Perguntas do paciente (54)
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O hábito do consumo excessivo de pornografia — especialmente quando associado ao uso interativo ou a estímulos digitais constantes — muitas vezes deixa de ser apenas uma escolha e passa a funcionar como um mecanismo de escape. Biologicamente, esse comportamento ativa fortemente os circuitos de recompensa do cérebro, gerando picos rápidos de dopamina que criam um ciclo de repetição e, com o tempo, dificuldade de controle.
O primeiro passo para lidar com essa situação não é a culpa ou a autocrítica severa, mas sim a compreensão de qual vazio, ansiedade ou dor emocional esse comportamento está tentando anestesiar. Identificar os gatilhos (como momentos de tédio, solidão ou estresse) e buscar substituir gradualmente esse hábito por atividades que tragam satisfação real e conexões genuínas ajuda a enfraquecer o ciclo.
No entanto, quando o comportamento começa a causar sofrimento, prejuízos nas relações ou sensação de perda de controle, o apoio especializado faz toda a diferença. A psicoterapia oferece um espaço seguro, sigiloso e livre de julgamentos para investigar as raízes profundas dessa compulsão, permitindo que a pessoa reconstrua sua relação consigo mesma e com o prazer de forma saudável. Não hesite em buscar a orientação de um psicólogo.
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Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f
Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o excesso de pesquisas sobre sintomas e transtornos — muitas vezes chamado de cibercondria ou hipervigilância — pode intensificar consideravelmente a ansiedade e alimentar quadros fóbicos já existentes.
Quando alguém com traços de fobia social passa muito tempo isolado e consome uma grande quantidade de informações detalhadas sobre diagnósticos, o cérebro tende a focar hiperativamente nas ameaças. Em vez de trazer alívio ou clareza, a busca excessiva na internet costuma hiperestimular o sistema de alerta, validar os medos e transformar o mundo externo em um cenário ainda mais perigoso e catastrófico. O que era um desconforto gerenciável acaba se convertendo em uma profecia autorrealizável, restringindo cada vez mais o espaço de circulação e a autonomia da pessoa.
Sair desse ciclo de restrição e medo intenso exige cuidado especializado. A psicoterapia é fundamental para ajudar a reduzir essa hiper vigilância, ressignificar os pensamentos automáticos e, de forma gradual e segura, retomar o contato com o mundo externo sem o peso do pânico. Se essa situação está limitando a sua vida, buscar o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra é o caminho mais seguro e eficaz para recuperar o seu bem-estar.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A depressão costuma parecer que fica "na espreita" após acontecimentos ruins porque o nosso cérebro tem mecanismos biológicos e de sobrevivência que facilitam esse caminho.
De forma simples, podemos entender isso por alguns motivos:
Marcas no cérebro: Experiências difíceis e estressantes ativam intensamente os circuitos de dor e alerta do cérebro, deixando esses caminhos neurais mais "gastos" e fáceis de serem percorridos novamente quando passamos por novas dificuldades.
Memória emocional: O cérebro humano evoluiu para priorizar a sobrevivência, o que significa que ele presta muita atenção e guarda com mais facilidade as lembranças de ameaças, perdas e sofrimentos para tentar nos "proteger" no futuro. Ironia ou não, isso acaba nos puxando de volta para o padrão depressivo.
Vulnerabilidade acumulada: Cada novo baque consome nossa energia emocional. Se já enfrentamos episódios antes, nossas "reservas" de enfrentamento podem estar mais baixas, fazendo com que o corpo responda ao estresse atual desacelerando ou desligando (que é uma das formas de a depressão se manifestar).
Em resumo, não é culpa sua: é o cérebro tentando lidar com a dor de um jeito automático, mas que acaba nos prendendo no mesmo ciclo de tristeza e exaustão.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve — a tristeza profunda, a vontade de isolamento e o choro frequente — muitas vezes funciona como um sinal de que há um sofrimento psíquico buscando expressão, especialmente quando nos encontramos em dinâmicas relacionais onde sentimos que precisamos "pisar em ovos" e não temos nossos sentimentos validados.
