Perguntas do paciente (54)

  • meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con

    meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Essa é uma dúvida muito legítima e que mexe com a segurança na relação. No entanto, na psicologia, entendemos que o ser humano não é linear; nós somos feitos de contradições, e isso não significa necessariamente uma mentira, mas sim uma complexidade de papéis.
    ​Podemos olhar para esse comportamento por três ângulos:
    ​O Papel de Pai vs. O Papel de Ex-Marido: É perfeitamente possível que ele, como homem, não queira mais nenhum vínculo afetivo ou romântico com a ex-mulher. Porém, o 'comentar uma foto do filho' é um gesto que pertence ao papel de pai. Na mente dele, o foco é o filho; a presença da ex-mulher na foto ou no perfil é apenas o cenário inevitável para ele exercer o afeto com a criança.
    ​A Necessidade de 'Paz' no Discurso: Muitas vezes, para evitar conflitos no casamento atual ou para tentar convencer a si mesmo de que a página virou, o marido diz que 'não quer saber' da ex. Ele faz isso para proteger a relação de vocês, mas o vínculo com o filho o obriga a ter interações mínimas. Comentar uma foto pode ser apenas uma forma de ele se fazer presente na vida do filho, sem que isso signifique um desejo de volta com a mãe da criança.
    ​A Integração da História: Uma pessoa que tem um filho com outra nunca deixará de ter aquela pessoa em sua história. O desafio é entender que reconhecer a existência da ex-mulher (através de um comentário sobre o filho) não é o mesmo que ter um sentimento por ela. O afeto dele pelo filho é uma coisa, e o compromisso dele com você é outra.
    O caminho para lidar com isso é o diálogo claro, sem acusações. Em vez de focar no porquê do comentário, o foco deve ser na segurança que vocês constroem juntos, entendendo que o passado dele tem raízes (o filho) que precisam de atenção, mas que isso não diminui o lugar que você ocupa hoje,


  • É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ain

    É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ainda? Casal adolescente, namoram a 10 meses.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    se o casal é maior de idade não há nada de errado.


  • Eu tomei 2 vez na mesma semana injecao anticocpcional,é perigoso?

    Eu tomei 2 vez na mesma semana injecao anticocpcional,é perigoso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Perder a mãe é uma experiência profundamente transformadora, e o luto não segue um relógio exato. Cada pessoa vive esse processo de maneira única, e muitas vezes ele vem em ondas: há momentos em que a dor parece mais intensa e outros em que é possível respirar um pouco mais. Sentir tristeza, desmotivação ou falta de energia depois de uma perda tão importante pode fazer parte do próprio caminho do luto. O vínculo com quem se foi continua existindo dentro de nós, e o processo de reorganizar a vida sem essa presença leva tempo.
    Ao mesmo tempo, existe uma diferença sutil entre um luto que está sendo vivido, mesmo que com sofrimento, e um estado que começa a se aproximar de algo mais parecido com uma depressão. No luto, apesar da dor, a pessoa geralmente ainda consegue reconhecer o motivo da tristeza — ela está ligada à perda. Também pode haver momentos de lembranças que trazem sentido, saudade ou até algum conforto, mesmo que misturados à dor. A pessoa pode oscilar: em alguns dias sente-se mais abatida, em outros consegue se envolver um pouco mais com a vida.
    Quando o sofrimento se aproxima mais de um quadro depressivo, costuma aparecer uma sensação mais constante de vazio ou falta de sentido que não se liga apenas à perda em si. A pessoa pode começar a sentir que nada tem valor, que perdeu completamente o interesse por coisas que antes eram importantes, ou que não consegue mais se conectar com nada. Às vezes surge também uma autocrítica muito dura, sentimentos intensos de culpa, desesperança em relação ao futuro ou a sensação de estar completamente desligada da vida.
    Mas é importante lembrar que luto e depressão não são coisas totalmente separadas. O luto pode, em alguns casos, abrir espaço para um sofrimento que se aprofunda e precisa de mais cuidado. Por isso, mais do que tentar colocar um rótulo imediato no que você está sentindo, o mais importante é olhar com delicadeza para a sua experiência: como essa tristeza tem se manifestado, quanto ela ocupa do seu dia a dia, e se você sente que está conseguindo, ainda que lentamente, encontrar pequenos movimentos de vida dentro desse processo.
    Se em algum momento você sentir que a tristeza está muito pesada, que a vida perdeu completamente o sentido ou que está difícil atravessar isso sozinha, conversar sobre esses sentimentos em um espaço terapêutico pode ajudar muito. O luto não precisa ser vivido em solidão, e cuidar de si nesse momento é uma forma importante de honrar também o amor que existia entre você e sua mãe.se quiser marcar um horário seria um prazer ajudar nesse processo


  • Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq

    Olá sou casado ha 15 anos e nao sei se seria um vício, pois gosto de sexo, não tds os dias e tmb pq ja fiquei por até 2 semanas sem, mas fico muito estressado qnd isso acontece,não procuro parceiras fora pois tento preservar meu casamento, contudo tento suprir com a masturbação onde acabo ficando indignado pois tenho uma parceira dentro da minha casa, tivemos um problema na 2 gravidez onde precisou ficar sem relaçoes durante 7 meses até o nascimento e a recuperação, e me comportei melhor do que eu esperava, a minha parceira fala que sou doente por procura-la ou por alguma piada que faço...fala que só penso em sexo, será?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    O relato sugere que não se trata de um vício, mas de uma discrepância de desejo e de falhas na comunicação do casal. O fato de você ter mantido o autocontrole durante meses e conseguir ficar semanas sem relações reforça que não há uma perda de controle patológica. O estresse que você sente é uma reação comum à frustração de uma necessidade de intimidade não atendida.
    ​Quando um parceiro rotula o outro como 'doente', isso geralmente reflete um conflito na dinâmica da relação, e não necessariamente uma patologia individual. A masturbação, nesse contexto, surge como uma tentativa de autorregulação. O caminho indicado é buscar uma terapia de casal para entender o que esses 'rótulos' escondem e como alinhar as expectativas de intimidade de ambos, transformando a indignação em diálogo.


  • Minha parceira quer beijar outras pessoas, diz estar incontrolável a vontade e que é apenas sexual,

    Minha parceira quer beijar outras pessoas, diz estar incontrolável a vontade e que é apenas sexual, me ama e não quer nada com mais ninguém, sóquer explorar essa vontade. Mas eu não gosto disso, e acho que vai afetar muito nosso relacionamento, sou muito exclusiva e ciumenta... Mas não quero ela sofrendo. Como resolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Olá. Sinto muito que você esteja atravessando esse momento de tanta angústia. Escrever sobre isso já é um passo importante para organizar esses sentimentos que, hoje, parecem tão turbulentos.
    ​Quando vivemos um relacionamento, o nosso desejo de exclusividade e o nosso limite emocional não são "apenas" ciúmes ou algo a ser superado; eles fazem parte da forma como você entende o amor e a segurança afetiva. Sentir que o seu lugar, que você acredita ser único, está sendo questionado por um desejo externo traz uma dor real, legítima e que merece ser acolhida.
    ​Muitas vezes, tentamos "resolver" o sofrimento do outro antes de olhar para o nosso, mas é fundamental que você se pergunte: o que é fundamental para que você se sinta amada e respeitada em uma relação?
    ​Quando você diz que se sente "incontrolável" ou que precisa gerir a vontade da sua parceira, é comum nos perdermos de nós mesmas, tentando sustentar uma estrutura que não nos cabe. É importante lembrar que:
    ​O seu sofrimento não é um problema a ser "corrigido": Ele é um sinalizador de que algo está violando seus valores essenciais. Não é sua obrigação ceder ou se adaptar a um modelo de relacionamento que faz você sofrer, apenas para evitar a dor do outro.
    ​O lugar da exclusividade: Para você, a exclusividade pode ser o alicerce onde o seu afeto se sustenta. Não há nada de errado em desejar um relacionamento que preserve esse lugar. Ignorar seus próprios limites para manter o outro ao seu lado costuma gerar um custo emocional muito alto, que acaba se manifestando em ansiedade e desvalorização pessoal.
    ​A "vontade" do outro e o seu limite: É possível ter empatia pela parceira e, ainda assim, manter a clareza sobre o que é inegociável para você. Amar alguém não significa ter que absorver todos os desejos dessa pessoa, especialmente quando esses desejos ferem a sua integridade emocional.
    ​Neste momento, sugiro que você se dê a permissão de parar de tentar resolver o desejo da sua parceira e foque em cuidar de você. Talvez seja o momento de buscar um espaço terapêutico individual, um lugar que seja exclusivamente seu, para que você possa entender o que essa situação está despertando em sua história pessoal e fortalecer a sua percepção sobre os seus próprios limites.
    ​Você não precisa carregar o peso de "fazer a outra pessoa feliz" se, para isso, você tiver que se anular. O respeito deve começar por você.


