Perguntas do paciente (52)
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Estou tomando Velija recomendado por meu ortopedista como conduprotetor, porém ele me causa sonolenc
Estou tomando Velija recomendado por meu ortopedista como conduprotetor, porém ele me causa sonolencia e rouquidão. É normal estes efeitos ? Não sou depressivo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
A Duloxetina tem efeito no controle de dores crônicas, trata-se de um antidepressivo que ajudar a diminuir a dor, não age na cartilagem.
Dito isso, sim, o Velija pode causar sonolência, rouquidão só se estiver conectada a baixa lubrificação das mucosas.
De todo modo, os efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, náusea, dor de cabeça, zumbido no ouvido, visão embaçada, prisão de ventre, diarreia, vômito, má digestão, cansaço, perda de peso, aumento da pressão arterial, sonolência, rigidez dos músculos, perda de desejo sexual, vermelhidão na pele e coceira.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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Eu gostaria de saber se ant-depressivos, ansiolíticos e remédios para dormir prejudicam a memória?
Eu gostaria de saber se ant-depressivos, ansiolíticos e remédios para dormir prejudicam a memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia,
Sim, os remédios podem afetar a memória, mas lembre-se que a depressão causa diminuição da memória e que o antidepressivo tem por alvo ajustar o organismo, de modo a melhorar a memória e não piorar. De todo modo, os estudos apontam pouco prejuízo dos antidepressivos na memória, e os medicamentos ansiolíticos e hipnóticos (para dormir) possuem efeitos colaterais na memória mais verificados.
De forma mais técnica, pode-se dizer que:
Os antidepressivos da classe dos tricíclicos, apesar de apresentarem maior eficácia, também apresentam menor tolerância e maior número de reações adversas. As reações mais comuns são: boca seca, retenção urinária, queda de pressão, constipação intestinal, visão borrada, taquicardia, tonturas, sudorese, sedação, ganho de peso e tremores.
As medicações antidepressivas mais modernas, apesar de apresentarem melhor tolerância ainda possuem efeitos colaterais. Os mais comuns são: cefaléia, ansiedade, náuseas, diminuição do apetite e do desejo sexual, inquietude, insônia, nervosismo e tremores.
Os ansiolíticos por sua vez, tem como efeitos colaterais mais comuns: perda de memória, fadiga, sedação, sonolência, incoordenação motora, diminuição da concentração, atenção e reflexos.
Os efeitos a longo prazo que mais preocupam os pacientes que se tratam com ansiolíticos são uma possível dependência, crises de abstinência e efeito rebote (retorno dos sintomas mesmo após o tratamento). Para evitar estes problemas é necessário estabelecer um tempo de tratamento e retirar a medicação de forma gradual.
No caso dos hipnóticos os efeitos colaterais mais comuns são: sedação, sonolência, déficits cognitivos, alterações de coordenação motora, afasia, riscos de quedas, fraturas em idosos e acidentes.
Espero ter ajudado
Psicólogo Domingos Fernandes
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A desrealização é passageira? Ela é causada pela ansiedade?
A desrealização é passageira? Ela é causada pela ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Sim, a desrealização quando ocorre tem breve duração, instante, porém pode acompanhar a pessoa por anos.
A desrealização é manifesta em experiências de irrealidade ou distanciamento em relação ao ambiente ao redor (p. ex., indivíduos ou objetos são vivenciados como irreais, oníricos, nebulosos, inertes ou visualmente distorcidos).
A desrealização pode ser a manifestação de um quadro de Transtorno Dissociativo, ou mais especificamente Transtorno de Desrealização.
Pode ser também, um sintoma de diversos quadros clínicos, desde os transtornos de ansiedade até os transtornos psicóticos.
De modo geral, é comumente correlacionada aos picos de ansiedade, mas como já exposto, há outros fatores deflagradores e cada caso demanda investigação e mapeamento criterioso.
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Ola, quanto tempo demora para um ansiolitico fazer efeito depois de aumentada a dose?
Ola, quanto tempo demora para um ansiolitico fazer efeito depois de aumentada a dose?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Há vários tipos de ansiolíticos, mas os mais típicos, os benzodiazepínicos tem efeito muito rápido, e o aumento na dose deve ser percebido rapidamente, salvo se o aumento for muito pequeno e se o organismo já estiver "adaptado" ao medicamento.
