Perguntas do paciente (2484)
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após uma oscilação / nova crise de ansiedade depois de mto tempo bem com a venla de 225mg (há mais d
após uma oscilação / nova crise de ansiedade depois de mto tempo bem com a venla de 225mg (há mais de 2 anos) é esperado q haja melhora em quanto tempo ?
minha médica manteve a venla mas orientou o alprazolam de 0,25mg 2x ao dia até melhorar dos sintomas ansiosos. estou no 17° dia desde o ajuste mas ainda oscilo , ontem vinha me sentind bem, apetite retornando , acordando sem angústia ou taquicardia mas vou ficando mais ansiosa a medida q aproxima o horário da dose da noite, e tive uma tontura ao olhar p baixo que gerou uma “quase crise” de cerca de 20 min mas q passou, porém hj fiquei mais apreensiva após o episódio.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O padrão que você descreve é bem compatível com uma oscilação ansiosa após um gatilho físico + reativação de circuito de pânico, mesmo estando há muito tempo estável com a venlafaxina 225 mg. Isso não necessariamente indica perda de efeito do antidepressivo.
Em situações assim, quando o tratamento base é mantido e se adiciona/ajusta um benzodiazepínico como alprazolam, o curso de melhora costuma ser gradual e não linear. Em geral, espera-se:
1ª a 2ª semana: ainda oscilação de sintomas, com “dias bons e recaídas pontuais”
2ª a 4ª semana: redução progressiva da frequência e intensidade das crises
após 4 semanas: maior estabilidade, se o gatilho inicial já tiver sido processado e não houver novos disparadores importantes
Ou seja, no seu caso (17 dias), ainda está dentro de uma fase esperada de instabilidade.
Dois pontos importantes no que você relatou:
Melhora entre crises (apetite, sono, manhã sem angústia) → isso é um sinal muito positivo de resposta preservada da venlafaxina.
Ansiedade antecipatória + tontura desencadeando “quase crise” → isso é típico de hipervigilância corporal, comum após um episódio de pânico ou tontura inesperada.
Sobre sentir piora perto da próxima dose do alprazolam: isso pode acontecer como um leve “rebote de ansiedade” inter-dose, principalmente nos primeiros dias de uso regular, e tende a melhorar com estabilização do organismo.
O fato de a crise ter sido curta (≈20 min) e ter passado espontaneamente também sugere que o sistema está reagindo, mas não “descompensado”.
Em resumo:
ainda está dentro do tempo esperado de oscilação (17º dia)
há sinais claros de melhora global
episódios pontuais não significam falha do tratamento
O mais importante agora é manter o plano da sua médica, porque em psiquiatria essas fases costumam melhorar mais pela continuidade + estabilização gradual do sistema nervoso, do que por mudanças rápidas de dose.
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É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor cor
É normal sentir dormência nos dedos e algumas fiscadas como se fosse no músculo, fora sentir dor corpo tomando 9 dias fluoxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que, nos primeiros dias de uso da fluoxetina, algumas pessoas apresentem sintomas como formigamento ou dormência nas extremidades, sensação de fisgadas musculares, dores no corpo, ansiedade aumentada e inquietação. Esses efeitos costumam ocorrer no período de adaptação ao medicamento e, em muitos casos, diminuem ao longo de 2 a 4 semanas.
Entretanto, dormência nos dedos não é um efeito colateral muito comum e também pode estar relacionada a outras condições, como compressão de nervos, alterações de vitaminas (como vitamina B12), distúrbios metabólicos, ansiedade ou outras doenças neurológicas. Da mesma forma, dores musculares podem ter causas diversas e nem sempre estão relacionadas à medicação.
Como você está com 9 dias de tratamento, ainda está em uma fase em que efeitos iniciais podem ocorrer. No entanto, se a dormência for intensa, persistente, atingir apenas um lado do corpo, vier acompanhada de fraqueza, dificuldade para falar, alteração da visão ou dor muito intensa, procure atendimento médico imediatamente, pois esses sintomas necessitam de avaliação urgente.
Caso os sintomas sejam leves, mas persistam ou estejam incomodando, o ideal é entrar em contato com o médico que prescreveu a fluoxetina. Ele poderá avaliar se esses sintomas fazem parte da adaptação ao medicamento ou se há necessidade de investigar outra causa ou ajustar o tratamento.
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Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia,
Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia, posso fazer uma mudança de horário?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que a sonolência esteja relacionada à sertralina, embora esse medicamento possa causar tanto sonolência quanto insônia, dependendo da resposta individual.
Se você está usando 150 mg há 3 meses e a sonolência persiste, uma alternativa é mudar o horário para a noite, desde que isso seja feito com orientação do médico que acompanha seu tratamento. Muitas pessoas que apresentam sedação durante o dia se beneficiam dessa mudança, mantendo a mesma dose diária.
