Perguntas do paciente (2444)

  • Olá! Comecei a tomar Semtri (50mg/dia) há 4 dias para tratamento de TOC. No horário em que tomo (à n

    Olá! Comecei a tomar Semtri (50mg/dia) há 4 dias para tratamento de TOC. No horário em que tomo (à noite), sinto insônia, mas fico com muito sono durante a tarde e ao acordar continuo muito sonolenta. Além disso, notei um incômodo visual: as letras ficam um pouco desfocadas e embaçadas, principalmente ao usar o celular. Sou míope, uso óculos e consumo bastante cafeína. Estou receosa e com medo de esses sintomas não serem normais. Esses efeitos visuais podem ser da adaptação inicial da medicação? Devo me preocupar ou isso está dentro do esperado? Pois estou tão receosa ao ponto de cogitar abandonar o tratamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Nos primeiros dias de tratamento com Semtri (sertralina) 50 mg, podem ocorrer alterações do sono, sonolência, insônia, náusea, ansiedade e outros efeitos de adaptação, que frequentemente diminuem com o passar das primeiras semanas. Entretanto, visão embaçada ou desfocada merece ser comunicada ao médico, pois pode ocorrer com medicamentos, mas também possui causas oftalmológicas independentes; consumo elevado de cafeína ainda pode piorar ansiedade e insônia. Não abandone o tratamento abruptamente apenas por receio, mas entre em contato com seu psiquiatra para avaliar dose e horário. Dor ocular intensa, olho vermelho, halos ao redor das luzes, cefaleia forte ou piora súbita da visão exigem avaliação médica imediata.


  • Olá, e normal uma pessoa adulta se concentrar muito quando está assitindo?que parece ate que não exi

    Olá, e normal uma pessoa adulta se concentrar muito quando está assitindo?que parece ate que não existe pessoas, sons ao seu redor e ate tocar e falar com ela é como se ela não sentisse nem ouvisse

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pode acontecer de um adulto apresentar concentração muito intensa em uma atividade interessante, como assistir a um filme, série ou vídeo, a ponto de perceber pouco os


  • Estou no tratamento para TAG com sertralina, mas antes eu tomava o escitalopram, com ele acabei dese

    Estou no tratamento para TAG com sertralina, mas antes eu tomava o escitalopram, com ele acabei desenvolvendo uma ansiedade extrema com o tempo, como se o tempo estivesse correndo de mim. Eu ainda sinto isso. Um dia isso pode passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, essa sensação pode melhorar. No transtorno de ansiedade generalizada (TAG), é possível ocorrer uma percepção constante de urgência, como se o tempo estivesse passando rápido demais ou como se fosse necessário estar sempre fazendo alguma coisa. Se o sintoma surgiu ou se intensificou durante o tratamento anterior, também é importante contar ao psiquiatra exatamente quando começou e como evoluiu após a troca para sertralina. Antidepressivos podem provocar aumento transitório da ansiedade em algumas pessoas, principalmente no início ou após ajustes de dose, mas sintomas persistentes também podem pertencer ao próprio transtorno de ansiedade. O tratamento adequado, frequentemente combinando medicação e psicoterapia, tende a reduzir progressivamente essa hipervigilância e sensação de urgência. Se continuar intensa, vale reavaliar resposta, dose, tempo de tratamento e possíveis diagnósticos associados.


  • Uma pessoa em tratamento com estabilizadores de humor pode ter reduções de crises e desenvolver cicl

    Uma pessoa em tratamento com estabilizadores de humor pode ter reduções de crises e desenvolver ciclotimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O tratamento com estabilizadores de humor pode reduzir a frequência e a intensidade das oscilações, mas isso não significa que a pessoa tenha “desenvolvido ciclotimia”. A ciclotimia é um transtorno do espectro bipolar caracterizado por períodos prolongados de sintomas hipomaníacos e depressivos que não atingem intensidade ou duração suficientes para preencher critérios de episódios completos. Em alguém já diagnosticado com transtorno bipolar, crises mais leves durante o tratamento podem dar a impressão de um padrão ciclotímico, porém isso pode representar simplesmente resposta parcial ao tratamento. O diagnóstico depende da evolução longitudinal do humor, duração e intensidade dos episódios e períodos de estabilidade. Por isso, mudanças no padrão das crises devem ser discutidas com o psiquiatra antes de concluir que houve mudança do diagnóstico.


