Perguntas do paciente (46)

  • A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo

    A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    A meditação com foco na chama de uma vela pode ajudar algumas pessoas a desacelerar, organizar a atenção e se acalmar diante de sentimentos intensos. Porém, ela não necessariamente elimina sentimentos como tristeza, vergonha ou melancolia, especialmente quando eles estão relacionados a acontecimentos que precisam ser compreendidos e elaborados.

    Quanto às ondas cerebrais, não é possível afirmar que essa prática fará uma pessoa sair de um estado “beta” e entrar em determinado estado específico. A atividade cerebral é complexa e pode variar durante diferentes experiências de relaxamento e concentração.

    Se a tristeza ou a vergonha após beber têm sido frequentes ou muito intensas, pode ser importante observar também o que essas situações despertam e buscar ajuda profissional caso estejam causando sofrimento significativo.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Entendo que isso esteja gerando ansiedade. Ter desejos, fantasias ou se inspirar em imagens e pessoas que vemos não é, por si só, algo incomum. O que parece importante observar é o quanto o impulso de anotar essas coisas está sendo difícil de controlar e o sofrimento que isso está causando.

    Também não é possível, apenas por esse relato, definir o motivo desses comportamentos. Se você percebe que os pensamentos ou impulsos estão se tornando frequentes, causando ansiedade ou interferindo na sua memória e rotina, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.

    Você não precisa lidar com essa preocupação sozinha.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É compreensível ter receio da rejeição quando sentimos que determinadas características nossas podem ser julgadas ou mal interpretadas pelos outros. No entanto, tentar esconder aspectos importantes de quem você é para evitar críticas também pode gerar sofrimento e a sensação de não poder se mostrar verdadeiramente.

    Talvez seja importante refletir sobre o quanto esse medo está baseado em experiências reais que você já viveu e o quanto está relacionado à antecipação do que os outros poderão pensar. Nem todas as pessoas irão admirar ou compreender nossas escolhas, mas isso não significa que precisamos abrir mão delas.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor esse medo da rejeição e a construir mais segurança para expressar sua personalidade e suas qualidades sem que a opinião dos outros determine completamente a forma como você vive.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Ser uma pessoa interessante e atraente para si mesmo talvez tenha menos relação com corresponder a um padrão e mais com construir uma vida que faça sentido para você.

    Conhecer seus interesses, desenvolver habilidades, cuidar da sua aparência de uma forma que expresse quem você é e se permitir viver novas experiências pode fortalecer sua relação consigo mesmo. A atração que exercemos sobre os outros também costuma estar relacionada à autenticidade e à forma como nos sentimos em nossa própria presença.

    Talvez uma pergunta importante seja: o que faz você admirar a pessoa que está se tornando, independentemente da aprovação dos outros?

    A psicoterapia pode ajudar a compreender expectativas, inseguranças e a construir uma relação mais consciente e acolhedora consigo mesmo.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    O perfeccionismo e a dificuldade em lidar com a incerteza podem estar associados à ansiedade e, em algumas pessoas, podem vir acompanhados de comportamentos repetitivos ou de necessidade de controle. Isso, por si só, não significa que exista TOC.
    Um aspecto relevante é observar quanto isso ocupa seu tempo, o quanto você sente que precisa realizar esses comportamentos e o impacto que eles têm na sua vida.

    Como esses sintomas podem se apresentar de maneiras diferentes, não é possível concluir um diagnóstico apenas por um relato. Uma avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ajudar a compreender se existe um padrão compatível com TOC ou se essas características estão relacionadas à ansiedade e ao perfeccionismo.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É possível modificar crenças centrais e intermediárias disfuncionais, mas isso não significa necessariamente que elas desapareçam para sempre.

    Uma crença construída ao longo de muitos anos pode continuar sendo ativada em determinadas situações, especialmente diante de estresse, perdas ou experiências que se pareçam com aquelas que contribuíram para sua formação. Isso não significa que o processo terapêutico tenha sido perdido.

    Com o trabalho terapêutico, a pessoa pode desenvolver novas formas de compreender a si mesma e responder às situações, tornando a antiga crença menos dominante e menos capaz de determinar seus pensamentos, emoções e comportamentos.

    Por isso, uma recaída não precisa ser entendida como “a crença antiga voltou e todo o trabalho foi perdido”. Pode ser justamente uma oportunidade de perceber em quais situações aquele padrão ainda é ativado e fortalecer os recursos desenvolvidos ao longo do processo.

    A mudança psicológica costuma ser menos sobre apagar completamente uma antiga forma de funcionar e mais sobre construir novas possibilidades de resposta, que gradualmente se tornam mais acessíveis e consistentes.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É possível que os sintomas de ansiedade voltem mesmo durante um tratamento que vinha funcionando bem, e isso não significa necessariamente que todo o progresso foi perdido.

