Perguntas do paciente (96)

  • Comecei a tomar o juneve tem dois dias. Senti diferença no apetite, mas para o tdah, não senti muita

    Comecei a tomar o juneve tem dois dias. Senti diferença no apetite, mas para o tdah, não senti muita diferença. Li na Internet que o efeito era imediato, como saber se está surtindo efeito? Continuo dispersa, perdendo chave, sem prestar atenção direito nas conversas...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A lisdexanfetamina (Juneve) possui início de ação rápido, geralmente dentro de uma a duas horas após a ingestão. No entanto, os efeitos clínicos mais significativos no tratamento do TDAH podem levar alguns dias ou semanas para se tornarem evidentes, principalmente nas funções executivas como organização, atenção sustentada e controle da impulsividade. É comum que, nos primeiros dias, o paciente perceba apenas efeitos colaterais leves, como redução do apetite, sem ainda observar melhora consistente nos sintomas do transtorno. A persistência de distração, esquecimento e desatenção após dois dias de uso não indica necessariamente falha terapêutica, já que o efeito pleno da medicação depende tanto da dose adequada quanto do tempo de acompanhamento. Caso os sintomas se mantenham nas próximas semanas, é importante retornar ao médico para reavaliação e possível ajuste de dose.


  • Coloquei uma música para o meu marido ouvir, ele gostou muito, fec

    Coloquei uma música para o meu marido ouvir, ele gostou muito, fechou os olhos e ficou ouvindo sem dizer nada por um tempo, depois me disse que viu de olhos fechados vários pontos de luz coloridos, formas geométricas coloridas e redemoinhos também coloridos, disse que sentiu melhor depois de ouvir a música, o que pode ser isto, essas alucinações ?
    Obs: ele não usa nenhum tipo de entorpecente, nem consome álcool e nem usa algum tipo de remédio controlado.
    Obs: ele disse que quando era criança tinha crises de asma e tinha alucinações caindo em redemoinhos coloridos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    O que ele vivenciou não parece ser uma alucinação patológica. É possível que a música tenha induzido um estado de relaxamento profundo, favorecendo imagens mentais vívidas como luzes e formas geométricas — algo comum em momentos de introspecção, meditação ou memórias emocionais da infância. Esses fenômenos são benignos e não indicam doença, especialmente se a pessoa mantém a consciência de que são percepções internas. Se os episódios se tornarem frequentes, causarem angústia ou vierem acompanhados de confusão, vale buscar uma avaliação médica.


  • Boa tarde. A associação Voextor 10mg + Ansitec 5mg, este último três vezes ao dia é boa para ansieda

    Boa tarde. A associação Voextor 10mg + Ansitec 5mg, este último três vezes ao dia é boa para ansiedade generalizada e foco ? Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Boa tarde. A associação de Voextor 10mg (que é a marca de vortioxetina) com Ansitec 5mg (buspirona) pode ser adequada para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, dependendo do perfil do paciente. A vortioxetina é um antidepressivo com ação multimodal sobre a serotonina, eficaz tanto para sintomas ansiosos quanto para dificuldades cognitivas associadas, como déficit de atenção e foco. Já a buspirona é um ansiolítico não sedativo, que atua como agonista parcial dos receptores 5-HT1A, sendo indicada para ansiedade leve a moderada, especialmente quando o objetivo é evitar o uso de benzodiazepínicos. O uso de buspirona três vezes ao dia é comum, devido à sua meia-vida curta. A combinação pode ser benéfica, mas a resposta ao tratamento é individual, e o acompanhamento médico regular é essencial para avaliar a eficácia e ajustar doses, caso necessário.


  • Como se faz a troca do escitalopram de 5mg,para o de 10 mg?