Do ponto de vista clínico, quando a validação emocional é sistematicamente negada e a comunicação no vínculo gera um estado constante de alerta, a tendência é que o sujeito acabe voltando o afeto para si mesmo, o que pode se manifestar na forma de desvitalização, esgotamento e sintomas depressivos. O isolamento, muitas vezes, surge como uma tentativa inconsciente de defesa ou de recolhimento diante de um ambiente que sobrecarrega.
Compreender a origem dessas vivências e o impacto que esses padrões relacionais têm na sua economia psíquica exige um espaço de escuta qualificado. Iniciar um processo terapêutico é o caminho fundamental para elaborar essas dores, nomear o que se sente sem culpas e resgatar a sua própria voz.
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Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) deve ser reclassificado como parte do transtorno de est
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) deve ser reclassificado como parte do transtorno de estresse pós-traumático complexo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT Complexo) é um diagnóstico que surge quando a pessoa passa por traumas prolongados e repetidos (como abusos ou negligência crônica na infância). Como a grande maioria das pessoas com Borderline tem um histórico severo de traumas na infância, muitos cientistas e clínicos se perguntam se o Borderline não seria, na verdade, uma forma muito grave de resposta ao trauma.
Embora eles se pareçam muito na dificuldade de regular as emoções, a ciência hoje prefere mantê-los como transtornos diferentes por alguns motivos:
O medo do abandono: No Borderline, existe um medo desesperado de ser abandonado e uma oscilação muito grande nos relacionamentos (amar muito e depois odiar). No TEPT Complexo, o padrão costuma ser o oposto: a pessoa tende a se isolar e evitar a intimidade por desconfiança.
A identidade: No Borderline, a autoimagem muda o tempo todo (a pessoa não sabe bem quem é). No TEPT Complexo, a pessoa sabe quem é, mas carrega um sentimento profundo de culpa, vergonha e menosvalia.
A origem: Para ter TEPT Complexo, o trauma é obrigatório. Já o Borderline envolve uma mistura de forte vulnerabilidade biológica com o ambiente.
Resumo: Eles não foram unificados, mas entender a forte ligação do Borderline com o trauma ajuda os profissionais a oferecerem tratamentos muito mais humanos, acolhedores e focados na cura dessas feridas do passado.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) deve ser entendido como um transtorno dimensional ou
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) deve ser entendido como um transtorno dimensional ou categorial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma excelente pergunta! Para entender de forma simples, imagine a diferença entre uma lâmpada comum e uma lâmpada com dimmer (aquele botão que regula a intensidade da luz):
O modelo Categorial (Lâmpada comum): Enxerga o transtorno como uma caixinha fechada. Ou a luz está acesa, ou está apagada. Ou a pessoa "tem" Borderline (porque cumpre um número X de critérios), ou ela "não tem".
O modelo Dimensional (Lâmpada com dimmer): Enxerga o transtorno como um espectro, uma escala de intensidade. Todos nós temos traços de personalidade (como impulsividade ou oscilação de humor), mas no Borderline esses traços estão expressos em uma intensidade muito alta, causando sofrimento.
Hoje em dia, a ciência caminha para entender o Borderline de forma mais Dimensional. Isso significa que olhar para o paciente de forma individual, entendendo a intensidade e as nuances dos seus sintomas, é muito mais eficiente para o tratamento do que apenas rotulá-lo dentro de uma caixinha rígida.Essa é uma excelente pergunta! Para entender de forma simples, imagine a diferença entre uma lâmpada comum e uma lâmpada com dimmer (aquele botão que regula a intensidade da luz):
O modelo Categorial (Lâmpada comum): Enxerga o transtorno como uma caixinha fechada. Ou a luz está acesa, ou está apagada. Ou a pessoa "tem" Borderline (porque cumpre um número X de critérios), ou ela "não tem".
