Perguntas do paciente (6)

  • O que é apraxia de fala e como afeta crianças autistas?

    O que é apraxia de fala e como afeta crianças autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    A apraxia da fala (ou apraxia de fala na infância) é um transtorno neurológico da comunicação em que a criança tem dificuldade em planejar e organizar os movimentos necessários para produzir os sons da fala, mesmo sem haver paralisia ou alteração muscular. A criança sabe o que quer dizer, mas o cérebro encontra dificuldade em “programar” os movimentos da boca, língua e lábios para que a fala aconteça de forma clara e consistente.

    Em crianças autistas, a apraxia da fala pode coexistir com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora não seja uma condição obrigatória nem presente em todos os casos. Quando ocorre, pode intensificar desafios na comunicação, como:

    fala limitada ou inconsistente;

    dificuldade em imitar sons e palavras;

    esforço visível para falar;

    maior frustração por não conseguir se expressar verbalmente.


    É importante destacar que apraxia da fala não é o mesmo que atraso de linguagem, nem significa falta de compreensão. Por isso, o diagnóstico deve ser cuidadoso e realizado por profissionais especializados, geralmente com avaliação fonoaudiológica, integrada a uma visão multiprofissional.

    A intervenção precoce, individualizada e contínua costuma trazer ganhos importantes, respeitando sempre o ritmo e as particularidades de cada criança.

    Se você tem dúvidas sobre desenvolvimento da fala, linguagem ou comunicação infantil, conversar com um profissional qualificado pode ajudar a compreender melhor cada caso e orientar os próximos passos.


  • Perdi minha mae a 2 meses nos era muito grudada. Choro todo dia. Minha vontade é de ir junto tenho 2

    Perdi minha mae a 2 meses nos era muito grudada. Choro todo dia. Minha vontade é de ir junto tenho 2 filhos. N consigo viver sem minha mãe.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    Olá, acredito que esteja insuportável essa dor da perda. Sinta daqui esse singelo abraço.

    O que posso dizer pra você, é que no luto as marcas da sua mãe em sua vida permanecerão, ainda que o tempo passe, ainda que essa dor não mais te consuma. Ela jamais deixará de existir em você, mesmo que você não perceba na sutileza do dia a dia, devido a correria insana que a vida nos propõe. Você perceberá e sentirá ela nos hábitos que eram compartilhados, nos traços do seu corpo herdado por ela, no cheiro do café ou da comida que ela fazia, na esperança que vocês construíram juntas diariamente, de que a vida vale a pena ser vivida, só por ter tido uma a outra nessa existência.

    Nesse momento, você deve acolher seus sentimentos, e saber que é natural esse choro contínuo e essa vontade de ir com ela, pois seu amor para com ela é imenso, e não temos como mensurar essa dor da saudade. Lembre-se ao menos de cuidar do seu corpo físico, pois ele necessita de uma boa alimentação e regulação do seu sono, pois nutrir seu corpo de maneira adequada, te auxiliará na exaustão do luto.


  • Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais a

    Como superar a perda de alguém (de maneira inesperada)? Me sinto culpada por não ter prestado mais atenção aos sinais, de ter falado menos sobre mim, e mais sobre ele, ter o ouvido mais, ter sido uma pessoa melhor...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    A despedida não pede licença para acontecer, não é mesmo? Assim como, o luto não pede pra chegar, ele simplesmente chega. E dói, pois nos deparamos com a perda, a perda do nosso amor, do vínculo que tínhamos, dos sonhos que projetamos juntos, das expectativas gerada e do tempo vivido.

    Mas, a despedida não pediu licença, não deu sinais, pois não sabia qual seria o último dia, o último beijo, o último abraço, a última briga ou conversa, simplesmente aconteceu.

    E tudo isso, causa estranheza para nossos vínculos, pois continuamos a amar sozinhos, mesmo que não o vemos mais. O amor não precisa de aviso para deixar de ser, pois ele continua sendo, mesmo quando já não se é.


  • Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida

    Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    Sinto muito pelas perdas que você vivenciou. Perdas significativas podem, de fato, agravar ou desencadear quadros de ansiedade, especialmente quando o luto não pôde ser vivido com tempo, apoio ou espaço emocional suficientes.

