Perguntas do paciente (46)

  • Durante o meu Dia a Dia eu fico trabalhando e imaginando coisas.. na minha cabeça tipo vivendo uma v

    Durante o meu Dia a Dia eu fico trabalhando e imaginando coisas.. na minha cabeça tipo vivendo uma vida diferente.. é tipo (exemplo) estou empilhando produtos é vendo o que estou imaginando com os olhos! Mais como eu continuo fazendo o trabalho sem errar.. sendo que naquele momento eu não estou praticamente no mesmo lugar..estou sonhando? E quando percebo já terminei o que tinha que fazer.. é quero continuar fantasiando.. uso esse método pra não enjoar da rotina tá certo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    O que tu estás descrevendo é muito mais comum do que parece — e tem nome: devaneio ou, em termos mais técnicos, devaneio diurno. É quando a mente cria cenários, histórias ou imagens paralelas à realidade, mesmo enquanto seguimos fazendo tarefas do dia a dia.

    Isso não é, por si só, um problema. Pelo contrário: pode ser um recurso psíquico para lidar com a monotonia, com o tédio da rotina, com a sobrecarga emocional ou até com necessidades não atendidas (como desejo por novidade, reconhecimento, liberdade ou descanso). Fantasiar é uma forma de aliviar a rigidez do cotidiano — desde que não te afaste do que é importante viver de verdade.

    Agora, alguns pontos que podem merecer atenção:

    Quando tu sentes que preferes ficar no mundo imaginário do que viver o real, e isso começa a te afastar de vínculos, projetos ou sentimentos.

    Quando a fantasia vira uma forma de fugir de algo que está te machucando, sem elaborar.

    Quando te sentes culpada, perdida ou confusa por viver nesse modo de “metade aqui, metade lá”.

    Penso que o teu jeito de imaginar pode estar cumprindo uma função psíquica muito válida: proteger, sustentar, atravessar a rotina. O ponto central não é se “tá certo ou errado”, e sim se está te ajudando a viver melhor — ou te afastando de ti mesma.

    Se tu quiseres, a psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem esse movimento, o que ele revela sobre as tuas necessidades e como transformar isso em algo ainda mais potente (sem precisar abandonar a fantasia, mas integrando com tua realidade emocional).

    Se fizer sentido pra ti, posso seguir essa conversa por aqui. Estou contigo.


  • Olá, ultimamente quando vou a um lugar, ex o supermercado... e tem muita gente, não me sinto bem, me

    Olá, ultimamente quando vou a um lugar, ex o supermercado... e tem muita gente, não me sinto bem, me sinto perdida e quando tem barulho (principalmente da moça falando ao microfone) tenho vontade de colocar a mão no ouvido e abaixar .... meus olhos ardem, sinto muito cansaço e quando alguém fala, não consigo focar no que a pessoa fala ... viajo total, me.sinto incapaz de entender ou aprender (obs: estou concluindo um curso de física, não sei se foi isso que me deixou assim)... o que poderia ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! O que tu descreveste mostra sinais importantes de sobrecarga sensorial e mental. Estar em ambientes com muito estímulo (como barulho, vozes, luzes, movimento) pode ser extremamente desconfortável para algumas pessoas — gerando cansaço, confusão, dificuldade de concentração e até sensação de “desligamento” do ambiente.

    Esses sintomas podem estar relacionados a estresse crônico, exaustão cognitiva, ansiedade intensa ou até a um funcionamento neurossensorial mais sensível — como ocorre em alguns perfis neurodivergentes, por exemplo. O fato de tu estares em um curso exigente como Física também pode contribuir para esse esgotamento.

    Penso que mais importante do que tentar encontrar um nome agora é escutar o que teu corpo está dizendo: há um limite sendo ultrapassado. Buscar acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender o que está por trás dessa reação, reorganizar tuas demandas internas e externas e construir formas mais saudáveis de lidar com esses ambientes.

    Fico à disposição caso queiras conversar sobre esse processo de escuta e cuidado. Teu relato merece ser levado a sério.


