Perguntas do paciente (2444)

  • Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo me

    Estou em depressão bipolar sem ideação suicida mas sem vontade de fazer as coisas não tenho ânimo meu médico me deu diagnóstico de tab 1 estou em fase de depressão ele diz não ser grave e sim moderado o grau minha pergunta é depakene serve pra fazer de depressão sozinho estou tomando a uma semana fiz exame pra dosar o depakene no sangue médico disse que tá numa faixa boa tomo 2.500 mg três vezes ao dia minha pergunta depakene serve pra depressão bipolar ? E com quantos dias para fazer efeito total ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No transtorno afetivo bipolar tipo I (TAB I), a fase depressiva pode causar sintomas como falta de energia, desânimo, perda de interesse, tristeza, dificuldade de iniciar atividades e redução da motivação, mesmo sem presença de ideação suicida. O tratamento deve ser individualizado conforme o histórico de cada paciente.

    O Depakene® (ácido valproico/valproato) é principalmente um estabilizador do humor, com maior evidência para o tratamento e prevenção de episódios de mania e para a manutenção do transtorno bipolar. Ele pode ajudar na estabilização do humor e na prevenção de novas oscilações, mas não é considerado uma das medicações mais eficazes isoladamente para tratar a fase depressiva bipolar. Em alguns pacientes pode haver melhora global do humor com a estabilização, mas o efeito sobre sintomas depressivos pode ser limitado.

    Como você iniciou há apenas uma semana, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. O valproato costuma precisar de algumas semanas para demonstrar benefício clínico, e a resposta pode variar conforme o organismo, dose, nível sanguíneo, metabolismo e presença de outros medicamentos associados. A melhora da fase depressiva geralmente é acompanhada ao longo das próximas semanas pelo psiquiatra.

    A dose que você mencionou (2.500 mg três vezes ao dia) parece uma informação que merece confirmação, pois é uma dose muito elevada para os esquemas usuais de valproato. Talvez tenha ocorrido algum erro de digitação ou interpretação da dose. É importante verificar exatamente quantos mg por tomada e quantas tomadas ao dia estão prescritos.

    Não ajuste ou suspenda o Depakene por conta própria. Continue o acompanhamento com seu psiquiatra, que poderá avaliar se há necessidade de outra estratégia específica para a depressão bipolar, além do estabilizador do humor.


  • Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente aval

    Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente avaliar a resposta ou a necessidade de aumento ?
    Venla já de longa data e quet adicionada após nova crise.
    Transtorno do pânico de base / TAG.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação entre venlafaxina e quetiapina pode ser utilizada em alguns casos de transtornos de ansiedade, transtorno do pânico e transtornos do humor, principalmente quando há sintomas persistentes, insônia, agitação ou resposta parcial ao tratamento inicial. A quetiapina em dose baixa, como 25 mg, costuma ter maior efeito sedativo e regulador do sono, enquanto doses maiores podem ter outros efeitos terapêuticos conforme a indicação clínica.

    Em geral, a avaliação da resposta costuma ser realizada após algumas semanas de uso contínuo, frequentemente entre 4 e 8 semanas, considerando melhora dos sintomas, tolerabilidade e possíveis efeitos adversos. A necessidade de ajuste de dose depende da evolução clínica individual, histórico de crises, intensidade da ansiedade, presença de insônia, ataques de pânico e impacto funcional. O ideal é que qualquer mudança seja feita com acompanhamento do psiquiatra, que poderá avaliar a resposta global ao tratamento e ajustar a estratégia terapêutica com segurança.


  • Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adorm

    Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adormeço perto da 1:00, depois acordo às 4 e qualquer coisa. Demora muito tempo para dormir uma noite inteira? Tomei o Zolpidem mais ou menos 1 mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A interrupção do zolpidem após algumas semanas de uso pode ser acompanhada por um período de adaptação do organismo, principalmente quando havia dependência do medicamento para iniciar ou manter o sono. A dificuldade para adormecer, despertares frequentes e sensação de sono não reparador podem ocorrer temporariamente, mas a duração varia conforme cada pessoa, hábitos de sono, nível de estresse e presença de fatores associados como ansiedade, depressão, estresse crônico ou transtornos do sono.

