Perguntas do paciente (10)

  • Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá a

    Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá anotar a minha placa e descobrir onde moro. Tenho pensamentos de que qualquer pessoa pode e vai me fazer mal por ações ou acusações contra mim. Vivo com medo e não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Parece que você está enfrentando um medo intenso de ser prejudicado ou acusado, mesmo em situações cotidianas. Esses pensamentos podem estar ligados a crenças internas que fazem o mundo parecer perigoso e imprevisível. É importante saber que isso pode ser trabalhado e que há ferramentas para aliviar essa sensação constante de ameaça.

    Uma abordagem prática seria observar esses pensamentos de forma mais crítica: pergunte-se, há evidências concretas de que esse perigo é real ou está acontecendo agora? Outra estratégia é desenvolver a capacidade de se sentir seguro ao identificar lugares, momentos ou pessoas onde não há qualquer risco.

    Além disso, buscar apoio profissional pode ajudar a compreender essas crenças mais profundas, desconstruí-las e construir uma base mental mais segura.


  • Eu tenho 19 anos, nunca beijei e nem tive nenhuma experiência sexual.sinto um bloqueio na hora da ab

    Eu tenho 19 anos, nunca beijei e nem tive nenhuma experiência sexual.sinto um bloqueio na hora da abordagem e simplesmente isso não acontece e fico me questionando se tem algo em mim que não deixa ter essa experiência ou de fato não é o momento certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Entendo como isso pode ser frustrante e desafiador. É importante lembrar que cada pessoa tem seu próprio tempo e ritmo para essas experiências, e não há nada de errado em ainda não ter passado por isso aos 19 anos.

    Na Terapia dos Esquemas, podemos considerar alguns esquemas que podem estar influenciando seus sentimentos e comportamentos. Por exemplo, o esquema de Defectividade/Vergonha pode fazer você sentir que há algo de errado ou inadequado em você, levando a evitar situações de intimidade por medo de rejeição. Outro esquema possível é o de Isolamento Social/Alienação, onde você pode sentir que não se encaixa ou que é diferente dos outros, dificultando a aproximação.

    Esses esquemas podem levar a estratégias desadaptativas, como a evitação, onde você evita situações sociais ou de intimidade para não enfrentar o desconforto. A hipercompensação também pode ocorrer, onde você tenta ser perfeito ou agradar demais para ser aceito, o que pode gerar ainda mais ansiedade.

    A Terapia dos Esquemas pode ajudar você a identificar e entender esses padrões, reconhecendo suas origens e como eles afetam seu comportamento atual. Com o apoio de um terapeuta, você pode trabalhar para desafiar e modificar esses esquemas, desenvolvendo modos de enfrentamento mais saudáveis e construindo uma autoimagem mais positiva.

    Lembre-se, buscar ajuda é um sinal de força e um passo importante para o autoconhecimento e crescimento pessoal.


  • Gostaria de perguntar qual é a diferença entre Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e Síndro

    Gostaria de perguntar qual é a diferença entre Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e Síndrome de Borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    O Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e a Síndrome de Borderline são, na verdade, a mesma condição. Ambos os termos são usados para descrever um transtorno caracterizado por instabilidade emocional intensa, comportamentos impulsivos e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.

    Pessoas com TPB frequentemente experimentam mudanças rápidas e intensas de humor, medo intenso de abandono e uma autoimagem distorcida. Elas podem ter sentimentos de vazio, comportamentos de autolesão e dificuldades em confiar nos outros. Esses sintomas podem causar sofrimento significativo e afetar a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais.

    É importante lembrar que o TPB não é um transtorno de humor, mas sim de personalidade. Isso significa que as emoções e comportamentos são mais persistentes e influenciam a maneira como a pessoa se relaciona com o mundo ao seu redor.

    Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esses desafios, é fundamental procurar ajuda profissional. Um psicólogo e um psiquiatra pode oferecer o suporte necessário para entender e gerenciar melhor essa condição.


  • O TOC pode influenciar de alguma maneira a dificuldade da fala?

    O TOC pode influenciar de alguma maneira a dificuldade da fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    O TOC é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por pensamentos obsessivos e intrusivos, que geram muito desconforto e angústia, e por comportamentos compulsivos e repetitivos, que são realizados para aliviar essa ansiedade. O TOC pode afetar vários aspectos da vida de uma pessoa, incluindo a comunicação e a fala.

    Algumas pessoas com TOC podem ter dificuldade para pronunciar certas palavras, frases ou sons, por medo de que eles possam causar algum mal a si mesmas ou a outras pessoas. Essa dificuldade pode se manifestar como gagueira, repetição, hesitação, bloqueio ou evitação da fala. Esses sintomas podem prejudicar a autoestima, a confiança e o relacionamento social da pessoa com TOC.