Já os inibidores de recaptura de serotonina e a buspirona podem demorar entre duas e três semanas para os efeitos iniciais médios.
Espero ter ajudado
Domingos Fernandes
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Tomo escitalopram e sinto a boca seca e amarga isso é normal? Tomo também sotalol pode ser isso q se
Tomo escitalopram e sinto a boca seca e amarga isso é normal? Tomo também sotalol pode ser isso q seca a boca e amarga
Tenho 75 anosRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Não é impossível, mas é menos provável que o Oxalato de Escitalopram produza a boca seca. O mais provável é mesmo o Sotalol, contudo o mais indicado é relatar o efeito ao seu psiquiatra, pois este possui certamente outros dados para aferir se é o medicamento ou outro quadro clínico que está "produzindo a boca seca".
Espero ter ajudado.
Domingos Fernandes
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Meu filho de 3,5 anos foi diagnosticado como hiperativo e portador de TOD (Transtorno Opositor Desaf
Meu filho de 3,5 anos foi diagnosticado como hiperativo e portador de TOD (Transtorno Opositor Desafiador).
Esse diagnóstico foi dado em uma consulta de 30 minutos (com Neuropediatra) e sem nenhum exame adicional.
É dessa forma mesmo que se chega ao diagnóstico?
Obrigada,RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Não, não é.
O Transtorno de Oposição Desafiante precisa de critérios muito rigorosos para o seu correto diagnóstico, sobretudo em crianças abaixo de 5 anos.
Os critérios seguem abaixo e algumas consultas são necessárias para se compreender o ambiente vivencial da criança, bem como a relação com os pais, família, creche, alimentação, qualidade do sono e etc...
Os critérios são:
A. Um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses, como evidenciado por pelo menos quatro sintomas de qualquer das categorias seguintes e exibido na interação com pelo menos um indivíduo que não seja um irmão.
Humor Raivoso/Irritável
1. Com frequência perde a calma.
2. Com frequência é sensível ou facilmente incomodado. 3. Com frequência é raivoso e ressentido. Comportamento Questionador/Desafiante
4. Frequentemente questiona figuras de autoridade ou, no caso de crianças e adolescentes, adultos.
5. Frequentemente desafia acintosamente ou se recusa a obedecer a regras ou pedidos de figuras de autoridade.
6. Frequentemente incomoda deliberadamente outras pessoas.
7. Frequentemente culpa outros por seus erros ou mau comportamento. Índole Vingativa
8. Foi malvado ou vingativo pelo menos duas vezes nos últimos seis meses.
Nota: A persistência e a frequência desses comportamentos devem ser utilizadas para fazer a distinção entre um comportamento dentro dos limites normais e um comportamento sintomático. No caso de crianças com idade abaixo de 5 anos, o comportamento deve ocorrer na maioria dos dias durante um período mínimo de seis meses, exceto se explicitado de outro modo (Critério A8).
No caso de crianças com 5 anos ou mais, o comportamento deve ocorrer pelo menos uma vez por semana durante no mínimo seis meses, exceto se explicitado de outro modo (Critério A8).
Embora tais critérios de frequência sirvam de orientação quanto a um nível mínimo de frequência para definir os sintomas, outros fatores também devem ser considerados, tais como se a frequência e a intensidade dos comportamentos estão fora de uma faixa normativa para o nível de desenvolvimento, o gênero e a cultura do indivíduo.
B. A perturbação no comportamento está associada a sofrimento para o indivíduo ou para os outros em seu contexto social imediato (p. ex., família, grupo de pares, colegas de trabalho) ou causa impactos negativos no funcionamento social, educacional, profissional ou outras áreas importantes da vida do invidíduo.
C. Os comportamentos não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno psicótico, por uso de substância, depressivo ou bipolar. Além disso, os critérios para transtorno disruptivo da desregulação do humor não são preenchidos.
Espero ter ajudado
Psicólogo Domingos Fernandes
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Como se desenvolve a comunicação escrita na Síndrome de Asperger?
Como se desenvolve a comunicação escrita na Síndrome de Asperger?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
O desenvolvimento da linguagem escrita, seja a escrita propriamente dita ou a leitura podem se dar de modo bastante ajustado, mas podem haver déficits.
