Perguntas do paciente (54)

  • Como a memória de trabalho afeta a compreensão de metáforas?

    Como a memória de trabalho afeta a compreensão de metáforas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    É INTERESSANTE PENSAR NAS METAFORAS ,A MEMORAIA SEMANTICA BUSCA UM GANCHO SEMANTICO PRA TRANSPORTAR O LITERAL EM METAFORA.


  • Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado

    Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sim, a ansiedade pode estar fortemente relacionada a esses sintomas. O corpo humano reage de maneira muito intensa a estados de estresse prolongado ou ansiedade crônica.
    ​Quando estamos ansiosos, o sistema nervoso autônomo é ativado (o modo de "luta ou fuga"), o que pode desencadear manifestações físicas como:
    ​Fraqueza e tontura: Causadas pela alteração na respiração (como a hiperventilação leve e despercebida) e pela tensão muscular constante.
    ​Enjou e ânsia de vômito: O eixo entre o cérebro e o sistema digestivo é altamente sensível ao estresse, afetando diretamente o estômago.
    ​O Próximo Passo Recomendado
    ​Embora esses sinais sejam comuns em quadros de ansiedade, é fundamental buscar uma avaliação médica presencial.
    ​Outras condições clínicas — como alterações na pressão arterial, desidratação, deficiências nutricionais (a exemplo da anemia) ou problemas hormonais — também podem causar exatamente esse conjunto de sintomas. Um médico poderá realizar exames adequados para descartar causas físicas, fechar um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais seguro para o seu caso, que pode envolver acompanhamento médico e psicológico.


  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Essa é uma dúvida muito comum e a resposta curta é: sim, a desrealização tem tratamento e os sintomas podem desaparecer completamente.
    ​A desrealização não é uma doença em si, mas um mecanismo de defesa do ego diante de uma ansiedade avassaladora. Tecnicamente, chamamos isso de um sintoma dissociativo. É como se o seu psiquismo, para te proteger de uma dor ou estresse que ele não consegue processar no momento, criasse um 'distanciamento' da realidade.
    ​Por que isso acontece e como tratar?
    ​O Mecanismo de Defesa: Imagine um fusível que cai quando a energia da casa está alta demais. A desrealização é esse 'fusível' da mente. O medo de 'enlouquecer' é comum, mas é importante saber que você não está perdendo o contato com a realidade — pelo contrário, sua mente está tentando lidar com o excesso dela.
    ​O Caminho da Cura: O foco não deve ser apenas 'parar de sentir a desrealização', mas sim tratar a causa da ansiedade que a dispara. Quando a base ansiosa é tratada — seja com psicoterapia, manejo de estresse e, se necessário, suporte medicamentoso — o cérebro entende que não precisa mais desse mecanismo de defesa e a sensação de 'estranheza' cessa.
    ​A Abordagem Terapêutica: Na análise, trabalhamos para dar nome ao que causa essa angústia. À medida que o paciente consegue simbolizar o que o aflige, o corpo e a mente param de precisar 'fugir' da realidade.
    ​Um lembrete importante: Embora a sensação seja de que o mundo está estranho, você está segura(o). O primeiro passo para a melhora é baixar o julgamento sobre o sintoma e buscar ajuda profissional para entender o que sua ansiedade está tentando comunicar."


  • A pessoa com Disforia Sensível à Rejeição (RSD) interpreta olhares?

    A pessoa com Disforia Sensível à Rejeição (RSD) interpreta olhares?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Bom dia! A capacidade de interpretar/ fazer uma leitura dos olhares ou realidade não é exclusiva do transtorno boderline, o que acontece é que dentro desse transtorno a pessoa tende a interpretar pela lente da rejeição e abandono.


  • Quais são as dificuldades de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em filtrar

    Quais são as dificuldades de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em filtrar estímulos emocionais negativos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Bom dia!
    Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline enfrenta, primordialmente, uma instabilidade crônica e profunda. As principais dificuldades incluem:
    ​Desregulação Emocional: Emoções intensas e explosivas que surgem rapidamente e demoram a passar, gerando sofrimento agudo.
    ​Medo do Abandono: Esforços frenéticos para evitar a rejeição, reagindo com pânico ou fúria a qualquer sinal de distanciamento.
    ​Relacionamentos de "Tudo ou Nada": Oscilação entre idealizar excessivamente alguém e desvalorizá-lo totalmente ao menor sinal de frustração.
    ​Identidade Fragmentada: Um sentimento de "vazio crônico" e uma imagem de si mesmo instável, mudando gostos e valores para se adaptar ao meio.
    ​Impulsividade Perigosa: Comportamentos de risco (gastos, abusos, direção) e atos autolesivos como tentativa de "anestesiar" a dor emocional.
    ​Cisão Psíquica: Dificuldade em integrar aspectos bons e ruins em uma mesma experiência, vivendo o mundo em extremos absolutos.
    ​Essa estrutura gera uma existência de constante crise, onde a pessoa sente que não possui uma "pele" emocional para se proteger do mundo.


  • Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi

    Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
    Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Olá! É muito importante e compreensível que, como mãe, você busque clareza e orientação diante de um momento tão significativo na vida do seu filho. O fato de ele ter lhe procurado para expressar seus sentimentos e o desejo de retornar à psicoterapia é um sinal de confiança mútua e um passo fundamental para a saúde mental dele.
    ​Aos 17 anos, o adolescente atravessa uma fase intensa de consolidação da identidade e de reconhecimento de si mesmo no mundo. Quando surgem questões profundas sobre a identidade de gênero (como ele se sente em relação a ser um menino ou uma menina) e a orientação afetiva, o papel da psicologia não é o de dar respostas prontas ou induzir caminhos, mas sim oferecer um espaço de escuta qualificada e segura.
    ​O acompanhamento psicológico será essencial para:
    ​Acolher a experiência subjetiva: Entender o que significa para ele esse 'sentir-se diferente' desde a infância e o sofrimento que o levou a buscar o seu apoio agora.
    ​Diferenciar vivências: Ajudar o jovem a explorar seus sentimentos com calma, permitindo que ele compreenda sua própria verdade interna sem pressões externas.
    ​Sustentar o processo familiar: Questões de transição envolvem mudanças emocionais e sociais importantes. A terapia auxilia o jovem e a família a processarem essas transformações com segurança psíquica e diálogo.
    ​O mais importante neste momento é garantir que ele tenha esse espaço de fala onde possa ser ouvido em sua singularidade. O apoio profissional será um aliado para que vocês, como família, possam atravessar essa jornada com cuidado, respeito e o acolhimento necessário para o amadurecimento dele.


  • Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim

    Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    boa tarde! poxa, uma situação que parece estar gerando sofrimento tanto pra ele quanto pra você, já pensaram em uma terapia de casal? acredito que ambos poderiam se favorecer de um processo terapêutico.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    É natural sentir tristeza diante de perdas, frustrações ou momentos difíceis. Geralmente, ela diminui com o tempo. Já a depressão costuma ser mais intensa, persistir por semanas e vir acompanhada de sintomas como desânimo constante, perda de interesse pelas atividades, alterações no sono, no apetite e dificuldade para realizar tarefas do dia a dia. Quando esses sinais persistem e causam sofrimento, é importante buscar avaliação com um psicólogo.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Não é preciso esperar por uma crise de pânico para buscar ajuda profissional. O sofrimento emocional contínuo e o impacto na rotina já são motivos suficientes para iniciar um acompanhamento.
    ​Os principais sinais que indicam a necessidade de buscar um psicólogo ou psiquiatra incluem:
    ​Preocupação constante e excessiva: Pensamentos acelerados e difíceis de controlar sobre o futuro, trabalho, saúde ou situações cotidianas.
    ​Cansaço e esgotamento físico: Sensação de fadiga persistente, muitas vezes acompanhada de tensão muscular constante (como nos ombros e maxilar).
    ​Alterações no sono: Dificuldade para adormecer, despero frequente durante a noite ou sono que não traz a sensação de descanso.
    ​Irritabilidade e dificuldade de concentração: Sensação de estar sempre "no limite", impaciência com facilidade e perda de foco nas tarefas diárias.
    ​Evitação de situações: Deixar de realizar atividades, encontros sociais ou compromissos profissionais por medo de se sentir mal ou ansioso.
    ​A Importância do Tratamento
    ​Reconhecer esses sinais precocemente evita que o quadro se agrave e comprometa ainda mais a sua qualidade de vida. Consultar um profissional de saúde mental — como um psicólogo ou médico psiquiatra — é o caminho mais seguro e eficaz para compreender a raiz desses sintomas, desenvolver estratégias de enfrentamento e iniciar o tratamento adequado para o seu bem-estar.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Depende de cada caso. Muitas pessoas com ansiedade se beneficiam da psicoterapia e não precisam de medicação. Em situações mais intensas ou quando os sintomas comprometem significativamente a rotina, a avaliação de um psiquiatra pode ser importante. Psicólogo e psiquiatra podem atuar de forma complementar, oferecendo um tratamento mais completo quando necessário.


  • Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

    Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
    Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    é uma situação delicada e que exige atenção especialmente por ele ser menor. o ideal seria procurar um especialista para ele.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sinto muito que você esteja atravessando esse momento de tanta sobrecarga. O que você descreve — a falta de ar e o choro no ambiente de trabalho — são sinais claros de que seu limite emocional foi atingido. Muitas vezes, quando guardamos um segredo ou vivemos um conflito em silêncio (como um namoro oculto na empresa), a pressão interna torna-se insustentável e o corpo acaba 'falando' através da crise.
    ​Sobre a confiança e o futuro da relação, é preciso olhar para dois pontos fundamentais que trabalho em consultório:
    ​A Crise como Esgotamento: É importante que sua namorada compreenda que sua fala para a gerente não foi uma 'traição' deliberada ao combinado de vocês, mas sim um transbordamento de um sofrimento que você não estava mais conseguindo conter sozinho. Em momentos de crise aguda, nossa capacidade de filtrar o que dizemos diminui.
    ​O Tempo dela e o Seu Tempo: Ela está mergulhada em um caos familiar e, talvez, não tenha espaço emocional agora para lidar com mais essa complicação no trabalho. Recuperar a confiança exige paciência e, acima de tudo, que você cuide da sua própria ansiedade para que possa estar inteiro e seguro quando (e se) esse recomeço acontecer.


  • Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe

    Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
    O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosial

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sentir que o corpo reage de forma diferente após a troca de uma marca de medicação é uma queixa que merece muita atenção e acolhimento. Embora a substância ativa seja a mesma, pequenas variações na composição dos excipientes ou até mesmo a forma como o organismo processa cada fabricante podem gerar sensações de desconforto ou a percepção de que o efeito não é o mesmo.
    ​Os sintomas que você descreve — como o tremor, o medo e o aumento da ansiedade — indicam que o seu bem-estar está comprometido neste momento. Como psicóloga, meu foco de atuação é no suporte emocional e no manejo das questões subjetivas da fobia social e da ansiedade, auxiliando você a compreender os gatilhos dessas sensações. No entanto, a parte farmacológica é de competência exclusiva do médico.
    ​O caminho mais seguro agora é:
    ​Consultar o seu psiquiatra: Relate exatamente esses sintomas (o tremor e o medo) e a marca específica que você passou a usar. Ele é o único profissional habilitado para avaliar se deve ajustar a dose, retornar à marca anterior ou investigar se esses sintomas são efeitos colaterais ou uma resposta do próprio quadro de ansiedade.


  • Qual é o curso típico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se não for tratado?

    Qual é o curso típico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se não for tratado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    boa tarde! o transtorno borderline sem tratamento a pessoa pode ficar mais vulnerável a comportamentos impulsivos, e mesmo experienciar as emoções de forma mais intensa. o ideal é que se faça acompanhamento.


  • Um psicólogo ou psiquiatra pode diagnosticar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Um psicólogo ou psiquiatra pode diagnosticar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    o psiquiatra é quem pode fechar o diagnostico.


  • A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é capaz de perceber a visão de túnel?

    A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é capaz de perceber a visão de túnel?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    ela pode perceber sim, mas em estado de crise fica difícil não se limitar a um único ângulo.


  • Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

    Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
    (Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    olá! O que você descreve parece ir além de um 'sonho ruim' convencional e merece uma investigação cuidadosa. Tecnicamente, quando o conteúdo agressivo do sonho é acompanhado de movimentos físicos, como debater-se, bater em quem está ao lado ou morder a língua —, podemos estar diante do que chamamos de um transtorno do sono.
    ​Normalmente, durante os sonhos, nosso corpo entra em um estado de atonia muscular (uma espécie de paralisia temporária) justamente para evitar que 'atuemos' o que estamos sonhando. Quando essa barreira falha, o sonho invade a realidade física.
    ​Do ponto de vista psicológico e neurológico, é importante observar três pontos:
    ​Atuando a Angústia: Na psicanálise, entendemos que o sonho é uma tentativa de elaborar conteúdos psíquicos. Se o corpo precisa se mover de forma violenta, isso indica que a carga de angústia ou agressividade reprimida está transbordando a capacidade de simbolização da mente.
    ​Segurança do Sono: Morder a língua e atingir o parceiro(a) são sinais de alerta. É fundamental avaliar se há fatores externos aumentando esse estresse (como privação de sono ou altos níveis de ansiedade vígil).
    ​Abordagem Multidisciplinar: O ideal é buscar um psicólogo para entender o conteúdo dessas agressões simbólicas e, simultaneamente, realizar uma Polissonografia com um especialista em Medicina do Sono para descartar questões orgânicas.


  • Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo

    Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sua confusão é muito compreensível. Você está diante de uma situação onde o amor, sozinho, pode não ser suficiente para curar as feridas de um passado de violência. Quando uma pessoa atravessa um relacionamento abusivo e traumático, ela cria mecanismos de defesa — como o distanciamento e a dificuldade de entrega — para nunca mais ser ferida daquela forma. É o que chamamos de 'escudo emocional'.
    ​Sobre o passo de morarem juntos agora, é preciso ter muita cautela. Algumas reflexões que considero essenciais:
    ​O Trauma não se resolve com convivência: A proximidade excessiva (morar junto) pode, muitas vezes, acionar mais gatilhos de medo nela do que trazer segurança. Se ela já sinalizou que não consegue prometer te tratar bem ou te amar, levar isso para dentro de uma casa pode intensificar o seu sofrimento e a sensação de rejeição.
    ​O Papel do Cuidado: Existe um limite entre ser um parceiro compreensivo e se tornar um 'terapeuta' ou 'salvador'. Você não consegue curar as marcas que o ex dela deixou; esse é um processo que ela precisa percorrer na psicoterapia individual para resgatar a própria identidade e a capacidade de confiar.
    ​Os seus limites: É admirável a sua paciência, mas amar alguém não deve significar aceitar ser maltratado. A construção de um lar exige reciprocidade e segurança emocional para ambos.
    ​O que eu sugiro é que vocês busquem entender se este é o momento real para essa mudança. Muitas vezes, uma pausa para que cada um cuide de suas feridas e expectativas é o que salva a relação a longo prazo. Se você sente que está se perdendo nessa tentativa de fazê-la te amar, a psicoterapia será fundamental para você fortalecer sua autoestima e entender até onde vai a sua responsabilidade e onde começa a dela.


  • Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca

    Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra minha cunhada procurar ajuda esoecializada para saber como agir nesse caso. Fiz o certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Entendo a sua preocupação e o quanto essa situação pode ter causado surpresa na família. Quando algo aparece de forma inesperada, é natural que surjam muitas perguntas e tentativas de entender o que está acontecendo.
    Hoje sabemos que a orientação afetiva e sexual de uma pessoa não costuma surgir simplesmente por influência de amizades ou de ambientes. O que frequentemente acontece é que, especialmente na adolescência e no início da vida adulta, muitas pessoas começam a se sentir mais à vontade para reconhecer ou expressar aspectos da própria identidade que antes estavam pouco pensados ou até guardados por receio de julgamento.
    Também é importante lembrar que os 18 anos ainda são uma fase de construção de identidade. Algumas pessoas já têm mais clareza sobre quem são e o que sentem, enquanto outras ainda estão em processo de descoberta. Esse caminho pode envolver vínculos importantes, experiências novas e momentos de reflexão sobre si mesma.
    A proximidade com uma amiga ou com um grupo pode funcionar, muitas vezes, como um espaço de confiança onde a pessoa se sente mais segura para falar ou assumir algo que talvez já estivesse sendo sentido ou pensado internamente.
    Diante disso, o mais importante costuma ser que a família mantenha um espaço de diálogo aberto e respeitoso, permitindo que ela mesma possa falar sobre o que está vivendo e sentindo. Quando o ambiente familiar consegue sustentar essa escuta, geralmente fica mais fácil para o jovem atravessar esse momento de forma mais tranquila e com menos conflitos internos.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    A sensação de desrealização — aquele sentimento de que o mundo ao redor não é real ou parece 'estranho' — é um sintoma que gera muita ansiedade, justamente por não termos o controle de quando ele vai cessar.
    ​É importante entender que a desrealização não é uma doença em si, mas um mecanismo de defesa do nosso psiquismo. Quando o nível de estresse, angústia ou trauma se torna 'insuportável' para a mente processar, ela cria esse distanciamento como uma forma de proteção, como se 'desligasse' um pouco a conexão com o mundo externo para poupar o sujeito.
    ​Quando isso passa?
    Não há uma data exata, pois a desrealização costuma diminuir à medida que a causa emocional subjacente é tratada.
    ​Redução da Ansiedade: Quando o sistema nervoso sai do estado de 'alerta máximo', a percepção da realidade tende a voltar ao normal.
    ​O Papel da Terapia: Na psicoterapia, trabalhamos para que o paciente não precise mais desse 'distanciamento' para sobreviver. Ao dar voz e sentido à angústia que causou o sintoma, a mente volta a se sentir segura para habitar a realidade.
    ​Embora seja uma sensação assustadora, ela é passageira e tratável. O acompanhamento profissional ajuda a transformar essa 'estranheza' em compreensão, devolvendo a sensação de presença e vivacidade.


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