Perguntas do paciente (80)
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É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que você trouxe essa pergunta, porque ela mostra que você está prestando atenção no próprio corpo e percebendo algo real. Essa queda no fim do dia incomoda muito, e ninguém deveria ter que conviver com ela achando que é só assim mesmo.
Sobre a parte técnica: nenhum dos dois deve ser fracionado em casa. O Venvanse até permite abrir a cápsula e dissolver o conteúdo em água, suco de laranja ou iogurte para quem tem dificuldade de engolir, mas a bula orienta que todo o conteúdo seja ingerido de uma vez. Existe a possibilidade de reencapsulamento em doses menores, porém isso é feito apenas por farmácia de manipulação com autorização especial da ANVISA e com prescrição específica, nunca de forma caseira. Sem balança de precisão e controle de qualidade, a dose oscila de uma cápsula para outra e o efeito fica imprevisível. Vale lembrar ainda que as regras variam conforme a vigilância sanitária de cada estado.
Já a Ritalina LA tem uma restrição maior, porque ela libera o medicamento em dois momentos, um logo na tomada e outro cerca de quatro horas depois. Mexer nos grânulos desmonta esse mecanismo, então não deve ser feito.
Agora, o mais importante: essa queda no fim do dia tem nome, é bem descrita no TDAH e tem saída. Ela raramente se resolve mexendo na cápsula. O que costuma resolver é olhar o esquema inteiro, o horário da tomada, a dose total, como ela se distribui ao longo do dia e a formulação escolhida, além de fatores que se somam ao quadro, como sono, alimentação e sintomas de ansiedade ou humor que às vezes passam despercebidos.
É um ajuste fino e muito individual, e faz bastante diferença quando é bem conduzido. Se quiser revisar seu tratamento com calma e sem pressa, atendo por teleconsulta e você pode agendar pelo meu perfil. Ficarei feliz em ajudar você a encontrar um esquema que funcione para você!
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Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O lítio tem meia-vida de eliminação em torno de 24 horas em pessoas com função renal normal, o que quer dizer que leva cerca de um dia para o organismo eliminar metade do que foi absorvido. Esse número pode ser maior em pessoas mais velhas ou quando há alguma redução da função dos rins, chegando a 36 horas ou mais.
Na prática, isso significa duas coisas boas para quem toma uma vez ao dia. A primeira é que o medicamento realmente cobre as 24 horas, e é exatamente por isso que a apresentação de liberação prolongada permite a tomada única diária em muitos casos. A segunda é que o efeito do lítio não é algo que aparece e some no mesmo dia. Ele se acumula até atingir um nível estável no sangue, o que costuma levar cerca de cinco dias de uso regular na mesma dose. Por isso a regularidade importa tanto, e por isso um exame de litemia colhido fora do horário correto pode dar um resultado que não representa a realidade.
Vale acrescentar um ponto que costuma passar despercebido. O lítio é eliminado pelos rins e essa eliminação é sensível a hidratação, sal na alimentação, calor intenso, episódios de diarreia ou vômito e alguns medicamentos comuns, como anti-inflamatórios e certos remédios para pressão. Não é algo para assustar, é algo para saber, porque com acompanhamento adequado o lítio é um dos medicamentos mais bem estudados e mais eficazes da psiquiatria.
Um abraço!
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É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de ma
É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de manutenção após algumas semanas, causando despertares precoces? O que costuma ser feito nesses casos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, esse relato é bastante comum no consultório, e faz sentido do ponto de vista farmacológico. A trazodona de liberação imediata tem meia-vida curta, em torno de três a seis horas. Isso significa que ela costuma funcionar muito bem para iniciar o sono, mas boa parte dela já foi eliminada na segunda metade da noite. Quando alguém acorda às quatro ou cinco da manhã e não consegue voltar a dormir, muitas vezes não é que o medicamento parou de funcionar, é que ele simplesmente não alcança aquele horário.
Existe também discussão na literatura sobre certo grau de acomodação ao efeito sedativo com o tempo, mas os dados ainda são divididos, e por isso essa nunca deve ser a primeira explicação assumida.
E aqui está o ponto que eu considero mais importante. Despertar precoce persistente é um sinal clássico de depressão em atividade, e também aparece em quadros de ansiedade, em uso de álcool à noite, em apneia do sono e em alterações do ritmo circadiano. Quando alguém dorme bem no começo da noite e acorda de madrugada de forma repetida, o primeiro passo não é aumentar a dose do indutor. É entender o que está acordando essa pessoa.
