Perguntas do paciente (39)
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Podemos Mudar Nossa Personalidade? .
Podemos Mudar Nossa Personalidade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A personalidade é, em grande parte, moldada por fatores genéticos e experiências ao longo da vida, mas é possível promover mudanças em certos aspectos, especialmente aqueles que envolvem comportamentos, crenças e hábitos. Através de autoconhecimento, terapia e esforço consciente, é possível modificar padrões de pensamento e atitudes, adaptando-se melhor a novas situações e melhorando a saúde mental. Embora a essência de alguns traços permaneça estável, mudanças significativas podem ocorrer, especialmente quando há um desejo genuíno de crescimento e mudança.
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Qual a diferença entre avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica?
Qual a diferença entre avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psicológica é um processo que investiga o funcionamento emocional, comportamental e cognitivo de uma pessoa em diferentes contextos, com finalidades diversas, como diagnóstico, orientação, seleção ou acompanhamento. Já a avaliação neuropsicológica é um tipo específico de avaliação psicológica que se aprofunda nas funções cognitivas — como memória, atenção, linguagem, percepção, funções executivas — buscando identificar alterações ou prejuízos relacionados ao funcionamento cerebral. Enquanto a avaliação psicológica oferece uma visão mais global do psiquismo, a neuropsicológica foca na relação entre cérebro e comportamento, sendo indicada especialmente em casos de suspeita de comprometimento neurológico, lesões cerebrais, desenvolvimento atípico (como deficiência intelectual e autismo) ou quadros como TDAH, demências e traumatismos cranianos.
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Como um psicólogo avalia um paciente? .
Como um psicólogo avalia um paciente? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma psicóloga avalia um paciente por meio de uma combinação de observações e entrevistas, buscando entender o funcionamento emocional, cognitivo e comportamental do indivíduo.
Além disso, o psicólogo coleta informações sobre a queixa principal e as demandas do paciente, buscando compreender o que o levou a procurar ajuda e quais são as suas principais dificuldades. A história de vida do paciente é fundamental, pois proporciona uma visão sobre eventos significativos, experiências passadas, traumas ou fatores familiares que podem influenciar o comportamento e o bem-estar atual. O psicólogo também explora aspectos como o contexto social, familiar e profissional, as relações interpessoais e o estilo de enfrentamento de dificuldades.
Durante o processo de avaliação, podem ser utilizados instrumentos específicos, como testes psicológicos, questionários e outras técnicas, para complementar a compreensão sobre o paciente. Todo esse trabalho é integrado para formar um quadro completo e detalhado que orienta o diagnóstico e as intervenções adequadas.
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Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
Quais são as etapas da avaliação psicológica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psicológica é um processo realizado por um psicólogo para compreender o funcionamento emocional, comportamental e cognitivo de uma pessoa. Esse processo envolve algumas etapas essenciais: primeiro, o profissional escuta e entende a queixa ou o motivo da avaliação; em seguida, planeja quais métodos serão utilizados, como entrevistas, testes e outras ferramentas adequadas ao caso. Depois, aplica esses instrumentos, analisa os dados coletados e, por fim, realiza uma devolutiva com as conclusões e orientações. Quando se trata de uma avaliação neuropsicológica, o processo é mais detalhado, incluindo o uso de testes quantitativos e qualitativos específicos, além de uma anamnese aprofundada que investiga aspectos do desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida. Ao final, o paciente recebe um laudo que descreve todo o percurso da avaliação, os resultados obtidos, as conclusões do psicólogo e, se necessário, os encaminhamentos recomendados.
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Qual a diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica?
Qual a diferença entre psicodiagnóstico e avaliação psicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psicológica é um processo amplo que busca compreender o funcionamento psíquico de uma pessoa em diferentes contextos, podendo ter finalidades diversas — como orientação, seleção, acompanhamento ou diagnóstico. Já o psicodiagnóstico é um tipo específico de avaliação psicológica, com foco principal na identificação e compreensão de transtornos mentais ou sofrimentos psíquicos, geralmente usado no contexto clínico para embasar intervenções terapêuticas. Ou seja, todo psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, mas nem toda avaliação psicológica é um psicodiagnóstico. A decisão sobre qual abordagem utilizar — se uma avaliação mais ampla ou um psicodiagnóstico específico — será definida a partir do raciocínio clínico do psicólogo diante da queixa, da demanda apresentada e das necessidades do paciente.
