Perguntas do paciente (2484)

  • Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo

    Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Esses sintomas que você descreve — sensação de crise de ansiedade, tremores no corpo, aperto no peito e no abdômen — podem sim acontecer nos primeiros dias de uso da bupropiona, especialmente entre o 1º e o 7º dia. A bupropiona é um antidepressivo mais “ativador”, e em algumas pessoas pode aumentar temporariamente a ansiedade, agitação e sintomas físicos parecidos com crise de pânico, principalmente no início.

    No entanto, é importante diferenciar duas situações:

    Efeito inicial esperado do medicamento, que tende a melhorar em 1 a 2 semanas
    Reação intolerável ou crise de ansiedade importante, que precisa de ajuste

    Você não deve suspender por conta própria, mas também não deve ignorar sintomas intensos, especialmente aperto no peito.

    O mais indicado é avisar o seu psiquiatra ainda hoje ou o quanto antes para avaliar:

    se a dose inicial está alta para você
    se precisa de ajuste de horário (manhã, com alimento)
    ou até introdução mais gradual

    Esses efeitos costumam melhorar com o tempo em muitos casos, mas quando são fortes logo no início, o acompanhamento próximo é essencial.

    Procure urgência se houver dor no peito forte, falta de ar, desmaio ou piora progressiva da sensação de opressão.


  • Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela man

    Olá, faço uso de sertralina 50mg e queria saber se há algum problema em consumir esses chás pela manhã:
    Hibisco, chá verde, matte ou espinheira santa.
    Eu tomo a sertralina somente as 23h

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Olá! De modo geral, não há uma interação clinicamente relevante entre a sertralina e os chás de hibisco, espinheira-santa, chá verde ou chá-mate, especialmente considerando que você toma a sertralina às 23h e pretende consumir os chás pela manhã.

    No entanto, o chá verde e o chá-mate contêm cafeína, que pode aumentar sintomas como ansiedade, agitação, tremores, palpitações ou insônia em pessoas mais sensíveis, independentemente do horário da sertralina. Se você estiver tratando ansiedade, vale a pena consumir essas bebidas com moderação e observar como seu organismo reage.

    Já o hibisco e a espinheira-santa não apresentam interação significativa conhecida com a sertralina quando utilizados nas quantidades habituais. Ainda assim, qualquer chá ou suplemento consumido regularmente deve ser informado ao médico, principalmente se você fizer uso de outros medicamentos ou tiver outras condições de saúde.

    Em resumo, o consumo desses chás pela manhã costuma ser seguro para quem utiliza sertralina à noite, desde que seja com moderação e respeitando a tolerância individual, principalmente em relação às bebidas que contêm cafeína.


  • Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5

    Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5 gotas de clonazepam 2,5mg/ml, também diariamente por 29 dias. Parei há 4 dias o clonazepam. Posso vir a sentir efeito rebote?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, existe a possibilidade de ocorrer efeito rebote ou sintomas de abstinência após a interrupção do clonazepam, principalmente quando ele foi utilizado diariamente por cerca de um mês. Embora 29 dias seja um período relativamente curto, algumas pessoas podem apresentar sintomas como aumento da ansiedade, insônia, irritabilidade, inquietação, tremores e, em alguns casos, maior sensibilidade a estímulos. Esses sintomas costumam surgir entre 1 e 7 dias após a suspensão, dependendo da dose e das características individuais.

    Como você já está em uso de fluoxetina há cerca de 40 dias, é possível que ela já esteja exercendo seu efeito terapêutico sobre a ansiedade, o que pode reduzir a intensidade do rebote. Se, após quatro dias sem clonazepam, você estiver se sentindo bem, é um sinal favorável. No entanto, caso ocorram sintomas intensos ou persistentes, é importante entrar em contato com o médico que acompanha seu tratamento, pois pode ser necessário ajustar a forma de retirada. Nunca reinicie ou aumente a dose do clonazepam por conta própria.


  • Tomo lítio há alguns meses e hoje iniciei tratamento por 7 dias com etoricoxibe para tratar uma tend

    Tomo lítio há alguns meses e hoje iniciei tratamento por 7 dias com etoricoxibe para tratar uma tendinite no ombro. Há problema em combinar os dois remédios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, essa associação merece atenção. O etoricoxibe, assim como outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), pode aumentar os níveis de lítio no sangue, reduzindo sua eliminação pelos rins. Isso pode elevar o risco de intoxicação pelo lítio, principalmente em pessoas com alteração da função renal, desidratação ou uso prolongado do anti-inflamatório.