Na prática, o que costuma ser feito depende dessa investigação. Às vezes o ajuste é de horário e dose. Em outros casos, a escolha recai sobre uma formulação com perfil de liberação mais longo ou sobre outra medicação com meia-vida compatível com a queixa. Quando há depressão associada, a dose sedativa isolada não resolve, porque o efeito antidepressivo da trazodona só aparece em faixas de dose bem maiores, e às vezes o caminho é outro tratamento. E vale sempre lembrar que a terapia cognitivo-comportamental para insônia segue sendo o tratamento de primeira linha para insônia crônica, com resultado mais duradouro do que qualquer medicação isolada. Ou seja, tem solução, e ela quase nunca está em simplesmente aumentar o comprimido.
Se você está passando por isso, vale investigar com calma o que está por trás desses despertares. Atendo por teleconsulta e você pode agendar pelo meu perfil. Vamos olhar o seu sono como um todo e encontrar um caminho que devolva a noite inteira para você.
Espero ter ajudado e fico à disposição!
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Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estab
Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estabilizo. O que pode estar acontecendo comigo? Será que devo procurar um neurologista em vez de frequentar um psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Antes de tudo, quero dizer que o cansaço que aparece na sua pergunta é legítimo. Passar por vários diagnósticos e vários medicamentos sem encontrar estabilidade é exaustivo, e é comum que a pessoa comece a achar que o problema é ela. Na maioria das vezes não é.
Clinicamente, "nunca estabilizar" não é um beco sem saída, é informação. Costuma apontar para três coisas.
O diagnóstico principal pode não ter sido identificado ainda. Bipolaridade de apresentação atípica, TDAH em adultos, autismo diagnosticado tardiamente e sequelas de trauma passam anos sendo tratados como depressão ou ansiedade isoladas. Quando o alvo está errado, nenhum medicamento acerta.
Os tratamentos podem não ter sido testados de forma completa. É muito comum encontrar históricos cheios de medicamentos usados em dose baixa, por tempo curto ou interrompidos nos primeiros efeitos colaterais. No papel parecem dez tentativas, mas nenhuma chegou a ser um teste adequado.
E pode haver algo em paralelo sustentando a instabilidade, como apneia do sono, uso de álcool, alterações de tireoide, dor crônica ou efeito de outros medicamentos. Vale lembrar também que medicação sozinha raramente estabiliza alguém. Psicoterapia e regularidade de rotina são parte do tratamento, não complemento opcional.
Sobre o neurologista, minha resposta honesta é que não se trata de trocar um pelo outro. A avaliação neurológica é indicada diante de sinais específicos, como crises convulsivas, perdas de consciência, alterações motoras ou perda de memória progressiva. Quando o quadro é de humor, ansiedade, sono e comportamento, o que costuma faltar não é outra especialidade, e sim uma reavaliação psiquiátrica feita do zero, com calma, revendo história de vida, história familiar e todo o histórico de tratamentos. Isso quase nunca cabe em uma consulta de trinta minutos.
Se você quiser fazer essa revisão com tempo e cuidado, atendo por teleconsulta. Vale muito levar para a consulta o que você tiver guardado, receitas antigas, relatórios, exames e anotações sobre o que funcionou e o que piorou. Esse material costuma mudar o entendimento do caso.
Você pode agendar pelo meu perfil. Não desista de procurar entendimento sobre o que acontece com você. Histórias assim, quando bem revisadas, costumam ter mais explicação do que parece.
Fico à disposição!
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Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medi
Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medicamento e normalmente pego/renovo pelo sus mas surgiu um imprevisto e preciso renovar antecipadamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, em geral é possível. Na primeira consulta, se o psiquiatra avaliar seu histórico, confirmar o uso contínuo e considerar o medicamento adequado, ele pode emitir a receita de controle especial (a "receita azul", tipo B) já no atendimento.
Vale trazer alguns documentos para facilitar: receitas ou caixas anteriores do medicamento, laudos ou relatórios que você tenha, e a lista atualizada do que usa e em que dose. Isso ajuda o médico a confirmar a continuidade do tratamento com segurança.
Um ponto importante: a receita azul tem validade de 30 dias e permite quantidade correspondente a até 60 dias de tratamento, então dá para se organizar bem enquanto resolve a renovação pelo SUS.
