Perguntas do paciente (2444)
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Transtorno bipolar pode fazer a pessoa ficar violenta? Exemplo agredir pessoas e quebrar as coisas?
Transtorno bipolar pode fazer a pessoa ficar violenta? Exemplo agredir pessoas e quebrar as coisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o transtorno bipolar pode estar associado a comportamentos mais impulsivos, irritabilidade intensa e, em alguns casos, agressividade, principalmente durante episódios de mania ou hipomania (e também em alguns episódios depressivos com muita agitação).
Durante uma fase de mania, a pessoa pode apresentar:
irritabilidade ou raiva intensa;
impulsividade;
menor capacidade de avaliar consequências;
sensação de estar com muita energia ou de ter razão em tudo;
comportamentos de risco;
dificuldade em controlar reações emocionais.
Em quadros mais graves, especialmente quando há agitação intensa, sintomas psicóticos, uso de álcool/drogas ou perda importante de controle, podem ocorrer agressões físicas ou destruição de objetos. Porém, a maioria das pessoas com transtorno bipolar não é violenta. A agressividade geralmente está relacionada ao estado do episódio, à gravidade dos sintomas e a outros fatores associados, não ao diagnóstico em si.
Quando há episódios de quebrar coisas ou agredir alguém, é importante uma avaliação psiquiátrica para entender:
se a pessoa está em uma fase de mania ou depressão agitada;
se o tratamento está adequado;
se há uso de substâncias;
quais estratégias podem prevenir novas crises.
Se houver risco atual de a pessoa machucar alguém ou a si mesma, é importante buscar ajuda imediata (serviço de emergência ou avaliação psiquiátrica urgente).
Essa situação aconteceu durante uma fase de euforia/energia aumentada, pouco sono e impulsividade, ou foi mais em momentos de raiva, tristeza ou discussões?
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Mitrazapina a 25 dias. Sinto me sem rumo, desorientada, a duvidar de tudo. Pouco afetiva. É normal?
Mitrazapina a 25 dias. Sinto me sem rumo, desorientada, a duvidar de tudo. Pouco afetiva. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Mirtazapina pode causar algumas alterações no início do tratamento, mas os sintomas que você descreve — sentir-se sem rumo, desorientada, duvidar de tudo e perceber-se menos afetiva — merecem ser avaliados pelo médico que prescreveu.
Com cerca de 25 dias de uso, algumas pessoas ainda estão em fase de adaptação. A melhora de sintomas como tristeza, ansiedade e falta de energia pode levar algumas semanas, enquanto alguns efeitos iniciais podem persistir. Sonolência, lentificação, sensação de “estar diferente”, alterações emocionais ou dificuldade de concentração podem ocorrer em algumas pessoas.
Por outro lado, uma sensação intensa de desligamento emocional, confusão ou mudança importante na forma de perceber a si mesma pode estar relacionada ao próprio quadro que está sendo tratado (como depressão ou ansiedade), a efeitos do medicamento, à dose ou à necessidade de ajuste do tratamento.
Não interrompa a mirtazapina de forma abrupta sem orientação. Entre em contato com seu psiquiatra para relatar exatamente esses sintomas, principalmente se eles surgiram após o início do remédio ou pioraram com o passar dos dias.
Procure ajuda mais rapidamente se houver:
pensamentos de se machucar ou de não querer viver;
confusão intensa;
dificuldade de realizar atividades básicas;
sintomas muito diferentes do seu padrão habitual.
Para entender melhor: qual é a dose de mirtazapina que você está usando (15 mg, 30 mg ou outra)? Ela foi iniciada para depressão, ansiedade, insônia ou outro motivo? Você sentia essa “desconexão” antes de começar o medicamento?
