Perguntas do paciente (1022)
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Anastrozol e tamoxifeno para ginecomastia, diminuição do estradiol e aumento da testosterona em home
Anastrozol e tamoxifeno para ginecomastia, diminuição do estradiol e aumento da testosterona em homens. É válido? Quais os riscos após o uso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Anastrozol e tamoxifeno não devem ser usados apenas com o objetivo de reduzir estradiol e aumentar testosterona. Na ginecomastia, o tratamento depende da causa, duração e presença de dor. O tamoxifeno pode ser considerado em casos recentes e selecionados, enquanto os inibidores da aromatase, como anastrozol, não são recomendados rotineiramente pelas diretrizes. O uso inadequado pode causar alterações lipídicas, sintomas articulares e ósseos; o tamoxifeno também apresenta risco de eventos tromboembólicos. O ideal é investigar testosterona, estradiol, LH, FSH, prolactina, TSH, função hepática e renal antes de definir a conduta.
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Tenho 23 anos, estou no quarto dia tomando amoxicilina com clavulanato de potássio líquido a cada 12
Tenho 23 anos, estou no quarto dia tomando amoxicilina com clavulanato de potássio líquido a cada 12h, tive muito enjoo no segundo dia e diarreia, tive também cólica recorrente, principalmente no pé da barriga, e hoje eu fiz cocô em fita (muito fina e longa) que eu nunca tinha feito antes, ao menos não que eu saiba! É normal? Deve continuar assim pelo resto do tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Náuseas, diarreia e cólicas abdominais são efeitos adversos relativamente comuns da amoxicilina com clavulanato e podem ocorrer durante o tratamento. A alteração isolada do formato das fezes, como evacuar em fita uma vez, não significa necessariamente que exista um problema intestinal. Entretanto, se as fezes permanecerem muito finas ou houver dor abdominal persistente, sangue nas fezes, febre, vômitos ou diarreia intensa/aguada, é importante procurar avaliação médica. Não interrompa o antibiótico por conta própria; converse com o médico que o prescreveu para avaliar a continuidade do tratamento.
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Se a tsh estiver baixa devo reduzir a levotiroxina?
Se a tsh estiver baixa devo reduzir a levotiroxina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se o TSH estiver baixo durante o uso de levotiroxina (Puran T4®, Euthyrox®), pode significar que a dose está acima da necessidade do organismo, mas a decisão de reduzir a medicação depende da avaliação completa dos exames e do contexto clínico. É importante analisar também o T4 livre, sintomas, idade, histórico da tireoide (por exemplo, se houve tireoidectomia), presença de doenças cardíacas e o objetivo do tratamento.
Em alguns pacientes, especialmente quando há sintomas como palpitações, taquicardia, ansiedade, tremores, perda de peso ou insônia, pode ser necessário ajustar a dose. Porém, a redução deve ser feita somente com orientação do endocrinologista, pois uma queda excessiva da reposição pode levar ao hipotireoidismo.
O acompanhamento individualizado permite ajustar a levotiroxina na dose ideal, mantendo o equilíbrio hormonal, o metabolismo adequado e a segurança do tratamento.
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Fiz a transição de hipertiroidismo para hipotiroidismo, há aproximadamente 25 anos. Tomate pura t4 d
Fiz a transição de hipertiroidismo para hipotiroidismo, há aproximadamente 25 anos. Tomate pura t4 de 100mg. Estou com minha pele super seca e as mãos envelhecidas, unhas partindo, cabelos quebradiços. O que devo fazer para mudar esse quadro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A transição de hipertireoidismo para hipotireoidismo e o uso contínuo de Puran T4® (levotiroxina) exigem acompanhamento periódico, pois mesmo após muitos anos de tratamento podem ocorrer alterações que indicam necessidade de reavaliar o equilíbrio hormonal. Sintomas como pele muito seca, unhas quebradiças, cabelos frágeis e alterações da textura da pele podem estar associados ao hipotireoidismo quando os níveis hormonais não estão adequados, mas também podem ter outras causas.
O primeiro passo é realizar uma avaliação com o endocrinologista, verificando principalmente TSH e T4 livre para confirmar se a dose de levotiroxina de 100 mcg está adequada. Também pode ser importante investigar deficiências nutricionais, como vitamina B12, ferro/ferritina, vitamina D, além de avaliar outros fatores metabólicos e hormonais que podem influenciar pele, cabelos e unhas.
A absorção do Puran T4 também merece atenção: ele deve ser tomado conforme orientação médica, geralmente em jejum e com intervalo adequado de alimentos, café, suplementos de ferro ou cálcio, pois esses fatores podem reduzir seu efeito.
Com uma avaliação endocrinológica completa, é possível ajustar o tratamento e investigar causas associadas, buscando melhorar sintomas relacionados à tireoide, metabolismo, energia, pele, cabelos, unhas, ganho de peso, emagrecimento e equilíbrio hormonal. Evite alterar a dose do hormônio por conta própria.
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Uso 10mg de dapagliflozina e 1500mg de glifage por dia. Meu último exame deu uma Testosterona Total
Uso 10mg de dapagliflozina e 1500mg de glifage por dia. Meu último exame deu uma Testosterona Total (389,22),
Testosterona Livre (10,64) e SHBG (18,0). Esses valores são ruins? São por causa do glifage?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua preocupação. Vamos analisar seus exames com calma.