Um abraço. Fico à disposição!
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Bem estou com um problema que esta atrapalhando muito minha vida,eu não sei o que fazer estou com pr
Bem estou com um problema que esta atrapalhando muito minha vida,eu não sei o que fazer estou com problema de solidão e vejo que o problema ė realmente eu,que não sei lidar bem com as pessoas minha comunicação ė ruim e isso afasta as pessoas,será que eu precisava de ajuda profissional?daria pra mudar isso ou já está em mim
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É preciso coragem para colocar em palavras algo tão pessoal, e o que você descreve é mais comum do que parece. Muitas pessoas enfrentam dificuldades de comunicação e de relacionamento em algum momento da vida.
Um ponto importante: essa dificuldade não é algo fixo, que "já está na pessoa" e não muda. Comunicação e habilidades sociais podem ser desenvolvidas, assim como qualquer outra capacidade. É totalmente possível aprender a se relacionar de forma mais leve, mesmo tendo começado com bastante dificuldade.
Sim, buscar ajuda profissional pode fazer muita diferença. A psicoterapia costuma ser especialmente útil nesses casos, porque ajuda a entender o que está por trás dessa dificuldade e a desenvolver novas formas de se comunicar. Quando há ansiedade social ou alterações de humor envolvidas, o acompanhamento psiquiátrico também pode somar.
Vale um cuidado a mais: a solidão costuma distorcer a forma como a pessoa se enxerga, tornando o autojulgamento mais duro do que a realidade. Concluir que "o problema sou eu" nem sempre corresponde aos fatos, e isso também é algo que se trabalha bem com apoio profissional.
Procurar ajuda vale muito a pena, e mudanças são possíveis. Recomendo buscar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais próxima.
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Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?
Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O acompanhamento clínico durante o uso de psicofármacos é fundamental por vários motivos.
Primeiro, porque permite avaliar se o medicamento está realmente fazendo efeito. O ajuste de dose e, às vezes, a troca de medicação dependem dessa observação ao longo do tempo, já que cada pessoa responde de um jeito.
Segundo, pelo monitoramento dos efeitos colaterais. Muitos deles são mais intensos no início e tendem a melhorar, mas outros precisam de atenção. O acompanhamento permite identificar e manejar essas reações com segurança.
Terceiro, porque alguns medicamentos exigem exames periódicos, como dosagem sanguínea, avaliação de função renal, hepática, tireoidiana ou do coração. Isso garante que o tratamento continue seguro ao longo do tempo.
Também é importante para evitar interações medicamentosas, especialmente em quem usa mais de um remédio, e para orientar de forma correta o início e, principalmente, a retirada da medicação, que nunca deve ser feita por conta própria, já que pode causar sintomas de retirada ou recaída.
Por fim, o acompanhamento é o espaço para acolher dúvidas, revisar o plano terapêutico e cuidar da pessoa como um todo, não apenas do sintoma. O tratamento com psicofármacos costuma dar melhores resultados quando associado a esse cuidado contínuo e, muitas vezes, à psicoterapia.
Um abraço. Fico à disposição!
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Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O diagnóstico correto é a base de todo o tratamento, e ele precede a escolha de qualquer psicofármaco por razões muito importantes.
Sintomas parecidos podem ter causas diferentes. Tristeza, insônia, ansiedade ou alterações de humor aparecem em vários quadros distintos, e cada um responde melhor a um tipo de abordagem. Um exemplo clássico: um antidepressivo pode ser adequado para depressão, mas, usado de forma isolada em quem tem transtorno bipolar, pode desencadear episódios de mania. Por isso, entender o quadro completo faz toda a diferença.
O diagnóstico correto orienta a escolha do medicamento certo, na dose certa, pelo tempo certo. Isso aumenta as chances de melhora e reduz o risco de efeitos adversos e de tratamentos que não trazem benefício.
Também é importante porque nem sempre o primeiro sintoma conta a história toda. Algumas condições clínicas, como alterações da tireoide, deficiências nutricionais ou uso de outras substâncias, podem imitar transtornos psiquiátricos. Avaliar isso antes evita medicar algo que teria outra solução.
Além disso, um diagnóstico bem feito permite construir um plano de tratamento que vai além do remédio, incluindo psicoterapia, mudanças de hábitos e acompanhamento adequado.
