Perguntas do paciente (621)
-
Quanto tempo para avaliar o efeito completo da quetiapina (50mg) como adjuvante da venlafaxina 225mg
Quanto tempo para avaliar o efeito completo da quetiapina (50mg) como adjuvante da venlafaxina 225mg na melhora de sintomas residuais da ansiedade , com segurança para retirada do frontal de horário (0,25 mg 2x/dia)?
Como desrealização, leve tremores de extremidades , etc? Após curva de melhora importante em outros sintomas - evitação, sono, apetite, funcionalidade, humor, etc.
Quet de 50mg introduzida há 26 diasRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com 26 dias de Quetiapina, já é possível avaliar parte importante da resposta, mas eu ainda não consideraria necessariamente encerrada a avaliação. Em transtornos ansiosos, quando utilizada como adjuvante, costuma ser razoável observar a evolução ao longo de aproximadamente 4 a 8 semanas em uma dose estável, sempre considerando que 50 mg é uma dose baixa e que parte do benefício nessa faixa pode decorrer da melhora do sono e da redução da hiperativação.
No seu relato há um dado particularmente importante: já ocorreu melhora significativa de evitação, sono, apetite, funcionalidade e humor. Portanto, a presença residual de desrealização ou tremores leves não significa necessariamente que o tratamento esteja falhando. Alguns sintomas associados à hipervigilância podem desaparecer mais lentamente que os sintomas mais intensos da crise.
A retirada do Frontal (alprazolam), entretanto, não precisa necessariamente esperar que todos os sintomas desapareçam. A decisão depende principalmente de a melhora estar suficientemente estável e de você conseguir tolerar pequenas oscilações de ansiedade sem precisar recorrer ao benzodiazepínico. Após uso diário por várias semanas, a retirada deve ser gradual, pois uma redução rápida pode produzir ansiedade de rebote, tremores, insônia e outras manifestações de abstinência que podem ser confundidas com retorno do transtorno original.
Assim, com quase 4 semanas de Quetiapina e uma curva consistente de melhora, este já é um momento bastante razoável para o psiquiatra reavaliar se há estabilidade suficiente para começar a retirada progressiva do alprazolam. Não existe, porém, um número de dias que garanta que a Quetiapina "proteja" contra a retirada do Frontal.
Outro ponto importante é que a Venlafaxina 225 mg continua sendo a medicação de base. A Quetiapina pode estar contribuindo para a estabilização, mas o objetivo não deve ser simplesmente substituir farmacologicamente o alprazolam por Quetiapina. A evolução global e a capacidade de permanecer funcional apesar dos sintomas residuais são parâmetros mais úteis para decidir o momento da retirada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?
Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode acontecer. Nas primeiras semanas de tratamento com alguns antidepressivos, algumas pessoas apresentam aumento transitório da ansiedade, inquietação ou até crises de ansiedade antes que o efeito terapêutico completo apareça.
Com 15 dias, ainda pode ser cedo para avaliar a resposta definitiva ao tratamento. Entretanto, é importante informar ao médico que prescreveu a medicação, principalmente se as crises forem intensas, estiverem piorando ou forem diferentes das anteriores. Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
-
Tenho laudo neuropsicologico, diagnosticada com autismo nivel 1. Eu tenho direito de solicitar o lau
Tenho laudo neuropsicologico, diagnosticada com autismo nivel 1.
Eu tenho direito de solicitar o laudo médico em uma consulta?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O laudo neuropsicológico não estabelece, por si só, um diagnóstico médico de autismo. O diagnóstico médico é resultado de uma avaliação clínica pormenorizada, na qual o médico investiga os sintomas, história do desenvolvimento e diagnósticos diferenciais para confirmar ou afastar a hipótese de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A avaliação neuropsicológica pode ser solicitada pelo médico quando ele considerar que seus resultados acrescentarão informações úteis à avaliação ou ao planejamento terapêutico, mas não é obrigatória para o diagnóstico de TEA.
