Perguntas do paciente (67)
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oi,sou um homem gay e sinto que nasci com características do corpo feminino como cintura fina, perna
oi,sou um homem gay e sinto que nasci com características do corpo feminino como cintura fina, perna....eu amo essas características mas ao msm tempo me sinto estranho por n ter um corpo 100% masculino, e quando tento mudar alguma coisa no meu corpo para uma coisa mais masculina eu nao consigo e tb tenho dificuldade para engordar, como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero poder acrescentar ao que já foi dito. É importante lembrar que a identidade de gênero de uma pessoa não está necessariamente relacionada ao corpo em que ela nasceu. Ser gay e ter características femininas não o torna menos masculino ou menos válido como pessoa.Se você está enfrentando dificuldades em aceitar seu corpo e se sentir confortável em sua própria pele, é recomendável procurar ajuda de um profissional de saúde mental. Um psicólogo pode ajudá-lo a explorar seus sentimentos e encontrar formas de lidar com eles.Também é importante lembrar que não há certo ou errado quando se trata de aparência. Se você se sente confortável com suas características femininas, é perfeitamente válido e normal. Se você deseja mudar algo em seu corpo, é importante fazê-lo por si mesmo e não para atender às expectativas de outras pessoas. Fico à disposição.
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Como melhorar a timidez? Existe algum tratamento?
Como melhorar a timidez? Existe algum tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! A timidez é uma característica normal e natural de algumas pessoas, mas se estiver causando sofrimento significativo e interferindo na vida cotidiana, é importante buscar ajuda profissional. Um psicólogo ou psiquiatra pode avaliar a natureza da timidez e fornecer orientação específica para ajudar a superá-la.
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Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pânico é uma resposta normal do corpo frente a ameaças significativas. Nossos ancestrais sobreviveram em função dos sinais corporais apresentados quando escutavam um rugido de um leão, por exemplo. Nesse caso, ele escuta o rugido e pensa "Esse som é de um leão". O organismo irá responder ao estímulo mental como se o leão estivesse na frente dele, prestes a atacá-lo. Com o homem(mulher) da sociedade moderna acontece o mesmo, porém os 'rugidos' são outros: contas a pagar; convivência familiar; medo de adoecer; medo de perder o emprego; mede de encontrar com uma pessoa; medo de abrir o whastapp.... Para cada medo haverá um correspondente mental do tipo "Eu vou perder o emprego; Se eu falar o que penso irei desgastar a relação; Se não terminar esse trabalho no prazo, perderei a bonificação; Se meu filho não for bem nessas provas ele irá repetir de ano". Enfim, as possibilidades de gatilho para sentimentos e pensamentos relacionados ao medo são infinitas hoje em dia. A crise de pânico se instala quando você tem pânico de ter pânico. Então ao menor sinal de que você pode ter essa experiência desagradável, você começa a ter medo dessa experiência e, a partir disso, passa a apresentar mais respostas de pânico. O caminho, no meu entendimento, é você aprender a observar pensamentos e sentimentos apenas como sendo, pensamentos e sentimentos. Eles passam. E por mais que a sensação na hora da crise seja de que algo muito ruim vai acontecer, essa sensação vai passar. A depender do impacto negativo dessas crises na sua qualidade de vida hoje, sugiro acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
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Eu não tô conseguindo dormir sou uma pessoa que guardo tudo que acontece oque falam oque faço minha
Eu não tô conseguindo dormir, sou uma pessoa que guardo tudo que acontece oque falam, oque faço? minha cabeça doi de tanto pensar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, gostaria de somar com as respostas já apresentadas por meus(minhas) colegas psicólogos(as). Você trouxe uma questão que é consequência de fatores que só podem ser investigados de maneira efetiva com a orientação de um profissional de psicologia e, se necessário, de psiquiatria. Sugiro que você observe: a frequência das noites com insônia durante uma semana, por exemplo "em uma semana consegui dormir apenas 1 dia"; quantas horas de sono tem conseguido ter em cada noite; como está a sua disposição no outro dia de manhã; tem feito atividade física ou de lazer (?); qual a qualidade das áreas da sua vida como relação íntima, amizades, família, profissão..., você está satisfeita(o)(?); Enfim, novamente reforço a necessidade de ajuda profissional caso a respostas à essas perguntas apontem para um sofrimento que pode ser transformado em mais qualidade de vida. A diminuição da insônia será uma consequência de um trabalho psicoterápico bem conduzido e com o compromisso por parte do cliente.
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Olá! Gostaria de saber um pouco do posicionamento de diferentes vertentes da psicologia sobre o hábi
Olá! Gostaria de saber um pouco do posicionamento de diferentes vertentes da psicologia sobre o hábito de se mentir compulsivamente.
GratoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Bom dia. O modelo clínico pratico por mim e que faz parte das Terapias Comportamentais Contextuais, cujo respaldo filosófico se dá a partir do Contextualismo Funcional, entende que o que uma pessoa sente, pensa, fala e faz, ocorre em contextos específicos e exercem uma função. Ou seja, para além do conteúdo das 'mentiras', o importante é perguntar: para que uma pessoa emite falas que não correspondem aos fatos? Quais as consequências do comportamento de mentir? Para que o hábito de mentir lhe serve? Talvez a pessoa tenha pensamentos e sentimentos a respeito de si (autoestima) que façam com que ela se sinta inferior, por exemplo. Nesse caso, mentir teria a função de fazer com que ela se sinta melhor com ela mesma. Entende? Ou, numa outra situação, essa pessoa está apaixonada e acredita que a outra pessoa só vai gostar dela se ela for rica, então nesse caso uma mentira que dissesse que ela é muito rica teria a função de garantir o relacionamento íntimo com a pessoa amada. Cada caso é um caso, porém, em todos eles a mentira vai desempenhar uma determinada função. Se, para você isso lhe traz prejuízos em alguma ou em variadas áreas da sua vida, sugiro consultar um psicólogo(a).
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Eu sinto na pele o que as pessoas passaram. Por exemplo, se uma amiga disse que sofreu tal abuso, eu
Eu sinto na pele o que as pessoas passaram. Por exemplo, se uma amiga disse que sofreu tal abuso, eu começo a imaginar como se eu tivesse ali vendo tudo e começo a chorar ou pensar nisso o dia inteiro, fazendo sons do nada e me debater. Também acontece com pessoas que não conheço, começo a imaginar como fosse eu no lugar dela e começo a chorar e ter falta de ar, o que pode ser? Obs.: Tenho isso há dois anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes gostaria de lhe dar uma boa notícia: você se conecta com o sofrimento alheio, isso chama-se empatia. Agora, a forma como você lida com isso é onde esteja, talvez, o problema. Pensamentos são processos verbais assim como a fala e quando você faz contato com o sofrimento de outra pessoa, a sua mente começa a te contar histórias e o seu corpo reage a elas como se aquilo estivesse acontecendo no momento presente e também como se fosse algo real. Acreditar no conteúdo dos pensamentos as vezes é útil e em outras vezes não. Nesse caso, você pode aprender a dar um 'passo para trás' e observar o conteúdo das histórias que as sua 'mente' lhe conta ao invés de se identificar com o conteúdo do pensamentos. Esse processo é chamado de 'desfusão cognitiva' no qual o indivíduo aprende, por meio de práticas mindfullness, a se 'descolar' do conteúdo de seus pensamentos quando for necessário. Com isso a pessoa aprende que pensamento são apensas histórias, não necessariamente algo a ser levado 100% a sério. De qualquer forma se você estiver tendo mais prejuízos do que benefícios a partir da sua capacidade de ser empática, sugiro orientação profissional de um psicólogo(a) para que você aprenda a lidar esse seu potencial de maneira mais efetiva.
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Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões d
Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões de segundos. As vezes as pessoas me chamavam e era como se tivesse no mundo da lua. E isso ocorre até hoje , dura alguns segundos e passa. Isso pode ser uma crise de ausência? Acabei aprendendo sobrevoa doença porque minha bebe foi diagnosticada com epilepsia recentemente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, bom dia. A partir do que você trouxe me parece, a princípio, como um processo normal e momentâneo de falta de atenção ao momento presente. Antes de analisar o seu 'devaneio' com um sintoma de um possível transtorno, eu sugiro que você analise também qual o impacto disso no seu dia a dia (?). Se isso lhe traz prejuízos no trabalho, em casa ou nas relações interpessoais, por exemplo, sugiro que procure um psicólogo(a) e/ou um psiquiatra. Caso contrário, sugiro lidar com isso como um processo normal e, talvez, até mesmo necessário. Somos humanos e por isso estamos sujeitos a variações na nossa forma de sentir, de perceber, de pensar, de fazer, de buscar, de amar...
Diagnósticos psiquiátricos são importantíssimos para ajudar a pessoa a compreender e a intervir sobre um determinado quadro sindrômico. Entretanto, a experiência humana é rica em suas variações e determinações, deve-se ter cuidado ao buscar uma compreensão sobre algo que lhe traz sofrimento pois assim você pode acabar se autodiagnosticando de maneira equivocada, diminuindo as chances de lidar com a sua questão de forma efetiva.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…