Perguntas do paciente (2444)

  • Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:- MANHÃ : Vortio

    Olá doutores! Minha filha, Borderline, faz uso das seguintes medicações:
    - Manhã: Vortioxetina 20mg, Lítio 600mg, Bupropiona xl 300mg, Lamotrigina 100mg.
    Noite: Mirtazapina 45mg, Litio 300, Lamotrigina 100.
    Ela tem apresentado muito enjôo o dia todo, e após tomar os remédios da noite ela diz que parece que vai morrer (dor de cabeça como se estivesse apertando a cabeça), aperto no peito, dor abdominal e fraqueza, com sensação de desmaio.
    Tenho tentado contato com o psiquiatra dela, sem sucesso. Ela está pensando em parar com tudo, tenho muito medo da piora só Borderline. Ela com essa medicação está com menos impulsividade, e a depressão parece melhor, mas muito triste com os efeitos colaterais.
    A litemia está ok! O que posso fazer pra melhorar o estado dela? Há alguma interação dos medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O esquema medicamentoso descrito envolve associações frequentemente utilizadas em quadros complexos, mas a presença de náuseas persistentes, sensação de desmaio, aperto no peito, cefaleia intensa e mal-estar após as medicações noturnas merece avaliação médica. Mesmo com a litemia adequada, podem ocorrer efeitos adversos individuais ou necessidade de ajustes de dose e horários.

    Algumas combinações exigem acompanhamento cuidadoso, como lítio associado a antidepressivos e estabilizadores do humor, pois é importante monitorar tolerabilidade, função renal, tireoide, níveis séricos e sinais clínicos. A lamotrigina, mirtazapina, bupropiona e vortioxetina também podem contribuir para sintomas gastrointestinais, tontura ou alterações físicas em algumas pessoas.

    É fundamental que ela não suspenda todas as medicações abruptamente, pois isso pode aumentar risco de recaída, piora depressiva, impulsividade ou desregulação emocional. Como há dificuldade de contato com o psiquiatra, procure uma alternativa de atendimento (outro canal da clínica, retorno antecipado ou avaliação presencial), principalmente se os sintomas forem intensos.

    Se houver dor no peito importante, desmaio, falta de ar, confusão, pensamentos de morte ou risco de autoagressão, é necessário procurar atendimento de urgência. O fato de ela estar menos impulsiva e com melhora da depressão mostra resposta terapêutica, mas o tratamento precisa equilibrar benefício e tolerabilidade.


  • minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu

    minha psiq associou quetiapina
    25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
    Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação de quetiapina em baixa dose (25 mg) com venlafaxina 225 mg pode ser utilizada em alguns casos como estratégia para auxiliar no controle de sintomas residuais de ansiedade, insônia, agitação e para facilitar a retirada gradual de benzodiazepínicos como o alprazolam. Entretanto, a resposta varia bastante entre as pessoas.

    A quetiapina em 25 mg geralmente atua mais pelos efeitos sedativo e regulador do sono/ansiedade, enquanto doses maiores são utilizadas em outras indicações psiquiátricas. A venlafaxina 225 mg já corresponde a uma dose terapêutica mais elevada, com ação importante nos sintomas ansiosos e depressivos.

    Para a retirada do alprazolam, o mais importante costuma ser uma redução gradual e individualizada, evitando suspensão abrupta, pois podem ocorrer sintomas de abstinência ou retorno da ansiedade. O médico avalia o ritmo conforme tempo de uso, dose utilizada, resposta clínica e tolerância.

    Se após algumas semanas ainda houver sintomas importantes, como ansiedade intensa, crises de ansiedade, insônia, irritabilidade ou sintomas físicos, é importante retornar ao psiquiatra para reavaliar o esquema. Não ajuste ou interrompa as medicações por conta própria, pois o equilíbrio entre controle dos sintomas e efeitos adversos é fundamental.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A mudança de casa e a separação de uma rotina familiar podem gerar uma reação emocional intensa, especialmente quando existe um vínculo de cuidado e preocupação com um familiar idoso. Sentimentos como ansiedade, culpa, medo e aperto no peito podem aparecer nesse período de transição e não significam que você está tomando uma decisão errada.

