Perguntas do paciente (2484)
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Tomo Donaren 50mg pra indução do sono a 6 meses, e percebi que 10 minutos após tomar, me sinto tão a
Tomo Donaren 50mg pra indução do sono a 6 meses, e percebi que 10 minutos após tomar, me sinto tão angustiada. O que pode ta acontecendo??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
trazodona) pode sim, em algumas pessoas, causar justamente o efeito oposto ao esperado no início ou mesmo após meses de uso: sensação de angústia, inquietação, ansiedade aumentada ou desconforto físico logo após tomar o comprimido.
Isso pode acontecer por alguns mecanismos:
efeito paradoxal inicial da trazodona em algumas pessoas (ativação leve antes da sedação)
sensibilidade individual ao aumento de serotonina e noradrenalina
pico de efeito inicial que pode gerar sensação de “desconforto corporal”
associação com ansiedade de base, que pode ser percebida mais intensamente no momento de deitar
O fato de acontecer 10 minutos após tomar sugere também um componente condicionado/psicofisiológico (o corpo associa o medicamento ao momento de dormir e ativa ansiedade), além do efeito farmacológico.
Importante:
isso não é considerado um efeito esperado de longo prazo quando está tudo bem ajustado
mas é um sinal de que a dose, o horário ou o próprio medicamento podem precisar de revisão
Como você já usa há 6 meses, essa mudança recente merece avaliação, principalmente se estiver causando sofrimento.
Não é recomendado suspender abruptamente sem orientação, mas o ideal é:
conversar com o médico que prescreveu
revisar dose e horário
avaliar alternativas para indução do sono se necessário
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De que maneira os achados da neuropsicologia contribuem para o planejamento terapêutico multidiscipl
De que maneira os achados da neuropsicologia contribuem para o planejamento terapêutico multidisciplinar de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto da psiquiatria contemporânea, considerando a integração com avaliação clínica e psicofarmacológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os achados da neuropsicologia contribuem de forma significativa para o planejamento terapêutico multidisciplinar de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), ao fornecer uma compreensão objetiva do perfil cognitivo, emocional e comportamental do indivíduo, complementando a avaliação clínica e psiquiátrica. A investigação de funções executivas, atenção, memória, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, tomada de decisão e cognição social permite identificar déficits que influenciam diretamente a impulsividade, a instabilidade afetiva, as dificuldades interpessoais e a regulação emocional, características centrais do transtorno. Essas informações auxiliam na diferenciação diagnóstica em relação a outras condições psiquiátricas e na identificação de comorbidades, favorecendo maior precisão diagnóstica.
No contexto da psiquiatria contemporânea, a integração entre avaliação neuropsicológica, exame clínico e manejo psicofarmacológico possibilita a elaboração de um plano terapêutico individualizado. Os resultados da avaliação orientam a escolha das abordagens psicoterápicas mais adequadas, como a terapia comportamental dialética e a terapia cognitivo-comportamental, além de direcionar intervenções de reabilitação cognitiva e estratégias psicoeducativas para pacientes e familiares. Embora não existam medicamentos específicos para o TPB, a caracterização do funcionamento cognitivo e emocional auxilia o psiquiatra na seleção e no monitoramento de psicofármacos destinados ao tratamento de sintomas-alvo e comorbidades, como depressão, ansiedade, impulsividade e instabilidade do humor. Dessa forma, a atuação integrada entre psiquiatras, neuropsicólogos, psicólogos e demais profissionais da equipe multiprofissional promove um cuidado mais abrangente, melhora a adesão ao tratamento, favorece a funcionalidade e contribui para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida.
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Estou preocupada com os efeitos colaterais do tricutum e do Escitalopram o que faço?
Estou preocupada com os efeitos colaterais do tricutum e do Escitalopram o que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. O Tricutum (tricíclico) e o escitalopram (ISRS) podem ter efeitos colaterais, mas eles variam muito de pessoa para pessoa e, na maioria das vezes, são leves e transitórios nas primeiras semanas.