  • Olá! A pessoa pode ter autismo e TDAH juntos? Tenho depressão e tomo clobazam 150 mg. Melhorei da de

    Olá! A pessoa pode ter autismo e TDAH juntos? Tenho depressão e tomo clobazam 150 mg. Melhorei da depressão, mas em algumas coisas a psiquiatra acha que pode ser autismo e TDAH. Me passou encaminhamento para fazer testes. Eu não gosto de claridade, som alto, sou muito isolado e fico sempre no quarto e no escuro, falo sozinho com a intenção de treinar algo que vou fazer ou falar a alguém, o que me deixa cansado. Há fatores na infância e que até hoje continua em mim, etc Isso pode ser autismo? Seria uma boa ideia a minha mãe ir comigo na primeira consulta com o neuropsicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH podem coexistir na mesma pessoa, inclusive junto com ansiedade ou depressão. Sensibilidade aumentada à luz e aos sons, necessidade de isolamento, dificuldades de interação social, comportamentos repetitivos ou necessidade de ensaiar previamente situações sociais podem aparecer no autismo, mas nenhum desses sinais isoladamente confirma o diagnóstico.

    Na investigação do TEA em adultos, a história desde a infância é especialmente importante, porque se trata de uma condição do neurodesenvolvimento. Por isso, se você se sentir confortável, sua mãe pode contribuir bastante na avaliação neuropsicológica relatando comportamentos, desenvolvimento, interação social e dificuldades observadas durante a infância. Os testes são complementares: o diagnóstico deve integrar história clínica, funcionamento atual e avaliação profissional. Também vale confirmar o nome e a dose do “clobazam 150 mg”, pois essa


  • Recentemente meu pai cobriu os espelhos aqui de casa para que minhas crises sejam evitadas. Tem algu

    Recentemente meu pai cobriu os espelhos aqui de casa para que minhas crises sejam evitadas. Tem alguma base verdadeira nisso? O espelho tem algum efeito sobre crises em bipolares? Tenho 29 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não existe uma recomendação psiquiátrica geral de cobrir espelhos para prevenir episódios de mania ou depressão no transtorno bipolar. O espelho, por si só, não é considerado uma causa de crises bipolares. Entretanto, determinados estímulos podem adquirir um significado particular para uma pessoa e aumentar ansiedade, agitação ou outros sintomas dependendo do contexto.

    Se perceber que espelhos desencadeiam medo, ideias incomuns, sensação de estar sendo observado, alterações da percepção ou sofrimento importante, isso deve ser relatado ao psiquiatra. No transtorno bipolar, é mais relevante observar mudanças de sono, energia, velocidade do pensamento, impulsividade, irritabilidade, euforia e possíveis sintomas psicóticos. Identificar precocemente essas alterações ajuda o psiquiatra a avaliar se existe uma mudança do estado de humor e se o tratamento precisa ser ajustado.


  • O aripiprazol junto com o carbolitium é uma boa combinação para a estabilização do humor no transtor

    O aripiprazol junto com o carbolitium é uma boa combinação para a estabilização do humor no transtorno bipolar tipo 1?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, aripiprazol e Carbolitium (carbonato de lítio) são medicamentos que podem ser utilizados em conjunto no tratamento do transtorno bipolar tipo I, dependendo da fase da doença e das características individuais do paciente. O lítio é um estabilizador do humor clássico, enquanto o aripiprazol é um antipsicótico atípico com indicação em determinadas situações relacionadas à mania e à manutenção do transtorno bipolar.

    A escolha da combinação deve ser individualizada pelo psiquiatra, considerando episódios anteriores de mania e depressão, presença de sintomas psicóticos, tolerabilidade e resposta ao tratamento. Quem utiliza lítio também precisa de acompanhamento da litemia e, periodicamente, de função renal, tireoide e outros parâmetros clínicos. Não altere doses nem interrompa qualquer um deles abruptamente sem conversar com o médico responsável.