    A insônia persistente após a retirada do medicamento merece uma avaliação psiquiátrica para investigar as causas e definir a melhor abordagem, que pode envolver higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental para insônia e, quando necessário, ajustes terapêuticos. O objetivo é recuperar um sono adequado de forma sustentável, tratando não apenas o sintoma, mas os fatores que podem estar mantendo a dificuldade para dormir.


  • Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 compr

    Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 comprimido de 100mg. Tomo o desve de 100mg mas estou com uma caixa de 50mg e como esse medicamento é de *liberação prolongada*, tenho dúvida se isso pode ser feito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A desvenlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), utilizado no tratamento de transtorno depressivo, ansiedade e sintomas associados. Em relação à dose, em muitos casos, dois comprimidos de 50 mg podem corresponder à mesma quantidade total de princípio ativo de um comprimido de 100 mg, porém é fundamental verificar a apresentação específica prescrita, pois formulações de liberação prolongada devem ser utilizadas conforme orientação médica e não devem ser manipuladas ou alteradas sem avaliação.

    O ajuste inadequado pode favorecer efeitos como aumento de ansiedade, insônia, irritabilidade, náuseas ou outros sintomas relacionados à adaptação da medicação. O ideal é confirmar com o psiquiatra ou farmacêutico antes da troca, garantindo que a formulação seja equivalente e que a dose esteja adequada ao seu tratamento.


  • Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura . Me

    Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura .
    Meu sonho é cursar psicologia ,porém penso que mesmo aprovada pela graduação não poderei trabalhar como psicóloga . Isso, porque tentarei uma aposentaria por invalidez . Tenho a opção de estudar pra ter apenas autoconhecimento .
    Estou triste e desanimada pois eu penso que poderia ajudar as pessoas ,mas sei que não poderei .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O diagnóstico de esquizofrenia paranoide é uma condição psiquiátrica que exige acompanhamento contínuo, mas a expressão “sem possibilidade de cura” não significa ausência de possibilidades de melhora, autonomia ou realização de projetos de vida. Muitas pessoas com esquizofrenia, quando recebem tratamento adequado, desenvolvem estabilidade clínica, retomam atividades acadêmicas, profissionais e sociais. A capacidade para cursar Psicologia ou exercer uma profissão deve ser avaliada individualmente, considerando evolução dos sintomas, funcionamento cognitivo, adaptação social e acompanhamento médico.

    Sentimentos de tristeza, desânimo, perda de perspectiva e falta de motivação podem estar associados ao impacto emocional do diagnóstico e também a sintomas depressivos que podem ocorrer junto aos transtornos psicóticos. Uma avaliação psiquiátrica regular pode ajudar a compreender suas possibilidades atuais e construir metas realistas. O desejo de ajudar outras pessoas é um aspecto muito significativo, e existem diferentes caminhos para transformar essa motivação em propósito, respeitando seu momento de saúde mental e seu tratamento.


  • Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 di

    Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 dia sim um dia não a sertralina e o bup vou começar TDS?
    Só q estou tontura é normal será q estou fazendo o certo?eu comecei ter crise de ansiedade depois q parei fumar aí tive crise muita crise, agora estou bem por isso o desmame da sertralina será que estou fazendo o certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A troca da sertralina pelo bupropiona (BUP) precisa ser feita com planejamento e acompanhamento do psiquiatra, pois a melhor estratégia depende do motivo do tratamento, da dose utilizada, da resposta clínica e do risco de retorno dos sintomas. A retirada da sertralina após cerca de 1 mês e meio de uso pode, em algumas pessoas, causar sintomas de descontinuação, como tontura, sensação de desequilíbrio, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e mal-estar, principalmente quando a redução é mais rápida.

