Perguntas do paciente (236)

  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Acredito que pode ser importante tentar entender as possíveis causas de sua queixa. Uma avaliação Neuropsicológica pode ajudar neste caso. Porém, seria importante também buscar um médico para verificar se está tudo bem.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Oriento buscar um um psicólogo especialista em terapia cognitivo comportamental para trabalhar estas questões. Você não é defeituosa e sim está passando por um sofrimento, e este sofrimento pode ser trabalho em terapia.


  • Como a neuropsicologia avalia o hiperfoco? .

    Como a neuropsicologia avalia o hiperfoco? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    A neuropsicologia avalia o hiperfoco por meio de:
    Entrevista clínica – investiga intensidade, duração, prejuízos e contexto do foco excessivo.
    Testes de atenção e funções executivas – como tarefas de atenção sustentada, seletiva e flexibilidade cognitiva.
    Escalas comportamentais – aplicadas ao paciente e familiares.
    Análise funcional – verifica se o hiperfoco causa prejuízo (ex.: dificuldade de alternar tarefas), comum em quadros como TDAH ou TEA.
    O objetivo é entender se o hiperfoco é uma habilidade adaptativa ou um sinal de dificuldade na regulação da atenção.


  • O medo de abandono do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está relacionado à autoimagem ins

    O medo de abandono do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está relacionado à autoimagem instável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o medo intenso de abandono está frequentemente ligado à autoimagem instável. A pessoa pode depender muito da validação externa para se sentir segura; quando percebe risco de rejeição, sua identidade e autoestima ficam ainda mais fragilizadas, intensificando o medo e as reações emocionais.


  • Os sintomas depressivos comumente ocorrem concomitantemente com o Transtorno de Personalidade Border

    Os sintomas depressivos comumente ocorrem concomitantemente com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Os sintomas depressivos são muito comuns no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Muitas pessoas com TPB apresentam episódios de depressão, sentimentos crônicos de vazio, desesperança e humor instável, podendo haver comorbidade com transtorno depressivo maior.


  • A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é o tratamento principal para o Transtorno Obse

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é o tratamento principal para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é o tratamento principal para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) porque atua diretamente no ciclo obsessão–compulsão: a pessoa é exposta ao estímulo que gera ansiedade e aprende a não realizar a compulsão, reduzindo gradualmente o medo e a necessidade do ritual.


  • Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é estruturada?

    Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é estruturada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é estruturada em etapas:
    Psicoeducação – explica o ciclo obsessão–compulsão.
    Hierarquia de medos – lista situações que geram ansiedade, do menor ao maior grau.
    Exposição gradual – contato planejado com os estímulos temidos.
    Prevenção de resposta – impedir a realização da compulsão.
    Repetição e monitoramento – prática contínua até redução significativa da ansiedade.


  • A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode ser combinada com outras terapias?

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode ser combinada com outras terapias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode ser combinada com outras abordagens, como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), terapia medicamentosa (ex.: ISRS) e técnicas de regulação emocional. A combinação é comum quando há comorbidades (ansiedade, depressão, TDAH) ou quando é preciso trabalhar crenças disfuncionais além das compulsões.


  • Quais são as doenças mentais tratadas com Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?

    Quais são as doenças mentais tratadas com Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é indicada principalmente para transtornos relacionados à ansiedade e evitação, como:
    Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) – principal indicação
    Transtorno de Ansiedade Social
    Transtorno do Pânico
    Fobias Específicas
    Transtorno de Estresse Pós-Traumático (com adaptações)
    Ela é eficaz especialmente quando há medo intenso e comportamentos de evitação ou rituais compulsivos.


  • Quais são os tipos de terapia utilizados no tratamento do transtorno de personalidade borderline (TP

    Quais são os tipos de terapia utilizados no tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Os principais tipos de terapia usados no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são:
    Terapia Comportamental Dialética (DBT) – abordagem mais específica para TPB; foca em regulação emocional, tolerância ao estresse e habilidades interpessoais.
    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – trabalha pensamentos disfuncionais e comportamentos impulsivos.
    Terapia Baseada em Mentalização (MBT) – desenvolve a capacidade de compreender emoções próprias e dos outros.
    Terapia do Esquema – foca em padrões emocionais e crenças formadas na infância.
    Psicoterapia Focada na Transferência (TFP) – trabalha padrões relacionais que aparecem na relação terapêutica.
    A DBT é considerada a abordagem com maior evidência científica para TPB.


