Perguntas do paciente (2444)

  • Quais os antipsicóticos mais usados no transtorno bipolar?

    Quais os antipsicóticos mais usados no transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Diversos antipsicóticos possuem evidências no tratamento do transtorno bipolar, mas a escolha depende principalmente da fase da doença e do perfil clínico. Entre os mais utilizados estão quetiapina, olanzapina, risperidona, aripiprazol, asenapina, cariprazina e lurasidona, cada um com indicações e características diferentes. Alguns têm maior evidência para mania, outros para depressão bipolar e alguns para manutenção. A escolha também considera peso, metabolismo, sedação, sintomas extrapiramidais, função cardiovascular e outros medicamentos. Portanto, não existe um único “melhor antipsicótico” para bipolaridade; o tratamento deve ser individualizado de acordo com o episódio predominante e o histórico de resposta.


  • Bupropiona + Lisdexanfetamina + Pondera XR é viável? Tenho TDAH e já trato com os 2 primeiros

    Bupropiona + Lisdexanfetamina + Pondera XR é viável? Tenho TDAH e já trato com os 2 primeiros

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação de bupropiona, lisdexanfetamina e paroxetina pode ser utilizada em situações específicas, mas exige acompanhamento psiquiátrico cuidadoso. As três medicações atuam sobre sistemas diferentes e podem aumentar efeitos como ansiedade, insônia, tremor, sudorese, aumento da frequência cardíaca ou pressão arterial. Além disso, bupropiona e paroxetina interferem no metabolismo de diversos medicamentos e podem alterar níveis de outras substâncias. Outro ponto importante é investigar histórico de transtorno bipolar, pois antidepressivos e estimulantes podem favorecer ativação ou virada de humor em pessoas predispostas. Se a combinação foi prescrita pelo seu psiquiatra, não significa que seja inadequada, mas merece acompanhamento individualizado.


  • Em pessoas com transtorno neurológico funcional (crises conversivas), é possível haver recuperação s

    Em pessoas com transtorno neurológico funcional (crises conversivas), é possível haver recuperação suficiente para voltar ao trabalho e ter uma vida normal? Quais tratamentos costumam ser utilizados quando as crises continuam frequentes e comprometem a capacidade de trabalhar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. Pessoas com transtorno neurológico funcional, incluindo crises funcionais ou conversivas, podem apresentar recuperação significativa e retornar ao trabalho e às atividades habituais. O prognóstico varia conforme duração dos sintomas, frequência das crises, comorbidades e acesso ao tratamento adequado. A abordagem costuma ser multidisciplinar, podendo envolver neurologia, psiquiatria e psicoterapia, além de fisioterapia ou terapia ocupacional quando existem sintomas motores ou alterações funcionais. É importante compreender que os sintomas são reais e não significam que a pessoa esteja “inventando” as crises. Ansiedade, depressão, estresse e trauma podem coexistir, mas não devem ser considerados automaticamente a causa. O tratamento busca restaurar funcionalidade e reduzir a incapacidade.


  • Porque os antipsicóticos são usados no transtorno bipolar. Eles não foram feitos para esquizofrenia?

    Porque os antipsicóticos são usados no transtorno bipolar. Eles não foram feitos para esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Embora tenham sido desenvolvidos e sejam amplamente utilizados no tratamento da esquizofrenia e de outros transtornos psicóticos, os antipsicóticos também possuem papel importante no transtorno bipolar. Isso ocorre porque esses medicamentos atuam em sistemas de neurotransmissão envolvidos na regulação do humor e podem controlar sintomas de mania, agitação e psicose. Alguns também possuem eficácia comprovada na depressão bipolar e na prevenção de novos episódios. O termo “antipsicótico” descreve uma classe farmacológica e não significa que o paciente necessariamente tenha esquizofrenia. A indicação depende do medicamento específico, da fase do transtorno bipolar e do perfil clínico do paciente.


