Perguntas do paciente (34)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto é paralisante estar nesse ponto, e é corajoso reconhecer que precisa de mais suporte. A internação psiquiátrica é avaliada quando há risco iminente ou quando o tratamento ambulatorial (como CAPS e medicação) se esgota sem eficácia, mas existem alternativas intermediárias, como o Hospital-Dia. Para dar o próximo passo, o ideal é reavaliar seu plano terapêutico atual no CAPS com urgência, ajustando a medicação e buscando também a psicoterapia cognitivo-comportamental para lidar com a paralisia das tarefas diárias.
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a dor de cabeça é um efeito colateral comum tanto no início quanto no reinício do tratamento com a sertralina, pois o cérebro precisa se reajustar às flutuações e ao aumento dos níveis de serotonina. Como você ficou uma semana sem tomar e retomou há 14 dias, é possível que o organismo esteja passando por um novo período de adaptação, o que explica o incômodo. No entanto, como essa dor já dura 6 dias seguidos sem passar, o ideal é relatar isso ao seu médico para avaliar se a intensidade e a duração exigem algum ajuste ou suporte analgésico específico.
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A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo
A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a meditação da vela (Trataka) ajuda a ancorar o foco e reduz o ritmo acelerado das ondas Beta, estimulando ondas Alfa que trazem calma.
Neurologicamente, ela interrompe o ciclo de ruminação da culpa e da vergonha, regulando o pico de angústia matinal.
Embora não cure a depressão sozinha, é uma ferramenta válida de regulação rápida para o sistema nervoso.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses impulsos e comparações com imagens idealizadas são comuns na ansiedade e na busca por validação, mas anotar e jogar fora gera um ciclo de frustração e esquecimento. Na TCC, entendemos que esses pensamentos funcionam como regras rígidas que você tenta alcançar, mas que só alimentam a sensação de inadequação. Tente direcionar esse foco para desejos reais e possíveis, em vez de padrões irreais. O que você acha de tentarmos filtrar apenas uma meta realizável por vez em vez de anotar tudo?
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acho que o principal é entender que você não precisa diminuir suas qualidades pra evitar a reação dos outros. Esse medo de rejeição pode fazer você antecipar julgamentos que nem aconteceram. Tenta ir se mostrando aos poucos e percebendo que, mesmo se alguém criticar ou zombar, isso não define o seu valor. No fim, você não controla a inveja ou a opinião alheia, só o quanto vai deixar isso limitar você.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode começar parando de tentar ser interessante pros outros e construindo uma vida que seja interessante pra você. Ter curiosidade, projetos, hobbies, cuidar da aparência, desenvolver repertório e principalmente ter opiniões e valores próprios. Quando você realmente gosta da pessoa que está se tornando, isso costuma aparecer naturalmente na forma como você fala, se posiciona e se relaciona e acaba sendo atraente pros outros também.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
a principal diferença é o quanto isso toma conta da sua vida. Perfeccionismo e ansiedade diante da incerteza não significam necessariamente TOC. A suspeita aumenta quando surgem pensamentos intrusivos e indesejados que geram muita ansiedade e você sente necessidade de fazer algo repetidamente (checar, pesquisar, pedir confirmação, revisar, evitar, organizar etc.) para aliviar esse desconforto, mesmo sabendo que aquilo é excessivo. Outro sinal importante é quando esse ciclo começa a consumir bastante tempo, prejudicar sua rotina ou limitar suas escolhas. E um detalhe: agir impulsivamente para acabar logo com a incerteza também pode fazer parte desse ciclo. Se você se reconhece bastante nisso, vale conversar com um psicólogo ou psiquiatra que tenha experiência com TOC; não precisa esperar ficar “grave” para investigar.
