos aspectos institucionais, você parece estar com a autoestima um tanto quanto diminuída e buscar apoio psicológico pode ser uma forma de se cuidar. Fale com o adulto de sua confiança. Ir a um serviço de saúde pode ser de grande ajuda e fazê-lo sentir-se muito melhor.

    Espero ter ajudado.


  • Fui identificado pela minha psicóloga como tendo um “leve espectro asperger”. O que isso implica no

    Fui identificado pela minha psicóloga como tendo um “leve espectro asperger”. O que isso implica no meu funcionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá.
    tentando esclarecer um pouco sua questão.

    A Síndrome de Asperger é uma condição psicológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interação social e na comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos.

    Essas características descritas acima podem fazer parte do comportamento de muitas pessoas sem com isso caracterizar a presença de algum transtorno. O prejuízo envolvido no comportamento é o que realmente deve ser levado em conta na avaliação de um sintoma, assim o fato de termos características semelhantes aos descritos a um transtorno mental ou síndrome mental não nos faz ter esse diagnóstico. Os sintomas sempre devem ser levados ao contexto concreto de vida da pessoa que os sente.

    Agora o que sua psicóloga quis dizer com "leve espectro asperger" é algo que somente ela pode responder. Perguntar a ela e discutir isso diretamente com ela é a melhor forma de entender o que ela quis dizer com essa fala. Aposto que havia um contexto maior para ela dizer isso e esse contexto é que vai ajudar no entendimento da fala. Converse com ela a respeito.

    Espero ter ajudado.


  • Bom dia. Tenho evidencias que estou com depressão. Eu tirei 30 dias de ferias do meu trabalho, e tem

    Bom dia. Tenho evidencias que estou com depressão. Eu tirei 30 dias de ferias do meu trabalho, e tem dois dias que estou estou trabalhando e continuo me sentindo muito cansado fisicamente. Não tenho mais aquelas ambições por projetos de vida. As vezes prefiro ficar boa parte do tempo só dormindo. E tambem tenho aquele sentimento de deixar de existir. Com todas essas evidencias gostaria de saber se isso confirma uma depressão? . E caso isso seja uma depressão, essa depressão pode ser formado por uma linha de pensamento filosofica?, ou a causa tambem pode ser por algum problema no cerebro?. Obrigado pela atenção de todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá, respondendo suas questões:

    Não é possível fazer um diagnóstico unicamente com o breve relato feito por você. Ainda assim, nota-se que está com um sofrimento significativo e com dificuldade em se motivar. A causa pode ser orgânica, assim uma avaliação clínica pode descartar alguma outra causa para o cansaço físico que sente e que traria consequências para a vida psíquica gerando sofrimento mental e dificuldade para tarefas cognitivas.

    Para além disso, nossa mente e corpo trabalham em conjunto, um não existe sem o outro, assim olhar unicamente para aspectos orgânicos é excluir toda uma gama de fatores subjetivos, sociais e materiais, assim como olhar apenas para aspectos subjetivos pode deixar de lado o corpo físico.

    O adoecimento mental se relaciona a múltiplos fatores que devem ser olhados dentro da história de vida de cada um para se conseguir avaliar de fato o que a pessoa está passando.

    Diversas questões norteiam o olhar para o adoecimento mental, como exemplos:
    - Qual a história de vida da pessoa?
    - Há outras pessoas na família com condições semelhantes?
    - Como estão os relacionamentos interpessoais?
    - A relação com o trabalho é saudável?
    - Condições socioeconômicas e situações de violência pregressa e/ou atuais, etc.

    Para um diagnóstico e tratamento o atendimento com um psicólogo ou médico é o meio mais indicado.
    espero ter ajudado.


  • Bom dia estou passando por luto de uma pessoa muito amada e especial para mim ... E com muitos outro

    Bom dia estou passando por luto de uma pessoa muito amada e especial para mim ... E com muitos outros problemas com outro familiar ...na realidade só este ano perdi duas pessoas muito queridas Deus as recolheu... Estou com formigamentos, sudorese excessiva, tontura, dores de cabeça, falta de ar, dor no peito e as minhas dores que já me incomodavam triplicaram... O último luto tem nem 15 dias imagino que esses sintomas são todos desse momento... Sinto uma tristeza imensurável, o que fazer nessa situação...ir a um hospital por causa dos sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Bom dia,

    Você descreve uma situação de grande sofrimento. Sentir-se triste pela perda de alguém é normal, duas perdas seguidas tendem a intensificar ainda mais o que já estávamos sentindo e piorar nossa capacidade de lidar com a situação. Isso pode necessitar apoio especializado de saúde ou não. Essa necessidade vai depender do grau de sofrimento e do quanto vulnerável estamos. O primeiro nível de avaliação se dá pessoalmente, na nossa auto avaliação, e no relacionamento com pessoas próximas que podem nos ajudar a separar o que pode ser normal e sem gravidade de algum sinal de sofrimento mais intenso que mereça atenção especializada.