Antes de fazer essa alteração, também é importante avaliar outras possíveis causas de sonolência, como privação de sono, apneia do sono, depressão, hipotireoidismo, anemia ou uso de outros medicamentos que possam contribuir para esse sintoma.
Como a sertralina já está sendo usada há tempo suficiente para que o organismo tenha se adaptado, a persistência da sonolência merece ser discutida com o seu médico. Dependendo do caso, ele poderá orientar apenas a mudança de horário ou considerar ajuste de dose ou troca da medicação, caso o sintoma continue interferindo na sua rotina.
Não interrompa nem altere a dose por conta própria. Converse com o profissional que prescreveu o tratamento para definir a melhor estratégia para o seu caso.
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Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando
Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ainda é bem possível ter melhora, porque com 2 semanas de uso você está justamente na fase inicial de adaptação desses medicamentos.
Tanto a desvenlafaxina 50 mg quanto a fluoxetina 20 mg são antidepressivos que atuam em serotonina (e a desvenlafaxina também em noradrenalina), mas não têm efeito pleno imediato. Em geral:
1 a 3 semanas: fase de adaptação (podem ocorrer ansiedade, pensamentos acelerados, desconforto emocional ou oscilação de sintomas)
3 a 6 semanas: início de melhora mais perceptível da ansiedade, angústia e sintomas físicos
6 a 8 semanas: efeito mais estável e completo
O que você descreve — dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados — pode fazer parte tanto do quadro de base (ansiedade/depressão com ativação) quanto de uma fase inicial de ativação medicamentosa, que às vezes ocorre nas primeiras semanas de ISRS/IRSN.
Um ponto importante: a associação de fluoxetina + desvenlafaxina não é uma combinação comum e geralmente só é usada em situações específicas e com acompanhamento bem próximo, porque pode aumentar sintomas de ativação em algumas pessoas (como ansiedade e aceleração de pensamentos), principalmente no início.
Em relação ao prognóstico:
sim, ainda é cedo para concluir falha de tratamento
muitos pacientes só começam a perceber melhora consistente após 3 a 6 semanas em dose estável
O mais importante agora é:
manter o acompanhamento com o médico que prescreveu
não interromper ou ajustar por conta própria
relatar esses sintomas, especialmente a “aceleração de pensamentos”
Se esses pensamentos acelerados estiverem muito intensos, com agitação importante, insônia forte ou sensação de “mente muito ligada o tempo todo”, vale avisar o médico antes da próxima consulta, porque às vezes é necessário ajustar dose ou simplificar o esquema.
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Há um mês e meio vinha tomando 15 mg de Ansitec, após as refeições. Semana passada comecei a tomar 2
Há um mês e meio vinha tomando 15 mg de Ansitec, após as refeições. Semana passada comecei a tomar 20 mg, uma dose após o café, e outra após o jantar. Com o aumento de dose, venho tendo algumas reações que não tinha na dose de 15 mg, como formigamento nos dedos, na boca, no estômago. Vontade de chorar, arrepios nas costas. Gostaria de saber se são efeitos comuns e passageiros, ou quer dizer que meu corpo não está se adequando à dose, e que seria melhor voltar aos 15mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses sintomas que você descreve podem acontecer após aumento do Ansitec (buspirona), especialmente nos primeiros dias de ajuste de dose. A buspirona atua em receptores serotoninérgicos e, durante a adaptação, algumas pessoas apresentam formigamentos, arrepios, sensação corporal estranha, choro fácil e aumento transitório da ansiedade, que podem parecer uma “reação paradoxal”.
Como você aumentou de 15 mg para 20 mg recentemente, é possível que o seu sistema nervoso ainda esteja se ajustando ao novo nível de estímulo serotoninérgico. Em muitos casos, esses efeitos são temporários e melhoram em 7 a 14 dias, à medida que ocorre adaptação.
Por outro lado, quando os sintomas são desconfortáveis, persistentes ou claramente novos após o aumento, isso também pode indicar que:
a dose subiu rápido demais para o seu organismo
ou que você é mais sensível a essa faixa de dose
O fato de você ter sintomas físicos (formigamento, arrepios) + emoção (vontade de chorar) sugere um quadro de ativação ansiosa transitória, que pode ocorrer tanto pelo medicamento quanto pela própria ansiedade de base.
O mais importante aqui é não concluir sozinha que “não está se adaptando” nem manter sofrimento intenso sem ajuste. Em psiquiatria, nesses casos, o que costuma ser feito é:
aguardar um curto período de adaptação se os sintomas forem leves/moderados
ou reduzir de volta para a dose anterior se a piora for significativa ou estiver impactando sua qualidade de vida
Como houve mudança recente, o ideal é avisar o médico que prescreveu para decidir entre:
manter mais alguns dias e observar
ou retornar aos 15 mg e reavaliar subida mais gradual depois
Esses sintomas, isoladamente, não significam algo perigoso, mas sim que o ajuste precisa ser mais fino e individualizado.