  • Um episódio de mania ou hipomania pode acontecer sem que gere muito problemas para a pessoa? As veze

    Um episódio de mania ou hipomania pode acontecer sem que gere muito problemas para a pessoa? As vezes tenho muita euforia que quero sair, correr e dançar, fico super pilhado só não faço nada disso porque meu pai me impede de fazer qualquer "loucura". Isso é uma crise de mania? E tem vezes que me sinto eufórico e acredito que tenho poderes como conseguir controlar o sangue por exemplo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Um episódio de mania ou hipomania não é definido apenas pela presença de euforia. O diagnóstico considera duração, intensidade e associação com outros sintomas, como redução da necessidade de sono, aumento importante de energia, fala acelerada, pensamentos rápidos, autoestima elevada, impulsividade e aumento de atividades. Na hipomania, por definição, não há prejuízo funcional acentuado nem sintomas psicóticos; na mania, a intensidade pode causar comprometimento significativo e até exigir internação.

    A crença de possuir poderes, como conseguir controlar o sangue, merece atenção especial porque pode representar uma ideia delirante ou outro sintoma psicótico, dependendo da convicção e do contexto. Em uma pessoa com transtorno bipolar, euforia associada a esse tipo de experiência deve ser comunicada ao psiquiatra rapidamente para avaliar possível episódio de mania e necessidade de ajuste do tratamento.


  • Sou diagnosticado com transtorno bipolar e as vezes fico super animado e abuso do tabagismo mesmo fi

    Sou diagnosticado com transtorno bipolar e as vezes fico super animado e abuso do tabagismo mesmo ficando semanas sem fumar. Isso pode significar um episódio de mania ou hipomania?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O aumento repentino do tabagismo pode ocorrer durante períodos de maior impulsividade ou ativação, mas fumar mais não é suficiente para diagnosticar mania ou hipomania. No transtorno bipolar, é importante observar o conjunto de mudanças que ocorre simultaneamente.

    Sinais mais característicos incluem redução da necessidade de sono, aumento anormal de energia, euforia ou irritabilidade, fala acelerada, pensamentos mais rápidos, aumento da autoconfiança, impulsividade, gastos excessivos, maior sociabilidade ou envolvimento em atividades de risco. Se você passa semanas sem fumar e, junto com uma mudança acentuada do humor e da energia, começa a fumar compulsivamente, essa alteração comportamental pode ser relevante para o psiquiatra. Registrar sono, humor, energia e impulsividade ao longo dos dias pode ajudar na avaliação.


  • Sendo um bipolar, fazer uso de tabagismo as vezes, com sentimento de bem estar e uma sensação de "po

    Sendo um bipolar, fazer uso de tabagismo as vezes, com sentimento de bem estar e uma sensação de "poder" com uma leve tranquilidade pode-se dizer que isso é uma crise de mania ou hipomania?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sensação de bem-estar após fumar pode estar relacionada aos efeitos da nicotina e, isoladamente, não caracteriza mania ou hipomania. Da mesma forma, uma sensação passageira de maior confiança ou “poder” precisa ser interpretada dentro do contexto, principalmente em uma pessoa com diagnóstico de transtorno bipolar.

    Em episódios de mania ou hipomania, geralmente existe uma mudança persistente em relação ao funcionamento habitual, acompanhada por aumento de energia ou atividade e outros sintomas, como menor necessidade de sono, euforia ou irritabilidade, fala acelerada, pensamentos rápidos e impulsividade. Se a sensação de “poder” se transforma em uma convicção de possuir capacidades extraordinárias ou impossíveis, isso merece avaliação psiquiátrica mais rápida, pois pode representar sintoma psicótico e modificar a classificação e a condução do episódio.


  • tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade, TDAH e TEA. estou tratando comente o transtorno de ans

    tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade, TDAH e TEA. estou tratando comente o transtorno de ansiedade e o TDAH.

    compro venvanse de 70 e reencapsulo para 30 tomando diariamente. ao mesmo tempo tomo escitalopram de 10. tomo os dois juntos de manhã.
    comecei o tratamento com o escitalopram junto com o venvanse a 2 dias e os dois dias eu tenho estado muito tonto, dor no ouvido e labirintite persistente. se tomó agua ou como sinto vontade de vomitar. isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Nos primeiros dias de escitalopram podem ocorrer náusea, tontura, desconforto gastrointestinal, cefaleia e alterações de ansiedade, e parte desses efeitos tende a diminuir conforme o organismo se adapta. A lisdexanfetamina (Venvanse), utilizada no TDAH, também pode causar efeitos como redução do apetite, náusea, ansiedade, aumento da frequência cardíaca e tontura em algumas pessoas.