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tive uma vasovagal em ambiente lotado e apresentei uma nova crise de ansiedade, após mais de 2 anos
tive uma vasovagal em ambiente lotado e apresentei uma nova crise de ansiedade, após mais de 2 anos mto bem, sem crises e estável com a venla de 225mg.
minha psiq não mudou a dosagem, mas adc o alprazolam 0,25mg 2x ao dia.
estou no 24° dia desde essa estratégia, e venho apresentando melhora global e nos sintomas mais brutos: sono, apetite, boca seca, etc… tô acordando sem angústia e sem taquicardia, me alimentando um pouco melhor pois o apetite tá regularizando. crise mesmo de pânico não tive mais, mas ainda me incomoda oscilações de sintomas como desrealizacao / despersonalização, que ora é mais frequente, especialmente durante o plantão, ora parece que sumi e eu to “normal”, e esse estado ainda de hipervigilancia ao próprio corpo, uma dificuldade de relaxar, cochilar durante o dia, etc, o que me gera uma angústia / um “gelado” no corpo mas que não chega a ser crise.
ainda é esperado durante esse período?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo relato, a evolução parece compatível com um período de recuperação após uma reativação ansiosa, especialmente considerando que você ficou mais de 2 anos estável com venlafaxina 225 mg e teve um gatilho importante (episódio vasovagal em ambiente lotado). Mesmo com o tratamento ajustado, o sistema de alerta do cérebro pode permanecer mais sensibilizado por algumas semanas.
O fato de você já apresentar melhora de sono, apetite, redução da taquicardia, ausência de novas crises de pânico e momentos em que se sente “normal” são sinais positivos. Sintomas como hipervigilância corporal, dificuldade de relaxar, sensação de desrealização/despersonalização e oscilações ao longo do dia podem persistir por mais tempo, pois costumam estar relacionados a um estado de ansiedade residual e hiperativação do sistema nervoso.
O período de 24 dias após a estratégia ainda é relativamente inicial. O organismo pode levar algumas semanas para consolidar uma melhora mais estável. Além disso, situações de maior demanda, como plantões, privação de sono e estresse, frequentemente reativam temporariamente esses sintomas sem significar necessariamente uma recaída.
É importante manter o acompanhamento com sua psiquiatra, especialmente pelo uso do alprazolam, que geralmente é utilizado como apoio temporário e precisa de planejamento para retirada quando houver estabilidade. Medidas como rotina de sono, atividade física, alimentação regular, reduzir checagem constante dos sintomas e técnicas de respiração/relaxamento podem ajudar o cérebro a sair desse estado de alerta.
Se houver retorno de crises intensas, piora progressiva, pensamentos de autoagressão ou incapacidade de funcionar, é importante antecipar a avaliação. Pelo padrão descrito, porém, a oscilação de sintomas residuais nessa fase pode acontecer durante a recuperação.
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Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medi
Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medicamento e normalmente pego/renovo pelo sus mas surgiu um imprevisto e preciso renovar antecipadamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em uma consulta presencial com um psiquiatra é possível receber uma receita azul (receita de controle especial de talonário azul – tipo B), desde que o médico avalie o caso e considere adequada a continuidade do medicamento.
O fato de você já usar a medicação de forma contínua e ter histórico de acompanhamento ajuda na avaliação, mas o psiquiatra ainda precisa confirmar informações como:
qual medicamento é utilizado;
dose e tempo de uso;
indicação do tratamento;
resposta e possíveis efeitos adversos;
segurança da manutenção da prescrição.
Leve, se possível, documentos que facilitem a avaliação, como receitas anteriores, relatórios, exames ou comprovantes do acompanhamento pelo SUS.
Vale lembrar que a emissão da receita depende da avaliação médica no momento da consulta, e o profissional pode optar pela renovação, ajuste ou outra conduta conforme a situação clínica.
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Bem estou com um problema que esta atrapalhando muito minha vida,eu não sei o que fazer estou com pr
Bem estou com um problema que esta atrapalhando muito minha vida,eu não sei o que fazer estou com problema de solidão e vejo que o problema ė realmente eu,que não sei lidar bem com as pessoas minha comunicação ė ruim e isso afasta as pessoas,será que eu precisava de ajuda profissional?daria pra mudar isso ou já está em mim
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma dificuldade bastante comum e que pode causar muito sofrimento, mas não significa que “há algo errado em você” ou que seja uma característica impossível de mudar. Comunicação, habilidades sociais, autoestima e forma de se relacionar são aspectos que podem ser desenvolvidos ao longo da vida.