  • Olá! Eu tenho uma amiga que há algum tempo atrás a mente dela começou a criar situações/mentiras coi

    Olá! Eu tenho uma amiga que há algum tempo atrás a mente dela começou a criar situações/mentiras coisas que ela nunca fez como se fossem fatos e ela acaba ficando desesperada porque não sabe se é verdade ou mentira,o que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! O que tu descreveste é algo que merece atenção e cuidado. Quando uma pessoa começa a confundir pensamentos ou imagens mentais com fatos reais, ou sente dificuldade em distinguir o que realmente viveu do que apenas imaginou, é sinal de que o funcionamento psíquico dela está em sofrimento.

    Isso pode acontecer por vários motivos — desde estados de ansiedade intensa, episódios dissociativos, até quadros mais complexos relacionados à percepção da realidade. Não é possível afirmar o que está acontecendo apenas com base nesse relato, mas é um sinal de que ela precisa de escuta profissional o quanto antes.

    Penso que o mais importante agora não é tentar definir se é “verdade ou mentira”, mas oferecer apoio para que ela possa buscar ajuda especializada, sem julgamento. Um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender o que está sentindo e a se reorganizar emocionalmente.

    Se quiseres conversar sobre como funciona esse processo ou como orientá-la a procurar ajuda, fico à disposição.


  • Tenho uma filha de 9 anos,tem mto problema de aprendizagem,esquece mto das coisas,as vezes da risos

    Tenho uma filha de 9 anos,tem mto problema de aprendizagem,esquece mto das coisas,as vezes da risos sozinha,estou mto preocupada com ela pois já está na 4 serie,ela lê mas n entende o q leu,tbm tem problemas na fala,queria saber quais profissionais de medicos procurar ....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Entendo tua preocupação — e é muito importante que tu estejas buscando ajuda. Quando uma criança apresenta dificuldades persistentes de aprendizagem, como esquecer o que acabou de aprender, ler sem compreender, problemas na fala e comportamentos diferentes (como risos fora de contexto), é fundamental investigar com uma escuta ampla e cuidadosa.

    O ideal é iniciar com uma avaliação psicológica, que pode ajudar a compreender o perfil cognitivo, emocional e comportamental da tua filha — e indicar o tipo de apoio mais adequado. Em muitos casos, é necessário o trabalho conjunto com outros profissionais, como fonoaudióloga (para dificuldades de fala e linguagem) e terapeuta ocupacional (quando há questões sensoriais ou de atenção).

    Dependendo dos resultados, também pode ser indicado encaminhamento para um neuropediatra, que é o médico especialista em desenvolvimento neurológico infantil.

    Penso que o mais importante agora é olhar para essas dificuldades com acolhimento, e não com rótulos — quanto mais cedo ela for compreendida, maiores são as chances de construir caminhos de aprendizagem e bem-estar.

    Se quiseres conversar sobre como funciona esse processo de avaliação e encaminhamentos, fico à disposição.


  • Quais são os tipos de tratamento pra quem sofre com crises de ansiedade?

    Quais são os tipos de tratamento pra quem sofre com crises de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Existem diferentes formas de tratamento para quem sofre com crises de ansiedade — e o mais importante é que esse cuidado seja individualizado, levando em conta a intensidade dos sintomas, a história da pessoa e o impacto que isso tem na vida cotidiana.

    Os principais caminhos de tratamento incluem:

    – Psicoterapia, que é o primeiro passo recomendado. Existem diferentes abordagens (como TCC, psicanálise ou terapia integrativa), todas com potencial para ajudar a entender as causas da ansiedade, identificar gatilhos e desenvolver estratégias de enfrentamento.
    – Acompanhamento psiquiátrico, em casos mais intensos ou quando os sintomas estão muito incapacitantes, o uso de medicação pode ser necessário por um período.
    – Práticas complementares, como meditação, respiração consciente, atividade física e ajustes na rotina, também podem contribuir para a regulação emocional, sempre como parte de um cuidado mais amplo.