Portanto, a emissão de um laudo médico com diagnóstico de autismo somente deve ocorrer quando, após sua própria avaliação, o médico tiver elementos clínicos suficientes para estabelecer esse diagnóstico.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
-
Tomo escitalopram de 20 mg estou engordando muito,gostaria de saber se ele engorda? A médica mudou p
Tomo escitalopram de 20 mg estou engordando muito,gostaria de saber se ele engorda? A médica mudou p desvenfalexina mas tô com medo de tomar e continuar engordando,qual seria um medicamento que não engordasse como antidepressivo sem ser fluoxetina,bupropiona não me deu bem,nem sertralina tbm não.Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O Escitalopram pode contribuir para aumento de peso, principalmente durante tratamentos mais prolongados. Isso não acontece com todas as pessoas, mas, se o ganho começou após o medicamento e está sendo significativo, faz sentido sua médica considerar uma alternativa.
A Desvenlafaxina, em geral, apresenta menor tendência ao ganho de peso do que alguns antidepressivos serotoninérgicos, como o Escitalopram. Portanto, o fato de você ter engordado com Escitalopram não significa que continuará engordando com Desvenlafaxina. Algumas pessoas inclusive permanecem com o peso estável durante o tratamento.
Não existe, entretanto, um antidepressivo que possa garantir que não haverá ganho de peso. Entre os medicamentos considerados mais neutros em relação ao peso estão Bupropiona — que você já tentou e não tolerou —, Vortioxetina e, em muitos pacientes, Desvenlafaxina. A escolha, porém, não deve ser feita apenas pelo peso: depende do diagnóstico, dos sintomas predominantes, dos tratamentos anteriores e dos efeitos colaterais apresentados por cada pessoa.
Outro ponto importante é avaliar se todo o aumento de peso realmente decorre do antidepressivo. Alterações do apetite, melhora da ansiedade, compulsão alimentar, sedentarismo, sono inadequado, hipotireoidismo e outros fatores metabólicos também podem contribuir.
Como sua médica já optou pela Desvenlafaxina, eu conversaria com ela sobre seu receio antes de desistir da troca. Acompanhar peso, circunferência abdominal e apetite nas primeiras semanas e meses permite avaliar objetivamente como seu organismo está respondendo, em vez de presumir que acontecerá o mesmo que ocorreu com o Escitalopram.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Olá, a despersonalização é uma sensação constante de desconexão da mente, dos próprios pensamentos?!
Olá, a despersonalização é uma sensação constante de desconexão da mente, dos próprios pensamentos?!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a despersonalização pode causar uma sensação de desconexão de si mesmo, dos próprios pensamentos, emoções ou até do próprio corpo. Algumas pessoas descrevem como se estivessem observando a si mesmas “de fora” ou funcionando no automático.
É importante diferenciar despersonalização de desrealização, na qual a sensação de estranheza ou irrealidade está mais relacionada ao ambiente ao redor. Esses sintomas podem aparecer associados à ansiedade intensa, crises de pânico, estresse e outras condições, mas quando persistentes merecem avaliação psiquiátrica para esclarecer a causa e orientar o tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
-
Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an
Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha ansiedade de base está média (ainda tenho sintomas de ansiedade social, etc); o Venvanse ajuda no foco, mas me deixa mais tenso, travado. E também estou com uma anedonia surreal, piorei muito nos últimos dias! Queria saber o que pode estar contribuindo para essa anedonia e por que os sintomas de ansiedade ainda continuam médios…
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Há várias possibilidades, e eu evitaria atribuir essa anedonia intensa automaticamente a apenas um dos medicamentos.
A própria depressão pode se manifestar predominantemente como anedonia — perda da capacidade de sentir prazer, interesse ou recompensa — mesmo quando tristeza intensa não é o sintoma principal. Além disso, sintomas ansiosos persistentes podem manter o organismo em estado de tensão e hipervigilância, dificultando relaxamento, espontaneidade e prazer.
O Venvanse (lisdexanfetamina) acrescenta outra variável importante. Embora possa melhorar bastante foco, iniciativa e organização, em algumas pessoas pode aumentar tensão muscular, ansiedade, sensação de estar "travado", irritabilidade ou hiperativação. O fato de você perceber claramente maior tensão após tomá-lo é uma informação clínica relevante.
Também é preciso avaliar o Aripiprazol. Embora possa ser utilizado em baixas doses como estratégia de potencialização de antidepressivos, alterações recentes de motivação, prazer ou inquietação interna precisam ser analisadas em relação ao momento em que ele foi introduzido ou teve sua dose modificada. Mesmo doses pequenas podem produzir efeitos diferentes entre indivíduos.