    Como se faz a troca do escitalopram de 5mg,para o de 10 mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A transição do escitalopram de 5mg para 10mg costuma ser realizada de forma direta, com aumento da dose em um único passo, especialmente quando o paciente já está utilizando 5mg por alguns dias ou semanas sem efeitos colaterais significativos. No entanto, em pacientes que apresentam maior sensibilidade a efeitos adversos, como náusea, cefaleia, agitação ou insônia, é possível realizar o ajuste de forma mais gradual por meio da formulação em gotas, permitindo aumentos mais lentos e individualizados da dose. Cada gota de escitalopram equivale a 1mg, o que possibilita, por exemplo, subir de 5mg para 6 ou 7mg por alguns dias antes de atingir os 10mg. Essa abordagem pode melhorar a tolerabilidade e facilitar a adesão ao tratamento, sendo importante que qualquer ajuste seja feito com orientação médica.


  • As dúvidas do TOC somem com o tratamento?

    As dúvidas do TOC somem com o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    As dúvidas obsessivas características do TOC tendem a reduzir significativamente com o tratamento adequado, mas raramente desaparecem por completo de forma imediata. O tratamento costuma envolver uma combinação de medicação — geralmente inibidores seletivos da recaptação de serotonina, como a sertralina, fluoxetina ou escitalopram — e psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com técnicas de exposição e prevenção de resposta (EPR), que é considerada o padrão-ouro para o TOC.

    Com o tempo e o tratamento contínuo, é comum que o paciente consiga reconhecer melhor as obsessões como pensamentos intrusivos, ganhe mais controle sobre os impulsos compulsivos e perceba uma diminuição na frequência e intensidade das dúvidas. Em alguns casos, o conteúdo obsessivo ainda pode surgir pontualmente, mas com menor impacto emocional e menor interferência na rotina.

    É importante destacar que o objetivo do tratamento não é necessariamente eliminar todos os pensamentos obsessivos, mas sim permitir que a pessoa desenvolva recursos para conviver com as incertezas sem precisar recorrer aos rituais ou se prender às dúvidas de forma paralisante. A melhora costuma ser gradual e está relacionada à adesão ao tratamento e ao acompanhamento profissional contínuo.


  • Quanto tempo leva para os efeitos colaterais do nortripitilina passarem?

    Quanto tempo leva para os efeitos colaterais do nortripitilina passarem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Os efeitos colaterais da nortriptilina costumam aparecer logo nos primeiros dias de uso e, em muitos casos, tendem a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta à medicação. Geralmente, os efeitos mais comuns — como boca seca, sonolência, tontura, constipação ou visão turva — começam a reduzir após 1 a 2 semanas de uso contínuo. No entanto, em alguns pacientes, pode levar 3 a 4 semanas para que os efeitos adversos se tornem significativamente mais toleráveis ou desapareçam.

    Caso os sintomas persistam por mais tempo, sejam muito intensos ou causem impacto importante na rotina, é fundamental conversar com o médico para reavaliar a dose, a velocidade do aumento ou a necessidade de trocar a medicação. A adaptação deve sempre ser acompanhada de forma individualizada.


  • Estava fazendo o tratamento com 20mg de escitalopram e comecei com 75mg de venlafaxina junto. Após e

    Estava fazendo o tratamento com 20mg de escitalopram e comecei com 75mg de venlafaxina junto. Após eu relatar uma melhora mas não totalmente, médico então aumentou a dose de ven para 150mg, comecei com risperidona 1mg, e tirou o escitalopram aos poucos. Na última consulta me relatei que sentia mais ansioso e meus sintomas e tics tinham piorado, logo ele aumentou para 300mg. Hoje, duas semanas depois, me sinto pior do que estava quando tomava apenas 75 com o escitalopram, meus sintomas são mais intensos e, embora não esteja como me sentia antes de começar o tratamento, definitivamente sinto que regredi.
    Seria possível que meu organismo não tenha respondido de maneira adequada à venlafaxina isolada ou não teria relação, já que tive uma melhora nos sintomas quando tomava o escitalopram? Não sei se ambos agem com o mesmo princípio. Está realmente mais difícil lidar com os sintomas, devo procurar marcar uma consulta antes para rever?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, é possível que seu organismo não esteja respondendo de forma ideal à venlafaxina isoladamente, mesmo em doses mais altas. Cada pessoa reage de forma diferente aos antidepressivos, e o fato de você ter apresentado melhora com a combinação de escitalopram e venlafaxina sugere que a resposta inicial pode ter sido favorecida pela ação complementar dos dois medicamentos. Embora ambos atuem sobre a serotonina, o escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), enquanto a venlafaxina, especialmente em doses mais altas, tem ação dupla — sobre serotonina e noradrenalina. Em algumas pessoas, esse perfil noradrenérgico mais pronunciado pode provocar maior ativação, ansiedade ou até exacerbação de sintomas, como os tics que você mencionou.