O escitalopram pode causar no início: náusea, leve aumento de ansiedade, sonolência ou insônia e alteração do apetite. Já os antidepressivos tricíclicos podem causar mais frequentemente boca seca, sonolência, constipação e, em alguns casos, tontura.
O ponto mais importante é diferenciar efeitos iniciais de adaptação de intolerância ao medicamento. Muitos efeitos melhoram entre 7 e 21 dias.
Você não deve interromper por conta própria, principalmente se estiver usando para ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico ou TDAH em adultos, pois a suspensão abrupta pode piorar o quadro.
Se os efeitos estiverem intensos ou limitando sua rotina, o ideal é:
reavaliar dose e horário com o médico
verificar se a combinação dos dois é realmente necessária no seu caso
ajustar de forma gradual, se preciso
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Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Tr
Qual é o papel da neuropsicologia na qualificação do manejo clínico e planejamento terapêutico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em contexto psiquiátrico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia desempenha papel fundamental na qualificação do manejo clínico e do planejamento terapêutico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao possibilitar uma avaliação detalhada das funções cognitivas e dos aspectos emocionais envolvidos no transtorno. Embora o diagnóstico seja essencialmente clínico, a avaliação neuropsicológica identifica déficits em funções executivas, atenção, memória de trabalho, controle inibitório, tomada de decisão e cognição social, contribuindo para compreender o impacto dessas alterações no funcionamento diário do paciente. Esses achados auxiliam na diferenciação do TPB em relação a outros transtornos psiquiátricos com manifestações semelhantes, como transtorno bipolar e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), além de identificar comorbidades que podem interferir no prognóstico.
No planejamento terapêutico, os resultados da avaliação neuropsicológica permitem individualizar as intervenções, direcionando estratégias psicoterápicas, psicoeducativas e de reabilitação cognitiva conforme o perfil funcional de cada paciente. A identificação de déficits específicos favorece a adaptação de técnicas da terapia cognitivo-comportamental e da terapia comportamental dialética, além de orientar familiares e equipe multiprofissional quanto às limitações cognitivas e às estratégias de manejo mais eficazes. Dessa forma, a neuropsicologia amplia a compreensão do funcionamento global do indivíduo, melhora a adesão ao tratamento, reduz prejuízos funcionais e contribui para um acompanhamento mais preciso e integrado no contexto psiquiátrico.
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Como a integração entre dados neuropsicológicos e avaliação psiquiátrica contribui para a formulação
Como a integração entre dados neuropsicológicos e avaliação psiquiátrica contribui para a formulação de estratégias terapêuticas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A integração entre dados neuropsicológicos e a avaliação psiquiátrica clínica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) melhora significativamente a precisão diagnóstica e a individualização do tratamento, porque permite compreender tanto o funcionamento emocional quanto os déficits cognitivos associados ao transtorno.
Do ponto de vista psiquiátrico, a avaliação identifica padrões centrais do TPB como instabilidade afetiva, impulsividade, sensibilidade à rejeição e padrões relacionais disfuncionais. Já a neuropsicologia contribui ao mapear funções como controle inibitório, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e processamento de emoções, que frequentemente estão alteradas nesses pacientes.
Essa integração ajuda a entender, por exemplo, por que determinados comportamentos autolesivos ou crises emocionais ocorrem com baixa capacidade de freio inibitório e alta reatividade emocional. Isso permite direcionar estratégias terapêuticas mais específicas, como psicoterapias estruturadas (ex: DBT), intervenções focadas em regulação emocional e, quando necessário, farmacoterapia para comorbidades como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos.
Além disso, os dados neuropsicológicos ajudam a diferenciar TPB de outros quadros com sintomas sobrepostos, como TDAH em adultos ou transtornos do humor, evitando tratamentos inadequados. Em resumo, essa abordagem integrada aumenta a precisão clínica e melhora a resposta terapêutica ao tratar tanto os aspectos emocionais quanto os cognitivos do transtorno.
