Perguntas do paciente (2444)
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O uso de escitalopram e atomoxetina (Atentah) é seguro para mim? Tenho 20 anos, não tenho problemas
O uso de escitalopram e atomoxetina (Atentah) é seguro para mim? Tenho 20 anos, não tenho problemas cardíacos, mas meu pai e meu avô têm arritmia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A associação entre escitalopram e atomoxetina (Atentah) pode ser utilizada em alguns pacientes, mas, no seu caso, merece atenção devido ao histórico familiar de arritmia. A atomoxetina pode aumentar frequência cardíaca e pressão arterial, enquanto o escitalopram pode influenciar o intervalo QT em algumas situações.
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Existe dose máxima eficaz de ISRS? Se sim, como identificar? Minha médica receitou vilazodona. Fizem
Existe dose máxima eficaz de ISRS? Se sim, como identificar? Minha médica receitou vilazodona. Fizemos a progressão das doses até a máxima. Estou nela fazem duas semanas. Porém, percebo que me deixou com o humor instável e mais ansioso. Nas anteriores eu estava melhorando.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Em antidepressivos, existe uma faixa de dose terapêutica, mas a “dose máxima eficaz” não é necessariamente a maior dose permitida. O objetivo é encontrar a menor dose que produza benefício com boa tolerabilidade. No caso da vilazodona, a dose recomendada para depressão é de 20–40 mg/dia, sendo 40 mg a dose máxima aprovada.
O que você relata é importante: se nas doses anteriores havia melhora e, após chegar à dose máxima, surgiram mais ansiedade e instabilidade do humor, isso pode representar pior tolerabilidade à dose mais alta. Duas semanas ainda são relativamente pouco tempo para avaliar todo o efeito antidepressivo, mas não é necessário permanecer na dose máxima se os efeitos adversos forem relevantes.
Converse com sua psiquiatra antes de modificar a dose. Ela poderá avaliar se faz sentido retornar à dose anterior, aguardar mais tempo ou investigar outras possibilidades, inclusive sintomas de transtorno bipolar/hipomania, que devem ser considerados quando ocorre mudança importante do humor durante tratamento antidepressivo.
Em psiquiatria, mais dose não significa necessariamente mais efeito: o melhor tratamento é aquele que equilibra resposta clínica e tolerabilidade, especialmente em quadros de depressão, ansiedade e transtornos do humor.
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Olá, Sinto muito medo e desconforto com as pessoas que tenho que conviver no trabalho. Sempre foi as
Olá,
Sinto muito medo e desconforto com as pessoas que tenho que conviver no trabalho.
Sempre foi assim, quando o tempo passa e as pessoas vão criando vínculos eu fico de fora pois não consigo interagir. É como se as pessoas soubessem quem sou e o que estou sentindo. E aí acabo pedindo demissão, já saí de vários empregos por este motivo, inclusive um concursado.
Sinto ânsia, dor de cabeça e sempre no final do dia me sinto extremamente cansada pois fico em sinal de alerta o tempo todo. Na época da escola eu sentia a mesma coisa.
O que pode ser isso e como eu posso ser curada? ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O quadro descrito é compatível com ansiedade social, especialmente pela presença de medo intenso de julgamento, dificuldade de interação, sintomas físicos e prejuízo repetido no trabalho e desde a escola. Entretanto, é importante diferenciar transtorno de ansiedade social de outras condições, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, TDAH em adultos ou até características do espectro autista.
Isso tem tratamento e pode melhorar significativamente. A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental com técnicas de exposição gradual, é uma das principais abordagens; em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicação.
Como os sintomas estão causando sofrimento e levando a repetidas perdas profissionais, uma avaliação com psiquiatra é bastante indicada para esclarecer o diagnóstico e estabelecer um tratamento individualizado para ansiedade, crise de ansiedade, estresse e possíveis transtornos associados.