A sensação de solidão e de afastamento das pessoas pode estar relacionada a vários fatores, como insegurança, ansiedade social, experiências anteriores, medo de rejeição, dificuldade em expressar sentimentos ou até padrões de comportamento que foram aprendidos ao longo do tempo. Muitas vezes, a pessoa percebe apenas o resultado (“as pessoas se afastam”), mas não consegue identificar quais atitudes ou pensamentos estão mantendo esse ciclo.
A ajuda profissional pode ser muito útil. Um psicólogo pode ajudar a entender esses padrões, melhorar comunicação, trabalhar autoconfiança e desenvolver estratégias para criar vínculos mais saudáveis. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser considerada se houver sintomas associados, como ansiedade intensa, depressão, isolamento importante ou sofrimento persistente.
O fato de você conseguir perceber a situação e querer mudar já é um ponto positivo. Pessoas não são “condenadas” a permanecer da mesma forma; relacionamentos e habilidades sociais podem ser aprendidos e aprimorados com prática e acompanhamento adequado.
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Estou com quadro de tristeza profunda. Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os si
Estou com quadro de tristeza profunda.
Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os sintomas continuam o que fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A persistência de tristeza profunda mesmo usando sertralina (Centralina) 100 mg/dia merece uma reavaliação com o psiquiatra. Embora muitas pessoas apresentem melhora com essa medicação, algumas precisam de ajuste de dose, troca de antidepressivo, associação com outro tratamento ou investigação de fatores que podem estar mantendo os sintomas.
É importante avaliar há quanto tempo você está usando essa dose, porque antidepressivos geralmente precisam de algumas semanas em dose adequada para uma resposta completa. Também é necessário investigar outros sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, falta de motivação, irritabilidade, perda de prazer nas atividades, alterações de apetite, cansaço excessivo ou dificuldade de concentração.
Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria. Converse com seu psiquiatra para revisar o diagnóstico e a estratégia terapêutica. A psicoterapia também tem papel importante, principalmente em quadros com tristeza persistente, pois ajuda a trabalhar pensamentos, comportamentos e fatores emocionais relacionados.
Se essa tristeza vier acompanhada de pensamentos de que não vale a pena viver, vontade de desaparecer ou de se machucar, procure ajuda imediatamente (familiares, serviço de urgência ou atendimento de crise).
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Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?
Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de a primeira dose de Clonazepam não ter causado sono pode acontecer e não significa necessariamente que o medicamento não está funcionando.
O clonazepam é um benzodiazepínico que pode ter efeitos como redução da ansiedade, relaxamento muscular e sonolência, mas a resposta varia bastante entre as pessoas. Alguns fatores podem explicar não sentir sono, como:
dose utilizada (doses menores podem reduzir ansiedade sem causar sedação);
nível de ansiedade no momento (uma pessoa muito ativada pode sentir apenas “acalmar” em vez de sono);
adaptação individual ao medicamento;
horário em que foi tomado;
expectativa de sentir um efeito mais forte.
Além disso, algumas pessoas percebem primeiro a redução da tensão, dos pensamentos acelerados ou da angústia, e a sonolência pode ser discreta ou nem aparecer.
É importante usar exatamente como foi prescrito e não aumentar a dose por conta própria para “dar sono”, pois o clonazepam pode causar tolerância e dependência quando usado de forma inadequada. Se o objetivo principal era melhorar insônia ou ansiedade e o efeito não foi o esperado, vale conversar com o médico que prescreveu para avaliar o ajuste mais adequado.
