Perguntas do paciente (36)
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Eu sinto que não vivi a vida, de forma literal, quando penso no meu passado e nas coisas que já vivi
Eu sinto que não vivi a vida, de forma literal, quando penso no meu passado e nas coisas que já vivi eu não consigo lembrar, parece que tudo aconteceu no automático e sinceramente, rápido demais, na hora eu estou vivendo mas quando penso em o que fiz em alguns segundos atrás eu não consigo. Nunca perguntei se alguém sente o mesmo, isso é algo comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo pode estar relacionado a um estado de desconexão, que muitas pessoas experimentam em diferentes níveis. É comum sentir que a vida passou rápido demais, especialmente quando se vive no piloto automático, com pouca atenção ao momento presente. Isso pode estar ligado a fatores como ansiedade, estresse, excesso de preocupações ou até mesmo traços de dissociação leve, que fazem com que a memória das experiências não se consolide de forma clara.
Se você sente que está sempre vivendo, mas não registrando as experiências internamente, pode ser que sua mente esteja constantemente em um estado de hiperatividade ou distração, impedindo que os momentos sejam processados com profundidade. Esse tipo de sensação também pode acontecer quando a rotina se torna repetitiva e os dias passam sem grandes variações, dando essa impressão de que tudo aconteceu sem deixar marcas fortes.
Se for algo que te incomoda, algumas práticas podem ajudar a aumentar essa conexão com o presente, como mindfulness, escrita reflexiva sobre o dia a dia e até pequenas pausas para registrar mentalmente momentos importantes. Mas se essa sensação for muito intensa ou estiver gerando sofrimento, pode ser interessante buscar apoio profissional para entender melhor o que está acontecendo.
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As vezes eu escuto vozes mas depois de um tempo passa, pode passar anos e elas voltam de novo. O que
As vezes eu escuto vozes mas depois de um tempo passa, pode passar anos e elas voltam de novo. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ouvir vozes pode ter diferentes causas, e é importante analisar o contexto em que isso acontece. Em alguns casos, pode estar relacionado a estresse extremo, ansiedade, privação de sono, traumas emocionais ou até mesmo períodos de intensa sobrecarga mental. Em outros, pode ser um sintoma de algo mais específico, como transtornos psiquiátricos (exemplo: transtorno psicótico, depressão severa, transtorno dissociativo ou bipolaridade).
Se as vozes aparecem em momentos de grande ansiedade, estresse ou cansaço, podem ser uma resposta do seu cérebro a esse estado emocional. Algumas pessoas relatam ouvir vozes internas como uma forma do corpo sinalizar que algo não está bem.
Se elas surgem sem motivo aparente, causam sofrimento, interferem no seu dia a dia ou vêm acompanhadas de outras alterações na percepção da realidade, pode ser um sinal de que seria importante buscar um profissional de saúde mental para avaliar com mais profundidade.
O mais importante é observar:
- Quando e com que frequência isso acontece?
- Essas vozes te dizem algo específico?
- Você percebe mudanças no seu humor ou na sua percepção da realidade quando isso ocorre?
- Elas causam medo ou desconforto?
Se for algo que impacta sua vida ou causa sofrimento, um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico pode te ajudar a entender melhor o que está acontecendo e encontrar estratégias para lidar com isso de forma mais saudável. Você não está sozinho(a), e há caminhos para compreender e tratar essa questão.
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Sempre tive dificuldades em relacionamentos amorosos, sou filha de mãe narcisista e as vezes acho qu
Sempre tive dificuldades em relacionamentos amorosos, sou filha de mãe narcisista e as vezes acho que nunca vou conseguir amar ninguém. Estou namorando mas só consigo enxergar os defeitos do meu namorado. Não quero terminar com ele, mas estou muito infeliz. Sofri muito maus tratos por parte da minha mãe, será que isso pode ter alguma relação com a minha dificuldade em amar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, sua dificuldade em se conectar emocionalmente pode estar profundamente ligada à sua história com sua mãe. Relações abusivas na infância, especialmente com figuras parentais, podem impactar a forma como você percebe e vive o amor na vida adulta.
Por que isso acontece?
Quando crescemos com uma mãe narcisista ou emocionalmente abusiva, aprendemos que o amor está associado a dor, insegurança e crítica constante. Esse tipo de dinâmica pode fazer com que:
1. O amor pareça algo ameaçador – Como o vínculo materno foi marcado por sofrimento, seu cérebro pode associar relacionamentos à necessidade de proteção e vigilância constante.
2. Você se torne hipervigilante – Depois de crescer precisando se proteger emocionalmente, pode ser difícil relaxar em um relacionamento. Isso pode fazer com que você se concentre excessivamente nos defeitos do parceiro, como se estivesse sempre em alerta para evitar se machucar.
3. Haja uma dificuldade em sentir vulnerabilidade – Se abrir para amar pode parecer um risco, pois antes o amor veio com dor e rejeição.
O que fazer agora?
Se você não quer terminar, mas sente que está infeliz, vale a pena refletir:
1. Você sente que ele te trata bem e te respeita? Se sim, essa relação pode ser um espaço seguro para trabalhar suas dificuldades emocionais.