    Penso que o mais importante não é escolher um único tipo de tratamento, mas encontrar um caminho que faça sentido para ti — com escuta, orientação profissional e sem julgamento.

    Se quiseres conversar sobre como esse processo pode começar, fico à disposição para te orientar. A ansiedade tem tratamento — e tu não precisas passar por isso sozinha.


  • então, eu tenho um problema constrangedor que procuro esconder das pessoas a todo custo e é bem comp

    então, eu tenho um problema constrangedor que procuro esconder das pessoas a todo custo e é bem complicado para mim falar disso.
    Contextualizando, vocês já assistindo um filme/série ou então leram um livro em que teve uma cena em que você ficou eufórico? então isso acontece comigo, mas eu sinto como meu corpo se enchesse de energia e adrenalina e se eu não consigo ficar parada, eu pulo ( eu literalmente dou pulos). Tudo estaria bem se fosse somente isso, mas foi apenas como começou anos atrás de uma forma bem espontânea, eu estava assistindo algo deitada e do nada me pegava em pé pulando.
    Eu sempre fui uma menina de imaginação fértil, sabe? gosto muito de imaginar cenários diferentes, mas com o tempo eu acabei sentido essa mesma euforia também e mais uma vez eu pulava, só que enquanto eu pulava e eu imaginava esses cenários eles ficavam cada vez mais vividos, era como se tudo passasse pelos meus olhos por alguns segundos, como se eu estivesse lá. Então acabei ficando obcecada, crio realidades diversas em minha cabeça enquanto escuto músicas e dou pulos, chego a pular por minutos. Eu tenho muitas dores nas articulações dos meus pés e bastante calos, coloquei um tapete no meu quarto para não machucá-los demais e não fazer barulho. Essas fantasias que eu criei, sei lá, sou muito apegada, as vezes quero ficar só nelas e nunca mais voltar, sei que não deveria ser assim.
    Relendo esse texto, fico em dúvida se eu realmente devo mandar, tenho vergonha até mesmo da palavra “pular” e já chorei pq sei que até vocês vão achar que sou louca, desequilibrada ou sei lá.
    acabou ficando muito grande, era pra ser uma dúvida, acabou como desabafo, terei sorte se uma pessoa ao menos ler tudo.
    (perdoem meus erros gramaticais)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Obrigada por dividir algo tão íntimo. Eu li tudo com atenção — e o que mais me tocou foi perceber o quanto tu estás tentando entender algo que, aos poucos, foi ganhando espaço demais na tua vida...

    Pular, imaginar, criar mundos internos… pode parecer estranho pra quem não vive isso. Mas não é loucura. É o teu jeito de dar conta de algo que talvez nem tu consigas nomear por completo ainda.

    Mais do que explicar, penso que o mais importante agora seria ter um espaço seguro pra falar disso sem vergonha. Sem medo de julgamento. Só com escuta.

    Se tu sentes que isso está te afastando da tua vida real ou causando sofrimento, buscar apoio psicológico pode ser um cuidado importante — no teu tempo, do teu jeito.


  • Eu estou tentando não gostar de mulheres pq tive uma decepção amorosa, acho que talvez eu nem mesmo

    Eu estou tentando não gostar de mulheres pq tive uma decepção amorosa, acho que talvez eu nem mesmo seja lésbica e isso só me serviu pra abrir os olhos, não estou conseguindo pensar, queria saber o que fazer pra mudar o sentimento de angústia? Sinto que não sou mais eu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Teu texto carrega mais do que uma dúvida. Carrega dor, confusão, e talvez até um luto por algo que tu não conseguiu nomear completamente ainda. E tudo isso merece espaço.

    Quando a gente se machuca numa relação, é comum tentar se proteger afastando tudo que se pareça com aquela experiência. Mas isso não significa que tu precisa apagar partes tuas ou decidir agora o que é ou não é tua verdade.

