Perguntas do paciente (47)
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Preciso de ajuda, acho que estou ficando louco, tenho fetiche por fezes, e por conta disso muitas ve
Preciso de ajuda, acho que estou ficando louco, tenho fetiche por fezes, e por conta disso muitas vezes minha namorada faz cocô dentro da minha boca pra me satisfazer, é normal sentir esse tipo de desejo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter pensamentos ou fantasias incomuns não significa que você está “louco”. A mente humana pode associar excitação a muitas coisas diferentes ao longo da vida, especialmente quando isso surge cedo, por curiosidade, repetição ou associações emocionais. Isso, por si só, não define quem você é como pessoa.
Mas existe uma diferença importante entre ter um desejo e colocá-lo em prática.
Algumas práticas envolvem riscos reais à saúde física e psicológica, além de poderem causar impacto emocional para você e para sua parceira, mesmo quando há consentimento. Isso não é moralismo, é cuidado.
Esse tipo de prática não é considerada saudável do ponto de vista médico, Pode trazer riscos sérios à saúde (infecções, desequilíbrios, consequências a médio e longo prazo).
uando um desejo começa a gerar angústia, confusão ou medo de estar “perdendo o controle”, isso é um sinal de atenção.
O mais importante agora: O caminho mais seguro e maduro é conversar com um psicólogo ou psiquiatra. de onde esse desejo vem,
se ele está ligado a ansiedade, compulsão ou experiências passadas e como lidar com isso de forma que não te machuque nem machuque ninguém.
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Conheci minha ex terapeuta através do Instagram, de forma aleatória. Quando a vi presencialmente ach
Conheci minha ex terapeuta através do Instagram, de forma aleatória. Quando a vi presencialmente achei ela muito bonita e isso despertou meu interessa sobre ela.
Ao procurar sobre ela, comecei a admira-la pela história de vida entre outras coisas. Não, pessoal, eu não conhecia ela só no setting. Eu conhecia sobre ela na vida vida pessoal… Enfim, me apaixonei e já vivi todas as fases, encantamento, paixão, gostar e hoje, posso dizer que a amo. Durante anos me declarei para ela de todas as formas possíveis e ela nunca disse absolutamente nada(nem um ok) simplesmente ficava muda. O bom de passar de todas as fases de um sentimento é que quando se torna amor o sentimento é saudável e você encontra forças para se retirar. E foi o que fiz. Ela não queria que eu saisse( todas as vezes q eu queria sair ela não deixava) mas eu saí porque nunca a enxerguei como terapeuta e não aguentava mais esconder coisas que eram necessárias serem trabalhadas em consulta…
Faz 1 ano que saí definitivamente da terapia, mas nunca a esqueci e sempre me lembro dela com saudade( não de desabafar com ela, mas dos momentos em que o enquadre escava. Acreditem! Eles existiam). Estudo psicologia e psicanálise e com tudo que passei não acredito que tenha sido apenas transferência. O sentimento persistiu e persiste e além da beleza ela tem qualidades muito bonitas(além de termos a mesma idade e os mesmos gostos).
A minha dúvida é: Por que ela nunca disse nada e por que ela nunca me deixava sair da terapia?
Enfim, se puderem me ajudar com isso…RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ela nunca disse nada porque não podia: a ética impede o terapeuta de responder a declarações amorosas, e o silêncio é uma posição técnica. Ela não deveria ter dificultado sua saída; o correto seria elaborar o encerramento ou encaminhar. O sentimento que você viveu é real, mas isso não exclui transferência — ela pode ser intensa, duradoura e baseada em aspectos reais. Sua saída foi a atitude mais saudável.
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Olá, tenho 19 anos de idade e desde os 10 tenho feito algo que me sinto mal... lá em 2016 uma vez mi
Olá, tenho 19 anos de idade e desde os 10 tenho feito algo que me sinto mal... lá em 2016 uma vez minha mãe me deixou de castigo, na época estava passando cúmplices de um resgate (novela) e ela não me deixou assistir, mas ao tentar dormir pensando em uma cena (cena onde a vilã prende a protagonista no porão) comecei a me movimentar e sentir algo na parte in..... Foi aí que tudo começou...Como eu era criança eu não sabia o que era, mas isso foi se tornando recorrente, toda vez que eu visse alguma cena em séries, novelas e filmes onde pessoas eram sequestradas/amarradas, eu "sentia prazer" e comecei a procurar vídeos até na internet. Eu me sinto mal em me excitar vendo esse tipo de cena de perigo (ficcticio), eu nunca passei por esse tipo de coisa ou trauma relacionado e nem quero. Já tentei parar diversas vezes, às vezes a área por enquanto período mas sempre volta e não consigo contar para ninguém. Eu realmente gostaria de ajuda e explicações, quero parar com isso definitivamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por confiar em mim com algo tão íntimo. Vou responder com clareza, seriedade e sem julgamento, porque isso é importante.