    Como o tratamento com etoricoxibe será de apenas 7 dias, nem sempre ocorrerá um problema, mas é importante manter boa hidratação e ficar atento a sinais de aumento dos níveis de lítio, como tremores mais intensos, sonolência excessiva, náuseas, vômitos, diarreia, dificuldade para andar, fala arrastada ou confusão. Caso algum desses sintomas apareça, procure atendimento médico imediatamente.

    O ideal é informar o psiquiatra que acompanha o uso do lítio sobre o início do etoricoxibe. Dependendo da dose de lítio, da função renal e do tempo de uso do anti-inflamatório, pode ser necessário monitorar a litemia ou realizar ajustes temporários. Não interrompa nenhum dos medicamentos por conta própria sem orientação médica.


  • Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e e

    Tava tomando litio a 30 dias mas tava tendo efeito colateral como queda xe cabelo,pele ressecada e espinha. Ai o médico receitou pra trocar pela lamotrigina 100mg. Mas li que essa medicação pode da erupção na pele e na receita nao tinha nem uma instrução de começar com dose mais baixa. Essas erupções são comuns? Agora fiquei com medo de tomar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É compreensível ficar preocupado ao ler a bula. A lamotrigina pode, de fato, causar erupções cutâneas, mas a maioria é leve. O problema é que, em casos raros, pode ocorrer uma reação grave, como a síndrome de Stevens-Johnson, motivo pelo qual a medicação normalmente é iniciada com doses baixas e aumentada gradualmente, reduzindo significativamente esse risco.

    Por isso, se você recebeu a orientação para iniciar diretamente 100 mg, vale a pena confirmar essa prescrição com o médico antes de começar o tratamento, pois essa não costuma ser a estratégia de início para a maioria dos pacientes, exceto em situações específicas ou quando há um esquema de transição previamente planejado.

    Durante o uso, procure atendimento médico imediatamente se surgir erupção na pele, principalmente se vier acompanhada de febre, feridas na boca, bolhas, lesões nos olhos ou mal-estar importante. Não deixe de iniciar ou interromper a medicação por conta própria, mas esclareça essa dúvida com o seu psiquiatra antes da primeira dose para garantir que o esquema prescrito está adequado ao seu caso.


  • O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como sã

    O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como são os efeitos do ansitec?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. O Ansitec (buspirona) também apresenta um período de adaptação, embora, em geral, seus efeitos colaterais sejam mais leves e diferentes dos observados com os antidepressivos. Como seu efeito ansiolítico não é imediato, a melhora da ansiedade costuma surgir após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    Nos primeiros dias de tratamento, algumas pessoas podem apresentar tontura, dor de cabeça, náusea, sensação de cabeça leve, sonolência ou, ao contrário, leve agitação, além de desconforto gastrointestinal. Esses sintomas costumam ser transitórios e tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento.

    Diferentemente dos antidepressivos, a buspirona geralmente não causa disfunção sexual, ganho de peso ou dependência, e também não costuma provocar sedação intensa como os benzodiazepínicos. Caso os efeitos adversos sejam intensos, persistentes ou a ansiedade piore de forma importante, é recomendável comunicar o médico para reavaliar a dose ou o esquema terapêutico. Em geral, o Ansitec é considerado um medicamento bem tolerado e com bom perfil de segurança para o tratamento da ansiedade.


  • Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um i

    Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um inteiro da fluo. Estou me sentindo tonta e ansiosa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer durante a transição entre desvenlafaxina e fluoxetina. A troca desses antidepressivos, especialmente quando há redução gradual da desvenlafaxina e início da fluoxetina, pode provocar sintomas transitórios como tontura, aumento da ansiedade, sensação de instabilidade, irritabilidade, náuseas e alterações do sono. Esses sintomas podem estar relacionados tanto à adaptação ao novo medicamento quanto aos efeitos da redução da desvenlafaxina, que pode causar sintomas de descontinuação em algumas pessoas.

    Na maioria dos casos, esses efeitos tendem a melhorar ao longo de 1 a 2 semanas, conforme o organismo se adapta à fluoxetina e a retirada da desvenlafaxina é concluída. No entanto, se a tontura ou a ansiedade forem muito intensas, persistirem por vários dias ou vierem acompanhadas de sintomas importantes, como confusão, febre, tremores intensos ou rigidez muscular, é fundamental entrar em contato com o médico para reavaliar o esquema de transição.