  • Uma médica me receitou o uso de Divalcon ER 250mg 2 vezes por dias, 12 em 12 horas, mas eu li na bul

    Uma médica me receitou o uso de Divalcon ER 250mg 2 vezes por dias, 12 em 12 horas, mas eu li na bula que o uso deveria ser de 1 vez ao dia. É normal receitar para além da bula?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O fato de a bula apresentar uma determinada frequência de administração não significa necessariamente que toda prescrição diferente esteja incorreta. Formulações de liberação prolongada de divalproato podem ter esquemas de administração diferentes conforme apresentação, dose total necessária, níveis séricos, tolerabilidade e objetivo terapêutico. Entretanto, é importante confirmar exatamente qual formulação foi prescrita, porque “divalproato de liberação prolongada” e outras apresentações não são necessariamente intercambiáveis da mesma maneira. Não altere o intervalo ou a quantidade por conta própria. Se houver dúvida entre a receita e a bula, vale confirmar com o psiquiatra ou farmacêutico qual é a apresentação específica e a justificativa do esquema prescrito.


  • Anedonia persistente mesmo com uso de medicações e terapias, ela ainda tem cura? Quando tempo leva?

    Anedonia persistente mesmo com uso de medicações e terapias, ela ainda tem cura? Quando tempo leva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A anedonia, caracterizada pela redução da capacidade de sentir prazer ou interesse, pode persistir mesmo quando outros sintomas depressivos já melhoraram. Isso não significa que seja permanente ou que não exista possibilidade de recuperação. É importante avaliar se ainda há depressão residual, ansiedade, alterações do sono, efeitos de medicamentos, uso de substâncias, condições clínicas e fatores psicossociais. O tempo de recuperação varia bastante: algumas pessoas apresentam melhora em semanas, enquanto outras precisam de meses e ajustes terapêuticos. Quando a anedonia persiste, o psiquiatra pode reavaliar diagnóstico, medicação, dose, psicoterapia e estratégias de reabilitação comportamental. A persistência do sintoma merece investigação, mas não deve ser interpretada como ausência de possibilidade de melhora.


  • Tomo lítio 300mg de 12 em 12h. Se eu esquecer posso tomar em menos de 12h em 12 h no mesmo dia?

    Tomo lítio 300mg de 12 em 12h. Se eu esquecer posso tomar em menos de 12h em 12 h no mesmo dia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O lítio possui uma janela terapêutica estreita, por isso é importante manter horários regulares e evitar compensar uma dose esquecida tomando doses muito próximas. Se lembrar pouco tempo depois do horário habitual, a conduta pode ser diferente daquela adotada quando já está próximo da próxima dose. Em geral, não se deve dobrar a dose para compensar o esquecimento. Como o esquema é de 300 mg a cada 12 horas, o ideal é seguir a orientação específica do seu psiquiatra sobre o que fazer em caso de esquecimento. Também é importante manter hidratação adequada e realizar periodicamente litemia, função renal e tireoidiana. Se houver vômitos, diarreia, tremores intensos, confusão, sonolência importante ou dificuldade para caminhar, procure atendimento médico.


  • Uso o rivotril algumas vezes e percebo nas fotos que os olhos mudam, parece que causa assimetria olh

    Uso o rivotril algumas vezes e percebo nas fotos que os olhos mudam, parece que causa assimetria olhos ficam separados algo assim.
    Por que acontece isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O clonazepam (Rivotril) pode causar sonolência, relaxamento muscular, redução da atenção e, em algumas pessoas, alterações na coordenação dos movimentos oculares. Isso pode modificar temporariamente a aparência do olhar em fotografias, especialmente quando há maior relaxamento das pálpebras ou dos músculos ao redor dos olhos. Entretanto, uma assimetria ocular persistente não deve ser automaticamente atribuída ao medicamento. Se a alteração aparece somente após o uso e desaparece quando o efeito passa, pode existir relação temporal com o clonazepam. Já visão dupla, queda de uma pálpebra, alteração visual persistente ou assimetria súbita precisam de avaliação médica, principalmente se acompanhadas de fraqueza, alteração da fala ou outros sintomas neurológicos.