Portanto, mais importante do que simplesmente aumentar a Vortioxetina — que já está em 20 mg — é reconstruir com seu psiquiatra a sequência temporal: quando começou a anedonia, quando cada medicamento foi introduzido ou modificado, em quais horários os sintomas pioram e como você se sente antes e depois do Venvanse. Essa cronologia muitas vezes ajuda a diferenciar sintoma residual do transtorno de efeito da própria estratégia farmacológica.
Como você descreve uma piora muito importante da anedonia nos últimos dias, eu anteciparia o contato com seu psiquiatra em vez de fazer ajustes por conta própria. E, se essa perda de prazer vier acompanhada de desesperança intensa, pensamentos de morte ou vontade de se machucar, procure atendimento imediatamente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Bom dia! Estava tomando lamotrigina 100mg há 13 dias e agora estou tomando 200mg há 6 dias, sendo 19
Bom dia! Estava tomando lamotrigina 100mg há 13 dias e agora estou tomando 200mg há 6 dias, sendo 19 dias no total que comecei o tratamento e até agora não senti melhora nenhuma.
É normal? Quanto tempo a lamotrigina demora pra começar a fazer efeito? Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, com apenas 19 dias de tratamento ainda é possível não perceber melhora significativa com a Lamotrigina.
Uma particularidade da Lamotrigina é que ela precisa ser aumentada gradualmente, principalmente para reduzir o risco de reações cutâneas graves. Por isso, diferentemente de alguns medicamentos, não faz muito sentido contar o tempo de resposta apenas desde o primeiro comprimido: é importante considerar também há quanto tempo você está em uma dose terapêutica adequada.
No seu caso, você está tomando 200 mg há apenas 6 dias. Dependendo do diagnóstico e do objetivo do tratamento, ainda pode ser cedo para avaliar adequadamente a resposta. Quando utilizada, por exemplo, na depressão bipolar, a melhora costuma ser gradual e pode levar várias semanas após a titulação.
Entretanto, um ponto merece atenção: passar para 100 mg e depois 200 mg em apenas 19 dias parece uma titulação relativamente rápida para alguém que esteja iniciando Lamotrigina sem uso prévio recente. O esquema adequado depende também de outros medicamentos utilizados, especialmente ácido valproico, que interfere significativamente no metabolismo da Lamotrigina. Portanto, confirme com seu psiquiatra se esse foi exatamente o esquema planejado para você.
E fique atento ao aparecimento de manchas ou erupções na pele, principalmente se acompanhadas de febre, feridas na boca, olhos irritados ou mal-estar. Nessa situação, procure avaliação médica imediatamente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Meu cardiologista passou o fluoxetina pra tomar, devido a pressão está alta, mais ele disse que é de
Meu cardiologista passou o fluoxetina pra tomar, devido a pressão está alta, mais ele disse que é devido a ansiedade. Não sinto pensamentos suicidas não. Apenas uma agonia no peito. Se eu tomar esse remédio vou ter esse pensamento suicida??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Tomar Fluoxetina não significa que você passará a ter pensamentos suicidas.
A Fluoxetina é um antidepressivo também muito utilizado no tratamento dos transtornos de ansiedade. Quando a ansiedade está contribuindo para sintomas físicos, como aperto ou “agonia” no peito, palpitações e até elevações da pressão arterial, tratar a ansiedade pode ajudar no controle desses sintomas.
A preocupação com pensamentos suicidas vem de uma advertência existente para os antidepressivos: principalmente em crianças, adolescentes e adultos jovens, pode ocorrer, em uma pequena parcela dos pacientes, aumento de pensamentos suicidas no início do tratamento ou após mudanças de dose. Isso não significa que o medicamento “coloque” ideias suicidas na cabeça de quem nunca as teve, e esse risco precisa ser analisado dentro do contexto de cada paciente.
Nas primeiras semanas, é mais comum ocorrerem outros efeitos, como náusea, alteração do sono, inquietação ou até um aumento transitório da ansiedade antes que o benefício terapêutico apareça.
Portanto, não deixe de iniciar um tratamento indicado pelo médico apenas pelo medo de desenvolver pensamentos suicidas. Faça o acompanhamento conforme orientado e, caso perceba uma mudança importante do comportamento, agitação muito intensa ou apareçam pensamentos de morte ou de se machucar que você não tinha anteriormente, comunique imediatamente ao médico.