Primeiro, você não é uma pessoa má, perigosa ou “quebrada” por sentir isso. Sentir culpa e buscar ajuda já mostra responsabilidade e valores.
Isso provavelmente começou como uma associação involuntária lá na infância. Naquele momento, você estava emocionalmente ativada (frustração, curiosidade, tensão da cena) e o seu corpo reagiu de um jeito que você ainda não entendia. O cérebro acabou ligando, sem querer, emoção intensa + tensão fictícia = excitação. Isso não foi escolha sua, foi aprendizado automático.
Com o tempo, essa associação se repetiu e virou um padrão. Importante: fantasia não é desejo real. O fato de você se excitar com cenas fictícias não significa que você queira isso na vida real, e você mesma deixa claro que não quer. A culpa e a tentativa de “reprimir” à força acabam mantendo o ciclo ativo.
Isso não define quem você é e não te torna estranha ou errada. É algo que pode ser trabalhado, enfraquecido e até desaparecer com o tempo, especialmente com terapia. O caminho não é se punir, mas entender, reduzir os gatilhos e recondicionar o cérebro aos poucos.
Consigo te ajudar sobre isso, pensar em como lidar com isso no dia a dia.
instagram: @dr.psi.erickpolasse
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Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?
Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.
Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola! Primeiramente, sinto que esteja sentindo essas emoções, mas elas são normais! Quando encerramos um relacionamento, os resquicios do mesmo ficam em nos e na pessoa - assim como todo fim, ele carrega uma sensação do E SE.
Não tem nada de errado com vc ou com ela, apenas estao e momentos diferentes e lidam de formas diferentes.
Com relação ao relacionamento, eu não posso dizer sim ou não, mas oq posso falar é, SE DÊ UM TEMPO. Isso é muito importante para oxigenarmos a mente e nos conectarmos conosco novamente. As atitudes dela irão dizer sobre ela e não sobre vc ou do relacionamento de vcs, apenas sobre ela, não pegue uma conta que não é sua.
Sobre as redes sociais, é muito importante sim esse desmame, ainda mais se vc vem se sentindo melhor assim.
No meu instagram fala sobre alguns assuntos assim @dr.psi.erickpolasse
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Sinto uma sensação estranha as vezes olho para as coisas parece que perdem o sentido , como se a ane
Sinto uma sensação estranha as vezes olho para as coisas parece que perdem o sentido , como se a anestesia mental que temos ao viver intensamente sem se preocupar com a existência deixasse de funcionar comigo , as vezes sinto uma sensação estranha como se mesmo sabendo que estou ali não parecer que eu estou ali , as vezes consigo me distrair e só assim consigo não perceber essa sensação, aí quando me dou conta que eu tava distraído fazendo alguma coisa a minha mente volta com aquilo e faz parecer que aquele momento não foi vivido por mim , e aí eu volto pra sensação e as coisas perd, as vezes essa sensação vem de uma maneira que eu sinto até um medo , mas um medo enorme , que eu fico sem saber o que fazer , as vezes quando estou em casa vendo tv a noite e estou muito tempo olhando pra tv tudo ao redor fica estranho mas essa é a sensação que menos me persegue , parece que tudo se torna um passado muito rápido eu olho para um lado quando olho pro outro a minha mente já largou aquela primeira olhada pra longe fazendo parecer que tudo que não estou vivendo aquilo 100% como se tivesse faltando algo , só quando eu durmo que eu me sinto mais aliviado, porque quando eu sonho eu não sinto essa sensação , o fato de não saber se meu sonho é real ou não me faz viver o sonho como se fosse a vida real e me traz essa sensação e eu até esqueço dessa sensação, mas quando acordo sinto que vou ter que encarar mais um dia inteiro com essa sensação me perseguindo e tentando de tudo pra fazer ela sumir , mas mesmo sabendo que é algo psicólogico e sabendo que eu sou real e tenho um propósito de vida , essa sensação me faz parecer que tô vivendo por viver , fazendo as coisas que eu sei que tenho que fazer mas parecer que eu não estou fazendo , as vezes sinto que tô tendo uma crise existencial , parece que tudo ao meio redor não faz sentido e aí eu sinto uma angústia, e mesmo tentando ignorar parece que meus pensamentos estão falando sobre essa crise bem baixinho e eu ainda consigo escutar eles e tenho uma sensação horrível de crise existencial
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
ssa sensação de estar “desligado”, de não se sentir totalmente presente, de o mundo parecer estranho ou sem sentido, costuma estar ligada a ansiedade intensa, crises existenciais e, muitas vezes, a algo chamado despersonalização/derealização. Não é loucura, não é perda da realidade e não significa que você vai “sumir” ou deixar de existir.
