Perguntas do paciente (621)
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Parei de fazer o desmame do carbonato de lítio tem uma semana quanto tempo para falta de foco ao lêr
Parei de fazer o desmame do carbonato de lítio tem uma semana quanto tempo para falta de foco ao lêr volta ao normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a dificuldade de concentração e de manter o foco na leitura pode melhorar após a suspensão do carbonato de lítio, mas não existe um prazo único para isso.
O lítio é um estabilizador do humor e, em algumas pessoas, pode estar associado à lentificação cognitiva, dificuldade de atenção ou sensação de "mente mais lenta". Quando esses sintomas são relacionados ao medicamento, a melhora costuma ocorrer de forma gradual após sua retirada.
Também é importante considerar que a dificuldade de foco pode estar relacionada ao próprio transtorno de base, à ansiedade, à depressão, à privação de sono ou a outras condições clínicas. Por isso, nem toda alteração da concentração após interromper o lítio é causada exclusivamente pelo medicamento.
Na prática, uma semana ainda é um período relativamente curto para avaliar a recuperação cognitiva. A evolução dos sintomas ao longo das próximas semanas é mais informativa do que a percepção nos primeiros dias.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar se a dificuldade de concentração está relacionada à retirada do lítio ou a outra causa. Não reinicie a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Sentralina da pensamentos ruins?
Sentralina da pensamentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, principalmente nas primeiras semanas de tratamento, embora não seja o efeito esperado para a maioria das pessoas.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e, no início do uso, pode causar uma fase de adaptação com aumento da ansiedade, inquietação e intensificação temporária de pensamentos negativos ou angustiantes. Em crianças, adolescentes e alguns adultos jovens, também existe um alerta para aumento de pensamentos suicidas no início do tratamento ou após mudanças de dose.
"Pensamentos ruins" podem significar preocupações excessivas, pensamentos intrusivos, medo de que algo ruim aconteça ou, em alguns casos, ideias de morte. Por isso, é importante identificar exatamente quais pensamentos estão ocorrendo e quando começaram.
Na prática, o surgimento ou a piora desses pensamentos após iniciar a sertralina merece sempre uma reavaliação clínica, pois pode estar relacionado tanto à adaptação ao medicamento quanto à evolução do próprio transtorno.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento o quanto antes para avaliar esses sintomas. Se os pensamentos envolverem desejo de morrer ou risco de se machucar, procure atendimento imediato.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Como o psiquiatra aborda as dificuldades de pertencimento social associadas ao Transtorno de Persona
Como o psiquiatra aborda as dificuldades de pertencimento social associadas ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As dificuldades de pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são abordadas por meio de uma avaliação ampla dos padrões emocionais, interpessoais e comportamentais que contribuem para esse sofrimento.
No TPB, a intensa sensibilidade à rejeição, o medo de abandono, a instabilidade da identidade e a dificuldade de regular as emoções podem fazer com que a pessoa se sinta frequentemente incompreendida, deslocada ou sem um sentimento consistente de pertencimento aos grupos sociais.
Essas dificuldades podem ser vividas como sensação de vazio, mudanças frequentes nos relacionamentos, conflitos interpessoais e alternância entre aproximação intensa e afastamento das pessoas. O diagnóstico diferencial é importante, pois experiências semelhantes também podem ocorrer em transtornos de ansiedade, depressão, trauma, autismo e outros transtornos de personalidade.
Na prática, o tratamento busca fortalecer a regulação emocional, desenvolver habilidades interpessoais e promover uma identidade mais estável. Em muitos casos, o melhor resultado é obtido pela integração entre psicofarmacologia, quando indicada para sintomas específicos, e psicoterapia, que pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Converse com o psiquiatra para uma avaliação individualizada, pois compreender a origem dessas dificuldades é um passo fundamental para definir a estratégia terapêutica mais adequada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e
Bom dia, iniciei escitalopram ontem 10mg, estou com o rosto queimando e vermelho, mas vai e volta e umas pinicadas no corpo, pode ser do remédio ou reação alérgica? Corre risco de choque anafilatico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que o escitalopram cause sensação de calor, vermelhidão no rosto e formigamentos ou "pinicadas" no início do tratamento. No entanto, também é importante considerar a possibilidade de uma reação alérgica.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS e, nas primeiras doses, pode provocar uma fase de adaptação com rubor (vermelhidão), sensação de calor, aumento da ansiedade e alterações da sensibilidade da pele. Esses sintomas costumam ser leves e transitórios.