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De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar o planejamento terapêutico mul
De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar o planejamento terapêutico multidisciplinar do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica contemporânea?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os achados da avaliação neuropsicológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm papel importante no planejamento terapêutico multidisciplinar porque permitem detalhar o perfil cognitivo e funcional do paciente, indo além da descrição clínica dos sintomas.
Na prática psiquiátrica contemporânea, esses dados ajudam a identificar alterações em domínios como funções executivas (planejamento, controle inibitório, tomada de decisão), atenção, memória de trabalho e regulação emocional, que frequentemente estão comprometidos no TPB. Isso permite entender melhor a impulsividade, a dificuldade de regulação afetiva e a instabilidade comportamental.
Com base nesses achados, o plano terapêutico pode ser individualizado, por exemplo: direcionando psicoterapia focada em regulação emocional (como DBT), treino de habilidades cognitivas, intervenções ocupacionais estruturadas e maior suporte psicoeducacional. Além disso, facilita o manejo de comorbidades como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem agravar o funcionamento global.
Também contribui para decisões farmacológicas mais seguras, ao diferenciar déficits primários do TPB de outros transtornos associados, evitando tratamentos inadequados. Assim, a integração neuropsicológica torna o cuidado mais preciso, funcional e orientado à reabilitação psicossocial.
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Qual é o papel da neuropsicologia no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transto
Qual é o papel da neuropsicologia no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia tem um papel complementar importante no suporte ao planejamento terapêutico multidimensional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois ajuda a caracterizar o funcionamento cognitivo e emocional do paciente de forma objetiva, contribuindo para uma abordagem mais individualizada na psiquiatria.
Na prática, a avaliação neuropsicológica identifica padrões em funções como atenção, memória, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e regulação emocional, frequentemente associados à impulsividade, instabilidade afetiva e dificuldade de tomada de decisão no TPB. Esses achados permitem compreender melhor a base cognitiva dos comportamentos disfuncionais, incluindo reações intensas a rejeição e dificuldade de modulação emocional.
Com essas informações, o planejamento terapêutico torna-se mais preciso, auxiliando na escolha de intervenções psicoterápicas (como DBT e terapias focadas em habilidades), estratégias de reabilitação cognitiva e suporte psicossocial. Além disso, ajuda a diferenciar TPB de outros quadros com sintomas sobrepostos, como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, evitando abordagens terapêuticas inadequadas.
Também contribui para o acompanhamento da evolução clínica, permitindo monitorar melhora funcional ao longo do tratamento. Assim, a neuropsicologia amplia a precisão diagnóstica e fortalece a construção de um cuidado integrado e multidisciplinar no TPB.
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De que forma os dados neuropsicológicos podem complementar a avaliação psiquiátrica no manejo do Tra
De que forma os dados neuropsicológicos podem complementar a avaliação psiquiátrica no manejo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os dados neuropsicológicos complementam a avaliação psiquiátrica no manejo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao fornecer uma análise objetiva do funcionamento cognitivo e emocional, ajudando a detalhar mecanismos que não são totalmente captados pela entrevista clínica.
Enquanto a avaliação psiquiátrica identifica padrões como instabilidade afetiva, impulsividade e relações interpessoais intensas, a neuropsicologia investiga funções como controle inibitório, atenção, memória de trabalho, tomada de decisão e flexibilidade cognitiva, frequentemente alteradas no TPB. Isso ajuda a explicar, em nível funcional, por que o paciente apresenta reações emocionais desproporcionais, dificuldade de regulação afetiva e comportamentos impulsivos.
Essa integração melhora a formulação diagnóstica, permitindo diferenciar TPB de condições com sobreposição sintomática, como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos.
Além disso, os achados neuropsicológicos orientam o planejamento terapêutico, auxiliando na escolha de intervenções mais adequadas, como psicoterapias estruturadas (ex: DBT), reabilitação cognitiva e estratégias de manejo de impulsividade. Também contribuem para monitorar evolução funcional ao longo do tratamento, permitindo ajustes mais precisos nas intervenções farmacológicas e psicossociais.