O ponto mais importante: isso é psicológico e reversível. O medo grande que aparece não é perigo real, é o corpo entrando em modo de alerta. Quanto mais você tenta lutar contra a sensação ou analisá-la o tempo todo, mais ela se mantém. Quando você se distrai e vive algo sem checar o tempo todo “se está sentindo”, ela enfraquece, isso já mostra que ela não tem controle sobre você.
Dormir aliviar também é um sinal claro de que seu cérebro só está sobrecarregado, não quebrado. E o fato de você saber que é real, que tem propósito e conseguir colocar isso em palavras mostra que sua consciência está intacta.
Algumas coisas ajudam no dia a dia:
Parar de vigiar a sensação o tempo todo (ela se alimenta da atenção).
Aterrar no corpo: respiração lenta, sentir os pés no chão, temperatura, textura das coisas.
Rotina básica: sono, alimentação e atividade física regulam muito isso.
Falar disso em terapia, porque um profissional sabe exatamente como lidar com esse tipo de experiência.
Instagram: dr.psi.erickpolasse
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Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e
Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e continuam a relação... E deu tudo certo. detalhe gosto muito da minha namorada, temos 3 anos, mas não consegui criar aquele amor ainda. estamos construindo uma casa e pensando em casar, por um lado confio nela, e essa mulher(22anos) faz tudo por mim e eu(27anos) por ela(sabe quando uma pessoa e muito boa falo de caráter, índole, faz tudo para te agradar, soma em tudo, quer um futuro, filho e fiel, você não consegue retribuir ou sentir aquele sentimento).
Afinal o amor vem com o tempo ou ele já vem de primeira?
Não quero ser aquele que terminar por nenhum motivo e perde uma pessoa por um pensamento de momento, afinal acredito que seja só um pensamento bobo e que no final tudo vai ficar bem, o que você me orientam voz da experiência.
Independente vou tentar até onde for possível, só não quero ter esses pensamentos constantes e chatos.
Detalhe somos cristãos, louvamos juntos, ultimamente quando tenho esses pensamentos procuro orar e pedir orientação a Deus e pedir para ele me acalmar diante desses tipos de pensamentos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é mais comum do que parece e não significa falta de amor ou de fé. Quando o relacionamento entra na fase de decisões grandes — casamento, casa, futuro — é normal surgirem dúvidas, porque o compromisso passa a ser definitivo. Isso não é sinal de erro, é sinal de responsabilidade.
Muitas pessoas confundem amor com paixão constante. Esse sentimento intenso raramente sustenta um casamento. O amor que permanece é construído com escolha diária, respeito, parceria, valores alinhados e cuidado mútuo. Pelo que você descreve, esses pilares existem.
O amor nem sempre vem “de primeira” como um arrebatamento; muitas vezes ele se aprofunda com o tempo, na convivência e na decisão de permanecer. Pensamentos recorrentes não precisam ser combatidos com culpa, mas entendidos como medo natural de errar. Se há admiração, confiança e vontade sincera de continuar, você não está se enganando — está amadurecendo.
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Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento
Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento (ansiedade social)?
Contexto: Minha depressão começou no Ensino Médio. Terminei, fiquei quatro anos definhando, e então foi dado início ao tratamento (oito anos ao todo). Veio a pandemia, mais de um ano de lockdown, e então passei a ter uma grande melhora. Minha depressão entrou em remissão tem um ano, minha ansiedade social está controlada em boa parte. Faço acompanhamento com psiquiatra e psicóloga.