Pelos valores informados:
Testosterona total: 389,22 ng/dL → esse valor geralmente está dentro da faixa considerada normal para homens adultos, embora a interpretação dependa da idade, sintomas e do laboratório de referência.
Testosterona livre: 10,64 → pode estar dentro ou próximo da faixa adequada, dependendo da unidade utilizada e dos valores de referência do laboratório.
SHBG: 18,0 → está em uma faixa considerada mais baixa em muitos laboratórios. O SHBG é uma proteína que transporta a testosterona no sangue e influencia a quantidade de testosterona livre disponível.
A metformina (Glifage®) não costuma causar diretamente uma queda importante de testosterona na maioria dos homens. Pelo contrário, em algumas situações, especialmente em pessoas com resistência à insulina, melhora do metabolismo e perda de peso podem até favorecer um melhor equilíbrio hormonal.
Entretanto, o contexto do paciente é muito importante. Condições como:
Diabetes tipo 2.
Resistência à insulina.
Excesso de gordura abdominal.
Obesidade.
Inflamação crônica.
Alterações do sono (como apneia do sono).
podem estar associadas a níveis mais baixos de testosterona ou alteração na sua disponibilidade.
A dapagliflozina também não costuma ser uma causa direta de queda de testosterona.
Mais importante do que olhar apenas o número é avaliar se existem sintomas compatíveis com deficiência de testosterona, como:
Redução importante da libido.
Dificuldade de ereção.
Cansaço excessivo.
Perda de massa muscular.
Redução de força.
Alterações do humor.
Caso exista suspeita clínica, o médico pode complementar a investigação com exames como LH, FSH, prolactina, TSH, T4 livre, avaliação metabólica e repetição da testosterona em condições adequadas (geralmente pela manhã, em duas dosagens diferentes quando necessário).
Pelos valores que você trouxe, não parece haver uma testosterona extremamente baixa, mas a interpretação depende da sua idade, sintomas, peso, controle do diabetes e do método do laboratório.
Não altere ou suspenda o uso do Glifage® ou da dapagliflozina sem orientação médica. Esses medicamentos têm benefícios importantes no controle do diabetes e na proteção metabólica.
Espero ter ajudado! O mais importante é avaliar o conjunto: exames + sintomas + saúde geral. Um abraço!
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Porque diabéticos tem um risco a mais de ter convulsão fazendo uso de bupropiona?
Porque diabéticos tem um risco a mais de ter convulsão fazendo uso de bupropiona?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma ótima pergunta. A bupropiona é um medicamento bastante utilizado no tratamento da depressão, cessação do tabagismo e, em algumas situações, controle de compulsão alimentar. Ela possui um efeito estimulante no sistema nervoso central, aumentando principalmente os níveis de dopamina e noradrenalina.
A preocupação com convulsões existe porque a bupropiona pode reduzir o limiar convulsivo, ou seja, em algumas pessoas predispostas, o cérebro pode ficar mais suscetível a apresentar uma crise convulsiva.
No caso de pessoas com diabetes, o risco pode ser um pouco maior principalmente quando existem algumas situações associadas, como:
Hipoglicemias importantes (queda acentuada da glicose): níveis muito baixos de açúcar no sangue podem alterar o funcionamento cerebral e favorecer convulsões. Isso é mais relevante em pessoas que usam insulina ou alguns medicamentos que aumentam a liberação de insulina.
Alterações metabólicas relacionadas ao diabetes descompensado, como distúrbios de eletrólitos ou alterações importantes da glicose.
Presença de outras condições que aumentam o risco de convulsão, como histórico de epilepsia, traumatismo craniano, uso excessivo de álcool ou abstinência alcoólica.
É importante destacar que ter diabetes, por si só, não significa que a pessoa não possa usar bupropiona. Muitos pacientes diabéticos utilizam esse medicamento com segurança quando há indicação e acompanhamento médico adequado.
Alguns cuidados importantes incluem:
Usar a dose prescrita pelo médico (o risco aumenta com doses maiores).
Evitar aumentar a dose por conta própria.
Informar ao médico sobre histórico de convulsões, consumo de álcool, transtornos alimentares ou outros medicamentos em uso.
Manter um bom controle da glicemia.
Se o seu diabetes está bem controlado e você não possui outros fatores de risco, o risco absoluto de convulsão com a bupropiona continua sendo baixo, mas a avaliação deve sempre ser individualizada.
Espero ter ajudado! É muito positivo você buscar entender os riscos e benefícios do tratamento. A melhor decisão é sempre aquela feita em conjunto com seu médico, equilibrando a segurança do medicamento com os benefícios que ele pode trazer para sua saúde. Um abraço!
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Fui ao endócrino ele me passou clordiazepóxido10mg furosemida 20mg e sibutramina 15mg pro emagrecime
Fui ao endócrino ele me passou clordiazepóxido10mg furosemida 20mg e sibutramina 15mg pro emagrecimento durante 2 meses gostaria de saber se é seguro e que efeitos colateral posso ter?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua preocupação. É muito importante conhecer os medicamentos antes de iniciar um tratamento, principalmente quando envolve uma combinação para emagrecimento.
A combinação que você descreveu (clordiazepóxido 10 mg + furosemida 20 mg + sibutramina 15 mg) precisa de acompanhamento médico próximo, pois cada medicamento possui uma ação diferente e alguns cuidados importantes.