As "pinicadas" podem corresponder a parestesias (alterações da sensibilidade), enquanto o rosto vermelho pode representar apenas rubor passageiro. Já uma reação alérgica costuma ser acompanhada de urticária (placas elevadas e que coçam), inchaço de lábios, língua ou garganta, dificuldade para respirar ou engolir.
Na prática, apenas vermelhidão intermitente e pinicadas não são os sinais mais típicos de choque anafilático. O que merece atenção é o aparecimento de inchaço importante, falta de ar, chiado no peito ou queda da pressão, situações que exigem atendimento médico imediato.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para relatar esses sintomas e definir se eles são compatíveis com uma fase de adaptação ou se há necessidade de reavaliar a medicação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Por que as relações sociais podem ser vividas como “tudo ou nada”, sob a ótica da psiquiatria, espec
Por que as relações sociais podem ser vividas como “tudo ou nada”, sob a ótica da psiquiatria, especialmente no contexto do transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as relações sociais podem ser vividas de forma "tudo ou nada" devido à dificuldade de integrar, ao mesmo tempo, aspectos positivos e negativos de si mesmo e das outras pessoas.
Essa instabilidade está relacionada a alterações na regulação emocional, impulsividade e sensibilidade ao medo de abandono. Como consequência, é comum alternar rapidamente entre idealizar alguém como "perfeito" e, diante de uma frustração, passar a percebê-lo como "ruim" ou "decepcionante". Na psicodinâmica, esse fenômeno é conhecido como cisão (splitting).
Na prática, essa forma de perceber os relacionamentos pode ser vivenciada como mudanças bruscas de sentimentos, conflitos frequentes, dificuldade em tolerar frustrações e intenso sofrimento emocional diante de situações que outras pessoas considerariam menores.
O diagnóstico diferencial é importante, pois conflitos interpessoais também podem ocorrer em ansiedade, transtornos do humor e outros transtornos de personalidade. No TPB, porém, esse padrão tende a ser persistente, intenso e associado à instabilidade da identidade, das emoções e dos vínculos.
O tratamento combina, quando necessário, psicofarmacologia para sintomas específicos e psicoterapia, que pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, conforme as necessidades de cada paciente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Escitaloprám 10mg pela manhã e ciclobenzaprina 5mg a noite é seguro
Escitaloprám 10mg pela manhã e ciclobenzaprina 5mg a noite é seguro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos a associação de escitalopram 10 mg pela manhã com ciclobenzaprina 5 mg à noite pode ser utilizada com segurança, desde que tenha sido prescrita e acompanhada pelo psiquiatra ou pelo médico responsável.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, enquanto a ciclobenzaprina é um relaxante muscular com ação no sistema nervoso central. A combinação pode aumentar a sonolência, tontura e reduzir os reflexos. Além disso, embora seja incomum, ambos possuem ação sobre o sistema serotoninérgico, o que exige atenção para sintomas como agitação intensa, tremores, febre, sudorese excessiva e contrações musculares involuntárias.
Na prática, a maioria das pessoas não apresenta complicações importantes com essa associação, mas o risco depende da dose, de outros medicamentos em uso e das condições clínicas de cada paciente.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de iniciar ou manter essa combinação, especialmente se surgirem efeitos adversos ou se você utilizar outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando fluoxetina tem em torno de 24 dias estou gestante,me sinto ainda deprimida e estou ain
Estou tomando fluoxetina tem em torno de 24 dias estou gestante,me sinto ainda deprimida e estou ainda tendo crises de ansiedade devo procurar o meu psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com cerca de 24 dias de uso da fluoxetina, ainda é possível que o efeito terapêutico não tenha sido pleno, mas a persistência de sintomas depressivos e crises de ansiedade merece reavaliação.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e costuma agir de forma gradual. Nas primeiras semanas, algumas pessoas ainda apresentam ansiedade, tristeza, desânimo ou oscilações do humor antes de ocorrer uma melhora mais consistente.
Sentir-se deprimida, manter crises de ansiedade e perceber que os sintomas continuam interferindo no bem-estar são sinais de que a resposta ao tratamento ainda pode estar incompleta. Durante a gestação, também é importante considerar as alterações hormonais e emocionais, que podem influenciar a intensidade dos sintomas.
