Perguntas do paciente (682)

  • O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha

    O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha que ter nascido homem para ajudá-lo nas atividades, eu desde criança não gostava dele, e até hoje, tudo que eu falo ou faço, ele me oprime, fala que eu não sei de nada, manda eu calar a boca, ri de cada coisa ou ação que faço, sempre me colocando pra baixo, diz que as minhas irmãs e o meu irmão são melhores que eu, e eu odeio ele por causa dessas atitudes dele comigo e me sinto depressiva quando estou perto dele. Essas atitudes dele tem a ver com o fato dele querer que eu tivesse nascido homem ou é simplesmente porque ele deva ser narcisista? Sou lésbica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    É compreensível que você esteja sentindo dor emocional em relação às atitudes do seu pai. A rejeição e a crítica constante, especialmente quando vinculadas à sua identidade de gênero ou orientação sexual, podem impactar profundamente a autoestima e o bem-estar emocional. O comportamento dele pode estar relacionado a expectativas frustradas ou preconceitos, mas também pode refletir traços de personalidade, como autoritarismo ou dificuldade em lidar com diferenças. No entanto, rotular o comportamento como narcisismo ou outra característica não é o mais importante agora.

    O essencial é priorizar a sua saúde emocional. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o impacto dessas experiências, fortalecer sua autoestima e desenvolver estratégias para lidar com essas situações. Também pode proporcionar um espaço seguro para explorar seus sentimentos e processar a raiva, tristeza ou mágoas. Considere trabalhar sua independência emocional, buscando relacionamentos e atividades que validem quem você é, fora da aprovação ou julgamento dele.


  • Olá, sou recém formada em psicologia, tenho uma dúvida, me pediram atendimento solidário na casa de

    Olá, sou recém formada em psicologia, tenho uma dúvida, me pediram atendimento solidário na casa de uma pessoa que se encontra depressiva, essa pessoa está 40 dias tentando na rede pública e não consegue atendimento, eu posso estar indo na casa dela fazer esse pré atendimento solidário? Se não, como conduzir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Como psicóloga recém-formada, é admirável seu desejo de ajudar alguém em sofrimento, mas é essencial agir dentro das normas éticas e legais da profissão. A prestação de atendimento domiciliar, mesmo de forma solidária, requer alguns cuidados. O Código de Ética do Psicólogo estabelece que todo atendimento precisa ser devidamente documentado, e o profissional deve garantir que sua prática respeite os direitos do indivíduo e esteja respaldada por sua formação.

    Embora a situação pareça urgente, oferecer um atendimento clínico na casa da pessoa, sem vínculo formal ou estrutura adequada, pode trazer implicações éticas. Uma alternativa seria orientar a família a buscar suporte em outras redes de assistência, como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ou indicar profissionais e instituições que ofereçam atendimento social. Você também pode buscar parcerias com organizações que realizam trabalhos solidários.

    Caso decida intervir, atue como facilitadora no processo, esclarecendo que esse "pré-atendimento" não substitui um acompanhamento terapêutico regular e formal. Além disso, documente qualquer orientação ou encaminhamento oferecido para proteger tanto você quanto a pessoa atendida. Por fim, é importante também discutir casos como esse em sua supervisão profissional ou com colegas mais experientes, para aprender a manejar situações delicadas e oferecer suporte ético e eficaz.


  • Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minh

    Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minhas roupas, pedi até pra trocar quando tem decotes, tem ciúme de meus colegas de trabalho, toda vez que eu to no horario e almoço ele quer fazer chamada de vídeo pra ver quem está do lado. pega meu celular de meia em meia hora, checa tudo ate histórico de navegação. quando ele ta no trabalho e eu to de folga eu preciso avisar ele antes toda vez que eu for em algum lugar, até no mercado. fala que olho para os homens na rua, fala que se eu trair ele, ele me mata. toda vez que a gente briga ele esconde meu celular, fica 2 dias e depois me devolve. não gosta que eu comprimento homens na rua, não gosta que vou na casa das minhas amigas, pq segundo ele vou lá pra falar de macho. e agora quer que eu engravide.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O comportamento do seu marido é um sinal claro de controle e ciúme excessivo, que pode indicar uma relação tóxica e até mesmo abusiva. A necessidade dele de monitorar suas ações constantemente, controlar suas roupas, esconder seu celular e ameaçar sua segurança emocional demonstra um padrão preocupante. Além disso, o comentário sobre "te matar" em caso de traição é um sinal de alerta muito sério que jamais deve ser ignorado.