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Quais fatores do ambiente que podem afetar a saúde mental das pessoas?
Quais fatores do ambiente que podem afetar a saúde mental das pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diversos fatores ambientais podem afetar a saúde mental das pessoas, como o contexto familiar, social e profissional. Relações familiares disfuncionais, conflitos constantes ou falta de apoio emocional podem gerar estresse e ansiedade. Ambientes de trabalho tóxicos, com excesso de pressão ou falta de reconhecimento, também impactam negativamente o bem-estar emocional. Além disso, a pobreza, a violência, a insegurança social e o acesso limitado a recursos de saúde mental podem aumentar o risco de transtornos psicológicos. O apoio social positivo, por outro lado, e um ambiente de acolhimento e compreensão favorecem a saúde mental e o equilíbrio emocional.
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Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?
Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A influência parental tem um impacto significativo na saúde mental de uma pessoa, especialmente na formação de padrões cognitivos e comportamentais. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) destaca como as crenças e atitudes dos pais moldam a maneira como um indivíduo interpreta e reage ao mundo. Pais que oferecem apoio emocional, reforçam a autoestima e ensinam habilidades de enfrentamento positivas promovem um desenvolvimento mental saudável. Por outro lado, pais que demonstram comportamentos críticos, negligentes ou excessivamente controladores podem contribuir para o surgimento de distorções cognitivas, ansiedade, baixa autoestima e dificuldades de relacionamento. A interação familiar pode, portanto, influenciar diretamente a formação de padrões de pensamento que afetam a saúde mental ao longo da vida, podendo desencadear transtornos como depressão, ansiedade e outros problemas psicológicos.
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O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perfil psicológico de uma pessoa é uma descrição estruturada de suas características cognitivas, emocionais e comportamentais, elaborada com base em métodos científicos e utilizada para compreender como o indivíduo pensa, sente e age em diferentes contextos da vida.
Na psicologia organizacional, esse perfil é construído com o objetivo de avaliar a compatibilidade do indivíduo com o ambiente de trabalho e suas demandas. Para isso, são utilizados instrumentos como testes psicológicos validados, entrevistas, dinâmicas de grupo e observações sistemáticas, que permitem identificar traços de personalidade, estilo de relacionamento interpessoal, inteligência emocional, motivação, capacidade de tomada de decisão, reação à pressão, entre outros aspectos relevantes para o desempenho profissional. Esse tipo de análise é fundamental para processos de recrutamento e seleção, desenvolvimento de lideranças, gestão de equipes e promoção de um ambiente organizacional mais saudável e produtivo.
Já na psicologia clínica no âmbito da saúde mental, especialmente sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o perfil psicológico tem como foco principal a compreensão de como o indivíduo interpreta os acontecimentos da vida, regula suas emoções e responde aos desafios do cotidiano. Nesse contexto, o perfil permite identificar padrões de pensamento e comportamento que podem estar associados ao sofrimento psíquico, tais como crenças disfuncionais, distorções cognitivas e estratégias de enfrentamento ineficazes. Além disso, ele considera fatores de risco e proteção à saúde mental, como o histórico de sofrimento emocional, redes de apoio, hábitos de vida, contexto social e cultural. A construção desse perfil é essencial para o planejamento terapêutico, pois orienta intervenções que visam promover autoconhecimento, reestruturação cognitiva, desenvolvimento de habilidades emocionais e mudanças comportamentais que favoreçam o bem-estar e a qualidade de vida.
Assim, embora com finalidades distintas, tanto na psicologia organizacional quanto na clínica, o perfil psicológico é uma ferramenta valiosa para compreender o ser humano de forma mais ampla e estratégica, respeitando sua individualidade e promovendo seu desenvolvimento em diferentes esferas da vida.
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Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá a
Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá anotar a minha placa e descobrir onde moro. Tenho pensamentos de que qualquer pessoa pode e vai me fazer mal por ações ou acusações contra mim. Vivo com medo e não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo sua dor e sei o quanto é extremamente difícil e desafiador lidar com esse tipo de sofrimento psíquico que invade até as situações mais corriqueiras do dia a dia.