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Existe um nível ótimo de ISRS durante o tratamento? Meu médico me prescreveu vilazodona 10mg e mais
Existe um nível ótimo de ISRS durante o tratamento? Meu médico me prescreveu vilazodona 10mg e mais tarde 20mg. Como percebi melhora parcial do humor, ele aumentou para 40mg. Contudo, após 12 dias do tratamento novo, só me sinto triste. Voltar a dose anterior é uma opção a se discutir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Existe uma faixa terapêutica, mas não necessariamente uma dose “ótima” igual para todos. Para a vilazodona, 20–40 mg/dia é a faixa recomendada, e 40 mg é a dose máxima usual aprovada.
Como você apresentou melhora com 20 mg e passou a se sentir mais triste após 12 dias em 40 mg, é bastante pertinente discutir com seu médico se a dose anterior era mais adequada. Não reduza por conta própria, pois a retirada deve ser gradual.
Também é importante comunicar rapidamente qualquer piora acentuada da depressão, pensamentos de morte ou suicídio. Na avaliação psiquiátrica, o objetivo não é atingir a maior dose possível, mas encontrar o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade, considerando depressão, ansiedade e possíveis transtornos do humor.
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Vognus 5mg, pode cortar o efeito do anticoncepcional tantin?
Vognus 5mg, pode cortar o efeito do anticoncepcional tantin?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para avaliar se o Vognus® interfere na eficácia do Tantin®, é fundamental identificar o princípio ativo do medicamento, pois o nome comercial isoladamente pode não ser suficiente para determinar uma interação. Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais hormonais, enquanto outros não apresentam interação clinicamente relevante. Se você me informar o princípio ativo do Vognus 5 mg ou enviar uma foto da embalagem/bula, consigo orientar com maior segurança. Enquanto houver dúvida sobre uma possível interação, converse com seu médico ou farmacêutico antes de modificar o anticoncepcional.
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Sentimento de tédio constante é um sintoma da bipolaridade e transtorno esquizoafetivo?
Sentimento de tédio constante é um sintoma da bipolaridade e transtorno esquizoafetivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tédio constante pode aparecer em quadros depressivos, inclusive na depressão associada ao transtorno bipolar, especialmente quando vem acompanhado de perda de interesse ou prazer, falta de motivação, tristeza, alterações do sono e isolamento social. Entretanto, não é um sintoma específico de bipolaridade.
No transtorno esquizoafetivo, também pode ocorrer, principalmente durante fases depressivas ou por redução da motivação e do interesse, mas o diagnóstico depende da presença e da evolução de sintomas de humor associados a sintomas psicóticos.
Portanto, sentir tédio isoladamente não permite diagnosticar bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo. Uma avaliação psiquiátrica deve considerar duração, intensidade, episódios de depressão ou mania/hipomania, alterações do sono, energia, impulsividade, pensamentos acelerados e sintomas psicóticos. Isso também ajuda a diferenciar tédio, anedonia, depressão, ansiedade e efeitos de medicamentos.
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O que é comprometimento cognitivo? É uma doença? Se trata com medicação?
O que é comprometimento cognitivo? É uma doença? Se trata com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comprometimento cognitivo não é necessariamente uma doença específica, mas um termo usado para descrever alterações em funções como memória, atenção, concentração, linguagem, raciocínio e capacidade de planejamento. Pode ser leve e temporário, relacionado a ansiedade, depressão, insônia, estresse, uso de medicamentos ou outras condições clínicas, ou estar associado a doenças neurológicas, como diferentes tipos de demência.
O tratamento depende da causa. Nem todo comprometimento cognitivo precisa de medicação. A avaliação médica pode incluir investigação de tireoide, vitamina B12, anemia, alterações metabólicas, sono e saúde mental. Em alguns casos, tratar depressão, ansiedade, insônia ou outras condições melhora significativamente a cognição. Quando há suspeita de comprometimento cognitivo persistente, uma avaliação com psiquiatra, neurologista ou geriatra pode ser indicada.