Na prática, a ausência de melhora completa após 24 dias não significa necessariamente que a fluoxetina não funcionará, mas indica que a evolução clínica deve ser reavaliada.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar sua evolução e definir se a estratégia atual deve ser mantida ou ajustada, especialmente durante a gestação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Eu gostaria muito de tentar entender o que sinto de verdade, porém ja busquei todo tipo de refúgio,
Eu gostaria muito de tentar entender o que sinto de verdade, porém ja busquei todo tipo de refúgio, terapia, e sempre volto a estaca zero de novo. Todos os dias começo a chorar de repente, sentindo que nunca vou conseguir resolver isso dentro de mim.....gostaria de ter uma luz?!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece uma avaliação cuidadosa. Chorar com frequência, sentir um sofrimento persistente e a impressão de "sempre voltar à estaca zero" não significa que seu caso não tenha solução, mas indica que talvez seja necessário reavaliar o diagnóstico e a estratégia de tratamento.
Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos relacionados a traumas, transtornos de personalidade ou até à associação de mais de um quadro. Por isso, quando um tratamento não traz o resultado esperado, nem sempre o problema é a pessoa; muitas vezes é preciso revisar a hipótese diagnóstica e o plano terapêutico.
A sensação de que "nada funciona" pode traduzir desânimo, desesperança ou exaustão emocional. Na prática, isso costuma ser um sinal de que o sofrimento merece uma nova abordagem, e não de que ele seja permanente.
Em muitos casos, o melhor resultado é obtido pela integração entre psicofarmacologia, quando indicada, e psicoterapia, que pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Converse com um psiquiatra para uma reavaliação completa do seu caso. Quando persistimos na investigação e individualizamos o tratamento, frequentemente encontramos caminhos que antes não haviam sido explorados.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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A quetiapina me ajuda a dormir, mas estou preocupada com o ganho de peso e aumento do apetite. Exist
A quetiapina me ajuda a dormir, mas estou preocupada com o ganho de peso e aumento do apetite. Existe alguma alternativa que tenha menos impacto no peso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existem medicamentos que podem ajudar no sono e, em alguns pacientes, apresentam menor risco de ganho de peso e aumento do apetite do que a quetiapina.
A quetiapina é um antipsicótico que bloqueia receptores histamínicos (H1) e serotoninérgicos (5-HT2C), mecanismos que contribuem tanto para o efeito sedativo quanto para o aumento do apetite e do peso em parte dos pacientes.
O ganho de peso não ocorre com todas as pessoas e depende da dose, do tempo de uso, da alimentação, da atividade física e de fatores individuais. Além disso, outros medicamentos utilizados para insônia ou ansiedade também podem apresentar efeitos adversos diferentes, de modo que não existe uma alternativa ideal para todos.
Na prática, a escolha da medicação deve considerar o motivo da prescrição da quetiapina, o perfil de efeitos colaterais e o risco-benefício para cada paciente. Em alguns casos, também é possível investir em estratégias não medicamentosas para melhorar o sono, reduzindo a necessidade de doses maiores de sedativos.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de substituir a quetiapina. Existem alternativas que podem ter menor impacto sobre o peso, mas a decisão deve ser individualizada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quais são os sintomas do transtorno bipolaridade o tratamento?
Quais são os sintomas do transtorno bipolaridade o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno bipolar é caracterizado pela alternância de episódios de depressão e de elevação anormal do humor, chamados de mania ou hipomania, intercalados por períodos de estabilidade.
Nos episódios depressivos podem ocorrer tristeza intensa, perda de interesse ou prazer (anedonia), cansaço, alterações do sono e do apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa e, em alguns casos, pensamentos de morte. Já nos episódios de mania ou hipomania podem surgir aumento da energia, redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento, fala excessiva, maior autoconfiança, impulsividade, irritabilidade e envolvimento em comportamentos de risco.
Esses sintomas podem ser percebidos como mudanças importantes de humor, energia e comportamento que interferem na vida pessoal, familiar e profissional. O diagnóstico diferencial é essencial, pois depressão, ansiedade, TDAH, transtorno de personalidade borderline e uso de substâncias podem apresentar manifestações semelhantes.
O tratamento costuma combinar estabilizadores do humor, como lítio, valproato ou lamotrigina, e, em situações específicas, antipsicóticos e antidepressivos, sempre com acompanhamento especializado. A psicoterapia também tem papel fundamental e pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, conforme as necessidades de cada paciente.
Na prática, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são os principais fatores para reduzir recaídas e preservar a qualidade de vida.