2. Seu foco nos defeitos é um reflexo real do que ele é, ou uma defesa inconsciente para evitar se envolver?
3. Você já buscou terapia para trabalhar sua relação com o amor e o medo da intimidade?
O trauma da infância não precisa definir seu futuro amoroso. O autoconhecimento pode te ajudar a quebrar esses padrões e construir relações mais saudáveis. Você merece experimentar o amor de uma forma mais leve e segura. Se quiser trabalhar isso em terapia, pode ser um passo muito importante para sua felicidade.
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O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha
O meu pai queria que eu tivesse nascido homem, na infância vivia me criticando, dizendo que eu tinha que ter nascido homem para ajudá-lo nas atividades, eu desde criança não gostava dele, e até hoje, tudo que eu falo ou faço, ele me oprime, fala que eu não sei de nada, manda eu calar a boca, ri de cada coisa ou ação que faço, sempre me colocando pra baixo, diz que as minhas irmãs e o meu irmão são melhores que eu, e eu odeio ele por causa dessas atitudes dele comigo e me sinto depressiva quando estou perto dele. Essas atitudes dele tem a ver com o fato dele querer que eu tivesse nascido homem ou é simplesmente porque ele deva ser narcisista? Sou lésbica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo que você passou e ainda passa em relação ao seu pai. Suas dores são legítimas, e a forma como somos tratados certamente tem um impacto profundo em nosso bem-estar emocional. Vou tentar trazer uma perspectiva que possa te ajudar a entender melhor essa dinâmica e, principalmente, a encontrar caminhos para lidar com isso.
Na Análise do Comportamento, olhamos para as relações como padrões aprendidos ao longo da vida. Nossos pais, por exemplos, possivelmente internalizaram crenças rígidas sobre gênero e expectativas em relação aos filhos, o que pode levá-los a depreciações e opressões voltadas aos próprios filhos. Isso não significa que há algo errado com a pessoa que sofre com isso, mas sim que esses pais reproduzem valores distorcidos que colocam rótulos sobre o que "deveria" ser uma filha ou um filho.
Independentemente de ser uma questão de machismo estrutural, narcisismo ou outros fatores, o mais importante aqui é reconhecer que nada disso justifica ou legitima o tratamento que ele te dá. Ninguém merece ser tratado com desprezo, especialmente dentro da própria família.
Se estar perto dele te faz mal, pode ser necessário refletir sobre como estabelecer limites – seja reduzindo a exposição a essas situações ou aprendendo a não absorver esses ataques como verdades sobre você. Construir uma rede de apoio que te reconheça e te valorize pelo que você realmente é pode ser um passo essencial para minimizar os impactos desse ambiente.
Se esses sentimentos estão te deixando depressiva, considerar um acompanhamento psicológico pode ser um grande apoio para processar essas vivências e fortalecer sua autonomia emocional. Você não está sozinha nisso, e existem caminhos para que essa dor não defina a sua história.
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Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minh
Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minhas roupas, pedi até pra trocar quando tem decotes, tem ciúme de meus colegas de trabalho, toda vez que eu to no horario e almoço ele quer fazer chamada de vídeo pra ver quem está do lado. pega meu celular de meia em meia hora, checa tudo ate histórico de navegação. quando ele ta no trabalho e eu to de folga eu preciso avisar ele antes toda vez que eu for em algum lugar, até no mercado. fala que olho para os homens na rua, fala que se eu trair ele, ele me mata. toda vez que a gente briga ele esconde meu celular, fica 2 dias e depois me devolve. não gosta que eu comprimento homens na rua, não gosta que vou na casa das minhas amigas, pq segundo ele vou lá pra falar de macho. e agora quer que eu engravide.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve não é apenas ciúme, mas um relacionamento abusivo e perigoso. O controle excessivo, as ameaças, o isolamento e a vigilância constante são sinais graves de posse e violência psicológica. Seu marido não está apenas tentando limitar sua liberdade, ele está criando um ambiente onde você se sente vigiada e com medo. Além disso, ameaçar sua vida caso você o "traia" é um alerta vermelho de risco real.
É importante reconhecer que isso não é amor. Amor envolve respeito, confiança e liberdade, e não medo e controle. Buscar apoio de amigos ou familiares pode ser essencial nesse momento. Se possível, registre ameaças ou comportamentos abusivos, pois isso pode ser útil caso precise de ajuda legal no futuro. Pensar com cautela sobre a gravidez também é fundamental, pois ele já te priva da sua liberdade agora e, se você engravidar, isso pode se tornar uma forma ainda maior de controle.
A terapia pode te ajudar a fortalecer sua autoestima e entender esse ciclo de abuso. Se você se sente ameaçada, procurar informações sobre a Lei Maria da Penha e medidas protetivas pode ser um passo necessário para garantir sua segurança. Você merece um relacionamento onde se sinta segura e respeitada. Se estiver em perigo ou com medo, não hesite em buscar ajuda. Você não está sozinha.
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Como lidar com baixa estima e ansiedade social?Não consigo criar conexões com as pessoas, acabo me a
Como lidar com baixa estima e ansiedade social?Não consigo criar conexões com as pessoas, acabo me afastando e afastando elas de mim, não me divirto e tenho pensamentos negativos que afetam o lado profissional...isso me afeta muito, quase 22 anos
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Baixa autoestima e ansiedade social podem tornar as interações difíceis e criar um ciclo onde o medo do julgamento leva ao afastamento, reforçando a insegurança. Se você evita o contato social por receio de não ser aceito ou de não saber como agir, essa evitação pode alimentar ainda mais a ansiedade. Com o tempo, isso pode afetar não apenas seus relacionamentos, mas também sua vida profissional e sua percepção de si mesmo.