    Como você está usando venlafaxina há seis meses e percebeu uma mudança importante nos últimos dias, o mais indicado é entrar em contato com o profissional que acompanha seu tratamento para avaliar o que pode estar acontecendo. Não aumente, reduza ou interrompa a medicação por conta própria.

    Também vale observar se houve recentemente aumento de estresse, mudanças na rotina, no sono ou outras situações que possam estar contribuindo para o retorno dos sintomas.

    Se a angústia estiver muito intensa, se os sintomas físicos forem diferentes do habitual ou se você sentir que não está conseguindo se manter em segurança, procure atendimento médico imediatamente.

    Uma piora momentânea não significa que você voltou ao ponto de partida. O tratamento pode precisar ser reavaliado e ajustado.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Sim, acredito que seria importante procurar ajuda. O que você descreve, especialmente esse vazio persistente, a falta de vontade, o sofrimento intenso com a passagem do tempo e, principalmente, os pensamentos de “acabar com tudo”, merece ser acolhido e avaliado por um profissional.

    Não é necessário esperar que esses pensamentos se tornem mais intensos para buscar ajuda. Uma avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ajudar a compreender o que você está vivendo e quais formas de cuidado podem ser adequadas.

    Enquanto isso, procure não ficar sozinho quando estiver se sentindo em risco e converse com alguém de confiança sobre o que está acontecendo. Se esses pensamentos se intensificarem, se você sentir que pode fazer algo contra si mesmo ou não conseguir se manter em segurança, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue para o CVV pelo 188, que oferece atendimento gratuito e 24 horas.

    O que você está sentindo pode ser muito doloroso, mas não significa que seu futuro esteja definido por esse momento. Buscar ajuda agora pode ser um primeiro passo para que outras possibilidades possam aparecer.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É compreensível pensar dessa forma quando você já vivenciou muitas perdas ou afastamentos. De fato, as relações mudam: algumas pessoas permanecem por muitos anos, enquanto outras fazem parte de apenas uma fase da nossa vida. Isso pode ser doloroso, mas não significa que o vínculo tenha sido sem valor.

    Talvez a questão não seja escolher entre ser completamente autossuficiente ou depender das pessoas para preencher lacunas. É possível construir autonomia e, ao mesmo tempo, permitir-se criar vínculos significativos, entendendo que eles podem mudar ao longo do tempo.

    Também pode ser interessante observar se o desejo de não se apegar nasce de uma escolha que combina com você ou se funciona como uma forma de se proteger da possibilidade de sofrer novamente. Às vezes, evitar o vínculo protege da perda, mas também pode nos afastar da experiência de pertencimento e intimidade.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor essa relação entre vínculo, perda, autonomia e medo de se machucar, para que você possa construir relações de uma forma que faça sentido para você.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem e compreendo sua dúvida. No entanto, quero te lembrar que a prática da psicterapia de qualquer abordagem, tem como preceito base a isenção de juizo de valor. O papel do psicólogo não deve ser julgar a dinâmica do casal e sim ajudar o casal a se comunicar melhor, criando espaço de diálogo e compreensão. Espero ter te ajudado.


  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Se você está vivendo situações familiares que percebe como manipulação, pressão ou desestabilização emocional, é importante levar esse sofrimento a sério.
    Como você menciona crises psicóticas e uma investigação de esquizofrenia, é especialmente importante não enfrentar isso sozinho. O acompanhamento com psiquiatra e psicólogo pode ajudar a diferenciar o que está acontecendo nas relações familiares dos efeitos que uma crise pode produzir na percepção e na interpretação das situações.
    No dia a dia, tente priorizar sua segurança e reduzir discussões quando perceber que está muito desorganizado ou angustiado. Sempre que possível, estabeleça limites simples e objetivos e mantenha contato com pessoas de confiança que possam oferecer apoio.
    Se estiver percebendo novamente alterações importantes na percepção da realidade, ouvindo ou vendo coisas que outras pessoas não percebem, ou sentindo que pode perder o controle, procure atendimento de saúde o quanto antes.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem e gostaria de trazer um ponto de vista.

    O que você está sentindo não significa que você não ame seu bebê ou que exista algo de errado com você. A chegada de um filho pode despertar sentimentos muito diferentes ao mesmo tempo: amor, medo, ansiedade, culpa e até a sensação de estar perdendo uma parte de si.

