Perguntas do paciente (621)
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Médico do posto de saúde receitou desvenfalaxina 50mg pra mim tomar tenho depressão eu comprei mas t
Médico do posto de saúde receitou desvenfalaxina 50mg pra mim tomar tenho depressão eu comprei mas tô com medo de tomar dizem que ela difícil de parar de tomar não sei é verdade deve ser mesma coisa sertralina que já tomei mas ainda tô com medo começar ele também falou se caso ela não fazer efeito trocar por outro não sei essa troca abrupta também causa abstinência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível ter essa preocupação, mas o medo da dificuldade para interromper a desvenlafaxina não deve ser, por si só, um motivo para deixar de tratar a depressão.
A desvenlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Como acontece com outros antidepressivos, incluindo a sertralina, sua interrupção pode causar sintomas de descontinuação (abstinência), especialmente se a retirada for feita de forma abrupta. Esses sintomas costumam ser evitados ou minimizados quando a redução da dose é planejada e gradual.
Caso a desvenlafaxina não apresente o efeito esperado, a troca para outro antidepressivo geralmente é feita de maneira programada. Dependendo da medicação de destino, o psiquiatra pode realizar uma substituição direta, uma redução gradual ou um período de transição entre os medicamentos. A estratégia é individualizada justamente para reduzir o risco de sintomas de descontinuação e de efeitos adversos.
Na prática, o benefício de tratar adequadamente a depressão costuma ser muito maior do que o risco de uma futura retirada da medicação, que pode ser conduzida de forma segura quando houver indicação.
Converse com o psiquiatra que acompanhará seu tratamento para esclarecer suas dúvidas e definir a melhor estratégia terapêutica. Não deixe de iniciar ou interrompa a medicação por conta própria apenas por receio da retirada futura.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele pa
Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele passou para continuar em casa. Precisa fazer desmame?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a mirtazapina geralmente deve ser retirada de forma gradual, especialmente quando foi utilizada por algumas semanas ou meses, para reduzir o risco de sintomas de descontinuação.
A mirtazapina é um antidepressivo que atua principalmente sobre os sistemas noradrenérgico e serotoninérgico. Embora a síndrome de descontinuação costume ser menos frequente e intensa do que com alguns outros antidepressivos, a interrupção abrupta pode causar ansiedade, irritabilidade, insônia, náusea, tontura e inquietação.
Após cerca de 30 dias de uso, algumas pessoas conseguem suspender a medicação sem sintomas importantes, enquanto outras se beneficiam de uma redução gradual da dose. A melhor estratégia depende da dose utilizada, da resposta ao tratamento e da condição clínica que motivou sua prescrição.
Na prática, antes de interromper um antidepressivo, é importante confirmar se ainda existe indicação para mantê-lo e definir a forma mais segura de retirada.
Converse com o psiquiatra que acompanhará o tratamento do seu pai antes de suspender a mirtazapina. Não interrompa a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?
Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A olanzapina pode afetar a memória e a concentração em algumas pessoas, especialmente no início do tratamento ou após aumento da dose.
A olanzapina é um antipsicótico que atua sobre diferentes neurotransmissores, como dopamina e serotonina. Entre seus efeitos adversos mais comuns estão sonolência, lentificação do pensamento e redução da atenção, o que pode ser percebido como dificuldade de concentração, "mente lenta" ou esquecimentos.
Esses sintomas também podem estar relacionados ao próprio transtorno psiquiátrico, à qualidade do sono, à ansiedade, à depressão ou ao uso de outros medicamentos. Por isso, nem toda dificuldade de memória durante o tratamento é causada pela olanzapina.
Na prática, é fundamental avaliar quando as alterações cognitivas começaram, se coincidiram com o início ou aumento da dose da medicação e qual foi a evolução dos sintomas ao longo do tempo.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar se essas dificuldades estão relacionadas à olanzapina ou a outra condição clínica. Não interrompa a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença é o objetivo da avaliação. A entrevista psiquiátrica clínica busca diagnosticar, tratar e estabelecer uma relação terapêutica com o paciente. Já a entrevista psiquiátrica forense tem finalidade pericial, respondendo a quesitos técnicos de interesse da Justiça ou de outras autoridades.