É importante entender que a autoestima não surge de uma hora para outra, mas pode ser fortalecida com pequenas mudanças diárias. Começar reconhecendo suas qualidades, mesmo as pequenas, pode ajudar a mudar a forma como você se enxerga. Desenvolver habilidades sociais também é um processo gradual. Se expor a interações de forma progressiva pode ajudar a tornar esses momentos menos intimidantes.
Os pensamentos negativos também desempenham um grande papel. Se você sempre se vê como alguém que "não sabe se conectar" ou "não tem nada a oferecer", essa visão pode se tornar uma barreira para criar vínculos. Desafiar essas crenças e aprender a reformular pensamentos pode fazer com que sua visão sobre si mesmo mude com o tempo.
Se isso está impactando sua vida a ponto de te paralisar, buscar apoio psicológico pode ser um passo importante. O acompanhamento pode te ajudar a entender esses padrões, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e fortalecer sua autoconfiança. Criar conexões não significa mudar quem você é, mas sim encontrar formas mais leves e seguras de se relacionar com os outros sem se sentir sobrecarregado.
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Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois
Meu marido não me procura dorme em outro quarto ,tenho certeza que está viciado em pornografia pois já peguei a um tempo atrás até um fake tinha ,vive de mal humor não tem um pingo de paciência e pelo que vejo já não sente falta de mim..ainda sofro com isso pois já tentei de tudo pra ele voltar para cama ...hoje me tornei sem paciência,engordei vivo em crise de ansiedade como melhorar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por tudo o que você está passando. É compreensível que essa situação esteja te afetando emocionalmente, gerando ansiedade, baixa autoestima e um sentimento de rejeição. O impacto de um relacionamento distante pode ser profundo, e querer resolver isso é um desejo legítimo.
O primeiro passo para melhorar essa situação é olhar para você mesma e para o que você realmente quer e merece em um relacionamento. Seu sofrimento não deve ser ignorado ou colocado em segundo plano apenas para manter a relação. Aqui estão algumas reflexões e ações que podem te ajudar:
1. Observe o que está sob seu controle
Você já tentou se reconectar com ele, mas parece que a iniciativa está vindo apenas do seu lado. Relacionamentos saudáveis precisam de reciprocidade. O que você está fazendo por você nesse momento?
2. Cuide da sua autoestima
A forma como ele age pode estar te fazendo sentir desvalorizada, mas o amor-próprio não pode ser condicionado ao comportamento de outra pessoa. Buscar atividades que te façam bem, praticar exercícios e se conectar com pessoas que te apoiam pode ajudar a recuperar sua autoconfiança.
3. Comunicação aberta
Já houve uma conversa sincera sobre o que está acontecendo? Muitas vezes, fugimos desse tipo de diálogo por medo da resposta, mas colocar as cartas na mesa pode esclarecer se ainda existe espaço para uma reconexão.
4. Defina seus limites
Se ele não demonstra interesse, não respeita seu espaço emocional e isso está te consumindo, é importante refletir: até que ponto vale a pena insistir? Você não precisa se esforçar sozinha para fazer o relacionamento funcionar.
5. Busque apoio psicológico
Se essa situação está te levando a crises de ansiedade, engordar por compulsão emocional e perder sua paciência, pode ser um sinal de que sua saúde mental está sendo prejudicada. A terapia pode te ajudar a enxergar suas emoções com mais clareza e tomar decisões mais alinhadas com seu bem-estar.
Você merece um relacionamento onde se sinta desejada, valorizada e respeitada. E, acima de tudo, merece se sentir bem consigo mesma, independentemente da atitude dele.
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Olá, de um tempo para ca venho tenho pensamento onde eu tenho alguma doenca seria na minha cabeça, e
Olá, de um tempo para ca venho tenho pensamento onde eu tenho alguma doenca seria na minha cabeça, e com isso eu vivo entrando no google e pesquisando tudo o que possa imaginar, eu sinto que minha mente vai desligar ou me sinto distante da realidade, sinto como se eu estivesse vivendo para dentro... tenho medo da morte e ate mesmo dos meus pensamentos serem reais, fico achando que minha cabeça esta diferente/estranha e fico imagiando que nada que eu faça vai me fazer melhorar, nem remedio e nem nada fico com medo da morte ou de ficar doente... me sinto incapaz de realizar tarefas ou de ate mesmo crescer na vida... morro de medo de ficar com a cabeça assim
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo parece estar gerando muito sofrimento, e eu quero te lembrar que você não está sozinha. Pensamentos obsessivos sobre doenças, a sensação de estar "desconectado da realidade" e o medo intenso da morte podem estar ligados a ansiedade intensa, possivelmente com características de hipocondria ou despersonalização/desrealização, que são reações comuns quando estamos sobrecarregados mentalmente.
A busca constante por sintomas no Google pode reforçar esse ciclo de ansiedade, pois quanto mais você pesquisa, mais encontra motivos para se preocupar, o que só aumenta sua angústia. Seu cérebro entra em um estado de hipervigilância, onde qualquer sensação ou pensamento parece um sinal de algo grave.
