Perguntas do paciente (39)

  • Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A psicoeducação é uma parte fundamental do tratamento dos transtornos mentais. Ela ajuda o paciente a entender o que está sentindo, como o transtorno funciona e por que certos sintomas aparecem. Isso reduz a culpa, o medo e a sensação de estar "perdido".
    Quando a pessoa entende o que está vivendo, ela se sente mais segura e confiante para enfrentar o tratamento — e isso faz toda a diferença. Saber por que e para que agir ajuda a sair do piloto automático e ter mais autonomia emocional.

    Na terapia, a psicoeducação também é uma forma de empoderamento: o paciente aprende a reconhecer sinais de alerta, a usar estratégias de enfrentamento e a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde mental. Entender é o primeiro passo para transformar.

    Espero ter ajudado. Caso deseje conversar ou entender melhor como funciona o acompanhamento psicológico, estou à disposição.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A psicoterapia é essencial para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline. Pessoas com esse diagnóstico costumam ser muito autênticas e intensas, o que pode gerar conflitos nas relações. A transparência emocional e a impulsividade, comuns no quadro, muitas vezes assustam e afastam.

    Na TCC, desenvolvemos habilidades como regulação emocional, controle de impulsos e flexibilidade cognitiva — sem anular quem a pessoa é. O objetivo é lidar melhor com as dificuldades mantendo a autenticidade.

    Se você convive ou se relaciona com alguém com esse diagnóstico, é possível buscar acompanhamento psicológico para compreender melhor essas dinâmicas e aprender formas mais saudáveis de lidar. Isso pode fortalecer a relação e aliviar desgastes emocionais que muitas vezes afetam ambos os lados.
    Espero ter ajudado, estou a disposição.


  • Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Sim! A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha pensamentos e comportamentos ao mesmo tempo. É uma abordagem prática e baseada em evidências, muito eficaz no tratamento de questões emocionais.
    Trabalho com a TCC há 6 anos e os pacientes se beneficiam bastante: aprendem a lidar melhor com os desafios e desenvolvem autonomia emocional. O tratamento é estruturado, com início, meio e fim — o objetivo é que a pessoa não dependa da terapia por longos anos, mas se torne capaz de aplicar o que aprendeu na própria vida.


  • Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço

    Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço .. como lidar ? Como explicar que não pode ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Olá! Entendo sua preocupação, e é importante saber que, na infância, comportamentos como esse podem surgir por curiosidade ou por ainda não entenderem bem os limites do próprio corpo e do outro. O primeiro passo é conversar com calma, sem broncas, explicando que cada pessoa tem partes do corpo que são íntimas e que ninguém pode tocar sem permissão.

    Use uma linguagem simples e firme, reforçando que o corpo do outro deve ser respeitado e que isso vale para todas as pessoas. Também é essencial observar se esse comportamento se repete ou se ele pode ter tido contato com conteúdos inadequados para a idade.

    Situações como essa podem gerar muitas dúvidas nos cuidadores, e é comum que os pais se sintam inseguros sobre como lidar. Em minha prática clínica, acompanho famílias nesse tipo de orientação, ajudando a construir uma comunicação mais clara e educativa com as crianças.
    Estou à disposição, caso precise de apoio!


  • Oi uso subitramina pra emagrecer e agora preciso tomar sertralina tem algum problema ?

    Oi uso subitramina pra emagrecer e agora preciso tomar sertralina tem algum problema ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A combinação de sibutramina e sertralina não é recomendada devido ao risco de interações adversas significativas. A sibutramina atua como um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, enquanto a sertralina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). O uso dessas medicações em conjunto pode levar à síndrome serotoninérgica, uma condição grave que pode provocar agitação, confusão, taquicardia, hipertensão, sudorese excessiva, tremores e, em casos extremos, convulsões e coma.

    Além disso, a sibutramina pode agravar quadros de ansiedade e depressão, sendo contraindicada para pessoas com transtornos psiquiátricos. Se a sertralina foi indicada para tratar sintomas como ansiedade ou depressão, o uso simultâneo da sibutramina pode ser contraproducente e até perigoso para sua saúde mental e física.

    É fundamental que qualquer manejo medicamentoso — especialmente quando envolve psicofármacos — seja feito com orientação de profissionais qualificados. Se você está utilizando a sibutramina por conta própria ou sem acompanhamento adequado, e agora irá iniciar a sertralina, você pode estar se colocando em risco.