O modelo Dimensional (Lâmpada com dimmer): Enxerga o transtorno como um espectro, uma escala de intensidade. Todos nós temos traços de personalidade (como impulsividade ou oscilação de humor), mas no Borderline esses traços estão expressos em uma intensidade muito alta, causando sofrimento.
Hoje em dia, a ciência caminha para entender o Borderline de forma mais Dimensional. Isso significa que olhar para o paciente de forma individual, entendendo a intensidade e as nuances dos seus sintomas, é muito mais eficiente para o tratamento do que apenas rotulá-lo dentro de uma caixinha rígida.
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Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Bor
Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline, a autorregulação é uma tentativa de gerenciar emoções que surgem com intensidade muito alta e rápida. O autocontrole, nesse caso, não significa suprimir o que se sente, mas encontrar maneiras de "baixar o volume" dessas emoções para que elas não se tornem insuportáveis.
Na prática, isso funciona de três formas:
Redução de Impulsos: A pessoa busca estratégias para não agir imediatamente diante de uma dor ou angústia intensa, tentando criar um intervalo entre o sentimento e a ação.
Equilíbrio Emocional: É o esforço para não ser "arrastado" pela intensidade da emoção, aprendendo a reconhecer o sentimento sem deixar que ele determine totalmente o comportamento.
Gestão de Gatilhos: Envolve aprender a identificar o que dispara reações fortes e buscar formas de lidar com essas situações com mais calma, preservando o bem-estar e os relacionamentos.
O objetivo da autorregulação não é deixar de sentir, mas desenvolver habilidade para navegar nessas ondas emocionais com mais segurança e estabilidade.
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Como a dissociação se relaciona com comportamentos autoagressivos no Transtorno de Personalidade Bor
Como a dissociação se relaciona com comportamentos autoagressivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline, a dissociação funciona como uma espécie de "desconexão" ou "distanciamento" da realidade, muitas vezes como uma defesa automática contra uma dor emocional insuportável.
A relação com comportamentos autoagressivos acontece geralmente por dois motivos:
Tentativa de sentir algo: Quando a pessoa se sente "anestesiada", desconectada de si mesma ou do ambiente, o comportamento autoagressivo pode ser usado como um meio de "sentir-se real" novamente, rompendo o estado de entorpecimento.
Alívio da angústia extrema: Em momentos de sofrimento insuportável, a dissociação pode não ser suficiente para conter a dor. O comportamento autoagressivo atua, então, como uma tentativa desesperada de descarregar essa tensão interna que parece impossível de colocar em palavras.
Em resumo, a autoagressão muitas vezes não é um desejo de se machucar, mas um mecanismo — ainda que perigoso e desadaptativo — que a pessoa encontra para tentar interromper um estado de dissociação ou aliviar uma dor emocional profunda quando outros recursos de enfrentamento falham.
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Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç
Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A situação que você descreve aponta para uma transformação profunda no que sustenta a relação: o deslocamento do afeto romântico para o compromisso prático. É perfeitamente possível e legítimo que um casal decida permanecer unido com foco em um projeto de vida comum, como estabilidade financeira, cuidado mútuo e a segurança de envelhecer acompanhado. Muitas relações de longo prazo transitam para esse modelo de parceria funcional, onde o respeito e a amizade substituem a paixão.
No entanto, o ponto de atenção é o desencontro de percepções. Quando você comunica que o amor acabou e seu companheiro não acredita, existe um risco de que ele ainda esteja investindo emocionalmente em uma expectativa que você já não pretende atender. Para que esse plano de "crescer e cuidar" funcione sem gerar novos ressentimentos, é essencial que ambos estejam na mesma página sobre a natureza atual do vínculo. Se ele interpreta o seu cuidado diário como prova de amor, ele pode se sentir enganado ou frustrado no futuro.
