Perguntas do paciente (46)

  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem e sua dúvida.
    Uma disgnóstico é algo muito sério e impossível de ser dado sem um contato adequado com um profissional.
    No entanto, você relata episódios de sofrimento, angústia, que talvez possam ser acolhidos dentro de um processo terapêutico.
    Encontrar alguém que possa te escutar é essencial para que você, independente do diagnóstico, possa vir a se sentir melhor.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem.
    O que você está me relatando nesse texto é que você gosta de estar com seu namorado e isso é muito bom.
    O que acontece, é que muitas vezes julgamos tristeza como algo negativo, algo que não deveríamos sentir. No entanto, é um sentimento normal, que me parece nesse caso, apontar o quanto é bom estar com seu namorado e que você gosta dele.
    Sentir tristeza ou saudade quando não estamos com quem amamos é algo que pode acontecer sem precisar significar um adoecimento.
    Caso esse sentimento esteja impedindo de viver, te impossibilitando outras tarefas ou relações (amizades, familiares, profissionais), vale a pena conversar com um profissional.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    A pergunta por si só já é uma resposta.
    Para um analista, qualquer sentimento que você tenha com ele/ela é transferência.
    De indico falar abertamente com ela sobre o que você sente, para que isso possa ser trabalhado em sessão.
    Uma analise sempre se deterá ao que o paciente sempre na transferência, seja positivo, negativo e amoroso.
    Tenho certeza que ela poderá acolher isso.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem e sinto muito que você tenha passado por momentos tão desafiadores e violentos tão jovem.
    Sugiro que você encontre alguém para acompanhar esse momento com você. A dor de um abuso é séria e pode nos fazer sofrer por anos, se não for acolhida e elaborada com a ajuda de um profissional.
    Nós psicólogos somos orientados em como ouvir, acolher e tratar situações dessa forma e pode ser muito bom para você realizar esse acompanhamento.
    Espero ter ajudado.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem.
    Encontrar um parceiro/parceira de vida é algo da estrutura humana. Que bom que você está buscando por isso.
    Quando e como isso poderá acontecer depende de inúmeras questões que atravessam a sua história, como foras as relações para você, como você se vê e vê as outras pessoas.
    Sugiro um acompanhamento profissional para que você possa, através dessas perguntas que você já colocou na sua mensagem, encontrar um caminho em busca dessa felicidade.
    Espero ter ajudado.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem.
    A maternidade é um momento que altera psicologicamente as mulheres.
    É normal que o momento seja carregado de inúmeros sentimentos ambivalentes.
    Nesse caso, o mais orientado é procurar o suporte de algum profissional psicólogo para te acompanhar. Faz parte do nosso trabalho lidar com essas questões junto ao paciente.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Depois de um episódio depressivo, algumas pessoas podem ficar mais vulneráveis a novos episódios, especialmente em períodos de estresse, perdas ou outras situações difíceis. Mas isso não significa que a depressão esteja sempre “à espreita” ou que uma recaída seja inevitável.

    A experiência anterior pode deixar a pessoa mais atenta a mudanças no humor e, às vezes, até com medo de voltar a se sentir como antes. Por isso, é importante diferenciar estar passando por um momento difícil de necessariamente estar entrando novamente em depressão.

    Conhecer seus sinais de alerta, cuidar da rotina, manter uma rede de apoio e buscar acompanhamento quando perceber mudanças persistentes pode ajudar na prevenção e no cuidado.

    Ter vivido uma depressão não significa estar condenado a vivê-la novamente. É possível atravessar acontecimentos difíceis sem que eles necessariamente levem a um novo episódio.

    Um psicólogo pode te auxiliar a passar por essas fases com mais atenção e menos riscos.
    Espero ter ajudado.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem.
    Nossa mãe sempre será uma pessoa que terá um peso de validação e importância diferentes. Quando isso não vem, acaba sendo muito doloroso, mas com ajuda certa, podemos chegar em um momento de vida onde o peso afetivo dessa relação não precise te abalar tanto emocionalmente.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Sim, a terapia é o lugar ideal para você trabalhar essa questão.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Acredito que tudo dependa da frase, do momento. Existem inúmeras formas de relaxar, como meditação, respiração, imaginação ativa, repetição de mantras. Verbalizar as coisas é sempre mais interessante do que mante-las apenas nos pensamentos, porque quando falamos e ouvimos, usamos mais funções cerebrais do que só pensar. Espero ter ajudado.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes fatores, como ansiedade, estresse, privação de sono, sobrecarga emocional ou até outras condições. Por isso, apenas esses sintomas não permitem concluir que exista um transtorno específico.

