Perguntas do paciente (278)

  • É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa? Sinto coisas incríveis por ela e

    É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa?
    Sinto coisas incríveis por ela e uma tranquilidade extrema quando estamos juntos, até mesmo quando conversamos de forma profunda minha mente e todas as vozes se silenciam.

    Porém nos últimos dias essas "vozes" tem ficado mais fortes, dizendo que eu não amo ela, que estou errado em estar com ela, que deveria me afastar, entre tantas outras coisas.

    Cerca de 1 ano atrás passei por um término bem difícil, a garota atual está sendo a 1x que me conectei profundamente com alguém, temos muito em comum e nos conectamos de formas que eu não consigo nem mesmo descrever o quanto eu gosto e amo tudo com ela, porém sempre após um desentendimento (seguido de reconciliação) sobre essas vozes, elas não saem mais da minha cabeça (Antes do desentendimento eu nem havia me tocado da existência delas, só notei isso após)

    Eu quero muito ficar com essa garota, me relacionar com ela e construir (ou ao menos tentar) um futuro com ela, porém essas vozes estão me perturbando muito me dizendo que eu não deveria pensar de tal forma.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O que você descreve é uma experiência muito sensível e, ao mesmo tempo, mais comum do que parece: muitas pessoas, especialmente após vivências de término doloroso, podem desenvolver pensamentos intrusivos e dúvidas persistentes sobre seus sentimentos, mesmo estando em relações significativas e acolhedoras. Esses pensamentos, que você descreve como “vozes”, podem estar relacionados a um medo profundo de se machucar novamente ou à tentativa, inconsciente, de se proteger da vulnerabilidade que amar implica — e, por isso, podem gerar confusão entre o que se sente e o que se pensa sobre o que se sente. A Psicologia, por meio de abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), pode ajudar você a entender o funcionamento desses pensamentos, a diferenciá-los de suas emoções genuínas e a desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e a dúvida, promovendo um relacionamento mais saudável consigo mesmo e com quem ama. Como psicólogo posso ser um aliado importante nesse processo, ajudando a criar espaço para que você possa viver essa relação de forma mais tranquila, sem que as experiências do passado determinem ou limitem as possibilidades do presente. O que você está sentindo não significa que há algo de errado com você, mas sim que há aspectos internos que podem ser compreendidos e cuidados com apoio especializado.


  • Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal. Essa incerteza

    Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal.
    Essa incerteza fica me incomodando no dia-a-dia e parece uma luta interna. Tenho medo de piorar e me afetar no futuro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O que você compartilha expressa com muita sensibilidade um sentimento que muitas pessoas vivenciam: a percepção de que há algo errado, mas sem conseguir nomear ou compreender exatamente o que é, gerando uma sensação constante de inquietação e insegurança. Essa luta interna pode causar sofrimento significativo, especialmente quando acompanhada do medo de que a situação se agrave com o tempo. A Psicologia pode ser uma aliada essencial nesse processo, oferecendo um espaço acolhedor e ético onde, com a ajuda de um psicólogo, você poderá explorar com calma e segurança seus pensamentos, emoções e comportamentos, favorecendo o autoconhecimento e a identificação de fatores que podem estar contribuindo para esse mal-estar. Não é necessário enfrentar essa incerteza sozinho: o acompanhamento psicológico pode ajudar a transformar essa angústia em uma oportunidade de compreensão e cuidado, prevenindo que o sofrimento se intensifique e promovendo mais bem-estar e qualidade de vida.


  • Tenho TAG e depressão. Já faço uso de medicamento, atividade física, vou a igreja e tento levar uma