    É importante entender que um relacionamento saudável é baseado em confiança, respeito mútuo e liberdade individual. Quando essas bases são rompidas, como no seu caso, é fundamental buscar ajuda. A psicoterapia pode ajudá-la a entender melhor seus sentimentos, fortalecer sua autoestima e avaliar os limites que deseja estabelecer.

    Além disso, é essencial garantir sua segurança. Procure apoio em amigos, familiares ou em serviços especializados para situações de abuso. Você não está sozinha e merece viver em um ambiente de respeito e segurança.


  • Bom dia! Meu filho desde os 7 anos tem escamado o pé esquerdo... as vezes até feri um pouco, não te

    Bom dia!
    Meu filho desde os 7 anos tem escamado o pé esquerdo... as vezes até feri um pouco, não tem coceira , já levei aum dermatologista pediátrico e depois de um tratamento que ele passou e eu fiz no meu filho o diagnóstico foi " estresse" que estava sendo canalizado ali... qual o conselho vcs médicos podem me dar pra que isso acabe de vez? Já coloquei ele na natação, mas não adiantou , ele está com 9 anos e é um menino inteligente demais , mas tem medo de tudo! Por mais que eu o incentive em ter coragem, ele evita brincar com outras crianças com medo de serem agressivas com ele, deixo ele jogar com um amiguinho online mas não é sempre que jogam, e percebi que ele enquanto joga aperta os dedos do pé contra o chão.
    Já perguntei se coça, ele disse que não.


    Alguém pode me da uma orientação?
    Será que isso vai melhorar quando ele estiver maior?
    Ele hoje tem 9 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O que você descreve parece indicar que seu filho está manifestando o estresse de forma somática, canalizando suas emoções para o corpo. Esse tipo de reação não é incomum em crianças, especialmente em momentos em que podem estar enfrentando desafios emocionais que ainda não conseguem expressar totalmente em palavras. A escamação no pé, somada à tensão demonstrada durante o jogo e ao medo de interagir socialmente, sugere que ele está lidando com níveis de ansiedade que merecem atenção.

    A psicoterapia pode ser um espaço valioso para ele, proporcionando um ambiente seguro para explorar suas emoções, compreender seus medos e encontrar formas saudáveis de expressá-los. Um psicólogo infantil pode ajudá-lo a desenvolver habilidades emocionais e sociais, enquanto você, como mãe, pode ser orientada a continuar incentivando a coragem de maneira afetuosa e respeitosa.

    É importante lembrar que cada criança tem seu tempo para superar desafios. Ao oferecer apoio emocional consistente, mostrando paciência e confiança em sua capacidade de crescer e se adaptar, você estará ajudando imensamente. Com o suporte certo, esses comportamentos podem se transformar ao longo do tempo, contribuindo para o bem-estar geral do seu filho.


  • Desde que tive episódios de alucinações há uns 4 anos (as vezes eu acho que está ligada à morte do m

    Desde que tive episódios de alucinações há uns 4 anos (as vezes eu acho que está ligada à morte do meu pai, já tem 8 anos que ele se foi) eu não consigo dormir sozinha mesmo com sono, nesses casos o cansaço que me vence quando já está amanhecendo. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    A experiência que você descreve parece ser profundamente marcada por questões emocionais significativas, como a perda do seu pai e os episódios de alucinações. Não conseguir dormir sozinha pode ser uma resposta do seu corpo e da sua mente ao medo ou à sensação de vulnerabilidade que essas experiências podem ter gerado.

