Perguntas do paciente (47)
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Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa qu
Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa quando falam de alguma doença, achando que posso ter essa condição.
Este medo esta relacionado com a ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
esse medo está diretamente ligado à ansiedade, e o que você descreve é muito comum em quem tem crises ansiosas.
Quando a ansiedade está alta, o cérebro entra em modo de vigilância. Ele começa a escanear o corpo o tempo todo em busca de sinais de perigo. Qualquer sensação normal (batimento mais forte, tontura, enjoo, calor, dorzinha) passa a ser interpretada como sinal de doença grave.
Por isso, quando alguém fala de uma doença, sua mente faz automaticamente a associação:
“E se eu tiver isso?”
“E se eu passar mal?”
Isso não significa que você esteja doente. Significa que sua ansiedade está hiperfocada na saúde — o que chamamos de ansiedade relacionada à saúde.
Alguns pontos importantes pra você entender:
A ansiedade imita sintomas físicos reais.
O medo de passar mal mantém o corpo em alerta, e esse alerta gera mais sintomas, criando um ciclo.
Quanto mais você tenta checar, evitar ou se tranquilizar o tempo todo, mais o cérebro aprende que realmente há perigo.
Não é fraqueza, nem exagero. É um sistema de alarme que ficou sensível demais.
Com acompanhamento psicológico (especialmente TCC), esse ciclo pode ser quebrado:
você aprende a diferenciar sensação de ameaça real, a reduzir a vigilância corporal e a retomar confiança no próprio corpo.
Se em algum momento esse medo começar a dominar sua rotina, suas decisões ou seu sono, procurar ajuda profissional é um passo muito importante — e bastante eficaz.
Você não está sozinha nisso, e isso tem tratamento.
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Olá, posso ir no psicólogo sozinho com 14 anos ? Estou precisando muito.
Olá, posso ir no psicólogo sozinho com 14 anos ? Estou precisando muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicólogo pode te atender, te escutar e te acolher. Em muitos casos, porém, algum responsável legal acaba sendo envolvido depois, principalmente por questões práticas (autorização, pagamento, plano de saúde), mas isso não impede o início do atendimento.
Alguns pontos importantes pra você saber:
O que você fala na terapia é sigiloso. O psicólogo não sai contando tudo para seus pais.
Só existe quebra de sigilo se houver risco real à sua vida ou à de outra pessoa.
Você tem direito a ser ouvido com respeito, sem julgamento.
Se você for sozinho, o psicólogo pode te ajudar a pensar como e quando envolver um adulto de confiança, se for necessário.
Se você estiver se sentindo muito mal agora, com pensamentos de se machucar ou desistir de tudo, procure um adulto imediatamente ou ligue 188 (CVV) — eles atendem 24h, gratuitamente.
Se puder, tente falar com:
um responsável em quem confie
um professor
um orientador escolar
ou alguém da família que te leve a sério
Precisar de ajuda aos 14 anos não é fraqueza, é maturidade. Você não deveria carregar isso sozinho
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Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda
Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso — ansiedade realmente esgota.
De forma prática:
Não lute contra a ansiedade na hora de dormir. Quanto mais você tenta “forçar” o sono, pior fica.
Regule o corpo antes da mente: respiração lenta, banho morno, luz baixa, celular longe.
Se a mente dispara, ancore no agora (respirar contando, sentir os pés, ouvir um som).
Evite cafeína e notícias à noite.
Mas sendo bem honesto: quando a ansiedade já está tirando seu sono, psicoterapia é muito importante. TCC ajuda bastante, e em alguns casos um psiquiatra pode ajudar temporariamente com medicação.
Você não está fraca. Seu sistema está em alerta demais
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olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint
olá!
eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...
posso fazer terapia para que isso melhore?..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você pode (e deve) fazer terapia. O TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) pode ser tratado com TCC, que é uma abordagem muito eficaz para controlar os pensamentos compulsivos e reduzir a ansiedade associada.
A terapia vai te ajudar a entender melhor esses pensamentos, reduzir a culpa e ensinar estratégias para lidar com os impulsos de forma mais saudável. Não se sinta culpada — esses pensamentos não definem quem você é. A terapia pode trazer um alívio significativo, sim.