Esse medo constante que você descreve, com pensamentos de perseguição e de que pode sofrer algum tipo de punição ou retaliação por qualquer comportamento, pode estar relacionado a um quadro de ansiedade intensa ou até mesmo a outros tipos de adoecimento mental que envolvem distorções cognitivas, como a percepção de ameaça onde não há evidência real de perigo iminente.
Nessas situações, é comum que o cérebro esteja em estado de hiperalerta, como se precisasse o tempo todo se defender ou prever algo ruim. Isso, com o tempo, gera um grande desgaste emocional, esgotamento e uma vida baseada no medo — o que limita sua liberdade e sua qualidade de vida.
É muito importante procurar um acompanhamento psicológico o quanto antes. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, é uma abordagem baseada em evidências que pode te ajudar a identificar esses pensamentos, compreendê-los e reestruturá-los de forma mais realista, segura e funcional. Ela também trabalha o enfrentamento gradual de situações temidas e o desenvolvimento de habilidades emocionais para lidar com esses gatilhos de forma mais leve e com menos sofrimento.
Se for necessário, o acompanhamento conjunto com a psiquiatria também pode ser indicado, especialmente quando os sintomas já causam tanto impacto no cotidiano da pessoa.
Buscar ajuda não é fraqueza — é um ato de coragem. E você já deu um passo importante ao reconhecer que algo não está bem. A partir daqui, você pode iniciar um caminho de reconstrução com o apoio certo. Profissionais capacitados podem te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e a recuperar sua autonomia diante desses medos.
Você não precisa se conformar com esse sofrimento. Há vida possível com mais tranquilidade e segurança emocional. Mesmo que agora tudo pareça difícil demais, é possível transformar esse cenário — passo a passo, no seu tempo, com o suporte adequado.
Se for possível, procure um psicólogo de confiança. Você merece viver com mais leveza.
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Uma dúvida referente á abordagem TCC (relevem, obviamente sou leigo) tenho 22 anos, devo levar para
Uma dúvida referente á abordagem TCC (relevem, obviamente sou leigo) tenho 22 anos, devo levar para a terapia algo que ouvi na minha infância (negativo) marcante, porém ao lembrar não sinto dor, nem nenhum tipo de ressentimento, mas que nunca esqueci e reflito as vezes e penso que isso possa ter algum impacto em circunstâncias na vida adulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é, de fato, uma dúvida muito pertinente. Muitos eventos marcantes da infância ou adolescência, mesmo quando não parecem causar sofrimento direto, podem sim influenciar nossas escolhas, percepções e formas de se relacionar na vida adulta.
Se esse episódio volta de tempos em tempos aos seus pensamentos, ainda que sem dor ou ressentimento aparente, é um sinal de que ele pode estar, de alguma forma, ativo na sua forma de ver a si mesmo ou o mundo. Isso por si só já torna válido e importante trazer essa experiência para a terapia.
Na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), essas memórias são acolhidas com seriedade e, quando pertinente, investigamos os significados que você construiu a partir delas. Com o apoio profissional, é possível elaborar essas vivências e fazer os “fechamentos” que talvez ainda estejam pendentes — mesmo que de forma sutil ou silenciosa.
E sim, procurar terapia não é apenas para momentos de crise ou diagnóstico — embora muitas pessoas busquem justamente nesses contextos. A terapia funciona também para além da existência de sofrimento evidente, como nos casos de autoconhecimento ou para compreender melhor episódios como esse, que seguem retornando ao longo do tempo.
Você não precisa esperar que algo desande ou que o sofrimento se instale para cuidar de si. Se essa lembrança tem chamado sua atenção, talvez esse já seja um bom motivo para iniciar um processo terapêutico. Caso queira, estou à disposição para te acompanhar nesse percurso com ética, seriedade e escuta qualificada.
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Boa noite Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lid
Boa noite
Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lidar com essa condição dele.
Ele fez tanta coisa que me pergunto pq ainda estou com ele?
Ele ofende minha mãe,já quebrou a tv dela pq ela não quis dar ao meu filho.
Não sou feliz com ele,quero me separar mas não sei como fazer isso.,tenho medo da reação dele.