  • Quais são os pilares da terapia cognitiva comportamental?

    Quais são os pilares da terapia cognitiva comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Os pilares da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são baseados em três componentes principais que trabalham juntos para promover mudanças no comportamento e na forma de pensar dos indivíduos. Esses pilares são:

    Cognitivo: A TCC foca na ideia de que nossos pensamentos influenciam nossas emoções e comportamentos. O pilar cognitivo envolve identificar, desafiar e reestruturar padrões de pensamento negativos, distorções cognitivas e crenças disfuncionais, ajudando os pacientes a perceberem a realidade de uma maneira mais equilibrada e saudável.
    Comportamental: O pilar comportamental busca modificar comportamentos prejudiciais ou disfuncionais, que estão ligados a padrões de pensamento negativos. Através de técnicas como a exposição gradual, reforço positivo e treino de habilidades, a TCC visa ajudar o paciente a adotar comportamentos mais adaptativos e eficazes.
    Psicoeducação: A TCC também enfatiza o ensino de estratégias de enfrentamento e habilidades para lidar com os desafios da vida de forma mais saudável. Isso inclui aprender a monitorar os próprios pensamentos, identificar gatilhos emocionais e aplicar técnicas para lidar com o estresse, ansiedade, depressão, entre outros.


  • Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .

    Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Neuropsicólogo


  • Tenho transtorno de ansiedade generalizada e pânico , esses dias me sinto estranho sofro com a disso

    Tenho transtorno de ansiedade generalizada e pânico , esses dias me sinto estranho sofro com a dissociação, muita oscilação no meu humor me sinto feliz em momentos que deveria ficar irritado , sinto que minhas emoções estão descontroladas, sinto que estou perdendo o controle , fico tonto de vez em quando e sem disposição, me pergunto qual o sentido de viver , o porque de tudo isso ? Me desespero achando que estou ficando louco

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Por favor busque um psicólogo que trabalha com terapia cognitivo comportamental e um psiquiatra. Com o tratamento correndo as coisas podem melhorar. Se dê essa chance.


  • Tenho um amigo com transtorno de bipolaridade, sempre nos demos muito bem, mas nessas últimas semana

    Tenho um amigo com transtorno de bipolaridade, sempre nos demos muito bem, mas nessas últimas semana, ele tem agido de forma agressiva e tem me feito várias ofensas, até me bloqueou nas redes sociais sem eu ter feito nada, o que faço? Estou muito mal e aborrecido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Sinto muito por você estar passando por essa situação. Quando uma pessoa com transtorno bipolar está em um episódio de mania ou hipomania, é comum que haja mudanças no comportamento, como impulsividade, irritabilidade e até agressividade. Isso pode incluir atitudes como ofensas, bloqueios em redes sociais ou distúrbios nas relações interpessoais, sem que haja uma causa clara ou racional para tais comportamentos. Esses episódios podem ser difíceis para quem está ao redor, especialmente porque o transtorno pode causar uma percepção distorcida da realidade durante essas fases.

    Primeiramente, é importante tentar compreender que essas mudanças no comportamento podem ser sintomas da doença e não um reflexo direto de algo que você tenha feito. Se possível, tente se comunicar com ele de maneira calma e empática, expressando seu apoio, mas também sua preocupação com o comportamento dele. Caso ele não esteja aberto à conversa, respeite o espaço dele, mas também se proteja emocionalmente. Lembre-se de que você não é responsável pelas atitudes do seu amigo, especialmente quando ele está em um episódio de mania.

    Ser um bom amigo também envolve cuidar de si mesmo e buscar apoio quando necessário. Se essa situação está afetando seu bem-estar, pode ser útil procurar um profissional para ajudá-lo a lidar com suas emoções e a situação. Além disso, se você achar que seu amigo está em um episódio grave de mania ou depressão, talvez seja importante sugerir que ele busque ajuda profissional.

    O transtorno bipolar, com o tratamento adequado, pode ser controlado, e as relações podem melhorar quando ele estiver estável. O apoio de amigos e familiares é fundamental, mas também é importante reconhecer os limites e cuidar de sua saúde emocional.


  • O toc causa dúvida sobre dúvida sobre qualquer tema?