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Como a neuropsicologia pode auxiliar na tomada de decisão clínica e no planejamento terapêutico de p
Como a neuropsicologia pode auxiliar na tomada de decisão clínica e no planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia auxilia a tomada de decisão clínica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao oferecer uma avaliação objetiva do funcionamento cognitivo e executivo do paciente, complementando a análise psicopatológica tradicional da psiquiatria.
Na prática, os testes neuropsicológicos permitem identificar déficits em controle inibitório, atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão, que ajudam a explicar comportamentos como impulsividade, instabilidade emocional e dificuldade de planejamento. Esses achados tornam a formulação clínica mais precisa e reduzem a subjetividade da avaliação.
Com esses dados, o psiquiatra pode individualizar o planejamento terapêutico, definindo melhor a indicação de psicoterapias estruturadas (como DBT), intervenções de reabilitação cognitiva e estratégias de manejo de impulsividade. Além disso, auxilia na diferenciação de TPB com quadros com sintomas semelhantes, como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, evitando condutas terapêuticas inadequadas.
Também contribui para avaliar funcionalidade global e prognóstico, ajudando a monitorar evolução clínica e resposta ao tratamento ao longo do tempo. Assim, a neuropsicologia fortalece uma abordagem mais integrada, precisa e baseada em evidências no manejo do TPB.
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Como a neuropsicologia contribui para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Pers
Como a neuropsicologia contribui para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia contribui de forma relevante para o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ao fornecer uma avaliação detalhada do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, complementando a avaliação psiquiátrica tradicional. Embora o diagnóstico do TPB seja essencialmente clínico, a avaliação neuropsicológica pode identificar déficits em funções executivas, atenção, memória de trabalho, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva, controle inibitório e cognição social, alterações frequentemente observadas nesses pacientes e que influenciam diretamente o prognóstico e a adesão ao tratamento.
Essas informações permitem individualizar o plano terapêutico, direcionando intervenções para as principais dificuldades do paciente. Por exemplo, déficits importantes no controle inibitório e na regulação emocional podem justificar maior ênfase em estratégias psicoterapêuticas voltadas ao manejo da impulsividade, enquanto alterações de atenção e funções executivas podem demandar adaptações na condução das sessões, na psicoeducação e na organização das metas terapêuticas. Além disso, a avaliação neuropsicológica auxilia no diagnóstico diferencial com outros transtornos, como TDAH, transtornos do espectro autista, transtornos neurocognitivos e outras condições que compartilham sintomas semelhantes.
Na prática psiquiátrica, a integração entre os achados neuropsicológicos, a avaliação clínica e a psicoterapia favorece uma abordagem mais abrangente e personalizada. Dessa forma, a neuropsicologia não substitui a avaliação psiquiátrica, mas amplia a compreensão do funcionamento do paciente, contribuindo para um planejamento terapêutico mais preciso, para a definição de objetivos realistas e para a otimização da resposta ao tratamento a longo prazo.
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Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mai
Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mais não pisiquiatra,ela pediu pra volta pro 10mg e faz 4 dias que estou tomando o de 10mg novamente, e estou sentindo falta de ar mais a tarde do dia é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim, mas precisa ser analisado com cuidado.
O que você descreve — redução do escitalopram de 20 mg para 10 mg após poucos dias de aumento, seguida de falta de ar e piora da ansiedade — pode estar relacionado a dois fenômenos comuns:
Primeiro, pode ser uma reação de adaptação do sistema nervoso à mudança de dose. O escitalopram atua na serotonina, e mudanças rápidas de dose (subida e depois redução em poucos dias) podem gerar sintomas como ansiedade de rebote, sensação de aperto no peito, falta de ar, tontura e desconforto corporal.
Segundo, pode ser também a própria ansiedade ainda não totalmente controlada, já que o escitalopram geralmente precisa de 2 a 4 semanas em dose estável para começar a ter efeito consistente. Como houve várias mudanças em poucos dias, o organismo ainda não teve tempo de estabilizar.