  • Olá estou tomando reconter dois meses já, faz um mês e pouco que estou com zumbido no ouvido, pode s

    Olá estou tomando reconter dois meses já, faz um mês e pouco que estou com zumbido no ouvido, pode ser efeito colateral do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Reconter contém escitalopram, e alterações auditivas como zumbido podem ocorrer em algumas pessoas durante o uso, embora não sejam um dos efeitos adversos mais frequentes. Como o zumbido começou depois do início do tratamento e persiste há mais de um mês, é válido comunicar o psiquiatra para avaliar a relação temporal com o medicamento e também investigar outras causas, como exposição a ruído, alterações otológicas, perda auditiva, ansiedade e outros medicamentos. Não suspenda o escitalopram abruptamente, pois isso pode provocar sintomas de descontinuação e piora do quadro tratado. Se o zumbido for unilateral, pulsátil, acompanhado de perda auditiva, tontura intensa ou sintomas neurológicos, procure avaliação médica e, se necessário, otorrinolaringológica.


  • A clozapina é muito potente? Ela é muito forte? Porque ela é deixada para casos refratários?

    A clozapina é muito potente? Ela é muito forte? Porque ela é deixada para casos refratários?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A clozapina é considerada um dos antipsicóticos mais eficazes para esquizofrenia resistente ao tratamento, especialmente quando houve resposta insuficiente a outros antipsicóticos adequadamente utilizados. Ela não é simplesmente “mais forte”; seu diferencial está no perfil farmacológico e na eficácia em situações nas quais outros tratamentos falharam. Entretanto, seu uso exige acompanhamento rigoroso porque pode causar efeitos adversos potencialmente graves, incluindo neutropenia/agranulocitose, miocardite, convulsões, constipação grave e alterações metabólicas. Por isso, existem protocolos específicos de monitorização laboratorial e clínica. A decisão de utilizar clozapina é individualizada e costuma ser considerada quando os benefícios esperados superam seus riscos.


  • Comecei a tomar respiridona 2mg e acho que comecei a ter uma dissociação, foi tudo ficando estranho,

    Comecei a tomar respiridona 2mg e acho que comecei a ter uma dissociação, foi tudo ficando estranho, difícil de descrever... Tomei por 4 dias e depois parei, preocupado. Isso pode acontecer no início do tratamento? Depois passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sensação de que tudo ficou estranho, distante ou irreal pode ser descrita como desrealização ou despersonalização, fenômenos que podem ocorrer em quadros de ansiedade, pânico, estresse intenso e outras condições psiquiátricas. Algumas pessoas também podem perceber alterações subjetivas após iniciar um medicamento, embora não seja possível afirmar apenas pelo relato que a risperidona tenha sido a causa. Como você utilizou 2 mg por quatro dias e interrompeu, é importante comunicar o episódio ao médico antes de reiniciar ou trocar o tratamento. A persistência dos sintomas, especialmente se houver confusão, alterações importantes de comportamento, alucinações ou pensamentos de autoagressão, merece avaliação psiquiátrica. Não é recomendável interromper medicamentos prescritos sem orientação.


  • É comum que tomando estabilizador de humor os episódios de mania e depressão sejam de duração mais c

    É comum que tomando estabilizador de humor os episódios de mania e depressão sejam de duração mais curtas quando ocorrem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. Um dos objetivos do tratamento do transtorno bipolar com estabilizadores do humor é reduzir a frequência, intensidade e duração dos episódios de mania, hipomania e depressão, além de prevenir novas recaídas. Entretanto, isso não significa que, caso ocorra um episódio durante o tratamento, ele necessariamente será curto. A resposta varia conforme o medicamento, dose, adesão, padrão de ciclagem e características individuais. O tratamento adequado também busca reduzir sintomas residuais e recuperar o funcionamento global. Por isso, mesmo com melhora, é importante manter acompanhamento psiquiátrico regular e não interromper o estabilizador por conta própria.