Embora os sujeitos com síndrome de Asperger não apresentem atrasos importantes na área da linguagem, inclusive muitos deles tem uma habilidade para expressar-se verbalmente de maneira criativa, utilizando vocabulário sofisticado e estruturas gramaticais corretas, nota-se uma dificuldade em utilizar a linguagem efetivamente nas situações cotidianas. Há relatos na literatura de dificuldades quanto à prosódia e alterações em níveis semânticos e pragmáticos da linguagem.
Recentemente, alguns estudos foram publicados com o objetivo de avaliar a linguagem do ponto de vista fonológico, sintático e semântico em sujeitos com Síndrome de Asperger e idade superior a 10 anos.
Para compreender melhor a linguagem em sujeitos com Síndrome de Asperger, o estudo buscou avaliar e caracterizar provas fonoaudiológicas de linguagem oral e escrita em sujeitos com Síndrome de Asperger comparativamente a um grupo de sujeitos com desenvolvimento típico.
Na avaliação da linguagem oral e escrita, o grupo de indivíduos com Síndrome de Asperger caracterizou-se por um desempenho pior do que o grupo de indivíduos de baixo risco para alterações do desenvolvimento nas provas fonoaudiológicas de consciência fonológica, teste de vocabulário por imagem Peabody e prova de compreensão de leitura.
Entretanto, apesar do resultado pior, muito sujeitos com SA apresentaram resultados equivalentes aos ditos esperados como normais.
Ou seja, é importante avaliar especificamente o paciente em questão para então compreender a necessidade ou não de uma atenção especial ao escopo da linguagem escrita.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu
Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
Isso é um problema neurológico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia,
Só com uma avaliação mais acurada para se obter com mais clareza o que você está vivendo, entretanto, há sinais de depressão.
Veja os critérios diagnósticos e avalie em quais se encaixa e caso se identifique, procure um psicólogo.
Quais são os sintomas da depressão?
A.1. Humor deprimido na maior parte do dia (Nota: Em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável.)
A.2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia
A.3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta
A.4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias.
A.5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias
A.6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.
A.7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada
A.8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão
A.9. Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida recorrente sem um plano específico ou plano específico para cometer suicídio.
*** Critérios diagnósticos científicos, extraídos do DSM-V ***
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Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia
Não há idade limite para se iniciar uma psicoterapia e certamente o processo terapêutico produz benefícios para o enfrentamento, para o autoconhecimento e para o alívio e supressão de sintomas.
Procure um psicólogo e dê início a uma nova etapa da sua vida.
Espero ter ajudado
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Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
De uma forma simples e direta: não é adequado que um psicólogo atenda dois membros de uma mesma família, exceto em terapia de família, por óbvio.
Entretanto, de forma mais específica, pode-se dizer que depende de cada situação em particular, haja vista que conquanto sejam membros de uma mesma família as relações podem não ser muito próximas e os vínculos entre o terapeuta e cada paciente não seja afetado por desconfianças e quebras.
Espero ter ajudado
Psi. Domingos Fernandes
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Crise de ansiedade pode durar dias? E quais são os principais sintomas?
Crise de ansiedade pode durar dias? E quais são os principais sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite
As crises de ansiedade tem um influxo temporário, com picos e relaxamento. Ninguém fica em pico de ansiedade, em crise, por dias, organismo algum suportaria tal descarga. Entretanto, uma pessoa pode num prazo de uma semana ter inúmeras crises, com intervalos entre elas.
De todo modo, é fundamental uma ajuda profissional para o diagnóstico e para o tratamento. Não fique sozinho(a), procure um psicólogo e comece hoje a mudar a sua vida.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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Estou passando por um problema com uma pessoa próxima com o TOC. No caso ele repete diversas vezes s
Estou passando por um problema com uma pessoa próxima com o TOC. No caso ele repete diversas vezes situações simples do dia a dia como por exemplo fechar a porta do carro diversas vezes. E também tem pensamentos incabíveis ( super inapropriados) o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite
Se o TOC está gerando comprometimento social, familiar, profissional e sofrimento psíquico, será fundamental buscar ajuda profissional.
Psicólogo e dependendo do comprometimento do TOC psiquiatra, para a via medicamentosa.
Espero ter ajudado.
Domingos Fernandes
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Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d
Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Sim, a ajuda profissional vai trazer resultados, contudo é necessária uma avaliação para tentar detectar se seria o caso de uma psicoterapia para ele, ou uma terapia de casal.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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Ttanstorno de Dédicit de Atenção
Para tdh e necessário ter acompanhamento psicólogo para tratar ou só neurologista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Tanto a avaliação psiquiátrica como psicológica se fazem necessárias.