Em geral, essa “falta de ar ansiosa” costuma aparecer mais no período da tarde/noite e pode vir junto de:
sensação de aperto no peito
respiração mais “curta” ou ofegante
inquietação
aumento da preocupação
No entanto, é importante atenção: falta de ar também pode ter causas clínicas (pulmonares, cardíacas, anemia, etc.). Então é fundamental observar sinais de alerta como:
falta de ar em repouso importante
dor no peito forte
desmaio ou tontura intensa
piora progressiva
Se esses sinais não estiverem presentes e o sintoma for leve a moderado e flutuante, é mais provável que seja ansiedade ou ajuste medicamentoso.
O mais importante agora é:
manter o escitalopram 10 mg de forma contínua, sem novas mudanças por conta própria
evitar cafeína e estimulantes
usar técnicas de respiração lenta quando a falta de ar aparecer
reavaliar com médico se não houver melhora em 1–2 semanas nessa dose estável
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Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumen
Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumentar para 20mg mas os efeitos colaterais só aumentam e a intensidade do pensamentos, já tentei todas as técnicas para os pensamentos que vi na internet mas não está funcionando, tem algo para ser feito até que a medicação comece a diminuir a intensidade deles?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira semana de paroxetina, é relativamente comum ocorrer um período de “ativação inicial”, no qual podem aparecer ou até piorar temporariamente: ansiedade, agitação, desconforto físico e até aumento da percepção de pensamentos intrusivos. Isso acontece porque o sistema serotoninérgico ainda está se adaptando — o efeito terapêutico pleno costuma levar 2 a 4 semanas (às vezes 6).
No seu caso, há dois pontos importantes:
a piora inicial dos pensamentos pode acontecer no início do SSRI
nem sempre é o melhor momento para aumentar a dose se os efeitos colaterais estão intensos
O que pode ser feito nesse intervalo (sem mexer por conta própria na medicação):
manter rotina de sono e alimentação estável (evitar jejum e cafeína, que pioram ansiedade)
reduzir estímulos mentais intensos à noite (telas, discussões, conteúdos gatilho)
usar estratégias de “desfusão cognitiva” mais simples: reconhecer o pensamento como sintoma (“isso é um pensamento intrusivo, não uma ordem nem uma verdade”) sem tentar “resolver” ou lutar contra ele
técnicas de regulação fisiológica (respiração lenta, banho morno, relaxamento muscular) — mais úteis nessa fase do que técnicas cognitivas complexas
evitar checar repetidamente se o pensamento está melhorando (isso aumenta a fixação)
Importante: como houve aumento da intensidade dos pensamentos + efeitos colaterais, o mais adequado é recontatar sua médica antes de subir para 20 mg. Às vezes, nessa fase inicial, o ajuste é feito mais lentamente ou com suporte temporário para ansiedade.
Se aparecerem pensamentos de autoagressão, descontrole importante, ou sofrimento muito intenso, isso precisa de avaliação mais urgente, não só ajuste ambulatorial.
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No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é sufic
No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é suficiente ou é necessário associá-lo ao acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico isoladamente, na maioria dos casos, não é considerado suficiente. As diretrizes clínicas e as evidências científicas atuais indicam que o tratamento mais eficaz consiste na associação entre acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia estruturada, sendo esta a intervenção de primeira linha.
O psiquiatra tem papel fundamental no diagnóstico, na avaliação do risco de comportamento suicida e de automutilação, no tratamento de comorbidades psiquiátricas, como depressão, transtornos de ansiedade e uso de substâncias, além da prescrição e monitorização de medicamentos quando indicados. Entretanto, a farmacoterapia possui um papel limitado no TPB, pois os medicamentos não modificam os padrões persistentes de instabilidade emocional, dificuldades interpessoais, alterações da identidade e impulsividade que caracterizam o transtorno.