    Penso que talvez o mais urgente agora não seja mudar o que tu sentes — e sim cuidar da angústia de te sentir desconectada de ti mesma. Isso, sim, pode ser aliviado. E procurar um espaço terapêutico pode te ajudar a reorganizar tudo isso com mais gentileza e clareza, no teu tempo.

    Teu sentimento é válido. E ele não define quem tu é — só mostra que algo em ti está pedindo escuta.


  • Eu sinto na pele o que as pessoas passaram. Por exemplo, se uma amiga disse que sofreu tal abuso, eu

    Eu sinto na pele o que as pessoas passaram. Por exemplo, se uma amiga disse que sofreu tal abuso, eu começo a imaginar como se eu tivesse ali vendo tudo e começo a chorar ou pensar nisso o dia inteiro, fazendo sons do nada e me debater. Também acontece com pessoas que não conheço, começo a imaginar como fosse eu no lugar dela e começo a chorar e ter falta de ar, o que pode ser? Obs.: Tenho isso há dois anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! O que tu descreveste não é exagero nem “drama” — é um sofrimento psíquico que merece ser escutado com cuidado.

    Sentir empatia é algo natural, mas quando isso se transforma em um impacto tão intenso, a ponto de provocar choro, falta de ar, pensamentos repetitivos e reações físicas como se fosse contigo, pode ser um sinal de que algo emocional está sobrecarregado ou sem espaço para elaboração.

    Penso que o mais importante agora não é descobrir um nome para isso de imediato, e sim entender o que está por trás dessas reações e por que elas se intensificaram nos últimos dois anos. A psicoterapia pode te ajudar a compreender melhor esse processo, resgatar teu eixo emocional e encontrar formas mais saudáveis de lidar com o que te afeta.

    Não estás sozinha, e teu sofrimento é legítimo. Fico à disposição caso queiras conversar sobre formas de cuidado.


  • Chorar por coisas inventadas na minha cabeça é sinal de algum problema?

    Chorar por coisas inventadas na minha cabeça é sinal de algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Essa é uma pergunta delicada e muito importante — porque por trás dela existe dor, confusão e talvez até vergonha de sentir algo que parece “sem sentido”.

    Imaginar cenas tristes, criar histórias na cabeça e acabar chorando por elas não significa, por si só, que há um problema. Muitas pessoas com imaginação intensa e sensibilidade emocional vivem isso em algum grau. A mente cria, e o corpo sente — mesmo que a situação não tenha acontecido de verdade.

    Mas quando isso começa a acontecer com frequência, a tomar tempo demais ou causar sofrimento real, vale olhar com mais cuidado. Às vezes, essas histórias imaginadas carregam algo simbólico: um medo, uma perda não elaborada, um desejo de expressar emoções que não encontraram espaço na vida real.

    Penso que a pergunta mais importante não é “isso é um problema?”, mas “o que será que essa fantasia está tentando me mostrar?”. A psicoterapia pode ser um caminho pra entender melhor o que tu estás sentindo — e por quê.

    Se quiseres conversar sobre isso, fico à disposição. Teu sentimento merece ser levado a sério.


  • Passo o dia inteiro imaginado, geralmente que estou" contracenando" com personagens de filmes e séri

    Passo o dia inteiro imaginado, geralmente que estou" contracenando" com personagens de filmes e séries que eu gosto, ou até mesmo com pessoas que eu conheço na vida real. Já fui médica de grey's Anatomy, aluna de Hogwarts, entre várias outras, o problema é que eu passo o DIA INTEIRO imaginando, quando eu tento não pensar e viver a realidade totalmente na minha cabeça, me pego imaginando. Posso ter algum transtorno ou isso é só coisa de uma menina criativa e com uma imaginação fértil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    O que tu descreveste pode até parecer “só imaginação”, mas quando toma o dia inteiro e começa a te afastar da tua própria vida real, vale prestar atenção com carinho.