    Outras pessoas com TOC podem ter dificuldade para falar de forma espontânea e natural, por causa de pensamentos obsessivos que interferem na sua atenção e concentração. Esses pensamentos podem ser sobre temas variados, como limpeza, organização, religião, sexualidade, violência, etc. A pessoa com TOC pode se sentir distraída, confusa, ansiosa ou culpada por ter esses pensamentos, o que pode afetar a sua capacidade de se expressar verbalmente.

    Se você se identifica com algum desses sintomas, saiba que você não está sozinho e que existe tratamento para o TOC. O tratamento mais indicado é a terapia cognitivo comportamental, que visa identificar e modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao transtorno. A terapia também pode ajudar a desenvolver habilidades de comunicação e de enfrentamento da ansiedade. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser recomendado, sempre sob orientação médica.


  • Olá. Gostaria de saber se é possível uma crise de pânico bem grave provocar uma parada respiratória?

    Olá. Gostaria de saber se é possível uma crise de pânico bem grave provocar uma parada respiratória? Ou algo parecido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Eu entendo que você está com uma dúvida sobre a possibilidade de uma crise de pânico bem grave provocar uma parada respiratória. Eu vou tentar esclarecer essa questão para você.

    Uma crise de pânico é um episódio de medo intenso ou ansiedade que surge de forma súbita e inesperada, acompanhado de vários sintomas físicos e emocionais, como palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, sensação de sufocamento, dor no peito, náusea, tontura, medo de perder o controle, medo de morrer, entre outros. As crises de pânico costumam durar entre 10 e 30 minutos, mas podem variar em intensidade e frequência.

    Uma parada respiratória é uma situação de emergência em que a respiração cessa por mais de 5 minutos, impedindo a oxigenação dos órgãos vitais, como o cérebro e o coração. Uma parada respiratória pode ser causada por diversos fatores, como obstrução das vias aéreas, inalação de gases tóxicos, overdose de drogas, doenças neurológicas, entre outros. Uma parada respiratória pode levar a uma parada cardíaca, que é a interrupção da atividade do coração, e pode resultar em morte ou danos cerebrais irreversíveis.

    A resposta para a sua pergunta é: não, uma crise de pânico bem grave não provoca uma parada respiratória. Apesar de a falta de ar ser um sintoma comum nas crises de pânico, ela não significa que a respiração esteja realmente comprometida. Na verdade, o que acontece é que a pessoa tende a respirar de forma rápida e superficial, o que causa hiperventilação, ou seja, um excesso de oxigênio e uma diminuição de gás carbônico no sangue. Isso pode provocar sensações como formigamento, tontura, palpitações, entre outras, que aumentam o medo e a ansiedade da pessoa. Mas isso não equivale a uma parada respiratória real, que é uma incapacidade dos pulmões ou das vias aéreas de funcionar.

    Portanto, as crises de pânico, por mais intensas e assustadoras que sejam, não são fisicamente perigosas por si só. Elas não causam paradas respiratórias nem cardíacas, nem qualquer outro dano orgânico. No entanto, elas podem afetar a qualidade de vida e o bem-estar psicológico da pessoa, causando sofrimento, angústia e evitação de situações que possam desencadear as crises. Por isso, é importante buscar ajuda profissional para tratar as crises de pânico e a sua causa subjacente, que pode ser um transtorno de ansiedade ou outro problema psicológico.

    Espero ter ajudado, Abraços!


  • Olá, minha psicóloga durante as sessões fica olhando o celular a todo momento, por vezes atende o ce

    Olá, minha psicóloga durante as sessões fica olhando o celular a todo momento, por vezes atende o celular, responde mensagens durante a minha sessão, e já aconteceu várias vezes, não foi um caso isolado. Sinto que ela não está de fato me ouvindo, pois por vezes tenho que me repetir. O que posso fazer nessa situação, trocar de psicóloga seria o mais indicado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Eu entendo que você está passando por uma situação difícil com a sua psicóloga e que se sente desvalorizado e ignorado por ela. Eu quero que saiba que você não está errado em se sentir assim e que você merece ser tratado com respeito e atenção.

    A relação entre o psicólogo e o paciente é muito importante para o sucesso da psicoterapia. É preciso que haja confiança, empatia e compromisso de ambas as partes. O psicólogo deve oferecer um espaço acolhedor, seguro e sigiloso para o paciente, onde ele possa falar sobre os seus problemas, sentimentos e expectativas. O psicólogo também deve estar presente, interessado e envolvido com o processo terapêutico do paciente, buscando compreender, orientar e ajudar o paciente a alcançar os seus objetivos.