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É possível que mesmo tomando lítio as minhas oscilações de humor estejam sendo devido a suspeita de
É possível que mesmo tomando lítio as minhas oscilações de humor estejam sendo devido a suspeita de uma possível epilepsia (crise de ausência)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que as oscilações de humor tenham outra causa além do transtorno bipolar, mesmo durante o uso de lítio. Entretanto, crises de ausência geralmente não se manifestam como oscilações de humor; costumam provocar episódios breves de desconexão ou perda de consciência, frequentemente por segundos, com interrupção momentânea da atividade e posterior retorno.
Se existe suspeita de epilepsia, é importante avaliação com neurologista e eletroencefalograma (EEG). Também pode ser necessário revisar o diagnóstico psiquiátrico, o nível sérico do lítio, outros medicamentos e o padrão temporal dos sintomas. Ansiedade, depressão, insônia e efeitos medicamentosos também podem produzir alterações importantes de humor e concentração.
Não suspenda ou ajuste o lítio sem orientação médica.
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Ate o momento estou com laudo de TAB, mas a psiquiatra falou que pode ser transtorno de personalidad
Ate o momento estou com laudo de TAB, mas a psiquiatra falou que pode ser transtorno de personalidade.. tem perguntas que posso fazer para mim e para psiquiatra pra ter uma base melhor de laudo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferenciação entre Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) e transtornos de personalidade pode ser desafiadora, pois alguns sintomas podem se sobrepor, como alterações de humor, impulsividade, irritabilidade, dificuldades nos relacionamentos e instabilidade emocional. O diagnóstico correto depende principalmente da história ao longo da vida, padrão dos sintomas e avaliação psiquiátrica detalhada.
Algumas perguntas que podem ajudar você a organizar informações para conversar com sua psiquiatra:
Sobre as alterações de humor:
Meus períodos de euforia, energia aumentada ou irritabilidade duram dias (ex.: 4 dias ou mais) ou mudam várias vezes no mesmo dia?
Durante esses períodos, tenho menos necessidade de sono sem sentir cansaço?
Tenho aumento de impulsividade, gastos excessivos, comportamentos de risco ou sensação de estar “acelerado(a)”?
Essas fases aparecem mesmo quando minha vida está estável ou sempre acontecem após conflitos e situações emocionais?
Sobre possíveis padrões de personalidade:
Tenho medo intenso de abandono ou rejeição?
Minhas relações costumam ser muito intensas, com mudanças rápidas entre idealizar e se decepcionar com alguém?
Tenho dificuldade frequente em controlar raiva, impulsos ou emoções muito fortes?
Minha sensação de identidade ou autoestima muda muito dependendo das situações?
Perguntas importantes para fazer à psiquiatra:
Quais critérios do meu caso sustentam o diagnóstico de TAB?
Quais características fizeram você considerar transtorno de personalidade?
Os meus episódios têm duração e padrão compatíveis com bipolaridade?
Existe possibilidade de os dois diagnósticos coexistirem?
Quais sintomas devemos acompanhar para diferenciar melhor?
O tratamento escolhido mudaria caso o diagnóstico fosse outro?
Seria indicado algum acompanhamento psicoterápico específico?
Uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, considerando histórico desde a adolescência, relações, funcionamento profissional, traumas, uso de substâncias, sono e resposta aos medicamentos ajuda a diferenciar TAB, transtornos de personalidade, transtornos de humor, transtorno de ansiedade e outras condições associadas. O diagnóstico mais preciso permite um tratamento mais eficaz e individualizado.
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Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
Idoso com 80 anos e ansiedade moderada mertazapina funciona apesar de ser antidepressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a mirtazapina pode ser uma opção no tratamento de ansiedade em idosos, mesmo sendo classificada principalmente como um antidepressivo. Além do efeito antidepressivo, ela pode apresentar ação ansiolítica, ajudando em sintomas como preocupação excessiva, tensão emocional, irritabilidade e alterações do sono, que frequentemente acompanham quadros de transtorno de ansiedade.