A sibutramina atua aumentando a sensação de saciedade e reduzindo o apetite por meio da ação em neurotransmissores como serotonina e noradrenalina. Ela pode ajudar na perda de peso em pessoas selecionadas, mas exige cuidado porque pode causar:
Aumento da pressão arterial.
Aumento da frequência cardíaca (palpitações).
Boca seca.
Insônia.
Ansiedade ou agitação.
Dor de cabeça.
Por isso, geralmente é necessário avaliar se a pessoa tem hipertensão não controlada, arritmias, doença cardíaca ou outros fatores de risco antes e durante o uso.
A furosemida é um diurético, ou seja, aumenta a eliminação de água e sal pela urina. Ela pode causar uma redução rápida do peso na balança, mas essa perda inicialmente é principalmente de líquido, não de gordura. Possíveis efeitos incluem:
Desidratação.
Queda da pressão.
Tontura.
Câimbras.
Alterações nos eletrólitos (como potássio e sódio), que em alguns casos podem afetar o coração.
O clordiazepóxido é um benzodiazepínico, com efeito ansiolítico e sedativo. Pode causar:
Sonolência.
Lentificação dos reflexos.
Tontura.
Alteração de memória.
Risco de dependência quando usado por períodos prolongados ou de forma inadequada.
Em relação à segurança: não é possível afirmar que essa combinação seja segura ou insegura sem conhecer seu histórico completo, incluindo idade, peso, pressão arterial, exames, doenças cardíacas, uso de outros medicamentos e motivo pelo qual cada componente foi escolhido.
Algumas perguntas importantes para discutir com seu endocrinologista:
Qual o objetivo do uso da furosemida no plano de emagrecimento?
Como será feito o acompanhamento da pressão, frequência cardíaca e eletrólitos?
Há necessidade de repetir exames durante o tratamento?
Existe algum fator de risco cardiovascular que precise ser monitorado?
Procure avaliação antes ou durante o uso se apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar, desmaio, palpitações intensas, pressão muito elevada, confusão ou fraqueza importante.
Espero ter ajudado! É muito positivo você buscar informação antes de iniciar. O emagrecimento deve ser feito com segurança, e o acompanhamento regular permite ajustar o tratamento para obter benefícios com o menor risco possível. Um abraço!
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Posso tomar azitromicina para diarréia, tomando escitalopram?
Posso tomar azitromicina para diarréia, tomando escitalopram?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua dúvida. A azitromicina não é um medicamento indicado para tratar a maioria dos casos de diarreia, e o uso deve ser avaliado conforme a causa do quadro.
A diarreia pode ter várias origens: infecção viral (muito comum), intoxicação alimentar, alterações da flora intestinal, intolerâncias alimentares, entre outras. Em muitos casos, principalmente quando é causada por vírus, o antibiótico não traz benefício e pode até piorar a diarreia ao alterar as bactérias boas do intestino.
Sobre a associação com o escitalopram, em geral não existe uma contraindicação absoluta, mas existe um ponto de atenção: tanto o escitalopram quanto a azitromicina podem, em algumas pessoas, aumentar o risco de uma alteração no ritmo cardíaco chamada prolongamento do intervalo QT (uma alteração observada no eletrocardiograma que pode favorecer arritmias em pessoas predispostas).
Esse risco é maior em pessoas que possuem:
História de arritmias ou problemas cardíacos.
Alterações de potássio ou magnésio no sangue (algo que pode acontecer em diarreias intensas por perda de líquidos).
Uso de outros medicamentos que também alteram o ritmo cardíaco.
Portanto, não é recomendado iniciar azitromicina por conta própria apenas por estar com diarreia, especialmente usando escitalopram. O ideal é avaliar a causa da diarreia e verificar se realmente há indicação de antibiótico.
Enquanto isso, medidas importantes costumam ser:
Manter boa hidratação (inclusive reposição de sais se houver muitas evacuações).
Observar sinais de alerta, como sangue nas fezes, febre alta, dor abdominal forte, sinais de desidratação ou diarreia persistente por vários dias.
Se a azitromicina foi prescrita por um médico que sabia que você usa escitalopram, siga a orientação dele, pois ele avaliou o seu caso individualmente.
Espero ter ajudado! É muito importante ter esse cuidado com combinações de medicamentos. Desejo uma boa recuperação e que a causa da diarreia seja identificada e resolvida rapidamente. Um abraço!
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Olá, doutores. Gostaria de uma orientação sobre risco de raiva. Há cerca de 5 dias, um morcego
Olá, doutores.
Gostaria de uma orientação sobre risco de raiva.
Há cerca de 5 dias, um morcego entrou no meu quarto (isso aconteceu 3 vezes na mesma semana). Eu estava acordada. Em um dos momentos, ele passou muito perto de mim e eu senti uma ardência no braço logo depois. Porém, não vi mordida nem arranhão apenas uma leve vermelhidão na hora, sem ferida, sem casquinha e sem sangramento.
Não tenho certeza se houve contato direto ou se foi apenas a asa passando ou até ansiedade pelo susto.
Diante disso, gostaria de saber:
Esse tipo de situação é considerado risco para ? Há indicação de iniciar profilaxia (vacina e/ou soro) mesmo sem lesão visível? Ainda estou em tempo adequado para iniciar a prevenção? Posso tomar a vacina mesmo sem ter certeza da exposição? Existe algum risco relevante em tomar a vacina sem realmente ter sido infectada?