Na entrevista clínica, o psiquiatra procura compreender sintomas, história da doença, funcionamento emocional, contexto familiar e social, estabelecendo um vínculo de confiança para orientar o tratamento. Na entrevista forense, além da avaliação psiquiátrica tradicional, o foco é responder questões específicas, como capacidade civil, imputabilidade penal, responsabilidade, nexo causal, capacidade laboral ou risco, mantendo postura técnica, imparcial e fundamentada em evidências.
Embora ambas utilizem os mesmos conhecimentos em psicopatologia, exame do estado mental e diagnóstico, elas diferem quanto ao contexto, aos objetivos, ao papel do psiquiatra e ao destino das informações obtidas. Na prática clínica, o compromisso principal é o benefício do paciente. Na psiquiatria forense, o compromisso é fornecer uma conclusão técnica objetiva para subsidiar uma decisão judicial ou administrativa.
Na prática, é essencial que o avaliado compreenda que o psiquiatra assistente e o psiquiatra perito exercem funções distintas. O primeiro tem finalidade terapêutica; o segundo realiza uma avaliação técnico-pericial, sem estabelecer relação de tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um tempo único para o desmame da buprenorfina (Restiva®). A redução da dose deve ser gradual e individualizada para minimizar sintomas de abstinência e reduzir o risco de recaída.
A buprenorfina é um opioide agonista parcial, utilizado principalmente no tratamento da dependência de opioides e, em algumas situações, da dor crônica. Quando interrompida de forma rápida, podem surgir sintomas de abstinência, como ansiedade, irritabilidade, insônia, dores musculares, náuseas, sudorese, calafrios e inquietação.
Esses sintomas podem ser percebidos como uma sensação de "mal-estar generalizado", dificuldade para dormir, aumento da ansiedade e desconforto físico. Quanto mais lenta e planejada for a redução da dose, maior tende a ser a tolerabilidade.
Na prática, o desmame não deve seguir um cronograma fixo. A velocidade da redução é ajustada conforme a evolução clínica, o controle dos sintomas e o risco de recaída, podendo levar semanas ou meses em alguns pacientes.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de iniciar o desmame da buprenorfina. Não reduza ou interrompa o medicamento por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansieda
Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansiedade, nada de melhor.
Devo continuar o uso?
Retorno da consulta só para 30 dias.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Na primeira semana de uso da sertralina é relativamente comum ainda não haver melhora da ansiedade e surgirem efeitos de adaptação, como dor de cabeça (cefaleia), tontura, sensação de "cabeça zonza", dificuldade de concentração ou sensação de distanciamento dos pensamentos.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e costuma levar algumas semanas para exercer seu efeito terapêutico completo. Enquanto isso, algumas pessoas apresentam aumento transitório da ansiedade, náusea, tremores, alterações do sono e outros sintomas relacionados à adaptação do sistema serotoninérgico.
A sensação de "distanciamento do pensamento" pode corresponder à dificuldade de concentração, sensação de irrealidade (desrealização) ou de estar mentalmente "desligado". É importante avaliar a intensidade desses sintomas e sua evolução ao longo dos próximos dias.
Na prática, na primeira semana, a ausência de melhora da ansiedade não significa que a sertralina não funcionará. O mais importante é acompanhar a tendência de evolução dos sintomas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento caso os sintomas sejam intensos, estejam piorando ou se tornem difíceis de tolerar. Se surgirem sintomas graves ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento imediatamente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Entre idas e vindas a médicos, psicólogos e psiquiatras, foi receitado o Venlafaxina 75mg, duas veze
Entre idas e vindas a médicos, psicólogos e psiquiatras, foi receitado o Venlafaxina 75mg, duas vezes ao dia (150mg diárias).
Agora estou sem acompanhamento médico, desmame horrível.
Como aliviar os sintomas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A venlafaxina pode causar uma síndrome de descontinuação (abstinência) importante quando é reduzida ou interrompida, especialmente após uso prolongado ou em doses mais elevadas, como 150 mg ao dia.
Por atuar sobre serotonina e noradrenalina e ter meia-vida relativamente curta, a interrupção da venlafaxina pode provocar tontura, náusea, sensação de "choques elétricos", irritabilidade, ansiedade, insônia, instabilidade emocional e dificuldade de concentração.