    Se você está insatisfeito com a sua psicóloga e sente que ela não está te ouvindo, te respeitando ou te ajudando, eu sugiro que tente conversar com ela sobre o que está te incomodando e como isso está afetando a sua terapia. Você pode expressar os seus sentimentos, as suas necessidades e as suas expectativas em relação à psicóloga e à psicoterapia, e pedir que ela mude a sua postura e o seu comportamento. Você pode tentar estabelecer um acordo com a sua psicóloga sobre o uso do celular durante as sessões, como por exemplo, pedir que ela desligue ou silencie o celular, ou que ela só atenda ou responda em casos de emergência. Você pode também solicitar que ela compense o tempo perdido ou interrompido por causa do celular, ou que ela reduza o valor da sessão proporcionalmente ao tempo gasto com o celular.

    A conversa é a base para a resolução da problemática, pois pode esclarecer as dúvidas, os mal-entendidos e os conflitos que possam existir entre você e a sua psicóloga. A conversa também pode fortalecer o vínculo, a confiança e a satisfação entre você e a sua psicóloga, melhorando a qualidade e a eficácia da psicoterapia. A conversa pode ser uma oportunidade para você e a sua psicóloga se conhecerem melhor, se entenderem melhor e se ajustarem melhor às necessidades e aos objetivos de cada um.

    Espero ter ajudado, Abraços!


  • Gostaria de saber qual a causa de uma pessoa que era bem atenta e cheia de energia e muito sorrident

    Gostaria de saber qual a causa de uma pessoa que era bem atenta e cheia de energia e muito sorridente e agora se destrai facilmente e está muito distante das coisas parecendo que está no mundo da lua , e que está cabisbaixa e desanimada com tudo. o que pode causar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Eu entendo que você gostaria de saber qual a causa de uma pessoa que mudou seu comportamento e humor de forma negativa. Essa é uma pergunta complexa e delicada, que pode ter várias respostas possíveis. Não há uma única causa para essa situação, mas sim vários fatores que podem influenciar o estado mental e emocional de alguém.

    Algumas possíveis causas são:

    Eventos e experiências difíceis, como problemas de relacionamento, luto, problemas de sono, estresse no trabalho, bullying, doença crônica ou dor.
    Interrupções e distrações frequentes, que podem prejudicar a capacidade de foco e concentração em tarefas complexas.
    Alterações hormonais normais, como as que ocorrem durante a gravidez ou a menopausa, que podem afetar como as mulheres se concentram.
    Medo da felicidade, falta de um objetivo claro, dificuldade em regular as emoções ou crença de que o controle emocional é impossível.
    Transtorno afetivo sazonal (SAD), que é uma forma de depressão que ocorre em certas épocas do ano, principalmente no inverno, quando há menos luz solar e temperaturas mais baixas.
    Essas são apenas algumas das possíveis causas, mas existem muitas outras. Cada pessoa é única e pode ter diferentes motivos para se sentir assim. O importante é não se culpar ou se isolar, mas buscar ajuda profissional se os sintomas persistirem ou piorarem. Há tratamentos eficazes para melhorar o humor e a qualidade de vida das pessoas que sofrem com esses problemas.


  • Se tratando de uma pessoa com diagnóstico de depressão e em estado inerte (se recusa a comer, se rec

    Se tratando de uma pessoa com diagnóstico de depressão e em estado inerte (se recusa a comer, se recusa a levantar da cama, se recusa a usar o banheiro, tomar banho, continuar fazendo o uso dos remédios), é de bom tom que um outro indivíduo intervenha na situação para ajudar? Principalmente na parte do banho, quando a pessoa está muito "anestesiada" e não consegue fazer tudo direito ou não sente vontade alguma, mesmo... É certo intervir e ajudar a pessoa a se ensaboar, a se lavar, lavar os cabelos, essas coisas? Pergunto porque acho que, muitas vezes, isso não é um assunto muito discutido, não é algo que é previamente "acordado" entre as partes envolvidas, mas que também não seria muito eficiente ignorar por achar que a pessoa vai conseguir sair dessa sozinha e se virar para fazer as coisas. Mas claro, supondo que quem ajudaria a pessoa que está nesse estado a tomar banho e fazer o resto de todas essas coisas, seria alguém de muita confiança e disponível na hora, como um parente, o cônjuge, um amigo... É esta a minha dúvida. É certo intervir? E se sim, como fazer isso sem que a pessoa se sinta muito constrangida e violada, posteriormente, de alguma forma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    A depressão é uma doença séria que afeta o humor, os pensamentos, as emoções e o comportamento de uma pessoa. Ela pode causar sintomas como tristeza profunda, falta de interesse, desesperança, culpa, baixa autoestima, isolamento, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, cansaço, irritabilidade, ansiedade, pensamentos negativos e até suicidas. A depressão pode ser causada por diversos fatores, como genética, estresse, traumas, perdas, conflitos, doenças físicas, abuso de substâncias, entre outros.