    Existem outras formas mais seguras e eficazes de tratar questões como compulsão alimentar e obesidade, com suporte de psiquiatras e psicólogos especialistas, principalmente na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que é baseada em evidências e pode contribuir significativamente para seu bem-estar físico e emocional.

    Procure ajuda profissional hoje mesmo — com urgência. Não tente administrar essas medicações sozinha. Adiar esse cuidado pode agravar os sintomas e trazer consequências sérias para sua saúde.


  • O que quer dizer reagente - valor de referência negativo?

    O que quer dizer reagente - valor de referência negativo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Quando um exame apresenta o termo "reagente" e o valor de referência é "negativo", isso significa que o resultado deu positivo para o que foi investigado — ou seja, houve uma reação no teste que indica a presença da substância, anticorpo ou agente pesquisado.

    Por exemplo, se o exame foi feito para investigar a presença de um vírus, um resultado "reagente" indica que foi detectado material relacionado a esse vírus no seu organismo.

    É importante que você leve esse resultado ao profissional que solicitou o exame. Só ele (ou ela) poderá interpretar corretamente esse dado, considerando seu quadro clínico, seus sintomas, histórico e outros exames complementares, se houver.


  • Estou sem tomar diazepam a 1 mês, posso engravidar sem prejudicar o feto ?

    Estou sem tomar diazepam a 1 mês, posso engravidar sem prejudicar o feto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Você interrompeu o uso do diazepam por conta própria? Se sim, é importante saber que parar esse tipo de medicação sem orientação médica pode trazer riscos, inclusive o agravamento dos sintomas ou, em alguns casos, crises de abstinência e convulsões. O ideal é sempre fazer qualquer mudança no uso de medicamentos com o acompanhamento do profissional que já conhece seu histórico.

    Entendo que você tenha o desejo de engravidar — e isso é algo muito importante a ser planejado com cuidado. A boa notícia é que existem medicações seguras, com evidência científica e acompanhamento adequado, que permitem o tratamento da sua saúde mental sem prejudicar o desenvolvimento do feto.

    Converse com seu médico. Não é necessário abrir mão do seu bem-estar emocional para realizar esse desejo. Sei que sua intenção é proteger a si mesma e também seu futuro bebê — mas interromper o tratamento sozinha não é o caminho mais seguro para nenhum dos dois.

    Busque orientação especializada. Existem estudos que mostram que mulheres que seguiram com tratamentos bem conduzidos durante a gestação não apresentaram impactos negativos na formação do feto. Portanto, você pode sim engravidar com segurança, mas com o suporte adequado. E, caso deseje, estou à disposição para te ajudar nesse processo com responsabilidade e escuta cuidadosa.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A ansiedade não é algo que se resume a "não ter motivos" para estar ansioso. Muitas pessoas se sentem assim, como se estivessem reagindo de forma desproporcional ao que está acontecendo ao redor delas. A ansiedade não é um defeito da pessoa, mas uma resposta do corpo e da mente a fatores que, muitas vezes, não são tão óbvios ou conscientes.

    O processo de ansiedade envolve várias estruturas do cérebro, como a amígdala, o hipocampo e as glândulas suprarrenais. A amígdala é a parte do cérebro responsável por detectar ameaças e gerar uma resposta emocional. Quando você percebe um perigo, real ou percebido, a amígdala é ativada e envia sinais para o corpo se preparar para "lutar ou fugir", liberando hormônios como adrenalina e cortisol pelas glândulas suprarrenais. Esse processo é natural e nos ajuda a reagir rapidamente a situações de perigo.

    No entanto, em pessoas com ansiedade, a amígdala pode ficar "hiperativa" e disparar essa resposta, mesmo em situações que não apresentam uma ameaça real. O hipocampo, que é responsável pela memória e pela contextualização das experiências passadas, ajuda a filtrar essas percepções, mas, se ele estiver desequilibrado ou mal calibrado, pode não ser eficaz em moderar a resposta da amígdala.

    Isso pode resultar em uma sensação constante de alerta e ansiedade, mesmo sem motivos óbvios. E, com o tempo, o corpo começa a "viver" nesse estado elevado de estresse, o que contribui para o ciclo da ansiedade.

    A boa notícia é que isso é tratável! Através de terapias, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos aprender a identificar e reestruturar esses padrões de pensamento que mantêm esse ciclo, ajudando a restabelecer um equilíbrio entre essas partes do cérebro.