    A psicoterapia pode ajudar você a compreender melhor as raízes desses medos e como a perda do seu pai pode estar relacionada a eles. Um terapeuta pode apoiá-la a elaborar o luto, mesmo que já tenha se passado algum tempo, e a lidar com os possíveis impactos emocionais dos episódios de alucinação. Além disso, o processo terapêutico oferece ferramentas para desenvolver estratégias de enfrentamento, diminuindo a ansiedade relacionada ao sono.

    Estabelecer uma rotina noturna acolhedora e tranquilizante, mesmo que pareça difícil, também pode ser útil. Crie um ambiente seguro e confortável, cercando-se de elementos que a façam sentir-se bem consigo mesma.

    Buscar apoio é um gesto de coragem. Não hesite em procurar ajuda profissional para cuidar de si e entender mais profundamente o que sua mente e corpo estão comunicando. Com o tempo e o suporte adequado, você pode conquistar maior tranquilidade e autonomia em relação ao sono.


  • Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois

    Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois já peguei a um tempo atrás até um fake tinha ,vive de mal humor não tem um pingo de paciência e pelo que vejo já não sente falta de mim..ainda sofro com isso pois já tentei de tudo pra ele voltar para cama ...hoje me tornei sem paciência,engordei vivo em crise de ansiedade como melhorar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    A situação que você está enfrentando parece trazer uma grande carga emocional, e é compreensível que isso esteja afetando sua autoestima e sua saúde emocional. A falta de conexão no relacionamento e as mudanças de comportamento do seu marido podem gerar sentimentos de rejeição, tristeza e insegurança, impactando diretamente sua qualidade de vida.

    A psicoterapia pode ser extremamente benéfica nesse momento. Ela proporciona um espaço seguro para explorar seus sentimentos, compreender como essas dinâmicas estão influenciando sua saúde mental e buscar formas de retomar seu equilíbrio emocional. Além disso, é uma oportunidade para refletir sobre suas necessidades no relacionamento e fortalecer sua autoestima.

    Considerar uma conversa aberta e respeitosa com seu marido sobre a situação também pode ser importante. Muitas vezes, desafios como o vício em pornografia ou mau humor persistente podem ser sintomas de questões emocionais que ele também esteja enfrentando. Avaliar a possibilidade de terapia de casal ou individual para ele pode ser uma alternativa.

    Lembre-se de que cuidar de si mesma é fundamental. Focar em atividades que a façam sentir-se bem consigo mesma e buscar suporte emocional em pessoas de confiança podem ajudar nesse processo de reconstrução. Você merece atenção, respeito e felicidade no relacionamento e na vida.


  • Olá, de um tempo para ca venho tenho pensamento onde eu tenho alguma doenca seria na minha cabeça, e

    Olá, de um tempo para ca venho tenho pensamento onde eu tenho alguma doenca seria na minha cabeça, e com isso eu vivo entrando no google e pesquisando tudo o que possa imaginar, eu sinto que minha mente vai desligar ou me sinto distante da realidade, sinto como se eu estivesse vivendo para dentro... tenho medo da morte e ate mesmo dos meus pensamentos serem reais, fico achando que minha cabeça esta diferente/estranha e fico imagiando que nada que eu faça vai me fazer melhorar, nem remedio e nem nada fico com medo da morte ou de ficar doente... me sinto incapaz de realizar tarefas ou de ate mesmo crescer na vida... morro de medo de ficar com a cabeça assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Seus relatos refletem um sofrimento significativo, que merece atenção e cuidado. Os pensamentos constantes sobre doenças e a busca incessante por respostas na internet podem indicar uma preocupação excessiva com sua saúde, algo que pode estar relacionado à ansiedade. A sensação de estar “vivendo para dentro” ou distante da realidade, junto com o medo intenso da morte, são sinais que não devem ser ignorados.

    A psicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa nesse processo, ajudando a compreender a origem desses pensamentos e medos, além de trabalhar estratégias para lidar com eles de forma saudável. Esse acompanhamento não é sobre negar suas preocupações, mas sobre criar um espaço seguro para acolher e entender o que você sente.

    Além disso, é fundamental buscar uma avaliação médica para descartar questões físicas que possam estar contribuindo. Lembre-se, você não está sozinho; há profissionais dispostos a ajudar você a reencontrar equilíbrio e bem-estar.


