Perguntas do paciente (28)

  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O medo de rejeição costuma crescer quando a pessoa aprendeu, em algum momento, que mostrar quem é podia custar pertencimento. Então, antes mesmo que alguém zombe, ela se adapta, se reduz e tenta antecipar o ambiente para não sofrer de novo.

    O trabalho é perceber onde essa adaptação ainda protege você de uma rejeição antiga e onde ela já impede uma presença mais inteira. Você não precisa se expor a qualquer contexto, mas também não precisa continuar se escondendo para preservar vínculos que só existem quando você diminui a si mesmo.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Curtinha como sua pergunta: uma pessoa se torna interessante quando reconhece o que deseja e sustenta a própria vida sem depender do olhar dos outros.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Isso, por si só, não caracteriza uma traição. Você pode continuar comprometida com o seu relacionamento e, ao mesmo tempo, se preocupar com a forma como alguém do passado a percebe. O pensamento não tem o mesmo peso de uma escolha ou de uma ação.
    A culpa merece atenção porque ela pode transformar uma preocupação comum com o olhar do outro em uma acusação contra você mesma. Em análise, vale investigar por que a opinião dessas pessoas ainda ganha tanta importância e o que você busca confirmar sobre si quando deseja parecer bonita, interessante ou bem.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Não existe uma idade exata para começar. Aos 3 anos, a criança pode receber essa história de forma simples, concreta e verdadeira, sem excesso de detalhes. O pai que morreu faz parte da origem dela; o padrasto faz parte da experiência de cuidado que ela conhece hoje. Essas duas figuras não precisam competir.

    Eu não criaria uma conversa solene nem anteciparia perguntas que ela ainda não fez. Introduziria o assunto aos poucos, quando a história aparecesse, e responderia apenas ao que ela conseguir perguntar. Nessa idade, a criança elabora muito pelo brincar, pela repetição e pela segurança de perceber que os adultos conseguem falar sobre isso sem transformar o tema em segredo.


  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Sim. O excesso de pesquisa pode aumentar uma ansiedade que já existia, porque você passa a observar mais o corpo, antecipar crises e interpretar sensações comuns como sinais de perigo. Você conseguia sair de casa antes, portanto essa piora não define quem você é nem significa que ficará assim. Neste momento, as buscas não estão ajudando e devem ser interrompidas; o próximo passo é compreender, em terapia, o que fez esse medo crescer e começar a recuperar, aos poucos, a liberdade que a ansiedade tomou de você.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Depois de quase três anos, é esperado que a relação deixe de produzir a mesma intensidade do início; isso não significa, por si só, que o amor acabou. O entusiasmo inicial costuma ceder espaço para outra forma de vínculo, mais ligada à intimidade, ao cuidado, ao desejo de permanecer e à qualidade da vida construída a dois. A sua ansiedade pode estar transformando essa mudança em uma prova que precisa ser respondida o tempo todo: “ainda amo ou não amo?”. Quanto mais você tenta sentir para ter certeza, menos espontâneo o sentimento fica. Antes de decidir se precisa “recuperar” alguma coisa, observe o que ainda circula entre vocês: vontade de estar perto, interesse pela vida dele, desejo, ternura, admiração, irritação, distância, curiosidade. O amor não se mede apenas pela euforia; ele também aparece na forma como duas pessoas continuam escolhendo se encontrar, conversar e se implicar uma com a outra. Se essa dúvida virou uma vigilância constante dos seus próprios sentimentos, vale trabalhá-la em terapia antes de transformar a ausência de entusiasmo em uma conclusão sobre a relação.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O que você conta mostra uma mudança concreta: você permaneceu no trabalho, enfrentou as interações e percebeu que a ansiedade diminuiu. Os comentários dos outros não apagam esse percurso.

    Eles incomodam porque tocam numa experiência antiga de exclusão e fazem você duvidar do lugar que conquistou. Ser quieta não é um problema. O sofrimento começa quando o medo impede você de falar, se aproximar ou se posicionar.

    Melhorar não significa tornar-se expansiva. Significa poder falar quando deseja, permanecer em silêncio sem se esconder e não permitir que o olhar dos outros decida quem você deve ser.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Entendo que esteja muito difícil.
    As pesquisas sobre sintomas, indiscutivelmente, não estão ajudando. Ao contrário, aumentam o medo, a atenção sobre o corpo e os próprios sintomas, percebe?
    Converse o quanto antes com o profissional que prescreveu a medicação e relate exatamente o que está acontecendo. Como você não consegue sair sozinho nem fazer terapia on-line, peça ajuda a alguém de confiança para organizar um atendimento presencial.
    Você não precisa sair disso sozinho, mas precisa interromper o que está agravando seu estado e buscar acompanhamento profissional.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Sim. Pesquisar sintomas está atrapalhando seu tratamento porque aumenta o hiperfouco sobre o medo, reforça a ansiedade e pode ampliar as crises.

    O escitalopram pode levar algumas semanas para produzir efeito e precisa ser acompanhado pelo profissional que o prescreveu. A terapia ajuda você a entender esse ciclo, reduzir o isolamento e retomar as saídas de forma gradual e acompanhada.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Você não perdeu o interesse pela leitura. Sua atenção passou a disputar espaço com estímulos rápidos, cansaço e ansiedade.

    Não trate isso como falta de disciplina. Comece reduzindo a exigência: leia poucas páginas, deixe o celular fora do alcance e sustente uma única tarefa por vez. O foco não volta pela força. Ele é reconstruído pela repetição.