    Não interrompa nem altere as doses por conta própria, pois a troca entre antidepressivos deve ser feita de forma individualizada para reduzir o risco de efeitos adversos e garantir a eficácia do tratamento.


  • 5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confus

    5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confusa por volta das 3-4 semanas mas desde então sintomas ainda muito intensos (obsessões, compulsões, ansiedade) isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer e ainda pode estar dentro do esperado para o tratamento do TOC, especialmente nessa fase inicial.

    O Pondera XR (paroxetina de liberação prolongada) é um ISRS e, no TOC, a resposta costuma ser mais lenta do que na depressão ou ansiedade comum. Em geral, a melhora mais consistente pode levar 6 a 10 semanas (ou até mais), e muitas vezes são necessárias doses mais altas do que as usadas em outros transtornos para um efeito pleno.

    Com 5 semanas de uso, ter tido apenas uma melhora leve e ainda manter sintomas importantes como obsessões, compulsões e ansiedade não é necessariamente sinal de falha do tratamento, mas sim de que ainda pode estar em fase de resposta parcial.

    A presença de risperidona associada há 8 meses também é comum em casos de TOC mais resistente, pois ela pode atuar como potencializadora, especialmente quando há sintomas mais intensos ou refratários.

    Sobre a sua descrição:

    leve melhora entre 3–4 semanas compatível com início de resposta
    sintomas ainda intensos ainda pode estar dentro do tempo esperado
    sensação de melhora “confusa” comum em fase inicial de ajuste

    O que é importante observar:

    Se houver piora progressiva e sustentada após 8–10 semanas de dose estável
    Se os sintomas estiverem incapacitantes apesar da adesão correta
    Se houver efeitos colaterais limitando aumento de dose (quando indicado)

    Em muitos casos de TOC:

    a resposta plena só aparece após dose adequada + tempo suficiente
    às vezes há necessidade de ajuste de dose do ISRS ou troca da estratégia

    Resumo:
    Ainda pode estar dentro do esperado para fase inicial, mas já é um ponto em que o psiquiatra geralmente começa a avaliar ajuste de dose ou otimização do esquema, principalmente se os sintomas continuam intensos.


  • Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz

    Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso é relativamente comum durante a redução da venlafaxina, mesmo quando o desmame é feito de forma gradual como no seu caso.

    A venlafaxina é um antidepressivo com meia-vida curta, o que faz com que algumas pessoas sintam sintomas de descontinuação quando há redução de dose, como:

    ansiedade leve ou aumento da tensão
    irritabilidade
    tristeza ou oscilação de humor
    sensação de “instabilidade emocional”
    tontura ou desconforto corporal (em alguns casos)

    Esses sintomas podem aparecer mesmo após alguns dias ou semanas da redução para 37,5 mg, e geralmente refletem uma adaptação do sistema nervoso à diminuição da serotonina e noradrenalina disponíveis.

    No seu caso:

    você fez uso relativamente curto e em doses baixas → isso geralmente facilita o desmame
    a redução foi gradual → isso também reduz riscos
    os sintomas descritos são leves → isso sugere um quadro compatível com adaptação

    Em muitos pacientes:
    Esses sintomas tendem a ser transitórios e melhoram ao longo de dias a poucas semanas, especialmente quando a redução é mantida de forma estável.

    O que observar:

    se os sintomas piorarem progressivamente
    se voltarem sintomas intensos do quadro original (depressão/ansiedade)
    se houver prejuízo importante no funcionamento diário

    Em geral:
    O plano de manter 37,5 mg por mais dois meses é justamente uma forma de permitir adaptação mais suave antes da suspensão completa, o que é uma estratégia comum e adequada.


  • Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?

    Tenho apineia do sono e tomo deller a noite... Sinto que custo a dormir. Qual melhor horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Entendo sua dúvida — e no caso de apneia do sono, o uso de medicamentos à noite merece atenção porque alguns podem atrapalhar a qualidade do sono ou piorar a sensação de “sono leve”.