    Pelo que você conta, talvez exista uma questão importante por trás desse medo: o desejo de descobrir quem você é e construir uma vida que também tenha espaço para seus próprios desejos, projetos e experiências. Tornar-se mãe não precisa significar deixar de existir como mulher.

    Você não precisa ter todas as respostas agora. Pode ser importante começar, aos poucos, a se perguntar: quem sou eu além dos papéis que exerço? O que desejo viver? Que espaço quero preservar para mim dentro da maternidade?

    Como você relata que está se sentindo muito abalada psicologicamente, buscar psicoterapia pode ser importante para atravessar essa transição com acolhimento e compreender melhor esses sentimentos. E lembre-se: sentir ambivalência durante a gravidez não significa que você será uma mãe menos amorosa.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Oi, li sua pergunta.

    Ter esse tipo de pensamento não significa, por si só, que você esteja traindo seu parceiro. Pensamentos, fantasias e preocupações podem surgir mesmo quando não existe desejo ou intenção de agir sobre eles.

    O que parece importante na sua situação é entender o que faz você precisar tanto da aprovação dessas pessoas e por que encontrá-las desperta a necessidade de parecer bonita, interessante ou mostrar que está bem. Isso pode estar relacionado à autoestima, à ansiedade ou a uma preocupação excessiva com a forma como você é percebida, mas não seria possível determinar a causa ou falar em TOC apenas por esse relato.

    Talvez seja mais produtivo observar a culpa: você está se julgando por ter um pensamento ou está realizando alguma ação que ultrapassa os acordos do seu relacionamento?

    Se essas preocupações são frequentes, difíceis de controlar e fazem você analisar ou revisar constantemente seus pensamentos e comportamentos, a psicoterapia pode ajudar a compreender esse padrão e a relação que você estabelece com a própria imagem e com a aprovação dos outros.

    Espero ter ajudado.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Contar números mentalmente direciona a atenção para uma tarefa repetitiva e reduz a quantidade de pensamentos e estímulos competindo pela atenção. Porém, isso não significa necessariamente que você esteja “baixando as ondas cerebrais” ou entrando em um estado específico de “alfa profundo”.
    Se a contagem ajuda você a desacelerar a mente, pode ser utilizada como uma estratégia de concentração ou relaxamento. Mas, se a intenção é compreender por que sua mente está acelerada ou encontrar formas mais consistentes de lidar com ansiedade e pensamentos repetitivos, vale investigar isso de maneira mais ampla.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Não existe uma idade exata para começar a falar sobre a morte. Aos 3 anos, a criança já pode começar a compreender a ideia de que alguém morreu, embora sua compreensão ainda seja bastante diferente da de um adulto.

    Nesse caso, como ela não chegou a conhecer o pai biológico e tem no padrasto uma figura paterna presente desde os 2 anos, é importante não apresentar essa informação de uma maneira que gere confusão ou a sensação de que ela está “perdendo” o pai que conhece.

    A conversa pode acontecer de forma simples e concreta, utilizando palavras como “morreu” e evitando expressões como “foi dormir” ou “foi embora”, que podem gerar interpretações equivocadas nessa idade. Também não é necessário contar tudo de uma vez. As informações podem ser oferecidas conforme a criança fizer perguntas e demonstrar interesse.

    Mais importante do que encontrar o momento perfeito é criar um ambiente em que ela possa perguntar, sentir e falar sobre esse assunto livremente. O padrasto também pode continuar ocupando seu lugar afetivo na vida dela, sem que isso apague ou substitua a existência do pai biológico.

    Se houver dúvidas sobre como conduzir essa conversa ou mudanças importantes no comportamento da criança, pode ser interessante buscar orientação de um psicólogo infantil para pensar a melhor forma de abordar a situação considerando a história específica da família.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    O fato de você não sentir a mesma “animação” do início da relação não significa necessariamente que deixou de amar. O começo de um relacionamento costuma ser marcado por novidade, expectativa e muita intensidade, enquanto, com o tempo, o vínculo pode assumir formas mais tranquilas e profundas.

    O que chama atenção no seu relato é que você ainda encontra prazer na presença dele, consegue conversar por horas, reconhece o cuidado que existe entre vocês e não se sente presa ou desconfortável na relação. Isso não responde sozinho ao que você sente, mas mostra que existe um vínculo que merece ser compreendido antes de chegar a uma conclusão.

    A ansiedade também pode fazer com que você tente encontrar uma certeza sobre os seus sentimentos: “Eu ainda amo? E se não amar? E se estiver apenas acostumada?”. Quanto mais você tenta verificar o que está sentindo, mais difícil pode ser perceber espontaneamente o que realmente acontece dentro de você.