    Entretanto, tontura intensa e persistente, sintomas no ouvido e vontade de vomitar até ao beber água não devem ser automaticamente considerados uma adaptação normal. Como os sintomas começaram após a associação, entre em contato com o psiquiatra para revisar doses, horários e outras possíveis causas. Além disso, reencapsular Venvanse por conta própria pode resultar em imprecisão da dose; ajustes devem ser feitos com orientação médica e utilizando uma apresentação ou método de administração apropriado.


  • Olá! Estou no segundo dia de tratamento para sintomas de TOC com a associação de um antidepressivo e

    Olá! Estou no segundo dia de tratamento para sintomas de TOC com a associação de um antidepressivo e um antipsicótico/modulador em doses iniciais. É comum sentir leve desconforto estomacal, apatia e visão levemente embaçada logo no início? Quanto tempo o organismo costuma levar para se adaptar a essa combinação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Nos primeiros dias de tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), alguns antidepressivos e antipsicóticos utilizados como potencializadores podem causar efeitos transitórios como náusea ou desconforto gastrointestinal, sonolência, sensação de apatia e alterações visuais. Muitos desses efeitos diminuem durante os primeiros dias ou semanas à medida que ocorre adaptação ao medicamento. Entretanto, o perfil depende muito de quais medicamentos e doses estão sendo utilizados, portanto não é possível atribuir os sintomas à combinação sem conhecê-los. A resposta terapêutica do TOC, especialmente aos antidepressivos serotoninérgicos, costuma ser mais lenta do que esses efeitos iniciais. Visão embaçada persistente ou intensa, dor ocular, confusão ou piora importante devem ser comunicadas rapidamente ao médico. Não interrompa ou ajuste as doses sem orientação.


  • Estou tomando olanzapina 2,5 mg à noite há 3 dias, mas achei muito forte porque fiquei muito sonolen

    Estou tomando olanzapina 2,5 mg à noite há 3 dias, mas achei muito forte porque fiquei muito sonolenta e sem disposição, então passei a tomar metade (1,25 mg). Mesmo assim continuo com muita sonolência, pouca energia e sem vontade de sair ou ir à academia.

    Antes eu conseguia dormir sem remédio, apesar de ter o sono desregulado e às vezes ficar muito ansiosa/agitada à noite. Já tive bastante sedação com quetiapina também.

    Atualmente tomo olanzapina + sertralina 50 mg (2 comprimidos por dia) + Depakene. Tenho histórico de instabilidade emocional e problemas de humor.

    Essa sonolência e falta de disposição são esperadas mesmo com 1,25 mg após apenas 3 dias? Pode ser da combinação dos medicamentos? É possível que melhore com o tempo ou pode indicar que a olanzapina não está sendo adequada para mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a sonolência, redução da energia e sensação de lentificação podem ocorrer com a olanzapina, inclusive em doses baixas como 1,25–2,5 mg, especialmente nos primeiros dias e em pessoas mais sensíveis à sedação. O fato de você também ter apresentado muita sonolência com quetiapina sugere uma sensibilidade individual a esse efeito. Além disso, o Depakene (ácido valproico) também pode contribuir para cansaço e sonolência, e o conjunto das medicações precisa ser considerado. Em algumas pessoas, a sedação diminui após dias ou semanas de adaptação; em outras, permanece e pode comprometer atividades, exercícios e qualidade de vida. Como existe histórico de instabilidade do humor, não é recomendado continuar reduzindo ou suspender a olanzapina por conta própria. Converse com seu psiquiatra sobre a intensidade dos sintomas para avaliar dose, horário e se essa é a melhor opção para seu quadro.