Converse com o psiquiatra para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado ao seu caso.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Levodropropizina interage com amitriptilina 75mg, Clonazepan 2mg e quetiapina 100mg. Estou tratando
Levodropropizina interage com amitriptilina 75mg, Clonazepan 2mg e quetiapina 100mg. Estou tratando ansiedade e depressão e o médico me prescreveu esse medicamento mais esqueci de avisar que tomo esses outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, a levodropropizina não apresenta uma interação medicamentosa importante com a amitriptilina, o clonazepam ou a quetiapina. No entanto, essa combinação pode aumentar a sonolência, a tontura e a redução dos reflexos em algumas pessoas.
A levodropropizina é um antitussígeno (medicamento para tosse). Já a amitriptilina, o clonazepam e a quetiapina podem causar sedação por mecanismos diferentes. Quando utilizados em conjunto, esses efeitos podem se somar, aumentando o risco de sonolência, dificuldade de concentração e quedas, especialmente em idosos.
Isso pode ser percebido como maior indisposição, sensação de "cabeça pesada", lentificação do raciocínio ou dificuldade para realizar atividades que exijam atenção, como dirigir.
Na prática, o fato de você ter esquecido de informar esses medicamentos ao médico não significa que a associação seja contraindicada, mas essa informação é importante para que ele avalie o risco-benefício e oriente a melhor forma de uso.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento e também com o médico que prescreveu a levodropropizina para confirmar se a associação é a mais adequada para o seu caso. Evite consumir bebidas alcoólicas e tenha cautela ao dirigir ou operar máquinas enquanto estiver utilizando esses medicamentos.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não existe uma interação medicamentosa clinicamente importante entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan® (bromazepam) 1 mg.
A ezetimiba é utilizada para reduzir a absorção intestinal de colesterol, enquanto o bromazepam é um benzodiazepínico indicado para ansiedade. Como atuam por mecanismos diferentes, não há uma interação farmacológica relevante esperada entre eles.
Entretanto, isso não significa que qualquer sintoma apresentado durante o uso dos dois medicamentos seja causado pela associação. Sonolência, tontura e redução dos reflexos são efeitos esperados do bromazepam, enquanto a ezetimiba pode causar efeitos adversos próprios, embora geralmente seja bem tolerada.
Na prática, quando surgem sintomas após iniciar dois medicamentos, é importante avaliar a relação temporal com cada um deles e considerar outras condições clínicas, em vez de atribuir automaticamente o quadro a uma interação.
Converse com o psiquiatra que acompanha o uso do Lexotan e com o médico responsável pelo tratamento do colesterol se surgirem sintomas persistentes ou se houver necessidade de introduzir outros medicamentos.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não é recomendado consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento com Sentri® (sertralina) 50 mg.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS. Embora o álcool não costume provocar uma interação medicamentosa grave com a sertralina, ele pode aumentar sonolência, tontura, prejuízo da atenção e da coordenação motora. Além disso, o álcool pode piorar sintomas de ansiedade e depressão, reduzindo a eficácia do tratamento.
Algumas pessoas não percebem alterações importantes após pequenas quantidades de álcool, enquanto outras apresentam piora do humor, maior ansiedade ou sedação. Essa resposta é bastante individual.
Na prática, durante o tratamento da ansiedade ou da depressão, evitar bebidas alcoólicas costuma ser a opção mais segura, especialmente no início do uso da sertralina ou durante ajustes de dose.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de consumir bebidas alcoólicas. Não interrompa a sertralina para beber.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É c
Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É comum estar sentindo mais calma, tranquilidade, não estar sentindo mais pânico e desespero e uma diminuição significativa no impulso de fazer compulsões? Isso já é normal aos 25 dias de tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com 25 dias de uso do Pondera XR® 25 mg (paroxetina de liberação prolongada), já é possível perceber uma redução da ansiedade, do desespero e do impulso de realizar compulsões, mesmo que o tratamento ainda não tenha atingido seu efeito máximo.
A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e aumenta a disponibilidade de serotonina. No transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é comum que a melhora ocorra de forma gradual: inicialmente reduzem-se a ansiedade e o sofrimento associados às obsessões, e, posteriormente, tende a diminuir a frequência e a intensidade das obsessões e compulsões.
Sentir-se mais calmo, com menos pânico e menor urgência para realizar compulsões sugere que o tratamento pode estar começando a produzir efeito. No TOC, entretanto, a resposta completa costuma levar mais tempo do que em outros transtornos de ansiedade, e muitas vezes são necessários ajustes de dose e associação com psicoterapia.