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Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde
Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde então sinto dor no pescoço, voltei a tomar sem pular nenhum dia certinho há dois dias, mas continuo com dor no pescoço e face. Antes de esquecer também já estava sentindo muita ansiedade e agora piorou. já tomei vários medicamentos e já tive esse efeito colateral antes, mas como me adaptei bem a esse medicamento não sei se vale a pena mudar. Estou sem psiquaitra e so passando com o clinico geral. tem algo que possa fazer para aliviar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, é possível que os sintomas estejam relacionados à interrupção temporária da duloxetina (Doloxetina). Esse medicamento possui uma meia-vida relativamente curta e algumas pessoas apresentam sintomas de descontinuação quando esquecem doses ou ficam alguns dias sem usar. Podem ocorrer ansiedade aumentada, sensação de piora emocional, tontura, mal-estar, alterações de sensibilidade e dores ou desconfortos físicos.
Como você voltou a tomar corretamente há apenas dois dias, pode ser que o organismo ainda esteja se readaptando. A melhora após retomar a medicação pode levar alguns dias a algumas semanas, dependendo da sensibilidade individual.
Para aliviar enquanto isso:
mantenha a duloxetina exatamente no horário prescrito;
evite novas interrupções;
tente regular sono, hidratação e alimentação;
medidas locais como calor no pescoço, alongamentos leves e relaxamento muscular podem ajudar se houver componente de tensão.
Como você relata dor no pescoço e face associada à piora importante da ansiedade, vale acompanhar com seu clínico e, se possível, retomar o acompanhamento com psiquiatra para avaliar a manutenção da duloxetina ou outras estratégias. Não é indicado suspender ou trocar a medicação de forma abrupta.
Procure avaliação mais rapidamente se a dor vier com sinais como fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, febre, rigidez intensa no pescoço, confusão, dor de cabeça muito diferente do habitual ou piora importante do estado geral.
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Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?
Por que o acompanhamento clínico é importante durante o uso de psicofármacos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O acompanhamento clínico durante o uso de psicofármacos é fundamental porque permite avaliar a resposta ao tratamento, identificar efeitos colaterais e realizar ajustes de forma segura. Cada pessoa pode responder de maneira diferente às medicações, sendo necessário acompanhar sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, alterações de humor, ganho ou perda de peso e mudanças no funcionamento diário.
Além disso, o seguimento ajuda a verificar interações com outros medicamentos, avaliar exames quando necessário e decidir o melhor momento para manutenção, ajuste ou retirada da medicação. O uso de psicofármacos deve ser individualizado e associado, quando indicado, a outras estratégias como psicoterapia e mudanças de hábitos. O acompanhamento regular aumenta a segurança, melhora a adesão ao tratamento e favorece melhores resultados a longo prazo.
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Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco é fundamental para garantir que o tratamento seja direcionado à causa dos sintomas e não apenas às manifestações apresentadas. Sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, tristeza profunda e falta de motivação podem aparecer em diferentes transtornos, exigindo abordagens distintas.
Uma avaliação adequada permite escolher o medicamento mais indicado, definir dose, tempo de tratamento e monitorar possíveis efeitos adversos. Além disso, ajuda a identificar condições que podem mudar a conduta, como transtorno bipolar, uso de substâncias, doenças clínicas ou interações medicamentosas.
A prescrição baseada em uma avaliação completa aumenta a chance de resposta terapêutica, reduz riscos e permite um acompanhamento mais seguro e individualizado, muitas vezes associado à psicoterapia e outras medidas de cuidado em saúde mental.
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Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?
Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A educação em saúde é fundamental para pacientes que utilizam psicofármacos, pois melhora a compreensão sobre o tratamento, aumenta a adesão e reduz medos ou expectativas inadequadas em relação à medicação. O paciente precisa entender para que serve o medicamento, o tempo esperado para início do efeito, possíveis efeitos colaterais e a importância de não interromper o uso de forma abrupta.
Além disso, a orientação adequada ajuda a reconhecer sinais de alerta, evitar automedicação e compreender que o tratamento de condições como ansiedade, depressão, insônia, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo geralmente envolve uma abordagem ampla, incluindo mudanças de hábitos e psicoterapia quando indicada.
Um paciente bem informado participa mais ativamente das decisões terapêuticas, comunica melhor suas dificuldades ao médico e contribui para um tratamento mais seguro e eficaz.
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Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?
Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos porque atua em aspectos que a medicação isoladamente nem sempre consegue modificar, como pensamentos, comportamentos, estratégias de enfrentamento e padrões emocionais. Enquanto o medicamento pode ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade e sofrimento emocional, a psicoterapia auxilia o paciente a compreender as causas dos sintomas e desenvolver novas formas de lidar com as dificuldades.
A associação entre as duas abordagens pode aumentar a resposta ao tratamento, reduzir recaídas e favorecer mudanças mais duradouras. Em condições como transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, uma abordagem integrada permite um cuidado mais completo e individualizado, respeitando as necessidades de cada paciente.
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Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?
Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desmame do Carbonato de lítio 600 mg e da Risperidona 2 mg deve ser feito com acompanhamento do psiquiatra e de forma gradual. A retirada abrupta pode aumentar o risco de retorno dos sintomas que levaram ao tratamento, como alterações importantes de humor, ansiedade, agitação, insônia ou sintomas psicóticos, dependendo do diagnóstico de base.
O esquema de redução depende de vários fatores:
qual o diagnóstico (transtorno bipolar, depressão com sintomas associados, psicose, entre outros);
há quanto tempo usa as medicações;
histórico de crises anteriores;
motivo pelo qual deseja suspender;
exames e estabilidade atual.
No caso do lítio, geralmente é importante acompanhar sintomas clínicos e, quando indicado, exames como função renal, tireoide e nível sérico do lítio durante o tratamento. A risperidona também deve ser reduzida de forma planejada para evitar piora dos sintomas ou desconfortos relacionados à retirada.
O ideal é conversar com seu psiquiatra para montar um plano individualizado. Se você está sem acompanhamento no momento, vale marcar uma avaliação antes de iniciar qualquer redução. Não faça alterações sozinho, mesmo estando bem, pois a estabilidade pode depender justamente da manutenção dessas medicações.
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Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve
Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve uma crise intensa de enxaqueca por 3 meses. Fez tratamento com neuro, está tomando amitripitilina 25mg e propanolol 10mg. As dores melhoraram mas está bem deprimida, se sentindo exausta e o apetite está
horrível. Está em acompanhamento com psicóloga há 2 meses mas não melhorou ainda.
A levei a psiquiatra que receitou aumentar a amitripitilina para 50mg, mas tenho tanto medo, por outro lado não quero que continue sofrendo.
Ja inicou natação, aula de música mas a tristeza nao vai embora, embora tenha dias bons. É segura essa medicação? Não causa dependência?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A preocupação dos pais diante do início ou aumento de uma medicação psiquiátrica em adolescentes é muito compreensível. A Amitriptilina é uma medicação utilizada há muitos anos, inclusive em adolescentes, principalmente para prevenção de enxaqueca, dores crônicas e, em algumas situações, sintomas depressivos. Ela não causa dependência química como ocorre com alguns medicamentos sedativos, mas deve ser usada com acompanhamento médico e retirada de forma gradual quando for suspensa.
O aumento de 25 mg para 50 mg é uma faixa de dose que pode ser utilizada em algumas situações, mas a decisão depende da avaliação individual, considerando sintomas, peso, outras medicações (como o Propranolol), histórico clínico e acompanhamento dos efeitos.
É importante observar possíveis efeitos como sonolência excessiva, tontura, boca seca, constipação, alterações do humor ou piora de pensamentos negativos. Como sua filha apresenta tristeza persistente, perda de apetite, exaustão e insônia, manter o acompanhamento próximo com a psiquiatra é essencial. A melhora da psicoterapia também pode levar tempo, e muitas vezes a combinação de psicoterapia e medicação oferece melhores resultados.
O fato de ela ainda ter dias bons, estar participando de atividades e ter iniciado acompanhamento são pontos positivos. Converse com a psiquiatra sobre seus receios e sobre quais sinais devem motivar retorno mais rápido, especialmente se houver piora importante da tristeza ou pensamentos de se machucar.