E, mesmo quando a ansiedade parece explicar a “agonia no peito”, qualquer dor ou desconforto torácico novo, intenso ou diferente do habitual deve ser reavaliado clinicamente, especialmente se acompanhado de falta de ar, suor frio ou mal-estar importante.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Estou de 28 semanas com transtorno bipolar e crise de ansiedade e insônia eu tomo 700 de quetiapina
Estou de 28 semanas com transtorno bipolar e crise de ansiedade e insônia eu tomo 700 de quetiapina dividido em 3 doses ,sertralina 50 neozine 50 e 4 gotas de clonazepam ,quais os riscos pra minha bb no parto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível sua preocupação, mas é importante colocar os riscos em perspectiva: na gestação, muitas vezes o risco de uma descompensação importante do transtorno bipolar, ansiedade grave ou insônia também precisa ser considerado quando se avalia manter ou modificar medicamentos.
No seu caso, como está utilizando várias medicações — Quetiapina, Sertralina, Neozine (levomepromazina) e Clonazepam — o principal cuidado próximo ao parto é a possibilidade de o bebê apresentar efeitos transitórios após o nascimento, como sonolência, menor tônus muscular, dificuldade para mamar, alterações respiratórias ou sintomas de adaptação neonatal. O Clonazepam, principalmente quando utilizado próximo ao parto, merece atenção pelo potencial de sedação e depressão respiratória neonatal. Antidepressivos como a Sertralina também podem estar associados a uma síndrome de adaptação neonatal transitória.
Isso não significa que sua bebê necessariamente apresentará algum desses problemas. Entretanto, pela combinação de medicamentos e especialmente pela dose elevada de Quetiapina (700 mg/dia), considero importante que seu obstetra e seu psiquiatra trabalhem em conjunto durante o restante da gestação. A equipe da maternidade também deve conhecer todas as medicações e doses utilizadas para que a bebê possa ser adequadamente observada após o nascimento.
Não reduza nem suspenda nenhuma dessas medicações por conta própria na tentativa de proteger a bebê. Uma recaída do transtorno bipolar durante a gestação ou no período imediatamente após o parto também pode trazer riscos importantes para a mãe e para o recém-nascido.
Além disso, o período pós-parto merece planejamento especial no transtorno bipolar, pois é uma fase de maior vulnerabilidade para episódios de humor e psicose puerperal. O ideal é chegar ao parto já com um plano definido entre psiquiatria, obstetrícia e pediatria/neonatologia, incluindo também como será conduzida a medicação caso você pretenda amamentar.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Uso de neuleptil, risperidona e imaprimina. É normal ao invés de melhorar os sintomas de agressivida
Uso de neuleptil, risperidona e imaprimina.
É normal ao invés de melhorar os sintomas de agressividade e tiques,ter uma piora?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é o efeito esperado. Neuleptil (periciazina), Risperidona e Imipramina podem ser utilizados em diferentes situações clínicas, mas, se após a introdução ou ajuste das medicações houve piora da agressividade ou dos tiques, isso merece reavaliação médica.
Existem várias possibilidades. Alguns medicamentos podem provocar inquietação motora (acatisia), irritabilidade ou outros efeitos adversos que, principalmente em crianças e adolescentes ou em pessoas com dificuldade para expressar o desconforto, podem aparecer como aumento da agitação e da agressividade. A própria Imipramina, em determinadas pessoas, pode causar maior ativação, agitação ou irritabilidade.
No caso dos tiques, também é importante verificar se aquilo que está sendo percebido como "piora dos tiques" realmente corresponde a tiques ou se surgiram movimentos involuntários relacionados aos medicamentos. Risperidona e Neuleptil atuam sobre o sistema dopaminérgico e podem provocar efeitos motores que precisam ser diferenciados durante o exame clínico.
Além disso, uma piora não significa necessariamente que seja causada pelos medicamentos. Pode representar evolução do próprio transtorno, dose inadequada, interação entre diferentes sintomas ou até necessidade de rever o diagnóstico que orientou a prescrição.