    Estou à disposição para te ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a encontrar o caminho para lidar com isso. Se sentir que precisa de apoio, não hesite em me procurar. O processo terapêutico pode ser um grande aliado na sua jornada para mais tranquilidade e equilíbrio.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Entendo a sua dificuldade e é completamente válido procurar ajuda para melhorar a forma como você se comunica com as mulheres. Existem abordagens terapêuticas eficazes para lidar com essas questões, como a dessensibilização sistemática e a exposição comportamental, que são técnicas bastante utilizadas para lidar com a ansiedade social e dificuldades de interação.

    Na dessensibilização sistemática, a ideia é trabalhar de forma gradual, expondo você a situações que provocam ansiedade em um nível mais baixo, e aos poucos aumentando a dificuldade à medida que você vai se sentindo mais confortável e capaz. Isso ajuda a diminuir a resposta de ansiedade a essas situações.

    Já a exposição comportamental envolve se colocar de forma mais direta nas situações que causam desconforto, para que você possa aprender a gerenciar a ansiedade na prática. Isso é feito de forma controlada e gradual, sempre respeitando o seu ritmo, até que se sinta mais confiante e confortável em situações sociais.

    Essas técnicas fazem parte do tratamento com psicólogos que utilizam a abordagem cognitivo-comportamental, que vai te ajudar muito a entender os padrões de pensamento que estão por trás dessa ansiedade e a construir novas formas de se relacionar de maneira mais assertiva e tranquila.

    Espero ter lhe ajudado. E lhe desejo sucesso na sua trajetória terapêutica.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Sim, a autoestima baixa pode estar associada à depressão, mas não é uma condição exclusiva dessa doença. Quando uma pessoa tem uma autoestima baixa, ela tende a ter uma visão negativa de si mesma, do seu valor, uma visão negativa na relação com as pessoas que a cercam (o que pode ser entendido como uma visão negativa do mundo) e do seu próprio futuro, acreditando que as coisas não vão melhorar. Esses padrões de pensamento podem ser sintomas de um quadro depressivo, mas também podem ser gerados por experiências do passado não elaboradas, como traumas ou feridas emocionais, e por um ambiente social ou familiar que não favorece o desenvolvimento da autoestima.

    A falta de autoconhecimento também pode ser um fator importante. Quando não conseguimos nos reconhecer em nossas qualidades e limitações, podemos desenvolver uma visão distorcida de nós mesmos e dos outros. Essa visão negativa da vida, dos outros e de si mesma pode reforçar ainda mais a baixa autoestima e até mesmo levar a quadros de depressão, caso não seja tratada.

    A boa notícia é que a autoestima pode ser trabalhada. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a identificar e reestruturar esses padrões de pensamento negativos. Além disso, investir em autoconhecimento, estabelecer pequenas metas de sucesso, praticar a autocompaixão e buscar atividades que promovam o bem-estar são passos importantes para aumentar a autoestima. Buscar apoio psicológico é fundamental nesse processo, para aprender a lidar com as emoções de forma saudável e desenvolver uma visão mais realista e positiva de si mesma.

    Estou à disposição para acompanhá-la nesse processo e ajudar a resgatar sua autoestima de forma firme e constante.


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Dúvidas, inseguranças e medos são sentimentos bastante comuns na terceira idade, especialmente quando se enfrentam as transformações dessa fase da vida. Eu realmente entendo como você se sente. Tenho experiência no atendimento de mulheres maduras e acompanhei diversos casos onde, ao se entregarem ao processo terapêutico, conseguiram olhar para essa nova fase com mais clareza e confiança, construindo um novo caminho de autoconhecimento e equilíbrio.

    Com a minha abordagem cuidadosa, que combina empatia, compreensão e conhecimento, posso te ajudar a lidar com esses sentimentos de maneira acolhedora e eficaz. Se sentir que está precisando de apoio para navegar por esse momento, estou à disposição para te orientar com todo o cuidado e atenção que você merece.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A comunicação nos relacionamentos, especialmente com o cônjuge, pode ser cheia de desafios. No caso das relações mais íntimas, o diálogo é sempre o ponto sensível. E, se não houver abertura para isso, acaba criando-se uma barreira, muitas vezes sem perceber, entre nós e a pessoa com quem queremos nos comunicar.