    O Deller (desvenlafaxina), em geral, é um antidepressivo que pode ter efeito mais ativador, e por isso costuma ser recomendado pela manhã. Em algumas pessoas, quando tomado à noite, pode causar:

    dificuldade para iniciar o sono
    sono mais fragmentado
    sensação de “mente acelerada”

    Então, em termos de orientação geral:

    o horário mais comum para desvenlafaxina é pela manhã
    isso reduz o impacto na insônia

    No seu caso (apneia do sono):

    já existe uma tendência a sono não reparador
    qualquer medicamento que atrapalhe o início ou manutenção do sono pode piorar a sensação de cansaço no dia seguinte

    Importante:

    não mude o horário por conta própria sem alinhar com o médico
    às vezes o ajuste de horário sozinho já melhora bastante o sono
    em outros casos, pode ser necessário ajustar dose ou medicação associada

    Resumo:
    Sim, é bem possível que o horário noturno esteja contribuindo para sua dificuldade de dormir. Em geral, a desvenlafaxina funciona melhor pela manhã, mas o ideal é confirmar com seu médico antes da mudança.


  • Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A bupropiona é um antidepressivo com mecanismo diferente da maioria dos outros (atua principalmente em dopamina e noradrenalina, não em serotonina). Por isso, ela tem um perfil bem particular de benefícios e efeitos adversos.

    PRÓS (vantagens)

    Não costuma causar disfunção sexual (ao contrário de muitos antidepressivos)
    Geralmente não causa ganho de peso (pode até reduzir apetite em alguns casos)
    Pode ajudar com energia, motivação e fadiga
    Útil em depressão com apatia e desânimo importante
    Pode auxiliar na cessação do tabagismo
    Baixo risco de sedação (não costuma dar sonolência)

    CONTRAS (efeitos e limitações)

    Pode aumentar ansiedade e agitação, principalmente no início
    Pode causar insônia
    Pode dar palpitações ou sensação de coração acelerado
    Pode causar náuseas, boca seca, dor de cabeça
    Em doses altas ou predisposição, aumenta risco de convulsão (raro, mas importante)
    Não é a melhor opção quando a pessoa já tem ansiedade muito intensa sem depressão associada

    Resumo clínico simples:

    Boa para: depressão com cansaço, falta de energia e apatia
    Menos indicada para: ansiedade muito intensa isolada ou insônia importante

    Se quiser, posso te dizer como ela se compara diretamente com sertralina,


  • Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    Gostaria de saber gestante pode tomar amitriptilina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A amitriptilina pode ser utilizada durante a gestação em situações específicas, mas apenas sob orientação médica. Embora não seja contraindicada de forma absoluta, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado, considerando os benefícios para a mãe e os possíveis riscos para o bebê. Em alguns casos, como depressão, dor crônica ou outras condições em que o tratamento é necessário, o médico pode optar por manter ou iniciar a amitriptilina quando os benefícios superam os riscos.

    É importante não iniciar, interromper ou alterar a dose por conta própria durante a gravidez, pois tanto a doença sem tratamento quanto a suspensão abrupta da medicação podem trazer prejuízos para a gestante e para o feto. O acompanhamento conjunto com o obstetra e o médico que prescreveu o medicamento é a melhor forma de definir a conduta mais segura para cada caso.


  • Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    Um autista verbal adulto pode começar a falar pouco ou não falar, mesmo depois de adulto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer.

    Um adulto autista verbal pode, em algumas fases da vida, passar a falar menos ou até ficar temporariamente não verbal, mesmo tendo linguagem funcional anteriormente. Isso não significa necessariamente “perda permanente da fala”, mas sim uma alteração do acesso à comunicação verbal.

    Isso pode ocorrer em situações como:

    Sobrecarga sensorial (meltdown ou shutdown)
    O cérebro entra em estado de “travamento” por excesso de estímulos, e a fala pode reduzir ou desaparecer temporariamente.
    Estresse intenso ou ansiedade elevada
    A pressão emocional pode dificultar a organização da linguagem.
    Burnout autista (esgotamento)
    Após períodos prolongados de adaptação social, há queda de energia mental, retraimento e redução da comunicação.
    Depressão ou outras condições associadas
    Comorbidades podem impactar diretamente a fala e a iniciativa social.
    Dificuldade de processamento na hora da comunicação
    Em alguns momentos, a pessoa até entende e pensa normalmente, mas não consegue “converter em fala”.

