Perguntas do paciente (621)
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Qual a importância da comunicação clara entre psiquiatra e paciente com Transtorno de Personalidade
Qual a importância da comunicação clara entre psiquiatra e paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A comunicação clara é um dos pilares do tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois favorece a construção de uma relação terapêutica segura, reduz mal-entendidos e contribui para uma melhor adesão ao tratamento. Pacientes com TPB costumam apresentar elevada sensibilidade a sinais de rejeição, críticas ou ambiguidades, fazendo com que mensagens pouco claras sejam facilmente interpretadas de forma negativa.
Durante a consulta, o psiquiatra procura utilizar uma linguagem objetiva, empática e consistente, explicando o diagnóstico, os objetivos do tratamento, o papel das medicações, as limitações da farmacoterapia e a importância da psicoterapia. Também esclarece que a evolução costuma ocorrer de forma gradual, com possíveis oscilações ao longo do processo, evitando expectativas irreais que possam gerar frustração e abandono do tratamento.
Uma comunicação eficaz também envolve validar o sofrimento do paciente sem reforçar interpretações distorcidas da realidade. O psiquiatra acolhe a experiência emocional, ao mesmo tempo em que estimula a reflexão, a mentalização e a busca de diferentes perspectivas para compreender os acontecimentos.
Além disso, estabelecer limites claros sobre formas de contato, manejo de crises, frequência das consultas e responsabilidades compartilhadas contribui para fortalecer a aliança terapêutica e reduzir conflitos decorrentes de expectativas não explicitadas.
Vale lembrar que o psiquiatra não atua apenas por meio da prescrição de medicamentos. Quando possui formação em psicoterapia, ele também pode utilizar a própria relação terapêutica como instrumento de tratamento, ajudando o paciente a desenvolver maior capacidade de regulação emocional, comunicação interpessoal e resolução de conflitos. Abordagens como a Terapia Baseada em Mentalização (MBT), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia do Esquema e a Psicoterapia Focada na Transferência (TFP) valorizam uma comunicação estruturada, consistente e colaborativa, favorecendo melhores resultados clínicos e uma relação terapêutica mais estável.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
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Como o psiquiatra lida com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que apresentam
Como o psiquiatra lida com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que apresentam resistência à medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resistência à medicação é uma situação relativamente frequente no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e deve ser compreendida de forma ampla, evitando interpretá-la como simples "falta de colaboração". O papel do psiquiatra é identificar os fatores que contribuem para essa resistência e construir, juntamente com o paciente, um plano terapêutico que favoreça a adesão.
O primeiro passo é compreender o motivo da resistência. Ela pode estar relacionada a efeitos colaterais, expectativas irreais em relação aos medicamentos, medo de dependência, experiências negativas com tratamentos anteriores, pensamento dicotômico ("ou o remédio resolve tudo ou não serve para nada"), dificuldade em confiar no profissional ou ao próprio padrão de instabilidade interpessoal característico do TPB.
Também é importante esclarecer que não existe um medicamento capaz de tratar o TPB em sua essência. A farmacoterapia é utilizada para aliviar sintomas específicos, como impulsividade, ansiedade, insônia, irritabilidade ou para tratar transtornos associados, como depressão ou transtornos de ansiedade. Explicar claramente esses objetivos ajuda a alinhar expectativas e reduz a frustração com o tratamento.
Durante o acompanhamento, o psiquiatra monitora continuamente a eficácia e a tolerabilidade das medicações, realiza ajustes quando necessário e procura estabelecer uma aliança terapêutica baseada na escuta, na validação do sofrimento e na tomada de decisão compartilhada. Essa relação de confiança é um dos principais fatores para melhorar a adesão.