  • Tenho dificuldade em sair de casa, fora dos momentos de trabalho e de estudo, foco muito nisso. Não

    Tenho dificuldade em sair de casa, fora dos momentos de trabalho e de estudo, foco muito nisso. Não consigo me sentir bem no meio social, onde sinto que por muitas vezes a minha "bateria" acaba e preciso me ausentar o quanto antes do local, preciso ficar isolada/em um canto. Sinto que não consigo me manter com habilidades sociais ou interpessoais e na comunicação ativas.
    Tenho padrões e rituais que eu não posso encontrar com as pessoas de um contexto específico (ex: escola) em outro local. Sinto que a minha cabeça se emite uma mensagem de "erro".
    Venho tentando lutar com isso por muitos anos. Quais são as alternativas possíveis para isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O que você descreve reflete um desconforto significativo em situações sociais, além de um padrão de isolamento e rituais que podem estar limitando sua interação com o mundo ao seu redor. Esse cenário pode estar relacionado a aspectos de ansiedade social ou mesmo outros fatores emocionais que merecem atenção cuidadosa.

    A psicoterapia é uma ferramenta poderosa para compreender as origens dessas dificuldades e buscar formas de enfrentá-las. O processo terapêutico pode ajudá-la a identificar os gatilhos desses sentimentos de "bateria acabando" ou "mensagem de erro", além de trabalhar para ampliar sua zona de conforto social de forma gradual e respeitosa ao seu ritmo.

    Explorar estratégias que promovam pequenos passos para sair da rotina, como encontros sociais controlados ou novas atividades, pode ser um ponto de partida. Compreender os padrões de pensamento e criar um espaço seguro para refletir sobre eles pode trazer alívio e autoconfiança.


  • Sair de um envolvimento muito confuso e conturbado, terminamos e voltamos várias vezes durante dois

    Sair de um envolvimento muito confuso e conturbado, terminamos e voltamos várias vezes durante dois anos e meio, hoje sinto um aperto no peito e toda vez que acordo pela manhã eu lembro dele e sinto meu corpo tremer, meu coração dispara, não consigo ficar mais sorrindo só sinto vontade de chorar. Parece que tem um buraco, minha garganta parece que tem um bolo preso. Eu tentei muito e acho que perdi até meu amor próprio e o orgulho.
    Já vou tentar marcar um psicólogo, confesso que não tenho ânimo para nada, das outras vezes foram assim, porém mais leve. Mas dessa vez eu sei que acabou.
    Eu tô tentando seguir em frente, mas confesso que a culpa, e a dúvida por diversas coisas me consomem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Passar por um término de relacionamento confuso e conturbado, especialmente após tantas idas e vindas, é emocionalmente exaustivo e pode deixar marcas profundas. O que você está sentindo, como o aperto no peito, a aceleração do coração, a vontade de chorar e a sensação de um “buraco”, são respostas naturais ao luto pelo fim de algo significativo. É importante reconhecer que esses sintomas refletem não só a perda da relação, mas também a necessidade de se reconectar consigo mesma.

    A psicoterapia será um espaço seguro para você explorar essas emoções, entender a dinâmica do relacionamento que terminou e resgatar o amor-próprio que mencionou ter perdido. É comum sentir culpa e dúvida após o fim de uma relação, mas esses sentimentos podem ser trabalhados para que você consiga enxergar a situação de forma mais equilibrada e sem se responsabilizar excessivamente.

    Permita-se sentir, mas também dê pequenos passos para se reconectar com atividades que te tragam conforto ou propósito. Com tempo, paciência e suporte profissional, será possível redescobrir sua força interior e reconstruir sua autoestima. A dor é intensa agora, mas não será permanente.