Em resumo, o modelo de convivência que você deseja é viável, desde que seja um acordo mútuo e transparente. O desafio é garantir que essa parceria de vida seja suficiente para preencher as necessidades emocionais de ambos, ou se a ausência de uma conexão afetiva mais profunda acabará gerando um vazio difícil de sustentar ao longo dos anos.
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. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao
. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao mesmo tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dinâmica é conhecida tecnicamente como ambivalência afetiva e é um dos pilares do comportamento no Transtorno de Personalidade Borderline.
O paciente vive um conflito constante entre a necessidade desesperada de afeto e o medo paralisante da rejeição. Quando ele se aproxima e sente que o vínculo está ficando íntimo, o medo de ser abandonado ou "sufocado" pela relação dispara um sinal de alerta. Para se proteger de uma dor futura, ele recua, ataca ou rejeita o outro preventivamente.
É o ciclo do "chegue perto, mas não tanto": a aproximação traz o alívio da solidão, mas também a vulnerabilidade. Por isso, o paciente alterna entre a busca intensa por cuidado e o afastamento repentino, utilizando o distanciamento como uma estratégia de autodefesa para retomar o controle emocional.
A nível técnico, trata-se de um padrão de apego inseguro ambivalente, onde a proximidade é desejada, mas sentida como uma ameaça iminente à integridade do sujeito.
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O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer “testar” se o terapeuta ague
O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer “testar” se o terapeuta aguenta suas emoções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, e isso é uma característica muito comum e esperada dentro do processo clínico. Para quem convive com o transtorno, as relações costumam ser marcadas por um medo profundo do abandono e pela sensação de que suas emoções são "pesadas demais" para os outros.
Na terapia, esse "teste" funciona como uma busca inconsciente por segurança. O paciente projeta suas angústias e intensidades para verificar se aquele profissional é capaz de suportar o que ele sente sem desistir, sem se chocar e sem ir embora. É como se ele precisasse confirmar: "Eu posso ser eu mesmo, com toda a minha dor, e você ainda estará aí na próxima sessão?"
Quando o terapeuta mantém a estabilidade e acolhe essa intensidade sem reagir com rejeição, ele oferece ao paciente uma experiência nova e transformadora. Esse movimento não é uma provocação pessoal, mas sim um pedido de socorro e uma tentativa de construir, talvez pela primeira vez, um vínculo onde o afeto e a estabilidade caminham juntos.
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É profundamente legítimo que você esteja sentindo esse conflito. O que você descreve não é uma falta de fé, mas sim o peso de tentar conciliar dois amores que parecem estar em direções opostas no momento: o amor pela sua espiritualidade e o amor pela sua própria autonomia e desejos.
A culpa que surge não é, necessariamente, um sinal de que você está 'errada', mas um reflexo da importância que a Igreja e a figura de Cristo têm na sua história. Quando algo é precioso para nós, a ideia de discordar ou de seguir um caminho diferente gera um sentimento de ruptura, como se estivéssemos perdendo uma parte da nossa identidade.
Aqui estão alguns pontos para você refletir sobre esse processo:
Valide sua humanidade: O conflito entre dogma e desejo faz parte da jornada de muitos fiéis. Questionar não significa abandonar a fé, mas sim tentar vivê-la de forma honesta, e não apenas por obrigação.
Fé vs. Rigidez: A relação com o sagrado pode ser viva e dinâmica. Às vezes, o mal-estar aparece quando tentamos nos encaixar em uma fôrma que já não comporta quem nos tornamos ao longo dos anos.
O espaço da dúvida: Você não precisa ter todas as certezas agora. É possível amar a Igreja e, ainda assim, ter reservas sobre certos pontos da doutrina. Esse 'entre-lugar' é onde você constrói uma relação com Cristo que é só sua, baseada na verdade do que você sente, e não apenas no que lhe foi ensinado.