    Importante:

    Isso geralmente é flutuante, não necessariamente permanente
    A capacidade de falar pode voltar quando o estado emocional e neurológico estabiliza
    Muitas pessoas passam a usar mais comunicação alternativa nesses períodos (escrita, mensagens, gestos)

    Sinal de atenção:
    Se houver uma mudança súbita e persistente de fala na vida adulta, também é importante descartar outras causas neurológicas ou psiquiátricas, especialmente se vier com outros sintomas.

    Resumo:
    Sim, um autista verbal pode sim ter períodos em que fala pouco ou não fala, geralmente por sobrecarga, estresse ou burnout, e isso pode ser temporário.


  • Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer mesmo em uso contínuo de sertralina por longo prazo.

    Os picos ocasionais de tristeza e choro não significam necessariamente falha do tratamento. Em muitos casos, eles podem ocorrer por:

    estresse emocional ou eventos do dia a dia
    variações naturais do humor
    fadiga, sono ruim ou sobrecarga mental
    situações de ansiedade associada
    oscilações do próprio transtorno de base

    Em geral, o esperado com a sertralina é:

    redução da intensidade e frequência dos sintomas depressivos
    maior “resiliência emocional”
    mas não necessariamente ausência total de tristeza

    Ou seja, é comum a pessoa ainda ter reações emocionais pontuais, especialmente diante de situações específicas.

    Quando vale atenção maior:

    se os episódios estão ficando mais frequentes ou intensos
    se há perda de interesse, energia ou prazer persistente
    se o humor deprimido está durando vários dias seguidos
    se há impacto funcional (trabalho, rotina, relações)

    Nesses casos, pode ser necessário:

    ajuste de dose
    reavaliação do diagnóstico
    ou associação de outra estratégia terapêutica

    Resumo:
    Sim, picos ocasionais de tristeza podem ocorrer mesmo com sertralina, mas o importante é observar se isso é esporádico ou se está indicando uma piora do quadro de base.


  • O olanzapina pode perder efeito? Minha psiquiatra me propos haldol ou clozapina como alternativa, eu

    O olanzapina pode perder efeito? Minha psiquiatra me propos haldol ou clozapina como alternativa, eu só testei o olanzapina por 9 anos até hoje mas eu tenho tido dificuldade de agir normalmente. Comecei o clozapina tem 2 semanas mas por questões financeiras eu penso em parar, não tenho intenção de tomar o haldol pelos efeitos colaterais, ela disse que só tem essas duas opções

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível que a olanzapina pareça perder parte da eficácia ao longo dos anos em alguns pacientes. Isso pode ocorrer por progressão da doença, mudanças na sensibilidade individual ao tratamento, surgimento de novos sintomas ou outros fatores clínicos, e não necessariamente porque o organismo "se acostumou" ao medicamento.

    Quando uma pessoa apresenta resposta insuficiente após um bom período de uso da olanzapina, o psiquiatra pode considerar outras estratégias terapêuticas. A clozapina é considerada o tratamento de escolha para quadros resistentes, especialmente quando houve resposta inadequada a outros antipsicóticos. No entanto, ela exige acompanhamento rigoroso, incluindo exames periódicos de sangue, devido ao risco de redução importante dos glóbulos brancos, além de outros possíveis efeitos adversos.

    O haloperidol também é uma alternativa em algumas situações, mas está associado a maior risco de efeitos extrapiramidais, como rigidez, tremores e lentificação motora, embora nem todos os pacientes desenvolvam esses sintomas e eles possam ser prevenidos ou tratados quando necessário.

    Como você já iniciou a clozapina há duas semanas, não é recomendado interrompê-la por conta própria, mesmo por questões financeiras. Converse com sua psiquiatra sobre essa dificuldade, pois pode haver programas de fornecimento pelo sistema público de saúde, acesso por farmácias de alto custo ou outras alternativas terapêuticas adequadas ao seu caso. A escolha do antipsicótico depende do diagnóstico, da resposta aos tratamentos anteriores, dos efeitos colaterais e das suas condições clínicas, por isso qualquer mudança deve ser feita apenas com orientação médica.


  • Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A risperidona não causa prolactinoma (tumor da hipófise). O que ela pode causar é algo diferente: aumento da prolactina no sangue (hiperprolactinemia).

    Isso acontece porque a risperidona bloqueia a dopamina, e a dopamina normalmente “inibe” a produção de prolactina. Quando essa inibição diminui, a prolactina pode subir.