Aqui estão alguns passos que podem te ajudar:
1. Observe seus padrões de pensamento – Perceba quando surge a necessidade de pesquisar sobre doenças e tente adiar essa busca, redirecionando sua atenção para outra atividade.
2. Respire e ancore-se no presente – Quando sentir que sua mente está "desligando" ou que a realidade está distante, tente focar em algo concreto ao seu redor: toque um objeto, descreva mentalmente onde está ou faça respirações profundas.
3. Cuide do que está consumindo – Evite conteúdos sobre doenças e saúde em excesso, pois isso pode reforçar sua ansiedade.
4. Busque apoio profissional – Pensamentos como os que você mencionou podem ser aliviados com a ajuda de uma psicóloga. O acompanhamento terapêutico pode te ajudar a compreender melhor essas sensações e desenvolver estratégias para lidar com elas de forma mais saudável.
Você não está presa a esse ciclo para sempre. Há caminhos para aliviar esses medos e voltar a se sentir no controle da sua vida. Se precisar de ajuda, saiba que a terapia pode ser um espaço seguro para entender melhor esses sentimentos.
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Tenho dificuldade em sair de casa, fora dos momentos de trabalho e de estudo, foco muito nisso. Não
Tenho dificuldade em sair de casa, fora dos momentos de trabalho e de estudo, foco muito nisso. Não consigo me sentir bem no meio social, onde sinto que por muitas vezes a minha "bateria" acaba e preciso me ausentar o quanto antes do local, preciso ficar isolada/em um canto. Sinto que não consigo me manter com habilidades sociais ou interpessoais e na comunicação ativas.
Tenho padrões e rituais que eu não posso encontrar com as pessoas de um contexto específico (ex: escola) em outro local. Sinto que a minha cabeça se emite uma mensagem de "erro".
Venho tentando lutar com isso por muitos anos. Quais são as alternativas possíveis para isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oie!
Primeiro, quero reconhecer a sua coragem em compartilhar essas dificuldades. O que você descreve pode estar relacionado a padrões comportamentais que foram se fortalecendo ao longo do tempo e hoje impactam seu bem-estar social.
Na Análise do Comportamento, entendemos que cada comportamento – incluindo evitar interações sociais ou sentir desconforto em certos contextos – tem uma função e foi aprendido ao longo da sua história. Seu cérebro pode ter associado esses encontros sociais a sensações desagradáveis, reforçando a necessidade de evitá-los.
Algumas estratégias que podem ajudar incluem:
1. Mapear os gatilhos – Observar em quais situações esse desconforto é mais intenso e identificar o que acontece antes e depois pode trazer insights sobre os fatores que mantêm esse padrão.
2. Treino de habilidades sociais – Pequenos exercícios podem ajudar a desenvolver mais conforto em interações sociais, respeitando o seu ritmo. Isso pode envolver desde ensaiar respostas até se expor gradualmente a diferentes situações.
3. Flexibilizar regras internas – O que você chama de “mensagem de erro” pode ser um conjunto de regras que se consolidaram com o tempo. Trabalhar para flexibilizar essas regras pode ajudar a tornar esses encontros menos aversivos.
4. Reforçar momentos de descanso – O fato de sentir que sua "bateria" acaba rapidamente pode estar ligado à forma como essas interações acontecem. Encontrar espaços onde você possa se conectar de maneira mais leve e menos desgastante pode ser um caminho.
Se isso tem sido uma luta por muitos anos, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a entender mais profundamente esses padrões e desenvolver estratégias personalizadas para lidar com eles. Se precisar de suporte, estou à disposição para te ajudar nesse processo!
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É permitido agendar uma sessão com um psicólogo para alguém que não seja eu?
É permitido agendar uma sessão com um psicólogo para alguém que não seja eu?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é permitido, mas a pergunta que pode ser feita é: por que fazer pelo outro o que ele pode fazer por si mesmo? Se a pessoa tem capacidade de agendar a própria sessão, mas você sente a necessidade de fazer isso por ela, talvez valha a pena refletir sobre o que isso significa para você. Você sente que precisa cuidar dela? Acredita que, se não fizer isso, ela não tomará a iniciativa?
É importante lembrar que a terapia funciona melhor quando a própria pessoa toma a decisão de buscar ajuda. Quando alguém agenda para outra pessoa sem que haja um desejo genuíno de participar, o engajamento na terapia pode ser menor. A exceção seria em casos onde a pessoa realmente não consegue fazer isso por si mesma, seja por questões de saúde mental severa, dificuldades cognitivas ou outras limitações.
Se você quer ajudar alguém a iniciar um acompanhamento psicológico, uma abordagem mais eficaz pode ser incentivar a pessoa a dar esse passo por conta própria. Você pode oferecer apoio, sugerir profissionais e até ajudar a organizar as informações, mas permitir que ela mesma tome a iniciativa fortalece a autonomia e o compromisso com o processo.