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível modificar crenças centrais e intermediárias disfuncionais, mas não necessariamente apagá-las completamente. Quando uma crença é muito antiga e foi construída a partir de experiências repetidas, ela pode ficar muito automatizada, então mesmo depois de um processo terapêutico bem-sucedido, em situações de estresse, frustração ou algum gatilho específico, essa crença antiga pode ser reativada. Mas isso não significa necessariamente que o tratamento falhou ou que a crença voltou exatamente como era antes. Acho que é mais adequado pensar que ela pode continuar existindo, mas com muito menos força e influência sobre o paciente. É como se a pessoa tivesse construído um novo caminho de pensamento: o caminho antigo ainda existe, mas agora ela tem outras possibilidades e consegue perceber quando está entrando naquele padrão. Então, para mim, recaída não significa que a mudança não foi permanente ou que não é possível mudar crenças disfuncionais, mas sim que a mudança não precisa ser entendida como um apagamento definitivo. O objetivo da TCC seria muito mais promover flexibilidade cognitiva, de forma que, mesmo quando a crença antiga aparece, o paciente consiga identificá-la, questioná-la e escolher uma resposta diferente. Inclusive, uma recaída pode ser bastante útil terapeuticamente, porque permite entender quais situações reativaram aquele padrão e trabalhar novas estratégias a partir disso. Então eu diria que a mudança pode ser duradoura, mas não necessariamente irreversível, e talvez o mais importante seja o quanto aquela crença deixou de controlar a vida do paciente.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como você já usa venlafaxina há 6 meses e estava se sentindo bem, o ideal é conversar com seu psiquiatra sobre esse retorno dos sintomas, sem aumentar, reduzir ou suspender a medicação por conta própria. Observe também se houve mudanças recentes em sono, estresse, cafeína ou rotina. Se a aceleração do coração vier com dor no peito, falta de ar, desmaio ou se voltarem pensamentos de não querer viver, procure atendimento imediatamente. Em princípio, uma piora de alguns dias não significa necessariamente que a medicação deixou de funcionar.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, eu acho importante procurar ajuda, principalmente porque você está descrevendo um vazio persistente, perda de interesse e pensamentos de “acabar com tudo”. Isso não é algo que você precise enfrentar sozinho, e procurar um psicólogo ou psiquiatra não significa que exista necessariamente um diagnóstico , significa que seu sofrimento merece ser compreendido e cuidado.
Se esses pensamentos estiverem ficando mais fortes, se você estiver pensando em como fazer isso ou sentir que pode se machucar, procure uma UPA/pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192; você também pode ligar gratuitamente para o CVV no 188, 24h.
E, por favor, conte hoje para alguém de confiança o que você está sentindo, para não precisar ficar sozinho com isso.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo esse pensamento, principalmente quando você já vivenciou muitas despedidas, mas acho que existe uma diferença entre ser autossuficiente e se proteger de qualquer vínculo para nunca mais sentir a perda. As pessoas realmente podem ir embora por mudanças de cidade, trabalho, relacionamentos ou fases da vida, mas isso não torna o vínculo que existiu menos real ou menos importante. Talvez o objetivo não seja encontrar pessoas que nunca vão embora, e sim construir relações sabendo que elas podem mudar, sem colocar toda a nossa sensação de pertencimento em uma única pessoa. Se afastar completamente pode diminuir o risco de sofrer, mas também pode acabar criando justamente o vazio que você está tentando evitar.
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Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "cert
Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "certo" mas as vezes esqueço por 1 a 2 horas no MÁXIMO, além disso eu sempre uso camisinha do início ao fim e também faço coito interrompido, existe alguma chance mesmo assim de engravidar? Sou muito paranóica com isso e acho que as vezes acabo estragando o momento por pensar demais e ficar com medo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, a chance de gravidez é muito, muito baixa: atrasos de 1–2 horas não são considerados falha da pílula combinada, e você ainda usa camisinha do começo ao fim e coito interrompido, ou seja, está usando três camadas de proteção.