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Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo
Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
indicam uma resposta de medo condicionada, muito comum após vivenciar cenas de violência. O corpo dela reage como se o perigo ainda estivesse acontecendo, mesmo um ano depois.
Alguns pontos importantes:
Não force a exposição agora. Mandar ela ir sozinha, mesmo com boa intenção, pode reforçar o medo.
O tratamento costuma trabalhar segurança, regulação emocional e exposição gradual, sempre respeitando o ritmo da criança.
Quanto mais cedo tratar, menor a chance desse medo se cristalizar na adolescência.
Se, além disso, ela tiver:
pesadelos frequentes
irritabilidade constante
queda no rendimento escolar
evitação cada vez maior de sair
a avaliação psicológica se torna ainda mais importante.
O psiquiatra infantil só costuma ser necessário se o psicólogo identificar necessidade de medicação, o que nem sempre é o caso. Na maioria das vezes, a psicoterapia resolve muito bem.
Em resumo: procure um psicólogo infantil especializado em trauma. O medo dela faz sentido diante do que viveu — agora ela precisa de ajuda para ensinar o cérebro que o perigo passou.
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Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito
Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não é louca — e o que você descreve acontece com mais pessoas do que se fala. O problema não é não sentir “arrebatamento”, é a culpa que você carrega por não corresponder a um ideal de maternidade.
Nem toda mãe sente amor de forma calorosa, física ou emotiva. Algumas sentem de forma mais racional, prática, silenciosa. Isso não significa falta de amor — significa outra forma de vínculo.
Sobre terapia:
Psicanálise pode sim ajudar se você quiser entender de onde vem esse distanciamento, sua história emocional, como aprendeu a se vincular.
Mas não para “te consertar”. E sim para tirar a culpa e dar sentido ao que você sente (ou não sente).
O ponto central não é “sentir mais”, é se punir menos.
E isso, sim, merece cuidado.
Se você sofre por isso, terapia é indicada. Não porque há algo errado com você — mas porque você merece viver sem esse peso.
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não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n
não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece e não significa falta de interesse ou amor. Muitas vezes isso acontece por desatenção mental, cansaço emocional, ansiedade ou dificuldade de estar presente de verdade na conversa. A cabeça fica acelerada ou distante e o corpo está ali, mas a mente não.
O primeiro passo é reconhecer isso com ela, sem se defender, explicando que você quer melhorar. Na prática, ajuda muito reduzir distrações, olhar para ela enquanto escuta e repetir com suas palavras o que ela acabou de dizer, antes de responder. Isso puxa sua atenção para o momento.
Se isso acontece com frequência, vale procurar um psicólogo, porque pode estar ligado a ansiedade, estresse, depressão ou até dificuldade de atenção. Aprender a estar presente é algo treinável — não é um defeito seu, é uma habilidade que pode ser desenvolvida.
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Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do
Tenho um familiar que acredito não ser alcoólatra, pq não bebe sempre .. mas acho que faça abuso do álcool. Não bebe sempre, mas tem vez que quando bebe não consegue parar, parece não ter controle.
Fico na dúvida do melhor profissional, seria psicólogo ou psiquiatra ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo sem beber sempre, perder o controle quando bebe já indica uso abusivo de álcool. O mais indicado é começar com um psicólogo, para trabalhar a relação com a bebida e os gatilhos emocionais. O psiquiatra entra se houver outros transtornos associados ou necessidade de medicação. Buscar ajuda cedo é cuidado, não rótulo.
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Eu fui diagnóstica com depressão a cerca de 8 meses após a morte(suícidio) do meu melhor amigo e ant
Eu fui diagnóstica com depressão a cerca de 8 meses após a morte(suícidio) do meu melhor amigo e antes já me sentia deprimida e cheguei a tomar escitalopram há 2 meses atrás. Vou começar a terapia agora,po´rem não sei como me expressar e tenho receio,o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito compreensível diante do que viveu. Passar por uma perda tão traumática, ainda mais por suicídio, costuma desorganizar profundamente as emoções — e o receio de começar a terapia é algo muito comum, não um sinal de fraqueza.