Não sinto desejo mais por ele,ele destruiu o sentimento que tinha por ele.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de mais nada, quero acolher sua dor e suas angústias. Lidar com um parceiro que possui um transtorno mental grave e, ou até mesmo, um transtorno de personalidade, pode ser realmente exaustivo e desgastante, especialmente quando o comportamento dele está impactando diretamente sua saúde mental e seu bem-estar. Transtornos mentais graves ou transtornos de personalidade são desafiadores, e o fato de um parceiro apresentar características como instabilidade emocional, dificuldade de regulação de emoções, comportamentos impulsivos e, muitas vezes, relações intensas e conflituosas, exige cuidados profissionais intensivos, envolvendo a psiquiatria, psicologia, e grupo de apoio em DBT para o desenvolvimento de habilidades para a vida.
Em contrapartida, conviver com a pessoa com tal diagnóstico, especialmente quando ela recusa tratamento, é exaustivo. Diante dessas circunstâncias, você também precisa pensar no melhor para você e sua família, buscando a sua preservação emocional. Você não é responsável por ele nem pelos problemas dele, ele quem precisa se responsabilizar e buscar ajuda. No entanto, é natural que você já esteja em um nível emocional onde não vê mais futuro no relacionamento.
Você menciona que se sente mentalmente esgotada, estressada e sem saber como lidar com a condição dele, e isso é completamente compreensível. Viver em um relacionamento assim pode gerar uma sensação de insegurança constante, e é importante reconhecer que os seus sentimentos de frustração, cansaço e até a perda do desejo são reações naturais a uma situação tão desgastante.
A questão do medo de separação também é algo muito relevante. Muitas pessoas em relacionamentos com parceiros que possuem transtornos de personalidade ou transtornos mentais graves têm receio da reação da outra pessoa, o que pode ser uma barreira significativa. O comportamento imprevisível de uma pessoa com esse transtorno pode realmente gerar medo e ansiedade em relação ao que virá, caso você tome a decisão de se separar.
É importante que você priorize o seu bem-estar e saúde mental. Embora você possa se sentir sozinha nesse processo, é fundamental buscar ajuda profissional, como um psicólogo, e orientação jurídica, com um advogado especializado. Além disso, acionar sua rede de apoio, como familiares e amigos, pode ser essencial para atravessar esse momento desafiador.
Lembre-se de que buscar ajuda, seja para lidar com a situação atual ou para tomar decisões sobre o futuro, é um passo muito importante para preservar sua saúde emocional. Não hesite em buscar os recursos que você precisa para cuidar de si mesma e seguir em frente de forma mais equilibrada e saudável. - O cuidado com você é a prioridade, e a sua felicidade e paz de espírito merecem ser valorizadas. Não se esqueça de que você é forte e merece se sentir bem consigo mesma.
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É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro
É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
(Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diante do seu relato, me parece que essa tristeza contínua se refere mais a uma alteração de humor do que à tristeza enquanto emoção.
Por que digo isso? Alegria, raiva, tristeza — são emoções. E emoções são transitórias, passageiras, duram minutos ou horas. Mas o exemplo que você deu — de estar em uma situação que lhe traz alegria e, logo depois, ao acordar, seu humor voltar para um estado que, tecnicamente, chamamos de humor rebaixado — indica algo mais persistente, que se mantém pela maior parte do tempo.
Sinceramente, vejo no seu relato uma necessidade importante de avaliação por uma psicóloga ou um psiquiatra. Busque o profissional com quem você se sentir mais à vontade. Nem todo mundo quer, de imediato, procurar um psiquiatra, e tudo bem. Um psicólogo que compreende psicopatologia pode fazer uma escuta adequada e cuidadosa.
Uma primeira consulta — chamada anamnese, com foco em investigação diagnóstica — pode trazer uma luz no fim do túnel. E, se for necessário, você será encaminhado para uma avaliação psiquiátrica.
Mas, de verdade: busque ajuda. Essa situação não é algo para você suportar sozinha, nem esperar que passe com o tempo. O quadro pode se agravar, e você merece viver uma vida boa e sentir-se bem de verdade.
Caso deseje, estou à disposição e seria um prazer poder te acompanhar com seriedade, escuta qualificada e compromisso nesse processo.