    Se essa dificuldade já compromete sua vida acadêmica, vale investigar o que está por trás dela em terapia, para não ser surpreendida no futuro por uma nova dificuldade/sintoma.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O que você descreve pode estar relacionado à depressão, mas não é possível fazer -nem ético com você - um diagnóstico por aqui. Ansiedade e depressão podem afetar memória, concentração, energia, interesse e relações.

    Como isso já dura dois meses e está comprometendo sua vida na escola e fora dela, procure avaliação psicológica e médica o quanto antes. Conte hoje a um adulto de confiança exatamente o que escreveu aqui. Não tente atravessar isso sozinha.

    Caso surjam pensamentos de se machucar ou de não querer continuar vivendo, procure atendimento de urgência imediatamente e invista em atendimento profissional médico e psicológico.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    É compreensível o que você sente: você não voltou triste porque algo deu errado, voltou sentindo a diferença entre ter compartilhado a rotina por quatro dias e, de repente, não tê-la mais.

    A saudade ficou maior porque a experiência também foi maior. Você conheceu um pedaço possível da vida a dois e sentiu falta dele quando voltou para casa. Isso não indica dependência nem problema no relacionamento.

    Não tente apagar essa tristeza. Reconheça o que ela está dizendo: a companhia dele passou a ocupar um lugar importante na sua vida. Agora, cabe sustentar a saudade sem transformar a despedida em abandono.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Claro que você não é defeituosa! O que sofreu ainda atravessa sua intimidade e, quando surgirem medo, choro ou pânico, você deve parar e se acolher. Não se obrigue a continuar para preservar o relacionamento. Seu namorado precisa conhecer e respeitar esse limite. O álcool não está ajudando, ao contrário, piora suas crises e memórias. Procure psicoterapia com um profissional preparado para trabalhar traumas e violência sexual. Se você for menor de idade, conte a um adulto de confiança e peça ajuda para organizar esse atendimento.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Seu desejo de intimidade não é fútil. Ele fala da vontade de dividir a vida e construir um vínculo verdadeiro e você não precisa esperar que tudo esteja resolvido para se relacionar. A questão é compreender por que suas relações permanecem superficiais e o que você espera encontrar para reconhecer alguém como possível.
    Reflita: um relacionamento não traz a felicidade inteira, mas pode fazer parte de uma vida que continua sendo construída.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Você não reconhece uma rejeição por um sentimento isolado. A gestação pode despertar medo, raiva, culpa, estranhamento e dificuldade de imaginar a vida com um bebê. A ambivalência diante da gravidez não significa, por si só, rejeitar seu filho.

    Antes de se condenar, procure perceber o que está difícil de aceitar: o bebê, a gravidez, as mudanças no corpo, a perda da vida que conhecia ou as circunstâncias em que essa gestação aconteceu. Essas diferenças aparecem quando você consegue falar sobre o que sente sem ser julgada.

    Leve essa questão ao pré-natal e procure acompanhamento psicológico: você não precisa sentir apenas alegria para começar a construir um lugar emocional para esse bebê.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    A depressão não fica à espreita. Depois de um acontecimento difícil, a pessoa pode voltar a se fechar, perder energia e abandonar aquilo que, antes, a sustentava. Por isso, ela sente que a depressão retornou de repente. A recaída não apaga o caminho percorrido; ela mostra que uma dor voltou a exigir cuidado e que os primeiros sinais não devem ser ignorados.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O que mais dói, muitas vezes, não é apenas o que aconteceu no trabalho, mas ter procurado amparo na sua mãe e encontrado dúvida justamente quando você mais precisava ser acreditado. Esse tipo de experiência pode deixar uma marca que depois se espalha: “Se quem deveria me acolher não me reconheceu, por que eu confiaria nos outros?”. O trabalho agora é separar a dor daquela relação da conclusão de que todas as pessoas são falsas. Sua mãe falhou em compreender o que você vivia; isso precisa ser elaborado como uma ferida específica, para que ela não continue decidindo, por você, em quem é possível confiar.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    A infidelidade aparece como o fato central, mas a culpa mostra algo mais profundo: você não conseguiu aceitar que foi capaz de ferir alguém e seguir sendo amada. Desde então, qualquer pensamento sobre essa pessoa funciona como uma nova acusação, porque você ainda tenta provar, para si mesma, que merece o perdão que recebeu.

    O TOC pode se agarrar justamente a essa dúvida e exigir uma certeza impossível sobre o que você sente e em compreender por que você continua se punindo por algo que já foi reconhecido, conversado e perdoado.


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Quando você vive por anos em estado de alerta, a tranquilidade pode parecer estranha porque ela ainda não combina com a forma como você aprendeu a se reconhecer. A terapia pode ajudar a transformar essa calma em algo familiar, sem confundi-la com apatia. E leve também essas dúvidas à sua psiquiatra, especialmente se perceber perda de interesse, indiferença ou sensação de estar emocionalmente “desligada”.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Comece por um psicólogo com experiência em avaliação de adultos e condições do neurodesenvolvimento. Você não precisa escolher entre três diagnósticos antes da consulta; o profissional deve organizar sua história, diferenciar sintomas antigos de dificuldades recentes e avaliar o que exige investigação específica.

    Caso a depressão esteja comprometendo intensamente sua rotina, ou exista necessidade de medicação, procure também um psiquiatra. A avaliação pode envolver mais de um profissional, porque autismo, TDAH, ansiedade e depressão apresentam sinais que podem se confundir.


Perguntas frequentes

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