    O que a risperidona pode causar:
    aumento da prolactina
    alteração menstrual
    galactorreia (saída de leite)
    redução da libido
    disfunção sexual

    Importante:

    Isso é efeito medicamentoso funcional, não tumor
    Em muitos casos, a prolactina normaliza ao reduzir ou trocar o medicamento
    E o prolactinoma?

    O prolactinoma é um tumor benigno da hipófise que produz prolactina de forma autônoma. Ele não é causado pela risperidona.

    Ele pode ser suspeitado quando há:

    prolactina muito elevada sem uso de medicamentos
    dor de cabeça persistente
    alteração visual (compressão de estruturas próximas)
    Como diferenciar na prática:
    Risperidona → eleva prolactina por efeito do remédio (reversível)
    Prolactinoma → produção autônoma (precisa investigação com imagem, como RM de hipófise)

    Resumo:
    A risperidona pode aumentar prolactina, mas não causa prolactinoma. São situações diferentes, e na maioria dos casos o aumento hormonal é reversível com ajuste da medicação.


  • Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse

    Já tomei venvanse, Atentah, ritalina, lyberdia, todos esses, e o único que me dei bem foi o venvanse e o lyberdia, pq o genérico dele não se dei bem? Não era p da o mesmo efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida bastante comum. Em teoria, o medicamento genérico deve produzir o mesmo efeito clínico do medicamento de referência, pois contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica. No entanto, na prática, algumas pessoas relatam diferenças na resposta.

    No caso do Venvanse e de seus genéricos (lisdexanfetamina), todos precisam demonstrar bioequivalência, ou seja, que a quantidade absorvida pelo organismo fique dentro de uma faixa considerada equivalente pelas agências reguladoras. Ainda assim, pequenas diferenças na velocidade de absorção, nos excipientes (componentes inativos), na formulação e na variabilidade individual podem fazer com que alguns pacientes percebam diferenças na duração do efeito, intensidade, ansiedade, irritabilidade ou efeitos adversos.

    Além disso, fatores como qualidade do sono, alimentação, uso de outros medicamentos, estresse e até a expectativa em relação ao tratamento podem influenciar a percepção do efeito. Isso não significa que o genérico seja inferior, mas que algumas pessoas podem responder melhor a uma determinada formulação.

    Como você relata que se adaptou bem ao Venvanse e ao Lyberdia, mas não ao genérico da lisdexanfetamina, vale a pena conversar com o psiquiatra que acompanha seu TDAH. Se essa diferença foi consistente e persistente, o médico pode considerar manter a formulação com a qual você apresentou melhor resposta clínica e tolerabilidade, desde que isso faça sentido para o seu caso. A decisão deve ser baseada na eficácia, nos efeitos adversos e na funcionalidade do tratamento, e não apenas no fato de o medicamento ser de referência, similar ou genérico.


  • Existe algum medicamento que se aplica ao tratamento do TOC e ao TDAH simultaneamente?

    Existe algum medicamento que se aplica ao tratamento do TOC e ao TDAH simultaneamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, existem medicamentos que podem ajudar TDAH e TOC ao mesmo tempo, mas é importante entender que eles têm naturezas diferentes e, por isso, o tratamento ideal costuma ser combinado e individualizado.

    Em geral, o que pode atuar nos dois quadros é:

    ISRS (antidepressivos serotoninérgicos) como escitalopram, sertralina ou fluoxetina → são primeira linha para TOC e também ajudam sintomas associados de ansiedade e compulsividade, mas não tratam diretamente o núcleo do TDAH.
    Psicoestimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) → são primeira linha para TDAH, mas em alguns casos podem piorar obsessões ou ansiedade do TOC.
    Atomoxetina → não é estimulante e pode ajudar o TDAH, com menor risco de piorar TOC em alguns pacientes.
    Em casos selecionados, o psiquiatra pode usar combinações (ex: ISRS + medicação para TDAH).

    Na prática clínica, quando TOC e TDAH coexistem, o psiquiatra geralmente precisa equilibrar:

    controle das obsessões/compulsões (TOC)
    melhora de foco, impulsividade e organização (TDAH)
    e estabilidade de ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor e estresse

    Não existe um único medicamento “ideal para os dois”, mas sim estratégias combinadas.

    O mais importante é o acompanhamento com psiquiatra, porque a ordem de tratamento (qual sintoma priorizar primeiro) muda muito de pessoa para pessoa.


  • Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos d

    Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos de estabilidade , bem e sem crises, há a possibilidade de aumentar para 300mg?
    tive uma crise após uma vasovagal e venho usando o alprazolam de 0,25mg 2x ao dia , vinha em melhora (apetite, sono, angústia… vindo trabalhar, saindo, etc) porém ontem tive uma tontura posicional q iniciou um princípio de quase crise, 20 minutos, q não se estendeu… dormi bem a noite toda e acordei sem angústia. Estou no 17° dia do ajuste do alprazolam para 2x ao dia . Minha médica orientou q vamos esperar no máximo até fechar o 30° dia (1mes) e observar senão iremos aumentar a dose para 300, ou em caso de eu ter algum episódio parecido com de ontem até o 21° dia (3 semanas).
    E em caso de precisar aumentar, eu irei sentir os mesmos colaterais do início?
    Praticamente não tive sintomas qnd aumentei de 175 para 225mg mas estava estável na época .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível aumentar a venlafaxina para 300 mg, mas isso depende muito mais da sua evolução clínica atual do que apenas do número da dose. Em casos de agudização de ansiedade após um evento físico desencadeante (como episódio vasovagal ou tontura posicional), muitas vezes o quadro não representa falha do antidepressivo, e sim uma reativação ansiosa reativa ao sintoma corporal, algo comum em transtornos de ansiedade, pânico, depressão, insônia, estresse e transtornos de humor.

    Sobre o aumento de dose: algumas pessoas podem sim ter novamente efeitos iniciais, como leve aumento de ansiedade, insônia, sudorese ou desconforto gastrointestinal, mas isso não é obrigatório. Como você já tolerou bem o aumento de 175 → 225 mg antes, a chance de repetir efeitos fortes tende a ser menor, embora não seja zero.

    O fato de você:

    estar melhorando funcionalmente (sono, apetite, rotina)
    ter tido apenas um episódio breve e autolimitado
    e já estar em uso estável de alprazolam com ajuste recente

    sugere que sua médica está seguindo uma abordagem bem prudente, que é observar até 3–4 semanas antes de mexer na dose, justamente porque oscilações podem ser transitórias.

    Em psiquiatria, o aumento para 300 mg costuma ser considerado quando há:

    retorno persistente da ansiedade ou crises
    prejuízo funcional contínuo
    ou resposta parcial na dose atual

    Como você teve um episódio curto e já estabilizou novamente, isso é um dado importante a favor de monitoramento antes de mudança imediata.

    O ponto central aqui é: em muitos casos, esse tipo de oscilação após um gatilho físico não significa necessidade imediata de ajuste de antidepressivo.

    Se houver necessidade de aumento, pode haver algum leve retorno transitório de efeitos iniciais, mas geralmente menos intenso do que na fase de introdução, especialmente após uso prolongado e estabilidade prévia.


  • Tomei escitalopram durante 1 semana de 5 ml agora faz dois dias que comecei com 10 sinto pela manhã

    Tomei escitalopram durante 1 semana de 5 ml agora faz dois dias que comecei com 10 sinto pela manhã após algumas horas ansiedade aumenta, tremores e angústia e vontade de chorar, é o corpo se adaptando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer no início do uso ou após aumento de dose do escitalopram. Na primeira fase do tratamento, especialmente nas primeiras 1 a 2 semanas, algumas pessoas apresentam uma espécie de “ativação inicial”, com aumento transitório da ansiedade, tremores, angústia, choro fácil e sensação de inquietação, antes de o efeito antidepressivo/ansiolítico pleno aparecer.

    Isso ocorre porque o medicamento ainda está ajustando os neurotransmissores relacionados à ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor, estresse e transtorno do pânico, e o efeito terapêutico mais estável costuma surgir após 2 a 4 semanas, podendo levar até 6 semanas para estabilização completa.

    O padrão que você descreve — piora pela manhã e após aumento de dose recente — é compatível com esse período de adaptação. Em muitos casos, esses sintomas tendem a reduzir progressivamente nos próximos dias.

    No entanto, como você está com sintomas desconfortáveis, o ideal é manter contato com o médico que prescreveu para avaliar se:

    a dose de 10 mg está adequada agora
    é necessário ajuste mais lento
    ou suporte temporário durante a adaptação

    Não é recomendado suspender por conta própria, pois a interrupção precoce pode piorar o quadro.


Perguntas frequentes

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