  • Olá, tenho episódios de tristeza toda vez que eu vou ficar na casa de alguém. Sem razão aparente ou

    Olá, tenho episódios de tristeza toda vez que eu vou ficar na casa de alguém. Sem razão aparente ou motivo, desde os meus 9 anos pelo que me lembro já tinha essa sensação. E uma tristeza horrível, mas costuma durar pouco tempo algumas horas, contudo, não consigo aproveitar o lugar como meus familiares fazem, fico ansioso para voltar pra casa, não do tipo de ansiedade ruim, apenas vontade de voltar para casa assim que possível. Eu consigo ir pros lugares passar 1 dia e voltar para a casa, sem sentir a sensação de tristeza geralmente ela só aparece depois de um tempo em que estou no lugar, outra coisa essa sensação não aparece em certos lugares específicos minha casa, a casa casa da minha avó etc. Isso é ruim, pois minha família costuma viajar para casa dos familiares frequentemente e eu me ausento sempre, só vou em eventos especiais tipo Natal e ano novo, e passar dias tão importantes com essa sensação ruim e horrível. Queria saber se é algo normal, ou se um sintoma de TAG, fui diagnosticado com TAG moderada estava atrapalhando meu sono ao ponto de precisar de amitriplina pra dormir, mas eu fiz o tratamento certinho e não preciso mais usar o remédio. De qualquer forma queria saber se essa sensação é normal ou se eu deveria tomar providências.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Sentir tristeza ao ficar na casa de outras pessoas, especialmente desde a infância, pode estar relacionado a uma conexão emocional profunda com ambientes que você percebe como seguros e familiares. Esses sentimentos podem ser desencadeados por um desconforto com mudanças de rotina, falta de controle sobre o ambiente ou até mesmo por um sentimento de deslocamento.

    Embora a sensação não seja incomum, a intensidade e o impacto que ela tem na sua vida social e emocional são fatores que merecem atenção. Não é necessariamente um "sintoma" de algo específico como TAG, mas pode estar relacionado à ansiedade geral, uma necessidade de segurança emocional ou até mesmo traços de personalidade mais introvertidos.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a explorar de onde essa sensação pode ter surgido e como lidar melhor com ela. O terapeuta pode ajudar você a desenvolver ferramentas emocionais para enfrentar situações que geram desconforto, sem se sentir sobrecarregado. Esse processo também pode aprofundar sua compreensão sobre os gatilhos específicos que contribuem para essa tristeza e ansiedade em determinados lugares.

    Tomar providências não significa mudar quem você é, mas entender e aceitar seus sentimentos enquanto desenvolve estratégias para se sentir mais confortável em situações que fogem da rotina.


  • A hipnose nao é mais considerada uma abordagem de eficácia para tratamentos psicanalíticos sérios.

    A hipnose nao é mais considerada uma abordagem de eficácia para tratamentos psicanalíticos sérios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    A hipnose teve um papel fundamental nas origens da psicanálise — Freud, por exemplo, iniciou seu trabalho clínico utilizando hipnose, influenciado por Charcot e Breuer. No entanto, ele acabou abandonando essa técnica em favor da associação livre, justamente porque percebeu que a hipnose podia limitar o acesso autêntico ao inconsciente e induzir conteúdos em vez de permitir que eles emergissem espontaneamente.

    Hoje, a hipnose não é considerada uma técnica psicanalítica. Dentro do campo da psicanálise contemporânea, ela não é utilizada como ferramenta de intervenção, pois vai contra os princípios fundamentais da escuta analítica, da transferência e da construção subjetiva do sentido pelo próprio paciente.

    Contudo, a hipnose clínica é usada em outras abordagens psicológicas com finalidades específicas (como manejo da dor, ansiedade, fobias), com respaldo em algumas pesquisas, mas fora do escopo psicanalítico. Assim, embora tenha valor em outros contextos, ela não faz parte dos tratamentos psicanalíticos sérios atualmente.


  • Como lidar com pensamentos intrusivos que te deixam mal e ansioso?

    Como lidar com pensamentos intrusivos que te deixam mal e ansioso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Pensamentos intrusivos podem ser perturbadores e causar muita ansiedade, mas é importante entender que eles são normais em certa medida e não definem quem você é. Eles tendem a surgir de forma involuntária, e quanto mais você tenta reprimi-los, mais persistentes podem se tornar.

