Perguntas do paciente (2444)

  • Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?

    Quando o carbolitium CR é tomado uma vez ao dia, por quanto tempo ele fica no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Carbolitium CR® (carbonato de lítio de liberação controlada), mesmo quando tomado uma vez ao dia, permanece no organismo por um período relativamente prolongado. O lítio possui uma meia-vida média de aproximadamente 18 a 36 horas em adultos com função renal normal, ou seja, esse é o tempo aproximado para o organismo eliminar metade da quantidade presente no sangue.

    Na prática, após uma dose única, o lítio pode permanecer no organismo por vários dias até ser totalmente eliminado. Geralmente, após cerca de 4 a 7 dias sem novas doses, ocorre uma redução importante dos níveis sanguíneos, mas isso pode variar conforme idade, função dos rins, hidratação, dose utilizada e outros medicamentos.

    Mesmo usando uma vez ao dia, o efeito terapêutico do lítio é mantido porque ele atua na regulação de mecanismos cerebrais relacionados ao humor. Por isso, é fundamental manter o uso conforme prescrição e não fazer pausas ou mudanças sem orientação médica.

    O acompanhamento com psiquiatra é essencial durante o tratamento com lítio para monitorar transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente, ansiedade associada e estabilidade emocional, além de acompanhar exames como litemia (nível de lítio no sangue), função renal e tireoide, garantindo segurança e eficácia do tratamento.


  • É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de ma

    É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de manutenção após algumas semanas, causando despertares precoces? O que costuma ser feito nesses casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer. A trazodona 50 mg de liberação imediata costuma ter um efeito mais evidente na indução do sono (ajudar a adormecer), mas algumas pessoas percebem, após algumas semanas, redução do benefício para a manutenção do sono, com despertares durante a madrugada ou despertar precoce.

    Isso pode ocorrer por alguns motivos, como adaptação do organismo ao efeito sedativo, dose insuficiente para o padrão de insônia apresentado ou porque a causa principal da insônia (por exemplo, ansiedade, depressão, estresse, transtornos de humor) continua influenciando a arquitetura do sono. A trazodona de liberação imediata também tem duração de ação limitada, podendo não cobrir toda a noite em alguns pacientes.

    Nesses casos, o psiquiatra geralmente avalia algumas possibilidades: ajustar a dose, mudar o horário de administração, considerar uma formulação de liberação prolongada quando disponível, associar ou trocar estratégias terapêuticas, além de investigar fatores que podem estar prejudicando o sono, como ansiedade noturna, alterações do humor, hábitos de sono e outras medicações.

    É importante não aumentar a dose ou modificar o uso por conta própria, pois a trazodona pode causar efeitos como sonolência excessiva, tontura e queda de pressão. O acompanhamento com psiquiatra permite ajustar o tratamento da insônia, ansiedade, depressão, transtornos de humor, estresse, irritabilidade, falta de motivação e outros sintomas relacionados à saúde mental, buscando melhora da qualidade e da continuidade do sono.


  • Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?

    Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, uma pessoa pode ter epilepsia sem nunca ter apresentado uma convulsão percebida ou sintomas clássicos. A epilepsia é definida pela predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas, e nem todas as crises são convulsivas ou facilmente identificáveis.

    Algumas pessoas podem apresentar crises focais discretas, que podem se manifestar como momentos breves de desconexão, lapsos de memória, sensações estranhas (como déjà vu, alterações de cheiro ou gosto), pequenos automatismos (movimentos repetitivos sem perceber) ou episódios de confusão transitória. Em alguns casos, esses eventos podem passar despercebidos por anos.

    Entretanto, também existem pessoas que apresentam alterações em exames, como o eletroencefalograma (EEG), mas nunca terão uma crise epiléptica clínica. Por isso, o diagnóstico de epilepsia não deve ser feito apenas por um exame isolado; é necessário correlacionar história clínica, avaliação neurológica e exames complementares quando indicados.