    O toc causa dúvida sobre dúvida sobre qualquer tema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode levar à sensação constante de dúvida, inclusive sobre temas aparentemente simples. Esse processo ocorre porque o TOC está associado à dificuldade em tolerar incertezas, o que gera um ciclo de dúvida constante. Os pacientes muitas vezes experimentam pensamentos intrusivos e angustiante, que os fazem questionar suas próprias percepções e decisões, criando um círculo vicioso de "dúvida sobre a dúvida". A necessidade de "verificar" ou "confirmar" repetidamente é uma tentativa de diminuir essa ansiedade. O TOC pode envolver dúvidas relacionadas a diversos temas, como segurança, moralidade ou relacionamentos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz para tratar o TOC, pois trabalha na reestruturação dessas crenças e na aceitação da incerteza. Estudos de Foa et al. (2005) e van Oppen et al. (2004) demonstram que a TCC reduz significativamente os sintomas obsessivos. Além disso, a técnica de "exposição e prevenção de resposta" tem mostrado bons resultados na diminuição da compulsão de verificação (Pinto et al., 2011).


  • Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente se associa a diversas comorbidades, incluindo:

    Transtornos de humor: Como depressão maior e transtorno bipolar.
    Transtornos de ansiedade: Especialmente transtorno de ansiedade generalizada, fobias e transtorno do pânico.
    Transtornos de uso de substâncias: Abuso de álcool, drogas e outras substâncias.
    Transtornos alimentares: Como bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica.
    Transtornos de estresse pós-traumático (TEPT): Muitas pessoas com TPB têm histórico de trauma ou abuso.
    Transtornos dissociativos: Como transtorno dissociativo de identidade.
    Essas comorbidades podem agravar os sintomas do TPB e complicar o tratamento, exigindo abordagens terapêuticas integradas e personalizadas.


  • Bom, não sei muito bem como explicar minha situação, porque até criar um simples texto pra mim virou

    Bom, não sei muito bem como explicar minha situação, porque até criar um simples texto pra mim virou uma dificuldade. Ah uns 4 anos, vivia uma vida normal, me entendia muito bem, era sociável, tinha minhas peculiaridades de personalidade, uma pessoa considerada brava, mas nada fora do normal. Fazia amizades tranquilamente, conversava muito bem e tudo mais, a vida era boa! Em 2020 entrei em um trabalho, e desde então tudo mudou, nesse trabalho fiquei 1 ano, mas desde o primeiro dia senti um desconforto fora do normal, mas não sabia o porque, trabalhava como caixa de supermercado, não sei se era estresse, mas desde o primeiro dia foi assim, logo na primeira semana não conseguia dormir direito, acordava várias vezes a noite sonhando que estava trabalhando, e assim foi, fui tentando levar o máximo que pude pois precisava do trabalho, nisso eu tinha 19 anos. Com o tempo as coisas foram mudando, minha cabeça parece que foi entrando em colapso, não conseguia mais conversar, tudo eu ficava muito nervosa, uma simples conversa pra mim sentia que ia morrer, toda hora ia pro banheiro pra ficar sozinha, porque ficava um pouco no caixa e já ficava reparando em tudo, parecia que todos estavam reparando em mim também, em fim. No começo, me sentia assim apenas no trabalho, depois de um tempo passei a me sentir assim o tempo todo, parece que desaprendi a me comunicar, minha cabeça vive em pensamentos, e com o tempo passei a não me lembrar mais como é ter uma mente normal, eu penso o dia inteiro, aí as vezes tento não pensar, e aí parece que fico paralisada sem saber o que fazer, é terrível nem eu sei explicar direito o que acontece comigo. Parece que desaprendi tudo, nessa trajetória perdi meu namorado, me afastei da família e dos amigos, vivo comigo mesma, mas nem sozinha consigo ficar em paz, me sinto cansada 24 horas por dia, parece que durmo e não descanso. Minha vida virou um mártires, e não sei como sair disso, se estou ficando louca, no começo cheguei a procurar um psicólogo, fiz coisa de duas consultas, ela chegou a falar numa possível síndrome do Pânico, ansiedade, mas parei de ir por falta de condição, gostaria de saber ou ouvir de alguém se isso é normal, uma opinião ou algo do tipo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Primeiramente, lamento muito que você esteja passando por essa situação, mas fico feliz que tenha dado o primeiro passo ao buscar ajuda e compartilhar sua experiência. O que você descreve sugere que está lidando com uma combinação de ansiedade intensa, sobrecarga emocional. Esses são fenômenos comuns quando alguém enfrenta estresse crônico e constante, como pode ser o caso de um ambiente de trabalho altamente exigente, como o que você viveu.

