Perguntas do paciente (31)

  • O que significa o esquecimento para a psicanálise?

    O que significa o esquecimento para a psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Na psicanálise, o esquecimento não é apenas uma falha de memória, mas um aspecto com significados mais profundos. Freud entendeu o esquecimento como um mecanismo de defesa do inconsciente para reprimir conteúdos que causam angústia ou desconforto. Ou seja, memórias dolorosas, conflitos internos ou desejos reprimidos podem ser “esquecidos” como uma forma de autopreservação. Além disso, o esquecimento pode estar ligado a lapsos e atos falhos, expressões do inconsciente que revelam aquilo que tentamos evitar. No contexto da terapia, investigar esses esquecimentos pode ajudar o indivíduo a compreender melhor seus sentimentos, traumas e bloqueios, permitindo um maior autoconhecimento e elaboração emocional.


  • Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Ter dificuldade para conversar, ou para se expressar de maneira fluente, pode estar relacionado a diversos fatores emocionais e psíquicos, sendo uma experiência comum para muitas pessoas. Esse bloqueio pode surgir em situações de ansiedade, insegurança, medo de julgamento ou, até mesmo, devido a uma dificuldade em organizar os pensamentos e sentimentos de forma clara e acessível para os outros. Primeiramente, é importante investigar as raízes dessa dificuldade. Se a causa for emocional, como a ansiedade ou a insegurança, procurar um ambiente seguro, como a psicoterapia, pode ser fundamental. O trabalho psicanalítico pode ajudar a compreender as origens dessas dificuldades, sejam elas relacionadas a experiências passadas, traumas ou conflitos internos não resolvidos, e buscar formas de se expressar com mais clareza e autenticidade. Além disso, também pode ser útil praticar a comunicação em pequenos passos. Começar com conversas mais simples, em contextos seguros e com pessoas em quem você confia, pode ser um bom começo para treinar a expressão verbal. Isso, aliado ao autoconhecimento adquirido por meio da terapia, pode contribuir para uma maior fluidez na comunicação. A chave é não se cobrar demais e reconhecer que a dificuldade de se comunicar é uma experiência que pode ser superada, com paciência e com a abordagem terapêutica adequada.


  • Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?

    Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Um relacionamento aberto e um relacionamento não-monogâmico são termos que muitas vezes são usados de forma intercambiável, mas há algumas diferenças sutis entre eles, especialmente no contexto psicanalítico.
    Relacionamento aberto refere-se a um tipo de relação em que um casal decide permitir que um ou ambos os parceiros se envolvam com outras pessoas sexualmente ou romanticamente, mas sem a intenção de formar um vínculo emocional profundo com essas outras pessoas. Normalmente, o foco principal do relacionamento ainda permanece entre os dois parceiros principais, mas com liberdade para experiências externas.
    Relacionamento não-monogâmico, por outro lado, é um termo mais amplo que inclui qualquer tipo de relação onde a monogamia não é o princípio dominante. Isso pode abranger relacionamentos abertos, mas também pode incluir outras formas de relações múltiplas, como poliamor, onde envolvem vínculos emocionais e/ou sexuais com mais de uma pessoa simultaneamente, com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos.
    A diferença fundamental entre ambos está no grau de compromisso emocional e na forma como os parceiros lidam com a intimidade e a exclusividade dentro da relação.


  • Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Os problemas familiares podem impactar profundamente a saúde mental, pois as relações familiares moldam a identidade e as habilidades emocionais. Conflitos, abuso, negligência ou desestruturação familiar podem gerar dificuldades emocionais, como depressão, ansiedade e problemas de apego. Traumas familiares podem gerar conflitos internos que se manifestam na vida adulta, afetando a autoestima e os relacionamentos. Além disso, ambientes familiares disfuncionais podem levar a crenças negativas sobre si mesmo, prejudicando a saúde mental e gerando dificuldades em lidar com estressores e formar relações saudáveis. Reconhecer essas influências é essencial para promover a cura e o autoconhecimento. Caso você esteja passando por alguma situação conflituosa, recomendo que procure o apoio de um profissional e caso queira, estou à disposição.