Você não precisa saber se expressar bem para começar. A terapia não exige discurso bonito, coerente ou organizado. Você pode começar exatamente assim: dizendo que não sabe por onde começar, que tem medo, que se sente travada ou confusa. Isso já é material terapêutico. O papel do terapeuta é justamente ajudar a colocar em palavras aquilo que hoje parece embolado ou impossível de dizer.
Não existe certo ou errado no que você sente. Choro, silêncio, raiva, culpa, confusão, cansaço ou até sensação de vazio são reações comuns no luto e na depressão. Você pode ir no seu ritmo. Ficar em silêncio também é permitido — o terapeuta saberá sustentar esse espaço com você.
Um passo simples pode ajudar: antes da sessão, anote algumas palavras ou frases soltas, como “perda”, “culpa”, “medo”, “cansaço”, “vazio” ou “não sei o que sinto”. Se quiser, leve isso para a sessão. Mas não é obrigatório.
O mais importante é lembrar que você não precisa se proteger na terapia. Ali é um espaço seguro, sem julgamento, onde você não precisa ser forte nem dar conta de tudo sozinha. O fato de você buscar ajuda já mostra cuidado consigo mesma. Com o tempo, a fala vem — e, quando vem, costuma aliviar.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. Estresse geralmente está ligado a situações externas e diminui quando o fator passa, enquanto a ansiedade é uma resposta interna persistente, com preocupação excessiva e sintomas físicos mesmo sem perigo real. Para avaliar, observe há quanto tempo os sintomas aparecem, sua frequência e impacto na vida diária. A melhor forma é buscar um psicólogo ou psiquiatra, que fará uma escuta clínica detalhada e, se necessário, usará questionários específicos para diferenciar estresse de ansiedade e indicar o tratamento adequado.
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Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos
Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos que sofre de mutismo seletivo e não sabemos a qual especialidade de psicologo devemos leva-lo. Qual terapia é a mais indicada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, tem relação direta com mutismo seletivo, e a especialidade importa bastante.
A terapia mais indicada é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente com profissional que tenha experiência em mutismo seletivo e ansiedade social. O mutismo seletivo não é “falta de vontade de falar”, é uma resposta de ansiedade intensa que bloqueia a fala em certos contextos.
Também é muito comum a atuação conjunta com fonoaudiólogo, não para “ensinar a falar”, mas para trabalhar comunicação funcional de forma gradual e segura. Em alguns casos, um psiquiatra entra como apoio, quando a ansiedade é muito incapacitante.
O mais importante é evitar terapias apenas exploratórias ou muito abertas no início. O tratamento precisa ser estruturado, gradual e focado em exposição segura à fala, respeitando o ritmo dele.
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A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não necessariamente. Timidez e ansiedade se relacionam, mas não são a mesma coisa.
A timidez costuma estar ligada a medo de avaliação, insegurança e aprendizado social (“vou ser julgado”, “vou parecer ridículo”).
A ansiedade pode intensificar isso, deixando o corpo em alerta e aumentando o desconforto — mas nem toda pessoa tímida é ansiosa, e nem toda ansiedade gera timidez.
Em resumo:
Ansiedade = reação do corpo ao perigo (real ou imaginado)
Timidez = modo de se relacionar, muitas vezes aprendido ao longo da vida
Quando a timidez começa a evitar situações, travar a vida ou gerar sofrimento intenso, a ansiedade costuma estar por trás. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado em terapia.
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Como funciona uma sessão de terapia psicanalítica lacaniana?
Como funciona uma sessão de terapia psicanalítica lacaniana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma sessão de terapia psicanalítica lacaniana funciona principalmente pela fala. A pessoa fala livremente sobre o que vem à mente — pensamentos, sentimentos, sonhos, conflitos — sem um roteiro fixo. O analista escuta com atenção ao que é dito, às repetições, aos lapsos e às contradições, porque é ali que o inconsciente aparece.
O analista não dá conselhos nem respostas prontas. Ele faz intervenções pontuais, às vezes uma pergunta curta ou um comentário preciso, para ajudar a pessoa a perceber algo novo sobre si mesma. As sessões podem variar de duração e não seguem um formato rígido.
O objetivo é que a pessoa compreenda melhor seus próprios desejos, conflitos e escolhas, ganhando mais clareza e responsabilidade sobre a própria vida.