    A síndrome do pânico, mencionada pela sua psicóloga, também pode ser uma possibilidade, especialmente se você teve episódios de medo intenso, com sintomas físicos como falta de ar, tontura, palpitações ou sensação de estar "perdendo o controle". A dificuldade de comunicação, o pensamento constante e a sensação de "paralisia" mental que você descreve também são sinais típicos de um estado de ansiedade crônica, onde o cérebro está em um modo de alerta contínuo, tornando difícil relaxar ou se concentrar em qualquer coisa sem sentir um certo nível de desconforto.

    O que você está vivenciando não é "normal" no sentido de ser saudável, mas também não significa que você está "ficando louca". Muitas pessoas passam por experiências semelhantes quando estão sobre extrema pressão emocional e psicológica, e há maneiras de lidar com isso. Os sintomas de ansiedade podem afetar a memória, a concentração e até a forma de se relacionar com os outros, mas com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem retomar o controle sobre suas vidas.
    Buscar tratamento psicológico novamente: Mesmo que a terapia tenha sido interrompida por questões financeiras, é possível procurar opções de atendimento mais acessíveis, como psicólogos em clínicas-escola ou até consultas online que podem ter custos menores. O tratamento cognitivo-comportamental (TCC) é especialmente eficaz para ajudar a reorganizar os padrões de pensamento ansiosos e desenvolver estratégias de enfrentamento.
    Praticar técnicas de relaxamento: Técnicas de respiração, mindfulness ou meditação podem ajudar a acalmar a mente e reduzir a tensão física. Isso não resolve tudo, mas pode ser um alívio momentâneo e ajudá-la a ganhar mais controle sobre os sintomas.
    Exercícios físicos: A atividade física regular é uma das formas mais eficazes de reduzir a ansiedade, melhorar o sono e aumentar os níveis de energia. Não precisa ser algo intenso; caminhadas diárias já podem fazer uma grande diferença.
    Falar sobre seus sentimentos: Embora você tenha se afastado da família e amigos, tentar retomar esse contato, mesmo que de forma gradual, pode ser muito útil. Compartilhar o que está acontecendo com alguém de confiança pode aliviar o peso emocional que você está carregando sozinha.
    Considerar acompanhamento médico psiquiatra: Em alguns casos, medicamentos podem ser recomendados para ajudar no controle dos sintomas de ansiedade e pânico, especialmente se os sintomas forem debilitantes. Consultar um psiquiatra pode ser uma opção.
    O que você está passando não é algo que precisa enfrentar sozinha, e não significa que você está “perdendo a razão”. Muitas pessoas que enfrentam situações semelhantes, de grande pressão e estresse, acabam desenvolvendo sintomas que afetam sua qualidade de vida. O importante agora é reconhecer que há ajuda disponível e que é possível encontrar um caminho para a recuperação. Sua saúde emocional merece atenção, e, com o apoio adequado, você pode retomar o controle e reconstruir seu bem-estar.

    Eu sei que é difícil, mas o mais importante é não desistir de procurar a ajuda que você merece. Sua história e sentimentos são válidos, e há maneiras de superá-los com o suporte certo.

    Se precisar de mais informações sobre os tratamentos, estratégias ou apenas para conversar, estarei à disposição para ajudar.


  • Como se manifesta o transtorno de personalidade borderline?

    Como se manifesta o transtorno de personalidade borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é caracterizado por um padrão persistente de instabilidade emocional, relacionamentos interpessoais intensos e impulsividade, que começa na adolescência ou início da idade adulta. A manifestação desse transtorno pode variar em intensidade e forma, mas existem características centrais que são comumente observadas.