Entretanto, é fundamental que o paciente compreenda que a medicação representa apenas uma parte do tratamento. A psicoterapia é considerada o principal recurso terapêutico para promover mudanças duradouras no funcionamento do TPB. Vale lembrar que o psiquiatra também pode realizar psicoterapia, desde que possua formação específica. Abordagens como a Terapia Baseada em Mentalização (MBT), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia do Esquema e a Psicoterapia Focada na Transferência (TFP) auxiliam o paciente a compreender melhor seu funcionamento emocional, fortalecer a regulação das emoções, melhorar a adesão ao tratamento e desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com os desafios do cotidiano.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva - Psiquiatra e Psicoterapeuta
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Tem duas semanas q tomei a depoprovera, e comecei sentir cólicas mas n houve menstruação 1 semana de
Tem duas semanas q tomei a depoprovera, e comecei sentir cólicas mas n houve menstruação 1 semana depois e sensação de barriga inchada, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser esperado. A Depo-Provera® (acetato de medroxiprogesterona) é um anticoncepcional injetável que pode provocar alterações no ciclo menstrual, principalmente nos primeiros meses de uso. Cólicas, sensação de barriga inchada, retenção de líquido e ausência de menstruação (amenorreia) estão entre os efeitos mais comuns.
Duas semanas após a aplicação, é possível que o organismo ainda esteja se adaptando à ação hormonal da medicação. Muitas mulheres apresentam irregularidade menstrual nos primeiros meses e, com o tempo, é comum que a menstruação diminua bastante ou até deixe de ocorrer.
Entretanto, se houver dor abdominal intensa, febre, sangramento importante ou suspeita de gravidez (especialmente se a injeção não foi aplicada corretamente ou no período recomendado), é importante procurar avaliação médica.
Na maioria dos casos, esses sintomas tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao anticoncepcional. Caso persistam ou causem muito desconforto, uma reavaliação poderá esclarecer se estão relacionados à Depo-Provera ou se existe outra causa ginecológica associada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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EM tele consultas com psiquiatras é possível a emissão de receita azul on line?
EM tele consultas com psiquiatras é possível a emissão de receita azul on line?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a teleconsulta com psiquiatra pode resultar na prescrição de medicamentos controlados, desde que haja avaliação médica adequada. Porém, no caso específico da chamada “receita azul”, a emissão eletrônica está passando por uma importante mudança regulatória no Brasil.
A Anvisa já regulamentou a receita azul eletrônica, mas sua implementação depende da integração dos sistemas de prescrição ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Quem toma anlodipino pode tomar amitriptilina? Quem já faz uso de anlodipino para hipertensão pode
Quem toma anlodipino pode tomar amitriptilina?
Quem já faz uso de anlodipino para hipertensão pode tomar amitriptilina para depressão?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em alguns casos, anlodipino e amitriptilina podem ser usados juntos, mas essa associação deve ser avaliada individualmente pelo médico. A amitriptilina pode causar queda da pressão arterial, tontura, sonolência e alterações da frequência cardíaca, efeitos que merecem atenção em quem já trata hipertensão.
Além disso, antes de usar amitriptilina para depressão, é importante considerar idade, doenças cardíacas, outros medicamentos e o próprio diagnóstico psiquiátrico. Portanto, não é uma combinação necessariamente proibida, mas exige prescrição e acompanhamento clínico.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Gostaria de saber se o risperidona e o fluoxetina pode causar olho seco e sensibilidade a luz? Pois
Gostaria de saber se o risperidona e o fluoxetina pode causar olho seco e sensibilidade a luz? Pois em mim está muito forte estes sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. Tanto a risperidona quanto a fluoxetina podem estar associadas, em algumas pessoas, a alterações visuais e ressecamento ocular. Entretanto, olho seco intenso e sensibilidade importante à luz não devem ser automaticamente atribuídos aos medicamentos, pois também podem ter causas oftalmológicas, neurológicas ou clínicas.