Esses sintomas podem ser confundidos com uma recaída da ansiedade ou da depressão. A relação temporal entre a redução da dose e o início do desconforto é uma das principais informações para diferenciar síndrome de descontinuação do retorno do transtorno de base.
Na prática, quando o desmame está sendo muito difícil, o mais importante é reavaliar a estratégia de retirada, pois, em alguns casos, uma redução mais gradual pode ser necessária. Quanto antes isso for feito, maior a chance de controlar os sintomas e evitar sofrimento desnecessário.
Procure um psiquiatra para reavaliar o desmame da venlafaxina e definir a estratégia mais adequada para o seu caso. Evite reiniciar ou ajustar a dose por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa tarde,estou tomando o inseris xr 150,e a quiatipina25mg...mais estou com muita dificuldade de le
Boa tarde,estou tomando o inseris xr 150,e a quiatipina25mg...mais estou com muita dificuldade de levantar, uma moleza,dor no corpo, tontura, isso e normal?tem seis dias
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Nos primeiros dias de uso do Inseris XR 150 mg e da quetiapina 25 mg, é possível apresentar sonolência, dificuldade para levantar, sensação de moleza, dores no corpo e tontura.
O Inseris XR (desvenlafaxina) pode causar uma fase inicial de adaptação, enquanto a quetiapina tem efeito sedativo e também pode provocar queda da pressão ao se levantar (hipotensão postural), contribuindo para tontura e indisposição.
A sensação de "moleza" pode corresponder a sonolência, redução da disposição física ou lentificação, especialmente no início do tratamento. Entretanto, dores no corpo e tontura também podem ter outras causas e não devem ser atribuídas automaticamente aos medicamentos.
Na prática, o fato de os sintomas terem começado nos primeiros seis dias é compatível com uma fase de adaptação, mas a intensidade e a evolução ao longo dos próximos dias são fundamentais para definir se a medicação está sendo bem tolerada.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento se os sintomas forem intensos, estiverem piorando ou dificultarem suas atividades. Não interrompa ou modifique as medicações por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Pode tomar chá de guaco tomando ecitalopram? Tomo ecitalopram pela manhã e tomei o chá a noite
Pode tomar chá de guaco tomando ecitalopram?
Tomo ecitalopram pela manhã e tomei o chá a noiteRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, tomar chá de guaco à noite e escitalopram pela manhã não costuma representar uma interação medicamentosa clinicamente relevante.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, enquanto o guaco é uma planta medicinal tradicionalmente utilizada para aliviar sintomas respiratórios, como tosse. Até o momento, não existem evidências consistentes de que essa combinação cause interações importantes quando o chá é consumido ocasionalmente.
Também é importante considerar a quantidade ingerida. Uma xícara de chá de guaco costuma representar um risco diferente do uso frequente de extratos concentrados ou fitoterápicos em altas doses.
Na prática, se você tomou uma xícara de chá de guaco à noite e usa escitalopram pela manhã, a chance de ocorrer algum problema significativo é baixa. Porém, caso surjam sintomas incomuns após a associação, eles devem ser avaliados individualmente.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de utilizar fitoterápicos de forma contínua ou em altas doses, especialmente se fizer uso de outros medicamentos.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?
existe interação medicamentosa entre fluvoxamina e kaloba/imunoflan?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Até o momento, não existe uma interação medicamentosa clinicamente importante e bem estabelecida entre a fluvoxamina e o Kaloba® (Pelargonium sidoides) ou o Imunoflan®. Ainda assim, essa associação merece cautela.
A fluvoxamina é um antidepressivo da classe dos ISRS e inibe importantes enzimas do fígado (especialmente CYP1A2 e CYP2C19), podendo aumentar os níveis de diversos medicamentos. Já o Kaloba® e o Imunoflan® possuem composição diferente e, em geral, não apresentam interações relevantes descritas com a fluvoxamina.
Também é importante considerar que fitoterápicos e imunomoduladores podem variar em composição conforme a formulação e a marca. Por isso, a ausência de uma interação conhecida não significa risco zero.