O tratamento vai depender dessa avaliação diagnóstica, para correto estabelecimento do trajeto terapêutico a ser realizado.
Espero ter ajudado
Psi. Domingos Fernandes.
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Haveria diferença para a saúde do sono, a utilização de ventilador ao invés de ar condicionado
Haveria diferença para a saúde do sono, a utilização de ventilador ao invés de ar condicionado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde,
Sim, do ponto de vista psicológico pode haver diferença, pois os ciclos do sono dependem da qualidade do ar, da temperatura, dos ruídos produzidos pelos aparelhos e dos impactos destes no aparelho respiratório. Com isso, seria necessário uma avalição clínica mais precisa, uma vez que cada organismo reage de forma diferente.
Alterações no ritmo circadiano tem impactos diretos em quadros de ansiedade, depressão e transtornos do humor.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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o que é esquizotimia?
o que é esquizotimia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
A Esquizotimia refere-se ao Transtorno de Personalidade Esquizotípica e é um dos traços da Esquizofrenia
Os sintomas são:
A característica essencial do transtorno da personalidade esquizotípica é um padrão difuso de déficits sociais e interpessoais marcado por desconforto agudo e capacidade reduzida para relacionamentos íntimos, bem como por distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico.
Esse padrão surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos. Indivíduos com transtorno da personalidade esquizotípica com frequência apresentam ideias de referência (i.e., interpretações incorretas de incidentes casuais e eventos externos como tendo um sentido particular e incomum especificamente para a pessoa).
Estas devem ser distinguidas de delírios de referência, nos quais as crenças são mantidas com convicção delirante.
Esses indivíduos podem ser supersticiosos ou preocupados com fenômenos paranormais que fogem das normas de sua subcultura. Podem achar que têm poderes especiais para sentir os eventos antes que ocorram ou para ler os pensamentos alheios. Podem acreditar que exercem controle mágico sobre os outros, o qual pode ser implementado diretamente (p. ex., a crença de que o fato de o cônjuge estar levando o cachorro para passear é consequência direta de, uma hora antes, ter pensado que isso devia ser feito) ou indiretamente, por meio de obediência a rituais mágicos (p. ex., passar três vezes por determinado objeto para evitar uma consequência danosa).
Alterações perceptivas podem estar presentes (p. ex., sentir que outra pessoa está presente ou ouvir uma voz murmurando seu nome). Seu discurso pode incluir fraseados e construções incomuns ou idiossincrásicas e costuma ser desconexo, digressivo ou vago, embora sem apresentar um real descarrilhamento ou incoerência.
Respostas podem ser excessivamente concretas ou abstratas, e palavras e conceitos são, por vezes, aplicados de maneiras pouco habituais (p. ex., o indivíduo pode afirmar que não estava “conversável” no trabalho).
Indivíduos com esse transtorno são frequentemente desconfiados e podem apresentar ideias paranoides (p. ex., crer que os colegas de trabalho estão planejando minar sua reputação com o chefe).
Em geral, são incapazes de lidar com os afetos e as minúcias interpessoais que são necessários para relacionamentos bem-sucedidos; assim, com frequência parecem interagir com os outros de forma inadequada, formal ou constrita.
Esses indivíduos são geralmente considerados esquisitos ou excêntricos em virtude de maneirismos incomuns, isto é, sua forma desleixada de vestir-se que não “combina” bem e sua falta de atenção às convenções sociais habituais (p. ex., o indivíduo pode evitar contato visual, usar roupas manchadas ou que não servem bem e ser incapaz de participar das provocações e brincadeiras que ocorrem entre colegas de trabalho) .
Indivíduos com transtorno da personalidade esquizotípica vivenciam os relacionamentos interpessoais como problemáticos e sentem desconforto em se relacionar com outras pessoas.
Embora possam manifestar infelicidade acerca da falta de relacionamentos, seu comportamento sugere um desejo reduzido de contatos íntimos. Assim, costumam ter poucos ou nenhum amigo próximo ou confidente que não seja parente de primeiro grau.
São ansiosos em situações sociais, especialmente aquelas que envolvem pessoas desconhecidas. Irão interagir com outras pessoas quando tiverem de fazer isso, mas preferem não estabelecer interações, pois sentem que são diferentes e que não se enturmam. Sua ansiedade social não diminui facilmente, mesmo quando passam mais tempo no local ou conhecem melhor as outras pessoas, visto que a ansiedade tende a estar associada à desconfiança quanto às motivações dos outros.