Em pessoas com 80 anos, a escolha da medicação deve ser ainda mais individualizada, considerando doenças associadas, outros medicamentos em uso, risco de quedas, função renal e hepática, alterações cognitivas e sensibilidade aos efeitos adversos. A mirtazapina pode causar sonolência, aumento do apetite, ganho de peso e tontura, efeitos que precisam ser monitorados nessa faixa etária.
Uma avaliação com o psiquiatra permite diferenciar se os sintomas correspondem a transtorno de ansiedade, depressão no idoso, transtornos de humor, insônia relacionada à ansiedade ou outras condições, definindo a melhor estratégia terapêutica. O tratamento adequado pode melhorar qualidade do sono, bem-estar emocional e funcionamento diário com maior segurança.
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Um profissional online pode emitir um laudo oficial comprovando que um paciente tem autismo? Minha f
Um profissional online pode emitir um laudo oficial comprovando que um paciente tem autismo? Minha familia acha que esse é meu caso e busca suporte do INSS, entretanto creio que o sistema publico de saude vai levar anos para responder e agendar um Psicologo/Psiquiatra.
Se sim, que tipo de profissional eu deveria procurar para agendar sessões e possivelmente obter um diagnóstico de TEA? Psiquiatra ou Psicologo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um profissional que atende online (telemedicina) pode realizar uma avaliação de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e emitir um relatório ou laudo, desde que tenha competência técnica para isso, faça uma avaliação adequada e siga as normas profissionais vigentes. O documento precisa conter informações como histórico clínico, critérios avaliados, metodologia utilizada, conclusão diagnóstica e identificação do profissional responsável.
Para diagnóstico de TEA em adultos, o ideal é buscar um profissional com experiência específica em avaliação de autismo, pois o diagnóstico é clínico e envolve análise do desenvolvimento desde a infância, comunicação social, padrões de comportamento, interesses restritos, funcionamento cotidiano e impacto na vida pessoal e profissional.
O psiquiatra é o médico mais indicado para realizar o diagnóstico médico de TEA e emitir documentação médica, especialmente quando existe a necessidade de comprovação para fins como INSS, adaptações ou benefícios. O psicólogo especializado em avaliação neuropsicológica também pode contribuir muito, realizando testes e uma avaliação detalhada das funções cognitivas, sociais e comportamentais, podendo emitir um relatório psicológico. Muitas vezes, a avaliação mais completa é feita em conjunto entre psiquiatra e psicólogo/neuropsicólogo.
Na busca por atendimento, procure profissionais com experiência em TEA em adultos, diagnóstico diferencial, saúde mental, ansiedade, depressão, TDAH em adultos e transtornos do neurodesenvolvimento. Uma avaliação cuidadosa evita diagnósticos equivocados e permite direcionar melhor o suporte necessário para qualidade de vida e funcionamento diário.
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Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
Sou fumante e o psiquiatra me receitou escitalopram tenho medo de passar mal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), utilizado com frequência no tratamento de ansiedade, depressão, crises de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade e transtornos de humor. O fato de você ser fumante, por si só, não é uma contraindicação para o uso do escitalopram.
É comum algumas pessoas terem receio de iniciar um antidepressivo, mas a maioria dos pacientes tolera bem a medicação. No começo do tratamento (principalmente nas primeiras semanas), podem ocorrer efeitos como náusea, alteração do sono, dor de cabeça, sensação de inquietação, aumento temporário da ansiedade ou desconforto gastrointestinal, que frequentemente melhoram com a adaptação do organismo.
O tabagismo é um fator importante para a saúde geral e também pode estar relacionado à piora de sintomas de ansiedade, irritabilidade e estresse, mas não significa que você terá uma reação ruim ao escitalopram. É importante seguir a dose prescrita e não interromper de forma abrupta sem conversar com o psiquiatra.
Durante o acompanhamento psiquiátrico, o médico pode avaliar sua resposta ao tratamento, possíveis efeitos colaterais e também oferecer estratégias para redução ou cessação do tabagismo, quando for seu objetivo. O tratamento individualizado ajuda no controle da ansiedade, depressão, insônia, falta de motivação e qualidade de vida com maior segurança.