    Tenho TAG e depressão. Já faço uso de medicamento, atividade física, vou a igreja e tento levar uma vida normal. No entanto, continuo tendo crises. Mas o que tem me incomodado é o fato de não conseguir assistir séries, pois sempre que eu começo uma eu fico com crises de ansiedade quando chega na metade ou se aproxima do final. Isso tem me impedido de tem momentos de lazer... o mesmo serve para livros, filmes, webcomics
    Nada que eu começo eu termino. E só de pensar em assistir o que deixei pra tras, já me da crises. O que pode ser? Como tratar? Já falei com psicologa e nada ta adiantando. Vou viver com isso para o resto da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O seu relato expressa de forma muito honesta e corajosa o quanto é desafiador conviver com a ansiedade generalizada e a depressão, mesmo com tantos recursos importantes que você já busca, como o tratamento medicamentoso, a prática de atividades físicas, o apoio espiritual e a tentativa de manter uma rotina saudável. Situações como essa, em que o medo da antecipação ou a necessidade de controle geram crises diante de atividades que deveriam proporcionar prazer, são muito comuns em quadros de ansiedade e podem estar relacionadas a padrões cognitivos e comportamentais que mantêm esse ciclo de sofrimento, como o medo da frustração ou da perda de controle. A Psicologia, especialmente através de abordagens baseadas em evidências como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode ajudar na identificação desses padrões, na construção de novas respostas emocionais e comportamentais e no fortalecimento de estratégias de enfrentamento mais saudáveis, respeitando sempre o seu ritmo. Mesmo que, neste momento, pareça que nada está adiantando, é fundamental lembrar que o processo terapêutico é muitas vezes gradual e que ajustes podem ser necessários, incluindo mudança de abordagem, de foco ou até de profissional, sempre visando o acolhimento das suas necessidades. Não, você não está condenada a viver assim para sempre: há caminhos, e a Psicologia pode ser uma aliada essencial na sua trajetória de cuidado e recuperação.


  • Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são pr

    Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são provenientes de uma reação a pensamentos intrusivos extremamente doentios, é normal rir dos pensamentos intrusivos quando eles envolvem situações anti éticas, cruéis e imorais? Como posso aumentar minha sensibilidade e empatia quando entro em confronto com esses assuntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Sua pergunta é muito importante e demonstra um grande nível de consciência sobre o que está vivendo; é comum, em pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (T.O.C.), que pensamentos intrusivos, muitas vezes contrários aos próprios valores, gerem reações automáticas como rir, não por concordância ou insensibilidade, mas como uma forma involuntária de aliviar a tensão ou o desconforto causado por essas imagens mentais. Isso não significa falta de empatia ou que você seja uma pessoa cruel, e sim que está lidando com sintomas que podem ser muito angustiantes. A Psicologia, especialmente através da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com técnicas específicas para T.O.C., pode ajudar muito a entender esses mecanismos, reduzir a culpa associada e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os pensamentos, além de fortalecer sua empatia de maneira autêntica e alinhada com seus valores. Buscar o apoio de um psicólogo é um passo importante para esse processo, com acolhimento, ética e respeito ao seu sofrimento.


  • Relato de Relacionamento Abusivo Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, e

    Relato de Relacionamento Abusivo
    Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, ela me pareceu tudo o que alguém poderia desejar: inteligente, linda, engraçada e cativante. Me senti profundamente envolvido. Mas, com o tempo, o que parecia um grande encontro se transformou em um ciclo doloroso de controle, medo e desgaste emocional.

    Desde o começo, notei sinais de ciúmes e desconfiança em excesso. Tentei relevar, buscando compreender suas inseguranças e reconhecendo também minhas imperfeições. Mas situações simples viraram gatilhos para brigas intensas. Bastava eu não atender o telefone porque adormeci, que já era suficiente para gritos, xingamentos e descontrole. Para evitar novos atritos, cheguei ao ponto de fazer uma cópia da chave da minha casa para que ela pudesse entrar e "comprovar" que eu estava mesmo dormindo.

    Com o passar dos meses, fui me afastando de pessoas próximas. Amigos e amigas de anos se tornaram “ameaças” na visão dela. Um dos episódios mais difíceis envolveu uma amiga com quem continuei conversando, mesmo após ela ter pedido que eu cortasse o contato. Admito que errei por não ter sido mais firme, mas sempre deixei claro que era apenas amizade. A situação escalou até o ambiente profissional — ambos atuamos na área política — e ela passou a acreditar que essa amiga, junto com outro amigo meu, estavam conspirando para tirá-la do cargo que ocupa. Mesmo após eu interceder e resolver a questão com minha chefe, ela me acusou de traição, me agrediu fisicamente e quebrou meu celular. Antes disso, já havia gritado comigo em público, em frente à minha casa, me ofendendo.

    Um dos aspectos mais cruéis dessa relação foi o uso do preconceito como arma. Um dos meus melhores amigos é bissexual, e por conta disso ela passou a me acusar de ser gay, em tom ofensivo e homofóbico. Me chamava de “viado”, dizia que minha mãe queria nos separar por questões religiosas, e que meus amigos estavam “me levando pro outro lado”. Tudo isso sem qualquer fundamento. Eu, que sou heterossexual, vi minha sexualidade ser usada como forma de humilhação. Se eu não quisesse ir à casa dela em determinado dia, ela afirmava que eu estava escondendo algo ou saindo com outra pessoa. Nada disso era verdade.