Em resumo, prescrever sem um diagnóstico bem estabelecido é como tratar às cegas. A avaliação cuidadosa é o que garante um tratamento seguro, eficaz e realmente voltado para a necessidade de cada pessoa.
Um abraço. Fico à disposição!
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Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?
Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Medicação e psicoterapia agem de formas diferentes e se complementam, por isso a combinação costuma trazer resultados superiores.
O psicofármaco regula aspectos biológicos, como humor, ansiedade e sono, criando estabilidade. A psicoterapia trabalha pensamentos, emoções e a forma de lidar com as dificuldades, alcançando fatores que o remédio sozinho não resolve, como conflitos, traumas e autocrítica.
Além disso, a terapia melhora a adesão ao tratamento e favorece resultados mais duradouros, reduzindo o risco de recaída mesmo após uma eventual retirada da medicação.
Em resumo, o medicamento oferece estabilidade e a psicoterapia promove mudança. Juntos, tornam o tratamento mais completo e eficaz.
Um abraço. Fico à disposição!
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Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve
Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve uma crise intensa de enxaqueca por 3 meses. Fez tratamento com neuro, está tomando amitripitilina 25mg e propanolol 10mg. As dores melhoraram mas está bem deprimida, se sentindo exausta e o apetite está
horrível. Está em acompanhamento com psicóloga há 2 meses mas não melhorou ainda.
A levei a psiquiatra que receitou aumentar a amitripitilina para 50mg, mas tenho tanto medo, por outro lado não quero que continue sofrendo.
Ja inicou natação, aula de música mas a tristeza nao vai embora, embora tenha dias bons. É segura essa medicação? Não causa dependência?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo perfeitamente a sua preocupação, e ela mostra o quanto você está atenta e cuidando da sua filha. Vou tentar te tranquilizar em alguns pontos.
A amitriptilina não causa dependência, não vicia. O único cuidado é que, quando um dia for retirada, isso deve ser feito de forma gradual e orientada pelo médico. É um medicamento antigo, seguro e bastante usado em adolescentes, inclusive quando enxaqueca e sintomas de humor aparecem juntos. A dose de 50mg ainda é modesta, e o aumento gradual é a conduta habitual para buscar melhor resposta.
Um ponto importante: a tristeza intensa, o cansaço e a falta de apetite que persistem merecem acompanhamento psiquiátrico de perto. Se surgirem falas de desesperança, de não querer viver ou de se machucar, comunique o psiquiatra imediatamente, sem esperar a próxima consulta.
Você está no caminho certo, com neuro, psicóloga, psiquiatra, atividade física e música. A melhora do humor costuma ser mais lenta que a da dor, e os dias bons já são um bom sinal. Confie na equipe que acompanha sua filha de perto e leve essas dúvidas ao psiquiatra dela. Melhoras!
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Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita ag
Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita agitação, coração acelerado, tremor, soa as mãos, depois de 2hrs que tomei o remédio aí começo ficar mais tranquila, é normal sentir isso com 1 semana? Quanto tempo começa ficar mais tranquila em relação aos efeitos colaterais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, o que você descreve é relativamente comum no início do uso da Ritalina. Agitação, coração acelerado, tremor e mãos suando são efeitos que costumam aparecer nas primeiras semanas, justamente no período em que o corpo ainda está se adaptando ao estimulante.
A boa notícia é que, na maioria das pessoas, esses efeitos tendem a diminuir com o tempo, geralmente ao longo de uma a três semanas de uso contínuo. O fato de você já perceber que depois de umas 2 horas fica mais tranquila é um bom sinal de que seu corpo está começando a se ajustar.
Alguns pontos que valem atenção: se esses sintomas estiverem muito intensos, atrapalhando seu dia a dia, ou se o coração acelerado for muito forte ou vier acompanhado de dor no peito, falta de ar ou mal-estar importante, vale comunicar seu médico o quanto antes. Às vezes um ajuste de dose ou de horário resolve bem esse desconforto inicial.
O ideal é levar exatamente esse relato para quem prescreveu, porque a dose e a formulação podem ser ajustadas conforme a sua resposta. Não altere nada por conta própria antes dessa conversa.
Se quiser, posso te acompanhar nesse ajuste. Um abraço!
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olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que po
olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que possa nos ajudar, qual especialista da área, é mais indicado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Que bom que vocês estão buscando ajuda, isso é um passo muito importante.