Obrigada!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo a sua preocupação. Situações envolvendo morcegos realmente geram muita apreensão, porque a raiva é uma doença grave, porém a avaliação do risco depende de alguns detalhes importantes.
De forma geral, o contato com morcego dentro de um quarto é considerado uma situação que merece avaliação médica, principalmente porque as mordidas de morcego podem ser pequenas, às vezes difíceis de perceber, e podem não deixar marcas evidentes. A recomendação das autoridades de saúde costuma ser mais cautelosa nesses casos.
Mesmo sem você ter visto uma mordida ou ferimento, alguns pontos são considerados:
O morcego esteve em um ambiente fechado com você.
Houve uma possível proximidade ou contato físico (você relatou que ele passou muito perto e sentiu ardência no braço).
Existe dúvida se houve contato direto ou não.
A profilaxia pós-exposição contra a raiva (vacina e, em algumas situações, soro/imunoglobulina) pode ser indicada mesmo sem uma lesão visível, dependendo da avaliação do serviço de saúde. O fato de não haver sangramento ou ferida aparente reduz a possibilidade de uma mordida, mas não permite excluir completamente um contato de risco.
Sobre o tempo: sim, ainda pode haver benefício em procurar atendimento agora. A profilaxia é mais eficaz quando iniciada o quanto antes após uma possível exposição, mas não existe uma regra de que após alguns dias não possa mais ser indicada. A decisão deve ser tomada por um profissional de saúde após avaliar o caso.
Quanto à segurança da vacina: a vacina contra a raiva é considerada segura e pode ser aplicada em pessoas que tiveram uma possível exposição, mesmo quando posteriormente se conclui que o animal não transmitiu a doença. Os efeitos mais comuns costumam ser dor no local da aplicação, vermelhidão, mal-estar ou febre baixa. O risco de tomar a vacina sem necessidade costuma ser muito menor do que o risco de deixar uma exposição de alto risco sem prevenção.
Minha recomendação é que você procure um serviço de saúde de referência para avaliação de profilaxia da raiva (como uma unidade de vigilância epidemiológica, pronto atendimento ou serviço indicado pela sua cidade) e relate exatamente:
Que era um morcego.
Que ocorreu dentro do quarto.
Que houve mais de uma ocorrência na mesma semana.
Que houve proximidade com o braço e sensação de ardência.
Não tente decidir apenas pela ausência de marca na pele, pois em exposições com morcegos a conduta costuma ser mais preventiva.
Espero ter ajudado! Você fez bem em buscar orientação, pois a prevenção da raiva é uma medida de segurança e, quando indicada, é muito eficaz. Um abraço!
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Quanto tempo demora para a glicazida parar de atacar o estômago? É a 2x que tento tomar, mas as nau
Quanto tempo demora para a glicazida parar de atacar o estômago?
É a 2x que tento tomar, mas as nauseas, dor de estômago, tonturas e aumento significativo do refluxo não diminuem.
Da 1x tomei 30 dias e só piorava.
A metformina também não deu certo.
Tomo Dexilant para o estômago e o gastro proibiu antiflamatórios.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A gliclazida pode causar efeitos gastrointestinais, como náuseas, dor abdominal e desconforto/digestão difícil, além de tontura. A tontura também merece atenção porque a gliclazida pode provocar queda da glicose, principalmente quando a alimentação está reduzida ou os horários das refeições são irregulares.
Em algumas pessoas os sintomas gastrointestinais diminuem nos primeiros dias ou semanas, especialmente quando o medicamento é tomado junto com uma refeição. Entretanto, não existe um período obrigatório de adaptação. Quando os sintomas são persistentes, importantes ou estão piorando — principalmente quando isso já aconteceu em uma tentativa anterior — não devemos simplesmente esperar indefinidamente que o organismo se acostume.
No seu caso, como você já apresenta refluxo importante, faz tratamento com Dexilant e recebeu orientação do gastroenterologista para evitar anti-inflamatórios, considero particularmente importante não tentar controlar esses sintomas por conta própria com outros medicamentos. Também não recomendo aumentar, reduzir ou suspender a gliclazida sem conversar com o médico que está acompanhando o diabetes, porque existem outras estratégias para controle da glicose que podem ser avaliadas quando um medicamento não é bem tolerado.
Se possível, vale também verificar a glicemia durante os episódios de tontura, principalmente se houver tremores, suor frio, fraqueza, palpitação, fome intensa ou sensação de desmaio. Se a glicose estiver baixa, isso pode explicar parte dos sintomas.
Como os seus sintomas estão sendo significativos e já houve uma tentativa anterior sem boa tolerância, eu recomendaria uma reavaliação médica antes de insistir no tratamento. O objetivo não é apenas controlar a glicose, mas encontrar uma opção que você consiga utilizar com segurança e qualidade de vida.
Se houver vômitos persistentes, desmaio, confusão, dificuldade para engolir, vômito com sangue, fezes negras ou dor abdominal intensa, procure atendimento médico imediatamente.
Espero que isso esclareça. E fique tranquilo: apresentar intolerância a um medicamento não significa que não existam outras alternativas para controlar a glicemia. Podemos individualizar o tratamento de acordo com sua tolerância, seu estômago e suas demais condições.