  • Eu sinto muito tesão no período fértil. É algo que não posso controlar. Várias vezes faço sexo e mas

    Eu sinto muito tesão no período fértil. É algo que não posso controlar. Várias vezes faço sexo e masturbo ao dia. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    A variação no desejo sexual ao longo do mês é uma experiência comum e está intimamente ligada às fases do ciclo biológico. É frequente que em determinados períodos, como o fértil, ocorra um aumento perceptível da libido, manifestando-se em uma busca maior por satisfação ou alívio da tensão sexual.
    ​Na psicologia, mais do que focar na frequência dos atos em si, olhamos para como a pessoa se relaciona com esse impulso. O ponto que merece atenção é se essa intensidade e a busca por essa satisfação geram algum tipo de sofrimento, culpa ou prejuízo na sua rotina e nas suas relações.
    ​Caso essa dinâmica esteja trazendo desconforto emocional ou ansiedade, o espaço da psicoterapia pode ser um lugar seguro para escutar e compreender o que esse excesso está comunicando, sem julgamentos.A variação no desejo sexual ao longo do mês é uma experiência comum e está intimamente ligada às fases do ciclo biológico. É frequente que em determinados períodos, como o fértil, ocorra um aumento perceptível da libido, manifestando-se em uma busca maior por satisfação ou alívio da tensão sexual.
    ​Na psicologia, mais do que focar na frequência dos atos em si, olhamos para como a pessoa se relaciona com esse impulso. O ponto que merece atenção é se essa intensidade e a busca por essa satisfação geram algum tipo de sofrimento, culpa ou prejuízo na sua rotina e nas suas relações.
    ​Caso essa dinâmica esteja trazendo desconforto emocional ou ansiedade, o espaço da psicoterapia pode ser um lugar seguro para escutar e compreender o que esse excesso está comunicando, sem julgamentos.A variação no desejo sexual ao longo do mês é uma experiência comum e está intimamente ligada às fases do ciclo biológico. É frequente que em determinados períodos, como o fértil, ocorra um aumento perceptível da libido, manifestando-se em uma busca maior por satisfação ou alívio da tensão sexual.
    ​Na psicologia, mais do que focar na frequência dos atos em si, olhamos para como a pessoa se relaciona com esse impulso. O ponto que merece atenção é se essa intensidade e a busca por essa satisfação geram algum tipo de sofrimento, culpa ou prejuízo na sua rotina e nas suas relações.
    ​Caso essa dinâmica esteja trazendo desconforto emocional ou ansiedade, o espaço da psicoterapia pode ser um lugar seguro para escutar e compreender o que esse excesso está comunicando, com atenção que o assunto merece.


  • Se arranhar também pode contar como automutilação ?