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Eu tenho dificuldade para ter relacionamentos, percebo que saboto qualquer relação romântica antes q
Eu tenho dificuldade para ter relacionamentos, percebo que saboto qualquer relação romântica antes que se torne algo sério, começo a achar defeitos na pessoa, sinto nojo, repulsa, começo a pensar que se essa pessoa fizer parte da minha vida não vai dar certo, que seja trabalhoso e não estou disposta a isso, tenho medo de namorar por conta dessas questões e isso faz com que eu não me interesse pelas pessoas ou afaste elas, além disso me desanimo com facilidade com qualquer atividade, fico triste instantaneamente. O que poderia ser isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a um mecanismo de defesa emocional, onde seu cérebro tenta te "proteger" de um possível sofrimento, mesmo que isso signifique impedir que você se aproxime de alguém. Esse padrão pode ter várias origens, e a terapia pode te ajudar a entender melhor a raiz desse comportamento.
Possíveis explicações para o que você sente:
1. Medo de vulnerabilidade – Se relacionar emocionalmente significa se expor e confiar no outro. Se, em algum momento da sua vida, relações significaram dor, decepção ou controle, seu instinto pode ser o de evitar qualquer envolvimento antes que algo “dê errado”.
2. Autossabotagem – O foco exagerado nos defeitos da outra pessoa e a repulsa podem ser formas inconscientes de afastamento, para que você não precise lidar com os desafios de uma relação. Isso pode estar ligado a crenças internas sobre não estar pronta, não merecer ou sobre relacionamentos serem sempre difíceis.
3. Anedonia ou desmotivação emocional – A perda de interesse rápida, tanto em pessoas quanto em atividades, pode indicar um padrão emocional mais amplo. Pode ser interessante avaliar se há sintomas de depressão ou desânimo persistente em outras áreas da sua vida.
4. Evitamento afetivo – Algumas pessoas, por experiências passadas ou padrões familiares, aprendem a não se vincular emocionalmente para evitar frustração ou abandono. Isso pode se manifestar como desinteresse ou irritação quando um relacionamento começa a se tornar mais íntimo.
O que você pode fazer?
1. Observar padrões – O que te faz perder o interesse? Em que momento da relação isso acontece?
2. Explorar suas crenças sobre relacionamentos – Você sente que namorar seria uma perda de liberdade? Um risco? Um fardo?
3. Trabalhar a autocompreensão – Um processo terapêutico pode te ajudar a identificar o que está por trás desse bloqueio e a ressignificar suas experiências emocionais.
Se esse padrão está te causando sofrimento ou impedindo que você se conecte de forma mais plena com as pessoas, saiba que há caminhos para mudar isso. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e entender a origem dessas sensações pode te ajudar a construir relações mais leves e satisfatórias.
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Olá, tenho episódios de tristeza toda vez que eu vou ficar na casa de alguém. Sem razão aparente ou
Olá, tenho episódios de tristeza toda vez que eu vou ficar na casa de alguém. Sem razão aparente ou motivo, desde os meus 9 anos pelo que me lembro já tinha essa sensação. E uma tristeza horrível, mas costuma durar pouco tempo algumas horas, contudo, não consigo aproveitar o lugar como meus familiares fazem, fico ansioso para voltar pra casa, não do tipo de ansiedade ruim, apenas vontade de voltar para casa assim que possível. Eu consigo ir pros lugares passar 1 dia e voltar para a casa, sem sentir a sensação de tristeza geralmente ela só aparece depois de um tempo em que estou no lugar, outra coisa essa sensação não aparece em certos lugares específicos minha casa, a casa casa da minha avó etc. Isso é ruim, pois minha família costuma viajar para casa dos familiares frequentemente e eu me ausento sempre, só vou em eventos especiais tipo Natal e ano novo, e passar dias tão importantes com essa sensação ruim e horrível. Queria saber se é algo normal, ou se um sintoma de TAG, fui diagnosticado com TAG moderada estava atrapalhando meu sono ao ponto de precisar de amitriplina pra dormir, mas eu fiz o tratamento certinho e não preciso mais usar o remédio. De qualquer forma queria saber se essa sensação é normal ou se eu deveria tomar providências.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito válido que você esteja buscando entender essa sensação e como ela te impacta. Você mencionou que essa tristeza aparece sem um motivo aparente, mas será que, de alguma forma, ela pode estar ligada a uma expectativa que você tem sobre como deveria se sentir nesses momentos? Muitas vezes, quando percebemos que não estamos reagindo da mesma forma que os outros, podemos interpretar isso como um sinal de que há algo errado, mas nem sempre essa interpretação é precisa.
Você também mencionou que a sensação aparece em determinados lugares e não em outros. Será que esses ambientes onde você se sente confortável representam para você um espaço de segurança emocional? Talvez sua mente associe certos lugares à previsibilidade e ao controle, enquanto outros ambientes trazem uma sensação de deslocamento, o que pode gerar esse incômodo emocional.
Outra reflexão importante é sobre o peso que você dá a esse sentimento. Quando ele aparece, você o encara como algo passageiro ou se preocupa excessivamente com o fato de estar sentindo isso? Às vezes, a forma como lidamos com nossas emoções pode intensificá-las. Se, ao notar essa tristeza, você começa a questionar se há algo errado, isso pode fazer com que a sensação pareça ainda mais forte e difícil de lidar.