  • É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Sim, qualquer pessoa pode desenvolver uma doença mental, pois fatores biológicos, psicológicos e sociais influenciam a saúde mental de todos. A psicanálise entende que os conflitos internos, muitas vezes inconscientes, podem gerar sofrimento psíquico, manifestando-se em sintomas como ansiedade, depressão e compulsões. No entanto, cada indivíduo reage de forma única às adversidades, e o acompanhamento terapêutico pode ajudar a elaborar conflitos internos, fortalecer a psique e prevenir o agravamento do sofrimento emocional.


  • Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Para melhorar a saúde mental, é importante praticar atividades que promovam o autoconhecimento, o equilíbrio emocional e o bem-estar. A psicanálise, ao focar na compreensão dos conflitos inconscientes, sugere que a introspecção e o enfrentamento de questões não resolvidas são um caminho para o sofrimento do sofrimento psíquico. Além disso, algumas práticas podem ajudar significativamente:

    Psicoterapia : O acompanhamento com um psicanalista pode ser fundamental para elaborar conflitos internos e promover uma compreensão mais profunda de si mesmo.
    Exercícios físicos : A atividade física libera endorfinas, hormônios que promovem o bem-estar, ajudando a reduzir o estresse e a ansiedade.
    Mindfulness e meditação : Técnicas de atenção plena podem ajudar a diminuir a ruminação mental, promovendo um estado de relaxamento e foco no presente.
    Escrever um diário : Registrar sentimentos, pensamentos e experiências pode ajudar a organizar a mente e lidar com emoções de forma mais clara.
    Conectar-se com a natureza : Passar tempo ao ar livre, em ambientes tranquilos, ajuda a reduzir a sobrecarga mental e emocional.
    Cultivar relações saudáveis : Ter um círculo de apoio, com amizades e vínculos afetivos, pode fornecer suporte emocional e reduzir sentimentos de solidão e desconexão.

    Essas atividades devem ser personalizadas de acordo com as necessidades individuais, buscando sempre uma integração entre corpo e mente.


  • O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) pode ser tratado de maneira eficaz com acompanhamento adequado, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A psicanálise, por exemplo, pode ajudar a entender as causas emocionais da ansiedade e a desenvolver estratégias para lidar com ela.

    Embora não se fale necessariamente em "cura" definitiva, é possível controlar a ansiedade e viver de maneira equilibrada. Se estiver enfrentando esses sintomas, podemos marcar uma consulta para trabalhar juntos no seu bem-estar emocional.


  • A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde?

    A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Sim, a ansiedade pode desencadear ou agravar outros problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos. Na psicanálise, entende-se que a ansiedade é uma ocorrência emocional que surge como um reflexo de conflitos internos não resolvidos ou ameaças percebidas. Quando essa ansiedade não é elaborada ou trabalhada de maneira adequada, pode se manifestar de diversas formas no corpo e na mente. Por isso, é importante buscar ajuda terapêutica, para compreender as raízes emocionais da ansiedade e aprender estratégias para lidar com ela de forma saudável. A compreensão dos fatores subjacentes à ansiedade pode aliviar não apenas os sintomas emocionais, mas também prevenir o impacto físico e psíquico a longo prazo.


  • Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria

    Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria também do tratamento com medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    A psicanálise aborda o transtorno bipolar explorando as causas emocionais e inconscientes que podem contribuir para os episódios maníacos e depressivos. Ela busca ajudar o paciente a compreender e integrar suas emoções, oferecendo maior estabilidade emocional. Contudo, como o transtorno bipolar envolve aspectos neurológicos, a medicação, como estabilizadores de humor, é essencial para controlar os episódios. O tratamento ideal combina a psicanálise, que lida com os aspectos emocionais e inconscientes, com o uso de medicamentos para estabilizar o estado físico, promovendo um bem-estar mais completo e duradouro.








  • Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa

    Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa um amigo ou minha família. Após a interação preciso de um tempo sozinha pra me recompor. Gosto muito de ler, assistir séries/filmes, escutar música e até mesmo estudar, mas tem vezes que não consigo fazer nada disso, então coloco algo que já vi na televisão e me afundo nas timelines infinitas. Depois de socializar com alguém, até mesmo só de ver a pessoa, preciso de 2 ou 3 dias pra me recuperar. Já é o terceiro dia que não vou pra escola, sinto que fico mais confortável estudando de casa do que com várias pessoas ao meu redor, tenho a sensação que estão me julgando. Isso é normal? Devo procurar algum médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Bom dia! O que você descreve pode ser compreendido como um movimento de busca por proteção psíquica frente a situações que geram desconforto emocional ou mental. Sentir-se exausto após socializar, precisar de um tempo para se recompor e buscar refúgio em atividades solitárias pode ser uma forma de lidar com sobrecargas internas. No entanto, quando isso interfere significativamente no seu cotidiano, como não ir à escola ou evitar interações sociais por receio de julgamento, pode ser um sinal de que algo mais profundo está em jogo. Na psicanálise, investigamos essas experiências e emoções para compreender suas origens. Pode ser que estejam ligadas a conflitos internos, inseguranças ou outras vivências que impactam como você se percebe e se relaciona com o mundo. Não se trata de julgar o que é "normal", mas de entender o que esses sentimentos significam para você e como eles influenciam sua vida. Recomendo que procure o apoio de um profissional e caso queira, estou à disposição.


  • Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me des

    Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me desrespeitava e humilhava durante toda minha gestação, chegando algumas vezes a ser agressivo verbal e fisicamente. Eu acabei me desvinculando dele depois de um ciclo vicioso de vai e volta e ele nunca fez nada por nós. Agora que ela nasceu eu me sinto distante dela, como se eu não conseguisse amá-la e me sinto muito mal por isso pois sei que ela não tem culpa. E agora ele me pressionando na justiça me deixa ainda mais irritada e distante dela, eu não queria me sentir assim, o que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Entendo que você está enfrentando um momento muito difícil, com o impacto do relacionamento abusivo durante a gestação e o estresse de lidar com a pressão externa. A sensação de distanciamento da sua filha pode ser um reflexo do trauma e do estresse que você viveu. Isso não significa que você não será capaz de estabelecer um vínculo com ela no futuro, mas pode exigir tempo e apoio. É essencial procurar apoio psicológico para lidar com as emoções, como raiva e culpa, e trabalhar os bloqueios emocionais. A terapia pode ser uma forma de ressignificar a experiência e fortalecer o vínculo com sua filha. Também é importante buscar suporte na sua rede de apoio, como familiares e amigos. Quanto à pressão do pai da criança, é válido procurar um advogado especializado para esclarecer seus direitos e responsabilidades. Não se apresse em se culpar, pois o vínculo pode ser gradualmente fortalecido ao longo do tempo com o cuidado e apoio certos.


  • Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devi

    Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devido à mudança de estado, fumo cigarro e exagero no café, tenho sono desregulado e me alimento pouco.

    Tenho dúvidas; quem tem crise de ansiedade pode se masturbar e fazer musculação?

    É possível ter uma crise só é mesmo assim não ser considerado doente?
    Posso levar uma vida normalmente igual era há 5 meses?

    Minhas crises começaram recente, há 5 meses.
    Namoro e não estou feliz e no modo geral sou
    Fiz exames médicos recente e está ok.
    Obrigado!
    frustrado com a minha vida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Sim, pessoas com ansiedade podem praticar musculação e se masturbar, desde que de forma equilibrada. Essas atividades podem até ajudar a reduzir a ansiedade. Ter uma crise de pânico não significa necessariamente ser diagnosticado com transtorno, mas é um sinal de que algo precisa ser ajustado. É possível levar uma vida normal, mas seria importante melhorar a alimentação, sono e reduzir o estresse. Se continuar com dificuldades, uma consulta pode ajudar a lidar com essas questões.


  • Tive um crise conversiva foi feita tomografia onde está tudo ok Minha dúvida é a partir de agora e

    Tive um crise conversiva foi feita tomografia onde está tudo ok
    Minha dúvida é a partir de agora eu sempre terei essa crise ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    As crises conversivas podem ser desencadeadas por estresse ou conflitos emocionais, e nem sempre são recorrentes. O fato de a tomografia não ter apontado problemas orgânicos é positivo, mas isso não significa que as crises não possam ocorrer no futuro. O tratamento terapêutico, pode ser útil para compreender as causas emocionais que contribuem para essas crises e ajudar a preveni-las. O acompanhamento contínuo é importante para trabalhar as questões subjacentes e melhorar a sua qualidade de vida. Recomendo que procure o apoio de um profissional e caso queira, estou à disposição.