    Se arranhar também pode contar como automutilação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sim, o ato de se arranhar pode ser, sim, uma forma de automutilação (ou comportamento autolesivo). Na psicologia, a automutilação não se restringe a cortes profundos; ela engloba qualquer comportamento intencional de causar dano ao próprio corpo — como arranhar, queimar, bater ou arrancar cabelos — geralmente como uma tentativa de lidar com uma dor emocional insuportável, angústia ou um sentimento de vazio que a pessoa não consegue colocar em palavras.
    ​O ato funciona, muitas vezes, como uma forma de "transpor" a dor psíquica para o corpo, tornando-a visível ou trazendo um alívio momentâneo através da sensação física.
    ​Um ponto importante: Se esse comportamento está acontecendo, ele é um pedido de socorro do seu psiquismo. O ideal não é apenas focar no ato em si, mas buscar um espaço de escuta profissional (psicólogo ou psiquiatra) para entender o que está por trás dessa necessidade de se ferir. Você não precisa carregar essa carga sozinha; existem formas de transformar essa dor em algo que não envolva o prejuízo ao seu corpo.


  • Mesmo a automutilação não sendo super grave é possível que haja a internação? Se sim, como posso int

    Mesmo a automutilação não sendo super grave é possível que haja a internação? Se sim, como posso internar eu/alguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    ​A automutilação é um sinal de sofrimento intenso e, embora nem sempre as lesões sejam graves fisicamente, a internação é possível e indicada quando há risco iminente à vida ou quando o tratamento ambulatorial (consultório) não é mais suficiente para garantir a segurança da pessoa.
    ​Como proceder:
    ​Avaliação: É indispensável uma consulta com um psiquiatra para avaliar o risco e a necessidade de suporte hospitalar.
    ​Acolhimento: A internação pode ser voluntária (com o consentimento da pessoa) ou involuntária (em casos de risco grave e sem discernimento, exigindo laudo médico).
    ​Rede de Apoio: Em momentos de crise, pode-se buscar um Pronto Socorro Geral, um CAPS ou uma emergência psiquiátrica.
    ​O foco deve ser sempre transformar a dor física em palavra. Se você ou alguém próximo está nessa situação, busque ajuda especializada de um psicólogo e um psiquiatra o quanto antes.


  • Bulimia é possível ser tratada apenas com a psicoterapia? É possível se recuperar 100% ?

    Bulimia é possível ser tratada apenas com a psicoterapia? É possível se recuperar 100% ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Embora a psicoterapia seja um dos pilares centrais e indispensáveis no tratamento da bulimia, a ciência e a prática clínica demonstram que, na maioria dos casos, o tratamento isolado apenas com terapia pode não ser o mais seguro ou eficaz. A bulimia é uma condição complexa que afeta tanto a saúde mental quanto o funcionamento biológico do corpo, envolvendo desequilíbrios químicos que muitas vezes exigem o suporte de uma intervenção psiquiátrica e medicamentosa para estabilizar o controle dos impulsos e a ansiedade.
    ​Trabalhar com uma equipe multidisciplinar — que inclua psicólogo, psiquiatra e, frequentemente, um nutricionista especializado — aumenta significativamente as chances de sucesso. O medicamento pode ajudar a regular as crises de compulsão e purgação, permitindo que a pessoa tenha condições emocionais de aproveitar melhor o processo terapêutico.
    ​Quanto à recuperação de 100%, ela é possível no sentido de remissão dos sintomas e da conquista de uma relação saudável e equilibrada com a comida e com o corpo. No entanto, o termo "recuperação" em transtornos alimentares é visto como um processo contínuo de autovigilância e cuidado. Muitas pessoas alcançam uma vida plena, livre das crises, mas é fundamental entender que o tratamento não busca apenas silenciar o comportamento, mas sim tratar as causas emocionais profundas que o geraram, garantindo que a pessoa tenha ferramentas para lidar com futuras fragilidades sem recorrer ao transtorno. Por ser uma questão de saúde delicada, a avaliação médica inicial é sempre o passo mais seguro.


  • Quais fatores levam o desenvolvimento da bulimia?