Portanto, não aumente, diminua ou suspenda essas medicações por conta própria. O mais adequado é retornar ao psiquiatra e informar exatamente quando a piora começou em relação à introdução ou às mudanças das doses. Essa relação temporal costuma fornecer informações muito importantes para decidir se é necessário ajustar o tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Faz um tempo que eu tomo respiridona e dps de um tempo começou a sair um líquido amarelo do meu peit
Faz um tempo que eu tomo respiridona e dps de um tempo começou a sair um líquido amarelo do meu peito tem hora que só sai de um lado e tem hora que sai dos dois lado o que pode ser ? Devo me preocupar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode estar relacionado à Risperidona. Esse medicamento pode aumentar a produção de um hormônio chamado prolactina e provocar saída de secreção pelas mamas, fenômeno conhecido como galactorreia. Também podem ocorrer alterações menstruais, aumento das mamas e alterações da libido.
Entretanto, uma secreção amarelada, principalmente quando ocorre apenas de um lado em alguns momentos, não deve ser atribuída automaticamente à Risperidona. Existem outras causas de secreção mamilar que precisam ser descartadas.
Por isso, recomendo comunicar ao médico que prescreveu a Risperidona. Ele poderá solicitar a dosagem da prolactina e, dependendo das características da secreção, indicar também avaliação das mamas e outros exames. Não suspenda a Risperidona por conta própria, pois a interrupção abrupta pode provocar retorno ou agravamento dos sintomas que estavam sendo tratados.
Procure avaliação com maior brevidade se a secreção apresentar sangue, sair espontaneamente sem apertar a mama, vier sempre de apenas uma mama ou estiver acompanhada de caroço, retração do mamilo, alteração da pele ou dor importante.
Na maioria das vezes existe uma causa tratável, mas é um efeito que merece investigação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Estou tomando sertralina de 50 mg a 5 semanas, mais ainda tenho crise de ansiedade. Queria saber se
Estou tomando sertralina de 50 mg a 5 semanas, mais ainda tenho crise de ansiedade. Queria saber se a sertralina costuma demorar mesmo para atingir os efeitos terapêuticos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com 5 semanas de tratamento, ainda é possível apresentar crises de ansiedade, mesmo que a Sertralina esteja começando a fazer efeito.
Nos transtornos de ansiedade, a resposta aos antidepressivos costuma ser gradual. Algumas pessoas percebem melhora nas primeiras semanas, mas um efeito terapêutico mais consistente geralmente é avaliado após cerca de 6 a 8 semanas em uma dose adequada. Em determinados casos, pode ser necessário um período ainda maior.
Outro ponto importante é que 50 mg é uma dose terapêutica bastante utilizada, mas não necessariamente será a dose suficiente para todas as pessoas. A Sertralina possui uma faixa de doses relativamente ampla, e o psiquiatra pode realizar ajustes progressivos de acordo com a resposta e a tolerabilidade.
Também é interessante observar não apenas se as crises desapareceram completamente, mas se houve alguma mudança: estão menos frequentes? Menos intensas? Duram menos? Você consegue lidar melhor com elas? Essas melhoras parciais podem indicar que o tratamento está funcionando, embora ainda não tenha atingido seu resultado esperado.
Portanto, com 5 semanas, eu não concluiria simplesmente que a Sertralina "não funcionou". Esse é um bom momento para retornar ao psiquiatra e avaliar a evolução, a dose utilizada e a necessidade ou não de algum ajuste. E, nos transtornos de ansiedade, a associação com psicoterapia costuma aumentar a qualidade da resposta e ajudar a prevenir novas crises.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Comecei a tomar lítio, sertralina e bupropiona a um mês, e tenho tido falta de apetite desde então.
Comecei a tomar lítio, sertralina e bupropiona a um mês, e tenho tido falta de apetite desde então. Queria saber se posso tomar cobavital, junto com estes medicamentos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a falta de apetite pode estar relacionada ao tratamento, principalmente à bupropiona e, em algumas pessoas, à sertralina. Como os três medicamentos foram iniciados há apenas um mês, também é importante avaliar se esse efeito está diminuindo com a adaptação ao tratamento ou se está provocando perda de peso significativa.
O Cobavital® contém cobamamida e ciproeptadina. A ciproeptadina é um anti-histamínico que pode aumentar o apetite, mas também pode causar sonolência, tontura e redução da atenção. Além disso, por possuir ação antisserotoninérgica, não considero adequado simplesmente acrescentá-la por conta própria a um tratamento que inclui sertralina.