Isso significa que não há nada a ser feito? Não necessariamente. Se essa sensação está te impedindo de participar de momentos importantes e gerando sofrimento, pode ser interessante observar se há padrões de pensamento que reforçam esse desconforto. Você pode experimentar se permitir sentir essa tristeza sem interpretá-la como um problema, tentando focar mais no que está acontecendo ao seu redor do que no seu estado interno. Se perceber que isso ainda te impacta muito, a terapia pode ser um espaço seguro para explorar essas sensações e encontrar formas mais leves de lidar com elas.
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Não gosto que meu namorado fique passando a mão em mim toda hora, ele faz isso toda hora e eu não go
Não gosto que meu namorado fique passando a mão em mim toda hora, ele faz isso toda hora e eu não gosto, me sinto estranha as vezes me sinto nojenta, mas eu gosto dele e sinto atração mas isso toda vez me incomoda e me dá vontade de chorar quando eu não tô afim. As vezes ele chega do nada passando a mão nem é por mal mas eu não gosto. Ele não me força a nada mas eu não gosto disso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante reconhecer que seu desconforto merece ser respeitado, independentemente da intenção do seu namorado. O fato de você gostar dele e sentir atração não significa que precisa aceitar algo que te incomoda. O toque físico é uma forma de demonstrar carinho e desejo, mas quando não acontece dentro dos seus limites, pode gerar incômodo, mesmo que ele não tenha más intenções.
Uma questão importante aqui é entender como você se sente em relação a isso e por que isso te afeta dessa forma. O fato de, às vezes, sentir vontade de chorar ou se sentir nojenta pode indicar que essa situação ativa emoções mais profundas. Você já parou para refletir sobre o que passa pela sua mente nesses momentos? Será que há alguma experiência passada que fez com que esse tipo de contato se tornasse algo difícil para você? Ou será que apenas a frequência e a forma como ele faz isso te incomodam?
Além de entender o que isso desperta em você, é essencial comunicar ao seu namorado de forma clara. Como ele não te força a nada, há uma chance de que ele simplesmente não perceba o quanto isso te afeta. Dizer algo como "Eu gosto de estar com você, mas quando você passa a mão em mim o tempo todo sem eu estar no clima, eu me sinto desconfortável. Prefiro que isso aconteça em momentos que sejam naturais para os dois" pode ajudar a estabelecer um limite sem gerar um distanciamento entre vocês.
Se você já tentou expressar isso e ele continua agindo da mesma forma, pode ser um sinal de que ele não está respeitando seus limites, e isso precisa ser avaliado. Seu corpo e suas sensações importam, e um relacionamento saudável deve ser um espaço onde você se sinta confortável e segura. Se essa questão te gera um sofrimento intenso e recorrente, a terapia pode ser um caminho para entender melhor suas emoções e encontrar estratégias para lidar com isso de forma mais leve.
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Já faz uns 10 anos que sofro do que hoje entendo ser hipocondría. Após a pandemia, minhas neuras pio
Já faz uns 10 anos que sofro do que hoje entendo ser hipocondría. Após a pandemia, minhas neuras pioraram muito, ao ponto de acreditar o tempo todo que estou com alguma doença grave ou quando não é comigo, é com os meus filhos e isso acabou com a minha qualidade de vida. Não consigo me concentrar no trabalho e nem ter mais momentos felizes. Gostaria de saber se, além do tratamento, tem alguma coisa que eu possa fazer para sair de uma crise, quando essas aparecem.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito compreensível que a hipocondria tenha se intensificado depois da pandemia, pois esse período reforçou muitos medos sobre a saúde e a incerteza em relação ao futuro. O impacto que isso está tendo na sua vida mostra o quanto essa ansiedade está tomando espaço e tirando sua paz. O tratamento, especialmente a terapia, pode ajudar a trabalhar essa questão de forma mais profunda, mas existem algumas estratégias que podem ser úteis para aliviar as crises quando elas aparecem.
Um primeiro passo é perceber como seus pensamentos funcionam nesses momentos. Quando a ansiedade surge, é comum que você interprete qualquer sensação no corpo como um sinal de alerta e, a partir daí, sua mente entre em um ciclo de preocupação intensa. Você já reparou se, ao notar um sintoma, sua primeira reação é buscar informações, como pesquisar no Google ou checar sinais no corpo repetidamente? Esses comportamentos podem parecer necessários no momento, mas costumam reforçar ainda mais a ansiedade, pois aumentam a atenção para o problema e fazem a ameaça parecer ainda maior.
Quando estiver em uma crise, tente focar no que você pode fazer no momento presente ao invés de se prender às preocupações sobre o que pode acontecer. Exercícios de respiração, distrações saudáveis e técnicas de grounding (como observar o ambiente ao seu redor e nomear objetos, cores e sons) podem ajudar a trazer sua mente de volta para o presente. Também pode ser útil ter uma frase de segurança para se lembrar nesses momentos, como “minha mente está amplificando esse medo, mas eu já passei por isso antes e sei que ele não dura para sempre”.
Outro ponto importante é avaliar se você está tratando seus pensamentos como verdades absolutas. Quando a ansiedade aparece, ela pode fazer parecer que qualquer sintoma significa algo grave, mas isso nem sempre corresponde à realidade. Questionar esses pensamentos e buscar uma perspectiva mais racional pode ajudar a reduzir o impacto deles.
Se isso está afetando sua qualidade de vida de forma intensa, vale a pena buscar acompanhamento psicológico para desenvolver ferramentas mais eficazes no manejo dessa ansiedade. A hipocondria pode ser trabalhada e não precisa definir sua rotina ou sua felicidade.