    Outro ponto importante é perceber as diferenças de personalidade. Isso é essencial e crucial para construir uma relação saudável, tanto com a esposa quanto com outras pessoas. Nem sempre será fácil. Podemos ter dificuldade até em aceitar o tom de expressão que o outro usa, e isso pode gerar a sensação de que não estamos à altura das expectativas ou que há uma crítica constante. No entanto, entender que essas diferenças de personalidade são normais e fazem parte da dinâmica de qualquer relação é fundamental. Respeitar essas diferenças e construir uma relação de respeito não significa que não haverá espinhos. Como na analogia dos porcos-espinhos no frio: quando se aproximam, seus espinhos se tornam um desafio, mas eles precisam da proximidade para se aquecer. Da mesma forma, nos relacionamentos, as diferenças, as críticas e os desafios podem ser desconfortáveis, mas também podem ser uma oportunidade para crescimento e aproximação.

    Se você estiver disposto a seguir nesse caminho e melhorar essas questões, buscando uma forma de comunicação mais clara, respeitosa e aberta, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma ferramenta excelente para melhorar essas interações. Ela vai te ajudar a lidar melhor com a ansiedade ou insegurança que surgem nessas situações e aprimorar a forma como você se comunica.

    Não hesite em buscar um psicólogo e começar logo. Não precisa ser em casal; a ajuda individual também faz toda a diferença. A atitude de buscar ajuda profissional pode salvar vidas e até casamentos. Sucesso na sua trajetória!


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    A insegurança e a timidez podem revelar algumas características da sua personalidade, mas também podem ser componentes de condições como ansiedade social ou fobia social. Esses quadros envolvem um medo excessivo de situações sociais e uma autocrítica muito forte, o que dificulta a interação com outras pessoas de forma tranquila.

    É fundamental que você busque ajuda profissional para uma avaliação clínica mais profunda, pois isso permitirá uma compreensão mais clara das suas dificuldades e possibilitará um tratamento adequado. Muitas vezes, a pessoa passa anos se sentindo "estranha" ou acreditando que possui algum tipo de "defeito", quando, na realidade, essas sensações estão relacionadas a aspectos emocionais que podem ser trabalhados.

    Buscar ajuda o quanto antes pode ser um passo fundamental para se libertar desses sentimentos e melhorar a qualidade das suas interações sociais e sua autoestima. A terapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é uma abordagem muito eficaz para tratar essas questões, pois oferece ferramentas práticas para enfrentar os medos e inseguranças, além de ajudar a modificar padrões de pensamento negativos.

    Se minha resposta fez sentido para você, saiba que estou à disposição para te ajudar nesse processo. Juntos, podemos trabalhar para que você se sinta mais confiante e em paz com as suas relações sociais. Não hesite em me procurar para darmos o primeiro passo.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Boa pergunta — e bastante comum. Quando sintomas como ansiedade e estresse se tornam intensos ou frequentes a ponto de impactar sua qualidade de vida, o mais indicado é buscar uma avaliação com um profissional de saúde mental qualificado.

    Nós vamos te ajudar a entender melhor o que está acontecendo, identificar se há um transtorno envolvido (como transtorno de ansiedade generalizada, burnout, entre outros), ou se os sintomas estão ligados a fatores pontuais de estresse. Só com uma escuta clínica atenta e uma boa anamnese é possível diferenciar com precisão.

    Muita gente tenta adivinhar sozinha o que está sentindo ou espera “passar com o tempo”, faz busca no Google, na IA, mas quanto mais cedo você buscar ajuda profissional, mais leve e eficaz pode ser o cuidado. Buscar orientação de um especialista é um passo importante para uma avaliação precisa e para a criação de estratégias que realmente façam a diferença na sua saúde mental.

    Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Agendar uma consulta é um passo de coragem e autocuidado — e pode ser o início de uma mudança real na forma como você lida com suas emoções e com o que está vivendo.

    Espero ter lhe ajudado, estou à disposição.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Entendo como você deve estar se sentindo e é muito importante que você não ignore esses sintomas que está vivenciando. A ansiedade e a depressão podem ter efeitos muito intensos e complexos, e é fundamental buscar um acompanhamento profissional adequado.

    Considerando o que você mencionou sobre o seu quadro, talvez seja útil buscar um psiquiatra para um diagnóstico mais aprofundado, para que possamos ter certeza de que está sendo feito o tratamento mais adequado para o seu caso. Às vezes, é necessário considerar outras condições ou ajustes na medicação. Você está fazendo acompanhamento psicológico? Qual a frequência do seu tratamento, e há quanto tempo você vem seguindo o plano de tratamento de forma contínua? A medicação é apenas uma parte do processo. A construção de hábitos saudáveis e uma rotina que respeite seu bem-estar também são essenciais para o seu processo de recuperação.