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Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita ag
Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita agitação, coração acelerado, tremor, soa as mãos, depois de 2hrs que tomei o remédio aí começo ficar mais tranquila, é normal sentir isso com 1 semana? Quanto tempo começa ficar mais tranquila em relação aos efeitos colaterais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No início do uso da Ritalina (metilfenidato) é relativamente comum surgirem efeitos como agitação, taquicardia, tremor, sudorese e ansiedade, especialmente na primeira ou segunda semana, enquanto o organismo ainda está se adaptando ao estimulante do sistema nervoso central. Em algumas pessoas, esses efeitos tendem a diminuir em cerca de 1 a 3 semanas, mas isso varia conforme dose, sensibilidade individual e horário de uso. O fato de depois de cerca de 2 horas você ficar mais tranquila pode indicar que há um pico inicial de estimulação seguido de adaptação parcial.
Como você está tendo sintomas físicos importantes, o ideal é discutir com o psiquiatra que prescreveu, pois pode ser necessário ajustar dose, mudar formulação (liberação prolongada) ou rever o horário de administração. Em psiquiatria, o equilíbrio entre benefício para sintomas de TDAH em adultos, ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor, transtorno do pânico e estresse e efeitos colaterais é individual. Não é recomendado manter desconforto intenso sem ajuste médico, mesmo sendo no início do tratamento.
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Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com g
Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com gatilhos, não consigo prestar atenção no trânsito e nem no carro. Reprovei na prova e fiquei pensativa sobre meu diagnostico e atenção (Eu paraliso em situações de risco, não tenho resposta de reação) Estou me colocando em risco, mesmo se eu passar na prova? Atualmente meus sintomas estão mais leves, mas continuo sofrendo com gatilhos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve no TEPT-C (transtorno de estresse pós-traumático complexo) é coerente com respostas de estresse como hipervigilância, dissociação ou “freeze” (paralisia) diante de gatilhos. Nessas situações, o cérebro prioriza sobrevivência e pode reduzir atenção, tempo de reação e tomada de decisão — o que, no contexto de direção, realmente pode aumentar risco.
Isso não significa que você “não pode dirigir”, mas sim que no seu estado atual alguns cenários ainda não estão totalmente seguros, especialmente quando há gatilhos ativos. O fato de os sintomas estarem mais leves é positivo, mas a persistência de episódios de paralisação merece atenção antes de retomar provas ou direção em ambiente real.
O ideal é discutir isso com seu psiquiatra e, se possível, com um psicoterapeuta que trabalhe trauma (como terapia focada em trauma, EMDR ou TCC), para avaliar:
frequência dos gatilhos
presença de dissociação ou bloqueio motor sob estresse
nível de controle emocional em situações imprevisíveis
Em psiquiatria, a decisão de dirigir não é só sobre diagnóstico, mas sobre funcionamento sob estresse real. Se há risco de “freeze”, o mais seguro é adiar a exposição ao trânsito até haver melhor regulação emocional.
Com tratamento adequado, muitos pacientes com ansiedade, depressão, insônia, transtorno do pânico, estresse intenso e transtornos de humor recuperam completamente a capacidade funcional. O ponto-chave é não forçar a exposição antes de ter estratégias de regulação bem estabelecidas.
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Faço uso de 25mg topiramato, 20mg escitalopram e o médico incluiu ontem 150mg bupXL. Ontem tive náu
Faço uso de 25mg topiramato, 20mg escitalopram e o médico incluiu ontem 150mg bupXL. Ontem tive náuseas toda vez que comi ( bari a 12 anos pedo 61kg, mas tenho compulsão alimentar), hj acordei com enxaqueca. Esses sintomas são comuns?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esses sintomas podem ser esperados no início da bupropiona XL (150 mg), especialmente nos primeiros dias ou semanas. Náuseas, sensação de desconforto gastrointestinal e cefaleia/enxaqueca estão entre os efeitos colaterais mais comuns no início do tratamento. A bupropiona também pode alterar temporariamente apetite e sensibilidade gástrica, o que pode ficar mais perceptível em quem já tem histórico de cirurgia bariátrica.
A associação com escitalopram e topiramato pode aumentar a chance de efeitos iniciais como náusea, dor de cabeça e leve agitação, enquanto o organismo se adapta ao ajuste de neurotransmissores ligados a depressão, ansiedade, insônia, transtornos de humor, compulsão alimentar, estresse e TDAH em adultos.