    Quais fatores levam o desenvolvimento da bulimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    O desenvolvimento da bulimia é multifatorial, ou seja, resulta de uma combinação complexa de fatores que interagem entre si. Não existe uma causa única, mas sim um conjunto de vulnerabilidades.
    ​Podemos resumir os principais fatores em quatro pilares:
    ​Fatores Psicológicos e Emocionais: Baixa autoestima, traços de perfeccionismo, rigidez de pensamento e uma profunda dificuldade em regular e tolerar emoções dolorosas (como ansiedade, estresse ou tristeza). O ciclo de compulsão e purgação muitas vezes funciona como uma tentativa inadequada de gerenciar esse sofrimento interno.
    ​Fatores Culturais e Sociais: A forte pressão social pela magreza e a idealização de um padrão estético específico. A internalização desses padrões, potencializada pela mídia e redes sociais, gera uma insatisfação crônica com a imagem corporal.
    ​Fatores Biológicos e Genéticos: Estudos apontam que a predisposição genética e alterações na regulação de neurotransmissores (como a serotonina, que afeta o humor e o apetite) também desempenham um papel importante na vulnerabilidade ao transtorno.
    ​Fatores Familiares e Relacionais: Ambientes familiares com alta cobrança, foco excessivo na aparência física, ou onde há dificuldade em expressar e acolher conflitos emocionais de forma aberta.
    ​Na psicologia, entendemos que o transtorno se instala quando essas pressões externas encontram uma fragilidade na estrutura emocional do sujeito. O tratamento eficaz sempre passa por acolher essa dor por trás do sintoma, idealmente por meio de um acompanhamento multidisciplinar (psicologia, psiquiatria e nutrição).


  • O consumo de pornografia pode prejudicar algo no cérebro responsável pela sexualidade? É permanente

    O consumo de pornografia pode prejudicar algo no cérebro responsável pela sexualidade? É permanente ou pode reverter?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Sim, isso é perfeitamente normal e esperado do ponto de vista fisiológico.
    ​O que você está vivenciando é a influência direta das oscilações hormonais no sistema nervoso central. Durante o período pré-menstrual (e também por volta da ovulação), o corpo passa por flutuações rápidas nos níveis de hormônios como o estrogênio, a progesterona e, em alguns casos, uma ação mais livre da testosterona. Essas mudanças alteram a química cerebral e aumentam a vascularização na região pélvica, o que eleva a sensibilidade física e o desejo sexual de forma espontânea.
    ​O fato de sentir mais estímulo logo após acordar também tem explicação científica: é pela manhã que os nossos níveis de cortisol (hormônio do alerta) e outros hormônios estão naturalmente mais elevados, o que propicia a excitação.
    ​O que fazer?
    ​Acolha o seu corpo: O primeiro passo é entender que isso é um sinal de vitalidade e funcionamento saudável do seu organismo, e não algo a ser reprimido ou visto com culpa.
    ​Canalize a energia: Encontre formas saudáveis de expressar e liberar essa energia sexual (seja através da intimidade com parceria ou da masturbação), o que ajuda a aliviar a tensão física e mental ao longo do dia.
    ​Observe o impacto na sua rotina: O desejo intenso só se torna um problema se estiver gerando sofrimento, ansiedade ou se estiver atrapalhando a sua concentração e suas atividades diárias de maneira disfuncional.
    ​Se esses estímulos estiverem causando desconforto emocional ou se tornarem difíceis de gerenciar, vale a pena conversar com sua ginecologista para avaliar as taxas hormonais, ou buscar o suporte de um psicólogo/psicanalista para entender melhor a relação com o seu próprio desejo.


  • O chamado Reboot de pornografia é verdadeiro? Parar com o vício em pornografia pode melhorar a libido

    O chamado Reboot de pornografia é verdadeiro? Parar com o vício em pornografia pode melhorar a libido e a atividade sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    olá, boa noite! Não, a pornografia não melhora a libido ou a atividade sexual real a longo prazo. Pelo contrário, o consumo excessivo costuma gerar o efeito oposto.
    ​O que acontece é um mecanismo de dessensibilização do cérebro. A pornografia entrega estímulos e picos de dopamina muito mais intensos, rápidos e irreais do que qualquer relação sexual comum consegue oferecer. Com o tempo, o cérebro se acostuma com esse "superestímulo" e passa a achar o sexo real "sem graça", o que diminui a libido com o parceiro ou parceira e pode até causar dificuldades de ereção ou de orgasmo.
    ​Já o chamado "efeito rebote" costuma acontecer quando a pessoa tenta parar de assistir de forma repentina: a ansiedade e a falta daquela dopamina rápida podem gerar uma fixação ainda maior pelo consumo ou uma oscilação na libido, o que reforça o ciclo do vício.