    Criar histórias na cabeça, viver cenas com personagens e imaginar diferentes versões de si mesma é algo que muitas pessoas fazem — especialmente quem tem uma sensibilidade mais aguçada. Isso, por si só, não é sinal de transtorno.

    Mas penso que a pergunta mais importante talvez não seja “tenho algo?”, e sim: por que minha mente precisa tanto escapar? O que essas fantasias estão tentando compensar, proteger ou sustentar?

    Quando a gente passa mais tempo no mundo imaginário do que no real, pode ser que algo no presente esteja difícil demais de encarar — ou simplesmente não esteja oferecendo o suficiente pra gente se sentir viva de verdade.

    Se tu estás sentindo que isso está te fazendo mal ou te deixando distante de ti mesma, procurar apoio psicológico pode ser um cuidado. Não pra tirar tua criatividade, mas pra entender o que ela está tentando te contar.


  • Gostaria de saber se a avaliação HTP é exclusiva da psicanalise?

    Gostaria de saber se a avaliação HTP é exclusiva da psicanalise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Não. O HTP (House-Tree-Person) não é exclusivo da Psicanálise, embora seja mais frequentemente utilizado por profissionais que se baseiam nessa abordagem.

    Trata-se de um teste projetivo gráfico que permite acessar conteúdos simbólicos e emocionais de quem está sendo avaliado. A análise dos desenhos envolve aspectos formais, espaciais e expressivos — e pode ser integrada a outras fontes de informação numa avaliação psicológica.

    Penso que o mais importante não é a abordagem teórica isolada, e sim a forma como o profissional articula os dados do HTP com o contexto, a escuta clínica e os demais instrumentos aplicados. Na prática, o teste pode ser utilizado por psicólogas com diferentes referenciais, desde que com responsabilidade técnica, compreensão do método e finalidade clara dentro da avaliação.

    Se tu estás em processo de formação ou atuando com avaliação e queres entender melhor como usar o HTP de forma ética e fundamentada, vale buscar supervisão ou formação específica nesse instrumento.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Que bom que estás buscando entender o que estás sentindo — isso já é um passo importante. Ter dificuldade para falar com mulheres não está necessariamente ligado à orientação sexual, e sim pode estar relacionado a questões de autoestima, insegurança, experiências anteriores ou até modelos de vínculo que se construíram ao longo da vida.

    O mais indicado é procurar um(a) psicólogo(a) clínico(a), que possa te ajudar a compreender o que está por trás dessa dificuldade e como ela se manifesta nas tuas relações. Penso que mais importante do que “encaixar” isso em um rótulo, é oferecer escuta para o que te trava, para o que gera ansiedade ou desconforto.

    A psicoterapia pode ser um espaço para elaborar essas vivências e construir, com o tempo, formas mais leves e autênticas de se relacionar com os outros — sem pressão, e no teu ritmo.

    Se quiseres conversar mais sobre isso, fico à disposição. Teus sentimentos merecem ser acolhidos com seriedade e respeito.


  • Meu filho não consegue aprender na escola.diz q não consegue entender.oque ele tem?

    Meu filho não consegue aprender na escola.diz q não consegue entender.oque ele tem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Quando uma criança diz com frequência que “não consegue entender” o que é ensinado na escola, isso é um sinal importante e merece escuta com atenção e cuidado — não deve ser tratado como preguiça ou desinteresse.

    Existem muitas possíveis causas para essa dificuldade: pode ser um transtorno de aprendizagem (como dislexia ou discalculia), um transtorno de atenção, dificuldades emocionais, ou mesmo a forma como o conteúdo está sendo apresentado para ele. Cada criança tem um jeito próprio de aprender — e algumas precisam de estratégias diferentes ou de mais apoio para se desenvolverem.

    Penso que o mais importante agora não é tentar adivinhar “o que ele tem”, mas entender o que está por trás dessa dificuldade. Uma avaliação psicológica pode ajudar a mapear as habilidades cognitivas, emocionais e atencionais dele, e oferecer orientações concretas para a família e para a escola.