Para o acompanhamento do TDAH em adultos, o psiquiatra é o especialista mais indicado. É ele quem confirma o diagnóstico, avalia se há outras questões associadas, como ansiedade ou alterações de humor, e conduz o tratamento, incluindo a prescrição de medicação quando necessário.
Junto a isso, o acompanhamento com psicólogo costuma fazer bastante diferença. A terapia ajuda no manejo dos sintomas no dia a dia, como organização, foco, impulsividade e regulação emocional. A combinação de psiquiatra e psicólogo costuma trazer os melhores resultados.
Em alguns casos, dependendo da necessidade, outros profissionais podem somar, como terapeuta ocupacional ou neuropsicólogo, esse último especialmente se houver indicação de uma avaliação neuropsicológica para entender melhor o perfil de atenção e memória.
Mas, de forma prática, o ponto de partida ideal é o psiquiatra. Se quiser, atendo TDAH em adultos por telemedicina e posso ajudar vocês nesse acompanhamento. Fico à disposição, e desejo tudo de bom para vocês dois!
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Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e e
Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e espinha. Ai o médico receitou pra trocar pela lamotrigina 100mg. Mas li que essa medicação pode da erupção na pele e na receita nao tinha nem uma instrução de começar com dose mais baixa. Essas erupções são comuns? Agora fiquei com medo de tomar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua preocupação é muito pertinente, e você fez muito bem em pesquisar e prestar atenção nisso. Vou te explicar a seguir.
Sobre a lamotrigina: sim, ela pode causar erupções na pele, e esse é justamente o motivo pelo qual ela deve ser iniciada em dose baixa, com aumento bem gradual ao longo de várias semanas. Esse aumento lento é a principal forma de reduzir o risco de reações na pele. Começar já direto em 100mg foge do que é habitualmente recomendado para o início.
Na maioria das vezes, as erupções são leves, mas existe uma reação rara e mais séria que precisa ser levada a sério. Por isso o cuidado com a introdução lenta é tão importante.
Diante disso, minha orientação é: antes de começar a tomar, entre em contato com o seu médico para confirmar a forma de introdução. Vale esclarecer se a intenção era realmente iniciar com 100mg ou se o esquema seria começar com uma dose menor e ir aumentando aos poucos. Essa simples confirmação traz mais segurança e tranquilidade.
E um ponto importante para quando você iniciar: se surgir qualquer erupção, manchas ou bolhas na pele, especialmente se vierem acompanhadas de febre, feridas na boca ou inchaço, suspenda e procure atendimento médico imediatamente. Isso vale para qualquer fase do tratamento.
Seu receio é compreensível e, neste caso, essa conversa com quem prescreveu antes de iniciar é o caminho mais seguro. Fico à disposição!
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Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um i
Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um inteiro da fluo. Estou me sentindo tonta e ansiosa. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, o que você está sentindo pode ser esperado nessa fase de troca.
A tontura e a ansiedade são comuns nas transições entre antidepressivos, por dois motivos que podem acontecer ao mesmo tempo. A redução da desvenlafaxina pode causar sintomas de retirada, sendo a tontura um dos mais típicos. E a fluoxetina, no início, pode aumentar um pouco a ansiedade nas primeiras uma a duas semanas. Costuma ser passageiro e melhora conforme o corpo se adapta.
Ainda assim, vale comunicar seu médico se a tontura for muito intensa, se a ansiedade ficar difícil de suportar, ou se surgirem sinais como agitação forte, confusão, tremores intensos, febre ou batimentos muito acelerados.
Minha orientação é seguir exatamente o esquema que seu médico indicou e relatar esses sintomas a ele, já que às vezes um ajuste no ritmo da troca deixa a transição mais suave. Não altere as doses por conta própria antes dessa conversa. Melhoras!
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Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz
Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, o que você está sentindo é bastante comum na redução da venlafaxina, e vou te explicar.
A venlafaxina é conhecida por causar sintomas de retirada quando a dose é reduzida, mesmo de forma planejada. Ansiedade leve, tristeza e irritabilidade estão entre os sintomas mais típicos dessa fase, junto com outros como tontura ou alterações de sono. Costumam ser passageiros e tendem a melhorar à medida que o corpo se adapta à nova dose.