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Metformina causa coceira nas mãos,comecei usar tem poucas semanas e minhas mãos coçam demais
Metformina causa coceira nas mãos,comecei usar tem poucas semanas e minhas mãos coçam demais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A metformina pode causar alguns efeitos adversos, principalmente no início do tratamento, mas coceira intensa nas mãos não é um efeito comum. Como o sintoma começou após poucas semanas do início do medicamento, é importante considerar uma possível relação, principalmente se houver sinais de reação de hipersensibilidade.
Observe se a coceira vem acompanhada de vermelhidão, manchas, placas tipo urticária, inchaço nos lábios ou rosto, falta de ar ou sensação de garganta fechando. Nesses casos, é necessário procurar atendimento médico rapidamente, pois pode indicar uma reação alérgica.
Também existem outras causas frequentes de coceira nas mãos, como ressecamento da pele, dermatite de contato, alergias, alterações da tireoide, problemas hepáticos, alterações glicêmicas ou outras condições dermatológicas.
O ideal é informar o médico que prescreveu a metformina para avaliar se há necessidade de investigar a causa, ajustar o tratamento ou substituir a medicação. Não suspenda ou altere a dose por conta própria. O acompanhamento com o endocrinologista é importante para avaliar diabetes, resistência à insulina, metabolismo, controle da glicemia, alterações hormonais e saúde metabólica.
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Minha glicemia tem dado no aparelho doméstico de 126 a 136 com jejum de 8 horas.
Minha glicemia tem dado no aparelho doméstico de 126 a 136 com jejum de 8 horas.
Ando muitíssimo estressado. Pode influir?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, o estresse intenso pode influenciar a glicemia, inclusive podendo causar elevações mesmo em pessoas que anteriormente apresentavam valores normais.
Quando estamos sob muito estresse, o organismo libera hormônios como cortisol e adrenalina. Esses hormônios têm a função de preparar o corpo para situações de alerta, mas também podem aumentar a liberação de glicose pelo fígado e reduzir temporariamente a sensibilidade à insulina. Como consequência, a glicemia pode ficar mais elevada.
Entretanto, valores de glicemia de jejum entre 126 e 136 mg/dL, mesmo medidos em aparelho doméstico, merecem atenção, pois estão acima do valor considerado normal. O estresse pode contribuir para esse aumento, mas não devemos atribuir tudo somente a ele sem uma investigação adequada.
Alguns pontos importantes:
Aparelhos de glicemia capilar são úteis para acompanhamento, mas podem apresentar pequenas variações em relação ao exame laboratorial.
O diagnóstico de diabetes não deve ser feito apenas pelo glicosímetro; geralmente é necessário confirmar com exames laboratoriais, como glicemia de jejum em laboratório e hemoglobina glicada (HbA1c).
Outros fatores podem elevar a glicemia, como noites mal dormidas, infecções, uso de alguns medicamentos (como corticoides), ganho de peso e alterações hormonais.
Minha sugestão é que você procure seu médico para avaliar esses resultados e, se necessário, repetir os exames. Enquanto isso, tente cuidar também dos fatores que aumentam o estresse: sono adequado, atividade física regular (se possível), alimentação equilibrada e estratégias de relaxamento.
Entendo que ver valores alterados pode gerar preocupação, mas o fato de você estar monitorando e buscando orientação já é um passo muito positivo. Caso exista alguma alteração no metabolismo da glicose, identificar precocemente permite agir antes que surjam complicações.
Espero ter ajudado! Um abraço e desejo que essa fase de estresse melhore em breve.
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É normal paciente com 54 de insulina em jejum o médico passar logo 2000mg de glifage? Hemoglobina gl
É normal paciente com 54 de insulina em jejum o médico passar logo 2000mg de glifage? Hemoglobina glicada 6% glicose em jejum 102
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua dúvida. Pelos exames que você informou:
Glicemia de jejum: 102 mg/dL → está na faixa considerada de glicemia de jejum alterada (pré-diabetes), pois valores entre 100 e 125 mg/dL entram nessa categoria.
Hemoglobina glicada (HbA1c): 6,0% → também está na faixa de pré-diabetes (5,7% a 6,4%).
Insulina de jejum: 54 µUI/mL → é um valor elevado em muitos laboratórios e pode sugerir resistência à insulina, ou seja, o organismo precisa produzir mais insulina para manter a glicose relativamente controlada.
A prescrição de Glifage® (metformina) 2000 mg ao dia pode ser uma conduta utilizada em algumas situações, principalmente quando há resistência importante à insulina, excesso de peso, síndrome dos ovários policísticos, alto risco de progressão para diabetes ou dificuldade de controle apenas com mudanças no estilo de vida.
Entretanto, a decisão da dose inicial deve ser individualizada. Muitas vezes, a metformina é iniciada com doses menores e aumentada gradualmente para melhorar a tolerância gastrointestinal (náuseas, gases, desconforto abdominal e diarreia). Algumas pessoas conseguem chegar a 2000 mg/dia, mas isso depende da avaliação médica, função renal, tolerância e objetivos do tratamento.
Seria interessante avaliar também outros dados para entender melhor a indicação:
Peso, altura e circunferência abdominal.
Cálculo do HOMA-IR.
Perfil de colesterol e triglicerídeos.
Histórico familiar de diabetes.
Função renal (creatinina e taxa de filtração glomerular).
Hábitos alimentares e nível de atividade física.