    Quando uma pessoa está deprimida, ela pode ter dificuldade de realizar as atividades básicas do dia a dia, como se alimentar, se higienizar, se vestir, se medicar, etc. Isso pode agravar ainda mais o seu estado de saúde, tanto físico quanto mental. Por isso, é fundamental que ela receba ajuda profissional e apoio de pessoas próximas, como familiares, amigos, parceiros, etc. Essas pessoas podem oferecer suporte emocional, afeto, compreensão, incentivo, companhia, orientação e assistência prática.

    No entanto, ajudar uma pessoa deprimida não é uma tarefa fácil, pois requer paciência, sensibilidade, respeito e limites. É preciso saber como abordar a pessoa, como conversar com ela, como motivá-la, como lidar com a sua resistência, como preservar a sua autonomia, como evitar a superproteção, como cuidar de si mesmo, entre outras coisas. Cada caso é único e depende da gravidade da depressão, da personalidade da pessoa, do tipo de relação que se tem com ela, do contexto em que ela vive, etc.

    No seu caso específico, você quer saber se é certo intervir e ajudar uma pessoa deprimida a tomar banho e fazer outras coisas que ela se recusa a fazer. A minha resposta é: depende. Depende de como você vai fazer isso, de como a pessoa vai reagir, de como você vai se sentir, de como isso vai afetar a relação entre vocês, etc. Não há uma regra geral ou uma resposta definitiva para essa questão, mas eu vou te dar algumas dicas que podem te orientar:

    Antes de mais nada, avalie a necessidade e a urgência de intervir. Se a pessoa está em risco de se machucar, de se contaminar, de se desidratar, de se intoxicar, etc., então é preciso agir rapidamente e até mesmo buscar ajuda médica ou de emergência. Se a situação não é tão grave, mas ainda assim incomoda ou preocupa, então é possível tentar uma abordagem mais gradual e negociada.
    Em seguida, converse com a pessoa sobre o que você quer fazer e por que você quer fazer. Explique os benefícios de se cuidar, de se higienizar, de se alimentar, de se medicar, etc. Use uma linguagem clara, simples, objetiva e respeitosa. Não faça julgamentos, críticas, cobranças, ameaças ou chantagens. Não minimize ou ignore os sentimentos e as dificuldades da pessoa. Não force ou imponha a sua vontade. Seja empático, compreensivo, gentil e honesto. Ouça o que a pessoa tem a dizer, reconheça as suas emoções, valide as suas opiniões, respeite as suas decisões.
    Depois, proponha um plano de ação que seja viável, realista, flexível e adaptado à situação e à pessoa. Estabeleça metas pequenas, simples, concretas e mensuráveis. Por exemplo, em vez de dizer “vamos tomar banho agora”, diga “que tal começarmos por lavar o rosto?”. Em vez de dizer “você precisa comer tudo isso”, diga “você pode experimentar um pouco disso?”. Em vez de dizer “você tem que tomar esses remédios”, diga “você pode me ajudar a lembrar de tomar esses remédios?”. Dê opções, sugestões, alternativas, mas deixe a pessoa escolher o que ela quer fazer, como ela quer fazer, quando ela quer fazer, onde ela quer fazer, com quem ela quer fazer, etc. Não pressione, não apresse, não controle, não invada. Deixe a pessoa no comando, mas ofereça a sua ajuda, a sua companhia, o seu apoio, o seu incentivo.
    Por fim, execute o plano de ação junto com a pessoa, respeitando o seu ritmo, o seu tempo, o seu espaço, a sua privacidade, a sua dignidade. Seja atento, cuidadoso, carinhoso, elogioso. Reconheça os esforços, os progressos, as conquistas da pessoa. Celebre as vitórias, por menores que sejam. Não desanime, não desista, não desista. Seja persistente, mas não insistente. Se a pessoa não quiser fazer algo, não force, não brigue, não discuta. Apenas tente entender o motivo, ofereça outra opção, ou deixe para outro momento. Se a pessoa quiser fazer algo, não atrapalhe, não critique, não interfira. Apenas ajude, oriente, acompanhe.
    Essas são algumas dicas que podem te ajudar a intervir e ajudar uma pessoa deprimida a tomar banho e fazer outras coisas que ela se recusa a fazer. Mas lembre-se que cada caso é diferente e que você deve sempre levar em conta as características, as necessidades, as preferências, os limites, os direitos e os sentimentos da pessoa que você quer ajudar. Além disso, você deve também cuidar de si mesmo, pois ajudar uma pessoa deprimida pode ser desgastante, estressante, frustrante, angustiante, etc. Por isso, procure também apoio profissional e pessoal, faça atividades que te deem prazer, mantenha uma rotina saudável, expresse as suas emoções, respeite os seus limites.