    Um primeiro passo é observar quando isso acontece, há quanto tempo, em quais situações e o quanto interfere na sua rotina. Também vale olhar para sono, alimentação, excesso de estímulos e momentos de estresse.

    Se essas dificuldades são frequentes e estão prejudicando seu trabalho ou sua qualidade de vida, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e quais estratégias podem ser adequadas para você.

    Mais importante do que tentar encontrar um diagnóstico sozinho é entender o que está fazendo sua mente funcionar dessa maneira e do que ela está precisando neste momento.

    Espero ter ajudado.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Pelo relato, não é possível definir uma condição específica, e experiências diferentes podem ter explicações distintas. Esses “flashes” involuntários de tragédias, especialmente quando provocam medo e levam a comportamentos de checagem, podem aparecer em quadros de ansiedade ou pensamentos intrusivos, mas é importante avaliar o contexto como um todo.

    Como você também relata experiências perceptivas incomuns ao longo da vida, algumas delas ocorridas enquanto estava acordado, considero importante não fazer uma interpretação apenas psicológica. Uma avaliação com psiquiatra pode ajudar a investigar os aspectos emocionais e perceptivos e, se necessário, indicar uma avaliação neurológica.

    O ideal é levar ao profissional um registro dos episódios: quando acontecem, quanto duram, o que você sente antes e depois, se permanece totalmente consciente e se existem outros sintomas associados. Isso pode ajudar bastante na investigação.

    Se essas experiências voltarem a ficar muito intensas, vierem acompanhadas de perda de consciência, confusão, convulsões ou dificuldade de distinguir o que está acontecendo na realidade, procure atendimento médico prontamente.

    E um ponto importante: ter pensamentos ou imagens involuntárias de tragédias não significa que você queira que elas aconteçam ou que elas sejam uma previsão do futuro.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Um pensamento hipotético, por si só, não significa que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa nem que tenha cometido uma nova infidelidade. Pensamentos podem surgir de forma espontânea, inclusive sobre situações que não desejamos viver.

    Como você já tem diagnóstico de TOC, vale observar se a necessidade de descobrir exatamente o que esse pensamento significa e buscar garantias sobre seus sentimentos acaba aumentando sua culpa e sua ansiedade. Em algumas pessoas com TOC, pensamentos relacionados a relacionamentos, culpa e responsabilidade podem se tornar especialmente difíceis de tolerar.

    Talvez seja mais útil não tentar provar para si mesmo se ainda sente ou não alguma coisa por essa pessoa. Você pode reconhecer: “Esse pensamento apareceu, ele me trouxe culpa, mas não preciso resolver o significado dele agora.”

    A culpa pela infidelidade que aconteceu no passado também pode ser trabalhada em psicoterapia, especialmente para diferenciar responsabilidade por uma escolha que você fez de uma necessidade de se punir indefinidamente por ela.


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É possível que, após anos convivendo com ansiedade, uma sensação de tranquilidade pareça estranha no início. Quando a mente está acostumada a permanecer em alerta, perceber que os pensamentos desaceleraram pode até gerar a sensação de “não sou eu”.

    A resposta à medicação, porém, varia de pessoa para pessoa, e não é possível afirmar que essa sensação permanecerá exatamente da mesma forma. Como sua psiquiatra e sua psicóloga já estão acompanhando você, é importante continuar compartilhando essas mudanças com elas, principalmente porque você também relata momentos de agonia e tristeza.

    Talvez o objetivo não seja voltar a sentir a ansiedade que você conhecia, mas aprender a reconhecer que estar tranquila também pode ser uma forma legítima de estar sendo você. A psicoterapia pode ajudar justamente nessa adaptação, permitindo que você experimente esse estado de bem-estar sem precisar desconfiar dele ou tentar encontrar novamente a preocupação que antes parecia familiar.


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    im. A DBT não é exclusiva para pessoas com transtorno de personalidade borderline. Ela também pode ser utilizada para trabalhar aspectos como regulação emocional, tolerância ao desconforto, impulsividade, relações interpessoais e atenção plena, dependendo das necessidades da pessoa.