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É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
É possivel fraccionar o Venvance? Ou então Ritalina LA? pois tenho crash com os 2 ao final do dia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O “crash” no final do efeito do Venvanse® (lisdexanfetamina) ou da Ritalina LA® (metilfenidato de liberação prolongada) é uma queixa relativamente comum em algumas pessoas com TDAH em adultos. Pode ocorrer quando a concentração do medicamento começa a cair, levando a sintomas como cansaço, irritabilidade, ansiedade, queda de humor, dificuldade de concentração ou sensação de “desligamento”.
Em relação a fracionar o Venvanse ou a Ritalina LA, é importante ter cuidado:
O Venvanse não deve ser aberto, dividido ou fracionado para ajustar doses, pois a cápsula contém a quantidade total do princípio ativo e a manipulação pode comprometer a precisão da dose.
A Ritalina LA também não deve ser mastigada ou alterada, pois possui um sistema de liberação modificada. Em algumas apresentações, o conteúdo da cápsula pode ter orientações específicas do fabricante, mas qualquer ajuste deve ser feito pelo psiquiatra.
Quando existe “rebote” ou crash, o psiquiatra pode considerar outras estratégias, como ajuste da dose, mudança do horário de tomada, troca do estimulante, associação com outra formulação de liberação imediata em horários estratégicos ou avaliação de outros fatores que pioram a queda do efeito (sono, alimentação, ansiedade, estresse, cafeína, depressão associada).
Na consulta psiquiátrica, é interessante levar informações como: horário que toma a medicação, horário em que começa o crash, quais sintomas aparecem e quanto tempo duram. Isso ajuda o médico a diferenciar se é apenas fim do efeito do estimulante ou se existe associação com transtorno de ansiedade, depressão, irritabilidade, burnout ou transtornos de humor.
O acompanhamento com o psiquiatra especializado em TDAH em adultos permite ajustar o tratamento para melhorar atenção, produtividade e estabilidade emocional, reduzindo efeitos indesejados ao longo do dia.
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Tomo escitalopram desde 2009 mas agora me deu crise de pânico e a depressão voltou, a psiquiatra me
Tomo escitalopram desde 2009 mas agora me deu crise de pânico e a depressão voltou, a psiquiatra me deu zetron xl 150. Mas estou com muito enjôo é tontura. Já estou na segunda semana e só piorou. Estou muito mal. Muita tontura e sem apetite. Devo continuar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Zetron XL 150 mg (bupropiona de liberação prolongada) pode causar alguns efeitos colaterais principalmente nas primeiras semanas de uso, incluindo náuseas, tontura, redução do apetite, ansiedade, agitação, alteração do sono e mal-estar gastrointestinal. Em algumas pessoas, esses sintomas melhoram após um período de adaptação, mas quando estão intensos, piorando ou comprometendo sua alimentação e rotina, é importante reavaliar com a psiquiatra.
Como você usa escitalopram desde 2009 e apresentou retorno de sintomas como crise de pânico e depressão, pode ser necessário investigar se houve mudança no quadro clínico, fatores de estresse, tolerância ao medicamento ou necessidade de ajuste do tratamento. A bupropiona pode ser útil para alguns pacientes com depressão, baixa energia e falta de motivação, mas em algumas pessoas com maior componente de ansiedade, crises de pânico ou irritabilidade, pode aumentar temporariamente esses sintomas.
Não suspenda o medicamento por conta própria sem conversar com sua médica, mas entre em contato com ela antes de manter a estratégia atual, principalmente porque você relata estar “muito mal”, com tontura importante e sem apetite.
Na avaliação com o psiquiatra, é possível ajustar a medicação, avaliar a combinação com escitalopram e conduzir o tratamento de depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e transtornos de humor de forma mais adequada e segura.
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Qual a maneira correta de fazer o desmame do Olanzapina 2,5mg?