    A introdução da risperidona também pode ter impacto nesse quadro, tanto em relação à ansiedade quanto aos sintomas motores, e deve ser cuidadosamente monitorada. Como você relata piora significativa, mesmo após duas semanas com a dose atual, o ideal é sim procurar o médico antes da próxima consulta, para reavaliar a estratégia de tratamento e, se necessário, ajustar a medicação. Seu relato é importante e deve ser considerado com atenção. Não hesite em buscar o acompanhamento necessário — ajustes fazem parte do processo até encontrar o esquema terapêutico mais adequado ao seu caso.


  • Olá, tomo Venvanse de 70mg todos os dias. O Venvanse mudou minha vida. E não sinto quase nada dos ef

    Olá, tomo Venvanse de 70mg todos os dias. O Venvanse mudou minha vida. E não sinto quase nada dos efeitos colaterais negativos, apenas um pouco de sede pela a manhã, e um pouco de dor de cabeça, é normal? As vezes no domingo não tomo, só pra ver como vou me sentir, fico com uma sensação estranha, deprimida, sem ânimo pra nada, com pensamentos negativos, só quero ficar deitada. Devo me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Os efeitos que você mencionou, como leve dor de cabeça e sede ao longo da manhã, são considerados efeitos colaterais leves e relativamente comuns com o uso do Venvanse, especialmente logo após a ingestão, e tendem a ser bem tolerados na maioria dos casos.

    Quanto aos sintomas que você sente quando deixa de tomar o medicamento, como desânimo, sensação de depressão e pensamentos negativos, isso pode ocorrer em algumas pessoas por dois motivos principais. O primeiro é um possível efeito rebote, ou seja, quando o cérebro sente a ausência abrupta da medicação que vinha modulando neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. O segundo é o simples fato de que, se o Venvanse está ajudando a regular seu humor, foco e energia, ao suspendê-lo, os sintomas de base retornam de forma mais evidente, mesmo que temporariamente.

    Embora não seja incomum fazer pausas esporádicas da medicação (como nos finais de semana), isso deve ser feito apenas com orientação médica, porque em alguns casos essas interrupções podem gerar flutuações emocionais desconfortáveis ou desnecessárias. Se você se sente significativamente pior sem o remédio, mesmo por um dia, vale conversar com seu médico para avaliar se essas pausas são mesmo necessárias.

    Não há motivo para alarme, mas o seu relato merece atenção para que o uso do Venvanse siga sendo seguro e estável. O mais importante é manter o acompanhamento e ajustar o uso conforme a resposta do seu corpo e as orientações do seu médico.


  • Tomo zolpidem há mais de cinco anos e estou totalmente dependente dele Não consegui parar. Como pos

    Tomo zolpidem há mais de cinco anos e estou totalmente dependente dele
    Não consegui parar. Como posso fazer o desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    O tratamento da dependência ao zolpidem deve envolver uma abordagem combinada, que integre medidas farmacológicas e não farmacológicas, sempre sob supervisão médica. Do ponto de vista medicamentoso, o desmame deve ser feito de forma gradual, podendo-se utilizar formulações em gotas para facilitar a redução lenta da dose. Em alguns casos, pode-se associar o uso temporário de fármacos com perfil sedativo, como quetiapina, mirtazapina, trazodona (Donaren), levomepromazina, canabinoides ou benzodiazepínicos de meia-vida longa, desde que criteriosamente indicados e com acompanhamento contínuo para evitar substituição de uma dependência por outra.