Estou recomeçando a minha vida do zero após anos e anos de isolamento. Já aprendi dois idiomas, comecei a sair mais e sozinho, voltei a ter minha autonomia, cuidado comigo, faço academia, yoga, me matei de estudar pra entrar num curso muito concorrido na federal, voltei a sair com meus amigos e até fiz novas amizades e é isso. Acontece que quanto mais eu vou melhorando, maior a minha solidão vai ficando. O meu anseio por contato humano, desejo e a libido acabam ficando muito altos. Eu não quero pagar por profissional (não sou virgem), pois eu necessito de conexão. Sou introvertido.
Agora para a questão da pergunta: Eu estou voltando a desenvolver minhas habilidades sociais. Consigo falar com mulheres normalmente quando não envolve atração física/sexual. Como esse desejo somado a solidão tem aumentado muito, abordei minha psicóloga para ver se há maneira de eu começar a me expor de forma gradual ou de contornar isso. Não tive êxito. Meu tratamento é pelo SUS. Então comecei a puxar assunto pelo instagram e whatsapp para ir me expondo. Só que esses dias tive uma crise de pânico após estar rodeado de mulheres na mesa em um pub. Consegui contornar a crise, mas percebi que eu ainda não consigo flertar pessoalmente ou ter um date ou qualquer coisa do tipo e eu quero muito melhorar isso, pois minha mente e meu corpo estão clamando por isso, mas a minha ansiedade social nesse quesito está me bloqueando.
Não sei qual profissional procurar ou então qual outra forma de abordar esse assunto com a minha psicóloga para que eu possa ter o acompanhamento dela, de uma profissional da saúde. Só sei que isso está acabando comigo. É algo muito novo pra mim, pois passei boa parte da minha vida sem desejo algum.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está no caminho certo, o problema não é falta de vontade, é excesso de ativação emocional quando entra desejo.
O começo é exposição gradual focada em atração, não em “pegar alguém”. Primeiro, estar em ambientes com mulheres sem a obrigação de flertar. Depois, interações breves e neutras. Só mais à frente, flerte leve. O objetivo inicial é ensinar seu corpo que desejo ≠ perigo.
Com sua psicóloga, seja direto: diga que precisa trabalhar ansiedade social ligada à intimidade e ao flerte, com exercícios de exposição. Se ela não souber conduzir isso, o profissional mais indicado é alguém com TCC ou terapia focada em ansiedade social/sexualidade.
O pânico no pub não é fracasso, é sinal de que você avançou rápido demais. Ajustar o ritmo resolve.
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Como a instabilidade da autoimagem se manifesta no dia a dia de alguém com Transtorno de Personalida
Como a instabilidade da autoimagem se manifesta no dia a dia de alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na instabilidade da autoimagem no Transtorno de Personalidade Borderline, a pessoa costuma sentir que não tem um “eu” fixo. A forma como se enxerga muda com facilidade, de acordo com o humor, as emoções e, principalmente, com a forma como se sente nas relações. Em alguns momentos pode se perceber confiante e capaz, e pouco depois se sentir vazia, sem valor ou sem saber quem é.
No dia a dia, isso aparece como mudanças frequentes de gostos, objetivos, planos e até de comportamentos, numa tentativa de encontrar algo que dê sentido e identidade. Muitas vezes, a sensação de quem se é fica muito ligada ao outro: quando há acolhimento, surge uma sensação de completude; quando há rejeição ou afastamento, aparece um vazio intenso. Essa experiência é cansativa e dolorosa, mas com acompanhamento psicológico é possível construir, gradualmente, uma autoimagem mais estável e integrada.
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Como a visão de túnel se manifesta em obsessões de agressividade?
Como a visão de túnel se manifesta em obsessões de agressividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nas obsessões de agressividade, a visão de túnel aparece quando a mente fica excessivamente focada em pensamentos agressivos indesejados, passando a tratá-los como sinais reais de perigo. A pessoa começa a acreditar que pensar algo agressivo significa que pode perder o controle ou machucar alguém, mesmo isso indo contra seus valores.
Com isso, toda a atenção fica presa nesses pensamentos, e outras explicações possíveis deixam de ser consideradas, como o fato de que pensamentos intrusivos são comuns e não indicam intenção. Essa fixação aumenta a ansiedade, o medo e a vigilância constante sobre a própria mente, o que acaba mantendo e intensificando o ciclo obsessivo.