    No seu caso, o fato de ter TDAH e bipolaridade não significa automaticamente que a DBT seja a melhor opção, mas pode ser uma possibilidade interessante, principalmente se você sente que a TCC tradicional não tem respondido às suas dificuldades.

    O mais importante seria avaliar o que exatamente você sente que não está funcionando na TCC e quais são suas principais dificuldades atualmente. A partir disso, o profissional pode indicar uma abordagem ou até integrar estratégias de diferentes modelos terapêuticos.

    Se você já faz acompanhamento psiquiátrico, também é importante que a psicoterapia esteja articulada com esse cuidado, especialmente no acompanhamento da bipolaridade.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    O que você relata parece estar causando bastante sofrimento, mas o fato de ter se deparado com um conteúdo que lhe causou repulsa não significa, por si só, que você tenha desejado aquilo, que exista uma compulsão ou que tenha “recaído” em um vício.

    É possível encontrar algo inesperado na internet, sentir curiosidade momentânea ou simplesmente estar navegando sem intenção específica e, ao se deparar com determinado conteúdo, sentir imediatamente desconforto e querer sair. O que aconteceu não define seus desejos, sua sexualidade ou seu caráter.

    A culpa e a necessidade de entender “o que isso significa sobre mim” podem, inclusive, acabar mantendo a angústia. Talvez seja mais importante olhar para o sofrimento que essa experiência despertou do que tentar encontrar uma explicação definitiva para o fato de ela ter acontecido.

    Como isso está causando tanta angústia, buscar uma psicoterapia com um profissional com experiência em sexualidade e ansiedade pode ser um caminho importante para compreender esses sentimentos sem julgamentos. Você não precisa carregar essa experiência como uma definição de quem você é.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Olá, li sua mensagem. Sinto muito que ela esteja sofrendo tanto.
    Independente da especialidade, qualquer profissional da psicologia poderá acompanhar sua filha nesse processo. É importante reconhecer que ela está sofrendo com medo de algo que ela não sabe nomear ainda. A partir disso, acolher e acompanhar, independe de abordagem, mas dependerá muito da relação que ela criará com esse profissional.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    Aos 3 anos, é comum que a criança ainda tenha dificuldade para lidar com frustrações e expressar emoções, podendo acontecer crises de choro, gritos e oposição. Porém, pela intensidade e frequência que você descreve, especialmente com comportamentos de bater e morder e com prejuízo também fora de casa, vale buscar uma avaliação.

    O profissional mais indicado para começar é um psicólogo infantil, que poderá conhecer melhor o comportamento da sua filha, o contexto familiar e as situações que desencadeiam essas crises. Dependendo do que for observado, pode ser indicado também um acompanhamento com pediatra ou neuropediatra.

    Durante as crises, procure manter uma postura firme e tranquila, colocando limites para comportamentos como bater e morder, sem tentar resolver tudo no momento de maior irritação. Depois que ela se acalmar, é possível conversar e ajudá-la a nomear o que sentiu.

    As manchas ou placas vermelhas no rosto também merecem ser observadas. Se forem recorrentes, persistentes ou acompanhadas de outros sintomas físicos, converse com o pediatra para avaliar essa parte também.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    É compreensível que uma pessoa que marcou sua história continue presente em seus pensamentos, especialmente quando existe a sensação de que algo ficou inacabado ou quando você carrega arrependimento por algo que aconteceu.

    Mas pensar nela todos os dias não significa necessariamente que vocês deveriam estar juntos ou que ela seja a única pessoa capaz de fazer você feliz. Com o passar do tempo, também podemos idealizar uma pessoa e imaginar como teria sido uma história que, na realidade, nunca chegou a acontecer.

    Talvez seja importante olhar para além dela: o que exatamente você sente falta? É dela, da possibilidade do relacionamento que vocês poderiam ter vivido, ou da pessoa que você era naquela época? E o que fez com que você não se sentisse feliz no relacionamento mais recente?

    A psicoterapia pode ajudar a compreender esses sentimentos, elaborar o que aconteceu no passado e perceber o que você realmente deseja construir daqui para frente, sem precisar tomar uma decisão baseada apenas na saudade ou na culpa.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Anna Mezaonik

    O ideal é buscar o acompanhamento psiquiatrico juntamente com psicológico.


Perguntas frequentes

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