  • acho que sou viciado em sexo todo dia quero fazer sexo com minha esposa quando ela nao quer fico impaciente

    acho que sou viciado em sexo todo dia quero fazer sexo com minha esposa quando ela nao quer fico impaciente sem dormi, procuro constantemento mulheres proficional do prazer ja gastei muiyo dinheiro com isso ja deixei minha filha no colegio socinha pra fazer sexo com outra pessoa. Que posso fazer? Mi ajude.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Reconhecer que um comportamento se tornou um fardo e que você não está mais conseguindo exercer sua vontade sobre ele é um passo de extrema coragem e o início de um possível pedido de ajuda. O seu relato deixa transparecer uma angústia profunda, onde o sexo parece ter deixado de ser uma busca por prazer para se tornar uma urgência incontrolável, funcionando como um alívio momentâneo para uma tensão interna que talvez você ainda não consiga nomear.
    ​Nesses momentos, em que a vida pessoal e as responsabilidades mais caras começam a ser atropeladas pelo impulso, é essencial que você não tente carregar esse peso sozinho. O caminho da psicoterapia pode oferecer um espaço seguro e livre de julgamentos para compreendermos o que essa compulsão está tentando comunicar ou preencher em sua história. Além do suporte terapêutico, pode ser muito valioso considerar uma avaliação com um médico psiquiatra; por vezes, o sofrimento é tão intenso que o auxílio medicamentoso se faz necessário para acalmar a urgência do corpo, ajudando você a recuperar o fôlego para conseguir pensar e se cuidar. Saiba que existe saída para esse ciclo de isolamento e que o tratamento adequado pode ajudar você a retomar o domínio sobre sua própria vida.


  • Tenho um relacionamento de 4 anos e há 2 ele admitiu que possui compulsão sexual. Participo de algumas

    Tenho um relacionamento de 4 anos e há 2 ele admitiu que possui compulsão sexual. Participo de algumas fantasias e tb obtenho prazer mas tenho questoes como: se eu nao quiser em uma das epocas de compulsão? Ele se recusa a tratar ou procurar grupos de apoios. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Djanira Souza

    Manter um relacionamento onde existe uma compulsão instalada requer um equilíbrio muito delicado entre a empatia pelo parceiro e o respeito aos seus próprios limites. Pelo que você descreve, hoje existe uma dinâmica de parceria, mas o seu receio em relação ao futuro é um sinal importante que não deve ser ignorado.
    ​Para refletir sobre esse impasse, considere os seguintes pontos:
    ​O lugar do desejo vs. a necessidade: Em uma relação saudável, a sexualidade nasce do encontro e do desejo mútuo. Na compulsão, muitas vezes o sexo passa a ter uma função de alívio de ansiedade ou preenchimento de um vazio, o que pode sobrecarregar o parceiro que se sente na obrigação de 'suprir' essa demanda.
    ​A impossibilidade de ser o 'remédio': É fundamental reconhecer que ninguém, por mais que ame ou se esforce, consegue curar a compulsão de outra pessoa. Se o parceiro se recusa a buscar ajuda externa, ele coloca sobre você e sobre a relação uma carga que pertence ao tratamento clínico dele.
    ​O direito ao 'não': O seu receio de 'não estar disponível' toca no ponto mais crítico: o consentimento. Você precisa se sentir segura para não participar de algo sempre que não quiser, sem que isso resulte em punição, conflito ou na sensação de que a relação vai desmoronar.
    ​Seu limite de tolerância: O que fazer quando o outro não quer se tratar? A resposta mora na sua capacidade de avaliar até onde você consegue ir sem anular suas próprias vontades. Você pode ser apoio, mas não pode ser o tratamento.
    ​O caminho agora talvez seja dialogar sobre como a recusa dele em buscar ajuda afeta a sua percepção de segurança e futuro na relação. A pergunta para você mesma seria: 'Eu consigo sustentar este formato de relação se nada mudar no comportamento dele.


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