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olá gostaria de saber ser o abito de assistir pornografia pode causar fobia social
olá gostaria de saber ser o abito de assistir pornografia pode causar fobia social
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para uma pergunta tão curta, porém complexa, exige uma resposta bem concisa. Então vai desculpando o textão, mas se sua pergunta realmente é importante para você, leia até o fim.
Alguns estudos sugerem que o uso problemático de pornografia pode estar associado a dificuldades emocionais, incluindo ansiedade e depressão. Por exemplo, pesquisas indicam que experiências estressantes, ansiedade e depressão estão fortemente relacionadas ao consumo de pornografia. Além disso, experiências emocionais conflitantes e problemas de identidade podem aumentar significativamente a vulnerabilidade a comportamentos sexuais aditivos e ao consumo de pornografia (PubMed Central).
Outro estudo encontrou uma correlação positiva entre o uso de pornografia e a solidão, sugerindo que o consumo de pornografia pode ser uma forma de evitar emoções negativas, como ansiedade social. No entanto, é importante notar que essa relação é complexa e pode variar entre os indivíduos.
Além disso, o uso excessivo de pornografia pode afetar a saúde mental, incluindo o aumento da ansiedade e da depressão, especialmente entre os adolescentes, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento (New York Post).
É importante ressaltar que, embora haja evidências de que o consumo excessivo de pornografia pode estar associado a dificuldades emocionais, como ansiedade social, não há consenso na comunidade científica sobre se o consumo de pornografia pode causar diretamente a fobia social. A relação entre esses fatores é complexa e pode variar entre os indivíduos.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando dificuldades relacionadas ao consumo de pornografia e à ansiedade social, é recomendável procurar a orientação de um profissional de saúde mental qualificado. Um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a avaliar a situação e sugerir abordagens terapêuticas adequadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que é eficaz no tratamento de transtornos de ansiedade.
Lembre-se de que buscar ajuda é um passo IMPORTANTE, se não, fundamental para compreender e lidar com essas questões de forma saudável.
Ah, seguem os links dos artigos publicados sobre o assunto, caso, você queira se aprofundar:
- "Pornography Consumption and Cognitive-Affective Distress"
Este estudo explora como experiências estressantes, ansiedade e depressão estão fortemente relacionadas ao consumo de pornografia. (2023)
- "Loneliness and Problematic Pornography Use: What is the Role of Emotion Regulation?"
Pesquisa que investiga como a solidão e dificuldades na regulação emocional podem contribuir para o uso problemático de pornografia. (2024)
- "Compulsive Internet Pornography Use and Mental Health: A Cross-Sectional Study"
Estudo que examina a relação entre o uso compulsivo de pornografia na internet e a saúde mental de estudantes universitários. (2021)
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Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que
Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As crises de ansiedade podem ter diversas manifestações, e é importante considerarmos o contexto completo para compreender melhor o que está acontecendo. Esse aumento repentino de fome noturna que você mencionou, especialmente relacionado ao período antes da menstruação, pode ter várias explicações, incluindo aspectos emocionais e hormonais.
O primeiro ponto importante é que a avaliação com um psicólogo pode ser fundamental para entender melhor o seu quadro. Alguns fatores, como o histórico de vida, o contexto emocional atual e a forma como você lida com a ansiedade, precisam ser investigados para uma avaliação mais precisa.
É possível que essa alteração na fome esteja relacionada ao Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), um transtorno que pode ocorrer em algumas mulheres no período anterior à menstruação. O TDPM é caracterizado por sintomas emocionais e físicos intensos que afetam a qualidade de vida, e a ansiedade pode ser um dos sintomas associados, podendo também desencadear mudanças no apetite, incluindo aumento da fome ou compulsão alimentar.
É importante destacar que, apesar de ser uma possibilidade, não é possível afirmar nada sem uma avaliação mais detalhada, e essa fome repentina pode também não ter relação com o TPM. Existem outros fatores que precisam ser avaliados, e a avaliação de um profissional experiente pode ajudar a identificar o que está acontecendo.
Caso ainda não tenha procurado um psicólogo ou outro profissional da saúde para um acompanhamento mais aprofundado, seria um bom momento para buscar esse apoio, especialmente para identificar o que está por trás dessa alteração de comportamento e como ela pode ser tratada de forma eficaz.