    Se houver suspeita, o neurologista pode avaliar fatores de risco, histórico familiar, alterações no EEG, ressonância de encéfalo e possíveis eventos que tenham passado despercebidos. O acompanhamento adequado é importante para diferenciar epilepsia, alterações elétricas cerebrais isoladas, ansiedade, crises de pânico ou outros quadros neurológicos e psiquiátricos.


  • Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 22

    Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 225mg?
    e em quanto tempo para observar efeito mais consistente ? além da melhora do sono e do relaxamento q já aparece nos primeiros dias de uso .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação de Quetros® 50 mg (quetiapina) com venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns casos como estratégia de potencialização, principalmente quando há sintomas persistentes de ansiedade, depressão, agitação, insônia ou alterações do humor, porém a indicação depende da avaliação individual do paciente.

    A quetiapina em doses baixas, como 50 mg, apresenta principalmente efeito sedativo e ansiolítico inicial, relacionado à ação em receptores como histamínicos e serotoninérgicos. Por isso, é comum que a melhora do sono, relaxamento e redução da tensão apareça já nos primeiros dias. Já um efeito mais consistente sobre sintomas ansiosos persistentes ou potencialização antidepressiva costuma ser avaliado após algumas semanas de uso regular, frequentemente em torno de 4 a 8 semanas, dependendo da resposta e do ajuste da dose.

    É importante lembrar que a quetiapina pode causar efeitos metabólicos, como aumento de apetite, ganho de peso, alterações de glicemia e colesterol, mesmo em doses menores em algumas pessoas. Por isso, o acompanhamento clínico é importante.

    O psiquiatra costuma avaliar a evolução de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, ajustando o tratamento conforme a resposta e a tolerabilidade.


  • Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabi

    Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabilizador de humor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pessoas com transtorno bipolar ou transtorno esquizoafetivo podem, em alguns casos, utilizar antidepressivos, mas a decisão é mais complexa do que em uma depressão comum. O uso de antidepressivo isolado (sem um estabilizador de humor ou antipsicótico adequado) geralmente é evitado, pois pode aumentar o risco de virada maníaca/hipomaníaca, piora da instabilidade do humor, agitação ou aceleração dos pensamentos em algumas pessoas.

    No transtorno bipolar, o tratamento de base costuma envolver estabilizadores do humor (como lítio, valproato, lamotrigina, entre outros) e/ou antipsicóticos com ação estabilizadora, dependendo do perfil do paciente. Antidepressivos podem ser considerados em situações específicas, principalmente quando há sintomas depressivos persistentes, mas normalmente com acompanhamento próximo e associado a uma medicação que reduza o risco de desestabilização.

    No transtorno esquizoafetivo, a escolha também é individualizada, geralmente tendo como base um antipsicótico, podendo ser associado a estabilizadores do humor ou antidepressivos conforme a predominância dos sintomas (psicóticos, maníacos ou depressivos).

    A decisão depende do histórico de episódios de mania/hipomania, sintomas psicóticos, resposta prévia aos medicamentos, risco de recaída e características do quadro. O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para tratar adequadamente transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão, ansiedade, sintomas psicóticos e alterações emocionais, ajustando as medicações com segurança.


  • Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estab

    Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estabilizo. O que pode estar acontecendo comigo? Será que devo procurar um neurologista em vez de frequentar um psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Quando uma pessoa já recebeu diferentes diagnósticos psiquiátricos, utilizou várias medicações e ainda apresenta dificuldade de estabilização, é importante realizar uma reavaliação diagnóstica completa, pois nem sempre a falta de resposta significa apenas “falta de um remédio adequado”. Podem existir fatores como diagnóstico inicial impreciso, presença de mais de uma condição associada, transtornos de humor, transtornos de ansiedade, TDAH em adultos, alterações do sono, uso de substâncias, estresse crônico ou fatores médicos que podem influenciar os sintomas.