Em geral, esses sintomas tendem a melhorar em 7 a 14 dias, mas é importante monitorar intensidade. Se houver vômitos persistentes, piora importante da enxaqueca, insônia intensa ou ansiedade muito aumentada, o ideal é avisar o psiquiatra para possível ajuste de dose ou horário.
Manter boa hidratação e tomar o medicamento pela manhã (se foi essa a orientação) costuma ajudar a reduzir náusea e impacto no sono.
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olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que po
olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que possa nos ajudar, qual especialista da área, é mais indicado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para o seu noivo com diagnóstico de TDAH, o profissional mais indicado para acompanhamento principal é o psiquiatra, de preferência com experiência em TDAH em adultos. Ele é o médico responsável por avaliar sintomas, comorbidades como ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor e TDAH em adultos, além de prescrever e ajustar medicações quando necessário.
Em muitos casos, o melhor resultado vem de uma abordagem combinada: psiquiatra + psicólogo (especialmente com terapia cognitivo-comportamental). O psicólogo ajuda no treino de organização, foco, impulsividade e estratégias do dia a dia, enquanto o psiquiatra atua no tratamento biológico.
Em algumas situações, o neurologista também pode participar, mas na prática clínica o eixo principal do tratamento do TDAH no adulto costuma ser a psiquiatria.
Se quiserem um caminho mais estruturado, o ideal é começar pelo psiquiatra, que pode confirmar o diagnóstico funcional, ajustar tratamento e encaminhar para psicoterapia ou neuropsicologia quando necessário.
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Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me
Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer em fases de ajuste do escitalopram, principalmente após mudanças recentes de dose. Sintomas como “nó na garganta” (globo faríngeo), sensação de ansiedade intensa, formigamentos ou dormência facial podem estar ligados a uma crise de ansiedade/pânico ou efeito de adaptação do sistema nervoso ao antidepressivo.
Como houve aumento para 20 mg e depois retorno para 10 mg em curto intervalo, o seu organismo ainda pode estar em fase de instabilidade dos neurotransmissores associados à depressão, ansiedade, insônia, transtornos de humor, estresse e transtorno do pânico. Isso pode gerar sintomas físicos muito reais, mesmo sem lesão orgânica.
A dormência abaixo do queixo também pode ocorrer em crises ansiosas por hiperventilação ou tensão muscular, mas precisa ser observada.
No entanto, como houve sintoma novo e intenso, o ideal é avisar o médico que acompanha (preferencialmente psiquiatra) para avaliar se isso faz parte da adaptação ou se há necessidade de ajuste mais lento da dose.
Procure urgência se surgir falta de ar importante, dor no peito, desmaio, ou piora progressiva dos sintomas.
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Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo
Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses sintomas que você descreve — sensação de crise de ansiedade, tremores no corpo, aperto no peito e no abdômen — podem sim acontecer nos primeiros dias de uso da bupropiona, especialmente entre o 1º e o 7º dia. A bupropiona é um antidepressivo mais “ativador”, e em algumas pessoas pode aumentar temporariamente a ansiedade, agitação e sintomas físicos parecidos com crise de pânico, principalmente no início.
No entanto, é importante diferenciar duas situações:
Efeito inicial esperado do medicamento, que tende a melhorar em 1 a 2 semanas
Reação intolerável ou crise de ansiedade importante, que precisa de ajuste
Você não deve suspender por conta própria, mas também não deve ignorar sintomas intensos, especialmente aperto no peito.
O mais indicado é avisar o seu psiquiatra ainda hoje ou o quanto antes para avaliar:
se a dose inicial está alta para você
se precisa de ajuste de horário (manhã, com alimento)
ou até introdução mais gradual
Esses efeitos costumam melhorar com o tempo em muitos casos, mas quando são fortes logo no início, o acompanhamento próximo é essencial.
Procure urgência se houver dor no peito forte, falta de ar, desmaio ou piora progressiva da sensação de opressão.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…