    Na dúvida, conversar com um profissional de saúde a respeito do que está passando pode ser bom para um melhor diagnóstico e prognóstico. Buscar um hospital ou a UBS podem ser de grande ajuda na medida de ter sua demanda acolhida e avaliada por um profissional de saúde que saberá melhor direcionar seu caso. Profissionais de saúde mental, como um psicólogo, também podem ajudar nesse momento e podem ser uma alternativa para auxiliar no alívio de toda a carga emocional que está passando.

    Espero ter ajudado e até mais.


  • Oi, meu nome é Sabrina, tenho 17 anos e a vida inteira fui uma garota mas agora ando me perguntando

    Oi, meu nome é Sabrina, tenho 17 anos e a vida inteira fui uma garota mas agora ando me perguntando se eu realmente me identifico 100%, eu não ligo para pronomes, roupas, nem como me vêem,já pesquisei e não achei nada que me descrevesse, será que poderiam me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá Sabrina, tudo bem?

    Primeiramente a divisão binária de homens e mulheres nunca contemplou toda a complexidade humana. Ainda bem que, atualmente, a abertura para tais questionamentos relativos a nossa identidade de gênero ganharam mais espaço, mas ainda não temos a abertura e a maturidade social para trabalhar esses temas da maneira livre de preconceitos que eles merecem e que todas as pessoas merecem, em especial as que estão em desenvolvimento. Assim, o tema ainda é um tabu dentro de nossas famílias e em espaços institucionais de cuidado como os centros de saúde e educação.

    Questionar nossa identidade faz parte do desenvolvimento normal, durante a adolescência esses questionamentos são mais intensos por ser uma fase de grandes mudanças, corporais e de nossa subjetividade. Questionar-se faz bem e é o caminho para se conhecer melhor e fazer escolhas mais acertadas com seus desejos.

    Você já conversou a respeito disso com alguém? Explorar essas ideias pode ajudar a melhor organizá-las. Isso pode ser feito com pessoas de sua confiança que você se sinta confortável em expressar essas ideias e que te acolham ou com especialistas, como profissionais de saúde. Os caminhos não são excludentes e podem ajudar no processo de conhecer-se mais profundamente.

    Espero ter ajudado e até mais.


  • Olá. Hoje estou mal!!! Eu tenho esquizofrenia a 11 anos e recentemente meu médico descobriu que tenh

    Olá. Hoje estou mal!!! Eu tenho esquizofrenia a 11 anos e recentemente meu médico descobriu que tenho TOC e o meu é o religioso. Só quero saber como posso encontrar ajuda com profissionais que entendem esses dois problemas. Que tenha baixo custo. Pois não tenho condições de um tratamento de alto custo. Pois recebo auxílio do governo, ou seja, é muito pouco e tenho despesas com remédios. Hoje minha cabeça está confusa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá, complementando a informação da colega o CAPS realmente é o melhor local para buscar ajuda, ele é o serviço de cuidado em saúde mental do SUS e ele é porta aberta, ou seja, pode se informar sobre sua localidade e horário de funcionamento e ir até ele que a demanda será acolhida.

    Caso sua cidade seja muito pequena buscar a UBS mais próxima pode servir para melhor encaminhar você para cuidados na rede municipal.

    Conversar com seu médico pode auxiliar em possíveis encaminhamentos também, ele já conhece sua história e poderá pensar com você melhores alternativas.

    Além disso, como alternativa, você também pode negociar com psicólogos aqui no doctorália. É uma alternativa para conseguir fazer terapia a custos mais baixos, é muito comum termos valores mais baixos em função da necessidade da pessoa.

    Espero ter ajudado e até mais.