Um ponto que quero destacar com cuidado: como esses sintomas, tristeza, ansiedade e irritação, também podem se confundir com um retorno do quadro que motivou o tratamento, vale observar a evolução ao longo das próximas semanas. Se forem sintomas de retirada, tendem a diminuir. Se, ao contrário, forem se intensificando ou persistirem, é importante comunicar o médico, porque isso pode indicar a necessidade de reavaliar o ritmo da retirada.
Vale contato com quem prescreveu se esses sintomas ficarem intensos, difíceis de tolerar, ou se surgir desânimo importante e persistente. Às vezes uma redução mais lenta torna esse processo bem mais suave.
Enquanto os sintomas estiverem leves e toleráveis, como você descreve, tende a ser essa adaptação passageira. Siga a orientação do seu neuro e mantenha ele informado sobre como você está se sentindo.
Fico à disposição caso queira agendar uma consulta online para acompanhar essa fase mais de perto. Melhoras!
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Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?
Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sobre a sua dúvida do horário: o Deller é a desvenlafaxina, um antidepressivo que, em algumas pessoas, tem um efeito mais ativador. Por isso costuma ser recomendado tomá-lo pela manhã, e não à noite, justamente para evitar que atrapalhe o sono.
Como você toma à noite e está custando a dormir, é possível que o horário esteja contribuindo para isso. Vale levar esse relato ao seu médico, porque muitas vezes passar o Deller para a manhã já melhora bastante o sono. Não mude o horário por conta própria antes dessa conversa, para que o ajuste seja feito com segurança.
Um ponto importante no seu caso: você tem apneia do sono, que por si só prejudica a qualidade do sono, independentemente da medicação. Vale confirmar com seu médico se a apneia está sendo tratada de forma adequada, por exemplo com CPAP, se for o caso, porque isso faz bastante diferença na dificuldade para dormir.
Ou seja, sua dificuldade para dormir pode ter duas origens somadas: o horário do antidepressivo e a apneia. Vale rever as duas com quem acompanha você.
Fico à disposição caso queira agendar uma consulta online para avaliar isso mais de perto. Melhoras!
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Recebi um Diagnóstico tardio de TEA nível 1 de suporte e TDAH. Aos 45 anos. Entramos com o venvanse
Recebi um Diagnóstico tardio de TEA nível 1 de suporte e TDAH. Aos 45 anos. Entramos com o venvanse 30 mg ha 4 dias. Estou achando ótimo o silêncio mental que eu nunca havia experimentado. Meu TDAH era mega hiperativo. E a sensação qur me invade quando tomo é contraria ao que todos dizem. Sinto paz, calma demais. Leveza. Coisas boas. E ate sonolência. É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A lisdexanfetamina (Venvanse) é indicado para TDAH e, em muitas pessoas, especialmente adultos, o efeito não é de agitação, mas sim de organização mental, calma e foco. Por isso, a sensação de “silêncio mental” e leveza que você relata é esperada e até um sinal de boa resposta ao tratamento.
A sonolência pode acontecer nos primeiros dias de uso, pois o cérebro está se ajustando à nova forma de funcionar. Geralmente, esse efeito tende a diminuir após algumas semanas. Caso persista ou atrapalhe seu dia a dia, vale conversar com seu médico, porque às vezes o ajuste de dose ou do horário de tomada já resolve.
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Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do
Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do Pânico tentei fazer o uso de 6 antidepressivos incluindo escitalopram, paroxetina, venlafaxina... e tentei tbm o rivotril porem todos me dão mais crises ainda, crises mais fortes e efeitos colaterais insuportáveis, com a patoxetina mesmo perdi 10kg em menos de 1 mês, foram 16kg em 2 meses, pois não conseguia comer nada, só vomitando e tendo crise todos os dias. Rivotril em vez de me acalmar me acelera mais ainda.
Medico me falou que provavelmente tenho uma alteração genética que meu corpo não aceita esses remédios, falou que o indicado seria fazer um exame genético, porém talvez não seria eficaz porq não vai mostrar tudo, e talvez a alteração q eu tenha não apareça, e por ser caro não vale a pena no momento. No momento ele achou melhor não me prescrever nada no momento a não ser que volte a piorar.
A dúvida seria isso existe mesmo? Vale a pena ou não esse exame?