    Um primeiro passo é reconhecer que esses pensamentos não são fatos, mas produtos da mente. Tente observar esses pensamentos como se fosse um espectador, sem julgá-los ou se envolver emocionalmente. Essa prática pode reduzir o impacto que eles têm sobre você.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor a origem desses pensamentos, que muitas vezes estão relacionados a emoções reprimidas, experiências difíceis ou altos níveis de estresse. Durante o processo terapêutico, você aprenderá a fortalecer sua capacidade de lidar com eles de forma mais saudável e desenvolverá autoconfiança.

    Além disso, a terapia oferece um espaço seguro para explorar sentimentos associados a esses pensamentos, reduzindo sua carga emocional. Buscar apoio psicológico é uma atitude fundamental para encontrar alívio e recuperar o equilíbrio emocional.


  • É normal ficar depressiva e com um vazio quando vc não tem nada pra ficar obcecada?por exemplo quand

    É normal ficar depressiva e com um vazio quando vc não tem nada pra ficar obcecada?por exemplo quando eu fico obcecada pra fazer alguma coisa ou ir pra algum lugar eu fico ansiosa, e só foco naquilo, mas quando o dia chega eu já fico depressiva, aí se não tiver nada pra eu ficar obcecada eu fico angustiada com pensamentos depressivs

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O que você descreve pode estar relacionado a um ciclo emocional em que a excitação gerada pela antecipação de algo acaba sendo seguida por um sentimento de vazio ou tristeza após o evento. Esse padrão pode ser reflexo de uma busca constante por estímulos externos para preencher um espaço interno que parece difícil de lidar. A sensação de angústia e pensamentos depressivos na ausência de uma obsessão indicam que pode haver algo mais profundo necessitando de atenção.

    A psicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa para explorar essas emoções e entender melhor os fatores que influenciam seus estados de ânimo. Um psicólogo pode ajudar a identificar os gatilhos dessas oscilações emocionais e trabalhar com você para desenvolver um senso de propósito e equilíbrio interno, sem depender exclusivamente de estímulos externos. Esse processo pode promover mais estabilidade emocional e autocompreensão.


  • Passei por uma situação traumática, na qual não me sinto bem em citar, mas não sei o que fazer, eu m

    Passei por uma situação traumática, na qual não me sinto bem em citar, mas não sei o que fazer, eu me lembro dessa situação todo momento e em vários lugares, as memórias vem e me desconcentram ou fico triste ou com raiva delas e nervosa, seria estresse pós traumático?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O que você está enfrentando parece ser muito desafiador, e é compreensível que memórias intrusivas de uma situação traumática estejam afetando sua vida de maneira tão significativa. Embora seja possível que os sintomas que você descreve estejam relacionados ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), um diagnóstico preciso deve ser realizado por um profissional capacitado, como um psicólogo ou psiquiatra. O TEPT é caracterizado por sintomas como reviver constantemente o evento traumático, evitar situações ou lugares que lembrem o ocorrido, alterações no humor e na reatividade, entre outros.

    A psicoterapia pode ser um espaço seguro e acolhedor para explorar essas experiências de forma gradual, com suporte profissional. Durante esse processo, o psicólogo ajuda a identificar e trabalhar os gatilhos que ativam essas memórias, promovendo o entendimento das suas emoções e reações. Além disso, a terapia pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar com o impacto do trauma no dia a dia, melhorando sua qualidade de vida.

    É importante buscar ajuda o quanto antes. O trauma não precisa definir sua vida, e com o apoio adequado, é possível encontrar alívio e reconstruir uma sensação de segurança e bem-estar. Lembre-se: você não precisa enfrentar isso sozinha, e existem caminhos para superar essa dor.


  • Sobre devaneio excessivo, é normal mesmo com dor no ouvido, colocar o fone bem alto só pra imaginar,

    Sobre devaneio excessivo, é normal mesmo com dor no ouvido, colocar o fone bem alto só pra imaginar, ficar dançando, querer ficar sozinho pra fazer isso e ser um vício, mesmo odiando, fazer isso? Como parar? Já virou um vício e não consigo parar sozinho. Vou até pra consulta mas não avanço pra melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    O devaneio excessivo pode ser uma maneira de sua mente lidar com emoções, estresse ou insatisfações, criando um espaço mental que traz conforto temporário. No entanto, quando isso se torna um hábito compulsivo, pode atrapalhar a vida cotidiana, como estudos, trabalho e relacionamentos. Seu relato indica que o devaneio se tornou uma forma de "fuga" emocional, especialmente se você sente dificuldade em parar, mesmo quando reconhece os prejuízos.