    A tontura que você está sentindo pode estar relacionada à mudança na medicação, mas também pode ter outras causas. É importante observar se surgem sinais como piora da ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia intensa, tristeza profunda ou alterações importantes de humor.

    A bupropiona é uma medicação que pode ser útil em alguns casos, especialmente quando há sintomas depressivos, falta de motivação, baixa energia ou para auxiliar na cessação do tabagismo, mas ela pode aumentar ansiedade ou agitação em algumas pessoas no início do tratamento. Por isso, a adaptação deve ser acompanhada.

    Como você relata que teve crises de ansiedade após parar de fumar e agora está melhor, vale conversar com seu psiquiatra antes de seguir com mudanças na dose ou frequência da sertralina. Não faça ajustes sozinho, pois o objetivo é evitar tanto sintomas de retirada quanto uma possível recaída do transtorno de ansiedade.

    Se puder informar qual era a dose da sertralina (50 mg, 100 mg ou outra), qual dose de bupropiona foi prescrita e se o objetivo principal é ansiedade, depressão, parar de fumar ou outro motivo, consigo explicar melhor a lógica dessa troca.


  • Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti mel

    Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti melhoras da depressão bipolar. Ele não consegue tratar essa parte?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O lítio é uma das medicações mais importantes no tratamento do transtorno bipolar, principalmente para a prevenção de episódios de mania, redução do risco de recaídas e também possui efeito antidepressivo em parte dos pacientes. Porém, ele não é considerado um antidepressivo potente para todos os casos de depressão bipolar, e muitas pessoas não apresentam melhora completa apenas com o lítio.

    Outro ponto importante é o tempo de resposta. Você aumentou a dose há apenas duas semanas, e muitas vezes é necessário aguardar algumas semanas após atingir uma dose adequada e um nível sanguíneo terapêutico para avaliar o efeito. O acompanhamento costuma incluir a dosagem do nível sérico do lítio, pois a dose em miligramas (como 900 mg) não indica sozinha se a concentração no organismo está adequada.

    Quando a depressão bipolar persiste, o psiquiatra pode considerar outras estratégias, como associação com medicamentos específicos para essa fase da doença (por exemplo, alguns estabilizadores de humor ou antipsicóticos com ação antidepressiva bipolar), sempre avaliando o risco de indução de mania, ansiedade, insônia ou alterações de humor.

    Não aumente ou reduza o lítio por conta própria, pois ele possui uma faixa terapêutica estreita e precisa de acompanhamento com exames, incluindo função renal e tireoide.

    Se puder informar: qual tipo de transtorno bipolar foi diagnosticado (tipo 1 ou tipo 2), qual dose de lítio usava antes, se já fez exame do nível do lítio no sangue e quais sintomas depressivos permanecem (falta de energia, tristeza, anedonia, ansiedade, sono, pensamentos negativos), consigo explicar melhor o que costuma ser esperado.


  • Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?

    Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O início do escitalopram para transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode causar alguns efeitos de adaptação, mas isso não significa que você irá passar mal. Muitas pessoas iniciam e conseguem se adaptar bem, principalmente quando a dose inicial é adequada e o acompanhamento é feito corretamente.

    Nos primeiros dias ou semanas, algumas pessoas podem apresentar náusea, dor de cabeça, alteração do sono, aumento passageiro da ansiedade, inquietação, sensação de “aceleração” ou desconforto gastrointestinal. Esses efeitos costumam ser mais intensos no início e tendem a melhorar conforme o organismo se adapta, geralmente ao longo de 1 a 3 semanas. O efeito terapêutico mais consistente para ansiedade costuma aparecer após 4 a 8 semanas de uso regular.

    Como você trabalha no período noturno, é importante observar como o medicamento afeta seu sono e sua disposição. Algumas pessoas sentem mais sonolência e preferem tomar à noite; outras sentem mais energia ou insônia e preferem pela manhã. O horário ideal deve ser ajustado conforme sua resposta e orientação médica.