  • Faz uns 5 meses que tenho pensamentos homossexual e sentimentos mas é contra a minha vontade. Bate u

    Faz uns 5 meses que tenho pensamento homossexual e sentimentos, mas é contra a minha vontade. Bate uma ansiedade e medo, atrapalha minha vida por completa, meus sonhos de ter uma família e passar em um concurso público parece que não posso mais realizar. Esses pensamentos são o dia todo praticamente e parece que tem uma confusão mental e fico me testando todo momento. Sofri dois abusos na minha infância: um o vizinho mandou eu pegar na parte intima dele e o outro foi um homossexual pegou na minha parte íntima dentro de uma sala de emergência. Quero tanto ser pai e formar uma família mas agora tenho medo e só penso nisso e parece algo sem fim. Será que esses pensamentos tem algo relacionado aos abusos? Escuto dentro de mim um "pega aqui" e bate ansiedade e me pergunto se estou virando homossexual? São os dias mais terríveis de minha vida. Paralisei total e sem nenhuma expectativa de vida. Porquê tanto tempo pra reconhecer esses abusos? Algum profissional poderia me responder? Ficarei grato!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Para complementar as respostas das colegas sobre seu relato. Elas falaram a respeito das violências que você sofreu, das consequências que elas podem trazer ao desenvolvimento e de formas de cuidar disso. Mas para além disso, há um aspecto tocado em seu relato que merece uma observação. Ser homossexual não impede a paternidade, há diversas formas de um homossexual ser pai, seja adotando ou com uma mulher que aceite gerar seu filho (há requisitos legais para ambas as opções). Mas o fato é que a opção sexual do homem não o impede de ser pai. Mais uma ressalva importante sobre seu relato é que não estou dizendo que você é homossexual, nem que não é, não foi esse o foco de minha resposta. Achei relevante a ressalva para outras pessoas que possam a vir ler o post. Buscar ajuda, seja terapêutica, seja de outras especialidades, ou mesmo buscando informações de qualidade por conta própria podem auxiliar no esclarecimento de todas essas questões. Espero ter ajudado.


  • De tanto ignorar o problema, fingir que não existe. Quando me perguntam não sei o que falar, não sei

    De tanto ignorar o problema, fingir que não existe. Quando me perguntam não sei o que falar, não sei a causa ou o motivo. Por que tenho problemas pra falar o que sinto? Por que tenho inseguranças? É algum trauma? Uma forma do meu subconsciente me proteger? Minha vida é ótima! Será que sou apenas sensível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Conseguir expressar os sentimentos satisfatoriamente pode melhorar a qualidade das interações sociais e gerar uma maior auto confiança. A respeito das perguntas que está fazendo, elas não possuem resposta sem antes conhecer sua história. A psicoterapia é uma boa ferramenta para obter um maior auto conhecimento e sentir maior segurança com si próprio. Busque um profissional para auxiliar nisso e também para, se for o caso, um diagnóstico mais preciso e obter a intervenção mais adequada. Espero ter ajudado. Até mais.


  • Tenho a constante sensação de estar sendo observada e tempo todo e imaginação de estar vendo pessoas

    Tenho a constante sensação de estar sendo observada e tempo todo e imaginação de estar vendo pessoas ou "coisas" pelos cantos. É toda vez q fecho os olhos vejo coisas macabras e repulsivas como corpos mutilados e desmembrados, fora os diálogos perturbadores que surgem do nada na minha cabeça muitas vezes me deixando atormentada por horas e a sensação absurda de que vou ter a cabeça decepada, principalmente quando começo a rir. Isso é agonizante pra mim e tenho medo de ir em um psicólogo e acharem que eu sou louca e me internarem. Oq eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Você deve estar passando por momentos bem angustiantes. O medo de uma internação involuntária não procede. A internação contra a vontade da pessoa ocorre em situações muito específicas de risco de vida iminente a si mesmo ou outras pessoas ou para situações de surto com perda da capacidade de discernimento e ainda quando não há meios extra internação para a mediação da situação. No seu caso acredito que o melhor é buscar ajuda para melhor entender o que pode estar havendo e conseguir um diagnóstico preciso para reduzir toda essa angústia que você tem passado. Buscar ajuda não pode ser um tabu. Busque auxílio psicológico sim, isso será de grande valia para seu futuro. Na rede pública há o CAPS (Centro de Apoio Psicossocial), ele funciona com a porta aberta (não precisa de encaminhamento), a equipe desse espaço poderá lhe auxiliar caso prefira o SUS. Espero ter ajudado e até mais.