Mais importante: antes de utilizar um estimulante do apetite, seu psiquiatra deve avaliar por que você deixou de comer. Às vezes, é preferível ajustar a dose, o horário ou até a própria medicação responsável pelo efeito adverso, em vez de acrescentar outro medicamento apenas para compensá-lo.
Como você também está utilizando lítio, qualquer quadro com alimentação muito reduzida, vômitos, diarreia ou desidratação merece atenção especial, porque alterações no equilíbrio de água e sais do organismo podem aumentar a concentração do lítio e favorecer toxicidade.
Portanto, eu não iniciaria Cobavital sem conversar com o médico que prescreveu seu tratamento. Se estiver perdendo peso rapidamente ou praticamente não conseguindo se alimentar, antecipe essa avaliação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
O médico receitou 75 de Venlafaxina e 1 sedoxil junto com Venlafaxina de manhã e outro sedoxil à tar
O médico receitou 75 de Venlafaxina e 1 sedoxil junto com Venlafaxina de manhã e outro sedoxil à tarde. No primeiro dia que tomei foi ontem foi horrível. Tive de ir ao hospital. Vomitava muito desmaiava dificuldade em tudo adormecia palpitações. Como foi o primeiro dia a tomar o médico disse para parar e falar com o psiquiatra. Hoje após esse episódio não tomei nada e estou a passar o dia a dormir é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível permanecer com bastante sonolência no dia seguinte, principalmente porque o Sedoxil (mexazolam) é um benzodiazepínico e pode produzir sedação prolongada. Entretanto, o episódio que você descreve — vômitos intensos, desmaios, palpitações e sonolência importante a ponto de precisar ir ao hospital — não deve ser considerado simplesmente um efeito inicial “normal” do tratamento.
Como foi a primeira utilização, tanto a Venlafaxina quanto o Sedoxil podem ter contribuído para o mal-estar, mas é necessário avaliar qual medicamento teve maior participação e se houve queda da pressão, desidratação ou outra causa para os desmaios.
Você fez corretamente em procurar atendimento e, como o médico orientou suspender as medicações até conversar com o psiquiatra, siga essa orientação. Não tente reiniciá-las ou reduzir as doses por conta própria.
A sonolência residual pode diminuir progressivamente ao longo do dia. Porém, se você continuar excessivamente sonolenta, estiver difícil de despertar, voltar a desmaiar ou apresentar confusão, falta de ar, dor no peito, palpitações importantes ou novos episódios de vômitos, procure novamente um serviço de urgência.
Depois de uma reação dessa intensidade, o psiquiatra deverá reavaliar não apenas quais medicamentos utilizar, mas também as doses e a velocidade de introdução do tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Olá, vou começar a tomar escitalipram 20mg en vez de fluoxetina, posso ter um aumento de peso?
Olá, vou começar a tomar escitalipram 20mg en vez de fluoxetina, posso ter um aumento de peso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode haver aumento de peso com o escitalopram, mas isso não significa que necessariamente acontecerá com você. Tanto a fluoxetina quanto o escitalopram pertencem ao grupo dos antidepressivos ISRS, porém podem apresentar efeitos diferentes sobre apetite e peso.
Em tratamentos prolongados, o escitalopram apresenta alguma associação com ganho de peso, enquanto a fluoxetina tende a ser mais neutra nesse aspecto, especialmente no início do tratamento. Entretanto, a diferença costuma ser pequena e existe grande variação individual.
Também é importante não atribuir automaticamente qualquer aumento de peso ao medicamento. Quando a depressão ou a ansiedade melhoram, algumas pessoas recuperam o apetite, passam a comer melhor ou modificam sua rotina, o que também pode contribuir para mudanças no peso.
Um ponto que merece atenção é você mencionar que vai começar diretamente com 20 mg. Essa é uma dose terapêutica habitual, mas frequentemente o escitalopram é iniciado em doses menores e aumentado progressivamente, principalmente em pessoas sensíveis aos efeitos iniciais. Se a orientação foi iniciar diretamente com 20 mg, vale confirmar com o médico se foi exatamente essa a prescrição e como deverá ser feita a transição da fluoxetina para o escitalopram.