  • Boa tarde! A dosagem de lamotrigina de 200 e 100mg tem muita diferença? Estou tomando 200mg, mas est

    Boa tarde! A dosagem de lamotrigina de 200 e 100mg tem muita diferença? Estou tomando 200mg, mas está pesando no orçamento. Se eu baixar pra 100mg, terá problema? Vai diminuir eficácia do tratamento? Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Existe uma diferença importante entre 200 mg e 100 mg de lamotrigina: reduzir de 200 para 100 mg significa diminuir a dose diária pela metade. Dependendo do diagnóstico, resposta clínica e outros medicamentos utilizados, isso pode reduzir a eficácia do tratamento e favorecer retorno ou piora dos sintomas. Em transtorno bipolar, por exemplo, a lamotrigina é utilizada principalmente na prevenção de episódios depressivos e sua dose é individualizada. Não recomendo reduzir por conta própria por questão financeira. Converse com o psiquiatra sobre alternativas de fabricantes, apresentações ou ajustes que mantenham o tratamento adequado. Outro ponto importante é que interrupções prolongadas da lamotrigina podem exigir nova titulação gradual devido ao risco de reações cutâneas graves; portanto, tanto redução quanto interrupção devem ser orientadas pelo médico.


  • tomei venvanse de 30 pela primeira vez ontem. hoje eu não consigo levantar da cama. muita labirintit

    tomei venvanse de 30 pela primeira vez ontem. hoje eu não consigo levantar da cama. muita labirintite, ouvido doendo, cabeça doendo. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Dor de cabeça e tontura podem ocorrer no início do tratamento com Venvanse (lisdexanfetamina), mas ficar incapaz de levantar da cama, apresentar vertigem importante (“labirintite”) e dor de ouvido não deve ser considerado automaticamente um efeito normal de adaptação. A dor de ouvido, inclusive, pode ter outra causa ocorrendo simultaneamente. Como os sintomas foram intensos logo após a primeira dose, é prudente entrar em contato com o médico antes da próxima tomada para avaliar a relação com a medicação e a necessidade de ajuste. Procure atendimento mais rapidamente se houver desmaio, dor no peito, palpitações intensas, falta de ar, alteração neurológica, confusão ou piora importante. A lisdexanfetamina deve ser individualizada conforme diagnóstico, resposta, pressão arterial, frequência cardíaca e tolerabilidade.


  • Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recor

    Fiz uso recreativo de alucinógenos e estimulantes, estou limpa a 3 meses, parei sozinha, porem recorrentemente tenho flashbacks de alucinações um tanto intensos, devo consultar algum médico sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, recomendo procurar um psiquiatra. Alterações perceptivas recorrentes após a interrupção de alucinógenos podem ocorrer e precisam ser diferenciadas de ansiedade, sintomas dissociativos, psicose e do chamado transtorno perceptivo persistente por alucinógenos (HPPD). O fato de você estar há três meses sem utilizar substâncias e ainda apresentar episódios intensos torna a avaliação especialmente importante. Informe ao médico quais substâncias foram utilizadas, frequência, última utilização e exatamente como são esses “flashbacks”, incluindo alterações visuais, auditivas, sensação de irrealidade e duração. Evite novas exposições a alucinógenos, cannabis e estimulantes até ser avaliada, pois podem piorar os sintomas. Caso ocorram perda importante do contato com a realidade, comportamento de risco, agitação intensa ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento de urgência.


  • Olá! Eu tenho depressão crônica e além do tratamento com a trazodona há coisas que permanecem como i

    Olá! Eu tenho depressão crônica e além do tratamento com a trazodona há coisas que permanecem como isolamento, gostar sempre de tá em casa, multidão incomoda. A médica me indicou procurar neuropsicólogo para fazer testes de TDAH e autismo. Esses são uns dos sintomas do autismo em adultos? Também gosto de lugares com menos luz e som alto. Tem barulho que só eu que reclamo em casa. A pessoa que tem autismo sempre tem que ter todos os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Algumas características que você descreveu podem aparecer em adultos com transtorno do espectro autista (TEA), como sensibilidade aumentada a sons e estímulos luminosos, preferência por ambientes previsíveis ou menos estimulantes e dificuldades relacionadas à interação social. Entretanto, isolamento, preferência por ficar em casa e incômodo com multidões também podem ocorrer em depressão, ansiedade, TDAH e outras condições. Uma pessoa com autismo não precisa apresentar “todos” os sintomas possíveis. O diagnóstico considera um conjunto de características, incluindo comunicação/interação social, padrões restritos ou repetitivos e aspectos sensoriais, com evidências de que essas características estão presentes desde o período do desenvolvimento. A avaliação neuropsicológica pode contribuir, mas o diagnóstico é clínico e deve integrar história de vida e funcionamento atual. A indicação da sua médica para uma investigação estruturada é pertinente.