Já o acompanhamento psicológico, especialmente por meio de psicoterapias com eficácia comprovada, como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), a Terapia Baseada em Mentalização (MBT), a Terapia Focada na Transferência (TFP) e a Terapia do Esquema, atua diretamente sobre os mecanismos centrais do transtorno. Essas abordagens favorecem o desenvolvimento da regulação emocional, do controle dos impulsos, da tolerância ao sofrimento, da mentalização e da construção de relações interpessoais mais estáveis.
Dessa forma, a abordagem ideal é integrada e multidisciplinar, em que psiquiatra e psicólogo atuam de forma complementar. Enquanto o acompanhamento psiquiátrico contribui para estabilizar sintomas e tratar comorbidades, a psicoterapia promove mudanças duradouras no funcionamento emocional e interpessoal, sendo considerada o principal fator associado à melhora clínica e funcional a longo prazo no Transtorno de Personalidade Borderline.
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“Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como
“Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ela se associa às intervenções psicoterapêuticas no manejo dos sintomas?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicofarmacologia desempenha um papel coadjuvante e limitado no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Até o momento, não existe nenhum medicamento aprovado especificamente para tratar o transtorno em sua totalidade, pois os fármacos não modificam os traços centrais da personalidade nem corrigem as dificuldades persistentes de regulação emocional, identidade e funcionamento interpessoal que caracterizam o TPB. Seu uso é direcionado ao controle de sintomas-alvo, como impulsividade, instabilidade afetiva, ansiedade, sintomas depressivos transitórios, insônia ou manifestações psicóticas breves, além do tratamento de comorbidades psiquiátricas, como transtornos depressivos, transtornos de ansiedade e transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Nesse contexto, a psicoterapia é considerada o tratamento de primeira linha e constitui a principal intervenção para promover mudanças duradouras. Abordagens com evidências robustas, como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), a Terapia Baseada em Mentalização (MBT), a Terapia Focada na Transferência (TFP) e a Terapia do Esquema, atuam diretamente nos mecanismos centrais do transtorno, favorecendo o desenvolvimento da regulação emocional, do controle dos impulsos, da estabilidade da identidade e da melhoria das relações interpessoais.
Assim, a associação entre psicofarmacologia e psicoterapia deve ser entendida como complementar. Enquanto os medicamentos podem reduzir temporariamente a intensidade de determinados sintomas, facilitando o engajamento do paciente no tratamento, é a intervenção psicoterapêutica que promove a reestruturação dos padrões cognitivos, emocionais e comportamentais responsáveis pela manutenção do TPB. Dessa forma, o manejo ideal é multidisciplinar, individualizado e baseado na predominância da psicoterapia, reservando a farmacoterapia para indicações específicas, com uso criterioso e reavaliações periódicas para evitar polifarmácia desnecessária.
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“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no trat
“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no tratamento e quando a intervenção psicológica se torna indispensável além da farmacoterapia?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o papel do psiquiatra é fundamental, mas geralmente não é suficiente isoladamente, porque o transtorno envolve principalmente padrões persistentes de regulação emocional, impulsividade e funcionamento interpessoal.
O psiquiatra atua principalmente em três frentes: primeiro, na avaliação diagnóstica e estratificação de risco, especialmente risco de suicídio, autolesão e impulsividade grave. Segundo, no manejo de comorbidades psiquiátricas, como depressão, ansiedade, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem agravar o quadro global. Terceiro, na prescrição e ajuste de farmacoterapia, que tem papel sintomático e adjuvante, mas não trata o núcleo do TPB.
A intervenção psicológica se torna indispensável desde o diagnóstico, especialmente com abordagens estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), Terapia Baseada em Mentalização ou outras terapias focadas em regulação emocional. Isso ocorre porque os sintomas centrais do TPB — como instabilidade afetiva, padrões relacionais disfuncionais e comportamentos impulsivos — respondem muito mais à psicoterapia do que à medicação.