  • Uma pessoa narcisista consegue gostar de alguém de verdade, tipo uma mãe narcisista ela consegue rea

    Uma pessoa narcisista consegue gostar de alguém de verdade, tipo uma mãe narcisista ela consegue realmente amar um filho, ou não, ela sempre o fará sofrer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    A questão sobre a capacidade de uma pessoa narcisista amar genuinamente alguém, como um filho, é complexa e envolve uma análise profunda dos mecanismos psicológicos envolvidos no transtorno de personalidade narcisista. O narcisismo, como um transtorno de personalidade, caracteriza-se por uma autoimagem inflada, uma necessidade excessiva de admiração e uma falta de empatia pelas necessidades e sentimentos dos outros. Uma pessoa narcisista, incluindo uma mãe narcisista, pode ter dificuldades em amar genuinamente, pois o transtorno narcisista é caracterizado por uma falta de empatia e uma necessidade constante de validação para alimentar sua autoestima. Embora a mãe narcisista possa demonstrar afeto, esse amor tende a ser condicionado pelo quanto o filho atende às suas expectativas ou reforça sua imagem, em vez de ser um amor incondicional e altruísta. Isso pode causar sofrimento emocional no filho, que se vê constantemente em busca de validação sem conseguir receber o apoio genuíno necessário. Embora o narcisista possa sentir algum tipo de afeição, essa conexão será distorcida e egoísta, resultando em uma relação emocionalmente prejudicial. O filho pode crescer sentindo-se insatisfeito, inseguro e emocionalmente ferido, pois a mãe narcisista geralmente não consegue formar vínculos emocionais profundos e equilibrados. Em resumo, o "amor" de uma pessoa narcisista é limitado, egocêntrico e muitas vezes causa sofrimento para quem está ao seu redor.


  • Estou em um relacionamento a 3 meses e ela me pediu relacionamento aberto, não entendo como uma pess

    Estou em um relacionamento a 3 meses e ela me pediu relacionamento aberto, não entendo como uma pessoa que diz que gosta de mim quer ficar com outras pessoas, principalmente na fase inicial do “namoro”!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    É natural ficar confuso quando a pessoa com quem estamos em um relacionamento pede um relacionamento aberto, especialmente em uma fase inicial. Isso pode ser uma questão de necessidades e desejos diferentes sobre como viver a relação. Cada pessoa tem uma visão única sobre o que é um relacionamento e o que funciona para ela.

    Seria interessante refletir sobre seus próprios sentimentos e conversar abertamente com ela sobre o que você espera e como se sente em relação a essa proposta. A comunicação clara é fundamental para entender se é possível encontrar um meio-termo ou se as expectativas não são compatíveis.

    Se precisar de ajuda para lidar com esses sentimentos e tomar decisões, podemos agendar uma consulta.


  • Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspon

    Olá, faz alguns anos, que me sinto estranha, como se eu amasse apenas uma pessoa e ele não correspondesse, depois disso passei a me sentir vazia, isolada, todos se afastaram de mim, eu não tenho amigos exceto pelas amizades virtuais, mas na vida real eu não tenho amigas com quem sair .....e quando eu encontro alguém eu já não sei como me portar, eu ajo de forma estranha, me sinto uma alienígena na minha cidade, por isso quero me mudar de país, quero tentar recomeçar tudo do 0.....tudo isso me incomoda e me deixa sufocada com uma dor de cabeça dos infernos, eu apenas queria ter amigos e sei lá ser amada de verdade sem ser usada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Parece que você está lidando com uma sensação profunda de desconexão e solidão, o que é compreensível dado o que você descreveu. Esse vazio pode estar ligado a questões emocionais mais profundas, como inseguranças e a percepção de não ser verdadeiramente valorizada ou amada. O desejo de recomeçar em outro lugar é uma tentativa de escapar dessa sensação de desconforto, mas é importante refletir se a mudança externa resolveria, ou se as questões internas precisam ser tratadas primeiro. A sensação de alienação e a dificuldade em se conectar com outras pessoas podem ser sinais de que você precisa se reconectar consigo mesma, entender as raízes desses sentimentos e, eventualmente, desenvolver uma autoestima mais forte. Terapia pode ser útil nesse processo, ajudando a identificar padrões de pensamento e comportamento que estão contribuindo para essa percepção de solidão e de se sentir "estranha". A partir daí, você poderá explorar formas de se reaproximar de outras pessoas e criar conexões mais saudáveis e autênticas. O mais importante é se dar o tempo e o cuidado necessários para compreender o que está gerando essa dor emocional e trabalhar em sua cura interna. Recomendo que procure o apoio de um profissional e caso queira, estou à disposição.


  • Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.

    Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?

    Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Não, um psicanalista não pode receitar medicamentos, como ansiolíticos ou antidepressivos. A psicanálise é uma abordagem terapêutica focada no autoconhecimento e na compreensão dos processos inconscientes que influenciam os pensamentos, emoções e comportamentos. O trabalho do psicanalista é oferecer um espaço de escuta e análise, ajudando o paciente a elaborar suas questões e encontrar significados mais profundos para suas experiências. Se houver a necessidade de medicação, o paciente deve procurar um psiquiatra, que é o profissional habilitado para avaliar a necessidade de medicamentos e prescrevê-los. Muitas vezes, o tratamento pode ser combinado: o suporte da psicanálise para compreender as questões emocionais e existenciais, junto com a medicação para manejar sintomas intensos, pode trazer um resultado mais completo e equilibrado.


  • O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz


    A depressão é um transtorno mental caracterizado por uma tristeza profunda, perda de interesse ou prazer nas atividades cotidianas, além de sintomas como cansaço excessivo, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração e sentimentos de desesperança.

    Ela vai além da tristeza normal e afeta o funcionamento diário da pessoa, interferindo em sua capacidade de trabalhar, estudar e manter relacionamentos. A depressão pode ser desencadeada por diversos fatores, como genética, estresse, traumas ou desequilíbrios químicos no cérebro.

    Se sentir que esses sintomas estão impactando sua vida, uma consulta pode ajudar a entender melhor o quadro e buscar o tratamento adequado.


  • Tomava exodus de 20mg. Meu médico passou esc de 15mg para tomar dois comprimidos ao dia. Comprei o g

    Tomava exodus de 20mg. Meu médico passou esc de 15mg para tomar dois comprimidos ao dia. Comprei o genérico e não senti o efeito desejado. Posso voltar a tomar o esc e não sentir efeito colateral

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    É importante destacar que mudanças na dosagem ou troca de medicação podem afetar a eficácia e os efeitos colaterais dos medicamentos. O escitalopram e o genérico podem ter pequenas variações devido a diferenças na formulação, embora ambos contenham o mesmo princípio ativo. Isso pode ser a razão de você não estar sentindo o efeito desejado. Se você está considerando voltar ao escitalopram, o ideal é consultar o seu médico, que avaliará sua resposta ao tratamento, a necessidade de ajuste na dose ou até mesmo a continuidade com o genérico. A interrupção ou mudança de dosagem de medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos deve ser feita com acompanhamento médico para evitar recaídas ou efeitos colaterais indesejados. O seu médico é a melhor pessoa para orientá-lo sobre a possibilidade de retomar o tratamento anterior ou ajustar a dosagem para garantir o melhor resultado.


  • Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism

    Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism9 de q não sei fazer nada tudo vai dar errado meio q travei e sempre fui competente e boa no q fazia agora tenho medo de tudo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Ferraz

    Esse tipo de instabilidade emocional e medo do futuro pode estar relacionado à ansiedade ou a um quadro de insegurança, que pode surgir em momentos de grande pressão ou mudanças. O sentimento de não ser capaz, mesmo quando você sempre foi competente, é um sinal de que há algo desafiando sua confiança.

    É importante lembrar que esses pensamentos podem não refletir a realidade, e buscar apoio terapêutico pode ajudá-la a entender melhor esses medos, trabalhar a autoconfiança e lidar com os sentimentos de insegurança. Se sentir que esses medos estão afetando sua vida, podemos agendar uma consulta para trabalhar isso com mais profundidade.


Autor

Psicanalista

Perguntas frequentes

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