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Tenho muita dificuldade em me comunicar, principalmente se for sobre algo que estou planejando, quer
Tenho muita dificuldade em me comunicar, principalmente se for sobre algo que estou planejando, querendo ou pensando. Chego a ter dor física em todo corpo só de iniciar uma conversa. Sinto que tenho medo da resposta da pessoa, não quero magoar, sempre fui assim, desde adolescente (que me lembro), mas agora isso está trazendo muitos prejuízos no meu casamento. Que linha devo seguir de terapia. Por favor, podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece estar muito ligado à ansiedade social e a uma dificuldade em se expressar com segurança, especialmente quando envolve algo pessoal, como seus planos, vontades ou pensamentos. Esse medo da resposta do outro e essa preocupação em não magoar podem ter se desenvolvido ao longo do tempo, talvez como um padrão aprendido desde a adolescência, e agora estão trazendo impactos maiores, principalmente no seu casamento.
Para lidar com isso, uma abordagem que pode te ajudar bastante é a Terapia Cognitivo-Comportamental, porque ela trabalha diretamente com os pensamentos que geram essa trava na comunicação e ajuda a reestruturar crenças que fazem você se sentir desconfortável ao se expressar. Além disso, essa linha de terapia usa estratégias práticas, como pequenas exposições graduais e técnicas de manejo da ansiedade, para que você consiga falar com mais segurança, sem sentir tanta dor física e tensão. Outra abordagem que também pode ser útil é a Análise do Comportamento, que foca em entender os padrões que você vem repetindo e em como construir novas formas de agir, sem precisar passar por tanto sofrimento.
Se isso já está afetando seu casamento, pode ser interessante também considerar terapia de casal, para que essa questão seja trabalhada dentro da relação, com um espaço seguro para que você consiga se expressar melhor. Mas, independente da abordagem que escolher, o mais importante é encontrar um terapeuta com quem você se sinta confortável e que te ajude a construir um jeito mais leve de se comunicar, sem esse medo paralisante da reação do outro. Aos poucos, é possível treinar essa habilidade e perceber que se expressar não precisa ser algo tão doloroso.
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A mentalização pode substituir exposição gradual pra quem tem ansiedade de desempenho??
A mentalização pode substituir exposição gradual pra quem tem ansiedade de desempenho??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A mentalização pode ser um primeiro passo dentro da exposição gradual, mas não substitui a prática real, especialmente para quem tem ansiedade de desempenho.
Na ansiedade de desempenho, o medo geralmente vem da insegurança sobre o próprio desempenho e da incerteza sobre como a situação vai se desenrolar. A mentalização pode ajudar a construir uma imagem mais positiva de si mesma, ensaiar mentalmente o que se quer fazer e até reduzir um pouco a tensão inicial, mas confiança só se desenvolve na prática. Você precisará de experiências concretas para aprender que a situação não é tão ameaçadora quanto parece.
Você pode combinar as duas estratégias. Primeiro, usar a mentalização para se familiarizar com a ideia da exposição e criar um estado mental mais preparado. Depois, se expor de forma gradual, começando por desafios menores e aumentando a dificuldade aos poucos.
No caso de falar em público, por exemplo, poderia começar praticando sozinho, depois gravando um áudio, falando para um amigo, depois para um grupo pequeno e assim por diante. Cada etapa vai ajudando a reduzir a ansiedade e aumentar a confiança.
Então, mentalizar pode ser um recurso útil, mas sozinho não ensina o corpo a lidar com a ansiedade na prática. A mudança significativa acontece quando a gente vive a experiência e percebe que consegue lidar com ela.
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Qual a diferença entre ansiedade e crise de pânico?
Qual a diferença entre ansiedade e crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ansiedade e crise de pânico estão relacionadas, mas são coisas diferentes. A ansiedade é um estado emocional mais amplo, enquanto a crise de pânico é um episódio intenso e específico.
A ansiedade é uma reação natural do corpo diante de algo que percebemos como uma ameaça ou desafio. Pode ser leve, moderada ou intensa, mas geralmente vem de preocupações constantes, medos sobre o futuro e uma sensação de apreensão. Ela pode durar horas, dias ou até meses, e os sintomas costumam incluir inquietação, tensão muscular, pensamentos acelerados, dificuldade de concentração e alterações no sono.
Já a crise de pânico é um episódio abrupto e intenso de medo extremo, que surge de repente e atinge o pico em poucos minutos. Durante uma crise, a pessoa pode sentir falta de ar, palpitações, tremores, sudorese, tontura, sensação de desmaio ou de que está tendo um ataque cardíaco. Muitas vezes, há uma sensação de perda de controle ou medo de morrer. Ao contrário da ansiedade, a crise de pânico é curta, dura de alguns minutos a meia hora, e vem acompanhada de uma forte resposta física.
Uma pessoa pode ter ansiedade frequente sem ter crises de pânico, assim como pode ter crises de pânico sem estar constantemente ansiosa. Mas quando as crises se tornam recorrentes e geram medo constante de acontecerem de novo, pode ser um transtorno do pânico, que exige tratamento. A diferença principal está na intensidade, no tempo de duração e no impacto no dia a dia.
