Perguntas do paciente (46)
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que lembranças de pessoas que já morreram despertem tristeza, saudade ou até um sentimento de pena. Pensar nelas ocasionalmente faz parte da experiência humana e pode ser uma forma de manter viva a lembrança dessas pessoas.
O que merece atenção é quando essas lembranças se tornam muito frequentes, difíceis de interromper ou começam a causar sofrimento e interferir na sua rotina. Nesses casos, pode ser interessante compreender o que essas mortes despertam em você e como você está lidando com essas perdas.
A psicoterapia pode oferecer um espaço para elaborar esses sentimentos e compreender melhor por que essas lembranças têm aparecido com tanta frequência.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O aumento do uso do celular e da pornografia pode acontecer como uma forma de buscar alívio, distração ou satisfação diante de ansiedade, estresse, tédio ou outras emoções. Quando o comportamento começa a parecer difícil de controlar e interfere no trabalho, no relacionamento ou na rotina, vale buscar ajuda.
Um psicólogo com experiência em comportamentos compulsivos e sexualidade pode ser um bom profissional para iniciar esse processo. O tratamento não se resume a simplesmente “parar de assistir pornografia”: é importante compreender o que está levando ao comportamento, identificar os gatilhos e desenvolver outras formas de lidar com as emoções e situações que o desencadeiam.
Como isso começou em um período de mudanças importantes, como a gravidez da sua esposa, também pode ser interessante compreender como você está vivenciando essa nova fase e as mudanças na relação.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A culpa depois de uma infidelidade pode ser intensa e persistir mesmo quando o casal já conversou e decidiu seguir em frente. Porém, a necessidade constante de voltar ao assunto, revisar detalhes e buscar confirmação de que o parceiro realmente perdoou pode, em algumas pessoas, estar relacionada a um ciclo de ansiedade ou a sintomas de TOC.
O ponto importante é perceber se você busca essa confirmação para conseguir aliviar a culpa momentaneamente e, pouco depois, sente novamente a necessidade de perguntar ou revisar tudo. Quando isso acontece, a busca por certeza pode acabar mantendo o sofrimento.
É possível trabalhar tanto a culpa pelo que aconteceu quanto essa necessidade de confirmação. A psicoterapia pode ajudar você a reconhecer esse ciclo, desenvolver uma relação diferente com pensamentos e sentimentos de culpa e construir a possibilidade de seguir em frente sem precisar ter certeza absoluta de que está tudo resolvido.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que isso possa ter despertado tristeza e confusão, principalmente porque descobrir que ele assiste pornografia no trabalho pode fazer você questionar o quanto esse comportamento está sob controle.
A frequência, por si só, não permite afirmar que exista uma compulsão. O que merece atenção é se ele sente que não consegue controlar o comportamento, tenta diminuir e não consegue, utiliza pornografia em situações inadequadas ou continua mesmo percebendo prejuízos no trabalho, na vida pessoal ou no relacionamento.
Também é importante diferenciar o comportamento dele dos seus sentimentos sobre pornografia. Mesmo que não exista uma compulsão, você pode se sentir desconfortável com a frequência ou com a forma como isso acontece dentro da relação.
Se esse comportamento está causando sofrimento para ele ou para vocês como casal, a psicoterapia com um profissional que tenha experiência em sexualidade e comportamentos compulsivos pode ajudar a compreender melhor a situação, sem partir de um diagnóstico prévio.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve não apenas a perda da pessoa, mas também de uma relação, de planos, expectativas e de uma parte da vida que foi construída junto.
Por isso, é comum sentir tristeza, saudade, raiva, culpa, confusão e até alívio. Não existe um tempo certo para superar um término. Cada pessoa precisa de um tempo diferente para elaborar essa perda.
Superar não significa esquecer ou deixar de sentir carinho, mas aos poucos, conseguir dar um novo lugar àquela história e reconstruir a própria vida para além daquela relação.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, oferecendo um espaço para compreender os sentimentos despertados pelo término, elaborar a perda e reencontrar a própria identidade e os próprios desejos.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível sentir tristeza quando objetos importantes da infância são perdidos sem a sua autorização. Embora possam parecer apenas objetos para outras pessoas, eles podem carregar memórias, vínculos e partes importantes da nossa história. Por isso, essa perda também pode ser vivida como uma forma de luto.
Além da saudade dos objetos, pode existir a sensação de que uma parte da sua história foi retirada de você sem que pudesse escolher. Talvez seja importante permitir-se reconhecer essa tristeza, sem julgá-la como exagero.
Como não é possível recuperar os objetos, você pode, aos poucos, buscar outras formas de preservar essas memórias: escrever sobre elas, reunir fotografias, registrar histórias ou criar novos símbolos que representem aquele período da sua vida.
A psicoterapia também pode ajudar a elaborar essa perda, especialmente quando ela desperta sentimentos mais profundos relacionados à infância, à família, ao pertencimento ou à sensação de não ter tido escolha sobre algo importante para você.
Espero ter ajudado.
Perguntas frequentes
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