    Paralelamente, é essencial a implementação de estratégias comportamentais, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), que atua na modificação de pensamentos e hábitos que perpetuam a dificuldade de dormir. A TCC-I inclui técnicas como restrição do tempo na cama, controle de estímulos, reestruturação cognitiva, treino de relaxamento e educação em higiene do sono. A associação entre o ajuste gradual da medicação e a reeducação do sono por meio da TCC-I aumenta significativamente as chances de um desmame bem-sucedido e da recuperação de um padrão de sono natural e sustentável.


  • Olá. Tenho 26 anos, e desde maio de 2024 faço tratamento contra a ansiedade e depressão com risperid

    Olá. Tenho 26 anos, e desde maio de 2024 faço tratamento contra a ansiedade e depressão com risperidona 2mg e escitalopram 20mg. Acontece que agora no início do mês de abril a minha medicação acabou e a psiquiatra que me atende não conseguiu mandar uma nova receita. Fiquei 23 dias sem tomar o remédio, mas consegui uma receita nova e estou tomando a medicação há 6 dias. Acontece que não estou muito bem, estou me sentindo muito desanimado e sem energia, mas conforme eu for tomando a medicação isso vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, é possível que esses sintomas de desânimo e falta de energia estejam relacionados à interrupção do tratamento por quase um mês e que, com a retomada regular da medicação, você volte a se sentir melhor progressivamente. Tanto o escitalopram quanto a risperidona atuam no sistema nervoso central e, quando interrompidos de forma abrupta, podem levar ao retorno de sintomas depressivos e ansiosos, além de um período de readaptação ao serem retomados.

    Como você ficou 23 dias sem a medicação, o seu organismo provavelmente voltou a um estado anterior ao do equilíbrio alcançado com o tratamento, e agora precisa de um tempo para reestabelecer os efeitos terapêuticos. Em geral, o escitalopram leva de 2 a 4 semanas para voltar a fazer efeito de forma consistente, e a risperidona também pode demorar alguns dias até ajudar na estabilização emocional.

    O mais importante nesse momento é manter a regularidade do uso, seguir as orientações médicas e observar a evolução dos sintomas. Caso você continue se sentindo muito mal, com piora significativa ou sintomas novos, vale a pena tentar contato com a psiquiatra mesmo antes da próxima consulta para que ela possa avaliar se algum ajuste é necessário. Mas, em boa parte dos casos, a melhora ocorre com a continuidade e paciência no processo de retomada. Você está no caminho certo ao voltar ao tratamento.


  • É normal sentir como se estivesse com um nó na garganta tomando escitalopram?

    É normal sentir como se estivesse com um nó na garganta tomando escitalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A sensação de "nó na garganta", também chamada de globus faríngeo, pode ocorrer em alguns pacientes em uso de escitalopram, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Trata-se de um sintoma inespecífico que pode estar relacionado tanto a efeitos adversos iniciais da medicação (como aumento transitório da ansiedade, tensão muscular ou alterações gastrintestinais com refluxo), quanto à própria ansiedade subjacente que motivou o início do antidepressivo.

    Em geral, esse sintoma tende a ser passageiro, mas deve ser monitorado. Caso persista ou se intensifique, é importante comunicar ao médico para avaliar a necessidade de ajustes na medicação ou investigar outras causas clínicas, como alterações gastroesofágicas ou otorrinolaringológicas.


  • Posso fazer uso sob demanda da Dapoxetina para EP sendo usuário de Duloxetina.?

    Posso fazer uso sob demanda da Dapoxetina para EP sendo usuário de Duloxetina.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A associação entre dapoxetina (indicada para uso sob demanda na ejaculação precoce) e duloxetina (um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina) deve ser feita com cautela e somente sob orientação médica. Ambas as medicações atuam em vias serotoninérgicas e, embora a dapoxetina tenha meia-vida curta e perfil de uso pontual, o uso conjunto pode aumentar o risco de efeitos adversos, como náuseas, tontura, sudorese excessiva, tremores, e, mais raramente, síndrome serotoninérgica.