    A psicoterapia pode ajudar a entender as raízes dessa necessidade de devaneios, como emoções não expressas ou dificuldades em lidar com a realidade. Juntos, você e o terapeuta podem explorar alternativas mais saudáveis para expressar sua criatividade ou encontrar alívio para tensões internas.

    Parar sozinho pode ser desafiador, mas o acompanhamento psicológico cria um espaço seguro para refletir sobre essas questões, identificar gatilhos e desenvolver estratégias para redirecionar esse comportamento. A mudança é possível com apoio e paciência.


  • Mente vazia, muito estresse, as vezes da vontade de morre e fora que eu não sinto tanto alguns senti

    Mente vazia, muito estresse, as vezes da vontade de morre e fora que eu não sinto tanto alguns sentimentos. O que pode ser ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Sentir a mente vazia, lidar com estresse constante, experimentar pensamentos sobre a morte e a ausência de certos sentimentos são sinais de que você pode estar enfrentando algo profundamente desafiador em sua vida. Esses sintomas podem ser difíceis de compreender e ainda mais de carregar sozinho. Saiba que esses sentimentos são mais comuns do que você imagina, e o fato de reconhecê-los já é um passo importante em direção ao cuidado.

    Essas experiências podem estar relacionadas a questões como depressão, ansiedade ou sobrecarga emocional, mas somente uma avaliação profissional poderá esclarecer isso de forma mais precisa. A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse momento, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para que você expresse o que está sentindo, explore as possíveis causas desses sintomas e aprenda maneiras de enfrentá-los.

    É compreensível que pensamentos como esses causem preocupação, mas você não precisa enfrentá-los sozinho. Um psicoterapeuta pode ajudá-lo a resgatar sua conexão com as emoções, restaurar a motivação e encontrar sentido em sua vida novamente. Esse é um processo que exige paciência, mas os benefícios são profundos e transformadores. Procurar ajuda é um ato de coragem e um investimento no seu bem-estar e na sua qualidade de vida.


  • Eu estou precisando de ajuda, já não suporto todas as noites chorando e todos os julgamentos. A hist

    Eu estou precisando de ajuda, já não suporto todas as noites chorando e todos os julgamentos. A história é longa, mas não aceito minha aparência, não aguento mais ouvir pessoas rindo e falando de mim. Já tomo venlafaxina a 7 anos mas preciso de terapia. Só queria não me importar!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Sentir-se preso em um ciclo de sofrimento emocional e insatisfação com a própria aparência pode ser profundamente doloroso, especialmente quando isso é reforçado por julgamentos externos. Você já deu um passo muito corajoso ao reconhecer a necessidade de ajuda, e isso mostra sua força e o desejo de buscar mudanças positivas em sua vida.

    A terapia pode ser um espaço essencial para você explorar os sentimentos que tem em relação a si mesmo e para compreender como as opiniões alheias têm impactado sua autoestima. Um terapeuta pode ajudá-lo a desvendar como essas crenças sobre sua aparência se formaram e como têm moldado sua percepção de si mesmo. Esse processo não é sobre ignorar ou "não se importar", mas sobre desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo, onde a voz interna de acolhimento seja mais forte do que as críticas externas.

    A terapia também pode oferecer ferramentas para lidar com o impacto emocional do julgamento alheio, permitindo que você encontre formas mais saudáveis de responder a essas situações. Além disso, ajuda a trabalhar aspectos mais profundos da autocompaixão, ajudando-o a perceber que você é muito mais do que sua aparência e que seu valor não está condicionado ao que os outros dizem ou pensam.

    Procurar terapia é um gesto de autocuidado e uma oportunidade de construir uma relação mais leve e verdadeira consigo mesmo. Você não está sozinho nesse caminho.