Hoje estou melhor dos sintomas, fiz exposição interoceptiva para o Pânico que me ajudou muito pois tinha medos irracionais, de assistir tv, tomar café, comer, sair, tinha medo do medo. Hj estou melhor mas ainda ficou a dúvida, e o medo de voltar a piorar e não saber que caminho seguir por não ter um remédio que ajude.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você relata é bastante importante. De fato, algumas pessoas apresentam maior sensibilidade ou até intolerância a determinadas medicações, mas isso não significa que não exista tratamento para o seu caso. Os testes genéticos (farmacogenômicos) podem ajudar em alguns cenários, mas ainda têm limitações e não conseguem prever todas as reações individuais, por isso nem sempre são custo-efetivos.
O ponto positivo é que você já percebeu melhora com recursos não medicamentosos, como a exposição interoceptiva, que é uma das técnicas utilizadas na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para transtorno do pânico. Isso mostra que o seu quadro responde bem a intervenções psicoterápicas.
Por isso, mesmo diante das dificuldades com os antidepressivos, é fundamental iniciar e manter psicoterapia regular, especialmente a TCC, que tem ótima evidência tanto para transtorno de ansiedade quanto para pânico. A psicoterapia não só ajuda a lidar com os sintomas atuais, mas também é uma forma de prevenção de recaídas.
Se em algum momento os sintomas retornarem com intensidade, pode ser necessária uma nova avaliação psiquiátrica, mas a psicoterapia deve ser considerada parte central do seu tratamento e, no seu caso, pode ser o eixo principal.
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Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nun
Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nunca mais voltei para a consulta, nem segui tratamento. Já tentei fazer o desmame sozinho, minha preocupação é se 1 ano ou 2 anos é um tempo excessivo e "perigoso" fazendo uso desse medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O escitalopram é um antidepressivo bastante utilizado no tratamento de depressão e transtornos ansiosos, e o uso contínuo por 1 ano ou mais não é considerado perigoso por si só, desde que haja acompanhamento médico. Pelo contrário, muitas vezes é necessário manter a medicação por longos períodos para evitar recaídas.
O ponto importante aqui é que você está tomando a medicação sem acompanhamento. Isso pode ser arriscado, porque:
1. A dose pode não estar mais adequada para o seu quadro atual;
2. Podem surgir efeitos colaterais que precisam de monitoramento;
3. O desmame (redução) deve ser feito de forma lenta e supervisionada, para evitar sintomas de abstinência e recaídas.
Recomendo fortemente que agende uma consulta de retorno com seu psiquiatra (ou outro profissional de confiança) antes de fazer qualquer ajuste por conta própria. Ele(a) poderá avaliar se é momento de manter, ajustar a dose ou iniciar o processo de retirada da forma mais segura.
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Boa noite. Estou tomando ansitec 5mg a 60 dias. E tive crise duas crises de pânico em dias seguidos.
Boa noite. Estou tomando ansitec 5mg a 60 dias. E tive crise duas crises de pânico em dias seguidos. Agora mesmo fazendo uso da medicação não consigo manter o foco. Sinto como se estivesse sedado! Além de procurar meu médico o que fazer para que o foco volte e a sensação de sedação passe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A buspirona (Ansitec) é uma medicação ansiolítica usada no transtorno de ansiedade generalizada, mas não costuma ser eficaz para prevenir crises de pânico isoladas. Por isso, mesmo em uso regular, você pode ainda apresentar episódios de pânico.
A sensação de estar “sedado” ou com dificuldade de foco pode ocorrer em algumas pessoas, especialmente no início do tratamento, mas não costuma ser tão intensa e, em geral, tende a melhorar após algumas semanas.
O que fazer:
1. Não interrompa o remédio por conta própria.
2. Converse com seu psiquiatra sobre os sintomas, pode ser necessário ajustar a dose ou associar um antidepressivo (como sertralina, escitalopram, fluoxetina, entre outros), que são os mais indicados para tratar transtorno do pânico de forma duradoura.
3. Técnicas de respiração, higiene do sono e atividade física também podem ajudar a reduzir crises e melhorar o foco.
Resumindo: a buspirona não é perigosa, mas pode não ser suficiente isoladamente para pânico. É importante reavaliar seu tratamento junto ao médico para encontrar a melhor combinação para você.
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Estou com o Diu de cobre e prata há 8 meses e ainda tenho sangramentos de escape todos os dias, seme
diu, dispositivo intrauterino, de cobre com prata, ou seja, sem hormônio,…