    Ainda assim, há situações clínicas em que essa associação pode ser considerada segura, desde que o paciente seja cuidadosamente avaliado, especialmente quanto ao estado geral de saúde, função hepática, uso de outras medicações e histórico de reações adversas. O médico pode ajustar a dose, orientar sobre sinais de alerta e definir se o uso sob demanda da dapoxetina é apropriado no seu caso específico.


  • o acido valproico auxilia no sono tbm para o tratamento de tab?

    o acido valproico auxilia no sono tbm para o tratamento de tab?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, o ácido valproico (ou valproato de sódio) pode auxiliar indiretamente na melhora do sono em pacientes com transtorno afetivo bipolar (TAB), especialmente durante fases de agitação, mania ou instabilidade do humor. Isso ocorre porque o valproato tem ação estabilizadora do humor e efeitos sedativos leves em alguns pacientes, o que pode contribuir para a regulação do ciclo sono-vigília, principalmente nos casos em que a insônia está associada à aceleração do pensamento, impulsividade ou irritabilidade.

    No entanto, o ácido valproico não é um indutor de sono direto, como ocorre com hipnóticos ou ansiolíticos. Seu efeito sobre o sono depende da resposta clínica geral do paciente à estabilização do humor. Em muitos casos, ele é usado em conjunto com outras medicações — como antipsicóticos ou benzodiazepínicos — no início do tratamento, até que o quadro se estabilize e o padrão de sono se normalize.

    Se houver queixas persistentes de insônia mesmo com o uso do valproato, é importante discutir com o médico, pois pode haver necessidade de ajuste da dose ou associação com outras abordagens específicas para o sono.


  • Existe algum meio seguro que eu possa tomar Fluoxetina e maca peruana?

    Existe algum meio seguro que eu possa tomar Fluoxetina e maca peruana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A fluoxetina pode, em alguns casos, ser usada em conjunto com a maca peruana, desde que com cautela e sempre sob orientação médica. Embora não exista uma interação direta e comprovada entre essas duas substâncias, a maca tem propriedades que atuam no aumento da energia, da disposição e da libido, o que pode potencializar sintomas como ansiedade, insônia ou agitação, principalmente em pessoas mais sensíveis ou que já apresentam esse tipo de sintoma com a fluoxetina. A maca não tem ação direta sobre a serotonina, portanto o risco de síndrome serotoninérgica é muito baixo, mas o efeito combinado sobre o sistema nervoso central pode gerar desconfortos em alguns casos. Por isso, é importante conversar com o médico antes de iniciar o uso da maca, especialmente se você já estiver em tratamento com antidepressivos. O acompanhamento profissional é fundamental para garantir a segurança e evitar efeitos adversos indesejados.


  • A 150 dias já tomei escitalopram, aymee, paroxetina e pregabalina. Porém todos me deram efeito colat

    A 150 dias já tomei escitalopram, aymee, paroxetina e pregabalina. Porém todos me deram efeito colateral muito forte aí a médica mandou parar a medicação. Fica só com ansitec si eu tiver crise. Minha dúvida é posso parar a medicação assim de uma vez. Apesar que me dar muita dor de cabeça e estômago todos os dias. Não sei o que fazer si paro de uma vez ou se fico ruim todo dia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A suspensão abrupta de medicamentos como escitalopram, paroxetina e pregabalina pode causar sintomas de descontinuação, como dor de cabeça, desconforto no estômago, tontura e irritabilidade. Mesmo que sua médica tenha indicado parar por conta dos efeitos colaterais, o ideal é que essa retirada seja feita de forma gradual, sempre com orientação profissional. A buspirona (Ansitec) pode ajudar no controle da ansiedade, mas ela não age imediatamente e precisa de uso contínuo para fazer efeito. É importante conversar novamente com sua médica para avaliar um plano mais confortável e seguro de retirada ou mudança de tratamento, evitando que você continue passando mal todos os dias. Não interrompa ou retome as medicações por conta própria.