  • Comecei a tomar escitalopram dia 13/08 5mg, depois de 6 dias no dia 19/08 comecei a tomar 10mg, no

    Comecei a tomar escitalopram dia 13/08 5mg, depois de 6 dias no dia 19/08 comecei a tomar 10mg, no dia 19 de setembro agora vai fazer um mês que tô tomando 10 mg, conforme foi passando os dias meus pensamentos foram diminuindo, os sintomas físicos também foram diminuindo, porém esse final de semana no sábado tomei 3 taças de vinho e 1 de champanhe e parece que depois disso no dia de ontem já comecei a fica meio ansiosa, coração acelerado, falta de ar, uma sensação de gelo no peito, o fato de eu ter bebido cortou o efeito do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O álcool não costuma “cortar” diretamente o efeito do escitalopram, mas pode interferir temporariamente no controle da ansiedade, no sono e no funcionamento do sistema nervoso central. Após uma quantidade relativamente significativa de álcool, algumas pessoas apresentam no dia seguinte aumento de ansiedade, palpitações, sensação de falta de ar e mal-estar, especialmente quando já possuem transtorno de ansiedade ou pânico. Isso não significa necessariamente que o escitalopram deixou de funcionar ou que o tratamento voltou ao início. Como você vinha apresentando melhora progressiva, observe a evolução nos próximos dias e mantenha a medicação conforme prescrita. Evite novas exposições ao álcool enquanto estiver sintomática. Se falta de ar, taquicardia ou dor/desconforto no peito forem intensos ou diferentes das suas crises habituais, procure avaliação presencial para excluir outras causas.


  • Meu psiquiatra mandou eu tomar meio comprimido de 50mg por dia, do lamotrigina, será que fará efeito

    Meu psiquiatra mandou eu tomar meio comprimido de 50mg por dia, do lamotrigina, será que fará efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, uma dose inicial baixa de lamotrigina pode fazer parte do tratamento. Em muitos casos, principalmente no transtorno bipolar, a lamotrigina é iniciada em doses baixas e aumentada gradualmente. Essa titulação lenta é importante para reduzir o risco de reações cutâneas graves. Portanto, 25 mg pode representar uma etapa inicial do tratamento e não necessariamente a dose que será mantida posteriormente. O efeito terapêutico também não deve ser avaliado apenas nos primeiros dias, pois depende do diagnóstico, da progressão da dose e da resposta individual. Não acelere o aumento por conta própria. Se surgir erupção/manchas na pele, principalmente acompanhada de febre, feridas na boca ou outros sintomas sistêmicos, procure avaliação médica imediatamente.


  • Ola qual psiquiatria tem especialidade em depressão pós parto?

    Ola qual psiquiatria tem especialidade em depressão pós parto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A depressão pós-parto pode ser avaliada e tratada por um psiquiatra, preferencialmente por profissional com experiência em saúde mental perinatal, psiquiatria perinatal ou transtornos do humor durante gestação e pós-parto. O tratamento precisa considerar intensidade dos sintomas, ansiedade associada, qualidade do sono, amamentação e necessidade de psicoterapia e/ou medicamentos. É importante procurar atendimento precocemente porque depressão pós-parto é uma condição tratável. Sintomas como tristeza persistente, perda de interesse, culpa intensa, ansiedade, dificuldade de vínculo ou prejuízo importante do funcionamento merecem avaliação. Se houver pensamentos de morte, autoagressão, pensamentos de machucar o bebê, confusão, delírios ou alucinações, é necessária avaliação psiquiátrica urgente.


Perguntas frequentes

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