  • Tenho um bebê de 01 ano e 06 meses o pai dele foi embora tem uma semana e não veio ver ele até agora

    Tenho um bebê de 01 ano e 06 meses o pai dele foi embora tem uma semana e não veio ver ele até agora, meu filho está chorando e chamando o pai, como posso conversar com ele quando ele chama pelo pai ? Posso falar que o pai não está mais aqui ? Devo responder quando ele chama pelo pai ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Deve estar sendo uma semana muito difícil tanto para seu bebê como para você. Perder um suporte importante é sofrido para qualquer um, adulto ou criança. Deixa-lo chamando sem nenhum tipo de acolhida não é uma boa ideia. Ele deve se sentir acolhido em suas necessidades, se está buscando o pai é porque está sentindo falta de alguém que estava sendo importante para ele. É importante sempre acolher, não adianta impedi-lo de chamar o pai, mas ele deve sentir que não está sozinho, que ainda há suportes próximos a ele que estarão com ele sempre. Explicar a situação vai depender da capacidade de compreensão de seu filho, mas relatar que o papai não vai poder estar presente nesse momento é importante. As circunstâncias do afastamento foram quais? Existe alguma forma de contato com o pai para organizar encontros com a criança? O relacionamento de vocês passa por algum momento de crise, acabou ou já não existia? Colocar a necessidade de seu filho de contato com o genitor é uma prioridade e direito legal de seu filho presente no ECA. Evidentemente esse contato deve ser investido na medida que nenhuma situação violência tenha ocorrido, fato não citado por você em sua pergunta. Outro elemento que pode auxiliar a você e seu filho nesse momento é a rede apoio extensa de vocês, avós, tios, contatos próximos e importantes para a criança e para você. O contato com o pai é importante e central no desenvolvimento da criança, mas não é insubstituível. Além disso, aspectos legais devem ser levados em conta também como o sustento da criança, acionar o pai legalmente pode ser necessário no caso do pai não reaparecer. Dependendo de suas dificuldades em organizar esses elementos que apontei, buscar um especialista para auxiliar pode ser importante. Na rede pública há o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), que pode auxiliar nessa reorganização além de apoiá-la social e emocionalmente ou você pode buscar um profissional particular como um psicólogo. Espero ter ajudado.


  • Olá, meu filho tem 1 ano e 06 meses o pai foi embora, já tem 01 semana que não vem ver ele, meu filh

    Olá, meu filho tem 1 ano e 06 meses o pai foi embora, já tem 01 semana que não vem ver ele, meu filho fica chamando e chorando, quase todas as noites ele chora muito, só se acalma quando dorme, o que devo fazer quando ele chama o pai ? Conversar que o pai não está mais aqui ? Devo responder quando ele chama pelo pai ? Ou apenas deixar ele chamando ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Deve estar sendo uma semana muito difícil tanto para seu bebê como para você. Perder um suporte importante é sofrido para qualquer um, adulto ou criança. Deixa-lo chamando sem nenhum tipo de acolhida não é uma boa ideia. Ele deve se sentir acolhido em suas necessidades, se está buscando o pai é porque está sentindo falta de alguém que estava sendo importante para ele. É importante sempre acolher, não adianta impedi-lo de chamar o pai, mas ele deve sentir que não está sozinho, que ainda há suportes próximos a ele que estarão com ele sempre. Explicar a situação vai depender da capacidade de compreensão de seu filho, mas relatar que o papai não vai poder estar presente nesse momento é importante. As circunstâncias do afastamento foram quais? Existe alguma forma de contato com o pai para organizar encontros com a criança? O relacionamento de vocês passa por algum momento de crise, acabou ou já não existia? Colocar a necessidade de seu filho de contato com o genitor é uma prioridade e direito legal de seu filho presente no ECA. Evidentemente esse contato deve ser investido na medida que nenhuma situação violência tenha ocorrido, fato não citado por você em sua pergunta. Outro elemento que pode auxiliar a você e seu filho nesse momento é a rede apoio extensa de vocês, avós, tios, contatos próximos e importantes para a criança e para você. O contato com o pai é importante e central no desenvolvimento da criança, mas não é insubstituível. Além disso, aspectos legais devem ser levados em conta também como o sustento da criança, acionar o pai legalmente pode ser necessário no caso do pai não reaparecer. Dependendo de suas dificuldades em organizar esses elementos que apontei, buscar um especialista para auxiliar pode ser importante. Na rede pública há o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), que pode auxiliar nessa reorganização além de apoiá-la social e emocionalmente ou você pode buscar um profissional particular como um psicólogo. Espero ter ajudado.