Como os sintomas estão fortes, recomendo avisar o médico que prescreveu as medicações e realizar avaliação oftalmológica, especialmente se houver dor ocular, olho vermelho, visão embaçada ou piora da visão. Não suspenda os medicamentos por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Tomava o Velija de 30 mg e meu médico passou para 60 mg. Tomei 30 comprimidos do Cimby de 60 mg e ao
Tomava o Velija de 30 mg e meu médico passou para 60 mg. Tomei 30 comprimidos do Cimby de 60 mg e ao comprar agora comprei a Duloxetina generica da Eurofarma. Estou sentindo desanimo e dores pelo corpo novamente. Pode ser adaptação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível perceber alguma mudança de tolerabilidade ao trocar entre marcas, mas o retorno do desânimo e das dores pelo corpo não deve ser atribuído automaticamente a um simples “período de adaptação”.
Velija, Cymbi e a duloxetina genérica da Eurofarma têm o mesmo princípio ativo: duloxetina. Esse antidepressivo atua principalmente aumentando a disponibilidade de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores envolvidos tanto na regulação do humor quanto na modulação da dor.
Embora medicamentos genéricos aprovados devam demonstrar equivalência ao medicamento de referência dentro dos critérios regulatórios, podem existir diferenças de formulação, excipientes e características de liberação. Algumas pessoas relatam perceber mudanças ao trocar de fabricante, mas também é importante considerar outras possibilidades: oscilação do próprio transtorno, retorno de sintomas depressivos ou dolorosos, uso irregular, interação com outros medicamentos ou até causas clínicas independentes.
Um dado particularmente útil é observar a relação temporal: os sintomas reapareceram logo após a troca para a duloxetina genérica ou já vinham retornando antes?
Se a piora coincidiu claramente com a mudança do fabricante e está persistindo, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento. Essa sequência temporal pode ajudar bastante a diferenciar coincidência de uma possível relação com a troca da formulação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Qual o momento certo para procurar um psiquiatra e iniciar uma medicação? Suspeito que tenho TOC e i
Qual o momento certo para procurar um psiquiatra e iniciar uma medicação? Suspeito que tenho TOC e isso impacta minha qualidade de vida, mas não sei se já estou em um nível em que devo buscar tratamento.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O momento de procurar um psiquiatra não depende apenas da “gravidade”, mas principalmente do impacto dos sintomas na sua vida. Se pensamentos repetitivos, dúvidas, rituais ou comportamentos compulsivos estão consumindo tempo, causando sofrimento ou prejudicando trabalho, estudos e relacionamentos, já vale uma avaliação.
No TOC, o diagnóstico correto é fundamental, pois nem todo pensamento repetitivo significa transtorno obsessivo-compulsivo. E procurar um psiquiatra não significa necessariamente iniciar medicação: em muitos casos, a psicoterapia tem papel central. A decisão deve ser individualizada após uma avaliação cuidadosa.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio Silva
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Olá booa Noitee! Meu filho tem 5 anos e recusa comida mesmo sem experimentar. Desde pequeno ofereç
Olá booa Noitee!
Meu filho tem 5 anos e recusa comida mesmo sem experimentar.
Desde pequeno ofereço de tudo é nada!
Já oferece tambem vitaminas mas sem sucesso.
Estou em uma situação desesperadora, pois meu filho vai fazer 6 e nao come nada so quer saber de besteira, Gostaria de uma orientação.
Estou procurando uma nutricionista seletiva mas além da consulta tem o tratamento a parte e as vezes fica inviável.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. A seletividade alimentar pode ser relativamente comum na infância, mas quando persiste até os 5 ou 6 anos, com grande restrição dos alimentos e impacto na alimentação da criança, merece uma avaliação mais detalhada.
É importante diferenciar uma fase normal do desenvolvimento de condições como o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE/ARFID), alterações sensoriais, ansiedade, dificuldades no desenvolvimento ou outras condições que podem levar a uma recusa persistente dos alimentos. O fato de ele rejeitar a comida antes mesmo de experimentar sugere que a dificuldade pode ir além de simplesmente "não gostar" do alimento.