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Como a visão de túnel se relaciona com o medo de tomar decisões erradas?
Como a visão de túnel se relaciona com o medo de tomar decisões erradas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A visão de túnel está muito ligada ao medo de tomar decisões erradas porque, quando a ansiedade ou a carga emocional estão altas, a mente passa a funcionar de forma mais restrita. A pessoa fica focada quase exclusivamente no risco, no erro possível ou na consequência negativa, como se aquele fosse o único desfecho possível. Outras alternativas, nuances e até experiências passadas em que deu certo ficam fora do campo de visão.
Nesse estado, decidir deixa de ser um processo de escolha e passa a ser vivido como uma ameaça. O medo de errar paralisa, porque qualquer decisão parece definitiva, catastrófica ou irreversível. Isso aumenta a insegurança, gera procrastinação ou dependência excessiva da opinião dos outros, já que confiar no próprio julgamento se torna difícil. Quanto mais a pessoa tenta evitar o erro, mais estreita fica essa visão, criando um ciclo em que a ansiedade limita a clareza e a clareza limitada reforça o medo de decidir.
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Qual é a relação entre multitarefa e as dificuldades de planejamento no autismo?
Qual é a relação entre multitarefa e as dificuldades de planejamento no autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No autismo, a multitarefa costuma dificultar o planejamento porque o cérebro tende a funcionar melhor com foco único e previsibilidade. Quando várias demandas acontecem ao mesmo tempo, há sobrecarga cognitiva, o que torna mais difícil organizar prioridades, antecipar passos e manter uma sequência lógica de ações.
Essa sobrecarga consome recursos mentais que seriam usados para planejar, fazendo com que a pessoa se sinta confusa, travada ou exausta. Por isso, reduzir multitarefas e estruturar atividades de forma mais linear costuma melhorar significativamente o planejamento e a execução.
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Como as dificuldades com multitarefa e memória de trabalho se manifestam?
Como as dificuldades com multitarefa e memória de trabalho se manifestam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As dificuldades com multitarefa e memória de trabalho se manifestam como perda do fio da tarefa quando algo novo surge, esquecimento rápido de informações recentes e dificuldade para manter vários passos ativos ao mesmo tempo. A pessoa pode começar uma atividade e, ao ser interrompida, ter dificuldade para retomar onde parou.
Também é comum sentir lentidão mental, confusão ou cansaço rápido quando precisa alternar entre tarefas, além de cometer erros simples não por falta de capacidade, mas por sobrecarga cognitiva.
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Como o pensamento dicotômico afeta o processo de luto ?
Como o pensamento dicotômico afeta o processo de luto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento dicotômico — o famoso 8 ou 80 — costuma atrapalhar bastante o luto, especialmente quando a perda foi intensa ou inesperada.
No luto, ele aparece assim:
“Ou eu sofro o tempo todo, ou sou uma pessoa fria.”
“Se eu sorrir, é porque não amava de verdade.”
“Ou eu supero completamente, ou vou ficar assim pra sempre.”
Esse tipo de pensamento cria uma prisão emocional, porque o luto não é linear nem puro. É possível sentir saudade e, no mesmo dia, dar risada. Sentir alívio e culpa juntos. Amor e raiva pela mesma pessoa. Quando a mente força escolhas absolutas, a pessoa passa a se vigiar o tempo todo.
O efeito prático disso é pesado:
Primeiro, aumenta a culpa. Qualquer momento de leveza vira prova de “deslealdade” com quem morreu.
Depois, alimenta a evitação emocional: a pessoa evita viver para não sentir culpa, ou evita sentir para conseguir viver.
Por fim, mantém a dor crônica, porque tudo vira teste moral: “isso é aceitável ou não?”
No processo terapêutico, quebrar o pensamento dicotômico ajuda a pessoa a entender que:
o amor não desaparece quando a dor diminui
seguir vivendo não apaga a perda
sentir melhor em alguns momentos não invalida o luto
Quando o luto sai do tudo ou nada e entra no “é possível sentir coisas contraditórias”, a dor começa a se mover. Não some — mas deixa de comandar cada decisão.
Em resumo: o pensamento dicotômico transforma o luto em um tribunal interno. Trabalhá-lo devolve à pessoa algo essencial nesse momento: permissão para viver sem se punir.