Estou à disposição para te acompanhar nesse processo, caso você queira seguir com o acompanhamento psicológico e investigar essa questão com mais profundidade.
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Eu fico pensando em coisas ruins que não quero pensar e mesmo que eu tente substituir esses pensamen
Eu fico pensando em coisas ruins que não quero pensar e mesmo que eu tente substituir esses pensamentos eles voltam. Não sei o que fazer, me sinto uma pessoa horrível. Parece que eu vou enlouquecer a qualquer momento.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é muito difícil e exaustivo viver sendo invadido por pensamentos que você não quer ter. Por mais esforço que se faça para afastá-los ou substituí-los, eles acabam voltando. E isso dá mesmo a sensação de que algo está fora do controle, como se fosse enlouquecer.
Mas o ponto importante aqui é: isso não significa que você é uma pessoa horrível, e não significa que está perdendo a razão. Pensamentos intrusivos são um sintoma comum em contextos de sofrimento psíquico, como quadros ansiosos ou obsessivos, e precisam ser olhados com seriedade — mas com técnica, não com culpa.
É compreensível que você esteja tentando resolver isso sozinho(a), mas o caminho da tentativa e erro sem acompanhamento especializado pode tornar tudo ainda mais confuso e desgastante. Esses pensamentos não vão embora com força de vontade ou frases prontas — é preciso ajuda profissional para compreender o que está por trás deles e aprender a lidar de forma realmente eficaz.
Com psicoterapia baseada em evidências, especialmente com abordagem cognitivo-comportamental, há caminhos claros e possíveis para que você recupere a clareza, o equilíbrio e a confiança nos seus próprios processos mentais.
Se sentir que é o momento, estou à disposição. Você pode agendar um horário comigo aqui pela plataforma. Terei seriedade e disponibilidade para te acompanhar nesse percurso de cuidado.
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Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
Estou tomando assert de 100 mg tou sentindo palpitação forte no coração é normal ou paro de tomar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação — sentir palpitações pode realmente ser algo assustador, especialmente quando você está iniciando ou ajustando uma medicação. No entanto, é muito importante que você não interrompa o uso do medicamento por conta própria. Isso pode, sim, agravar os sintomas ou até colocar sua saúde em risco.
A melhor conduta nesse momento é retornar ao profissional que prescreveu o medicamento (no caso, um(a) médico(a) psiquiatra). Ele(a) poderá avaliar se o sintoma está dentro das possíveis reações iniciais ao uso do medicamento, se é necessário algum ajuste de dose ou, eventualmente, substituição.
É comum que o corpo leve um tempo para se adaptar a alguns psicofármacos, e algumas reações adversas transitórias podem ocorrer — mas somente o profissional que acompanha seu caso poderá avaliar com segurança o que está acontecendo, considerando seu histórico e as particularidades do seu tratamento.
Na dúvida, sempre procure apoio profissional antes de tomar qualquer decisão sozinho(a). E, se você ainda não faz acompanhamento psicoterapêutico, esse pode ser um bom momento para iniciar. A medicação cuida de uma parte do processo, mas a terapia complementa de forma essencial o tratamento, ajudando você a lidar com os sintomas, entender os gatilhos e desenvolver estratégias para viver com mais equilíbrio.
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O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?
O que é "psicologia tomista"? e o que é ABA? qual a diferença destas para a a TCC e a PBE?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A "psicologia tomista" é uma abordagem que se baseia na filosofia de Tomás de Aquino, que integra conceitos teológicos e filosóficos. No entanto, ela não inclui uma conduta técnica ou clínica específica para o tratamento de demandas psíquicas ou emocionais. Seu foco está mais em uma escuta filosófica-teológica, voltada para questões espirituais e existenciais, mas não no tratamento clínico da saúde mental.
Já a ABA (Análise Comportamental Aplicada) é uma abordagem mais focada no comportamento observável, muito utilizada no tratamento de autismo e em outras condições relacionadas. Ela se baseia na modificação de comportamentos através de reforços positivos e negativos, sendo altamente estruturada e mensurável.