Na prática, uma melhora parcial nas primeiras quatro semanas é um achado encorajador e não significa que esse seja o resultado final do tratamento.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar essa evolução e definir se a estratégia atual deve ser mantida ou ajustada. Não modifique as medicações por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagr
Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagreci quase 5kg em menos de duas semanas.
senti uma recaída em questão a depressão pode ser isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, embora não seja um efeito comum, algumas pessoas podem apresentar aumento do apetite durante o uso do Ansitec® (buspirona). Da mesma forma, após sua suspensão, pode ocorrer redução do apetite e perda de peso, mas uma perda de quase 5 kg em menos de duas semanas merece investigação e não deve ser atribuída automaticamente à interrupção da medicação.
A buspirona é um ansiolítico que atua principalmente nos receptores serotoninérgicos 5-HT1A e, em geral, tem pouco impacto sobre o peso corporal. Alterações importantes do apetite também podem estar relacionadas à ansiedade, à depressão, a mudanças alimentares ou a outras condições clínicas.
A perda de peso pode refletir diminuição do apetite, enquanto a sensação de recaída da depressão pode se manifestar por tristeza, desânimo, perda de interesse, redução do apetite e da energia. A relação temporal com a suspensão do Ansitec é uma informação importante, mas, isoladamente, não confirma que ela seja a causa.
Na prática, perda rápida de peso associada ao retorno de sintomas depressivos deve motivar uma reavaliação do quadro clínico.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a causa da perda de peso e dos sintomas depressivos antes de qualquer mudança na medicação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais com
Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais como pensamentos acelerados. Já tomei vários antidepressivos e combinações como quetiapina e risperidona. Agora tomo pregabalina 75 de manhã e 75 a noite a 3 dias. Eu vejo perigo em quase tudo então é só ansiedade. A pregabalina é eficaz pra esse caso persistente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A pregabalina pode ser eficaz para ansiedade persistente e sintomas residuais, como preocupação excessiva, hipervigilância (estar sempre em alerta) e pensamentos acelerados, especialmente quando a resposta aos antidepressivos foi apenas parcial.
A pregabalina atua reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios por meio da ligação à subunidade α2δ dos canais de cálcio. Com isso, pode diminuir a intensidade da ansiedade, da tensão física e da sensação constante de que "algo ruim vai acontecer". Diferentemente da sertralina, ela não atua principalmente sobre a serotonina, sendo uma estratégia complementar em alguns pacientes.
O fato de você "ver perigo em quase tudo" pode refletir hipervigilância e preocupação excessiva, sintomas comuns no transtorno de ansiedade generalizada. Como você já obteve melhora das crises com a sertralina, mas permanecem sintomas residuais, a associação da pregabalina faz parte de uma estratégia utilizada na prática clínica.
Na prática, com apenas três dias de uso, ainda é cedo para concluir se ela será eficaz. Embora algumas pessoas percebam benefício já na primeira semana, a resposta costuma se tornar mais evidente ao longo das semanas seguintes.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a evolução clínica e a necessidade de ajustes de dose. Não interrompa nem aumente a pregabalina por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) caracteriza-se principalmente por um padrão persistente de instabilidade emocional, nos relacionamentos, na autoimagem e no controle dos impulsos.
Na prática, a pessoa pode apresentar emoções muito intensas e rapidamente variáveis, medo acentuado de abandono, relações interpessoais instáveis, sensação de vazio, raiva intensa, impulsividade e mudanças importantes na forma como percebe a si mesma e aos outros.
Esses sintomas podem ser vividos como “explosões emocionais”, dificuldade de se acalmar após conflitos, alternância entre idealização e decepção nas relações, sensação de não saber quem se é ou mudanças frequentes de objetivos e valores. Em períodos de estresse, também podem ocorrer sintomas dissociativos ou ideias de perseguição transitórias.
O diagnóstico é clínico e exige avaliar a persistência desse padrão ao longo do tempo e em diferentes contextos. Ansiedade, depressão, transtorno bipolar, TDAH, traumas e outros quadros podem apresentar sintomas parcialmente semelhantes e precisam ser considerados no diagnóstico diferencial.
No TPB, não basta existir instabilidade emocional isolada: é o conjunto, a persistência e o impacto funcional dos sintomas que definem o quadro.