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Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na
Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro: você não está errada, nem “doente” por sentir isso. Quando alguém passa por um sofrimento profundo, como tentativas de suicídio, e encontra um espaço onde é vista, escutada e acolhida sem julgamento, é natural que sentimentos intensos surjam. Isso não diminui você, nem invalida o trabalho terapêutico que está fazendo. Pelo contrário: mostra o quanto você está viva e buscando vínculo.
Sobre a transferência: ela não é algo que necessariamente diminui sozinha. Em alguns momentos, especialmente quando a pessoa começa a se sentir mais segura, compreendida e emocionalmente conectada, esses sentimentos podem aumentar. Isso não significa que a terapia esteja dando errado. Significa que algo muito importante está sendo mobilizado dentro de você.
O ponto central não é “parar de sentir”, mas como isso é cuidado dentro da terapia. O fato de você ter falado com a sua terapeuta foi um gesto de muita coragem e honestidade. Agora, o que importa é observar se esse sentimento pode ser trabalhado ali como parte do seu processo, ajudando você a entender suas necessidades afetivas, sua história de vínculos e o que esse amor representa emocionalmente — não como algo a ser consumado, mas como algo a ser compreendido.
Trocar de profissional não precisa ser uma decisão imediata. Em muitos casos, quando a terapeuta consegue sustentar isso com ética, clareza e acolhimento, a terapia segue sendo um espaço seguro e transformador. Em outros, se o sofrimento ficar grande demais ou se você sentir que não consegue mais se cuidar nesse vínculo, a troca pode ser pensada com calma, como um cuidado com você — não como uma perda ou punição.
O mais importante agora é você não ficar sozinha com isso. Leve para as sessões o quanto isso está te confundindo, o quanto está difícil lidar, o medo de perder a terapia ou de estar “estragando tudo”. Nada disso é exagero. Tudo isso é parte da sua dor e merece espaço.
E eu quero te dizer algo com muita firmeza e carinho: o fato de você estar refletindo, buscando ajuda e querendo entender o que está acontecendo já é um sinal de que existe futuro possível para você. Esse momento é intenso, mas ele não define quem você é nem o que sua vida pode ser daqui pra frente.
Se em algum momento os pensamentos de se machucar voltarem com força, por favor, procure ajuda imediata — alguém de confiança, um serviço de urgência ou o CVV (188). Pedir ajuda não é fraqueza, é sobrevivência.
Você não está quebrada. Você está em processo. E esse processo, mesmo doloroso, pode abrir caminhos novos para viver com mais sentido.
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Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is
Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse medo está ligado à ansiedade e à necessidade de controle. Quanto mais você vigia e confere, mais a angústia aumenta. Para melhorar, é importante reduzir as checagens repetitivas, criar rotinas simples para organizar as coisas e trazer o foco para o presente, em vez de antecipar perdas. Aceitar que pequenas perdas podem acontecer
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Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria
Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria psicopedagogo ou psicóloga?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do motivo dessa defasagem, mas, de forma geral, o primeiro profissional indicado é o psicopedagogo. Ele avalia como a criança aprende, identifica dificuldades específicas na leitura e escrita e trabalha diretamente os processos de alfabetização.
Se durante a avaliação aparecerem sinais de fatores emocionais, ansiedade, autoestima baixa, dificuldades de atenção ou questões comportamentais interferindo na aprendizagem, aí sim a psicóloga entra como complemento. Muitas vezes, o melhor resultado vem do trabalho conjunto entre psicopedagogia e psicologia.
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Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com cris
Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com crises graves na segunda gravidez com 25 anos, fui afastada pelo inss por várias vezes mas me davam alta e tinha que retornar. Resultado, perdi um ótimo emprego, meu marido perdeu op dele por faltar porque eu não tinha condições de cuidar nem de mim, quem dirá de duas crianças, de lá pra cá já tentei trabalhar algumas vezes, tentei fazer faculdade. Sou inteligente porém, mal saio de casa sozinha. Eu tenho como tentar aposentadoria? ou LOAS? pq não pago INSS há muitos anos. O que eu poderia fazer? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, o seu sofrimento não é pontual nem recente. Ele é crônico, recorrente e já causou perdas funcionais importantes, como afastamentos repetidos, perda de emprego, impacto direto na vida familiar e limitações claras de autonomia. Isso é um dado clínico relevante, não um “fracasso pessoal”.