    Se quiseres saber como funciona esse processo, fico à disposição para conversar. Quanto mais cedo ele for compreendido, maiores as chances de ajudá-lo a se sentir capaz de aprender.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Sim, pode ser muito proveitoso iniciar psicoterapia aos 75 anos — ou em qualquer fase da vida.

    O envelhecimento traz muitas mudanças: perdas, adaptações, ressignificações e, muitas vezes, sentimentos que não foram elaborados ao longo da vida. A psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento, fortalecimento da autoestima, reorganização da história pessoal e construção de novos sentidos — mesmo quando já se viveu muita coisa.

    Penso que nunca é tarde para se escutar com mais cuidado. O sofrimento emocional não tem idade, e o desejo de compreender a si mesmo também não. O processo terapêutico pode ajudar a pessoa idosa a lidar com questões familiares, solidão, luto, medos ou até com o próprio tempo.

    Se quiseres conversar sobre como esse processo funciona na prática, fico à disposição para te orientar. A escuta sempre tem valor — em qualquer etapa da vida.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Quando a ansiedade começa a interferir no dia a dia e você já não sabe mais se é só estresse ou algo mais intenso, o ideal é buscar uma avaliação psicológica clínica.

    Esse processo envolve escuta qualificada, compreensão do teu histórico emocional e, quando necessário, o uso de instrumentos que ajudam a entender o que está por trás dos sintomas. A partir dessa escuta, é possível diferenciar se o que estás vivendo é um quadro de ansiedade, estresse crônico, ou outro tipo de sofrimento psíquico — e indicar o melhor caminho de cuidado.

    Penso que o mais importante agora é não tentar enfrentar tudo sozinha. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade contigo mesma.

    Se quiseres conversar sobre como funciona essa avaliação ou agendar um primeiro encontro, fico à disposição. Teu sofrimento merece ser levado a sério.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Que bom que estás buscando esse cuidado — dar o primeiro passo nem sempre é fácil. E entendo tua dúvida: com tantas abordagens dentro da Psicologia, pode parecer confuso saber por onde começar.

    De forma geral, todas as abordagens buscam acolher o sofrimento e ajudar na compreensão de sintomas como ansiedade, tristeza persistente ou desânimo. O que muda é a forma como cada uma compreende a mente, a história de vida e os caminhos para o cuidado.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, costuma ser mais estruturada e voltada para organização do pensamento e comportamento no presente. A Psicanálise busca compreender os sentidos mais profundos daquilo que se repete na vida emocional. A abordagem Humanista foca no autoconhecimento, valorizando tua vivência subjetiva. E há ainda linhas integrativas, que articulam diferentes formas de escuta.

    Penso que o mais importante agora não é escolher a abordagem "certa", mas encontrar uma pessoa com quem tu te sintas segura para começar a falar sobre o que estás vivendo. A relação terapêutica é o que sustenta o processo — e ela se constrói com tempo, escuta e cuidado.

    Se quiseres conversar sobre como funciona esse processo, fico à disposição para te orientar. Teu sofrimento merece ser levado a sério, independentemente da linha teórica.


  • A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! A timidez e a ansiedade social podem até se parecer, mas não são a mesma coisa — e uma não causa necessariamente a outra.

    A timidez é uma característica de personalidade, geralmente ligada à forma como a pessoa se sente em situações novas ou com desconhecidos. Ela pode envolver insegurança, introspecção e necessidade de tempo para se adaptar a novos ambientes. Por si só, não é um problema.

    Já a ansiedade social é um quadro clínico que envolve medo intenso de julgamento, preocupação excessiva com a opinião dos outros, e, muitas vezes, sintomas físicos (como tremores, suor, taquicardia) diante de situações sociais simples, como falar em público ou conhecer alguém.

    Penso que o mais importante é entender como isso te afeta na prática. Se a timidez ou a ansiedade estão limitando tua vida, relações ou oportunidades, vale muito buscar acompanhamento psicológico para investigar com mais profundidade e encontrar estratégias de cuidado.