Por outro lado, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem psicoterapêutica amplamente baseada em evidências científicas. A TCC ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais, contribuindo para a melhora de vários transtornos mentais, como ansiedade, depressão e transtornos obsessivo-compulsivos. Diferente das abordagens como a "tomista", a TCC inclui técnicas específicas para o tratamento de condições emocionais e psíquicas, com foco no pensamento, emoções e comportamento.
A Terapia Baseada em Evidência (PBE) também se baseia em estudos científicos e em tratamentos que demonstraram eficácia para diversos transtornos psicológicos. A PBE engloba diversas abordagens, sendo que a TCC é uma das mais reconhecidas e aplicadas. Ambas se destacam por sua fundamentação científica sólida e pela aplicação de técnicas práticas para promover mudanças significativas.
Em relação à sua espiritualidade, na TCC, buscamos sempre acolher a história de vida do paciente e respeitar suas crenças. O profissional não anula a espiritualidade do paciente, mas trabalha para ajudar a compreender como suas experiências passadas, crenças e valores podem influenciar sua vida. Na TCC, o processo é de descoberta guiada, onde o paciente constrói suas próprias respostas, ajustando seu caminho, com o apoio do terapeuta. O profissional escuta atentamente e dialoga, sem dar conselhos ou fazer inferências, mas sempre com o foco na autonomia e no empoderamento do paciente.
Caso você sinta que precisa de apoio para lidar com suas questões emocionais e psicológicas, posso te acolher com base na TCC, respeitando sua história de vida e sua espiritualidade, sem julgamentos. Estou aqui para ajudar você a descobrir as melhores respostas para sua jornada, sempre com ética, seriedade e respeito. Se desejar, podemos agendar um horário para começar esse processo juntos.
Desculpe o textão, mas quis te o cuidado de falar adequadamente sobre cada item da sua pergunta.
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Qual é eficácia da hipnose no tratamento do Transtorno Da Personalidade Histriônica (TPH) ?
Qual é eficácia da hipnose no tratamento do Transtorno Da Personalidade Histriônica (TPH) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é válida e importante, especialmente porque há muita desinformação e charlatanismo circulando quando se trata de saúde mental.
De forma objetiva: não existem evidências científicas consistentes que comprovem a eficácia da hipnose no tratamento do Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH) — e, mais amplamente, não há evidência robusta que sustente o uso da hipnose como forma de tratamento de qualquer transtorno mental. Isso vale para quadros como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, transtornos de personalidade, entre outros.
A hipnose surgiu no final do século XVIII e foi progressivamente abandonada pela medicina e pela psicologia científica a partir da década de 1920, quando se constatou sua falta de eficácia comprovada no tratamento de transtornos mentais.
Hoje, a hipnose é restrita a contextos muito específicos, como odontologia para pacientes com alergia a anestésicos, mas jamais é utilizada como tratamento para transtornos mentais. O uso da hipnose como "terapia" para sofrimento psicológico é, portanto, infundado do ponto de vista científico. Técnicas que prometem resultados rápidos ou milagrosos, sem respaldo teórico e sem metodologia clara, representam um risco à saúde e à dignidade de quem busca ajuda.
O tratamento de qualquer transtorno mental — incluindo os transtornos de personalidade — deve ser feito por profissionais qualificados, que trabalhem com base em evidências científicas para o tratamento da saúde mental e que usem do bom senso ético, clareza, escuta qualificada e domínio do conhecimento técnico em constante atualização.
Caso deseje, estou à disposição para te acompanhar com seriedade e compromisso nesse processo.
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Prezados(as) Psicólogos(as), Busco orientação profissional sobre um caso. O indivíduo vivenciou h
Prezados(as) Psicólogos(as),
Busco orientação profissional sobre um caso. O indivíduo vivenciou histórico de trauma na infância e apresenta dificuldades emocionais (dissociação, manipulação, episódios de raiva). Avaliação exploratória inicial identificou traços que demandam investigação aprofundada.
Gostaria de informações sobre abordagens terapêuticas e fatores relevantes na escolha de profissional para acompanhamento psicológico neste tipo de situação, considerando a acessibilidade financeira do tratamento.