Qual a maneira correta de fazer o desmame do Olanzapina 2,5mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A retirada da olanzapina 2,5 mg deve ser feita de forma gradual e individualizada, pois a velocidade do desmame depende do motivo pelo qual ela foi prescrita (por exemplo, transtorno bipolar, depressão com sintomas associados, ansiedade intensa, insônia, irritabilidade ou outros quadros psiquiátricos), do tempo de uso e da resposta de cada pessoa.
Mesmo sendo uma dose considerada baixa, a interrupção abrupta pode causar sintomas como insônia, ansiedade, agitação, irritabilidade, piora do humor ou retorno dos sintomas que estavam controlados. Por isso, o psiquiatra costuma avaliar reduções progressivas, muitas vezes em etapas, com acompanhamento da evolução clínica.
É importante conversar com seu psiquiatra antes de iniciar o desmame para definir a melhor estratégia. Algumas perguntas úteis para a consulta são: “Qual o objetivo da olanzapina no meu tratamento?”, “Qual o risco de recaída ao reduzir?”, “Em quanto tempo devemos fazer cada redução?” e “Quais sinais indicam que preciso retornar ou ajustar o plano?”.
O acompanhamento psiquiátrico é essencial para conduzir a retirada com segurança e monitorar sintomas de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno bipolar e TDAH em adultos, quando presentes.
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Passei por um término de relacionamento e estou bem triste. Após 2 meses ainda tenho crises de ansie
Passei por um término de relacionamento e estou bem triste. Após 2 meses ainda tenho crises de ansiedade, dificuldade para dormir, pensamento ruminante e, atualmente, tenho sentido uma apatia muito grande. Sem vontade de fazer as coisas. Faço terapia, acho que estou melhorando, mas queria melhorar logo. Devo procurar um psiquiatra? A fluoxetina seria uma opção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O término de um relacionamento pode desencadear um período de sofrimento emocional intenso, com sintomas como tristeza, ansiedade, insônia, pensamentos repetitivos (ruminação), perda de interesse e falta de motivação. Porém, quando esses sintomas permanecem por semanas e começam a interferir na rotina, no sono, no trabalho ou na qualidade de vida, uma avaliação com psiquiatra pode ser uma boa estratégia.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e pode ser uma opção em alguns casos de transtorno depressivo, ansiedade, crises de ansiedade e outros quadros relacionados ao humor, mas a indicação depende de uma avaliação individual. O psiquiatra irá analisar a intensidade dos sintomas, duração, histórico pessoal e familiar, presença de pensamentos negativos persistentes, alterações do sono e apetite, além de diferenciar um processo esperado de luto emocional de um quadro que necessite de tratamento medicamentoso.
É positivo que você já esteja fazendo terapia, pois a psicoterapia auxilia no processamento da perda, reorganização emocional e desenvolvimento de estratégias para lidar com pensamentos ruminantes. Em alguns casos, a combinação entre psicoterapia e medicação pode acelerar a recuperação e trazer mais estabilidade.
Uma consulta com o psiquiatra pode ajudar a avaliar sintomas de ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo, definindo o tratamento mais adequado para você recuperar gradualmente sua qualidade de vida.
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Tomei so dois comprimido de fluoxetina um sexta e o último sábado e não me adaptei com os efeitos co
Tomei so dois comprimido de fluoxetina um sexta e o último sábado e não me adaptei com os efeitos colaterais horrível, hoje ja e quarta feira e ainda to sentindo os efeitos colaterais, oque faço pra melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina pode causar efeitos colaterais logo nos primeiros dias de uso, mesmo após poucas tomadas. Sintomas como náusea, tontura, sensação de mal-estar, ansiedade aumentada, alteração do sono, falta de apetite e desconforto no corpo podem acontecer no início, principalmente em pessoas mais sensíveis.
Como você tomou apenas 2 comprimidos (sexta e sábado), a quantidade de medicamento ingerida foi pequena, mas a fluoxetina tem uma característica importante: ela possui meia-vida longa, ou seja, permanece no organismo por vários dias. Por isso, algumas pessoas ainda podem sentir efeitos mesmo após suspender.
