Perguntas do paciente (28)

  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O profissional mais indicado é um psicólogo ou psicanalista com experiência em sexualidade e comportamentos compulsivos. Como o aumento do uso do celular e da pornografia começou depois da gravidez da sua esposa, esse momento da vida precisa entrar na investigação clínica.

    O tratamento busca compreender o que antecede a compulsão, o que ela alivia e por que passou a ocupar tanto espaço. Quando o comportamento invade o trabalho, acontece escondido e já não parece estar sob escolha, ele merece acompanhamento profissional.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Quando você cresce com pouco afeto, pode demorar mais para reconhecer o que sente e só perceber a importância de alguém quando a distância aparece. Isso não impede você de amar; apenas mostra que esse reconhecimento ainda precisa ganhar mais clareza. Amar também não precisa enfraquecer suas metas, pois uma relação saudável pode acompanhar sua vida sem ocupar o lugar dela inteira.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    A dificuldade de atravessar os dias entre uma sessão e outra não deve ser tratada apenas como um intervalo a preencher; ela também conta algo sobre o que a presença e a ausência do terapeuta mobilizam em você. Alguns profissionais utilizam cartões, exercícios ou outros recursos de apoio, e eles podem ajudar em momentos específicos, mas não são esses materiais que determinam a eficácia do tratamento. O mais importante é levar essa angústia para a própria sessão, porque compreender o que acontece quando você fica sem esse encontro pode ser uma parte central do processo terapêutico.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Sair de casa não significa abandonar sua mãe; significa ocupar um lugar que também é seu. A dor aparece porque essa mudança separa duas coisas que, até agora, ficaram muito juntas: amar sua mãe e estar disponível para ela.

    Você precisa organizar o cuidado que lhe seja possível, sem transformar a culpa em obrigação de permanecer. Sua mãe continuará sendo sua mãe, mas sua vida não pode depender de você não se afastar.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Quando tudo parece depender de você, o peso não vem apenas das tarefas, mas da crença de que qualquer falha sua terá consequências que ninguém mais conseguirá reparar. Essa posição costuma se formar quando a pessoa aprende, cedo, a vigiar, antecipar problemas e sustentar o que os outros não sustentam; por isso, descansar pode provocar culpa, e delegar pode parecer irresponsabilidade. Você começa a sair desse lugar quando percebe que ser necessário não é o mesmo que ser responsável por tudo, e que permitir que o outro responda pela própria parte não é abandono, mas limite.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    ### Resposta

    Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um luto, porque você não perde apenas a pessoa; perde também a rotina, os planos, os lugares que ocupava naquela relação e a versão de futuro que havia construído com ela. A dor tende a diminuir quando você deixa de lutar contra a ausência e consegue reconhecer, aos poucos, o que de fato terminou e o que permaneceu em você daquela experiência. Superar não significa esquecer nem deixar de sentir; significa conseguir lembrar sem continuar vivendo emocionalmente dentro da relação que acabou. Quando esse processo se prolonga, paralisa sua vida ou mantém você preso à esperança, à culpa ou à idealização, a análise pode ajudar a compreender por que esse vínculo continua ocupando tanto espaço mesmo depois do fim.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    Você não cometeu uma traição ao ter conversado com alguém dois anos antes de conhecer seu namorado. A culpa aparece porque, agora, esse passado ganhou um peso que ele não tinha quando aconteceu. O pedido de tempo dele pode assustar, mas o medo maior parece estar ligado à sensação de que você ficará sem sustentação. Quando uma única pessoa ocupa o lugar de todo o apoio, qualquer distância parece uma queda. Você precisa cuidar do vínculo com ele sem transformar a permanência dele na condição para você continuar de pé.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Arianne Araujo

    O que você descreve merece ser levado a sério. Seu corpo reage às interações como se cada encontro trouxesse um risco, e esse sofrimento já compromete sua vida profissional, seus vínculos e a forma como você se vê. O medo de que um profissional também desacredite você merece atenção, porque ele repete justamente a expectativa de que o outro não acolherá aquilo que você sente.
    Um psicólogo ou psicanalista pode começar essa investigação com você, sem exigir que você consiga falar com facilidade desde a primeira sessão. O tratamento precisa compreender quando o contato com as pessoas deixou de ser apenas difícil e passou a parecer perigoso. Um psiquiatra também pode participar do cuidado quando a ansiedade produz crises intensas e prejuízo importante. Você não precisa se tornar “normal”; você precisa voltar a encontrar as pessoas sem sentir que cada encontro ameaça quem você é.


Perguntas frequentes

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