Há um relatório exploratório disponível para consulta, se profissional considerar relevante.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de falarmos sobre as abordagens terapêuticas, gostaria de saber a idade do indivíduo em questão, pois dependendo da faixa etária, a recomendação pode ser procurar um psicólogo especialista em atendimento infantojuvenil. Isso pode influenciar na escolha da abordagem terapêutica, uma vez que as necessidades emocionais e cognitivas de crianças, adolescentes e adultos podem ser diferentes.
O histórico de trauma na infância e as dificuldades emocionais, como dissociação, manipulação e episódios de raiva, exigem uma abordagem cuidadosa e técnica. No seu caso, considerando que já houve uma avaliação exploratória inicial e a necessidade de investigação mais aprofundada, abordagens terapêuticas baseadas em evidências científicas podem ser altamente eficazes.
Algumas opções terapêuticas a serem consideradas são:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A TCC é uma abordagem eficaz e amplamente validada para lidar com padrões de pensamento e comportamento disfuncionais. Para casos envolvendo trauma, a TCC pode ser combinada com técnicas específicas de processamento de trauma, focando na identificação e modificação de pensamentos e comportamentos que mantêm os sintomas, ajudando o paciente a desenvolver novas formas de enfrentamento.
Terapia do Esquema: A Terapia do Esquema é uma abordagem que se baseia na ideia de que padrões emocionais profundos, formados na infância e adolescência, influenciam o comportamento e os relacionamentos na vida adulta. Ela pode ser particularmente útil para lidar com dificuldades relacionadas a traumas passados, dissociação e comportamentos disfuncionais persistentes. A Terapia do Esquema visa ajudar o paciente a identificar e modificar esses esquemas emocionais e cognitivos que foram formados na infância e continuam a impactar sua vida.
Ao escolher o profissional, é importante garantir que ele tenha experiência com trauma e com as abordagens terapêuticas baseadas em evidências, como a TCC e a Terapia do Esquema, que são amplamente reconhecidas por sua eficácia. A conversa inicial também pode ser útil para verificar a compatibilidade entre o paciente e o terapeuta, pois a relação terapêutica é um fator crucial para o sucesso do tratamento.
Quanto à acessibilidade financeira, vale a pena explorar diferentes opções, como planos de pagamento facilitados ou serviços públicos de saúde mental que oferecem tratamento psicológico com custo reduzido ou gratuito.
Se o relatório exploratório for relevante para o tratamento, ele pode ser compartilhado com o profissional para fornecer uma compreensão mais aprofundada do quadro e auxiliar na elaboração de um plano terapêutico personalizado.
Fico à disposição para ajudar com qualquer dúvida adicional ou orientações sobre como buscar um profissional qualificado.
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Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur
Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
Muito obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comportamento que você descreveu pode ser reflexo de várias causas, como desequilíbrios hormonais, especialmente considerando seu relato sobre a libido sexual, que se mantém estável desde a puberdade. Fatores cotidianos, como estresse, ansiedade ou questões emocionais não resolvidas, também podem contribuir para a predisposição ao aumento da libido.
Para entender o que está realmente acontecendo, é fundamental buscar um diagnóstico diferencial. O primeiro passo seria descartar alterações hormonais e endócrinas, pois disfunções na tireoide, por exemplo, podem causar alterações na libido. Além disso, algumas pessoas podem apresentar alterações de humor e quadros depressivos sem serem diagnosticadas com depressão. Por isso, é importante consultar um especialista para descartar essas condições.
Procure acompanhamento psicológico, que pode te ajudar a lidar com a angústia que isso tem gerado. Nossa avaliação também é essencial no diagnóstico diferencial e no diálogo com outros profissionais. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, pode ajudar a identificar gatilhos emocionais e comportamentais, oferecendo ferramentas práticas para lidar com o desconforto e desenvolver habilidades para controlar o impulso sexual e o excesso de masturbação.
O mais importante neste momento é buscar um diagnóstico preciso com o apoio de profissionais qualificados.
Lembre-se de que buscar ajuda é um sinal de força, e que há caminhos concretos para encontrar o equilíbrio. Você não está sozinho nesse processo, e estou à disposição para orientá-lo no melhor caminho para sua saúde e bem-estar.
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Bom dia, tudo bem? Obrigado pela pergunta.
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