  • Olá! Consultei com psiquiatra pelo SUS e tive a recomendação de aumento da dose de sertraline de 50m

    Olá! Consultei com psiquiatra pelo SUS e tive a recomendação de aumento da dose de sertraline de 50mg para 100mg, já aumento direto ou preciso tomar 75mg por 1 semana antes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Olá! Em geral, a sertralina pode ser aumentada de 50mg para 100mg de forma direta, especialmente se você já estiver tolerando bem a dose atual, sem efeitos colaterais significativos. No entanto, em alguns casos, quando o paciente é mais sensível a efeitos adversos — como náusea, dor de cabeça, agitação ou insônia — o médico pode optar por um aumento gradual, passando por 75mg por cerca de uma semana antes de chegar aos 100mg. Isso ajuda a melhorar a adaptação do organismo e reduzir desconfortos.

    Como a indicação foi feita durante atendimento no SUS, o ideal é seguir exatamente a orientação do seu psiquiatra. Se essa informação não foi esclarecida na consulta, e você tem histórico de sensibilidade a medicamentos ou está com receio do aumento direto, vale a pena tentar contato com a equipe ou unidade de saúde para confirmar a conduta mais segura no seu caso.


  • Estou tomando fluoxetina tem 4 semanas, mas sinto muito sono, melhora na ansiedade, porém ainda tris

    Estou tomando fluoxetina tem 4 semanas, mas sinto muito sono, melhora na ansiedade, porém ainda triste... É efeito colateral?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, a sonolência que você está sentindo pode ser um efeito colateral da fluoxetina, especialmente nas primeiras semanas de uso. Embora essa medicação geralmente tenha um perfil mais ativador, algumas pessoas experimentam cansaço, lentidão ou vontade de dormir durante o dia. Esse efeito tende a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta. Uma alternativa que pode ser discutida com seu médico é a mudança do horário de uso para o período da noite, o que pode reduzir a sonolência durante o dia. Em relação à tristeza que ainda persiste, é importante lembrar que os efeitos antidepressivos da fluoxetina costumam se consolidar entre 4 a 6 semanas de tratamento contínuo. Se os sintomas continuarem intensos ou houver piora, é fundamental retornar ao médico para avaliar a necessidade de ajustes. O acompanhamento próximo nessa fase inicial é essencial para garantir uma resposta adequada e segura.


  • Desejo saber se em psiquiatria é (ou ao menos deveria ser) reconhecido o direito do paciente exercer

    Desejo saber se em psiquiatria é (ou ao menos deveria ser) reconhecido o direito do paciente exercer sua liberdade de escolha a fim de rejeitar tratamento farmacológico e preferir tratamentos considerados alternativos, como fitoterápicos e de cunho religioso e, em caso positivo, por que a maioria dos médicos reage com desdém quando um paciente manifesta suas convicções, chegando a concluir que se uma pessoa não quer utilizar psicofármacos ela não padece de transtornos sérios ou até mesmo está fingindo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, na psiquiatria — assim como em toda a medicina ética e centrada na pessoa — o direito do paciente à autonomia e à recusa de tratamento deve ser plenamente reconhecido e respeitado, desde que o paciente esteja em plena capacidade de decisão (isto é, com juízo preservado e sem comprometimento grave da consciência, cognição ou realidade).

    A escolha por tratamentos alternativos, como fitoterápicos, práticas integrativas ou abordagens espirituais e religiosas, é legítima, desde que feita com consciência dos riscos e limitações, e com acesso à informação clara e completa sobre os benefícios e potenciais consequências de não utilizar os tratamentos convencionais. O papel do psiquiatra, nesse contexto, não é impor condutas, mas informar, acolher, orientar e dialogar, buscando o melhor cuidado possível dentro dos limites do que o paciente aceita.