Não interrompa a fluoxetina nem faça a troca por conta própria, pois a fluoxetina permanece no organismo por bastante tempo e isso deve ser considerado pelo médico ao planejar a mudança.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Tomo brintellix (vortioxetina) 10mg à 4 semanas- à noite, aumentei a dose de 5mg para 10mg porque du
Tomo brintellix (vortioxetina) 10mg à 4 semanas- à noite, aumentei a dose de 5mg para 10mg porque durante o dia continua a sentir me muito ansiosa. No entanto continuo a acordar de manha com ansiedade e diarreia, apesar de em geral melhorar durante o dia. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, especialmente porque você está há apenas 4 semanas em tratamento e houve aumento recente da vortioxetina de 5 para 10 mg.
A diarreia pode ocorrer como efeito adverso da vortioxetina, embora náusea seja o efeito gastrointestinal mais frequente. Já a ansiedade ao despertar pode ter duas explicações principais: o transtorno de ansiedade ainda não estar suficientemente controlado ou, em algumas pessoas, haver uma ativação transitória associada ao antidepressivo. O fato de você melhorar progressivamente durante o dia também é uma informação importante para o psiquiatra avaliar.
Outro ponto é que as 4 semanas não foram necessariamente 4 semanas completas na dose de 10 mg. Quando há aumento da dose, costuma ser necessário algum tempo adicional para avaliar adequadamente a resposta à nova dose. Portanto, ainda pode haver melhora nas próximas semanas.
Eu não recomendaria novos aumentos ou mudanças no horário por conta própria. Se a ansiedade matinal e a diarreia continuarem, converse com seu psiquiatra para avaliar a evolução, a tolerabilidade e se é melhor aguardar, ajustar o horário ou modificar a estratégia terapêutica.
E vale lembrar: o objetivo do tratamento não é simplesmente fazer você "aguentar" os efeitos adversos, mas encontrar uma estratégia que controle a ansiedade preservando sua qualidade de vida.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acred
Eu não me sinto real, me assusta quando eu me lembro que eu existo de verdade e eu não consigo acredita que sim. Eu vivo no automático e a maior parte do tempo na minha própria cabeça. Odeio a companhia de pessoas e de depender de algum modo, mas ao mesmo tempo sou muito dependente emocional. Eu não me sinto louca, mas sei que tem algo de errado comigo. Tão errado que fico até sem saber como procurar ajuda. Alguém pode me dar algum dica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece uma avaliação profissional, mas não significa necessariamente que esteja “ficando louca”. A sensação de não se sentir real, de viver no automático ou de estranhar a própria existência pode ocorrer em fenômenos chamados despersonalização e desrealização.
Essas experiências podem aparecer associadas a ansiedade intensa, depressão, traumas, estresse prolongado, alterações do sono e outros transtornos psiquiátricos. O fato de você perceber que essa experiência é estranha e conseguir questioná-la é uma informação importante, mas somente uma avaliação detalhada poderá esclarecer o que está acontecendo.
Também chama atenção a aparente contradição entre evitar a proximidade das pessoas e, ao mesmo tempo, sentir grande dependência emocional. Isso não é necessariamente contraditório: algumas pessoas desejam intensamente o vínculo, mas simultaneamente o vivenciam como ameaçador, frustrante ou difícil de tolerar. Compreender como esse padrão se desenvolveu pode ser uma parte importante do tratamento.
Eu começaria procurando um psiquiatra ou psicoterapeuta e contaria exatamente o que escreveu aqui. Você não precisa chegar à consulta sabendo explicar o que tem ou levando um diagnóstico pronto. Justamente uma das funções da avaliação psiquiátrica e psicoterápica é transformar experiências difíceis de descrever em uma compreensão clínica organizada.
E há tratamento. Dependendo da causa, pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a associação das duas abordagens. O próprio psiquiatra, quando possui formação em psicoterapia, também pode realizar o acompanhamento psicoterápico.
Se, além dessas sensações, surgirem pensamentos de morte, vontade de se machucar, perda importante do contato com a realidade ou incapacidade de cuidar de si mesma, procure atendimento de urgência.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Quais são os sintomas de quem tem crises focais? Para caracterizar uma crise focal deve apresentar q
Quais são os sintomas de quem tem crises focais? Para caracterizar uma crise focal deve apresentar quantos desses sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As crises epilépticas focais começam em uma região específica do cérebro e, por isso, podem produzir sintomas muito diferentes dependendo da área cerebral envolvida.