  • Oi tenho 18 anos e de 2 meses pra cá estou tendo problemas para dormir toda noite fico pensando. Pos

    Oi tenho 18 anos e de 2 meses pra cá estou tendo problemas para dormir toda noite fico pensando. Possíveis fatalidades que podem acontecer e isso não me deixa dormir, fico assim geralmente até às 6 da manhã e então durmo até às 9, isso toda noite sem descanso e sem controle.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. A ansiedade pode estar relacionada a dificuldade em dormir e a pensamentos intrusivos. A proximidade com eventos importantes de nossas vidas pode gerar ansiedade elevada e isso é normal, embora se o desconforto for elevado buscar ajuda é importante. Além disso, a falta de sono por períodos longos pode ser prejudicial para outros aspectos do seu cotidiano, como desempenho laboral, stress e a ansiedade. Para além do que cada um desses sintomas pode significar ou ter relação para as pessoas em geral é importante localizá-los no seu percurso e no seu cotidiano, que impactos isso está tendo no seu dia a dia, como você se sente no resto do dia? Conversar sobre o que você está passando com um psicólogo ou médico pode auxiliar a definir melhor o que está acontecendo com você e a ter um prognóstico mais positivo. Espero ter ajudado.


  • Uma vez eu namorei um cara... E eu me sentia muito atraída por ele. Mas na primeira vez que fomos pr

    Uma vez eu namorei um cara... E eu me sentia muito atraída por ele. Mas na primeira vez que fomos pra cama, descobri que ele era trans e possuía uma vagina. Não consegui ficar mais excitada depois disso. Sou transfóbica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. A pessoa que você se relacionou que não foi totalmente transparente com você a respeito do seu corpo, o que gerou sua surpresa e posterior falta de interesse. Se você não tem atração por homens com vagina isso não te faz uma pessoa transfóbica. Seu namorado deveria ter sido mais honesto com você desde o princípio. A transfobia é caracterizada por comportamentos violentos de rejeição, preconceito ou discriminação da pessoa trans. Espero ter ajudado.


  • Estou me sentindo angustiado, sem vontade de fazer as coisas, ansioso, não paro de pensar nisso, não

    Estou me sentindo angustiado, sem vontade de fazer as coisas, ansioso, não paro de pensar nisso, não consigo nem dormir. Um psicólogo conseguiria me ajudar ou é de outra especialidade que necessito?
    Acontece que estou casado há 2 anos, (relacionamento fechado) minha esposa sempre teve interesse em teatro, agora entrou em uma peça que até então necessitará beijar e simular cenas de sexo, cenas e beijos que terão que ser ensaiados 3 vezes por semana, durante 6 meses, até a apresentação da peça. Nossos valores a respeito disso são muito diferentes, para mim isso é uma quebra de fidelidade matrimonial e desrespeito, por mais que seja uma representação o contato físico existe e o beijo acontece, já para ela é algo normal, pois ela é muito mais liberal. Se amamos muito mas estamos em um impasse, não sou inseguro, apenas considero este ato uma traição, não consigo relativizar a fidelidade dessa forma. Alguma sugestão de como resolver isso sem terminar o relacionamento? Não estou vendo outra alternativa, não quero isso, sofreria demais e a continuaria amando,

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Você parece estar em uma situação de grande impasse dentro do seu relacionamento. Se sentir angustiado, sem ânimo e ansioso é normal em uma situação dessas. Você já disse a sua esposa como se sente em relação a isso? Discutir as regras do seu relacionamento com ela pode ser uma forma de resolver essa situação, lembrando que tais regras devem ser de comum acordo. Um psicólogo pode ajudar bastante nisso. Seja em uma terapia individual, para você poder se organizar melhor, lidar melhor com as emoções intensas que está sentindo, ou uma terapia de casal pode ser de ajuda, para você e sua esposa terem um espaço aberto com mediação adequada para poderem resolverem as questões relacionais que estão enfrentando. Um psiquiatra também pode ser indicado para alivio dos sintomas no curto prazo, como por exemplo melhorar a qualidade do seu sono e reduzir os sintomas de ansiedade. Espero ter ajudado e fico a disposição.