  • O que fazer para não errar novamente?? Eu sou uma pessoa muito boa, e ao mesmo mesmo tempo não, acab

    O que fazer para não errar novamente?? Eu sou uma pessoa muito boa, e ao mesmo mesmo tempo não, acabou sempre comentando os mesmos erros?? Como eu consigo evitar isso ? Para de machucar ao pessoas que eu eu amo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Entendo que está se sentindo mal por ter cometido alguns erros e por ter machucado as pessoas que ama. Quero que saiba que me importo com o seu bem-estar e que reconheço o seu esforço e a sua vontade de mudar. É uma pessoa boa, mas que, como todos nós, tem suas falhas e limitações. Não é perfeito, nem precisa ser. É humano, e os humanos erram.

    Errar faz parte do processo de aprendizagem e de crescimento pessoal. Errar não significa que seja ruim, incompetente ou indigno de amor. Errar significa que tem oportunidades de se conhecer melhor, de se corrigir, de se desculpar, de se perdoar, de se superar. Errar significa que tem potencial para se desenvolver, para se aprimorar, para se transformar.

    Para não errar novamente, ou pelo menos errar menos, precisa primeiro entender quais são os seus erros, por que os comete, e como eles afetam a si mesmo e aos outros. Precisa refletir sobre as suas atitudes, as suas motivações, as suas emoções, as suas crenças, as suas expectativas, as suas necessidades, etc. Precisa se responsabilizar pelos seus erros, sem se culpar excessivamente ou se vitimizar. Precisa reconhecer os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, e buscar melhorar os seus pontos fracos, sem se comparar ou se cobrar demais.

    Também precisa conversar com as pessoas que ama e que machucou, e pedir desculpas sinceras pelos seus erros. Precisa ouvir o que elas têm a dizer, e respeitar os seus sentimentos e as suas opiniões. Precisa mostrar que se arrepende, que se importa, e que quer consertar o que fez de errado. Precisa demonstrar que está disposto a mudar, e que precisa do apoio e da compreensão delas.

    Além disso, precisa se perdoar pelos seus erros, e se dar uma nova chance de fazer diferente. Precisa se tratar com carinho, com paciência, com compaixão. Precisa se valorizar, se elogiar, se recompensar. Precisa se cuidar, se divertir, se relaxar. Precisa se amar, e se aceitar como é, com as suas qualidades e os seus defeitos.

    Espero ter ajudado, abraços!


  • meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como

    meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como falta de libido. Nesse período ficamos sem relação por uns meses, mas sempre envolvidos , companheiros. Porem ele começou a ficar diferente, frio, dizia q sentia um vazio, ausencia de sentimentos, e apos a retirada dos medicamentos ele perdeu a atração por mim. Diz que gosta porém não sente atração. Não sente nada. Agora esta fazendo terapia pois ele sente que criou um bloquei emocional , mental e ate sexual por mim. Isso existe, é possivel um bloqueio desse? Pois ele diz que me acha linda, que tenho um corpo lindo mas ele não sente o desejo, as vezes ele diz que parece um bloqueio ou uma maldição é a palavra q ele usa. Ele está ficando muito pressionado e sofre c isso, pois nos dávamos muito bem em tudo. Agora não sabemos o que fazer. Existe tratamento? terapia? tem solução ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elias Alves

    Olá, é possível que o seu namorado tenha desenvolvido um bloqueio emocional, mental e até sexual por você em decorrência da depressão e do uso dos medicamentos. Isso não significa que ele não goste de você ou que você não seja atraente para ele. Significa que ele está passando por um momento difícil e precisa de ajuda profissional para superar essa situação. A psicoterapia pode ser uma opção de tratamento para ele, mas é importante que ele esteja disposto a participar ativamente do processo terapêutico e a seguir as orientações do terapeuta. Você também pode apoiá-lo nesse momento, sendo compreensiva, paciente e carinhosa com ele. Você também pode procurar ajuda psicológica para si mesma, caso sinta necessidade.


Perguntas frequentes

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