Na prática, se o Kaloba® ou o Imunoflan® foram utilizados por curto período para infecções respiratórias, a probabilidade de uma interação clinicamente significativa com a fluvoxamina é considerada baixa.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de iniciar fitoterápicos ou suplementos de uso contínuo, especialmente se utilizar outros medicamentos além da fluvoxamina.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando
E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a fluoxetina pode causar queimação no estômago (azia ou desconforto gástrico), inclusive após cerca de 22 dias de uso, embora esse efeito seja mais comum no início do tratamento.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e pode aumentar a ocorrência de sintomas gastrointestinais, como náusea, azia, dor no estômago, sensação de queimação e refluxo, geralmente por irritação da mucosa gástrica e alterações na atividade da serotonina no trato digestivo.
A sensação de "queimação no estômago" também pode estar relacionada a gastrite, refluxo gastroesofágico, alimentação, uso de anti-inflamatórios ou outras condições clínicas. A relação temporal com o início da fluoxetina é importante, mas, isoladamente, não confirma que ela seja a única causa.
Na prática, quando o sintoma persiste por várias semanas, é importante avaliar se está melhorando, piorando ou permanecendo estável, pois isso ajuda a definir se é uma adaptação ao medicamento ou outra condição associada.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a evolução dos sintomas e a necessidade de algum ajuste. Se a dor for intensa, houver vômitos com sangue, fezes escuras ou dificuldade para se alimentar, procure atendimento médico imediatamente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas m
Estou sem tomar Sertralina 50mg estou muito enjoada com dores de cabeça queria melhorar o sintomas mas começar outra vez antidepressivos? O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Náusea e dor de cabeça podem ocorrer após interromper a sertralina, especialmente se a suspensão foi recente ou aconteceu de forma rápida.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e sua interrupção pode causar síndrome de descontinuação (abstinência), com sintomas como enjoo, tontura, dor de cabeça, sensação de desequilíbrio, irritabilidade, ansiedade e alterações do sono.
Esses sintomas podem ser confundidos com o retorno da ansiedade ou da depressão. O momento em que começaram em relação à suspensão da sertralina é uma das informações mais importantes para diferenciar essas situações.
Na prática, nem sempre a melhor solução é simplesmente reiniciar um antidepressivo. A conduta depende de há quanto tempo a sertralina foi interrompida, da forma como foi feita a retirada e da intensidade dos sintomas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de reiniciar a sertralina ou qualquer outro antidepressivo. Não volte a usar a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo
Se eu esquecer de tomar a Venlafaxina (Efexor 150mg) e lembrar 6h depois, tomo o compromido ou deixo para o próximo dia? E se for 1h depois, 3h depois, 9h depois, 12h depois? Quando sei que não é pra eu tomar outro? Porque a bula do remédio diz para tomar assim que lembrar mas também para não tomar dois "juntos" caso esqueça.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, se você esquecer uma dose da venlafaxina (Efexor® XR 150 mg) e lembrar poucas horas depois, costuma ser possível tomá-la. Porém, se já estiver muito próximo do horário da próxima dose, o mais seguro é pular a dose esquecida e manter o esquema habitual, sem tomar duas doses ao mesmo tempo.
A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Por ter meia-vida relativamente curta, atrasos ou esquecimentos podem causar sintomas de descontinuação (abstinência), como tontura, náusea, irritabilidade, sensação de "choques elétricos", ansiedade e mal-estar.
Na prática, para quem toma a medicação **uma vez ao dia**, uma orientação geralmente utilizada é:
* Se lembrar **1, 3 ou 6 horas** depois do horário habitual, costuma ser adequado tomar a dose esquecida.
* Se lembrar **9 horas** depois, a decisão depende de quanto tempo falta para a próxima dose. Se ainda houver várias horas até o próximo horário, geralmente ainda é possível tomá-la.
* Se lembrar **12 horas ou mais** depois, ou já estiver próximo da próxima dose, normalmente é preferível pular a dose esquecida e tomar apenas a próxima no horário habitual.
O ponto mais importante não é um número fixo de horas, mas evitar que duas doses fiquem muito próximas, aumentando o risco de efeitos adversos.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para receber uma orientação específica de acordo com a formulação da venlafaxina que você utiliza e seu esquema de doses. Não tome duas doses juntas para compensar um esquecimento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho ins
Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho insônia, irritabilidade e mente acelerada, inclusive a noite. Acontece que percebi alguns lapsos de memória também, como perder as chaves, esquecer o gás ligado, dar a descarga, etc.