    É importante diferenciar amor e responsabilidade de uma sensação de que você precisa estar presente o tempo todo para garantir que nada aconteça. Sua mãe pode continuar sendo cuidada e amparada mesmo com você construindo sua própria vida. Algumas estratégias podem ajudar: combinar uma rotina de ligações ou visitas, verificar se ela tem uma rede de apoio (familiares, amigos ou vizinhos), organizar contatos para emergências e conversar com ela sobre essa nova fase.

    Quando a ansiedade vier, tente observar os pensamentos automáticos (“vou abandoná-la”, “algo ruim vai acontecer”) e substituí-los por uma visão mais equilibrada: “estou mudando minha rotina, mas continuo presente e disponível”. Caso o sofrimento esteja muito intenso, com crises de ansiedade, insônia, sintomas físicos persistentes ou prejuízo na sua vida, uma avaliação com psiquiatra ou psicólogo pode ajudar a lidar com essa transição. A construção da sua autonomia também pode ser uma forma saudável de fortalecer a relação com sua mãe.


  • Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan

    Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação entre sertralina e trazodona é utilizada com frequência na prática psiquiátrica, principalmente quando há necessidade de tratar transtorno de ansiedade generalizada (TAG), crises de ansiedade, transtorno do pânico e sintomas associados de insônia. Embora ambas atuem no sistema serotoninérgico, a ocorrência de síndrome serotoninérgica é considerada incomum quando utilizadas em doses terapêuticas e com acompanhamento médico.

    No início do tratamento com sertralina, é relativamente comum ocorrer piora transitória da ansiedade, agitação ou dificuldade para dormir nas primeiras semanas, enquanto o organismo se adapta. A trazodona em baixa dose costuma ser utilizada pelo seu efeito facilitador do sono.

    É importante seguir a prescrição e não interromper as medicações por conta própria. Procure avaliação se surgirem sintomas como febre, confusão, rigidez muscular importante, tremores intensos, agitação incomum ou diarreia intensa. O acompanhamento com o psiquiatra permite ajustar as doses e equilibrar o controle da ansiedade com a tolerabilidade do tratamento.


  • Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    (escitalopram) pode causar algumas alterações no início do tratamento, incluindo sensação de cansaço, redução de energia, sonolência ou uma impressão de “apatia” ou diminuição da motivação. Em algumas pessoas, esse efeito aparece nas primeiras semanas enquanto o organismo se adapta ao medicamento.

    Por outro lado, a falta de vontade de fazer qualquer coisa também pode ser um sintoma do próprio quadro tratado, como depressão, transtorno de ansiedade, esgotamento emocional ou alterações do humor. O escitalopram costuma levar algumas semanas para apresentar o benefício completo, geralmente entre 4 e 8 semanas, e os efeitos iniciais podem melhorar com o tempo.

    É importante observar há quanto tempo iniciou a medicação, qual a dose utilizada e se essa falta de motivação veio acompanhada de piora da tristeza, isolamento, pensamentos negativos ou perda de prazer pelas atividades. Não suspenda o Revoc de forma abrupta sem orientação, pois isso pode causar sintomas de retirada.

    Converse com seu psiquiatra para avaliar se esse efeito faz parte da adaptação ou se é necessário ajustar dose, horário ou estratégia terapêutica. O objetivo do tratamento é reduzir sintomas de ansiedade e depressão sem comprometer sua disposição e qualidade de vida.


  • Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O uso de ácido valproico (250 mg duas vezes ao dia) pode estar associado a alterações hormonais em algumas mulheres, incluindo um aumento do risco de desenvolver características semelhantes à síndrome dos ovários policísticos (SOP), principalmente em mulheres jovens. Porém, o diagnóstico de SOP não é feito apenas pelo uso do medicamento ou pela presença de ovários policísticos no ultrassom.