A boa notícia é que seus exames mostram uma fase em que há grande oportunidade de intervenção. A resistência à insulina e o pré-diabetes podem melhorar bastante com perda de peso (quando necessário), exercícios de força e aeróbicos, alimentação adequada e, quando indicado, medicação.
Minha recomendação é conversar com seu endocrinologista sobre a estratégia da dose: se a ideia é iniciar diretamente com 2000 mg ou fazer uma progressão, e qual o objetivo esperado do tratamento.
Espero ter ajudado! É muito positivo você buscar entender o motivo da medicação, pois o melhor tratamento é aquele em que o paciente compreende e participa das decisões sobre sua saúde. Um abraço!
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Olá a medroxiprogesterona injeção trimestral deposita gordura real nos seios?os seios podem se desen
Olá a medroxiprogesterona injeção trimestral deposita gordura real nos seios?os seios podem se desenvolver rela e permanecer mesmo apos a interrupção dela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma dúvida muito comum. A medroxiprogesterona injetável trimestral (um método contraceptivo hormonal) pode causar algumas mudanças no corpo, mas é importante diferenciar aumento de volume das mamas de um verdadeiro desenvolvimento permanente do tecido mamário.
A medroxiprogesterona age principalmente por meio de um hormônio semelhante à progesterona, podendo causar em algumas pessoas:
Retenção de líquido, deixando as mamas temporariamente mais cheias ou sensíveis.
Alterações no tecido mamário por influência hormonal.
Mudanças na distribuição de gordura corporal em algumas usuárias.
Entretanto, não é esperado que a medroxiprogesterona cause um crescimento permanente das mamas por depósito específico de gordura nos seios. O ganho de peso associado ao método, quando ocorre, tende a ser uma alteração mais geral da composição corporal, e não uma “transferência” de gordura exclusivamente para as mamas.
Durante o uso do anticoncepcional, algumas mulheres podem perceber aumento do volume mamário devido a alterações hormonais e retenção de líquido. Após a interrupção, esse efeito geralmente tende a regredir ao longo dos meses, conforme os níveis hormonais retornam ao padrão habitual.
O desenvolvimento mamário permanente normalmente está relacionado a fatores como:
Genética.
Puberdade e desenvolvimento hormonal.
Variações naturais de gordura corporal.
Gravidez e amamentação.
Alterações hormonais específicas.
Se houve uma mudança importante e persistente no tamanho das mamas após o uso da medroxiprogesterona, vale conversar com um ginecologista para avaliar individualmente, principalmente se houver outros sintomas, como dor, nódulos, secreção ou alterações na pele.
Espero ter ajudado! Entendo a sua dúvida, pois as mudanças no corpo após iniciar ou suspender um hormônio podem gerar muitas perguntas. Cada organismo responde de uma forma, e a melhor avaliação é sempre feita considerando seu histórico e suas características individuais. Um abraço!
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Após quase 2 anos de uso de durateston, após pausar com o hormonio e fazer a tpc direitinho com clom
Após quase 2 anos de uso de durateston, após pausar com o hormonio e fazer a tpc direitinho com clomifeno e os exames estarem ok, até quanto tempo pode demorar pra normalizar libido? Ja parei faz 73 dias e a libido/fantasia ainda ta instável, assim como orgasmo ‘incompleto’, ereção que não segura, sensação de distanciamento afetivo leve tbm.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após o uso prolongado de Durateston® (testosterona injetável) por quase 2 anos, é possível que a recuperação do eixo hormonal e da função sexual leve mais tempo do que apenas o período da terapia pós-ciclo (TPC). Mesmo com exames laboratoriais considerados adequados, a normalização completa da libido, qualidade das ereções, resposta ao orgasmo e sensação de conexão afetiva pode ocorrer de forma gradual.
O tempo de recuperação varia bastante entre indivíduos e depende de fatores como idade, níveis hormonais antes do uso, tempo total de exposição à testosterona exógena, funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, sensibilidade aos hormônios e aspectos emocionais. Em alguns homens, a melhora ocorre em alguns meses; em outros, pode levar mais tempo para que a estabilidade neuroendócrina seja restabelecida.
A testosterona influencia não apenas a função sexual, mas também neurotransmissores relacionados à motivação, energia, humor e desejo. Por isso, sintomas como redução da libido, dificuldade de manter ereção, orgasmo menos satisfatório e sensação de distanciamento emocional podem ter componentes hormonais e também psicológicos, especialmente após uma grande alteração hormonal.
É importante manter acompanhamento com endocrinologista, avaliando além da testosterona total: testosterona livre, SHBG, LH, FSH, estradiol, prolactina, função tireoidiana, sono, composição corporal e saúde metabólica. Caso persistam sintomas emocionais como ansiedade, perda de prazer, baixa motivação ou alterações do humor, uma avaliação psiquiátrica também pode complementar a investigação. O objetivo é recuperar o equilíbrio hormonal e a qualidade de vida de forma segura, sem intervenções hormonais por conta própria.
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Sou homem de 43 anos. Venho de cultura árabe e estou no BR a 13 anos. Como e cultura bem regido e
Sou homem de 43 anos.
Venho de cultura árabe e estou no BR a 13 anos.
Como e cultura bem regido e minha esposa brasileira me apoia chegue aí pra tirar dúvida.
Se possível tomar hormônio feminino em pequno quantidade pra melhorar alguns aspectos do meu corpo.