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Quais são as estratégias e técnicas cognitivo comportamentais para luto em mortes repentinas ?
Quais são as estratégias e técnicas cognitivo comportamentais para luto em mortes repentinas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a morte é repentina, o luto costuma vir mais desorganizado, com choque, sensação de irrealidade, culpa e muitas perguntas sem resposta. Na TCC, o foco não é “acelerar” o luto, mas ajudar a pessoa a processar a perda sem ficar aprisionada ao trauma. Algumas estratégias bem usadas são:
1. Psicoeducação sobre o luto
Explicar que reações intensas (entorpecimento, raiva, confusão, imagens intrusivas) são comuns em mortes súbitas. Isso reduz a ideia de “estou enlouquecendo” e diminui a autocrítica.
2. Normalização do choque e da negação
Em mortes repentinas, o cérebro demora para integrar o fato. Trabalha-se a aceitação gradual, sem forçar frases como “você precisa aceitar”. A aceitação vem por exposição repetida à realidade da perda, no ritmo da pessoa.
3. Identificação de pensamentos automáticos disfuncionais
Muito comum aparecer:
“Se eu tivesse feito algo, isso não teria acontecido”
“Eu devia ter percebido”
“Não posso seguir em frente sem essa pessoa”
Esses pensamentos são mapeados e questionados com evidências reais, não com positividade vazia.
4. Reestruturação cognitiva da culpa
A culpa é central no luto por morte súbita. Trabalha-se a diferença entre:
responsabilidade real
responsabilidade imaginada
responsabilidade emocional
O objetivo não é “tirar a culpa”, mas torná-la proporcional à realidade.
5. Exposição gradual às memórias e aos gatilhos
Evitar fotos, lugares ou lembranças mantém o sofrimento. A TCC usa exposição gradual (imaginal ou in vivo) para reduzir a intensidade emocional e ajudar o cérebro a processar a perda, não fugir dela.
6. Trabalho com perguntas sem resposta
Mortes repentinas deixam “lacunas narrativas”. A TCC ajuda a pessoa a construir uma narrativa possível, mesmo sem todas as respostas, reduzindo ruminação do tipo “e se…”.
7. Ativação comportamental
Após a perda, é comum isolamento e paralisação. Retomar pequenas atividades, mesmo sem vontade, ajuda a regular humor e evita que o luto evolua para depressão complicada.
8. Técnicas de regulação emocional
Respiração, grounding e atenção plena são usadas para lidar com picos de ansiedade, crises de choro intenso ou sensação de colapso emocional — muito frequentes nesse tipo de luto.
9. Trabalhar crenças sobre seguir em frente
Muitos enlutados acreditam que:
viver bem é trair quem morreu
diminuir a dor significa esquecer
Essas crenças são suavemente questionadas e ressignificadas.
10. Vínculo contínuo saudável
A TCC atual não busca “romper” o vínculo, mas transformá-lo. Ajuda a pessoa a manter uma conexão simbólica saudável, sem que isso impeça a vida de seguir.
No luto por morte repentina, a TCC funciona melhor quando combina acolhimento emocional + estrutura cognitiva, sem pressa e sem minimizar a dor. Não é sobre apagar o sofrimento, é sobre impedir que ele congele a vida.
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Como identificar se o sentimento de raiva está sendo expresso de forma saudável?
Como identificar se o sentimento de raiva está sendo expresso de forma saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De forma simples, a raiva está sendo expressa de maneira saudável quando ela comunica algo sem destruir você nem o outro.
Alguns sinais claros:
Você consegue nomear o que sente (“estou com raiva por isso”) sem explodir ou se calar.
A raiva vem e passa, não fica ruminando por dias.
Ela gera limites ou decisões, não culpa excessiva nem vingança.
Você se expressa sem agressão, humilhação ou violência.
Depois de se posicionar, há alívio, não arrependimento intenso.
Em resumo: raiva saudável protege, organiza e sinaliza. Raiva não saudável machuca, acumula ou controla.
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O que acontece com o cérebro durante o luto patológico?
O que acontece com o cérebro durante o luto patológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No luto patológico, o cérebro não consegue fazer uma transição que normalmente acontece após uma perda: integrar a ausência como algo real e permanente. Ele fica preso entre a busca e a perda, como se a pessoa ainda pudesse voltar.