    Tentei terminar o relacionamento várias vezes, por me sentir emocionalmente esgotado, com ansiedade constante e medo diário. Mas toda tentativa de rompimento foi recebida com ameaças. Ela dizia que iria até o meu trabalho, faculdade ou casa da minha mãe para brigar, Me acusava de agir “por baixo dos panos”, dizia que minha mãe manipulava minha cabeça, que meu amigo era, na verdade, meu amante. Eu negava, com respeito e clareza, mas ela insistia. Me chamava de covarde, distorcia tudo o que eu dizia e fazia para manter o controle sobre mim.

    As acusações vinham acompanhadas de gritos, humilhações verbais e vigilância constante. Passei a compartilhar minha localização em tempo real, saía mais cedo das aulas, me afastei de pessoas queridas. Tudo para tentar evitar conflitos e manter uma falsa paz. Mas toda tentativa de diálogo terminava da mesma forma: em gritos, culpa e chantagens.

    O que escrevo aqui não representa nem metade do que vivi. Muitas vezes, me sentia preso a essa relação apenas pelo sexo. E quando percebi isso e me afastei, ela usou isso contra mim: dizia que isso era a prova de que eu “não tinha tesão porque era viado”, que “homem de verdade não se importa com palavras, só com prazer”. Mas as coisas que ela dizia me destruíam por dentro. Eu era diminuído o tempo todo — nas minhas opiniões, nos meus sentimentos, no meu trabalho. Até quando comentei uma visão sobre um filme, ela disse que minha opinião era errada porque eu “não prestava”.

    Eu produzia vídeos sobre política, e ela dizia que não podia curtir nada meu porque poderia prejudicá-la profissionalmente. Me desvalorizava, me fazia sentir como se eu fosse um bosta. Na última briga, ela disse que, se eu não respondesse, viria até minha casa e “minha mãe ia ver só”. Tive uma crise de ansiedade. Ela percebeu que eu estava mal, mas em vez de acolher, disse que eu estava assim por causa dos meus amigos, e não por causa das coisas horríveis que ela me dizia. Falou coisas terríveis — e logo depois me pediu para apagar toda a nossa conversa. Alegou que era porque falávamos de sexo, mas no fundo eu sei que ela teve medo de que alguém visse as mensagens se algo grave acontecesse comigo.

    Toda vez que tento terminar, as ameaças voltam: de ir na minha casa, no meu trabalho, na minha faculdade, de espalhar mentiras. Eu me sinto em uma prisão invisível. Estou abalado, com vergonha, com medo, ja marquei psiquatra, mas nao sei como terminar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Sinto muito por tudo que você está passando — seu relato revela uma situação extremamente dolorosa e preocupante, marcada por abuso psicológico, controle excessivo, humilhações e ameaças que, aos poucos, foram minando sua autoestima, sua liberdade e sua saúde emocional; ninguém merece viver sob esse tipo de opressão, e reconhecer que está em uma relação abusiva já é um passo muito corajoso. Buscar ajuda psicológica nesse momento é fundamental — um psicólogo pode te auxiliar a identificar com clareza os padrões abusivos dessa relação, fortalecer sua autoestima abalada e desenvolver um plano de ação seguro para o desligamento emocional e prático desse vínculo; em casos como o seu, o acompanhamento terapêutico ajuda a elaborar o trauma relacional vivido, reconstruir sua rede de apoio (que foi enfraquecida pelo isolamento) e lidar com sentimentos complexos como culpa, medo, vergonha ou ambivalência; além disso, o psicólogo pode te orientar quanto a estratégias específicas de enfrentamento, estabelecer limites de proteção e até encaminhar para serviços de apoio jurídico ou assistencial, se necessário — você não precisa carregar esse peso sozinho: a terapia é um espaço ético, sigiloso e acolhedor onde a sua dor será compreendida com respeito e cuidado profissional.


  • Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderli

    Tem a possibilidade de pessoa ter Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outras doenças mentais ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Sim, é possível que uma mesma pessoa apresente mais de um diagnóstico ao mesmo tempo, como Deficiência Intelectual Leve, Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outros transtornos mentais, o que chamamos de comorbidades. Essa complexidade não define o valor ou a dignidade da pessoa, mas destaca a importância de um olhar clínico cuidadoso, sensível e baseado em evidências, como o que a psicologia pode oferecer. O papel do psicólogo é fundamental nesse processo, pois ajuda a compreender o sofrimento de forma integral, respeitando a singularidade de cada indivíduo, favorecendo intervenções que promovam autonomia, acolhimento e qualidade de vida. É por meio de uma escuta ética e qualificada que conseguimos construir caminhos possíveis para lidar com os desafios emocionais e comportamentais de forma mais leve e respeitosa.


  • Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gos

    Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gostava muito dele e já trocamos vários olhares antes da terapia e ele já me falou que tinha interesse em mim também, tudo isso antes da terapia. Quando iniciamos o processo, nenhum de nós dois entrou no assunto e até que soube separar as coisas e melhorei bastante meu emocional, realmente consegui separar. Mais tem quase 1 ano que encerramos e já até procurei outro psicólogo pra eu passar, não que eu precise urgente, mas porque é importante passar sempre, na minha visão, mas procurei outro né.
    Eu poderia chamar meu ex psicólogo para conversar e entrar no assunto antigo de um gostar do outro, quem sabe iniciar uma amizade ou algo a mais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    É comum que, após o fim de um processo terapêutico, surjam dúvidas sobre sentimentos antigos ou conexões criadas antes da terapia. No entanto, mesmo após a alta, o Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que os limites da relação entre psicólogo e paciente devem ser preservados, justamente porque a confiança construída em um processo assimétrico pode influenciar a forma como emoções são vividas ou interpretadas. Envolver-se afetivamente com um ex-paciente pode representar riscos éticos e afetivos para ambos, e por isso é tão importante cuidar desses sentimentos com responsabilidade. Conversar com outro psicólogo pode ser uma maneira segura e acolhedora de entender o que está acontecendo, respeitando sua história, seu emocional e tudo o que foi vivido no processo anterior. A psicologia também está aqui para isso: para apoiar, acolher e ajudar a elaborar com clareza e respeito.


  • Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos o

    Oi, tudo bem? Amo meu psicólogo, mais isso sentia muito antes da terapia e antes trocávamos muitos olhares mais somos tímidos e nenhum chegou no outro e até que pedi pra ele ser meu terapeuta, ao mesmo tempo quero saber lidar com meus problemas e ele me conhecer, e quando ele me der alta, posso depois de uns 4 meses chamar ele e ver no que dá? Não vou criar expectativas, vou respeitar a decisão dele, mais quero tentar e nao quero levar isso ora terapia mesmo ele tendo essa noção dos meus sentimentos por ele. Observando esse contexto de eu me apaixonar bem antes da terapia começar, não é fantasia é real, e estou melhorando fazendo terapia eu estou separando as coisas e ele é bem ético mais sinto um carinho bem grande dele por mim também. Posso depois da alta chamar ele pra ter uma amizade e quem sabe algo a mais se ele desejar é claro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Mesmo após o fim do vínculo formal da psicoterapia, o Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece que a relação entre psicólogo e paciente deve manter os limites profissionais, incluindo o respeito à assimetria dessa relação e à confiança construída durante o processo terapêutico. Envolver-se afetivamente com um ex-paciente, mesmo após a alta, pode representar risco ético e afetivo para ambas as partes, sobretudo porque sentimentos podem ser confundidos com dinâmicas da própria terapia. Se esses sentimentos persistirem, conversar com outro psicólogo pode ser uma forma de acolher e elaborar o que está acontecendo, com cuidado, respeito e segurança emocional para você. A Psicologia está aqui para isso também.


  • É possível uma pessoa ter dislexia, discalculia, TDA, deficiência intelectual leve e outros transtor