  • Depois de longos anos com diagnósticos errados fui recentemente diagnosticado com transtorno bipolar

    Depois de longos anos com diagnósticos errados fui recentemente diagnosticado com transtorno bipolar tipo 1. Com esse transtorno quais cuidados devo ter? Uma vez que apresento delírios e alucinações. Muito eu ouço mas posso tomar café? Tenho que tomar remédio para o resto da minha vida? Quais cuidados devo ter para um tratamento eficaz sem recaídas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No transtorno bipolar tipo 1, podem ocorrer episódios de mania com sintomas psicóticos, incluindo delírios e alucinações, especialmente quando o episódio é intenso. O tratamento tem como objetivos controlar a mania e a psicose, prevenir depressão e novas recaídas e preservar o funcionamento social e profissional. Café não é necessariamente proibido, mas excesso de cafeína pode piorar ansiedade, insônia, agitação e, em algumas pessoas, favorecer desorganização do sono, que é um importante fator de recaída. A necessidade de tratamento prolongado é individual, porém, após episódios graves ou psicóticos, frequentemente é indicado tratamento de manutenção. Sono regular, adesão medicamentosa e acompanhamento psiquiátrico são fundamentais.


  • O café corta o efeito do carbolitium? Devo parar de tomar café sendo bipolar?

    O café corta o efeito do carbolitium? Devo parar de tomar café sendo bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O café não “corta” diretamente o efeito do Carbolitium (lítio), mas mudanças importantes no consumo de cafeína podem interferir na concentração do lítio no organismo. A cafeína também pode aumentar ansiedade, tremores e prejudicar o sono, fatores particularmente relevantes no transtorno bipolar. O mais importante é manter consumo estável, hidratação adequada e evitar mudanças bruscas na quantidade de café. Além disso, o lítio possui janela terapêutica estreita e necessita de acompanhamento periódico da concentração sanguínea, função renal e tireoide. Não é necessário necessariamente abandonar o café, mas converse com seu psiquiatra sobre uma quantidade segura e mantenha um padrão regular de consumo.


  • Estou fazendo o uso da clomipramina há uns 2 meses para toc religioso, iniciei com 25mg e tomei por

    Estou fazendo o uso da clomipramina há uns 2 meses para toc religioso, iniciei com 25mg e tomei por quase 1 mês, depois a médica disse pra subir pra 50mg sendo 1 de dia e 1 à noite. No início do tratamento os pensamentos e as compulsões só pioraram, quando iniciei com 50mg senti uma melhora mas ao 7º dia percebi que voltei a regredir. Tomei 50mg por duas semanas e subi pra 75mg conforme a médica passou, e estou tomando 2 de dia e 1 à noite há 10 dias e ainda sem melhora. Também tomo junto ao Clo, a risperidona de 3mg e Carbolitium 900mg agora. Quando tende a melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A clomipramina é um medicamento eficaz para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), mas a resposta costuma ser mais lenta do que em quadros de ansiedade ou depressão. Após ajustes de dose, pode ser necessário aguardar algumas semanas para avaliar adequadamente o efeito terapêutico. Além disso, oscilações dos sintomas podem acontecer durante o tratamento e não significam necessariamente que o medicamento deixou de funcionar. Como você utiliza clomipramina associada a risperidona e lítio, qualquer ajuste deve ser feito pelo psiquiatra, considerando eficácia, efeitos adversos e interações. A terapia cognitivo-comportamental, especialmente com exposição e prevenção de resposta, também possui papel importante no tratamento do TOC.


  • Quem tem transtorno bipolar deve fazer tratamento com medicamentos para o resto da vida? Ou é possív

    Quem tem transtorno bipolar deve fazer tratamento com medicamentos para o resto da vida? Ou é possível que um dia possa ser suspenso e viver com a bipolaridade sem medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada por episódios de alteração do humor, e o tratamento de manutenção tem como principal objetivo prevenir recaídas de mania, hipomania e depressão. Em muitas pessoas, especialmente após episódios graves, recorrentes ou com sintomas psicóticos, o tratamento medicamentoso prolongado é recomendado. Isso não significa que todos precisarão obrigatoriamente utilizar a mesma medicação ou a mesma dose durante toda a vida. A decisão de reduzir ou suspender medicamentos deve considerar histórico de recaídas, gravidade dos episódios, tempo de estabilidade e fatores de risco, sempre de maneira gradual e supervisionada pelo psiquiatra. A interrupção abrupta aumenta o risco de descompensação.