Se houver suspeita de TPB, a avaliação deve ser realizada por um psiquiatra, com análise cuidadosa da história clínica e dos diagnósticos diferenciais.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área admini
Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área administrativa .Pergunto de um modo geral e também levando em consideração a memória e a atenção.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. De modo geral, muitas pessoas que utilizam olanzapina e ácido valproico conseguem exercer atividades profissionais, inclusive na área administrativa. O impacto sobre memória, atenção e desempenho cognitivo varia de uma pessoa para outra.
A olanzapina é um antipsicótico que pode causar sonolência, lentificação do pensamento e redução da atenção, principalmente no início do tratamento ou após aumento da dose. Já o ácido valproico é um estabilizador do humor que também pode provocar sonolência, tremores e, em alguns pacientes, sensação de lentificação cognitiva. Quando utilizados em conjunto, esses efeitos podem ser mais perceptíveis.
A dificuldade de memória e concentração também pode estar relacionada ao próprio transtorno psiquiátrico, à qualidade do sono, à ansiedade, à depressão ou a outros medicamentos. Em muitos casos, quando a doença fica bem controlada, o desempenho cognitivo melhora apesar do uso das medicações.
Na prática, o objetivo do tratamento é encontrar o melhor equilíbrio entre controle dos sintomas e preservação do funcionamento. Muitas pessoas conseguem desempenhar atividades administrativas, estudar e trabalhar normalmente após a fase de adaptação e com ajustes individualizados da dose.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento caso perceba prejuízo persistente da memória, da atenção ou do rendimento no trabalho. Em alguns casos, ajustes na dose, no horário de administração ou na estratégia terapêutica podem melhorar esses sintomas.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnostica
Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnosticado com TOC e faco o uso de venlanfaxina, risperidona, litio e quetiapina.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os medicamentos mais utilizados para o tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são os antidepressivos que aumentam a disponibilidade de serotonina, principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, escitalopram e citalopram. Outra opção com eficácia comprovada é a clomipramina, um antidepressivo tricíclico.
Esses medicamentos reduzem gradualmente a intensidade das obsessões (pensamentos intrusivos e repetitivos) e das compulsões (comportamentos ou rituais realizados para aliviar a ansiedade). No TOC, é comum serem necessárias doses mais elevadas e um tempo de tratamento mais prolongado do que em outros transtornos de ansiedade.
Quando a resposta é parcial, o psiquiatra pode associar outros medicamentos, como antipsicóticos em baixas doses, por exemplo, a risperidona ou a quetiapina, especialmente em casos mais resistentes. O lítio e a venlafaxina não são considerados tratamentos de primeira linha para o TOC, mas podem ser indicados quando existem outros diagnósticos associados, como transtorno bipolar, depressão, ansiedade ou outras condições que influenciam a escolha do tratamento.
Na prática, o objetivo não é apenas reduzir os sintomas, mas alcançar melhora funcional e qualidade de vida. Além da psicofarmacologia, a psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) é um dos pilares do tratamento e pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, conforme as necessidades de cada paciente.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para compreender o motivo de cada medicação do seu esquema terapêutico e avaliar periodicamente sua eficácia.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Oi.tomei escitalopram de 10mg por um mês, daí houve uma piora. A médica aumentou para 20mg. Fiquei s
Oi.tomei escitalopram de 10mg por um mês, daí houve uma piora. A médica aumentou para 20mg. Fiquei super bem. Agora depois de 1 mês ,estou me sentindo um pouco ansiosa novamente. Não tão forte qto antes. Porém não estou tão bem mais. É normal isso? Estou esperando a consulta com a psiquiatra.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Isso pode acontecer e não significa, necessariamente, que o escitalopram tenha deixado de fazer efeito.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS e sua resposta pode oscilar ao longo do tratamento. É relativamente comum haver uma melhora inicial importante, seguida por um período de sintomas residuais ou pequenas oscilações da ansiedade, especialmente diante de situações de estresse ou durante a consolidação da resposta terapêutica.
O fato de você ainda estar melhor do que antes do aumento da dose é um dado importante. Essa sensação de estar "um pouco ansiosa", mas sem a intensidade anterior, pode indicar uma resposta parcial, e não uma falha do tratamento.
Na prática, após um mês na dose de 20 mg, ainda é possível ocorrerem oscilações. O mais importante é avaliar a tendência global da evolução, a frequência dos sintomas e o impacto na sua rotina antes de concluir que será necessário mudar a medicação.
Converse com a psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar sua evolução e decidir se a dose atual deve ser mantida ou se há necessidade de algum ajuste. Não altere a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…