    É possível uma pessoa ter dislexia, discalculia, TDA, deficiência intelectual leve e outros transtornos ao mesmo tempo? Oi, pessoal! Estou com uma dúvida importante e gostaria muito da ajuda de quem entende do assunto ou já viveu algo parecido. No meu laudo antigo aparecia “problemas globais do desenvolvimento” e fui medicado com Ritalina. Com o tempo, percebi que me identificava muito com os sintomas do TDA (Transtorno do Déficit de Atenção, sem hiperatividade) — que, pelo que pesquisei, é considerado o tipo mais difícil de lidar, justamente por ser mais interno e muitas vezes passar despercebido. Tenho bastante dificuldade com foco, organização, memória e isso me atrapalha bastante no dia a dia. Além disso: Tenho mudanças de humor intensas, o que me fez pensar se não tenho também algo relacionado a transtorno afetivo bipolar; Tenho muita dificuldade com matemática, mas não sei se isso é discalculia ou deficiência intelectual leve. O que me confunde é que vi que pessoas com deficiência intelectual leve conseguem fazer cálculos simples, e eu tenho dificuldade até com isso; Tenho dificuldades na escrita, às vezes inverto letras ou escrevo palavras erradas, e aprendi a ler só com 8 para 9 anos — o que pode indicar traços de dislexia, embora nunca tenha tido dificuldade com leitura rápida ou fluência na leitura. Minha maior dúvida é: é realmente possível uma pessoa ter 9 ou 10 diagnósticos diferentes? Sinto como se várias partes de mim se em diferentes transtornos, mas nenhum diagnóstico até agora conseguiu explicar tudo por completo. Se alguém já passou por isso ou tiver alguma orientação sobre como buscar um diagnóstico mais claro, ficaria muito grato.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Sim, é possível que uma pessoa apresente mais de um transtorno ao mesmo tempo — o que chamamos de comorbidades, e isso é especialmente comum quando se trata de condições do neurodesenvolvimento, como TDA, dislexia, discalculia e transtornos do humor; no entanto, cada diagnóstico deve ser feito com muito cuidado, respeitando a singularidade da história e do funcionamento de cada pessoa. O psicólogo tem um papel fundamental nesse processo, pois é por meio de uma escuta acolhedora, avaliação técnica cuidadosa (com testes psicológicos e entrevistas clínicas) e acompanhamento contínuo que conseguimos compreender o conjunto de experiências, dificuldades e potencialidades do indivíduo — indo além dos rótulos. Sua percepção aguçada sobre os próprios desafios já mostra uma grande capacidade de autoconhecimento, e isso é um ótimo ponto de partida. Busque um profissional da Psicologia especializado em avaliação neuropsicológica ou em psicoterapia baseada em evidências: juntos, vocês poderão organizar essas peças e construir uma compreensão mais integrada e funcional de sua vivência. Você não está sozinho nessa jornada, e merece cuidado, respeito e um olhar clínico comprometido com a sua história.


  • Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ? Na infância minha irmã teve

    Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ?
    Na infância minha irmã teve uma crise fez tratamento e hj n tem mais, só que aquela situação me assustou muito e hj estou tratando depressão atípica, e todas as vezes que tenho espasmos no corpo ou sinto meu pescoço duro e doendo , sabe sintomas físicos fico muito mal por que na minha cabeça vai acontecer comigo e nem os remédios nem a terapia está adiantando. Estou tratando a dois anos , como vencer esse medo de passar mal !?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O medo que você sente, mesmo sem ter vivido uma convulsão diretamente, é profundamente compreensível à luz do que a Psicologia conhece sobre a forma como traumas indiretos — como presenciar uma crise em alguém próximo na infância — podem deixar marcas emocionais duradouras, especialmente quando associados a quadros como a depressão atípica e a ansiedade somática. Nosso cérebro, ao tentar proteger, muitas vezes interpreta sensações físicas comuns (como espasmos ou dores musculares) como sinais de alerta exagerados, o que alimenta o ciclo de medo e hiperatenção ao corpo. Essa reação é muito comum e estudada pela TCC, Terapia Cognitivo-Comportamental, que mostra como a interpretação catastrófica dos sintomas físicos pode manter a ansiedade elevada, mesmo quando não há perigo real. O fato de você já estar em tratamento é uma conquista importante, e mesmo que pareça que "nada adianta", esse sentimento não significa que não há progresso possível — pode ser o momento de revisar, junto ao seu psicólogo, estratégias mais direcionadas para reestruturação do medo específico e técnicas de exposição gradativa com segurança. Com apoio psicológico, é possível aprender a reconhecer os sinais do corpo sem medo, reconstruindo a confiança em si mesmo e retomando o senso de controle sobre a própria vida. Você não está sozinho, e há caminhos clínicos bem fundamentados para ajudar você a superar esse sofrimento.


  • Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amáv

    Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amávamos muito e terminamos de forma remota por besteira. Desde o primeiro dia ela já se afastou de mim, alegando ter sentimentos por mim porém não fala mais comigo, não responde de mensagens e NAO ME BLOQUEIA DAS REDES SOCIAIS, WHATSAPP E INSTAGRAM. Ela esta em fase final da faculdade. Não estou sabendo lidar bem com esse termino, já fazem 5 meses e estou muito triste pois não no ls despedimos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O que você está sentindo é legítimo e profundamente humano — lidar com um término de relacionamento sem um fechamento claro, especialmente quando ainda existem sentimentos envolvidos e a ausência de uma despedida real, pode gerar um sofrimento emocional intenso, marcado por confusão, saudade e até esperança não resolvida. A Psicologia compreende que o luto por um término amoroso envolve um processo de reorganização interna, e que, quando a comunicação cessa abruptamente, mas ainda existem sinais de presença (como o fato de não ser bloqueado nas redes sociais), a mente pode se prender a interpretações que dificultam o desligamento emocional. Nossos referenciais clínicos mostram que esse tipo de ruptura, principalmente quando ocorre de forma remota, pode dificultar o processamento emocional e gerar sentimentos de rejeição, abandono ou culpa. A Psicoterapia pode ser um suporte fundamental para ajudá-lo a ressignificar essa experiência, acolher a dor da perda com compaixão e reconstruir sua história afetiva com base no que você precisa e merece hoje. Não se trata de esquecer, mas de transformar essa vivência em um aprendizado que fortaleça sua identidade e prepare seu coração para novos vínculos. Você não precisa atravessar esse momento sozinho — há um caminho possível de cura e reconstrução com o apoio certo. Conte com meu suporte nesta jornada: a vida vale a pena ser vivida em plenitude!!


  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O que você está vivenciando é profundamente válido e merece ser acolhido com todo o respeito e sensibilidade que a Psicologia oferece — o medo intenso diante de certos estímulos, como parques de diversão ou multidões, especialmente quando associados a sensações físicas como aperto no peito e vontade incontrolável de fugir, pode estar relacionado a manifestações de transtorno de ansiedade, como a fobia específica ou a agorafobia, conforme descrito em nossas referências clínicas baseadas em evidências. É comum que eventos estressantes em outras áreas da vida, como relacionamentos ou pressões profissionais, atuem como gatilhos que intensificam respostas ansiosas pré-existentes. Mas é importante destacar que isso tem nome, tem explicação e, principalmente, tem tratamento eficaz. A Psicoterapia, especialmente com abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode ajudar você a compreender as raízes desse sofrimento, reestruturar os pensamentos disfuncionais associados ao medo, e desenvolver estratégias gradativas de enfrentamento que respeitam seu tempo e seus limites. Você não está sozinho, e seu desejo de superar isso — aliado à busca por apoio profissional — já é um sinal de coragem e um passo essencial em direção a uma vida mais tranquila e segura emocionalmente.


  • Se tenho 15 anos e namoro ah 8 meses com um garoto de 15 anos também, durante esse tempo nos passamo

    Se tenho 15 anos e namoro ah 8 meses com um garoto de 15 anos também, durante esse tempo nos passamos o dia todo conversando nunca faltava assunto, tínhamos poucas discussões e brigas, nem tínhamos praticamente, sempre conversamos sobre o dia um do outro sempre falando como estávamos e a conversa sempre fluia, temos opiniões o gostos diferentes mas sempre conversamos sobre porém ultimamente notamos que nossa conversa esfriou e estamos nos afastando sem perceber, estamos tendo brigas e discussões por coisas mínimas e bobas muito frequentemente que nos deixa ansiosos e mal, após essas discussões sempre fica um clima chate e demoramos cerca de um dia inteiro pra voltar a se falar normalmente e deixar a conversa fluir porém mal conversamos durante o dia porque não temos assunto e nd que nn sabemos um do outro,já conversamos sobre tudo possível,sonhos,vontades, futuro e tudo que pensávamos. estudamos na mesma escola e na mesma sala e só nos vemos pessoalmente durante esse momento, sei que parte desse afastamento é a distância entre agente porém só vamos mudar isso futuramente por problemas familiares já conversados, nós nos amamos muito e sempre demonstramos isso um ao outro, ultimamente nos nn saímos muito de casa, nn praticamos esportes ou algum hobby, e não trabalhamos então nosso dia é apenas tédio e tédio e não temos oque conversar,já tentamos diversas coisas pelo celular como apps,jogos, perguntas,brincadeiras, filmes, vídeos e muito mais porém nada resolve o nosso problema, ficamos bem por 5 minutos e voltamos a ficar sem se falar novamente, já conversamos sobre isso e sinceramente nenhum dos dois sabe oque fazer pois já tentou de tudo e não queremos terminar, o nosso maior medo é ficar sem um ao outro queria ajuda e sugestões do que podemos fazer para voltar a ser próximos de novo e tendo oque conversar durante os dias sem passar horas só perguntando oque um ao outro está fazendo e os dois responderem a mesma coisa. Os dois estao exatamente cansados de tentar e nunca resolver e não sei mais oque fazer então resolvi buscar ajuda pois já conversamos sobre isso e não conseguimos resolver.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O que vocês estão vivendo é algo muito real e mais comum do que parece, especialmente em relacionamentos na adolescência, quando sentimentos são intensos e ainda estamos aprendendo a lidar com a convivência afetiva e emocional de forma madura. A sensação de "esfriamento" após um período de grande intensidade pode indicar que o relacionamento está passando por uma transição natural, na qual é preciso ir além da fase de descoberta inicial e buscar novas formas de se conectar — e isso não significa que o amor acabou, mas que ele precisa se adaptar à rotina, aos desafios do dia a dia e à construção de uma identidade individual saudável. Segundo a Psicologia, especialmente pela lente da Terapia Cognitivo-Comportamental, o excesso de contato, sem espaços individuais, pode gerar uma espécie de esgotamento emocional e dificuldade em manter o interesse e o entusiasmo. Talvez esse seja o momento de investir mais em si mesmos individualmente — buscar hobbies, conversar com outras pessoas, desenvolver novas experiências fora do namoro — para que tenham o que compartilhar com mais autenticidade quando estiverem juntos. O relacionamento precisa de pausas, variedade e espaço para respirar, e isso não é um sinal de fraqueza, mas de cuidado. Vocês não precisam resolver tudo agora, nem carregar a culpa por não saberem o que fazer — procurar apoio psicológico, individual (com autorização parental), pode ajudar vocês a aprender a se comunicar com mais clareza, identificar os padrões que estão mantendo o ciclo de frustração e encontrar novas formas de estarem juntos sem perder a conexão consigo mesmos. É possível resgatar essa parceria, sim, mas isso começa com o acolhimento do que cada um está sentindo e com a abertura para crescer — juntos e também como indivíduos.