    Infelizmente, nem todos os profissionais da área estão preparados para lidar com essas escolhas de forma empática e sem julgamento. Muitos médicos ainda operam com um modelo biomédico mais rígido, em que a recusa ao psicofármaco é interpretada como “negação da doença” ou “falta de gravidade”, o que não apenas fere a relação terapêutica, como também pode reforçar estigmas e afastar o paciente do cuidado.

    A psiquiatria moderna, baseada em evidências e na ética do cuidado, reconhece que saúde mental envolve múltiplos fatores — biológicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais — e que a adesão ao tratamento depende não só da eficácia da intervenção, mas da aliança entre médico e paciente. Quando um paciente recusa o uso de psicofármacos, isso não deveria ser motivo de desqualificação do sofrimento, mas sim um convite a aprofundar o diálogo, entender as razões da recusa e buscar caminhos terapêuticos possíveis dentro da realidade e da crença daquele indivíduo.

    Você tem direito à sua escolha e merece ser acolhido com respeito e escuta ativa. Se isso não estiver acontecendo, vale considerar procurar um profissional que compartilhe dessa visão de cuidado ético, plural e centrado no paciente.


  • Faço uso de pregabalina 75 mg e paroxetina 20 a 150 dia porém me causa muita dor de cabeça e estômag

    Faço uso de pregabalina 75 mg e paroxetina 20 a 150 dia porém me causa muita dor de cabeça e estômago a Dr m mandou para de uma vez. Fiquei com medo. Pode parar a medicação de uma vez sem fazer o desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    A suspensão abrupta de medicamentos como a pregabalina e a paroxetina deve ser feita com muito cuidado, pois ambos podem causar sintomas de descontinuação se retirados de forma repentina. A paroxetina, em especial, está entre os antidepressivos com maior risco de sintomas ao parar, como tontura, irritabilidade, insônia, náusea, dor de cabeça, sensação de choque elétrico no corpo e piora do humor. A pregabalina também pode causar desconfortos como ansiedade, insônia, sudorese e sintomas gastrointestinais ao ser interrompida bruscamente, especialmente após uso contínuo.

    Se a médica indicou a suspensão imediata, é importante entender se essa decisão foi motivada por efeitos colaterais graves ou risco à sua saúde. Nesses casos, a interrupção pode ser necessária, mas idealmente deve vir acompanhada de medidas de suporte e monitoramento. Caso você esteja insegura ou tenha histórico de reações intensas a mudanças de medicação, é válido buscar uma nova avaliação ou retornar ao serviço médico para discutir a possibilidade de um desmame gradual, mesmo que por um curto período, para minimizar o desconforto.

    Não é recomendado tomar decisões por conta própria nesse processo, mas o seu receio é compreensível e justificado. Converse com a equipe que acompanha seu caso para encontrar a forma mais segura de conduzir essa transição.


  • Estou tomando 40 mg de fluoxetina dia já a quatro semanas, o sintomas de ansiedade diminuiu, mas ten

    Estou tomando 40 mg de fluoxetina dia já a quatro semanas, o sintomas de ansiedade diminuiu, mas tenho muita náusea e diarréia pela manhã. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. André Luiz Basso

    Sim, náusea e diarreia estão entre os efeitos colaterais mais comuns da fluoxetina, especialmente nas primeiras semanas de uso ou em doses mais altas, como 40 mg por dia. Esses sintomas ocorrem porque a fluoxetina, além de agir no sistema nervoso central, também influencia a serotonina presente no trato gastrointestinal, o que pode levar a alterações digestivas. Em muitos casos, esses efeitos tendem a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta ao medicamento. No entanto, se a náusea e a diarreia estiverem muito intensas, persistirem após quatro semanas ou estiverem interferindo na sua qualidade de vida, é importante informar seu médico. Pode ser necessário ajustar a dose, mudar o horário da medicação ou considerar outras estratégias para aliviar os sintomas gastrointestinais. Não interrompa o uso por conta própria sem orientação médica.


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