Na prática clínica contemporânea, o melhor resultado ocorre com tratamento integrado, em que o psiquiatra estabiliza sintomas e comorbidades, enquanto a psicoterapia trabalha habilidades de regulação emocional, tolerância ao estresse e construção de روابط interpessoais mais estáveis.
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Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem a
Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem agora estou sentindo um desconforto no peito um mau estar é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim — e o seu contexto ajuda a explicar.
A venlafaxina é uma das medicações que mais frequentemente causa síndrome de descontinuação, mesmo com redução gradual. Em cerca de 4 a 7 dias após iniciar o desmame, é comum surgirem sintomas como:
mal-estar geral
sensação de “aperto” ou desconforto no peito
ansiedade ou inquietação
tontura
sensação de “choques” no corpo ou cabeça
náusea
Ao mesmo tempo, a bupropiona não cobre totalmente os sintomas de retirada da venlafaxina, porque ela atua em outro sistema (dopamina/noradrenalina), enquanto a venlafaxina também tem forte ação serotoninérgica. Por isso, mesmo com “substituição”, pode haver sintomas transitórios.
Esse desconforto no peito, quando é leve, variável e vem junto de ansiedade ou mal-estar, muitas vezes é manifestação somática da abstinência/ajuste do sistema nervoso.
No entanto, é importante atenção, porque “desconforto no peito” também pode ter outras causas. Procure avaliação mais urgente se houver:
dor forte ou pressão contínua no peito
falta de ar importante
suor frio, desmaio ou tontura intensa
dor irradiando para braço ou mandíbula
Se não houver esses sinais e o sintoma for leve/moderado e flutuante, o mais provável é ser efeito do desmame da venlafaxina, que costuma melhorar em alguns dias a 2 semanas, dependendo da dose e da velocidade da redução.
O ideal é:
não interromper nem acelerar o desmame por conta própria
manter acompanhamento médico para ajustar a redução se necessário
observar evolução diária dos sintomas
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Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei
Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei que gostaria de me planejar para ser mãe, assim ele trocou a medicação para serraria de 20mg. Fiz o desmame tomando paroxetina e serraria por 10 dias e depois somente a sertralina. Passado 2 meses estou sentindo novamente crises de ansiedade. Pode ser a ausência da paroxetina no organismo ou efeito rebote da serraria. Como me estabilizo de novo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer e há algumas explicações prováveis no seu caso.
A paroxetina é um ISRS com maior efeito de estabilização em alguns pacientes, e quando ela é retirada após uso prolongado, pode haver:
recaída dos sintomas de base (retorno do transtorno de ansiedade/depressão)
e/ou síndrome de descontinuação, embora isso geralmente ocorra nas primeiras semanas, não meses depois
Como você está há 2 meses apenas com sertralina 20 mg (dose relativamente baixa), o cenário mais comum é que esteja ocorrendo uma reestabilização insuficiente da nova medicação, ou seja, a sertralina ainda não está na dose terapêutica equivalente para o seu caso específico.
Não parece um “efeito rebote da sertralina” em si, e sim possivelmente:
menor potência individual da sertralina para você em comparação à paroxetina
fase de adaptação inadequada ou subdosagem
retorno do transtorno de base após troca
Importante: essa troca é muito comum em planejamento gestacional, mas exige ajustes finos. Algumas pessoas precisam de:
ajuste gradual da sertralina para dose terapêutica
ou reavaliação de outra opção segura na gestação
Para você se estabilizar novamente, o mais adequado é:
reavaliar com o psiquiatra o nível atual de sintomas
considerar ajuste de dose (sertralina geralmente é eficaz em doses maiores do que 20 mg)
associar psicoterapia de suporte nesse período de transição
evitar mudanças por conta própria
Como você já tinha estabilidade prévia com paroxetina, esse histórico é muito relevante: ele ajuda o médico a decidir se a sertralina está sendo suficiente ou se outra estratégia é mais adequada para manter controle durante o planejamento de gravidez.
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Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?
Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É relativamente comum sentir aumento da ansiedade durante a troca da sertralina pelo escitalopram, principalmente nas primeiras semanas. Isso pode ocorrer tanto pela adaptação ao novo medicamento quanto pela redução ou retirada da sertralina, dependendo de como a transição foi feita.
O escitalopram costuma levar 2 a 4 semanas para começar a apresentar melhora mais consistente da ansiedade, podendo atingir seu efeito máximo entre 6 e 8 semanas. Nesse período inicial, algumas pessoas apresentam uma piora transitória da ansiedade, inquietação, insônia ou sensação de nervosismo.
O mais importante é não aumentar, reduzir ou interromper a medicação por conta própria. Se a ansiedade estiver intensa ou incapacitante, entre em contato com o médico que fez a troca, pois pode ser necessário ajustar a estratégia de transição ou utilizar temporariamente outra medicação para aliviar os sintomas enquanto o escitalopram faz efeito.
Além disso, manter uma boa higiene do sono, reduzir o consumo de cafeína e associar psicoterapia, quando possível, pode ajudar bastante nesse período de adaptação.
Se a ansiedade vier acompanhada de agitação intensa, pensamentos de autoagressão, comportamento incomum ou outros sintomas preocupantes, procure atendimento médico imediatamente para uma reavaliação.
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Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita
Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita dor de estômago. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode acontecer, mas não é um dos efeitos mais frequentes da quetiapina.
A quetiapina pode causar efeitos gastrointestinais como dor abdominal, desconforto no estômago, náuseas, constipação ou dispepsia, e esses efeitos podem ficar mais perceptíveis após aumento de dose, como de 200 mg para 400 mg, porque o organismo ainda está se adaptando a uma maior ação do medicamento.
Além disso, a quetiapina pode influenciar indiretamente o sistema digestivo por:
efeito sedativo e alteração do tônus gastrointestinal
mudança no apetite e na motilidade intestinal
maior sensibilidade gástrica em algumas pessoas
No entanto, dor de estômago também pode ter outras causas que não têm relação direta com o remédio, como gastrite, refluxo, alimentação, uso de anti-inflamatórios ou ansiedade.
Em geral:
sintomas leves podem melhorar em alguns dias a 1–2 semanas após estabilização da dose
se a dor for persistente, forte, piorando ou associada a vômitos, perda de apetite importante, fezes escuras ou perda de peso, precisa ser avaliada com mais cuidado
O mais importante é não suspender a quetiapina por conta própria, porque ela costuma exigir ajuste gradual. O ideal é comunicar sua psiquiatra, pois pode ser necessário ajustar a dose, dividir melhor o horário ou investigar outra causa para a dor.
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Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha a
Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha ansiedade, sinto dores no corpo e uma queimação leve no peito é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer na primeira semana de fluoxetina, e não é raro.
A fluoxetina pode causar, no início do tratamento, um efeito chamado de “ativação serotoninérgica inicial”, em que alguns sintomas de ansiedade temporariamente pioram antes de melhorar. Isso pode incluir:
aumento da ansiedade ou agitação
sensação de inquietação
dores no corpo ou tensão muscular
insônia
desconforto físico inespecífico
A queimação leve no peito também pode ocorrer em contexto de ansiedade aumentada, muitas vezes relacionada a:
tensão muscular torácica
hiperventilação leve
refluxo ou sensibilidade gástrica (que pode piorar com ansiedade)
Em geral:
esses efeitos aparecem nas primeiras 1–2 semanas
tendem a melhorar gradualmente após esse período
o efeito terapêutico da fluoxetina costuma surgir entre 3 a 6 semanas
No entanto, é importante atenção a sinais de alerta. Procure avaliação médica urgente se houver:
dor forte ou pressão no peito
falta de ar importante
piora progressiva intensa dos sintomas
desmaio, tontura forte ou palpitações importantes
Se os sintomas forem leves a moderados, mas estiverem te incomodando bastante, o ideal é avisar o médico que prescreveu, porque às vezes é necessário ajustar a dose inicial, usar suporte temporário para ansiedade ou reavaliar a estratégia de início.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…