Toda semana preciso depilar corpo interio pq tenho em quase 90% do corpo pelo. Faço a barba de manhã a noite ja ta saindo.
Quero ter pele mais macia e corpo mais curvado. Nao queremos mais filhos ( temos 2 ja ) e pensei talvez uma pequba quantidade poderia melhorar meu corpo e sentir melhor. Sera isso possível?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigado por explicar com tanta clareza o que você está buscando. Entendo perfeitamente a sua dúvida, e não há nada de errado em conversar abertamente sobre mudanças corporais que possam melhorar sua autoestima e sua qualidade de vida.
Sim, o estrogênio (estradiol) pode produzir algumas mudanças feminilizantes no corpo masculino, como deixar a pele mais macia, reduzir a oleosidade, diminuir a libido e as ereções, reduzir a produção de pelos ao longo do tempo e promover maior depósito de gordura em regiões como quadris e glúteos. Essas mudanças, porém, acontecem de forma gradual e dependem da dose e, principalmente, da redução da ação da testosterona.
O ponto mais importante é que não existe uma “pequena dose de hormônio feminino” que produza somente os efeitos desejados e seja completamente isenta de riscos. Mesmo doses relativamente baixas podem reduzir a testosterona e causar efeitos permanentes ou difíceis de reverter, como crescimento das mamas, redução do volume testicular e diminuição da produção de espermatozoides.
Além disso, o estrogênio pode aumentar o risco de trombose, além de poder interferir na pressão arterial, perfil lipídico, fígado e metabolismo. Por isso, a terapia hormonal deve ser individualizada e acompanhada com exames, e não é recomendável utilizar hormônios femininos por conta própria. As diretrizes endocrinológicas recomendam avaliação clínica e acompanhamento periódico dos níveis hormonais e dos fatores de risco durante o tratamento.
No seu caso, como você relata uma quantidade muito grande de pelos corporais e crescimento facial bastante rápido, eu também gostaria de entender melhor essa característica antes de atribuí-la simplesmente à genética. Podemos avaliar clinicamente os níveis de testosterona e outros fatores hormonais quando houver indicação.
Para os pelos, inclusive, não necessariamente precisamos utilizar hormônios para obter uma redução significativa. Métodos dermatológicos de redução permanente dos pelos, como laser ou eletrólise, podem ser alternativas mais direcionadas ao problema. Em pessoas de origem do Oriente Médio, entretanto, alguns tipos de laser apresentam maior risco de hiperpigmentação ou de hipertricose paradoxal, portanto é importante escolher adequadamente o equipamento e o profissional.
Também é importante diferenciar duas coisas: querer modificar algumas características corporais não significa necessariamente que você precise fazer uma transição hormonal completa. Podemos conversar exatamente sobre quais mudanças você deseja, quais são possíveis, quais são permanentes e quais riscos você estaria disposto a aceitar.
Como vocês já decidiram não ter mais filhos, a questão da fertilidade provavelmente pesa menos na decisão, mas ainda assim precisamos conversar sobre os efeitos hormonais sobre a função sexual e reprodutiva antes de qualquer tratamento.
Se esse objetivo for importante para você, podemos fazer uma avaliação endocrinológica individualizada e discutir de maneira tranquila e sem julgamentos se existe uma estratégia hormonal ou não hormonal que consiga chegar o mais próximo possível do resultado que você deseja, priorizando sempre sua segurança e qualidade de vida.
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Existe forma de comprar vitamina D injetável no Brasil? Sou pós bariátrico, sem vesícula e ainda
Existe forma de comprar vitamina D injetável no Brasil?
Sou pós bariátrico, sem vesícula e ainda estou com obesidade. Já fiz reposição com cápsulas durante mais de 12 meses e não passa de 25 nos meus exames. O medico indicou a vitamina D injetável, mas na minha cidade não existe nas farmácias de manipulação. Ela existe no Brasil?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo a sua dúvida. Pelo seu relato, existem alguns fatores que podem realmente dificultar a correção da vitamina D: cirurgia bariátrica, ausência de vesícula biliar e obesidade podem influenciar a absorção e o metabolismo dessa vitamina.
A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, ou seja, depende da presença de gordura e de uma boa absorção intestinal para ser aproveitada pelo organismo. Após algumas cirurgias bariátricas, principalmente aquelas que reduzem a absorção de nutrientes, pode ocorrer maior dificuldade para manter níveis adequados, mesmo usando cápsulas.
No Brasil, existem apresentações de vitamina D em diferentes formas (principalmente colecalciferol – vitamina D3 em cápsulas ou gotas). A apresentação injetável existe em algumas situações e formulações, porém não é uma opção tão amplamente disponível em todas as farmácias e pode depender de disponibilidade, indicação médica e regulamentação do produto. Em alguns locais pode ser necessário procurar serviços especializados ou farmácias que trabalhem com determinadas apresentações.
Quando a vitamina D permanece baixa mesmo após reposição oral adequada, o médico pode considerar algumas estratégias, como:
Ajustar a dose da vitamina D oral.
Avaliar se a forma utilizada e a adesão ao tratamento estão adequadas.
Associar vitamina D com melhor absorção ou outras estratégias conforme o caso.
Investigar fatores que podem manter níveis baixos, como deficiência de magnésio, alterações no metabolismo do cálcio, problemas de absorção intestinal ou a própria técnica cirúrgica da bariátrica.