Algumas coisas importantes acontecem no nível cerebral:
1. O sistema de apego fica “ligado” o tempo todo
As áreas ligadas ao apego (especialmente circuitos envolvendo o sistema límbico) continuam funcionando como se o vínculo ainda estivesse ativo. Por isso surgem pensamentos repetitivos, sensação de presença, expectativa irracional e uma dor que não diminui com o tempo.
2. O circuito de recompensa entra em conflito
Regiões relacionadas à dopamina podem ser ativadas quando a pessoa pensa no ente perdido — como se o cérebro ainda estivesse esperando uma recompensa que nunca vem. Isso gera uma espécie de “fissura emocional”: a mente busca a pessoa, mas a realidade frustra continuamente.
3. A amígdala permanece hiperativada
O cérebro interpreta a perda como uma ameaça constante. Resultado: hipervigilância, ansiedade elevada, reações emocionais intensas e dificuldade de relaxar. O corpo vive em estado de alerta, mesmo meses ou anos depois.
4. O córtex pré-frontal perde força reguladora
A parte do cérebro responsável por organização, tomada de decisão e regulação emocional fica menos eficiente. A pessoa sabe racionalmente que a perda aconteceu, mas emocionalmente não consegue acompanhar esse entendimento.
5. Memórias ficam mal processadas
A perda, especialmente quando foi súbita ou traumática, pode ser armazenada de forma fragmentada. Isso explica imagens intrusivas, lembranças vívidas, sonhos recorrentes e a sensação de “reviver” o momento da morte.
6. O eixo do estresse fica desregulado
O luto patológico mantém níveis elevados de cortisol por longos períodos. Isso afeta sono, imunidade, apetite, energia e aumenta o risco de depressão e adoecimento físico.
No fundo, o luto patológico não é “fraqueza emocional”. É um cérebro que não conseguiu atualizar a realidade da perda. Ele continua reagindo como se o vínculo ainda precisasse ser mantido a qualquer custo.
O tratamento ajuda justamente nisso: permitir que o cérebro processe a perda de forma segura, reduza a ativação constante e transforme o vínculo — sem apagá-lo, mas colocando-o em um lugar onde a vida possa seguir.
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Quais são os tipos de luto? .
Quais são os tipos de luto? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando falamos em luto, não existe um único jeito “correto” de vivê-lo. Ele assume formas diferentes dependendo da pessoa, do vínculo, da forma da perda e do contexto. Alguns tipos mais conhecidos são:
Luto normal (ou esperado)
É o luto que, apesar de doloroso, evolui com o tempo. A pessoa sente tristeza, saudade, raiva, confusão, mas aos poucos consegue retomar a vida, mesmo carregando a ausência.
Luto complicado (ou prolongado/patológico)
Quando a dor não diminui com o tempo e começa a paralisar a vida. A pessoa fica presa à perda, com sofrimento intenso, culpa, negação persistente ou dificuldade de funcionar meses ou anos depois.
Luto antecipatório
Acontece antes da perda em si, comum em casos de doenças graves ou terminais. A pessoa começa a sofrer a despedida enquanto o outro ainda está vivo, o que pode trazer ambivalência emocional.
Luto traumático
Surge quando a morte envolve violência, acidentes, suicídio ou situações abruptas. Aqui, o trauma se mistura ao luto, com imagens intrusivas, medo, choque e sensação de irrealidade.
Luto crônico
É um luto que nunca se transforma. A pessoa segue vivendo, mas emocionalmente permanece fixada na perda, como se o tempo tivesse parado naquele evento.
Luto retardado (ou adiado)
A reação emocional não aparece logo após a perda. A pessoa “funciona”, resolve tudo, mas meses depois o luto emerge de forma intensa, às vezes em outro contexto.
Luto inibido
Quando a pessoa não consegue expressar a dor. Não chora, não fala, não entra em contato com o sofrimento — mas ele aparece de forma indireta, muitas vezes no corpo ou em sintomas psicológicos.
Luto não reconhecido (ou desautorizado)
Acontece quando a sociedade não valida a dor: término de relacionamento, morte de ex-companheiro, perda de um animal, aborto, relações extraconjugais. A dor existe, mas não é legitimada.
Luto coletivo
Vivido por grupos ou comunidades após tragédias, pandemias ou eventos de grande impacto. Mesmo quem não perdeu alguém diretamente pode sentir os efeitos emocionais.