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como saber se estou no relacionamento uma pessoa manipuladora
como saber se estou no relacionamento uma pessoa manipuladora
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perceber se você está em um relacionamento com uma pessoa manipuladora pode ser difícil porque a manipulação, muitas vezes, acontece de forma sutil e gradual. No início, a pessoa pode parecer carismática, atenciosa e até muito envolvida com você, mas, ao longo do tempo, você pode começar a se sentir confusa, culpada e emocionalmente desgastada.
Algumas perguntas podem te ajudar a refletir:
1. Você sente que precisa justificar tudo o que faz? Se a pessoa te faz sentir que precisa dar explicações constantes, como se estivesse sempre sob julgamento, isso pode ser um sinal.
2. Seus sentimentos são frequentemente invalidados? Uma pessoa manipuladora tende a minimizar suas emoções, dizendo que você está exagerando, sendo sensível demais ou fazendo drama, ao invés de acolher o que você sente.
3. Você se sente confusa sobre o que é real? A manipulação pode incluir gaslighting, que é quando a pessoa distorce os fatos para que você duvide da própria memória, percepção ou até da sua sanidade.
4. Você tem medo de se posicionar? Se expressar sua opinião ou dizer "não" gera reações desproporcionais, como chantagem emocional, explosões de raiva ou silêncio punitivo, pode ser um indício de controle.
5. Você se sente culpada mesmo quando não fez nada errado? Pessoas manipuladoras costumam usar a culpa como ferramenta, fazendo com que você se responsabilize pelos sentimentos ou atitudes delas.
6. Você sente que perdeu sua identidade? Se, ao longo do tempo, você começou a abrir mão de coisas que ama, de amizades ou de quem você era para evitar conflitos ou agradar a outra pessoa, pode ser um sinal de que está presa a um ciclo de manipulação.
7. As regras parecem mudar o tempo todo? Manipuladores muitas vezes criam expectativas que nunca podem ser totalmente alcançadas, deixando você sempre em falta, sempre tentando provar algo.
Se você se identificou com várias dessas situações, é importante refletir sobre como esse relacionamento está afetando sua autoestima e seu bem-estar emocional.
Conversar com alguém de confiança ou procurar apoio profissional pode te ajudar a enxergar a situação com mais clareza e a tomar decisões que respeitem sua saúde emocional.
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Olá ! Interromper a terapia por alguns meses pode atrapalhar muito quando retornar a terapia?
Olá ! Interromper a terapia por alguns meses pode atrapalhar muito quando retornar a terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende. O impacto de interromper a terapia por alguns meses varia de acordo com a fase do processo terapêutico, os motivos da pausa e a forma como essa interrupção é conduzida.
Se a terapia ainda estava no início e você estava trabalhando questões mais estruturais, como autoconhecimento e padrões emocionais, a pausa pode não ser tão prejudicial, desde que você mantenha alguma reflexão ativa sobre o que já foi trabalhado. Agora, se você estava lidando com algo mais intenso, como um momento de crise, mudanças significativas ou sintomas mais debilitantes, a interrupção pode dificultar o progresso e até gerar um retrocesso emocional.
Outro ponto importante é como você lida com a pausa. Se for algo planejado, com um fechamento temporário e orientações do terapeuta, pode ser mais tranquilo retomar depois. Mas se for uma interrupção abrupta, sem preparo emocional, pode gerar resistência na volta e a sensação de estar "recomeçando do zero", o que pode trazer frustração.
Se precisar pausar, o ideal é comunicar isso a terapeuta e, se possível, alinhar estratégias para manter alguns aprendizados ativos no dia a dia, seja por meio de exercícios terapêuticos, escritas reflexivas ou outras práticas que fortaleçam o que já foi construído. O mais importante é lembrar que, ao retornar, o processo continua – pode levar um tempinho para retomar o ritmo, mas nada do que foi aprendido se perde completamente.
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Olá. Minha filha é demasiada tímida e fica rosa sempre que se sente constrangida. É envergonhada e p
Olá. Minha filha é demasiada tímida e fica rosa sempre que se sente constrangida. É envergonhada e pouco social.
Como ajuda-la?
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A timidez, por si só, não é um problema, desde que não esteja impedindo sua filha de viver experiências importantes para o crescimento dela. Algumas pessoas são naturalmente mais introvertidas, e isso não significa que precisam mudar quem são. O mais importante é que ela se sinta aceita como é, sem pressão para ser diferente.
Se a timidez estiver causando sofrimento ou limitando a vida social dela, o ideal é ajudá-la a desenvolver mais segurança de forma respeitosa. Pequenos incentivos, como encorajá-la a se expressar em ambientes confortáveis e reforçar as conquistas dela sem cobranças, podem ajudar. Às vezes, os pais, na tentativa de ajudar, acabam chamando muita atenção para a timidez, o que pode aumentar a insegurança.
Em vez de tentar "corrigir" esse traço, uma boa abordagem é ajudá-la a se sentir capaz. Criar oportunidades para interações leves e naturais, incentivar atividades em grupo que ela goste e, principalmente, respeitar o ritmo dela são passos importantes.
Se a timidez estiver causando sofrimento significativo ou prejudicando o desenvolvimento social dela, buscar a ajuda de um profissional pode ser um ótimo suporte para que ela aprenda a lidar melhor com essas situações.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…