Tenho 63 anos e nunca tive problemas de memória, será o efeito do bup?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a bupropiona pode contribuir para sintomas como insônia, irritabilidade e aceleração do pensamento, mas alterações de memória após três anos de uso não devem ser atribuídas automaticamente ao medicamento.
A bupropiona é um antidepressivo que atua principalmente sobre noradrenalina e dopamina. Em algumas pessoas, pode causar ativação, dificuldade para dormir, inquietação e sensação de mente acelerada. Esses sintomas, por sua vez, podem prejudicar a atenção e a memória no dia a dia.
Os lapsos que você descreve, como perder objetos, esquecer o gás ligado ou deixar de dar descarga, podem refletir falhas de atenção, mas também podem estar relacionados ao envelhecimento normal, ansiedade, depressão, distúrbios do sono, deficiência de vitaminas, alterações da tireoide ou transtornos neurocognitivos. Aos 63 anos, quando essas dificuldades surgem pela primeira vez e começam a interferir na rotina, elas merecem uma avaliação cuidadosa.
Na prática, antes de concluir que a bupropiona é a responsável, é importante investigar se houve mudança no padrão da memória, se os esquecimentos estão se tornando mais frequentes e se existem outras causas potencialmente tratáveis.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para revisar a medicação e realizar uma avaliação cognitiva. Se necessário, ele poderá solicitar exames complementares ou encaminhar para uma avaliação neuropsicológica, ajudando a diferenciar efeitos da medicação, alterações de atenção e possíveis transtornos da memória.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?
Estou tomando 100mg de sertralina e 25mg de amato, posso tomar 1 taça de vinho no final de semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não é recomendado consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento com sertralina e Amato® (topiramato), mesmo que seja apenas uma taça de vinho.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS, enquanto o topiramato pode causar sonolência, tontura e redução da atenção. O álcool pode potencializar esses efeitos, aumentando o risco de sedação, prejuízo da coordenação motora, dificuldade de concentração e alterações do julgamento. Além disso, em algumas pessoas, o álcool pode piorar sintomas de ansiedade e depressão, reduzindo a eficácia do tratamento.
Embora uma única taça de vinho possa não causar problemas importantes em algumas pessoas, a resposta é bastante individual e não existe uma quantidade considerada totalmente segura para todos durante esse tratamento.
Na prática, se a ansiedade ou a depressão ainda não estão completamente controladas, ou se você ainda está em fase de adaptação às medicações, o mais prudente é evitar bebidas alcoólicas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de consumir álcool, para receber uma orientação individualizada de acordo com seu quadro clínico e os medicamentos em uso.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha
Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha ansiedade ?...Pode ter relação
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a sertralina 50 mg pode causar zumbido (tinnitus) em algumas pessoas, embora esse seja um efeito adverso incomum. Por outro lado, o próprio surgimento do zumbido pode desencadear ou intensificar a ansiedade, especialmente em quem já tem predisposição.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e atua aumentando a disponibilidade de serotonina. Raramente, pode estar associada ao aparecimento ou à piora do zumbido. Entretanto, alterações auditivas, perda de audição relacionada à idade, exposição a ruídos, doenças do ouvido, hipertensão e outros medicamentos também podem causar esse sintoma.
Na prática, a sequência em que os sintomas surgiram ajuda no raciocínio clínico. Se o zumbido apareceu logo após iniciar ou aumentar a dose da sertralina, pode haver relação com o medicamento. Se o zumbido surgiu primeiro e, em seguida, começou a ansiedade, é possível que ele tenha atuado como fator desencadeante ou agravante da ansiedade.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar essa relação e, se necessário, também com um otorrinolaringologista para investigar outras possíveis causas do zumbido. Não interrompa a sertralina por conta própria.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?
Foi- me prescrita Sertalina . Será q causa habituação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. A sertralina não causa dependência química nem habituação, como ocorre com medicamentos da classe dos benzodiazepínicos, por exemplo.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Ela atua aumentando a disponibilidade de serotonina no cérebro e não provoca compulsão pelo uso, necessidade de aumentar continuamente a dose (tolerância) ou comportamento de busca pela medicação.
É importante diferenciar dependência de síndrome de descontinuação. Se a sertralina for interrompida de forma abrupta, algumas pessoas podem apresentar sintomas como tontura, náusea, irritabilidade, ansiedade e sensação de "choques elétricos". Isso não significa dependência, mas sim uma adaptação do organismo à retirada do medicamento.