Permita-se observar essa culpa sem se punir por ela. Ela é apenas um sinal de que você está tentando ser fiel a si mesma enquanto honra algo que considera sagrado. Esse amadurecimento dói, mas é ele que permite uma fé mais madura e menos mecânica.
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Como ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com sentimentos de va
Como ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com sentimentos de vazio e desesperança?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sentimento de vazio no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é apenas tédio; é uma sensação profunda de "ausência de si mesmo". Para lidar com isso, o caminho envolve três estratégias principais:
Validação em vez de fuga: O primeiro passo é reconhecer a dor sem julgamentos. Tentar "preencher" o vazio com compras, comida ou impulsividade apenas aumenta a angústia. Aceitar que o sentimento existe é o início da regulação.
Construção de Identidade: O vazio surge pela dificuldade de sentir-se "inteiro". O trabalho terapêutico foca em identificar gostos, valores e características que permanecem estáveis, criando uma base sólida para quem o paciente é.
Tolerância ao Mal-Estar: Aprender que as emoções são transitórias. A desesperança faz o futuro parecer estático, mas o treino de foco no "aqui e agora" ajuda a perceber que picos de dor emocional sempre recuam.
A importância do acompanhamento
Esses sentimentos são complexos e dificilmente manejados sozinhos. A psicoterapia é o espaço essencial para transformar esse vazio em um sentido de existência, oferecendo as ferramentas necessárias para que o paciente consiga retomar o protagonismo de sua própria história.
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Como lidar com as flutuações emocionais e os comportamentos impulsivos durante o vínculo terapêutico
Como lidar com as flutuações emocionais e os comportamentos impulsivos durante o vínculo terapêutico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que, ao iniciar um processo terapêutico, as emoções fiquem mais "à flor da pele". A terapia mexe em conteúdos sensíveis, e isso pode gerar flutuações de humor ou o desejo de agir por impulso. Veja como manejar isso:
Comunique o que sente ao terapeuta: O consultório é o lugar seguro para falar sobre essas oscilações. Em vez de agir sob o impulso (como faltar ou desistir do processo), tente levar esse sentimento para a sessão. Transformar a vontade de agir em palavras é o primeiro passo para o controle emocional.
Observe os gatilhos: Durante o processo, comece a notar o que dispara a mudança de humor. É um pensamento? Uma situação específica? A terapia ajuda a criar um "espaço de respiro" entre o que você sente e a sua reação.
Aposte na constância: A impulsividade muitas vezes nos faz querer soluções imediatas. O segredo para lidar com as flutuações é manter a regularidade das sessões, permitindo que o tempo do tratamento ajude a estabilizar o que parece caótico.
O papel do processo terapêutico
A terapia não serve apenas para o autoconhecimento, mas para o desenvolvimento da autorregulação. Com o suporte profissional, você aprende a navegar pelas suas emoções sem ser levado por elas, construindo uma vida mais equilibrada e consciente.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode fazer com que a pessoa tenha uma percepção instá
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode fazer com que a pessoa tenha uma percepção instável de si mesma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, a percepção instável de si mesma é uma das características centrais do Transtorno de Personalidade Borderline. Essa oscilação acontece porque a pessoa tem dificuldade em integrar as diversas facetas da sua identidade. Em um momento, ela pode se sentir capaz e valorizada; em outro, surge um vazio profundo e uma sensação de despersonalização ou autodesprezo. Na clínica, trabalhamos justamente para que essa pessoa consiga construir uma base mais sólida e contínua sobre quem ela é, permitindo que ela suporte suas próprias contradições sem se fragmentar emocionalmente.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a maneira como uma pessoa lida com a reje
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a maneira como uma pessoa lida com a rejeição social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá boa noite! Sim, o transtorno de personalidade borderline afeta profundamente a maneira como a pessoa lida com a rejeição, seja ela real ou apenas percebida. Para quem possui esse diagnóstico, a rejeição não é sentida apenas como um desconforto comum, mas como uma ameaça direta à sua existência e integridade emocional.