    Instabilidade Emocional: Uma das principais características do TPB é a variação intensa e rápida das emoções. A pessoa pode alternar entre sentimentos de euforia e desespero, frequentemente sem um motivo claro (American Psychiatric Association, 2013). Essas flutuações emocionais podem ser exacerbadas por situações de rejeição ou abandono, reais ou percebidos.
    Relacionamentos Interpessoais Intensos e Instáveis: Indivíduos com TPB tendem a ter relacionamentos marcados por idealização e desvalorização. Inicialmente, a pessoa pode idealizar o parceiro, mas, rapidamente, se sentirá desapontada ou até hostil se perceber sinais de rejeição ou desilusão (Linehan, 1993). Essa instabilidade nos relacionamentos pode gerar conflitos constantes e sensação de solidão.
    Medo Intenso de Abandono: O medo de ser abandonado ou rejeitado é um componente central do TPB. Isso pode levar a comportamentos desesperados para evitar o abandono, como ciúmes excessivos, manipulação ou até ameaças de suicídio (Zanarini et al., 1998).
    Comportamentos Impulsivos e Autodestrutivos: Indivíduos com TPB frequentemente se envolvem em comportamentos impulsivos que podem ser prejudiciais, como abuso de substâncias, gastos excessivos, comportamentos sexuais de risco ou automutilação (Linehan, 1993). Esses comportamentos geralmente ocorrem em resposta a estresse emocional ou sentimentos de vazio.
    Sentimento Crônico de Vazio: Muitas pessoas com TPB relatam um sentimento constante de vazio ou desconexão. Esse vazio pode ser descrito como uma sensação de falta de propósito ou de não saber quem são (American Psychiatric Association, 2013).
    Distorções de Percepção e Pensamento: Em alguns casos, pode ocorrer dissociação ou ideias paranoides, especialmente em situações de estresse emocional. A pessoa pode ter uma percepção distorcida de si mesma ou dos outros, o que agrava a instabilidade nas relações (Perry & Perry, 2013).
    Comportamento de Autossabotagem: A tendência a se sabotar, seja na carreira, na vida social ou em outras áreas importantes, também é uma característica comum do TPB. Isso pode ocorrer devido à falta de autocontrole, o que gera um ciclo de frustração e decepção.

    O tratamento para o transtorno de personalidade borderline é multifacetado, incluindo psicoterapia (principalmente a Terapia Comportamental Dialética - DBT), farmacoterapia (quando indicada) e intervenções para o manejo dos sintomas. A DBT, desenvolvida por Marsha Linehan, é um dos métodos mais eficazes para lidar com a instabilidade emocional e os comportamentos impulsivos (Linehan, 1993).


  • É possível levar uma vida feliz com transtorno borderline?

    É possível levar uma vida feliz com transtorno borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Sim, é possível levar uma vida feliz com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), embora esse transtorno envolva desafios significativos, como instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos e impulsividade. A boa notícia é que, com o tratamento adequado, muitas pessoas com TPB conseguem atingir uma vida satisfatória e equilibrada. A Terapia Comportamental Dialética (DBT), desenvolvida por Marsha Linehan, tem se mostrado especialmente eficaz no manejo das emoções intensas e na melhoria das habilidades de relacionamento. Além disso, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) também pode ajudar a modificar padrões de pensamento disfuncionais e melhorar a regulação emocional. A integração de psicoterapia com o suporte adequado e, em alguns casos, medicação, pode auxiliar na redução dos sintomas e no aumento da qualidade de vida. Estudos (Linehan, 1993; Zanarini et al., 2003) demonstram que, com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com TPB apresenta uma melhora significativa ao longo do tempo, alcançando uma vida plena e satisfatória.


  • O que acontece se uma pessoa não trata o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?

    O que acontece se uma pessoa não trata o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Daniel Lataro De Robbio

    Se o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não for tratado, os sintomas podem piorar ao longo do tempo e levar a uma série de dificuldades emocionais, sociais e profissionais. Indivíduos com TPB frequentemente enfrentam instabilidade emocional intensa, o que pode resultar em comportamentos impulsivos, dificuldades em manter relacionamentos estáveis e problemas no trabalho ou nos estudos. Além disso, o risco de automutilação e tentativas de suicídio é maior em casos não tratados (Zanarini et al., 2003). A falta de tratamento também pode levar a problemas com abuso de substâncias e outras condições comórbidas, como depressão e transtornos de ansiedade. A qualidade de vida tende a ser reduzida, com sentimentos de vazio, solidão e dificuldades em lidar com a frustração. O tratamento adequado, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), tem mostrado melhorar significativamente o funcionamento emocional e relacional, oferecendo uma chance real de recuperação e estabilização (Linehan, 1993).


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