Nessas situações, insistir, pressionar ou oferecer apenas os alimentos de preferência da criança costuma perpetuar o problema. O tratamento geralmente envolve uma abordagem multiprofissional, podendo incluir pediatra, nutricionista, psicólogo e, em alguns casos, avaliação com psiquiatra infantil, principalmente quando há suspeita de alterações comportamentais ou do neurodesenvolvimento.
Quanto mais precoce for a intervenção, maiores costumam ser as chances de ampliar o repertório alimentar e evitar prejuízos nutricicionais e sociais no futuro.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Faço uso do Donaren Retard 150mg/dia a 2 meses, e desde o início do tratamento venho tendo palpitaçõ
Faço uso do Donaren Retard 150mg/dia a 2 meses, e desde o início do tratamento venho tendo palpitações persistentes no coração todos os dias. O uso dessa medicação tem relação com as palpitações? Pois antes de iniciar a medicação eu não tinha esse problema.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O Donaren Retard 150 mg (trazodona de liberação prolongada) pode estar relacionado a palpitações, especialmente quando elas começaram após o início do tratamento.
A trazodona atua principalmente no sistema serotoninérgico, mas também possui efeitos sobre outros receptores que podem influenciar a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Entre os possíveis efeitos adversos estão palpitações, taquicardia (aceleração dos batimentos), tontura e queda da pressão ao se levantar.
No seu caso, o dado mais relevante é a relação temporal: você não apresentava palpitações antes, elas começaram com a introdução do Donaren Retard e persistem diariamente há dois meses. Isso aumenta a suspeita de relação com a medicação, embora não comprove causalidade.
Também é importante considerar outras causas, como ansiedade, alterações da tireoide, anemia, cafeína, outros medicamentos e arritmias cardíacas.
Na prática, palpitações persistentes não devem ser consideradas apenas uma “adaptação” sem investigação, principalmente quando surgem após o início de um medicamento.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a trazodona e a necessidade de investigação complementar. Não interrompa a medicação abruptamente por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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vou começar o tratamento com Sertralina e tenho medo de perder músculos e minha libido cair muito
vou começar o tratamento com Sertralina e tenho medo de perder músculos e minha libido cair muito. Posso perder?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a sertralina pode reduzir a libido em algumas pessoas, mas perda de massa muscular não é um efeito esperado ou típico do medicamento.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e aumenta a atividade da serotonina. Por esse mecanismo, pode causar diminuição do desejo sexual, dificuldade de excitação e atraso ou dificuldade para atingir o orgasmo. Esses efeitos variam bastante: algumas pessoas não apresentam alteração sexual e outras podem percebê-la de forma mais significativa.
Quanto aos músculos, a sertralina não costuma provocar perda direta de massa muscular. Alterações de peso, apetite, nível de atividade física, sono, ingestão de proteínas e o próprio quadro de depressão ou ansiedade podem influenciar indiretamente a composição corporal.
Também é importante lembrar que ansiedade e depressão podem reduzir libido, energia e desempenho físico; portanto, quando o tratamento melhora o quadro de base, algumas pessoas percebem justamente melhora da vida sexual e da disposição.
Na prática, o efeito final depende mais da resposta individual do que de uma consequência inevitável da sertralina.
Se ocorrer queda importante da libido ou mudança física persistente, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar alternativas sem interromper a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomo escitalopram a 3 meses e não melhorou nd devo fala com meu psiquiatra?
Tomo escitalopram a 3 meses e não melhorou nd devo fala com meu psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Após três meses de uso do escitalopram sem melhora perceptível, é importante conversar com seu psiquiatra para reavaliar o tratamento.
O escitalopram é um antidepressivo serotoninérgico (ISRS) e geralmente precisa de algumas semanas para produzir efeito terapêutico. Porém, a resposta depende da dose utilizada, regularidade do uso, diagnóstico e características individuais.