Os critérios Diagnósticos são:
A. Um padrão difuso de déficits sociais e interpessoais marcado por desconforto agudo e capacidade reduzida para relacionamentos íntimos, além de distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico, que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:
1. Ideias de referência (excluindo delírios de referência). 2. Crenças estranhas ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e são inconsistentes com as normas subculturais (p. ex., superstições, crença em clarividência, telepatia ou “sexto sentido”; em crianças e adolescentes, fantasias ou preocupações bizarras).
3. Experiências perceptivas incomuns, incluindo ilusões corporais.
4. Pensamento e discurso estranhos (p. ex., vago, circunstancial, metafórico, excessivamente elaborado ou estereotipado).
5. Desconfiança ou ideação paranoide.
6. Afeto inadequado ou constrito.
7. Comportamento ou aparência estranha, excêntrica ou peculiar.
8. Ausência de amigos próximos ou confidentes que não sejam parentes de primeiro grau.
9. Ansiedade social excessiva que não diminui com o convívio e que tende a estar associada mais a temores paranoides do que a julgamentos negativos sobre si mesmo.
B. Não ocorre exclusivamente durante o curso de esquizofrenia, transtorno bipolar ou depressivo com sintomas psicóticos, outro transtorno psicótico ou transtorno do espectro autista.
Espero ter ajudado
Psicólogo Domingos Fernandes
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Olá, gostaria de saber quanto tempo mais ou menos leva o tratamento da distimia e se a medicação é
Olá, gostaria de saber quanto tempo mais ou menos leva o tratamento da distimia e se a medicação é realmente necessária?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
A distimia ou Transtorno Depressivo Persistente é crônico, de longa duração, ao menos 2 anos.
Falar em tempo de tratamento é realmente impossível, mas o que posso indicar é que em média em torno de 6 meses, num processo combinado de psicoterapia, medicação, associado a elevação das atividades físicas, das atividades recreativas e das atividades sociais, o paciente sentirá uma melhora significativa.
Entretanto, comumente o maior obstáculo ao tratamento na distimia é o próprio paciente, que tem dificuldades em aderir ao tratamento, na medida que sente-se sempre num estado de esvaziamento, tristeza e falta de sentido.
Desse modo, um esclarecimento franco e direto sobre os obstáculos ao tratamento, e da necessidade imperiosa do empenho do paciente no seu processo de melhora é importantíssima.
Espero ter ajudado.
Psi. Domingos Fernandes
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Sinto pânico em fazer exames médicos porque isso acontece?
Sinto pânico em fazer exames médicos porque isso acontece?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde,
As origens do seu medo podem ser inúmeras, mas em linhas gerais, você provavelmente teve alguma experiência aversiva/traumática ou presenciou alguma, e isso provavelmente foi reforçado em outras experiências com o "micro universo dos exames" e assim seu cérebro registrou esses momentos de forma consistente ou não, fato é que você tem cognições negativas concernentres aos exames e só um processo de dessembilização e reestruturação cognitiva poderão tornar esses momentos menos tensos.
Espero ter ajudado
Psi. Domingos Fernandes
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O que é amaxofobia?
O que é amaxofobia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
De forma simples, a amaxofobia é o medo excessivo (fóbico) de dirigir um veículo ou mesmo estar dentro dele.
Indivíduos amaxofóbicos que andam em um veículo normalmente experimentam estados de ansiedade diante de situações geradas pelo tráfego, temem a ocorrência de acidentes e suas consequências, especialmente lesões ou a morte.
Espero ter ajudado
Psi. Domingos Fernandes
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Quais são os sintomas do transtorno de personalidade esquizotipica?
Quais são os sintomas do transtorno de personalidade esquizotipica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite,
Os sintomas são:
A característica essencial do transtorno da personalidade esquizotípica é um padrão difuso de déficits sociais e interpessoais marcado por desconforto agudo e capacidade reduzida para relacionamentos íntimos, bem como por distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico.
Esse padrão surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos. Indivíduos com transtorno da personalidade esquizotípica com frequência apresentam ideias de referência (i.e., interpretações incorretas de incidentes casuais e eventos externos como tendo um sentido particular e incomum especificamente para a pessoa).