Na prática, quando chega o momento de suspender a sertralina, a redução da dose costuma ser feita de forma gradual, minimizando o risco desses sintomas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para esclarecer dúvidas sobre o uso e o tempo necessário da sertralina. Não interrompa a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?
Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A ansiedade pode causar ardência na pele, no couro cabeludo e dor de cabeça, embora esses sintomas também possam ter outras causas e precisem ser avaliados no contexto clínico.
A ansiedade ativa o sistema nervoso autônomo e aumenta a liberação de substâncias relacionadas ao estresse, o que pode provocar tensão muscular, hipersensibilidade à dor e alterações na percepção dos estímulos da pele. Como consequência, algumas pessoas relatam sensação de ardor, queimação, formigamento (parestesias), pontadas ou desconforto no couro cabeludo e em outras regiões do corpo.
A dor de cabeça também é frequente em quadros de ansiedade, principalmente por tensão muscular. Entretanto, ardência na pele e cefaleia também podem estar relacionadas a doenças dermatológicas, neurológicas, deficiências vitamínicas, alterações hormonais, efeitos de medicamentos ou outras condições clínicas.
Na prática, quando esses sintomas aparecem junto com preocupação excessiva, tensão, palpitações ou outros sinais de ansiedade, essa pode ser uma causa importante. Porém, se forem persistentes, intensos, progressivos ou acompanhados de outros sintomas neurológicos, é fundamental investigar outras possibilidades.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar se esses sintomas estão relacionados à ansiedade ou se há necessidade de investigação complementar.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais
Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A quetiapina 100 mg pode reduzir a libido e favorecer ganho de peso em algumas pessoas, embora esses efeitos variem conforme a dose, o tempo de uso e a resposta individual.
A quetiapina é um antipsicótico que atua sobre receptores de serotonina, dopamina, histamina e adrenalina. O bloqueio dos receptores histamínicos (H1) e serotoninérgicos (5-HT2C) pode aumentar o apetite e contribuir para o ganho de peso. A diminuição da libido é menos comum do que com alguns antidepressivos, mas pode ocorrer em parte dos pacientes.
Os efeitos adversos mais frequentes incluem sonolência, sedação, tontura, boca seca, aumento do apetite, ganho de peso, constipação, queda da pressão ao levantar (hipotensão postural) e dificuldade de concentração, principalmente no início do tratamento. Em uso prolongado, também é importante acompanhar glicemia, colesterol e triglicerídeos, pois a quetiapina pode aumentar o risco de alterações metabólicas.
Na prática, nem todas as pessoas apresentam esses efeitos, e muitos deles podem diminuir após as primeiras semanas. O risco costuma ser menor com doses baixas e quando há acompanhamento do peso, alimentação e atividade física.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar os benefícios e os possíveis efeitos adversos da quetiapina no seu caso. Não interrompa a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irr
Estou fazendo o desmame do desvanlafaxina a 1 semana estou sentindo náuseas dor de cabeça fadiga irritabilidade,até diarréia, é normal ? E quantos dias dura esses efeitos
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Náuseas, dor de cabeça, fadiga, irritabilidade e até diarreia podem ocorrer durante o desmame da desvenlafaxina, principalmente nos primeiros dias após a redução da dose.
A desvenlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Durante a retirada, algumas pessoas desenvolvem síndrome de descontinuação (abstinência), caracterizada por sintomas como tontura, náuseas, cefaleia, cansaço, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e sintomas gastrointestinais.
Esses sintomas costumam surgir nos primeiros dias após a redução da dose e, na maioria dos casos, melhoram gradualmente ao longo de uma a duas semanas. Em algumas pessoas, porém, podem durar mais tempo, especialmente após uso prolongado, doses mais altas ou quando o desmame é feito rapidamente.
Na prática, o fato de você estar há uma semana em desmame e apresentar esses sintomas é compatível com síndrome de descontinuação. Entretanto, se eles forem muito intensos, persistirem por várias semanas ou estiverem piorando, é importante reavaliar a velocidade da retirada e descartar outras causas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar se o ritmo do desmame está adequado. Não interrompa nem reinicie a desvenlafaxina por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Perguntas frequentes
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…