    Talvez, em vez de tentar descobrir imediatamente se ainda sente exatamente o mesmo amor de antes, seja interessante observar como você se sente quando está vivendo a relação, sem ficar constantemente avaliando seus sentimentos.

    A psicoterapia pode ajudar nesse processo de compreender seus sentimentos, suas expectativas sobre o amor e o que pode estar acontecendo na relação, sem precisar tomar uma decisão antes de entender melhor o que você está vivendo.

    Espero ter audado.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    O fato de você ainda ser uma pessoa mais quieta não significa que não esteja evoluindo. Ser tímida ou introvertida não é, por si só, um problema a ser “curado”. O que merece atenção é o sofrimento e as limitações que a ansiedade podem causar.

    Pelo seu relato, existe algo importante: você percebe que, depois de seis meses, consegue interagir melhor e se sente menos ansiosa. Isso é uma mudança real, mesmo que as pessoas ao seu redor continuem percebendo você como mais séria ou reservada.

    Talvez uma parte do seu sofrimento esteja justamente em acreditar que, para estar “melhor”, você precisa deixar de ser quieta. Mas é possível desenvolver mais segurança social sem precisar se transformar em outra pessoa.

    Comentários como “você é muito quieta” podem tocar em experiências antigas, especialmente considerando o bullying que você viveu. Por isso, talvez eles despertem uma sensação de não pertencimento ou a dúvida sobre se você está fazendo algo errado.

    Uma pergunta importante pode ser: “Eu estou quieta porque quero e me sinto confortável assim, ou estou me calando porque tenho medo?” Essa diferença é mais importante do que a quantidade de coisas que você fala.

    E talvez “melhorar” não signifique nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais ouvir esses comentários. Pode significar conseguir escolher como agir mesmo quando a ansiedade aparece, sem precisar se afastar de situações importantes ou acreditar que há algo errado com você por ser quem é.

    Se essa ansiedade ainda traz sofrimento significativo, a psicoterapia pode ajudar a compreender sua história e desenvolver mais segurança nas relações, sem transformar sua personalidade em um problema.

    Espero ter ajudado.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Não necessariamente. Dormir com as mãos dobradas ou próximas ao corpo, às vezes chamado de “mão de T-Rex”, pode simplesmente ser uma posição confortável durante o sono e, isoladamente, não indica nenhum transtorno psicológico ou neurológico.

    O mais importante é observar se existe algum outro sintoma associado, como dor, dormência, formigamento, perda de força ou movimentos involuntários frequentes. Nesses casos, vale conversar com um profissional de saúde para avaliar.

    Se acontece apenas durante o sono e você acorda bem, provavelmente é apenas uma posição que seu corpo encontrou para dormir com mais conforto.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Sim, a pesquisa excessiva sobre sintomas pode acabar aumentando a ansiedade. Quando você pesquisa para tentar se tranquilizar, pode começar a observar mais intensamente as sensações do corpo e interpretar qualquer reação como sinal de uma doença, criando um ciclo de medo e novas pesquisas.

    Talvez seja importante fazer uma pausa nessas buscas e evitar tentar confirmar diagnósticos pela internet. O fato de você ter pesquisado sobre fobia social e depois ter percebido mais crises não significa necessariamente que tenha desenvolvido esse transtorno.

    A psicoterapia pode ajudar bastante a compreender esse ciclo, trabalhar o medo das crises e, gradualmente, retomar atividades que foram sendo evitadas. Como você já iniciou o escitalopram, também é importante conversar com o profissional que prescreveu a medicação sobre sua evolução e não fazer alterações por conta própria.

    O que você está vivendo pode melhorar, e a recuperação pode acontecer de forma gradual, com o acompanhamento adequado.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Dificuldades de concentração podem ter diferentes causas, e o fato de terem surgido ou aumentado depois da pandemia não significa necessariamente que exista algum transtorno. Ansiedade, estresse, alterações no sono, excesso de estímulos e mudanças na rotina também podem afetar bastante a capacidade de manter a atenção.

    Sobre o Instagram, talvez seja mais útil pensar em como organizar o ambiente do que depender apenas de força de vontade. Experimentar períodos curtos de estudo sem o celular por perto, estabelecer pequenas metas de leitura e fazer pausas programadas pode tornar a tarefa mais possível.

    Também vale observar se essa dificuldade aparece apenas nos estudos ou em outras áreas da vida. Como você percebe um impacto importante na sua vida acadêmica e até em uma atividade que antes era prazerosa, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que mudou e quais estratégias seriam mais adequadas para você.

    O objetivo não precisa ser voltar a ter a concentração de antes imediatamente, mas recuperar gradualmente sua capacidade de se envolver com aquilo que é importante para você.


Perguntas frequentes

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