O fato de sua vitamina D permanecer em torno de 25 ng/mL após mais de 12 meses de suplementação merece uma reavaliação, mas não significa necessariamente que a única solução seja a injeção. O importante é que o endocrinologista avalie o seu histórico completo, incluindo:
Tipo de cirurgia bariátrica realizada.
Dose de vitamina D utilizada.
Níveis de cálcio, fósforo, PTH (paratormônio) e função renal.
Outros nutrientes frequentemente acompanhados no pós-bariátrica.
Não recomendo aumentar doses ou buscar aplicações por conta própria, pois excesso de vitamina D também pode causar problemas, como aumento do cálcio no sangue.
Você está fazendo o correto ao investigar, pois pacientes pós-bariátricos realmente precisam de um acompanhamento nutricional e metabólico mais cuidadoso. Com a estratégia adequada, na maioria dos casos é possível melhorar os níveis.
Espero ter ajudado! Desejo que você consiga ajustar sua reposição e manter sua saúde bem acompanhada. Um abraço!
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Estou com cervicalgia e ortopedista receitou alginac retard, porém estou com rinite alérgica e o méd
Estou com cervicalgia e ortopedista receitou alginac retard, porém estou com rinite alérgica e o médico receitou loratamed. Esqueci de perguntar se podia fazer o uso dos dois.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua dúvida. Quando recebemos mais de uma medicação de médicos diferentes, é muito comum surgir essa preocupação sobre possíveis interações.
De forma geral, o Alginac Retard® e o Loratamed® podem ser utilizados juntos na maioria das pessoas, pois não existe uma interação medicamentosa importante conhecida entre esses dois medicamentos.
O Alginac Retard® geralmente é utilizado para dores musculoesqueléticas, como cervicalgia, e contém substâncias com ação analgésica e anti-inflamatória (a composição pode variar conforme a apresentação). Já o Loratamed® (loratadina) é um antialérgico utilizado para sintomas de rinite, como espirros, coriza, coceira nasal e ocular.
Alguns cuidados importantes:
Utilize o Alginac exatamente na dose e pelo tempo orientado pelo ortopedista, pois anti-inflamatórios podem causar efeitos no estômago, rins e pressão arterial em algumas pessoas.
Informe ao médico se você tem histórico de gastrite, úlcera, doença renal, pressão alta descontrolada, usa anticoagulantes ou já teve alergia a anti-inflamatórios.
A loratadina costuma causar pouca sonolência, mas algumas pessoas podem apresentar esse efeito.
Se os dois medicamentos foram prescritos por médicos que avaliaram seu caso, em geral a associação é considerada segura. Caso apresente sintomas como falta de ar, inchaço, manchas na pele, dor forte no estômago, vômitos com sangue ou piora importante dos sintomas, procure avaliação médica.
Espero ter ajudado! É sempre uma boa prática perguntar sobre combinações de medicamentos, pois isso contribui para um tratamento mais seguro. Desejo uma boa recuperação da sua cervicalgia e melhora da rinite. Um abraço!
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Pessoas que fizeram tireidoctomia total pode tomar qualquer tipo de vacina? Estando gestante?
Pessoas que fizeram tireidoctomia total pode tomar qualquer tipo de vacina? Estando gestante?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas que realizaram tireoidectomia total geralmente podem receber vacinas normalmente. A retirada da tireoide, por si só, não causa imunossupressão e não impede a vacinação. A maioria das pessoas em uso de levotiroxina após a cirurgia mantém a capacidade normal de resposta imunológica.
Durante a gestação, a vacinação deve ser avaliada com atenção, pois algumas vacinas são recomendadas e importantes para proteger a mãe e o bebê, como influenza, COVID-19 e dTpa (tríplice bacteriana acelular – difteria, tétano e coqueluche), conforme orientação médica e calendário vacinal.
Já as vacinas de vírus vivos atenuados (como algumas apresentações de sarampo, caxumba, rubéola e varicela) geralmente são contraindicadas durante a gestação, independentemente da tireoidectomia, devido ao risco teórico para o feto.
O ideal é que a gestante informe ao obstetra e ao endocrinologista sobre a tireoidectomia total, o uso de levotiroxina e os exames recentes de TSH e T4 livre, pois o controle adequado da função da tireoide é essencial durante a gravidez. A vacinação deve ser individualizada conforme o histórico clínico e o calendário recomendado.
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Quais são os factores de risco da febre tifóide ? Quais são as vias de transmissão? Qual é o seu a
Quais são os factores de risco da febre tifóide ?
Quais são as vias de transmissão?
Qual é o seu ambiente susceptível?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A febre tifóide é causada principalmente pela bactéria Salmonella Typhi e apresenta transmissão fecal-oral, geralmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes de pessoas infectadas ou portadoras. Os principais fatores de risco incluem saneamento básico inadequado, água não tratada, higiene das mãos insuficiente, consumo de alimentos manipulados em condições precárias e viagens para regiões endêmicas. Ambientes com alta densidade populacional e infraestrutura sanitária deficiente favorecem sua disseminação. A prevenção envolve saneamento, higiene, segurança alimentar e vacinação quando indicada.
Perguntas frequentes
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faz 1 mes que sinto um incômodo na lateral esquerda do pescoço. Já senti uma dor pulsante mas dps pa
Pode ser tensão muscular, linfonodo inflamado ou algo na garganta/refluxo.…