Tecnicamente, isso acontece por três motivos principais:
Hipersensibilidade Interpessoal: O sistema de alerta emocional da pessoa é muito mais sensível. Um pequeno sinal — como uma mensagem não respondida rapidamente ou uma mudança no tom de voz de um amigo — pode ser interpretado como um abandono iminente.
Desregulação Emocional: Uma vez que a pessoa se sente rejeitada, a dor emocional é avassaladora e difícil de controlar. Isso pode gerar reações intensas, como raiva súbita, desespero profundo ou esforços frenéticos para evitar que o outro se afaste.
Pensamento Dicotômico (Tudo ou Nada): A percepção oscila entre a idealização e a desvalorização. Se alguém que a pessoa admira parece rejeitá-la, essa figura pode passar rapidamente de 'melhor pessoa do mundo' para alguém terrível, o que dificulta a manutenção de relacionamentos estáveis.
Na clínica, o trabalho terapêutico busca oferecer um espaço de segurança e estabilidade. O objetivo é ajudar o paciente a desenvolver ferramentas para tolerar a ambiguidade das relações e construir uma base interna mais sólida, para que ele não dependa exclusivamente da aprovação externa para se sentir seguro e com valor.
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Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem
Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua busca por clareza e o incômodo que esse automatismo gera. No campo da psicologia que prioriza o desenvolvimento da pessoa, não olhamos para a compulsão ou para o fetiche como um erro de comportamento a ser 'corrigido' ou eliminado friamente, mas como uma expressão de uma necessidade profunda que ainda não encontrou outras formas de ser dita.
Quando você descreve que a busca pelo estímulo (o foco nos pés) é automática e difícil de controlar, isso nos sugere que essa parte do corpo funciona para você como um ponto de apoio. Em momentos em que a vida interna parece desorganizada ou angustiante, a mente busca algo concreto, sólido e visível — como o pé — para tentar se 'ancorar' e recuperar uma sensação de existência e prazer.
A abordagem mais indicada para o seu caso é aquela que:
Não foca apenas no sintoma: Em vez de tentar apenas 'parar' o fetiche, o profissional trabalhará para entender o que esse estímulo está tentando compensar no seu equilíbrio emocional.
Privilegia a relação e o ambiente: O tratamento busca criar um espaço seguro onde você não precise se esconder. O objetivo é que você se sinta 'integrado', ou seja, que a sua mente e o seu corpo falem a mesma língua, diminuindo a necessidade de estímulos automáticos para se sentir vivo ou calmo.
Investiga a integração do self: Muitas vezes, focar intensamente em partes do corpo do outro é uma tentativa de lidar com a própria dificuldade de se sentir inteiro. A terapia ajudará você a habitar o seu próprio corpo com mais segurança, tornando o desejo algo que você 'possui' e não algo que 'domina' você. se quiser marcar um horário será um prazer te ajudar.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder a mãe é uma experiência profundamente transformadora, e o luto não segue um relógio exato. Cada pessoa vive esse processo de maneira única, e muitas vezes ele vem em ondas: há momentos em que a dor parece mais intensa e outros em que é possível respirar um pouco mais. Sentir tristeza, desmotivação ou falta de energia depois de uma perda tão importante pode fazer parte do próprio caminho do luto. O vínculo com quem se foi continua existindo dentro de nós, e o processo de reorganizar a vida sem essa presença leva tempo.
Ao mesmo tempo, existe uma diferença sutil entre um luto que está sendo vivido, mesmo que com sofrimento, e um estado que começa a se aproximar de algo mais parecido com uma depressão. No luto, apesar da dor, a pessoa geralmente ainda consegue reconhecer o motivo da tristeza — ela está ligada à perda. Também pode haver momentos de lembranças que trazem sentido, saudade ou até algum conforto, mesmo que misturados à dor. A pessoa pode oscilar: em alguns dias sente-se mais abatida, em outros consegue se envolver um pouco mais com a vida.