    O neurologista pode ser útil em situações específicas, principalmente quando há suspeita de alterações neurológicas, como crises convulsivas, alterações cognitivas importantes, sintomas motores, desmaios, dores de cabeça específicas ou outras alterações do sistema nervoso. Porém, a avaliação de transtornos psiquiátricos complexos, depressão resistente, ansiedade persistente, transtorno do pânico, alterações de humor e dificuldade de resposta aos medicamentos geralmente continua sendo uma área de atuação do psiquiatra.

    Uma abordagem interessante pode ser buscar um psiquiatra com experiência em casos de difícil controle, que faça uma revisão detalhada da história clínica, dos diagnósticos prévios, das medicações já utilizadas, das doses, do tempo de uso e dos efeitos obtidos. O tratamento pode envolver ajustes medicamentosos, psicoterapia e investigação de fatores associados.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, buscando um diagnóstico mais preciso e um plano terapêutico individualizado.


  • Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte

    Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte ou mais potente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O carbonato de lítio e o Carbolitium CR® possuem o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A principal diferença está na forma de liberação do medicamento. O Carbolitium CR® é uma formulação de liberação controlada/prolongada, que libera o lítio de maneira mais gradual ao longo do tempo, podendo proporcionar níveis sanguíneos mais estáveis e, em algumas pessoas, reduzir efeitos adversos relacionados a picos de concentração, como náuseas, tremores ou desconforto gastrointestinal.

    Nenhum dos dois é considerado “mais forte” ou “mais potente” quando comparadas doses equivalentes. A eficácia depende da dose prescrita, nível sérico de lítio no sangue, resposta individual, diagnóstico e acompanhamento médico. Em condições como transtorno bipolar, alterações de humor, depressão resistente e prevenção de episódios de mania ou depressão, o objetivo é manter uma concentração terapêutica adequada, e não utilizar a maior dose possível.

    A escolha entre lítio comum e formulação CR deve ser individualizada pelo psiquiatra, considerando tolerância, rotina de uso, exames de acompanhamento e estabilidade dos sintomas. O seguimento regular é essencial para monitorar função renal, tireoide, eletrólitos e níveis de lítio, garantindo segurança e eficácia do tratamento.


  • Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra

    Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra trocou pelo carbolitium CR 900mg. Minha pergunta é não se trata do mesmo medicamento? Ou tem alguma diferença entre eles? O carbolitium CR é superior ao carbonato de lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O carbonato de lítio e o Carbolitium CR® são, de fato, medicamentos com o mesmo princípio ativo: carbonato de lítio. A principal diferença está na tecnologia de liberação do comprimido. O Carbolitium CR® possui liberação controlada, ou seja, libera o lítio de forma mais gradual no organismo, podendo proporcionar níveis sanguíneos mais estáveis ao longo do dia.

    O Carbolitium CR® não é necessariamente “mais forte” ou “superior” ao carbonato de lítio convencional. Uma dose menor de Carbolitium CR (como 900 mg) pode ter sido escolhida pelo seu psiquiatra por questões relacionadas à absorção, tolerabilidade, horários de tomada ou tentativa de obter uma litemia mais adequada. A dose em miligramas não deve ser comparada diretamente entre formulações sem considerar a concentração de lítio disponível e o nível sérico alcançado.

    A litemia baixa com 1200 mg pode ocorrer por diversos motivos, como diferenças individuais de absorção, horário da coleta do exame em relação à última dose, hidratação, consumo de sal, função renal e interações com outros medicamentos. Por isso, o ajuste é sempre baseado na litemia associada à resposta clínica, e não apenas na quantidade em mg.

    O acompanhamento com psiquiatra é fundamental no tratamento de transtorno bipolar, transtornos de humor, depressão resistente, ansiedade associada e estabilização do humor, com monitoramento periódico da litemia, função renal e tireoidiana para garantir segurança e eficácia.


  • Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?

    Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, algumas pessoas relatam perceber diferença de efeito ao trocar o laboratório da sertralina, mas é importante entender que, em teoria, todos os medicamentos aprovados contendo sertralina devem ter o mesmo princípio ativo e seguir padrões de qualidade e equivalência. A sensação de menor eficácia pode acontecer por alguns motivos, como diferenças individuais na absorção, excipientes da formulação, variações de biodisponibilidade dentro dos limites permitidos ou simplesmente uma percepção relacionada ao momento clínico.

    Também é possível que fatores como estresse, alteração do sono, uso de outras medicações, mudanças hormonais ou evolução do quadro psiquiátrico influenciem a resposta ao antidepressivo. Em transtornos como ansiedade, depressão, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, transtorno do pânico, crises de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, estresse, insônia, burnout e TDAH em adultos, a resposta ao tratamento pode variar ao longo do tempo.

    Se você percebe uma piora consistente sempre que utiliza a sertralina de determinado fabricante, vale conversar com seu psiquiatra e relatar essa associação. Ele pode avaliar manter uma marca específica, revisar a dose ou investigar outros fatores que possam estar reduzindo a resposta terapêutica. Não é recomendado interromper ou trocar por conta própria, pois a sertralina precisa de uso contínuo para manter estabilidade dos sintomas.


  • Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.

    Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Anafranil (clomipramina) continua sendo um medicamento reconhecido na Psiquiatria, especialmente no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão, transtornos de ansiedade e alguns quadros de dor crônica. Em alguns locais pode ocorrer dificuldade de encontrar determinadas apresentações ou mudanças de fabricação por questões comerciais, regulatórias ou de disponibilidade, mas isso não significa que o medicamento tenha perdido sua eficácia.

    A clomipramina é considerada uma medicação com importante ação serotoninérgica e pode apresentar excelentes resultados em pacientes selecionados. Entretanto, como outros antidepressivos tricíclicos, exige acompanhamento médico devido a possíveis efeitos adversos e necessidade de ajuste individualizado. A avaliação com psiquiatra é fundamental para definir alternativas terapêuticas e manter o tratamento adequado para ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos de humor e qualidade de vida.


  • Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina

    Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina de 50 mg do laboratório tolrest agora entrando nesse segundo mês estou tomando do laboratório Zoloft 50mg as crises de ansiedade e de pânico passaram ! Só estou sentindo sensação de olhos pesados parecendo que acabou de acordar ! E cansaço e normal esse efeito já que tem 1 mês ? O médico me passou ansitec de 5 mg na minha segunda consulta será que o ancitec ajuda a combater esse cansaço nos olhos ? E sono vontade de ficar deitado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS, amplamente utilizado no tratamento de transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão e outros transtornos de humor. Após cerca de 1 mês de uso, é possível que alguns efeitos iniciais, como sonolência, sensação de olhos pesados, cansaço e redução de energia, ainda estejam presentes, pois a adaptação completa ao medicamento pode levar algumas semanas.

    A troca entre laboratórios geralmente mantém o mesmo princípio ativo e dose, mas algumas pessoas podem perceber diferenças individuais de tolerância. O Ansitec (buspirona) pode auxiliar no controle da ansiedade em alguns casos, porém não costuma ser uma medicação específica para combater sonolência ou cansaço; a resposta varia conforme cada paciente.

    É importante manter o acompanhamento com o psiquiatra para avaliar a evolução do tratamento, ajustar horários ou doses se necessário e investigar outros fatores que podem contribuir para a fadiga, como qualidade do sono, estresse, alimentação ou outras condições clínicas. O objetivo é alcançar controle da ansiedade, melhora da disposição e qualidade de vida.


  • Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e

    Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e não quer ir a um especialista. Nem remédios, ele fala que não funciona mas com ele. No caso ele fica muito agressivo, inventa coisas que não acontecerem, uma situação minina ele aumenta muito, não sei mas oque fazer, pois está prejudicando nossa família, e ele não aceita que ninguem vai embora, ele mobiliza a gente dizendo que vai cometer suicídio. Eu marcando com algum especialista, eles podem me passar algum medicamento que eu oferte a ele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode envolver dificuldades intensas na regulação emocional, impulsividade, medo de abandono, conflitos familiares, irritabilidade, explosões de raiva e, em alguns casos, ameaças ou pensamentos suicidas. O tratamento mais eficaz costuma envolver psicoterapia especializada e, quando indicado, acompanhamento com psiquiatra para avaliar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia ou impulsividade.

    No entanto, é importante destacar que um medicamento não deve ser oferecido a uma pessoa sem avaliação médica e sem que ela saiba o que está tomando. A prescrição depende de uma consulta individual, histórico clínico, avaliação de riscos e diagnóstico atualizado. Além disso, no TPB não existe uma medicação única que “cure” o transtorno; o foco é reduzir sintomas e melhorar o funcionamento emocional.

    Se ele ameaça cometer suicídio, essas falas devem ser levadas a sério. Em situações de risco imediato (por exemplo, intenção, plano ou acesso a meios), é indicado buscar atendimento de urgência. A família também pode procurar orientação de um psiquiatra, mesmo sem a presença dele inicialmente, para receber orientações sobre como agir, estabelecer limites e conduzir a situação.

    O acompanhamento psiquiátrico pode ajudar a família a lidar melhor com comportamentos relacionados a transtornos de humor, ansiedade, irritabilidade, crises emocionais, impulsividade e sofrimento psicológico, buscando mais segurança e qualidade de vida para todos.


  • Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido

    Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido a sonolência. Desde então, sinto ansiedade extrema e depressão grave (como se o remédio fosse água). Acordo às 2h da manhã com sintomas fortes de abstinência. Além disso, tentei reduzir o Rivotril de 10 para 8 gotas (com quetiapina 25mg à noite) e piorei muito. Essa piora na madrugada é pela mudança de horário da paroxetina ou o remédio pode ter perdido a eficácia aos 60 anos? Como estabilizar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A situação que você descreve merece uma avaliação cuidadosa, pois há alguns fatores que podem estar contribuindo para essa piora. A paroxetina tem meia-vida relativamente curta em comparação com alguns outros antidepressivos, e algumas pessoas são mais sensíveis a alterações no horário de tomada. Uma mudança da manhã para a tarde pode modificar a percepção dos efeitos ao longo do dia, principalmente em quem usa a medicação há muitos anos, mas geralmente não significa que o medicamento “perdeu o efeito” de forma repentina.

    A piora intensa após 24 dias também pode estar relacionada a outros fatores, como retirada ou redução do clonazepam (Rivotril®). Mesmo uma redução aparentemente pequena após uso prolongado pode desencadear sintomas de abstinência ou rebote, incluindo ansiedade intensa, despertar precoce, agitação, sintomas físicos e piora do humor. A retirada de benzodiazepínicos após muitos anos precisa ser lenta e individualizada.

    Aos 60 anos, também é possível que ocorram mudanças na resposta aos medicamentos, metabolismo, sono, hormônios e vulnerabilidade a episódios de ansiedade ou depressão, mas isso não significa automaticamente que a paroxetina deixou de funcionar.

    É importante conversar com sua psiquiatra antes de fazer novas mudanças. Ela pode avaliar se faz sentido retornar o horário da paroxetina, ajustar a estratégia de redução do Rivotril, revisar a dose da quetiapina e investigar outras causas da descompensação.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para quadros de depressão, ansiedade intensa, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, irritabilidade e sintomas relacionados ao uso prolongado de medicamentos, buscando uma estabilização segura e individualizada.


  • Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?

    Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, esses sintomas podem acontecer durante o início do tratamento com escitalopram. Nas primeiras semanas, especialmente entre os primeiros dias e o primeiro mês, algumas pessoas apresentam efeitos adversos como náusea, enjoo, tontura, alteração do sono, sensação de inquietação ou aumento transitório da ansiedade.

    Com 14 dias de uso, ainda é considerado um período de adaptação. O efeito terapêutico mais consistente do escitalopram para sintomas de ansiedade e depressão costuma aparecer de forma gradual, frequentemente entre 4 e 8 semanas, embora algumas pessoas percebam melhora antes.

    É importante observar a intensidade dos sintomas. Se o enjoo e a tontura forem leves e estiverem melhorando aos poucos, geralmente fazem parte da adaptação. Porém, se houver piora importante, vômitos persistentes, desmaios, agitação intensa ou pensamentos negativos intensos, é necessário entrar em contato com o médico que acompanha o tratamento.

    O acompanhamento com psiquiatra é essencial para ajustar a medicação e avaliar a evolução de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, garantindo um tratamento seguro e individualizado.


  • Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pou

    Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pouco apetite.Pode ser efeito colateral do medicamento ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, os sintomas que você descreveu podem estar relacionados ao início do uso do Venlift OD® (venlafaxina de liberação prolongada), embora seja importante avaliar a intensidade e a evolução.

    A redução do apetite é um efeito adverso relativamente conhecido da venlafaxina, principalmente nas primeiras semanas de tratamento, enquanto o organismo se adapta. Já a diminuição da vontade de urinar não é um efeito tão comum, mas pode ocorrer em algumas pessoas por alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo, podendo causar dificuldade para iniciar a micção ou sensação de retenção urinária.

    Como ela está no primeiro dia de uso, é possível que seja uma reação inicial, mas é importante observar. Procurem orientação médica se ela apresentar:

    incapacidade de urinar mesmo com vontade;
    dor ou distensão na parte baixa da barriga;
    confusão, sonolência excessiva ou fraqueza importante;
    piora intensa da ansiedade ou agitação.

    Não é recomendado suspender ou ajustar a dose por conta própria, principalmente porque a venlafaxina é uma medicação que precisa de acompanhamento para avaliar resposta e tolerabilidade.

    O acompanhamento com psiquiatra é fundamental para monitorar o tratamento de depressão, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e outros sintomas emocionais, ajustando a medicação de forma individualizada e segura.


  • A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas apó

    A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas após da início melhora ??
    Alguns.paciente que usaram melhoram?
    Meu médico passou para eu tomar só que esqueci de pergunta a ele.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A vitamina Vivament® pode auxiliar em alguns casos de cansaço, disposição e funcionamento cognitivo, principalmente quando existe alguma deficiência nutricional associada. Porém, é importante esclarecer que vitaminas e suplementos geralmente não atuam como tratamento principal para falta de foco e concentração causada por um surto psiquiátrico, como episódios de ansiedade intensa, depressão, alterações de humor ou outros transtornos.

    A dificuldade de concentração durante ou após um surto pode estar relacionada ao próprio quadro emocional, alterações do sono, estresse elevado, ansiedade, uso ou ajuste de medicamentos e ao período de recuperação do cérebro após a descompensação. Quando a causa está ligada ao tratamento psiquiátrico, a melhora costuma ocorrer de forma gradual conforme o quadro estabiliza.

    O tempo de resposta varia conforme a causa, mas muitos pacientes percebem melhora da atenção, energia e concentração ao longo de algumas semanas a alguns meses, dependendo do diagnóstico e do tratamento realizado. Se houver deficiência de nutrientes, a reposição pode trazer benefícios mais evidentes.

    É importante seguir a orientação do seu médico e conversar com ele na próxima consulta para esclarecer o objetivo do Vivament no seu caso específico. O acompanhamento com psiquiatra é essencial para avaliar sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, ajustando o tratamento conforme sua evolução.


  • Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t

    Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
    Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
    Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O aumento de disposição nos primeiros dias após o ajuste da sertralina de 50 mg para 75 mg pode acontecer, mas é importante observar a evolução. A sertralina, um antidepressivo da classe dos ISRS, costuma apresentar melhora mais consistente do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) após algumas semanas, frequentemente entre 8 a 12 semanas quando são utilizadas doses terapêuticas, embora algumas mudanças iniciais possam surgir antes.

    Nos primeiros dias, algumas pessoas relatam sensação de maior energia, motivação, redução da fadiga e mais iniciativa para realizar atividades. Isso pode ser uma resposta inicial ao tratamento, uma melhora de sintomas associados à ansiedade/depressão ou simplesmente a percepção mais clara de uma disposição que estava reduzida antes.

    Por outro lado, como você descreve uma disposição “muito maior e mais enérgica do que lembra ter naturalmente”, é importante acompanhar alguns sinais. Uma elevação exagerada de energia, principalmente se vier acompanhada de redução da necessidade de sono, aceleração dos pensamentos, fala mais rápida, impulsividade, irritabilidade incomum, sensação de euforia ou comportamento fora do padrão, deve ser comunicada à psiquiatra, pois pode indicar uma ativação excessiva do humor em algumas pessoas.

    O fato de você continuar dormindo bem e conseguir descansar é um ponto tranquilizador, mas a observação nas próximas semanas é fundamental. Não ajuste a dose por conta própria. Mantenha o acompanhamento com a psiquiatra, especialmente no tratamento do TOC, ansiedade, depressão, transtornos de humor e sintomas relacionados, para avaliar se essa energia representa uma melhora saudável ou se necessita de algum ajuste terapêutico.


  • Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a

    Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a aproximadamente um mês onde comecei com 18mg e a cada 6 dias subia mais 18mg (assim entre 36, 54, 72) e nessa semana cheguei na dose indicada de 80mg. Desde que entrei na dosagem mais alta, tenho me sentido mais ansioso e "vulnerável", um sentimento de perda de controle mesmo. Tenho TEA e TDAH, e comecei essa medicação justamente porque não consigo manter o foco nas atividades... Além dele tomo Escitalopram 15mg... Minha pergunta é se essa ansiedade e sentimentos de vulnerabilidade/instabilidade são comuns durante a adaptação na dosagem de 80mg em casos como o meu... É algo que tem me deixado muito mal e pensativo... Podem me ajudar? Obrigado a todos!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A atomoxetina (Atentah®) pode causar, em algumas pessoas, aumento de ansiedade, inquietação, sensação de vulnerabilidade emocional, irritabilidade ou dificuldade de adaptação, principalmente nas primeiras semanas de tratamento ou após aumentos de dose mais rápidos. Como você fez uma progressão de 18 mg até 80 mg em cerca de um mês, é possível que seu organismo ainda esteja se adaptando à dose terapêutica.

    Em pessoas com TDAH e TEA, essa adaptação pode ser mais perceptível, pois podem existir maior sensibilidade a mudanças neuroquímicas, estímulos internos e alterações emocionais. A atomoxetina não é um estimulante, mas atua principalmente no sistema noradrenérgico, podendo aumentar alerta e ativação em alguns pacientes. A associação com escitalopram também merece acompanhamento, pois ambos atuam em sistemas relacionados à regulação emocional e podem influenciar ansiedade em determinadas fases do tratamento.

    O ideal é observar se esses sintomas estão reduzindo ao longo das próximas semanas ou se estão intensos a ponto de prejudicar seu funcionamento. Avise sua psiquiatra, pois pode ser necessário avaliar o ritmo de titulação, o horário da tomada, a dose atual ou outras estratégias terapêuticas.

    Procure avaliação mais rapidamente se houver piora importante da ansiedade, sensação de perda de controle intensa, pensamentos de autoagressão, agitação incomum ou alteração importante do sono. O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para ajustar o tratamento do TDAH em adultos, TEA, ansiedade, depressão, transtornos de humor e regulação emocional, buscando melhora do foco sem comprometer o bem-estar.


  • Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa. Tomou varios medicamentos e não estava evol

    Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa.

    Tomou varios medicamentos e não estava evoluindo , precisou ser internado e começou a ter uma melhoria.


    Está tomando divalproato de sodio de 500 mg e olanzapina de 10 mg a noite.


    E pela manhã Setralina metade comprimido 50 mg a 12 dias e recentemente o comprimido completo 4 dias.


    O medico mandou aumentar para 2 comprimidos de 50 mg apartir de de segunda agora 2 comprimidos de 50 mg.


    Ter confusões mentais , pensamentos desconexos da realidade ainda é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em um quadro de depressão severa, especialmente quando houve necessidade de internação, é possível que sintomas como confusão mental, lentificação do pensamento, dificuldade de organizar ideias ou pensamentos desconexos ainda estejam presentes durante a fase inicial do tratamento. A recuperação costuma ocorrer de forma gradual, e muitas medicações psiquiátricas levam algumas semanas para apresentar o efeito mais completo.

    A sertralina (antidepressivo) geralmente necessita de algumas semanas para demonstrar resposta mais consistente, e o aumento da dose deve ser acompanhado de perto. A olanzapina pode ajudar em sintomas como agitação, insônia, pensamentos desorganizados ou sintomas psicóticos quando presentes, enquanto o divalproato de sódio pode atuar como estabilizador do humor em situações específicas. Entretanto, em uma pessoa de 64 anos, alterações cognitivas ou confusão precisam ser avaliadas com atenção, pois também podem estar relacionadas a efeitos dos medicamentos, interação entre eles, alterações metabólicas, infecções, alterações de sódio, glicemia, função renal/hepática ou outras condições clínicas.

    É importante informar ao psiquiatra que acompanha o tratamento sobre esses episódios, principalmente se a confusão for nova, estiver piorando, houver desorientação (não saber onde está ou que dia é), sonolência excessiva, agitação importante ou comportamento muito diferente do habitual. Pode ser necessário revisar doses, horários e solicitar exames.

    A recuperação de um episódio depressivo grave pode levar semanas a meses, mas o acompanhamento próximo é essencial para ajustar o tratamento de depressão, transtornos de humor, ansiedade, sintomas psicóticos e alterações cognitivas, buscando melhora com segurança.


  • Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althai

    Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althaia está com um bom desconto. Terá diferença no tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A troca da fluvoxamina 100 mg do laboratório Biolab pelo laboratório Althaia geralmente não deve causar diferença no tratamento, desde que seja exatamente o mesmo medicamento, com o mesmo princípio ativo (maleato de fluvoxamina), mesma dose (100 mg) e mesma apresentação (por exemplo, comprimido de liberação imediata, se for o caso).

    Os medicamentos genéricos e similares aprovados pela Anvisa precisam demonstrar equivalência em relação ao medicamento de referência, garantindo que a quantidade do princípio ativo e sua absorção estejam dentro dos padrões estabelecidos. Na prática, a maioria dos pacientes mantém a mesma resposta clínica ao trocar de fabricante.

    Algumas pessoas, principalmente aquelas mais sensíveis ou que estão em uma fase de ajuste do tratamento, podem perceber pequenas diferenças subjetivas após a troca, como alteração de efeitos gastrointestinais, sono, ansiedade ou sensação de adaptação. Isso não significa necessariamente que o medicamento seja inferior, mas vale observar a evolução.

    Se você usa fluvoxamina para TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), ansiedade, depressão ou outros transtornos de humor, o ideal é manter a regularidade do horário e evitar interrupções. Caso perceba piora dos sintomas, efeitos diferentes ou mudança importante no padrão de resposta, converse com seu psiquiatra antes de realizar novos ajustes.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de humor e TDAH em adultos, garantindo o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.