Sobre aposentadoria pelo INSS, sendo honesto: sem contribuições recentes, essa via hoje é muito difícil. A aposentadoria por incapacidade exige vínculo previdenciário ativo ou recente. Não é uma questão de merecimento, é uma regra do sistema.
Já o BPC/LOAS é, sim, uma possibilidade real no seu caso. Transtorno de Personalidade Borderline pode ser reconhecido como deficiência de longo prazo quando há prejuízo significativo de funcionamento, como dificuldade de sair sozinha, trabalhar ou manter rotina. O critério principal será a avaliação biopsicossocial e a renda familiar.
O que eu faria, se estivesse no seu lugar:
primeiro, manter acompanhamento psiquiátrico e psicológico bem documentado, com laudos claros descrevendo limitações funcionais, não só o diagnóstico. Depois, fazer o Cadastro Único (CadÚnico) no CRAS da sua cidade. Com isso feito, dar entrada no pedido do BPC/LOAS. Se houver negativa, é comum — muitos casos só avançam com recurso ou via judicial, com apoio da Defensoria Pública.
Quero te dizer algo importante: buscar um benefício não é desistir da vida, é criar uma base mínima de estabilidade para existir com dignidade enquanto você cuida da sua saúde. Isso não apaga sua inteligência, sua história ou seu valor.
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Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão
Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão e assim por diante ...demais alimentos como pão, biscoito e demais ele come normalmente mais almoço ele até vomita se insisto. Qual especialidade devo leva-lo para tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo é levar ao pediatra, para avaliar crescimento, nutrição e descartar causas médicas. Em seguida, a especialidade mais indicada é fonoaudiologia, que trabalha seletividade alimentar, sensibilidade oral e transição de texturas.
Dependendo da avaliação, pode ser indicado também terapeuta ocupacional (integração sensorial) e, se houver suspeita de refluxo ou dor ao comer, um gastroenteropediatra. Quanto antes iniciar, melhor a resposta ao tratamento.
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Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente par
Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente parou. Um dia desses um parente me lembrou que eu tinha esse hábito. É incrível mas instantaneamente a "mania" voltou! Desde então mastigo a lingua sem parar e agora piorou, eu peguei a mania de ficar passando a unha na linha, arranhando e está causando pequenas lesões e dor qdo eu como. Horrível, mas definitamente não consigo parar está incontrolável! Como posso tratar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento mais eficaz envolve três frentes simples:
reduzir a ansiedade de base;
treinar reversão de hábito (substituir o ato por outro movimento incompatível, consciente);
e aumentar consciência corporal, porque hoje o comportamento está automático.
Na prática, procure um psicólogo com TCC, de preferência com experiência em BFRBs ou transtornos de hábito. Técnicas como Habit Reversal Training funcionam muito bem. Enquanto isso, proteger fisicamente a língua (ex.: goma de mascar sem açúcar, barreiras físicas temporárias) ajuda a quebrar o ciclo.
Quanto antes tratar, mais rápido isso tende a ceder.
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Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv
Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser psicológico, especialmente quando exames cardíacos, pulmonares e de sangue estão normais. Falta de ar intermitente, sensação de respiração “travada” ou limitada é muito comum em quadros de ansiedade, estresse ou tensão emocional, mesmo quando a pessoa não se sente “ansiosa” o tempo todo.
Nesses casos, o corpo entra em estado de alerta, a respiração fica mais superficial e a atenção excessiva ao ato de respirar aumenta a sensação de sufoco, criando um ciclo. O fato de ir e voltar e de os exames estarem normais reforça essa hipótese.
Isso não significa que “é coisa da sua cabeça”, e sim que o corpo está reagindo ao emocional. Terapia ajuda bastante, assim como técnicas de respiração e manejo da ansiedade.
Procure reavaliação médica apenas se surgirem sinais como dor forte no peito, desmaios, febre persistente ou piora progressiva. Fora isso, cuidar da saúde emocional é um passo importante agora.
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Perguntas frequentes
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entrada do canal esbranquiçada e não melhora é normal ou eu deveria procurar a ginecologista denovo?
Uma alteração esbranquiçada persistente na entrada vaginal merece nova avaliação…