  • Durante o decorrer do dia fico imaginando diversas formas de que algo possa acontecer comigo a qualq

    Durante o decorrer do dia fico imaginando diversas formas de que algo possa acontecer comigo a qualquer momento, se atravesso a rua fico imaginando diversas hipóteses de tragedias que poderiam acontecer comigo, exemplo (ser atropelada pelo carro que está passando, descobrir uma doença terminal, sofrer um acidente e acabar morrendo) e fico imaginando como cada pessoa da minha vida reagiria a isso, o que significa? Não são pensamentos suicidas de querer morrer, mas sim pensamentos da hipótese de que algo aconteça. Isso acontece todos os dias. Queria entender mais sobre o por que disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá, tudo bem? Se esses pensamentos não atrapalham seu dia a dia, não geram desconforto ou sofrimento e não afetam a forma como se relaciona, não deve haver muito com o que se preocupar. Agora, para entender o porque esses pensamentos estão tão presentes no seu dia a dia a psicoterapia é um ótimo caminho para se conhecer melhor e entender de maneira mais clara a forma como seus pensamentos, emoções e relações interpessoais são organizadas. Até mais.


    Te convidamos para uma consulta


  • Meu filho de 5 anos foi vítima de abuso pelo meu enteado de 13 anos. Se ele ficar vendo o seu agress

    Meu filho de 5 anos foi vítima de abuso pelo meu enteado de 13 anos. Se ele ficar vendo o seu agressor é possível que ele tenha mais consequências graves? E ñ consiga esquecer a medida que ele vá crescendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Ola, acho que a questão é mais complexa do que ver ou não o enteado. O principal é estar ao lado de seu filho e entender como ele está com a situação vivida e com a relação dele com o seu enteado. Algumas perguntas norteadoras: Qual era a relação deles antes da situação de violência? Era alguém que fazia parte do convívio dele, o vinculo entra eles era bom? Além disso, qual foi o abuso que ele sofreu? A depender da gravidade do ocorrido a questão pode ser cuidada olhando para o bem da relação de ambos. A depender do ocorrido e da relação pregressa entre eles o melhor pode ser o distanciamento deles. A avaliação de seu filho por um psicólogo pode direcionar a melhor forma de cuidar dessa situação. Buscar o Serviço de Assistência Social do seu município pode auxiliar. O CRAS e o CREAS são serviços especializados em intervir no vinculo familiar e cuidar de situações de violência que ocorrem dentro do núcleo familiar. Essas equipes são formadas por psicólogos e assistentes sociais que poderão encaminhar a situação para outros especialistas também. Lembrando que seu enteado também precisa de cuidado e orientação a respeito do ocorrido, ele é um adolescente e não tem todos os recursos para lidar com questões complexas como essa. Você pode sugerir que outro adulto o faça para que você esteja próxima ao seu filho. Mas qualquer orientação será mais eficaz se feita por um profissional que acolha você e seu filho e tenha acesso a história completa pregressa, do ocorrido e da situação atual. Busque um especialista. Espero ter ajudado e fico a disposição.


  • Eu tenho uma laringite posterior, detectada pela otorrino, mas depois que marquei um gastro, eu fiqu

    Eu tenho uma laringite posterior, detectada pela otorrino, mas depois que marquei um gastro, eu fiquei com um aperto na garganta igual eu tinha a uns anos atrás quando tinha ansiedade, acredito que por medo de uma possível endoscopia, este aperto melhora quando durmo, será que é emocional ou pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá, pela sua descrição há certa apreensão pela espera para a consulta com o gastro e isso pode desencadear ansiedade sim, o que pode ser normal e autogerido, mas também pode estar gerando desconforto e necessitar de algum apoio de um especialista para melhor manejo de suas emoções. Se isso o está incomodando demais marcar um acolhimento ou psicoterapia breve com um psicólogo pode auxiliar no gerenciamento dessa ansiedade que pode estar sentindo.
    O pânico é um estágio mais avançado da ansiedade em que sensações mais intensas surgem como sensação de perda de controle ou morte iminente, embora nada disso aconteça, a experiência é de maior intensidade do que a que você descreve. Não quer dizer que você vai passar a sentir isso, mas não parece ser a experiência que você está tendo. A única forma de nomear o que você está passando de maneira segura é com um atendimento. Caso o que está sentindo se intensifique ou esteja incomodando atualmente (dificuldade para dormir, por exemplo) ajuda psicológica pode ser importante e a depender do caso um psiquiatra poderia auxiliar com medicações até a consulta com o gastro, mas tudo isso só pode ser melhor gerenciado com atendimentos com profissionais que avaliariam o seu caso específico. Espero ter ajudado e até mais.