    Um ponto importante é que o receio dos efeitos colaterais pode aumentar a percepção de sintomas em pessoas com ansiedade, por isso é importante iniciar com a orientação prescrita e evitar interromper abruptamente.

    Se puder informar qual dose de escitalopram foi indicada (5 mg, 10 mg, 15 mg ou 20 mg), se você já teve crises de ansiedade ou ataques de pânico e qual horário trabalha, consigo comentar melhor sobre o que costuma ser esperado nessa fase inicial.


  • Olá tudo bem? Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteig

    Olá tudo bem?
    Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteiga e queijo e suco. Será que é suficiente para absorção do remédio, ou seria melhor mudar para o almoço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Aymée® (lurasidona) é um medicamento que precisa ser tomado junto com alimentos, pois a presença de comida aumenta bastante a sua absorção. A recomendação habitual é ingerir com uma refeição que tenha pelo menos cerca de 350 calorias.

    Um lanche como 1 pão com manteiga e queijo + suco pode ou não atingir essa quantidade, dependendo do tamanho do pão, da quantidade de queijo e do tipo de suco. Se a refeição for pequena, existe a possibilidade de a absorção do medicamento ficar reduzida e o efeito terapêutico ser menor.

    Não é obrigatório tomar no jantar; o mais importante é associar a uma refeição adequada e manter um horário regular. Algumas pessoas preferem tomar no almoço para facilitar a alimentação, enquanto outras mantêm à noite por causa de efeitos como sonolência.

    Como o Aymée é utilizado em tratamentos psiquiátricos (por exemplo, transtorno bipolar, depressão bipolar ou outros transtornos do humor), é importante evitar mudanças no modo de uso sem alinhar com o psiquiatra, para manter a estabilidade dos sintomas.

    Uma alternativa prática é garantir uma refeição mais completa no horário do medicamento, com fonte de carboidrato, proteína e alguma gordura (por exemplo, uma refeição com arroz, carne/ovo e algum acompanhamento, ou um lanche mais reforçado).

    Se você informar qual dose do Aymée (20, 40, 60, 80 mg etc.) e para qual diagnóstico ele foi prescrito, consigo orientar melhor sobre os cuidados com o uso.


  • Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando o

    Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando outra medicação,mais minha cabeça, está aérea, confusão mental,formigando de um lado,ouvidos entupido,pode ser falta da medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A interrupção abrupta do Rivotril® (clonazepam) pode causar sintomas de abstinência, especialmente após uso contínuo, incluindo confusão mental, sensação de cabeça "aérea", ansiedade, insônia, irritabilidade, parestesias (formigamentos) e, em alguns casos, alterações perceptivas. Como você já iniciou outra medicação, é importante que o psiquiatra avalie se os sintomas decorrem da retirada do clonazepam, da adaptação ao novo tratamento ou de outra condição clínica. Procure reavaliação, principalmente se os sintomas persistirem ou piorarem. O tratamento adequado do transtorno de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos deve ser individualizado, evitando mudanças na medicação sem orientação médica.


  • Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma

    Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma falta de energia grande, devo estar com a b12 baixa, ansiedade que me causa compulsao alimentar, de carboidratos e industrializados
    Parar pode ser uma boa opção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A falta de energia e a compulsão alimentar nem sempre significam que a sertralina perdeu o efeito ou que deve ser interrompida. Esses sintomas podem estar relacionados a ansiedade, depressão, insônia, estresse, deficiência de vitamina B12, alterações hormonais ou outras condições clínicas. O ideal é realizar uma reavaliação com um psiquiatra, que poderá investigar a causa, solicitar exames quando indicado e ajustar o tratamento, se necessário. Interromper a medicação por conta própria pode favorecer a piora do transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, além de aumentar o risco de recaídas.


  • Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna?? Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?

    Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna??
    Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. A Cicloprimogyna®, por conter estrogênio, pode aumentar o metabolismo da lamotrigina, reduzindo sua concentração no sangue e, consequentemente, sua eficácia em algumas pessoas. Essa interação é mais relevante quando a lamotrigina é utilizada para transtorno bipolar ou epilepsia, podendo exigir ajuste da dose e acompanhamento clínico. O ideal é que o psiquiatra e o ginecologista acompanhem o tratamento em conjunto, especialmente após iniciar ou suspender o hormônio. O manejo adequado de transtornos de humor, ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos depende de uma avaliação individualizada, evitando alterações nas medicações sem orientação médica.


  • Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos resid

    Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos residuais / resposta parcial após nova crise / oscilação da ansiedade?
    N foi modificada a dose da venla por otima resposta há mais de 2 anos, porém alguns sintomas desconfortáveis ainda persistiram após 30 dias da crise e do período “pior”.
    Com 6 dias de uso ja ajudou no sono e na angústia diurna nas primeiras horas da manhã.
    Sd pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, em alguns casos a quetiapina, mesmo em doses baixas como 25 mg, pode ser utilizada como estratégia adjuvante para pacientes com resposta parcial à venlafaxina, especialmente quando persistem ansiedade, insônia e intensa angústia após uma recaída. A melhora do sono e da ansiedade nas primeiras horas da manhã nos primeiros dias é um achado compatível com o início do efeito sedativo da medicação. Entretanto, a resposta completa costuma ser avaliada após algumas semanas. O acompanhamento com um psiquiatra é essencial para monitorar a evolução e ajustar o tratamento do transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, depressão, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, sempre de forma individualizada.


  • O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?

    O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. A venlafaxina é uma medicação eficaz para o tratamento do transtorno do pânico e possui indicação semelhante à da paroxetina para esse objetivo. A troca pode ser realizada quando há necessidade de melhor resposta clínica, efeitos adversos ou outros fatores individuais. Nas primeiras semanas é comum ocorrer adaptação, e o benefício costuma se consolidar após algumas semanas de uso contínuo. O acompanhamento com um psiquiatra é fundamental para monitorar a resposta e ajustar o tratamento, se necessário. O manejo adequado de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos deve sempre ser individualizado.


  • Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade. Estou em uso de Sertr

    Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade.
    Estou em uso de Sertralina há 19 dias.
    Sinto extremo alívio na ansiedade, porém sinto "tranquilidade extrema", mas que não atrapalha em minha rotina, mas causa muita estranheza, pois por consequência, acabo me sentindo lenta. Ao questionar a psicóloga, ela comentou que isto é comum de uma mente não ansiosa e a psiquiatra comentou que a expectativa é que esta sensação seja cada vez mais comum para mim.
    Esta expectativa é correta? A tendência é que com o andar dos tratamentos, essa sensação seja meu novo normal e eu me sinta bem deste modo ou pode ser sinal do tratamento incorreto ainda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, essa percepção pode ocorrer no início do tratamento. Após viver por muito tempo com ansiedade, é comum estranhar uma sensação de calma, interpretando-a como lentidão. Com cerca de 19 dias de sertralina, o organismo ainda está em fase de adaptação, e a resposta clínica pode continuar evoluindo nas próximas semanas. Se essa tranquilidade não prejudica sua rotina, a tendência é que ela seja percebida como um novo estado de equilíbrio. Entretanto, caso a lentidão se intensifique ou venha acompanhada de falta de motivação, sonolência excessiva ou prejuízo funcional, é importante reavaliar com o psiquiatra para verificar a necessidade de ajustes. O acompanhamento conjunto também é essencial no tratamento de depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos.


  • Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não ac

    Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não achei necessário tomar mais. Porém estou sentindo falta de ar durante o dia. A noite tomo aprazolam e a falta de ar vai passando. A pergunta é , essa falta de ar tá relacionada a retirada da falta de ar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A interrupção abrupta do tramadol após uso prolongado pode provocar sintomas de abstinência, incluindo ansiedade, inquietação, sudorese, palpitações e sensação de falta de ar. Como o alprazolam alivia esse sintoma, isso pode sugerir que a falta de ar tenha relação com a ansiedade desencadeada pela retirada, mas também é fundamental descartar causas cardíacas, pulmonares ou outras condições clínicas. Procure seu médico para uma reavaliação, pois a suspensão do tramadol, após muitos anos de uso, geralmente deve ser gradual. O acompanhamento com um psiquiatra pode ser importante quando há crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, insônia, depressão, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos. Se a falta de ar for intensa, persistente ou vier acompanhada de dor no peito, procure atendimento de urgência imediatamente.


  • Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo

    Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta complementar importante no processo diagnóstico, especialmente quando há dúvidas sobre funcionamento cognitivo, aspectos comportamentais, atenção, funções executivas ou investigação de condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O psiquiatra pode avaliar a indicação e, em determinados casos, considerar que o exame não é necessário naquele momento, desde que essa decisão seja baseada em critérios clínicos, entrevista, histórico e evidências disponíveis.

    Uma recusa fundamentada apenas em opinião pessoal, como considerar a investigação uma “procura pelo em ovo”, não representa uma abordagem ideal. A prática psiquiátrica deve ser pautada por avaliação individualizada, escuta qualificada e raciocínio clínico, evitando descartar hipóteses diagnósticas sem análise adequada. Quando há discordância entre profissionais, é recomendável discutir os motivos técnicos da decisão e, se necessário, buscar uma segunda avaliação especializada.


  • após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle

    após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
    Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
    Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A venlafaxina é um antidepressivo com ação comprovada no tratamento de transtornos de ansiedade, transtorno do pânico e depressão, porém, após uma descompensação dos sintomas, pode levar algumas semanas para recuperar plenamente o controle clínico. Mesmo em pacientes que já utilizavam a medicação há anos, uma nova crise pode ocorrer por diversos fatores e a melhora completa dos sintomas residuais, como desrealização, ansiedade antecipatória e sensação de distanciamento, pode ser gradual. A quetiapina em baixa dose pode ser utilizada como estratégia complementar para auxiliar na estabilização dos sintomas, especialmente no início da recuperação. O acompanhamento com o psiquiatra é fundamental para avaliar a evolução, ajustar o tratamento quando necessário e reduzir o uso contínuo de benzodiazepínicos de forma segura. A avaliação individualizada permite otimizar o controle da ansiedade e prevenir novas crises.


  • É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O tratamento do Transtorno Bipolar tipo 2 deve ser individualizado conforme o padrão de sintomas, frequência dos episódios, intensidade das oscilações de humor e resposta prévia às medicações. Em alguns casos, antipsicóticos atípicos podem ser utilizados como parte principal do tratamento, pois apresentam eficácia na estabilização do humor e na prevenção de episódios depressivos e hipomaníacos. Entretanto, a escolha terapêutica depende de uma avaliação psiquiátrica criteriosa, considerando riscos, benefícios e possíveis efeitos adversos. O acompanhamento regular é essencial para ajustar a estratégia e promover maior estabilidade emocional, especialmente em sintomas como depressão, ansiedade, irritabilidade e alterações do sono.


  • Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent

    Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A relação entre peso corporal e dose de atomoxetina (Atentah) em adultos não é tão direta quanto ocorre em algumas medicações pediátricas. Em adultos, a definição da dose costuma considerar principalmente resposta clínica, tolerabilidade, metabolismo individual, intensidade dos sintomas e presença de efeitos adversos, e não apenas o peso. Embora diferenças farmacocinéticas possam influenciar a concentração do medicamento no organismo, não há evidência consistente de que adultos com maior peso necessariamente precisem de doses maiores para controle do TDAH em adultos. A titulação deve ser gradual e individualizada pelo psiquiatra, buscando equilíbrio entre eficácia e segurança, especialmente na presença de ansiedade, insônia, irritabilidade ou outros transtornos associados.


Perguntas frequentes

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