“Não melhorar nada” pode significar ausência real de resposta, dose insuficiente ou até necessidade de rever o diagnóstico e condições associadas, como ansiedade, transtorno bipolar, TDAH, alterações do sono ou outras causas clínicas.
Na prática, quando não há benefício após tempo e dose adequados, o mais importante não é apenas “esperar mais”, mas revisar a estratégia terapêutica.
Converse com seu psiquiatra para avaliar dose, diagnóstico e possíveis alternativas. Não aumente ou interrompa o escitalopram por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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A venlafaxina pode melhorar a concentração e o foco, ou pode atrapalhar?
A venlafaxina pode melhorar a concentração e o foco, ou pode atrapalhar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A venlafaxina pode tanto melhorar quanto, em algumas pessoas, atrapalhar temporariamente a concentração e o foco.
A venlafaxina é um antidepressivo que atua sobre serotonina e noradrenalina. Quando dificuldades de atenção estão relacionadas à depressão, ansiedade, ruminação mental ou baixa energia, o tratamento eficaz desses sintomas pode melhorar indiretamente a concentração, a clareza mental e o desempenho cognitivo.
Por outro lado, especialmente no início do tratamento ou após aumento da dose, algumas pessoas podem apresentar sonolência, insônia, ansiedade, agitação ou sensação de “mente confusa” (névoa mental), o que pode prejudicar o foco.
Também é importante diferenciar efeito colateral da própria doença de base. Depressão, ansiedade, privação de sono e TDAH podem causar dificuldade de concentração semelhante.
Na prática, a relação temporal é fundamental: saber se a dificuldade de foco começou após introduzir ou aumentar a venlafaxina, ou se já existia antes, ajuda a esclarecer a causa.
Se a alteração da concentração for intensa ou persistente, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar dose, tempo de uso e outras possíveis causas.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Qual o melhor horário para tomar a sertralina?
Qual o melhor horário para tomar a sertralina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um único melhor horário para tomar sertralina: a escolha depende principalmente de como cada pessoa reage ao medicamento.
A sertralina é um antidepressivo serotoninérgico (ISRS). Em algumas pessoas, pode causar maior ativação, ansiedade, inquietação ou insônia; nesses casos, o uso pela manhã costuma ser mais adequado. Em outras, provoca sonolência ou cansaço, podendo ser melhor tolerada à noite.
Sintomas como dificuldade para dormir, agitação matinal, sonolência durante o dia ou náusea ajudam a orientar o horário mais confortável.
Na prática, o melhor horário é aquele que reduz os efeitos colaterais e favorece a regularidade do tratamento. Também é importante manter a sertralina aproximadamente no mesmo horário todos os dias.
Se houver efeitos adversos importantes ou dúvida sobre mudar o horário, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de fazer alterações.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou a 2 meses e 2 dias tomando sertralina ainda sentindo cabeça oca tonturas e formigamento nos pé
Estou a 2 meses e 2 dias tomando sertralina ainda sentindo cabeça oca tonturas e formigamento nos pés. É normal? Conversar com pessoas me da uma certa irritabilidade. Isto é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após dois meses de uso da sertralina, tontura, sensação de “cabeça oca”, formigamento nos pés e irritabilidade ainda podem ocorrer, mas já não devem ser atribuídos automaticamente apenas à fase inicial de adaptação.
A sertralina é um antidepressivo serotoninérgico (ISRS) e pode causar tontura, alterações sensoriais, inquietação ou irritabilidade. Entretanto, após cerca de oito semanas, também é importante considerar outras possibilidades.
A sensação de “cabeça oca” pode corresponder a tontura, desrealização, névoa mental ou dificuldade de concentração. Já o formigamento nos pés (parestesia) pode estar relacionado à ansiedade, hiperventilação, efeitos medicamentosos ou causas clínicas e neurológicas. A irritabilidade ao conversar com pessoas também pode refletir ansiedade residual, ativação pelo antidepressivo ou o próprio transtorno de base.