  • Tomo antidepressivos há 14 anos, os médicos sempre mudavam se não me adaptava e tomei durante um tem

    Tomo antidepressivos há 14 anos, os médicos sempre mudavam se não me adaptava e tomei durante um tempo Risperidona e quetiapina me causou galactorreia.Meus níveis de Ácido fólico, FSH, prolactina são altos. Estou a 4,5 anos sem menstruação pode ser decorrente da medicação,da ansiedade, menopausa precoce ou outra coisa? O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A ausência de menstruação por 4,5 anos merece investigação e não deve ser atribuída automaticamente à ansiedade ou aos antidepressivos. Medicamentos antipsicóticos como risperidona podem elevar significativamente a prolactina e provocar alterações menstruais e galactorreia, mas outros fatores também precisam ser avaliados, incluindo insuficiência ovariana prematura, menopausa, alterações da tireoide e outras causas endocrinológicas. FSH elevado pode fornecer pistas importantes, mas precisa ser interpretado junto à idade, sintomas e demais exames. Recomendo avaliação conjunta com ginecologista e endocrinologista, além de revisão dos medicamentos com o psiquiatra. Não suspenda antidepressivos ou antipsicóticos sem orientação médica.


  • Minha irmã foi diagnosticado com esquizofrenia a os 45 anos , porém parou com as medicações a 10 an

    Minha irmã foi diagnosticado com esquizofrenia a os 45 anos , porém parou com as medicações a 10 anos , nesse período não ficou agressiva e não apresentou surtos, mas a 2 anos vem apresentando discurso repetitivo,e esquecimento frequentemente e manias e perda de pêso execiva! A esquizofrenia causa isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A esquizofrenia pode apresentar sintomas cognitivos e alterações persistentes de comportamento, incluindo dificuldades de memória, atenção, organização e planejamento. Entretanto, surgimento ou piora progressiva desses sintomas após anos de estabilidade, especialmente acompanhado de perda de peso importante, não deve ser automaticamente atribuído à esquizofrenia. É necessário investigar depressão, alterações metabólicas ou nutricionais, doenças neurológicas, efeitos de medicamentos e outras condições clínicas. A ausência de agressividade ou de surtos não exclui a necessidade de acompanhamento. Como houve mudança recente do funcionamento habitual, é recomendável avaliação psiquiátrica e clínica completa, principalmente porque ela está sem tratamento medicamentoso há muitos anos.


  • Existe alguma diferença de eficácia entre medicamentos Inibidores Seletivos da Recaptação de Seroton

    Existe alguma diferença de eficácia entre medicamentos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) originais e genéricos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    De modo geral, medicamentos genéricos aprovados pelos órgãos reguladores devem demonstrar equivalência farmacêutica e bioequivalência em relação ao medicamento de referência. Portanto, não se espera diferença relevante de eficácia entre um ISRS original e seu genérico quando ambos são adequadamente registrados e utilizados na dose correta. Algumas pessoas, entretanto, relatam diferenças individuais após a troca, que podem estar relacionadas a excipientes, tolerabilidade, expectativa ou à própria evolução do transtorno depressivo ou da ansiedade. Se houver mudança significativa de resposta ou surgimento de efeitos adversos após uma troca, converse com o psiquiatra antes de modificar o tratamento.


  • Um episódio de mania no transtorno bipolar tipo 1 pode ser do tipo brando?

    Um episódio de mania no transtorno bipolar tipo 1 pode ser do tipo brando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No transtorno bipolar tipo 1, o diagnóstico exige a ocorrência de pelo menos um episódio de mania. Pela definição clínica, a mania provoca alteração acentuada do humor e da energia, com prejuízo significativo do funcionamento, podendo exigir hospitalização ou apresentar sintomas psicóticos. Quando os sintomas são mais leves e não provocam prejuízo funcional importante, o episódio pode ser classificado como hipomania, e não mania. Portanto, não existe uma “mania branda” no mesmo sentido diagnóstico da hipomania. É importante que a classificação seja feita pelo psiquiatra, considerando duração, intensidade, funcionamento, comportamento e presença ou ausência de sintomas psicóticos.


Perguntas frequentes

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