Então, se você está tomando corretamente e a camisinha não rompeu ou escapou, não há motivo para ficar testando ou se culpando a cada relação. Acho que aqui vale mais trabalhar essa ansiedade do que aumentar ainda mais os métodos de proteção, porque pelo que você contou você já está se protegendo bastante.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu procuraria, de preferência, um terapeuta que tenha experiência com não monogamia consensual, porque nem todo profissional está preparado para lidar com essa dinâmica sem julgamentos ou pressupostos de que a monogamia é o único modelo saudável. O mais importante é que ele consiga trabalhar as questões do casal (ciúmes, acordos, comunicação, limites, inseguranças etc.) sem tratar a abertura da relação como um problema. Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente se ele já atende casais não monogâmicos. Isso já ajuda a perceber se vocês vão se sentir acolhidos.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, eu trabalharia as três questões de forma integrada, porque elas podem compartilhar crenças centrais como “não sou bom o suficiente” ou “não sou digno de ser amado”. Na depressão, utilizaria bastante ativação comportamental; na ansiedade social, exposição gradual e redução dos comportamentos de segurança; e na autoestima, reestruturação cognitiva e experimentos comportamentais. O objetivo não seria trocar “sou feio” por “sou lindo”, mas construir uma visão mais flexível, em que aparência, críticas ou aprovação dos outros não definam o valor pessoal.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, eu trabalharia as três demandas de forma integrada, buscando entender quais crenças e padrões mantêm os sintomas, como “não sou bom o suficiente” ou “as pessoas vão me julgar”. Na depressão, utilizaria principalmente ativação comportamental; na ansiedade social, exposição gradual e redução dos comportamentos de segurança; e na baixa autoestima, reestruturação cognitiva e fortalecimento de uma percepção mais realista de si. A ideia é trabalhar não só os pensamentos, mas também os comportamentos e experiências que ajudam a construir novas evidências sobre o próprio valor.
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu tentaria separar o diagnóstico da dinâmica familiar: mesmo que a psicose ainda esteja em investigação, isso não dá aos seus pais o direito de usar suas crises para te intimidar, controlar ou invalidar. Procure estabelecer limites, evitar discussões durante as crises e ter um profissional de confiança acompanhando o caso. Também pode ser importante construir uma rede de apoio fora da família, para você não depender exclusivamente deles. Se houver violência, ameaça ou risco de você se machucar, procure ajuda imediatamente.
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Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c
Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, eu começaria pela ativação comportamental, ajudando o paciente a retomar gradualmente atividades que proporcionem prazer, senso de realização e conexão, mesmo antes de a motivação aparecer. Paralelamente, trabalharia as crenças centrais e intermediárias disfuncionais por meio de reestruturação cognitiva, buscando identificar padrões como “sou inútil” ou “não consigo fazer nada”. Também avaliaria pensamentos automáticos e comportamentos que mantêm o ciclo da depressão. A ideia é que mudanças graduais no comportamento e na cognição contribuam para recuperar energia, motivação e percepção de competência.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível que você sinta isso agora, especialmente passando por uma mudança tão grande, gestação e isolamento. Na TCC, chamamos esses pensamentos de distorções cognitivas: a crença de que o bebê é amado e você não é uma distorção de desqualificação do próprio valor, potencializada pelos hormônios e pela exaustão. Sentir que a sua vida vai acabar não significa que isso seja verdade, mas sim o reflexo do medo de perder o pouco controle que te restava. O que você acha de tentarmos listar hoje apenas uma pequena coisa que seja só sua, para separar a sua identidade da maternidade?
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trata a ansiedade social reestruturando crenças de inadequação e usando a exposição gradual para provar que o medo de julgamento não é real. A sertralina reduz o alerta físico, mas não ensina habilidades sociais nem desfaz os três anos de evitação escolar. O isolamento prolongado reforça a fobia, fazendo o cérebro ver o contato social como uma ameaça constante. Por isso, a terapia exige enfrentar esses medos passo a passo, começando por interações mínimas e toleráveis em vez de esperar a ansiedade sumir.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o objetivo central da TCC é fazer com que o paciente se torne o seu próprio terapeuta. O psicólogo atua como um guia temporário, ensinando ferramentas práticas para identificar, questionar e reestruturar crenças disfuncionais de forma autônoma. Através de questionamento socrático e registros de pensamentos, você aprende a reconhecer os padrões que mantêm seu sofrimento e a testar a validade dessas crenças na prática. Com o tempo, essa habilidade de autoinvestigação se internaliza, permitindo que você desafie pensamentos automáticos e crenças profundas sozinho sempre que eles surgirem.
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Perguntas frequentes
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Qual é o melhor tratamento para dermatite na região do períneo.
A dermatite na região do períneo pode ter diferentes causas, como irritação…