Entre as manifestações possíveis estão movimentos involuntários ou contrações de apenas uma parte do corpo; formigamentos ou alterações de sensibilidade; alterações visuais, auditivas, de cheiro ou gosto; sensação súbita de medo ou estranheza; déjà vu; sensação de “subida” no estômago; palpitações, náusea, sudorese ou outras manifestações autonômicas. Também podem ocorrer parada súbita da atividade, olhar fixo, dificuldade de responder e comportamentos automáticos, como mastigar, engolir, mexer nas roupas ou realizar movimentos repetitivos.
Algumas crises focais preservam completamente a consciência. Em outras, ocorre comprometimento da consciência e da capacidade de responder ao ambiente. Uma crise focal também pode se propagar para outras regiões cerebrais e evoluir para uma crise tônico-clônica bilateral.
Um ponto muito importante: **não existe um número mínimo de sintomas necessário para caracterizar uma crise focal**. Uma crise pode apresentar apenas uma manifestação. Por exemplo, episódios breves e estereotipados de contração de uma mão podem representar uma crise focal motora; em outro paciente, crises recorrentes podem se manifestar apenas por uma sensação epigástrica ascendente seguida de alteração da consciência.
Mais importante que contar sintomas é avaliar algumas características: início súbito, curta duração, repetição de episódios muito semelhantes entre si (estereotipia), relação dos sintomas com uma possível região cerebral e presença ou não de alteração da consciência. A história clínica detalhada, relatos de testemunhas e, quando possível, vídeos dos episódios são extremamente úteis. EEG e exames de imagem podem complementar a investigação, mas o diagnóstico não depende simplesmente de “ter X sintomas”.
Além disso, nem todo episódio de tremor, formigamento, desrealização, palpitação ou olhar parado representa epilepsia. Crises de pânico, síncope, enxaqueca, fenômenos dissociativos e crises psicogênicas não epilépticas podem produzir manifestações semelhantes. Por isso, episódios suspeitos devem ser avaliados por neurologista, idealmente com experiência em epilepsia.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
-
Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapi
Boa tarde. Por gentileza, há alguma estatística de qual o percentual de pacientes em uso da olanzapina (5mg) desenvolvem sindromes metabólicas ou ganho de peso? Antecipadamentre grato
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. Sim. A olanzapina está entre os antipsicóticos com maior potencial para causar ganho de peso e alterações metabólicas. Os percentuais variam bastante conforme dose, duração do tratamento e características individuais, mas estudos mostram que ganho de peso clinicamente significativo (≥7% do peso inicial) pode ocorrer em aproximadamente 20–40% dos adultos durante o tratamento, podendo aumentar com uso prolongado. Já a síndrome metabólica não possui um percentual único atribuível apenas à olanzapina, pois depende também de fatores prévios do paciente. Por isso, recomenda-se acompanhar peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico durante o tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
-
Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Carbolitium CR é uma formulação de liberação controlada do Carbonato de Lítio, desenvolvida para liberar a medicação de forma mais gradual ao longo do dia. Após a ingestão, ele é absorvido lentamente e, em média, permanece no organismo por cerca de 24 horas, motivo pelo qual, em alguns pacientes, pode ser utilizado em dose única diária.
Entretanto, isso não significa que após 24 horas ele seja completamente eliminado. A meia-vida do Lítio (tempo necessário para que a concentração no sangue caia pela metade) costuma variar entre 18 e 36 horas em adultos, podendo ser maior em idosos ou em pessoas com alteração da função renal. Assim, a eliminação completa pode levar vários dias após a suspensão da medicação.
A frequência ideal de administração (uma ou duas vezes ao dia) depende da dose, da litemia (concentração de lítio no sangue), da tolerabilidade e dos objetivos do tratamento. Estes fatores são individualizados para cada paciente e devem ser considerados ao definir o esquema terapêutico.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
Autor
Perguntas frequentes
-
Olá!! Faz 4 dias que fiz duas restaurações profundas nos dentes 14 e 15, estou tomando remedio, mas
Olá! É possível que uma restauração profunda cause uma sensibilidade ou dor…