  • Na terapia psicanalítica o psicólogo trabalha com exercícios ou tarefas?

    Na terapia psicanalítica o psicólogo trabalha com exercícios ou tarefas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Na terapia psicanalítica, o foco não está em exercícios ou tarefas práticas, mas na exploração profunda do inconsciente e dos processos internos que influenciam seus pensamentos, emoções e comportamentos. O psicólogo trabalha de forma a criar um espaço seguro e acolhedor para que você possa falar livremente sobre seus sentimentos, memórias, sonhos e experiências. Através da escuta atenta e da interpretação, o terapeuta ajuda a identificar padrões inconscientes que podem estar contribuindo para seus conflitos ou dificuldades atuais.

    Esse processo permite que você compreenda melhor a si mesmo, suas motivações e a origem de certas emoções ou comportamentos, o que pode levar a mudanças duradouras. A psicoterapia psicanalítica não se baseia em atividades estruturadas, mas na relação entre paciente e terapeuta e no trabalho conjunto para acessar camadas mais profundas da mente. É um caminho que demanda tempo, mas oferece autoconhecimento e transformação.


  • Olá, sofro de devaneio excessivo há cerca de 10 anos. Começou na infância, e trago comigo até hoje,

    Olá, sofro de devaneio excessivo há cerca de 10 anos. Começou na infância, e trago comigo até hoje, com 18 anos. Gostaria de saber como eu poderia tratar esse transtorno, pois me trás muitíssimos prejuízos, principalmente em relação aos meus estudos que não progridem, não tenho foco, não tenho atenção, procrastino muito. Não consigo estabelecer metas, sinto uma desorganização mental muito grande.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    Olá, agradeço por compartilhar sua experiência. O devaneio excessivo pode ser bastante desafiador, especialmente quando afeta áreas importantes da vida, como estudos e organização pessoal. Muitas vezes, ele surge como uma forma de fuga ou compensação para lidar com emoções difíceis ou necessidades não atendidas, criando um ciclo de alívio temporário, mas também de prejuízos a longo prazo.

    A psicoterapia pode ser uma aliada poderosa para ajudar você a compreender melhor as causas e os gatilhos desse comportamento. No espaço terapêutico, será possível explorar como os devaneios se conectam às suas emoções e ao contexto em que você vive. Além disso, a psicoterapia pode ajudar a identificar estratégias para melhorar sua organização mental, aumentar sua capacidade de foco e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com situações desafiadoras.

    É importante também abordar o impacto emocional dessa experiência, como frustrações e sentimentos de estagnação, acolhendo essas sensações sem julgamento. Esse processo, ao longo do tempo, pode trazer uma sensação maior de clareza e controle sobre suas ações e escolhas. Buscar esse tipo de apoio demonstra seu desejo de mudança e cuidado consigo mesmo, o que já é um passo significativo.


  • eu nao sinto meu corpo, sinto ele anestesiado. Tenho esquisoafetivo. Algum profissional q tenha tecn

    eu nao sinto meu corpo, sinto ele anestesiado. Tenho esquisoafetivo. Algum profissional q tenha tecnicas p lidar c isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     André Luiz Almeida

    É compreensível que a sensação de anestesia corporal cause desconforto e preocupação. Essa desconexão com o próprio corpo pode ser uma manifestação relacionada ao transtorno esquizoafetivo ou a outros fatores, como ansiedade ou dissociação. A psicoterapia pode ser uma ferramenta importante para ajudá-lo a explorar e compreender essa experiência.

    Um psicoterapeuta pode auxiliar no desenvolvimento de uma maior consciência corporal, ajudando você a identificar possíveis gatilhos e maneiras de se reconectar com seu corpo e emoções. Além disso, o terapeuta pode criar um espaço seguro para você expressar suas preocupações, explorar o impacto dessa sensação no seu dia a dia e trabalhar na construção de estratégias para lidar com ela.

    Vale também considerar a interação com outros profissionais, como psiquiatras ou terapeutas ocupacionais, para garantir uma abordagem integrada que leve em conta tanto os aspectos psicológicos quanto os físicos da sua experiência.


Perguntas frequentes

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