  • Tudo bem? Tenho ansiedade, tenho poucas crises mas tenho sintomas como formigamento no peito e uma s

    Tudo bem? Tenho ansiedade, tenho poucas crises mas tenho sintomas como formigamento no peito e uma sensação de angústia, praticamente o dia inteiro, sempre de manhã após acordar fico tranquilo mas aí começa os sintomas. Essa minha ansiedade começou depois de uma acidente (não foi grave) e na mesma semana do acidente foi uma semana bastante estressante. Queria saber se é normal esse sintomas q eu estou sentindo? Desde já agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Os sintomas podem estar associados aos eventos que você descreveu sim. Eventos traumáticos desencadeiam ansiedade e ela pode durar mais tempo do que o evento estressor. Ainda assim, o desconforto que você sente pode estar acima do que pode ser considerado confortável para o seu dia a dia. Você não diz a quanto tempo foram os eventos estressores, mas quanto mais distante eles estiverem menores devem ser os sintomas de ansiedade relacionados a eles. Caso continue se sentindo assim por mais tempo, ou se o que já sente gerar desconforto muito grande e ainda estar afetando seu desempenho em atividades que antes desempenhava no trabalho ou nas relações interpessoais buscar ajuda pode ser importante. Um especialista o auxiliará melhor a separar o que é normal do que pode ser algo mais intenso que pode desencadear maiores sofrimentos. Espero ter ajudado e desejo melhoras. Até mais.


  • minha psicóloga meu deu alta mesmo sabendo que ainda tenho muitas pendências comigo mesma, disse que

    minha psicóloga meu deu alta mesmo sabendo que ainda tenho muitas pendências comigo mesma, disse que precisava me dar alta pra mim poder me virar sozinha. a questão é, a psicóloga pode fazer isso mesmo vendo que o paciente ainda apresenta crises ansiosas e depressivas recorrentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá, a princípio a alta deve ser feita em comum acordo entre profissional e cliente. Ela pode ser discutida ao longo do processo terapêutico ou pode ter sido feito algum combinado anterior. Alguns planos de saúde limitam o número de consultas psicológicas, por exemplo. Além disso, objetivos previamente combinados podem ter sido alcançados. Caso ainda se sinta com necessidade volte a conversar com a profissional buscando esclarecer melhor os objetivos e razões da alta feita por ela. Você pode pedir por escrito isso. Além disso, você pode buscar outras fontes de apoio psicológico na rede de atenção a saúde do seu município ou buscar outro profissional para um novo processo terapêutico. Ate mais.


  • Pessoas com esse diagnóstico esquisoafetivo podem ser violentas ? Meu marido sempre ameça a gente ,

    Pessoas com esse diagnóstico esquisoafetivo podem ser violentas ?
    Meu marido sempre ameça a gente , quebra as coisas e fica muito nervoso , fala palavrões
    eu e minha filha quando ele é contrariado ,
    Essas atitudes são decorrentes da doença mesmo ou não ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alexandre Moisés

    Olá. Não importa o diagnóstico da pessoa, se ela se comporta violentamente ou faz ameaças, e possui crítica do que próprio comportamento (ter crítica é saber que isso é errado) ela pode ser acionada juridicamente, você pode fazer um B.O. para sua proteção, caso se sinta ameaçada ou sente que sua filha se sente ameaçada. Para além disso, ele necessita de cuidados para melhorar o comportamento agressivo, já que o desenvolvimento infantil pode ser afetado com as repetidas exposições a situações de violência, ainda mais sendo essa violência feita pelo próprio pai. Uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra para melhor organizar essas demandas pode ser importante. Se ele não quiser o contato você poderá agendar um horário particular com profissional de sua confiança para melhor esclarecimento de encaminhamentos. Outra opção é buscar a rede de saúde pública (a UBS ou o CAPS) ou a rede socioassistencial de seu município (o CRAS). Espero ter ajudado.


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