Perguntas do paciente (46)

  • Qual a idade minima para que se aplique o HTP?

    Qual a idade minima para que se aplique o HTP?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    O HTP (House-Tree-Person), originalmente desenvolvido por John Buck, foi pensado para aplicação em crianças a partir dos 8 anos, faixa etária em que se considera que já há maturidade gráfica, cognitiva e simbólica suficientes para sustentar a tarefa e permitir uma interpretação mais consistente.

    Apesar disso, é comum encontrar relatos de aplicação do HTP em crianças mais novas, a partir dos 5 ou 6 anos — o que requer cautela técnica e justificativa clara. Nessa idade, o desenho ainda está fortemente ligado ao estágio do desenvolvimento motor e visual, o que pode limitar a análise simbólica e aumentar o risco de interpretações equivocadas.

    Penso que, mais do que seguir uma idade mínima isoladamente, o foco ético deve estar em avaliar se a criança compreende a tarefa, consegue sustentar a proposta e se o uso do instrumento está adequado aos objetivos da avaliação.

    Na dúvida, é sempre preferível escolher instrumentos validados para a faixa etária e recorrer ao HTP de forma complementar, descritiva e contextualizada — nunca como base única para conclusões diagnósticas.


  • Meu filho tem 2 anos e 8 meses e ainda não fala. Já está na escola, e a coordenação me pediu que

    Meu filho tem 2 anos e 8 meses e ainda não fala. Já está na escola, e a coordenação me pediu que procurasse um especialista para uma avaliação clínica. Quem devo procurar? Psiquiatra, Neurologista, Psicólogo...?? Gostaria de uma avaliação em relação ao autismo..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Entendo tua preocupação — e que bom que estás buscando ajuda logo. Aos 2 anos e 8 meses, é esperado que a criança já esteja falando algumas palavrinhas com intenção comunicativa. Quando isso ainda não acontece, é muito importante investigar com cuidado, sem pressa de concluir diagnósticos, mas sem adiar o apoio.

    Para uma avaliação inicial em relação ao desenvolvimento e à hipótese de autismo, o mais indicado é procurar uma equipe multidisciplinar. Os profissionais que podem te ajudar nesse processo são:

    – Psicólogo ou neuropsicólogo infantil, que pode avaliar aspectos do comportamento, comunicação, socialização e sugerir encaminhamentos;
    – Fonoaudióloga, para investigar o desenvolvimento da linguagem e da comunicação;
    – Terapeuta ocupacional, se houver sinais de seletividade sensorial, dificuldades motoras ou comportamentos repetitivos;
    – Neuropediatra, caso haja necessidade de fechar diagnóstico médico, acompanhar marcos do neurodesenvolvimento ou investigar outras condições associadas.

    Penso que o mais importante agora é iniciar a escuta clínica, para compreender o que está por trás desse atraso na fala e como apoiar o desenvolvimento do teu filho com respeito ao seu tempo e às suas necessidades. Quanto mais cedo esse cuidado começa, maiores são as chances de avanços reais.

    Se quiseres conversar sobre como funciona esse processo, fico à disposição para te orientar.


  • É normal uma criança de dois anos, que não tem problemas de audição, não falar palavras ainda?

    É normal uma criança de dois anos, que não tem problemas de audição, não falar palavras ainda? Ou seja, conversa, mas ninguém entende.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Nessa idade, é esperado que a criança já esteja falando algumas palavrinhas com intenção comunicativa — ainda que a pronúncia não seja totalmente clara. Se ela conversa no próprio “idioma”, mas ainda não fala palavras compreensíveis (como “mamãe”, “água”, “dá”), mesmo sem alterações auditivas, é importante observar com mais atenção.

    Penso que mais importante do que se apegar a marcos rígidos é escutar o que esse ritmo de desenvolvimento está mostrando. Às vezes, pode ser apenas uma variação individual. Mas também pode ser um sinal de atraso na linguagem que merece intervenção precoce.

    Nesses casos, uma avaliação com fonoaudióloga e psicóloga pode ajudar a compreender melhor o desenvolvimento da comunicação — e orientar a família de forma cuidadosa e sem alarmismo.