Para ajudar na melhora dos sintomas:
mantenha boa hidratação;
faça refeições leves, mesmo com pouco apetite;
evite excesso de cafeína e álcool nesse período;
procure descansar e manter uma rotina de sono;
não reinicie ou troque a medicação sem conversar com seu psiquiatra.
Como você relata que os efeitos foram “horríveis” e ainda estão presentes na quarta-feira, é importante avisar o médico que prescreveu. Ele poderá avaliar se foi uma reação de adaptação, se a dose inicial não foi adequada para você ou se outra estratégia seria mais indicada.
Na psiquiatria, a escolha do antidepressivo precisa considerar o perfil de cada pessoa, principalmente quando há sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade ou transtorno depressivo. Um ajuste individualizado aumenta a chance de melhora com menos efeitos adversos.
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Médico me passou paroxetina de manhã, revotril e mitarzapina a noite, tem algum problema problema se
Médico me passou paroxetina de manhã, revotril e mitarzapina a noite, tem algum problema problema seguir essa regra
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, paroxetina pela manhã, clonazepam (Rivotril®) à noite e mirtazapina à noite é uma combinação que pode ser utilizada em psiquiatria, especialmente quando há ansiedade, depressão e insônia. A paroxetina pode ser mais adequada pela manhã se causar sonolência em você, enquanto a mirtazapina e o clonazepam podem aumentar a sedação e facilitar o sono. É importante evitar álcool e não dirigir se estiver sonolento ou com reflexos reduzidos. Como são medicamentos com efeitos no sistema nervoso central, o esquema deve ser acompanhado pelo psiquiatra, principalmente no início do tratamento. Não altere horários ou doses por conta própria.
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O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?
O que é o medicamento antietanol utilizado para tratar alcoólatras?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Antietanol® é um nome comercial do dissulfiram, medicamento utilizado como parte do tratamento da dependência de álcool. Ele não reduz diretamente a vontade de beber; seu mecanismo é provocar uma reação desagradável quando a pessoa consome álcool, por isso funciona como um recurso de apoio à abstinência.
Ao ingerir álcool durante o uso, pode ocorrer vermelhidão, dor de cabeça, náuseas, vômitos, palpitações, queda ou aumento da pressão e mal-estar intenso. Por isso, não deve ser utilizado sem acompanhamento médico e sem que a pessoa esteja comprometida com a abstinência. É importante também ter cuidado com álcool presente em alguns produtos, como certos medicamentos, perfumes e alimentos.
O tratamento do transtorno por uso de álcool costuma ser mais eficaz quando combina acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e, quando indicado, medicamentos.
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Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?
Quais os sintomas de uma pessoa com epilepsia sem convulsões?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Epilepsia pode ocorrer sem convulsões generalizadas, porque existem crises focais ou crises de ausência que podem se manifestar principalmente por alterações breves da consciência e do comportamento.
Alguns sinais possíveis são episódios de “desligamento” por alguns segundos, olhar fixo, interrupção súbita da fala ou atividade, dificuldade momentânea de responder, movimentos automáticos repetitivos, confusão ou falhas de memória após o episódio. Em crises focais, também podem ocorrer sensações estranhas, alterações de percepção, medo súbito, cheiro ou gosto incomum e movimentos involuntários localizados.
Esses sintomas, entretanto, não significam necessariamente epilepsia. Ansiedade, dissociação, alterações do sono, efeitos de medicamentos e outros transtornos psiquiátricos podem produzir manifestações semelhantes. O diagnóstico é feito principalmente pela avaliação do neurologista e, quando indicado, eletroencefalograma (EEG), podendo ser necessário EEG prolongado ou com vídeo.
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Perguntas frequentes
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Quando o desmame de olanzapina gera somente insônia forte, o que fazer para melhorar essa insônia?
A insônia pode aparecer durante o desmame, principalmente porque essa medicação…