  • Depois de mais ou menos 8 anos, relacionado com outra pessoa a anos. Ainda sonho com a minha ex, e m

    Depois de mais ou menos 8 anos, relacionado com outra pessoa a anos. Ainda sonho com a minha ex, e me perco nas únicas e linda memórias do passado. As vezes sinto que ainda sou apaixonado pela pessoa que ela era. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    É absolutamente compreensível que, mesmo após tantos anos e estando em outro relacionamento, memórias intensas e afetos relacionados a uma ex-parceira ainda apareçam em sonhos ou pensamentos nostálgicos — especialmente quando essas lembranças estão ligadas a experiências marcantes ou a uma idealização afetiva daquele tempo. A Psicologia compreende esses sentimentos como parte do funcionamento da mente humana ao lidar com vínculos significativos e com o processamento emocional do passado. Sonhar ou se perder nas memórias pode ser uma tentativa do cérebro de integrar experiências que, por alguma razão, ainda causam impacto — seja por saudade, por lacunas não resolvidas ou por aspectos idealizados que talvez não tenham sido elaborados completamente. Isso não significa, necessariamente, que ainda haja amor presente, mas sim que há partes da história emocional que podem precisar de escuta, acolhimento e ressignificação. A Psicoterapia oferece um espaço seguro para entender esses sentimentos com profundidade, identificar o que essas lembranças representam hoje e, a partir disso, fortalecer sua conexão com o presente e com as escolhas atuais. Você não está sozinho nesse tipo de vivência — e buscar ajuda profissional pode ser um passo valioso para compreender melhor sua história e a si mesmo. Conte comigo nesta caminhada!


  • Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai

    Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Sinto muito por toda a dor que você está enfrentando — reconhecer essa situação com tanta clareza já é um passo importante e corajoso. A compulsão por jogos, como descrita, pode estar relacionada ao transtorno do jogo, um problema sério e tratável que compromete finanças, relações e bem-estar emocional, mas há esperança. Como psicólogo posso ajudá-lo a compreender os gatilhos, reconstruir o autocontrole e traçar caminhos práticos para reorganizar sua vida, passo a passo. Você não precisa passar por isso sozinho — buscar apoio psicológico é essencial para recuperar sua autonomia e dignidade. Conte com meu apoio para te orientar nos primeiros passos!