    A SOP é definida pela combinação de critérios clínicos e laboratoriais, como irregularidade menstrual ou ausência de ovulação, sinais de excesso de andrógenos (acne, aumento de pelos, queda de cabelo em padrão masculino) e alterações ovarianas compatíveis, após excluir outras causas.

    Se durante o uso do valproato surgiram alterações como menstruação irregular, aumento de acne, pelos, ganho de peso ou mudanças no cabelo, é importante conversar com o psiquiatra e, se necessário, realizar avaliação com endocrinologista ou ginecologista. Não suspenda o ácido valproico por conta própria, pois ele pode ser fundamental no controle de condições como transtornos do humor e deve ter sua relação risco-benefício individualizada.


  • Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? S

    Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? Se sim, como resolver esse problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a queda de cabelo pode ocorrer com o uso de ácido valproico, mesmo em doses como 500 mg ao dia divididos em duas tomadas de 250 mg. Esse efeito é conhecido e pode acontecer por alterações no ciclo de crescimento dos fios, geralmente causando uma queda difusa chamada eflúvio telógeno. Em muitos casos, é um efeito reversível após ajuste do tratamento ou suspensão, mas isso deve ser sempre decidido pelo médico.

    Antes de atribuir a queda exclusivamente ao valproato, é importante investigar outras causas frequentes, como deficiência de ferro/ferritina, vitamina B12, vitamina D, alterações da tireoide, estresse, mudanças de peso ou alterações hormonais. O ácido valproico também pode estar associado a alterações metabólicas e hormonais em algumas pessoas.

    A conduta depende da intensidade da queda e da importância do medicamento para o controle do quadro psiquiátrico. Algumas estratégias incluem avaliar exames laboratoriais, corrigir possíveis deficiências nutricionais e discutir com o psiquiatra a possibilidade de ajuste de dose ou mudança de medicação, quando indicado. Não interrompa o ácido valproico por conta própria, pois a retirada sem acompanhamento pode causar descompensação dos sintomas tratados.


  • Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so

    Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A paroxetina pode estar relacionada a essa mudança no padrão de sono, pois em algumas pessoas apresenta efeito mais sedativo, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Esse aumento de sonolência pode ocorrer durante o período de adaptação, embora também seja importante avaliar outros fatores, como qualidade do sono, rotina, alimentação, estresse, alterações hormonais ou outras condições clínicas. Em geral, se a sonolência estiver reduzindo sua funcionalidade, causando dificuldade para realizar atividades ou persistir de forma intensa após o período inicial de adaptação, é indicado conversar com o psiquiatra para reavaliar horário de uso ou possíveis ajustes. O acompanhamento é essencial no tratamento de ansiedade, depressão, insônia e outros transtornos de humor, buscando sempre equilíbrio entre melhora dos sintomas e qualidade de vida.


  • Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a associação entre sertralina, duloxetina e quetiapina pode ser utilizada em alguns contextos clínicos, desde que prescrita e acompanhada por um médico, pois são medicamentos com diferentes mecanismos de ação e indicações. Frequentemente, a quetiapina é administrada à noite devido ao seu potencial efeito sedativo e à possibilidade de melhorar o sono em alguns pacientes. Já a sertralina e a duloxetina podem ser usadas pela manhã em determinados casos, conforme tolerância e orientação médica. É fundamental avaliar interações, doses, resposta terapêutica e possíveis efeitos adversos, como sonolência, alterações gastrointestinais ou agitação. Uma avaliação individualizada permite ajustar o tratamento para maior segurança e eficácia.


  • O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Carbolitium® (carbonato de lítio) pode estar associado a alterações de peso em alguns pacientes, porém o risco depende da dose, do tempo de uso, do metabolismo individual, dos hábitos alimentares e da resposta ao tratamento. A dose de 300 mg é considerada uma dose frequentemente utilizada em fases iniciais ou de manutenção, mas mesmo em doses menores é importante acompanhar peso, função da tireoide e exames laboratoriais. A associação com Mounjaro® (tirzepatida) deve ser avaliada pelo médico, pois pode haver necessidade de monitorar tolerância, hidratação, função renal e possíveis mudanças nos níveis dos medicamentos. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento com segurança e preservar os benefícios de ambas as terapias.


  • Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção. 1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (

    Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção.
    1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (100mg - 50 manhã e 50 noite), há alguns meses, apresentando melhora de humor, esquecimento e desorientação.
    2 - Há mais de 15 anos ela teve crise forte de fibromialgia e a Amitriptilina a ajudou muito. Ela toma 25mg à noite até o momento.
    Ela dormia mto bem. Mas, de uns tempos para cá, seu sono passou a ser agitado.
    Pode ser a interação desses dois remédios?
    Gratidão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    m idosos, o uso combinado de sertralina e amitriptilina exige acompanhamento cuidadoso, pois ambos atuam sobre neurotransmissores semelhantes e podem, em algumas situações, aumentar o risco de efeitos adversos. Alterações do sono, agitação, confusão ou mudanças no comportamento podem ocorrer por diversos motivos, incluindo efeitos medicamentosos, evolução de condições clínicas, alterações cognitivas próprias da idade ou outras causas que precisam ser investigadas. A amitriptilina também pode apresentar maior risco de efeitos anticolinérgicos em pessoas idosas, podendo influenciar memória, equilíbrio e orientação. Recomenda-se uma avaliação médica individualizada para revisar doses, horários, possíveis interações e a real necessidade de manutenção de cada medicamento, buscando equilíbrio entre melhora do humor, controle da dor e qualidade do sono.


  • Olá! O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no f

    Olá!
    O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no fim da tarde/início da noite, e quetiapina a noite, com intervalo de horas entre os medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O uso de NAC (N-acetilcisteína) junto com Ritalina® (metilfenidato) e quetiapina pode ser considerado em algumas situações, mas deve ser avaliado individualmente pelo médico que acompanha o tratamento. O NAC é um suplemento com ação antioxidante e estudos investigam seu potencial benefício em algumas condições neuropsiquiátricas, porém não substitui o tratamento convencional. A separação dos horários, como metilfenidato pela manhã e quetiapina à noite, é uma estratégia frequentemente utilizada para adequar efeitos como atenção e sonolência. É importante monitorar resposta clínica, qualidade do sono, ansiedade, alterações de humor e possíveis efeitos adversos. Uma avaliação profissional permite confirmar a segurança da combinação conforme diagnóstico, doses e histórico de saúde.


  • Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnost

    Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnosticou com borderline e TDAH, mas outro psicólogo acha que eu tenho depressão e ansiedade. Tenho muitos sintomas do borderline e ansiedade e alguns de TDAH também, como falta de memória, esquecimento, falta de foco, sensibilidade sensorial a algumas coisas, mudanças de humor muito rápidas e bruscas, dependência emocional, medo do abandono e impulsividades. Gostaria de saber se alguém saberia informar se talvez teria algum tratamento para este tipo de situação (seja com medicamento ou não), e como faço para conseguir um diagnóstico para estes transtornos (caso eu tenha)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O diagnóstico em saúde mental é um processo clínico que depende de uma avaliação detalhada da história de vida, sintomas, funcionamento emocional, relações interpessoais, padrões de comportamento e possíveis diagnósticos diferenciais. Sintomas como ansiedade, depressão, dificuldades de atenção, impulsividade, alterações de humor e medo de abandono podem aparecer em diferentes condições, por isso é importante uma investigação cuidadosa, geralmente realizada por psiquiatra, em conjunto com informações da psicoterapia. Existem tratamentos eficazes, que podem incluir psicoterapia estruturada (como a Terapia Dialética Comportamental em casos de sintomas compatíveis com transtorno de personalidade borderline), estratégias para regulação emocional e, quando indicado, medicações para sintomas específicos como ansiedade, depressão, TDAH em adultos ou transtornos de humor. Uma avaliação psiquiátrica completa pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e direcionar um plano terapêutico individualizado.


  • Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médic

    Olá, tudo bem? Acabei uma cartela agora. Estou tomando apenas 1 comprimido por dia, conforme o médico orientou que, se eu me sentisse bem, não precisaria tomar 2. Porém, percebi que perdi bastante o apetite, emagreci e também estou sentindo um desconforto abdominal. Esses sintomas ainda podem melhorar com o tempo? Em quanto tempo a buspirona costuma fazer efeito completo? E, ao completar 1 mês de uso, posso interromper o medicamento ou o ideal é continuar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A buspirona é um medicamento utilizado principalmente no tratamento de sintomas de ansiedade e seu efeito costuma ocorrer de forma gradual, geralmente começando a ser percebido após algumas semanas, podendo atingir benefício mais completo entre 4 e 8 semanas de uso contínuo. A redução do apetite e o desconforto abdominal podem ocorrer em algumas pessoas, especialmente no início do tratamento, e em muitos casos tendem a melhorar com a adaptação do organismo. Entretanto, perda de peso significativa ou sintomas persistentes devem ser comunicados ao médico. A interrupção do medicamento não deve ser feita sem orientação, mesmo após um mês, pois a duração ideal depende do diagnóstico, da resposta clínica e do risco de retorno dos sintomas. O acompanhamento permite ajustar dose, tempo de uso e avaliar a melhor estratégia terapêutica.


  • Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa

    Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A trazodona pode causar alguns efeitos adversos, principalmente nas primeiras semanas de uso, enquanto o organismo se adapta ao medicamento. Sonolência intensa, sensação de “ressaca” no dia seguinte, tontura, dor de cabeça e redução do apetite podem ocorrer em algumas pessoas. Dores musculares ou desconfortos corporais também podem ser relatados, embora seja importante avaliar outras possíveis causas. Em muitos casos, esses sintomas melhoram com a adaptação, mas a intensidade e a duração devem ser acompanhadas. É importante não suspender ou alterar a dose por conta própria, pois o ajuste do horário, da dose ou a troca do tratamento pode ser necessária conforme a resposta individual. Uma avaliação médica permite verificar a segurança do uso e otimizar o tratamento, especialmente se os sintomas forem intensos ou persistentes.


  • Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona dep

    Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona depois que comecei tomar meu cabelo está caindo acho que se chama alopecia queria saber se e por conta dos remédios é oq fazer, se volta ao normal depois, pois meu retorno com o psiquiatra e só daqui um mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A queda de cabelo (alopecia) pode ter diversas causas, incluindo fatores hormonais, nutricionais, estresse, alterações da tireoide e também, em alguns casos, uso de medicamentos. A trazodona raramente pode estar associada à queda de cabelo, enquanto outros medicamentos também podem apresentar essa possibilidade, dependendo da composição e da resposta individual. Quando relacionada ao medicamento, geralmente é uma alteração reversível após ajuste ou suspensão orientada pelo médico, com recuperação gradual do ciclo capilar. Entretanto, não é recomendado interromper o tratamento por conta própria, pois os benefícios psiquiátricos também precisam ser considerados. Como o retorno está distante, vale entrar em contato com o psiquiatra para relatar o sintoma e avaliar se é necessário antecipar a consulta ou investigar outras causas.


  • Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal com

    Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal comum ? Estou em uso de alpraz 0,25 2x ao dia há 30 dias por uma agudização da ansiedade na qual a medicação de base não foi modificada (venla 225mg) mas sinto q a ansiedade vai aumentando no fim da tarde antes da próxima dose. Me sinto uns 60-70% melhor considerando os primeiros dias da crise, nos quais eu nem conseguia vir trabalhar, mas ainda com bastante desconforto e ruído mental diante de algumas situações.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Frontal XR® (alprazolam de liberação prolongada) foi desenvolvido para proporcionar uma liberação mais gradual do medicamento ao longo do dia, podendo reduzir oscilações mais acentuadas de concentração no organismo em comparação ao alprazolam de liberação imediata. Em alguns pacientes, isso pode resultar em menor percepção de “picos e vales” de efeito e maior estabilidade dos sintomas de ansiedade. Entretanto, a resposta é individual e depende da dose, metabolismo, gravidade dos sintomas e do tratamento de base. A venlafaxina em dose terapêutica já atua como tratamento contínuo, mas crises de ansiedade podem exigir ajustes temporários. O uso de benzodiazepínicos como alprazolam deve ser acompanhado devido ao risco de tolerância e dependência com uso prolongado. Como houve melhora importante, mas ainda existem sintomas no fim do dia, é recomendável discutir com o psiquiatra a melhor estratégia, incluindo horário, formulação e duração do uso.


  • Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível, pois a ciclotimia e os transtornos depressivos fazem parte do espectro dos transtornos do humor e podem apresentar manifestações semelhantes em alguns momentos. A ciclotimia é caracterizada por oscilações persistentes do humor, com períodos de sintomas depressivos e períodos de aumento de energia ou elevação do humor, porém sem preencher completamente critérios para episódios de depressão maior ou mania. Entretanto, uma pessoa com ciclotimia pode evoluir ou apresentar episódios depressivos mais intensos, dependendo da avaliação clínica individual. A investigação detalhada da história dos sintomas, duração, intensidade, sono, energia, impulsividade e resposta aos tratamentos anteriores é fundamental para um diagnóstico preciso. Em consulta psiquiátrica é possível diferenciar melhor entre ciclotimia, transtorno depressivo, transtorno bipolar e outros transtornos de humor, definindo a abordagem terapêutica mais adequada.


  • minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inv

    minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inventa histórias inexistentes, como de que está namorando com um cantor famoso, e acusa o meu sogro de ter feito algo que ele não fez e pedindo o divórcio, mas ela se recusa a ir ao médico e tentar um tratamento dizendo que nao está doente, o que fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O quadro descrito merece uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, pois alterações persistentes da percepção da realidade, como crenças falsas mantidas apesar de evidências contrárias, podem ocorrer em condições como o transtorno delirante persistente, mas também em outros transtornos psiquiátricos ou até em algumas condições neurológicas. É importante evitar confrontar diretamente ou tentar provar que ela está errada, pois isso pode aumentar a resistência e o conflito. A abordagem mais efetiva costuma ser acolhedora, validando o sofrimento causado pela situação sem confirmar a crença delirante, e incentivando uma avaliação como uma forma de cuidado geral com a saúde. Quando há recusa de tratamento, a família pode buscar orientação com um psiquiatra para entender estratégias de abordagem. Em situações de risco para ela ou terceiros, prejuízos importantes ou incapacidade de autocuidado, pode ser necessária uma avaliação mais urgente. O acompanhamento profissional é fundamental para definir diagnóstico e tratamento adequados.


  • Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo

    Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo parestesia em pernas e braços , aumentei a dose do pondera , aumentou o formigamento por mais de 30 dias , esse efeitos pode ser dos medicamentos ? Estou preocupada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A parestesia (sensação de formigamento, choques ou dormência) pode estar associada ao uso de alguns medicamentos, embora também possa ter outras causas que precisam ser investigadas. A mirtazapina pode raramente estar relacionada a alterações sensitivas, enquanto a paroxetina (Pondera XR), principalmente após aumento da dose, pode em algumas pessoas causar sintomas neurológicos transitórios, incluindo sensações de formigamento ou alterações de sensibilidade. Entretanto, a persistência por mais de 30 dias merece uma avaliação individualizada para verificar outras possibilidades, como alterações metabólicas, deficiência de vitaminas, alterações hormonais ou condições neurológicas. Não suspenda ou ajuste as medicações por conta própria, pois a interrupção inadequada pode causar piora dos sintomas ou síndrome de descontinuação. Em consulta, o médico poderá avaliar a relação temporal com os medicamentos, revisar as doses e solicitar exames se necessário para garantir maior segurança no tratamento da ansiedade, depressão, transtornos de humor ou outros sintomas associados.


Perguntas frequentes

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