Quando o sofrimento se aproxima mais de um quadro depressivo, costuma aparecer uma sensação mais constante de vazio ou falta de sentido que não se liga apenas à perda em si. A pessoa pode começar a sentir que nada tem valor, que perdeu completamente o interesse por coisas que antes eram importantes, ou que não consegue mais se conectar com nada. Às vezes surge também uma autocrítica muito dura, sentimentos intensos de culpa, desesperança em relação ao futuro ou a sensação de estar completamente desligada da vida.
Mas é importante lembrar que luto e depressão não são coisas totalmente separadas. O luto pode, em alguns casos, abrir espaço para um sofrimento que se aprofunda e precisa de mais cuidado. Por isso, mais do que tentar colocar um rótulo imediato no que você está sentindo, o mais importante é olhar com delicadeza para a sua experiência: como essa tristeza tem se manifestado, quanto ela ocupa do seu dia a dia, e se você sente que está conseguindo, ainda que lentamente, encontrar pequenos movimentos de vida dentro desse processo.
Se em algum momento você sentir que a tristeza está muito pesada, que a vida perdeu completamente o sentido ou que está difícil atravessar isso sozinha, conversar sobre esses sentimentos em um espaço terapêutico pode ajudar muito. O luto não precisa ser vivido em solidão, e cuidar de si nesse momento é uma forma importante de honrar também o amor que existia entre você e sua mãe.
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma sensação angustiante, mas que tem uma explicação científica e emocional bem clara. O que você vive é o que chamamos de hiperativação do sistema nervoso central.
O 'Curto-Circuito' do Afeto
Quando vemos alguém por quem temos um sentimento forte, nosso corpo libera uma 'tempestade' de neurotransmissores: dopamina (prazer), ocitocina (vínculo), mas também adrenalina e cortisol (hormônios do estresse).
Para algumas pessoas, essa descarga é tão intensa que o cérebro não consegue distinguir o 'entusiasmo' do 'perigo'. O resultado? O corpo entra em modo de luta ou fuga, disparando os sintomas da crise de ansiedade: taquicardia, falta de ar e tremores.
Por que isso se torna uma crise?
Existem três pontos principais para refletirmos:
O Medo da Rejeição: Inconscientemente, a presença da pessoa amada coloca em xeque a nossa autoimagem. O medo de não ser 'bom o suficiente' ou de ser rejeitado pode ser interpretado pelo psiquismo como uma ameaça vital.
Insegurança e Controle: A ansiedade surge quando sentimos que estamos perdendo o controle sobre nossas emoções na frente do outro.
Vulnerabilidade: Estar diante de quem gostamos é estar 'desarmado'. Para quem já tem um histórico de ansiedade, essa vulnerabilidade extrema é lida pelo corpo como um sinal de alerta máximo.
O caminho para lidar com isso:
O segredo não é parar de gostar da pessoa, mas sim trabalhar a sua segurança interna. Quando você fortalece o seu 'eu', a presença do outro deixa de ser uma ameaça e passa a ser apenas um encontro. Se as crises estão te impedindo de viver esse afeto, a psicoterapia é o espaço ideal para dessensibilizar esse medo."
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Qual hemisfério cerebral é majoritariamente associado à compreensão da metáfora e linguagem figurada
Qual hemisfério cerebral é majoritariamente associado à compreensão da metáfora e linguagem figurada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O HEMISFERIO DIREITO E´QUEM DOMINA ESSA FUNÇÃO
Perguntas frequentes
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Tomei Iumi por 2 anos e 2 meses, mas comecei a me sentir inchada ( por meses só descia 2 dias) e com
A escolha do anticoncepcional deve considerar sintomas, histórico de acne,…