    Eu sei que pode ser difícil, mas é importante refletir sobre o que está acontecendo em sua vida e como os hábitos e a rotina podem estar influenciando o seu quadro de saúde mental. Como você pretende melhorar se mantiver os mesmos padrões e ambientes que contribuem para o seu adoecimento?

    Quero trazer isso de uma forma acolhedora, sem qualquer julgamento. O que estou tentando transmitir é que um olhar mais atento para sua saúde mental e física pode ajudar a criar um caminho mais eficaz para a sua recuperação. Se por acaso a forma como me expressei não soou adequada ou se não fui suficientemente cuidadosa, me corrija, por favor, pois prezo pela ética e pelo acolhimento em todas as minhas abordagens.

    Se precisar de mais esclarecimentos ou apoio, estou aqui para ajudar.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Eu realmente sinto pelo que você está passando. Passar por uma crise de ansiedade, lidar com um evento tão traumático quanto a tentativa de suicídio da sua mãe, e ainda sentir que a medicação já não está mais funcionando como antes é uma situação extremamente desafiadora. Isso é o que chamo de um "acúmulo emocional", onde as emoções e a mente chegam a um ponto de desgaste.

    É importante que você entenda que o que você está sentindo agora — a falta de energia, a confusão — é uma reação natural do corpo e da mente após um período tão intenso. A medicação tem seu papel, mas ela não resolve tudo. Ela ajuda a estabilizar o que está fora de equilíbrio, mas para lidar com o que você viveu e com a dor que sente, a psicoterapia é fundamental.

    Com relação à sua experiência anterior com psicólogos, entendo completamente sua resistência. Não sei como foram suas vivências, e nem o que comprometeu a relação terapêutica no seu processo de psicoterapia. Sei que encontrar alguém com quem você se sinta confortável é essencial para o sucesso do tratamento. Nunca deixe de tentar, porque encontrar seu psicólogo ou sua psicóloga é como encontrar um sapato que caiba certinho no seu pé — aquele que não machuca, mas te proporciona o máximo de conforto e bem-estar para caminhar. Assim como um sapato certo, um bom profissional vai fazer toda a diferença no seu processo de melhora.

    Quero te garantir que meu trabalho é pautado por princípios sólidos de ética, humanização e respeito, sem julgamentos. Meu objetivo é proporcionar um ambiente seguro, onde você se sinta ouvida e acolhida, e onde possamos trabalhar juntas no seu processo de recuperação.

    O tratamento adequado, junto com o suporte de um profissional qualificado, pode fazer uma grande diferença na sua melhora. Entendo que o processo leva tempo e, muitas vezes, exige paciência, mas ele é essencial para que você possa alcançar alívio e encontrar um novo caminho para viver com mais equilíbrio.

    Se essa abordagem ressoou com você, estou à disposição para dar o próximo passo juntas. Podemos conversar mais e ver como posso te ajudar de forma eficaz e acolhedora.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Sim, é possível que os sintomas que você está descrevendo, como a sensação de falta de ar, possam estar relacionados ao aspecto psicológico, especialmente se os exames não apontaram nenhuma alteração física. Nesse caso, parece ser uma manifestação de transtorno de ansiedade, pois quando esses sinais fisiológicos de ansiedade surgem de forma espontânea, sem uma causa clara, é um indicativo de que a ansiedade pode estar se tornando patológica.

    A ansiedade patológica não está necessariamente ligada a uma situação de ameaça ou estresse imediato, mas sim a uma reação exagerada do corpo, que se manifesta com sintomas como falta de ar, coração acelerado, tremores, entre outros, mesmo quando não há perigo real. Esses sintomas podem surgir inesperadamente, ou sem um motivo óbvio, e isso é o que caracteriza a ansiedade patológica. Ela envolve uma resposta exagerada do nosso sistema de defesa, que pode ativar o sistema nervoso autônomo, afetando funções corporais como a respiração.

    Quando a ansiedade ultrapassa os limites do que seria uma reação normal ao estresse, ela pode passar a gerar esses sinais fisiológicos de forma recorrente e intensa. Isso é frequentemente associado a um transtorno de ansiedade, que pode ser tratado de maneira eficaz com abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e técnicas de controle da respiração e relaxamento.

    Caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, buscar ajuda profissional pode ser muito útil para identificar as causas e desenvolver um plano de tratamento adequado. Estou à disposição para te ajudar a entender e trabalhar esse quadro, caso deseje continuar essa jornada.


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Muitas pessoas com diagnóstico de transtorno bipolar se fazem essa mesma reflexão ao longo dos anos.

    Primeiro, quero que saiba que estou à disposição e entendo profundamente a dor que você tem vivido. Sei o quanto, em alguns momentos, o transtorno bipolar pode trazer uma sensação de desesperança.

    O transtorno bipolar é uma condição crônica, o que significa que, embora não tenha uma "cura" definitiva, existe remissão dos sintomas. O que nós, clínicos, buscamos é manter o humor do paciente no estado eutímico (humor normal e saudável). Isso, no entanto, é um pouco desafiador neste transtorno, pois há oscilações no humor, que podem variar entre humor deprimido, humor hipomaníaco e, no caso mais grave, humor maníaco.

    Atualmente, temos muitas opções de tratamento que trazem bastante eficácia e qualidade de vida ao paciente, graças ao avanço da medicina. Temos bons antidepressivos, com efeitos colaterais bem menores, associados a estabilizadores de humor. Em alguns casos onde não há nenhuma melhora dos sintomas — ou seja, quando não há remissão — pode-se analisar cuidadosamente o paciente e avaliar sua elegibilidade para sessões de Eletroconvulsoterapia (ECT), que é uma opção para os casos mais resistentes ao tratamento.

    O tratamento adequado pode levar à estabilização dos sintomas e melhorar muito a qualidade de vida do paciente.

    Entendo que o transtorno bipolar pode ser uma jornada longa e desafiadora, mas é importante lembrar que com o acompanhamento adequado, há sempre esperança e maneiras de viver bem. Não hesite em buscar ajuda profissional, pois com os recursos corretos, você pode alcançar uma vida significativa. Estou aqui para o que precisar e para ajudar a caminhar junto nesse processo.


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Danielli Sardeiro

    Eu entendo seu sentimento de ambivalência. Ao mesmo tempo que você quer oferecer sua escuta — o que me parece ser uma forma de acolher e ser empática —, você está se sentindo sobrecarregada emocionalmente. Sua empatia e o seu desejo de ajudar mostram boas qualidades em você. No entanto, quando oferecemos algo ao outro que nos machuca, nesse momento deixamos de ajudar o próximo. Quando atravessamos nosso limite e nos machucamos junto, corremos o risco de adoecer também. É como aquele ditado: não tem como salvar alguém de um afogamento se você não é profissional em salvamento. Você precisa separar o que é seu e o que é do outro. Incentivar a pessoa que está com dificuldades a buscar ajuda profissional é o melhor caminho, mas não assuma para si a responsabilidade de resolver os problemas dela.

    Escutar alguém com, por exemplo, depressão, pode ser emocionalmente muito pesado — mesmo para adultos, profissionais e familiares. Isso não significa que você esteja sendo fraca ou egoísta ao sentir que não está dando conta. Muito pelo contrário: o que você está sentindo mostra que você também precisa de apoio e que é humana, com limites emocionais que devem ser respeitados.

    Você não precisa parar de se importar com sua colega, mas é fundamental reconhecer que não é sua responsabilidade carregar um peso ou sofrimento que não é seu. Uma coisa é ouvir e acolher, outra é tomar para si, trazer para o seu coração algo que não lhe pertence. O papel de apoiar alguém que está enfrentando um sofrimento psíquico deve ser conduzido por um profissional de saúde mental, como psicólogo(a) ou psiquiatra, que tem preparo técnico e suporte emocional para isso.

    Você pode continuar sendo uma presença cuidadosa incentivando sua amiga a procurar ajuda. Peça para ela conversar com um adulto de confiança — como um professor, coordenador ou familiar — e buscar apoio profissional. Diga a ela que você se importa, mas que existem pessoas preparadas para ajudá-la de forma mais eficaz e segura.

    E, por favor, cuide de você também. Você merece ser ouvida, acolhida e apoiada. Fale com alguém de confiança sobre o que está sentindo — pode ser um familiar, a equipe da escola ou até procurar orientação psicológica para você. Cuidar de si mesma não é abandonar ninguém. É, na verdade, o primeiro passo para continuar sendo apoio sem se ferir no processo.

    Caso precise estou à disposição.


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