Na prática, quando sintomas persistem por dois meses, o ponto central é diferenciar efeito colateral, resposta incompleta ao tratamento e uma causa independente da sertralina.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para revisar dose, evolução e possíveis diagnósticos diferenciais. Não interrompa a sertralina por conta própria.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quais sintomas são avaliados para se ter um diagnóstico de transtorno bipolar tipo II?
Quais sintomas são avaliados para se ter um diagnóstico de transtorno bipolar tipo II?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico de transtorno bipolar tipo II é baseado principalmente na presença de pelo menos um episódio de hipomania e um episódio de depressão maior, sem histórico de episódio maníaco completo.
Na hipomania, avaliam-se períodos de humor anormalmente elevado, expansivo ou irritável, acompanhados de sintomas como aumento de energia, menor necessidade de sono, fala aumentada, pensamentos acelerados, maior autoconfiança, distraibilidade, aumento de atividades e impulsividade.
Esses sinais podem ser percebidos como “ficar elétrico”, dormir pouco sem sentir cansaço, falar mais que o habitual, ter muitas ideias ao mesmo tempo ou assumir comportamentos incomuns. Já nos episódios depressivos podem ocorrer tristeza, perda de interesse ou prazer (anedonia), cansaço, alterações do sono e apetite, culpa e dificuldade de concentração.
O diagnóstico diferencial é fundamental, porque ansiedade, TDAH, transtorno de personalidade borderline, uso de substâncias e até variações normais do humor podem produzir sintomas semelhantes.
Na prática, o diagnóstico não depende apenas de “mudanças de humor”, mas da duração, intensidade, padrão episódico e mudança clara em relação ao funcionamento habitual da pessoa.
Se houver suspeita de transtorno bipolar tipo II, a avaliação deve ser realizada por um psiquiatra com análise detalhada da história clínica e da evolução ao longo do tempo.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa noite!:estou a 2 dias sentindo dores na lombar que vao pra frente da barriga e esta influenciand
Boa noite!:estou a 2 dias sentindo dores na lombar que vao pra frente da barriga e esta influenciando nas minhas pernas. Fui na emergência mas nao passaram nenhum exame .me deram dexametasona,tilatyl,tramadol na veia. Mas a dor continua. Quando vou levantar e virar na cama. E passaram pra casa pyridium e macrodantina. Tomei antibiótico a um mes pra infecção urinária. Mas acho que a medicação não fez efeito. Nao sei se volto na emergência novamente ou espero os remédios fazer efeito. Pois ja tive a 3 anos uma infecção séria no trato urinário..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, eu recomendaria uma nova avaliação médica. Dor lombar intensa irradiando para a parte da frente do abdômen, associada à dificuldade para se movimentar e ao antecedente de infecção urinária grave, merece investigação mais detalhada.
Embora uma infecção urinária possa causar dor lombar, especialmente quando acomete os rins (pielonefrite), outras condições também podem provocar sintomas semelhantes, como cálculo renal, problemas na coluna lombar ou outras doenças abdominais. A ausência de melhora após as medicações administradas na emergência reforça a importância de reavaliar o quadro.
O Pyridium® ajuda apenas a aliviar o desconforto urinário, enquanto a Macrodantina® é um antibiótico. Entretanto, quando há dor lombar importante, nem sempre ela é a melhor opção, dependendo do local e da gravidade da infecção. Em alguns casos, são necessários exames, como exame de urina, urocultura, exames de sangue e, eventualmente, ultrassonografia ou tomografia.