    Se quiseres conversar sobre esse processo, fico à disposição!


  • Me mostro uma pessoas de várias personalidade tendo alterações de horas e minutos momentos de uma

    Me mostro uma pessoas de várias personalidade tendo alterações de horas e minutos momentos de uma raiva sem tamanho de uma irritabilidade sem motivo e uma euforia espontânea? O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! O que tu descreveste — mudanças bruscas de humor, irritabilidade intensa sem motivo claro, euforia espontânea e sensação de “ser várias versões de si mesma” em pouco tempo — é um sinal de que algo emocional está em desequilíbrio e merece atenção clínica.

    Esses episódios podem estar relacionados a diversos fatores: desde sobrecarregamento emocional, traumas não elaborados, transtornos de humor ou dificuldades na regulação emocional. Mas é importante dizer que não é possível afirmar um diagnóstico apenas com base nesses relatos.

    Penso que o mais importante agora é entender o que está por trás dessas mudanças — e não apenas tentar controlá-las. A psicoterapia pode te ajudar a organizar essas vivências, reconhecer padrões emocionais e encontrar formas mais cuidadosas de lidar com o que estás sentindo.

    Teu relato mostra que algo está pedindo escuta. Fico à disposição se quiseres conversar sobre esse processo.


  • Estou tendo dificuldade para aprender, memorizar e estou com muito cansaço mental e tenho sentido uma

    Estou tendo dificuldade para aprender, memorizar e estou com muito cansaço mental e tenho sentido uma tensão (uma espécie de pressão) na parte superior direita da testa e não tinha isso antes, o que poderia ser ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! O que tu estás sentindo merece atenção — porque memória fraca, dificuldade de concentração, cansaço mental e sensação física de tensão na testa não costumam aparecer do nada.

    Esses sinais podem estar ligados a sobrecarga emocional, estresse crônico, ansiedade, alterações no sono ou até mesmo fatores neurológicos. Também é possível que teu corpo esteja tentando te mostrar que algo não está sendo elaborado ou sustentado com clareza na tua rotina ou na tua saúde mental.

    Penso que o mais importante agora não é tentar descobrir uma causa isolada, mas escutar o conjunto do que estás sentindo. A avaliação psicológica pode ser um caminho para investigar essas queixas com cuidado, identificar o que está por trás dessa exaustão e te orientar para um cuidado mais direcionado.

    Se quiseres conversar sobre isso, fico à disposição. Teu corpo e tua mente estão pedindo pausa — e isso merece escuta.


  • Sou professora de alfabetização. Uma aluna terminou ano escolar/2013 lendo e escrevendo palavras simples,

    Sou professora de alfabetização. Uma aluna terminou ano escolar/2013 lendo e escrevendo palavras simples, frases curtas. Esse ano, em abril, começou a apresentar queda na leitura e escrita. Agora, em agosto, não consegue mais ler ou escrever palavras simples. O que pode estar acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daiane Silva de Souza

    Olá! Quando uma criança que já havia desenvolvido habilidades básicas de leitura e escrita começa a apresentar regressão significativa, como deixar de reconhecer palavras simples ou esquecer o que antes fazia com autonomia, é essencial investigar com cuidado.

    Essa perda pode ter diversas causas: questões emocionais intensas, traumas, mudanças no ambiente familiar ou escolar, dificuldades cognitivas que estavam compensadas e agora se evidenciam, ou até condições neurológicas específicas. Também pode haver fatores relacionados à atenção, memória ou saúde mental.

    Penso que o mais importante agora não é buscar uma explicação rápida, mas compreender o contexto dessa aluna e escutá-la com atenção clínica. A avaliação psicológica pode ajudar a identificar o que está por trás dessa mudança — e oferecer caminhos concretos de apoio para que ela volte a se sentir segura para aprender.

    Fico à disposição se quiseres conversar sobre como funciona esse processo. A tua atenção como professora já é um passo muito importante no cuidado com essa criança.


Perguntas frequentes

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