    Os sintomas que você descreve — palpitações, dor no peito, sensação de perda de controle — são muito comuns nas crises de ansiedade e costumam ser assustadores, mas não significam, por si só, que algo grave esteja acontecendo com o coração. Eles refletem uma ativação intensa do sistema de alerta do corpo, que permanece “ligado” por muito tempo.

    Quando a ansiedade está associada ao luto, é comum que o organismo fique em estado constante de ameaça, como se novas perdas pudessem acontecer a qualquer momento. Isso torna o sofrimento mais intenso e repetitivo, criando a sensação de estar preso(a) em um ciclo difícil de romper.

    Alguns pontos importantes:

    ansiedade não é fraqueza nem falta de controle;

    o luto não elaborado pode se manifestar através do corpo;

    tentar “aguentar sozinho(a)” costuma prolongar o sofrimento.


    O caminho para sair dessa rotina passa por acolher as perdas vividas, compreender como elas impactaram sua história emocional e desenvolver formas mais seguras de lidar com o medo, a dor e a ansiedade. Em muitos casos, o acompanhamento psicológico é essencial, e a avaliação psiquiátrica pode ser indicada para auxiliar no controle dos sintomas físicos mais intensos.

    Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para cuidar da sua saúde emocional, atravessar o luto com mais suporte e retomar, pouco a pouco, a sensação de segurança e equilíbrio.


  • Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es

    Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
    Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
    Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    Olá. Obrigado por compartilhar o que está sentindo.

    Sim, isso pode estar relacionado à ansiedade não tratada ou ao tratamento interrompido, mas é importante entender melhor o quadro. Em alguns casos, a ansiedade crônica pode evoluir para estados de embotamento emocional, sensação de estranheza em relação a si mesma ou ao ambiente (o que chamamos, em termos clínicos, de despersonalização e/ou desrealização). A pessoa continua funcionando, mas sente como se estivesse “desconectada” das emoções, dos acontecimentos ou da realidade ao redor.

    Essas vivências não significam falta de sentimentos, nem que algo irreversível esteja acontecendo. Muitas vezes, são respostas do sistema emocional a períodos prolongados de estresse, hipervigilância e sobrecarga psíquica. O organismo, como forma de proteção, “diminui o volume” das emoções.

    Também é de suma importância considerar que sintomas semelhantes podem aparecer em quadros depressivos, uso ou suspensão de medicação, ou em momentos de esgotamento emocional. Por isso, uma avaliação profissional é fundamental, evitando conclusões precipitadas.

    A boa notícia é que, com acompanhamento psicológico adequado — e, quando indicado, psiquiátrico — esses sintomas costumam ser compreendidos e trabalhados de forma gradual e eficaz.

    Se esses sinais estão impactando seu bem-estar, buscar uma avaliação profissional pode ser um passo importante para entender o que está acontecendo e retomar o cuidado consigo mesma.


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Natan

    Na terceira idade, é comum que dúvidas, inseguranças e medos se intensifiquem. Mudanças no corpo, na saúde, na rotina, nos vínculos, além de perdas significativas (pessoas queridas, papéis sociais, autonomia), podem gerar ansiedade e sofrimento emocional. Isso não é sinal de fraqueza, mas uma resposta humana a fases de transição importantes da vida.

    Muitas vezes, esses sentimentos acabam sendo normalizados ou silenciados, o que pode atrasar o cuidado adequado. O idoso tem, sim, direito a escuta, acolhimento e tratamento em saúde mental.

    Alguns caminhos possíveis:

    Psicoterapia, que oferece um espaço seguro para elaborar medos, lutos, inseguranças e reorganizar a vida emocional nessa fase;

    Avaliação médica e psiquiátrica, quando há sintomas intensos como insônia, crises de ansiedade, tristeza persistente ou alterações cognitivas;

    Rede de apoio, envolvendo família, grupos de convivência, centros de referência do idoso e serviços de saúde.


    Cuidar da saúde emocional na terceira idade contribui para mais qualidade de vida, autonomia e bem-estar, respeitando a história e singularidade de cada pessoa.

    Se esses sentimentos estão causando sofrimento, procurar um profissional de saúde mental pode ser um passo importante para encontrar suporte e orientação adequados.


Perguntas frequentes

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