Estas devem ser distinguidas de delírios de referência, nos quais as crenças são mantidas com convicção delirante.
Esses indivíduos podem ser supersticiosos ou preocupados com fenômenos paranormais que fogem das normas de sua subcultura. Podem achar que têm poderes especiais para sentir os eventos antes que ocorram ou para ler os pensamentos alheios. Podem acreditar que exercem controle mágico sobre os outros, o qual pode ser implementado diretamente (p. ex., a crença de que o fato de o cônjuge estar levando o cachorro para passear é consequência direta de, uma hora antes, ter pensado que isso devia ser feito) ou indiretamente, por meio de obediência a rituais mágicos (p. ex., passar três vezes por determinado objeto para evitar uma consequência danosa).
Alterações perceptivas podem estar presentes (p. ex., sentir que outra pessoa está presente ou ouvir uma voz murmurando seu nome). Seu discurso pode incluir fraseados e construções incomuns ou idiossincrásicas e costuma ser desconexo, digressivo ou vago, embora sem apresentar um real descarrilhamento ou incoerência.
Respostas podem ser excessivamente concretas ou abstratas, e palavras e conceitos são, por vezes, aplicados de maneiras pouco habituais (p. ex., o indivíduo pode afirmar que não estava “conversável” no trabalho).
Indivíduos com esse transtorno são frequentemente desconfiados e podem apresentar ideias paranoides (p. ex., crer que os colegas de trabalho estão planejando minar sua reputação com o chefe).
Em geral, são incapazes de lidar com os afetos e as minúcias interpessoais que são necessários para relacionamentos bem-sucedidos; assim, com frequência parecem interagir com os outros de forma inadequada, formal ou constrita.
Esses indivíduos são geralmente considerados esquisitos ou excêntricos em virtude de maneirismos incomuns, isto é, sua forma desleixada de vestir-se que não “combina” bem e sua falta de atenção às convenções sociais habituais (p. ex., o indivíduo pode evitar contato visual, usar roupas manchadas ou que não servem bem e ser incapaz de participar das provocações e brincadeiras que ocorrem entre colegas de trabalho) .
Indivíduos com transtorno da personalidade esquizotípica vivenciam os relacionamentos interpessoais como problemáticos e sentem desconforto em se relacionar com outras pessoas.
Embora possam manifestar infelicidade acerca da falta de relacionamentos, seu comportamento sugere um desejo reduzido de contatos íntimos. Assim, costumam ter poucos ou nenhum amigo próximo ou confidente que não seja parente de primeiro grau.
São ansiosos em situações sociais, especialmente aquelas que envolvem pessoas desconhecidas. Irão interagir com outras pessoas quando tiverem de fazer isso, mas preferem não estabelecer interações, pois sentem que são diferentes e que não se enturmam. Sua ansiedade social não diminui facilmente, mesmo quando passam mais tempo no local ou conhecem melhor as outras pessoas, visto que a ansiedade tende a estar associada à desconfiança quanto às motivações dos outros.
Os critérios Diagnósticos são:
A. Um padrão difuso de déficits sociais e interpessoais marcado por desconforto agudo e capacidade reduzida para relacionamentos íntimos, além de distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico, que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:
1. Ideias de referência (excluindo delírios de referência). 2. Crenças estranhas ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e são inconsistentes com as normas subculturais (p. ex., superstições, crença em clarividência, telepatia ou “sexto sentido”; em crianças e adolescentes, fantasias ou preocupações bizarras).
3. Experiências perceptivas incomuns, incluindo ilusões corporais.
4. Pensamento e discurso estranhos (p. ex., vago, circunstancial, metafórico, excessivamente elaborado ou estereotipado).
5. Desconfiança ou ideação paranoide.
6. Afeto inadequado ou constrito.
7. Comportamento ou aparência estranha, excêntrica ou peculiar.
8. Ausência de amigos próximos ou confidentes que não sejam parentes de primeiro grau.
9. Ansiedade social excessiva que não diminui com o convívio e que tende a estar associada mais a temores paranoides do que a julgamentos negativos sobre si mesmo.
B. Não ocorre exclusivamente durante o curso de esquizofrenia, transtorno bipolar ou depressivo com sintomas psicóticos, outro transtorno psicótico ou transtorno do espectro autista.
Espero ter ajudado
Psicólogo Domingos Fernandes
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…