  • Uma pessoa com deficiência intelectual leve tem maior risco de desenvolver Alzheimer à medida que en

    Uma pessoa com deficiência intelectual leve tem maior risco de desenvolver Alzheimer à medida que envelhece??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Essa é uma pergunta muito importante e compreensível, pois o cuidado com o envelhecimento e a saúde mental das pessoas com deficiência intelectual merece atenção especial. Embora a deficiência intelectual leve não determine, por si só, o desenvolvimento do Alzheimer, alguns estudos apontam que determinadas condições associadas — como a síndrome de Down — podem, sim, aumentar esse risco. Por isso, o acompanhamento psicológico ao longo da vida é essencial, tanto para promover qualidade de vida quanto para identificar precocemente sinais de declínio cognitivo. A Psicologia pode contribuir de forma significativa nesse processo, oferecendo suporte à pessoa e à rede de apoio, com intervenções baseadas em evidências que favorecem bem-estar, autonomia e prevenção. Se precisar, estou à disposição para ajudar você a entender melhor esse processo.


  • O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    As explosões emocionais no Transtorno de Personalidade Borderline muitas vezes funcionam como uma forma intensa e imediata de autoproteção diante de sentimentos de rejeição, abandono ou dor psíquica profunda — é como se o sistema emocional estivesse constantemente em alerta máximo. Essas reações, embora possam parecer desproporcionais, geralmente expressam um sofrimento interno difícil de nomear ou regular. A Psicologia, especialmente por meio da Terapia Comportamental Dialética (DBT), oferece ferramentas fundamentais para que a pessoa aprenda a reconhecer esses padrões, validar suas emoções e construir respostas mais equilibradas e cuidadosas consigo mesma e com os outros. Com acompanhamento adequado, é possível transformar reatividade em compreensão e autocuidado.


  • Qual é a importância da Psicoterapia no tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline ?

    Qual é a importância da Psicoterapia no tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    A psicoterapia é uma parte essencial e insubstituível no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline, pois oferece um espaço seguro onde a pessoa pode compreender seus padrões emocionais, comportamentais e relacionais, que muitas vezes são intensos e dolorosos. Abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), ajudam a desenvolver habilidades de regulação emocional, tolerância ao estresse e construção de relacionamentos mais saudáveis. Com o apoio contínuo de um psicólogo, é possível reduzir significativamente o sofrimento, fortalecer a autoestima e promover maior estabilidade e qualidade de vida. O cuidado psicológico transforma não apenas os sintomas, mas também a forma como a pessoa se vê e se relaciona com o mundo.


  • Quais são os sinais de alerta para o agravamento dos sintomas do transtorno borderline relacionados

    Quais são os sinais de alerta para o agravamento dos sintomas do transtorno borderline relacionados ao consumo de álcool?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    O consumo de álcool pode intensificar os sintomas do transtorno de personalidade borderline, tornando o cuidado ainda mais delicado. Alguns sinais de alerta incluem aumento da impulsividade, instabilidade emocional mais intensa, comportamentos autodestrutivos (como automutilação ou tentativas de suicídio), mudanças bruscas de humor e maior dificuldade nos relacionamentos interpessoais. A Psicologia, especialmente por meio de abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), tem um papel fundamental nesse processo, ajudando a pessoa a desenvolver habilidades de regulação emocional, enfrentamento e redução de comportamentos de risco. O acompanhamento profissional é essencial para prevenir agravamentos e construir estratégias de cuidado com segurança e acolhimento.


  • Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se

    Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se ela também sentir atração. Antes da terapia eu já gostava dela e acho que ela percebeu e coincidentemente comecei a fazer terapia com ela. Nunca falei sobre isso, mais depois da terapia acabar, quando ela me der alta, posso chamar ela pra conversar depois de uns 2 meses da alta para falar sobre isso já que não a mais vínculo terapêutico e caso eu precise futuramente não vou tratar mais com ela,vou chamar outra psicóloga e caso ela tenha algum sentimento por mim ainda, porque antes da terapia já trocamos olhares e eu já gostava dela como falei, podemos ter uma amizade e quem sabe algum relacionamento amoroso depois? Claro se ela concordar e sentir o mesmo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arnaldo Gonçalves

    Mesmo após o fim do vínculo formal da psicoterapia, o Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece que a relação entre psicólogo e paciente deve manter os limites profissionais, incluindo o respeito à assimetria dessa relação e à confiança construída durante o processo terapêutico. Envolver-se afetivamente com um ex-paciente, mesmo após a alta, pode representar risco ético e afetivo para ambas as partes, sobretudo porque sentimentos podem ser confundidos com dinâmicas da própria terapia. Se esses sentimentos persistirem, conversar com outro psicólogo pode ser uma forma de acolher e elaborar o que está acontecendo, com cuidado, respeito e segurança emocional para você. A Psicologia está aqui para isso também.


Perguntas frequentes

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