Se você apresentar febre, calafrios, vômitos, piora da dor, dificuldade para urinar ou sangue na urina, procure um serviço de urgência imediatamente. Mesmo na ausência desses sinais, como a dor persiste e você já teve uma infecção urinária grave anteriormente, considero prudente retornar para uma nova avaliação médica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Fiz teste de laboratório de HIV 1, 2 e 4 geração com 64 dias após, também fiz teste rápido do SUS 4
Fiz teste de laboratório de HIV 1, 2 e 4 geração com 64 dias após, também fiz teste rápido do SUS 4 geração com 28 dia, teste de farmácia com 45 dias e outro teste do SUS com 39 dias todos eles deram negativo, isso e definitivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Pelos exames que você descreveu, a probabilidade de infecção pelo HIV é extremamente baixa. Os testes de 4ª geração detectam tanto anticorpos contra o HIV quanto o antígeno p24, permitindo um diagnóstico mais precoce do que os testes das gerações anteriores.
Um teste de laboratório de 4ª geração realizado 64 dias após a exposição, quando negativo, é considerado conclusivo para a grande maioria das situações. Os demais testes negativos que você realizou ao longo desse período reforçam ainda mais esse resultado.
Naturalmente, essa interpretação pressupõe que não tenha ocorrido uma nova exposição de risco após a data que motivou a investigação e que você não esteja em situações especiais, como uso de PEP (profilaxia pós-exposição), PrEP (profilaxia pré-exposição) ou condições de imunossupressão importante, que podem modificar a interpretação dos exames.
Pelos dados informados, seus resultados são tranquilizadores e não sugerem infecção pelo HIV relacionada à exposição investigada.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Como resolver a alteração de sono em pacientes portadores de transtornos mentais ?
Como resolver a alteração de sono em pacientes portadores de transtornos mentais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento da alteração do sono em pessoas com transtornos mentais depende da identificação da sua causa. Não existe uma única abordagem que funcione para todos os pacientes.
O sono pode ser prejudicado por ansiedade, depressão, transtorno bipolar, transtornos psicóticos, transtorno de estresse pós-traumático, uso de substâncias ou pelos próprios medicamentos utilizados no tratamento. Por isso, o primeiro passo é compreender o mecanismo envolvido.
Alterações como dificuldade para iniciar o sono (insônia inicial), despertares frequentes, acordar muito cedo, sono não reparador ou excesso de sono (hipersonia) podem indicar causas diferentes e exigir condutas específicas.
Na prática, o tratamento costuma combinar medidas de higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), manejo do transtorno psiquiátrico de base e, quando necessário, ajuste da psicofarmacologia. Em alguns casos, a psicoterapia pode ser realizada pelo próprio psiquiatra quando possui formação específica em psicoterapia ou em conjunto com um psicólogo, conforme as necessidades de cada paciente. Também pode ser necessário investigar causas clínicas, como apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas ou alterações hormonais.
O mais importante é tratar a causa da alteração do sono, e não apenas induzir o sono com medicamentos.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para identificar a origem da alteração do sono e definir a estratégia terapêutica mais adequada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou caminhando para duas semanas de uso de bupropiona ( associada a escitalopram) e não tive nenhu
Estou caminhando para duas semanas de uso de bupropiona ( associada a escitalopram) e não tive nenhum resultado ainda. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com cerca de duas semanas de uso da bupropiona associada ao escitalopram, é comum ainda não perceber o efeito terapêutico completo.
A bupropiona atua principalmente sobre noradrenalina e dopamina, enquanto o escitalopram aumenta a disponibilidade de serotonina. Essa associação é utilizada em algumas situações para potencializar o tratamento da depressão, melhorar energia, motivação e concentração ou reduzir alguns efeitos adversos dos antidepressivos serotoninérgicos.
A ausência de melhora nas primeiras semanas não significa, necessariamente, que o tratamento não dará resultado. Algumas pessoas percebem benefícios mais precocemente, enquanto outras apresentam uma resposta mais gradual.
Na prática, o mais importante não é apenas o tempo de uso, mas observar a evolução global dos sintomas, a dose utilizada e a tolerabilidade ao tratamento antes de concluir que houve falha terapêutica.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a evolução clínica e definir o melhor momento para reavaliar a resposta da bupropiona.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Perguntas frequentes
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…