    Fico à disposição se quiseres conversar sobre esse processo. Teus sentimentos merecem escuta — sem pressa e sem julgamento.


  • As vezes eu imagino o acontecimento. Como por exemplo : alguma garota que gostaria de conhecer, ai c

    As vezes eu imagino o acontecimento. Como por exemplo : alguma garota que gostaria de conhecer, ai crio uma história na cabeça como se gente estivesse conversando. Eu imaginando que eu falaria tal coisa e ela responderia tal coisa. Isso estaria enquadrado em qual sintoma ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Imaginar conversas, criar cenas mentais ou pensar em como seria uma situação desejada — como conhecer alguém e conversar — não é necessariamente um sintoma, mas sim algo que muitas pessoas fazem, especialmente quando estão em momentos de desejo, curiosidade ou até insegurança social.

    Esse tipo de fantasia pode funcionar como uma forma de antecipar possibilidades, se preparar emocionalmente ou até preencher um vazio afetivo momentâneo. Penso que o mais importante é observar se essas imaginações estão te ajudando ou se estão te afastando da vida real.

    Se isso acontece com frequência e começa a ocupar tempo demais ou dificultar tua relação com o que é concreto, pode ser um sinal de que algo emocional está pedindo espaço — e aí vale conversar com um profissional para entender o que está por trás desse movimento interno.

    Fico à disposição se quiseres conversar sobre isso com mais profundidade. Tua dúvida é legítima e merece escuta, não julgamento.


  • Tenho um filho de 13 anos esta no sexto ano,mais tem muita difuldade de aprendizado e por isso esta desistindo

    Tenho um filho de 13 anos esta no sexto ano,mais tem muita difuldade de aprendizado e por isso esta desistindo de estudar,qual o profissinal indicado para esse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Quando um adolescente começa a apresentar dificuldades de aprendizagem e desânimo com os estudos, é muito importante buscar ajuda o quanto antes — não só para apoiar no conteúdo escolar, mas principalmente para entender o que está por trás dessas dificuldades.

    O profissional mais indicado para iniciar essa escuta é o psicólogo, que pode realizar uma avaliação psicológica para investigar possíveis causas (emocionais, cognitivas, atencionais, ou até questões como TDAH ou dificuldades específicas de aprendizagem, como dislexia ou discalculia).

    Penso que antes de pensar em “força de vontade”, é preciso entender se há sofrimento, bloqueios ou obstáculos reais que precisam de apoio especializado. Com esse cuidado, teu filho pode ser compreendido com mais profundidade e receber orientações mais ajustadas — inclusive para a escola.

    Se quiseres conversar sobre como funciona esse processo, fico à disposição!


  • Tenho uma filha ja com 11anos de idade ,e ela não consegui ler nem soletra sem que eu a ajude e le

    Tenho uma filha ja com 11anos de idade ,e ela não consegui ler nem soletra sem que eu a ajude e le diga as letras e as sílabas ainda assim ela não consegui assimilar a palavra .
    Será que ela tem dislexia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Entendo tua preocupação — e ela é totalmente legítima. Aos 11 anos, já é esperado que a criança consiga ler palavras com autonomia e compreender o que lê. Quando isso ainda não acontece, é importante investigar com cuidado e sem pressa de rotular.

    A dislexia pode ser uma hipótese, sim, especialmente quando há dificuldade persistente para reconhecer letras, formar sílabas e associar sons às palavras. Mas também é essencial considerar outros fatores, como atenção, memória, percurso escolar, aspectos emocionais ou mesmo a forma como ela foi alfabetizada.

    Penso que mais importante do que dar um nome agora, é oferecer uma escuta técnica e cuidadosa para entender o que está por trás dessas dificuldades. Uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor esse processo e indicar os apoios mais adequados — seja com fonoaudióloga, psicopedagoga ou com orientações para a escola.

    Se quiseres conversar sobre como funciona essa investigação, fico à disposição para te orientar.


Perguntas frequentes

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