No fim, entender os tipos de luto ajuda a tirar a ideia de que existe um “jeito certo” de sofrer. O problema não é sentir demais — é quando a dor impede a vida de continuar se movimentando.
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Quais são as possíveis complicações do luto patológico?
Quais são as possíveis complicações do luto patológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o luto se torna patológico, ele deixa de ser apenas uma dor emocional e passa a afetar várias áreas da vida. Não é só “sofrer por muito tempo”, é ficar preso à perda. As complicações mais comuns costumam aparecer assim:
1. Depressão persistente
Tristeza profunda, desesperança, perda de sentido e desânimo contínuo. Diferente do luto normal, aqui não há oscilações nem momentos de alívio.
2. Ansiedade intensa e constante
Medo de novas perdas, sensação de insegurança, crises de ansiedade e dificuldade de relaxar. O mundo passa a parecer perigoso o tempo todo.
3. Isolamento social
A pessoa se afasta de amigos, família e atividades. Às vezes por falta de energia, às vezes por sentir que ninguém entende sua dor.
4. Culpa crônica e autoacusação
Pensamentos repetitivos do tipo “eu devia ter feito algo”, “fui responsável”, mesmo quando não há responsabilidade real. Isso mantém o sofrimento vivo.
5. Problemas de sono
Insônia, despertares frequentes, pesadelos ou sono não reparador. O corpo não consegue desligar do estado de alerta.
6. Sintomas físicos
Dores no peito, falta de ar, problemas gastrointestinais, fadiga constante, queda da imunidade. O luto passa a ser sentido no corpo.
7. Abuso de álcool ou outras substâncias
Tentativas de anestesiar a dor emocional, que aliviam momentaneamente, mas pioram o quadro a médio prazo.
8. Dificuldade de retomar a vida
Trabalho, estudos e projetos ficam parados. A pessoa sente que não pode seguir em frente sem “abandonar” quem morreu.
9. Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
Especialmente quando a morte foi súbita ou violenta. Surgem flashbacks, imagens intrusivas, evitação e hipervigilância.
10. Ideação suicida
Em alguns casos, o sofrimento se torna tão intenso que a pessoa passa a desejar “ir embora” para cessar a dor ou reencontrar quem perdeu.
O ponto central é: o luto patológico não é falta de força, nem apego excessivo. É um processo que travou. Quando tratado, a pessoa não esquece quem perdeu — ela aprende a viver com a ausência sem ser destruída por ela.
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um relacionamento começa a ser abusivo quando o controle, o medo ou a desvalorização passam a fazer parte do vínculo — mesmo que não haja agressão física. Alguns sinais comuns:
Você anda pisando em ovos, com medo de falar ou agir para não gerar conflito.
A outra pessoa desqualifica seus sentimentos (“você é sensível demais”, “isso é coisa da sua cabeça”).
Há controle disfarçado de cuidado: com quem você fala, onde vai, como se veste.
Ciúme excessivo tratado como prova de amor.
A pessoa inverte a culpa com frequência: você sai como errado mesmo quando tenta se explicar.
Seus limites são ignorados ou ridicularizados.
Você começa a duvidar de si, da sua memória ou do que sente.
O relacionamento drena mais energia do que oferece segurança.
Um bom termômetro é simples:
um vínculo saudável traz desconfortos pontuais; um vínculo abusivo gera medo, confusão e perda de si.
Se você percebe vários desses sinais, não é exagero nem fraqueza. É um alerta. E vínculo não deveria machucar para existir.
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TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em
TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC é mais indicada para trabalhar ansiedade, medo de abandono e dependência emocional de forma prática e direta. Ela foca em mudar padrões de pensamento e comportamentos disfuncionais rapidamente.
A Psicanálise é mais profunda e explora raízes inconscientes dos sentimentos de abandono e dependência, ajudando a entender como essas questões surgem, mas o processo é mais demorado.
Se o foco for alívio rápido e ferramentas práticas, a TCC é a escolha. Se a busca for uma exploração profunda das causas emocionais, a Psicanálise pode ser mais indicada.
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Perguntas frequentes
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entrada do canal esbranquiçada e não melhora é normal ou eu deveria procurar a ginecologista denovo?
Uma alteração esbranquiçada persistente na entrada vaginal merece nova avaliação…