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Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia
Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia que precisa de tratamento psiquiátrico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser tanto ansiedade quanto insônia clinicamente significativa, e na prática psiquiátrica as duas coisas costumam andar juntas.
Quando a pessoa fica semanas com dificuldade para iniciar o sono, com pensamentos acelerados ou ruminação por horas, isso já ultrapassa uma insônia ocasional e passa a ter critérios de insônia persistente, especialmente se houver:
dificuldade para adormecer quase todas as noites
impacto no funcionamento no dia seguinte
sensação de mente “ligada” ou pensamentos contínuos
A ansiedade pode ser a causa principal, mas também pode haver um ciclo: ansiedade → dificuldade de dormir → piora da ansiedade no dia seguinte, o que mantém o quadro.
Isso pode aparecer em vários contextos psiquiátricos, como transtornos de ansiedade, depressão, transtornos de humor, estresse crônico, TDAH em adultos e transtorno do pânico.
Como já está durando semanas, isso merece acompanhamento psiquiátrico ativo, porque insônia prolongada não tratada tende a piorar sintomas emocionais e cognitivos.
O tratamento pode envolver:
ajuste de medicação de base (ansiolíticos/antidepressivos)
estratégias específicas para sono
e, em alguns casos, medicação temporária para regular o ciclo do sono
Não significa algo “grave”, mas sim que já é um quadro que não deve ser apenas observado sem intervenção, principalmente se estiver impactando sua rotina.
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Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa
Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa de tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença principal não está em “sentir ansiedade”, porque ela é normal e faz parte do funcionamento humano, mas sim em intensidade, duração e impacto na vida diária.
A ansiedade do dia a dia costuma ser proporcional a um motivo específico, aparece em situações pontuais (ex: prova, trabalho, decisão importante) e tende a melhorar quando o problema passa ou é resolvido. Mesmo desconfortável, não impede a pessoa de funcionar.
Já o transtorno de ansiedade aparece quando a ansiedade:
é frequente ou quase constante, mesmo sem motivo claro
é desproporcional ao contexto
vem com sintomas físicos intensos (taquicardia, tremores, falta de ar, tensão, insônia)
gera evitação de situações ou prejuízo no trabalho, estudos ou relações
ou causa sofrimento significativo por semanas ou meses
Em quadros como ansiedade generalizada, transtorno do pânico, ansiedade social, estresse crônico e até associada a depressão, insônia ou TDAH em adultos, a mente fica em estado de “alerta contínuo”, como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer.
Um ponto importante é: não precisa “chegar ao extremo” para buscar ajuda. Se a ansiedade está atrapalhando seu sono, concentração, rotina ou bem-estar, já é um sinal de que vale avaliação com profissional de saúde mental.
O psiquiatra ou psicólogo não avaliam só a presença da ansiedade, mas principalmente o quanto ela está limitando sua vida e se há necessidade de tratamento com terapia, medicação ou ambos.
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Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolv
Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolve ou preciso de algo a mais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No TDAH, é bem comum que a medicação ajude, mas não resolva tudo sozinha. Os estimulantes ou não estimulantes melhoram atenção, impulsividade e foco, porém o TDAH também envolve funcionamento executivo, como organização, planejamento, memória de trabalho e gestão do tempo — e essas áreas costumam precisar de estratégias adicionais.
Quando a pessoa continua desorganizada ou esquecida mesmo medicada, isso pode acontecer por alguns motivos:
dose ainda não ideal ou necessidade de ajuste
horário de uso não adequado ao seu padrão de rotina
presença de ansiedade, depressão, insônia ou estresse, que pioram o TDAH
falta de estratégias comportamentais estruturadas no dia a dia
Por isso, o tratamento mais eficaz geralmente é multimodal, combinando:
medicação ajustada pelo psiquiatra
psicoterapia (especialmente TCC para TDAH em adultos)
estratégias práticas de organização (agenda, alarmes, rotina fixa, divisão de tarefas)
sono regular e atividade física
Em muitos casos, quando esses elementos são combinados, o ganho funcional é muito maior do que apenas aumentar dose de remédio.
O ideal é discutir com seu psiquiatra não só “se o remédio está funcionando”, mas em quais áreas específicas ainda há prejuízo, porque isso direciona melhor o ajuste do tratamento.
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Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepa
Faz tres dias que minha mãe esta tomando 2 mg de risperidona 25 mg de queatipina e 1 mg de clonazepam, e as pernas delas caíram ao tentar andar é o efeito colateral normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso não é um efeito “normal esperado” leve e precisa de atenção médica com urgência.
A combinação de risperidona + quetiapina + clonazepam pode causar efeitos importantes no início, especialmente em idosos ou pessoas mais sensíveis, como:
sedação intensa (muito sonolenta, “molinha”)
queda de pressão ao levantar (hipotensão postural)
fraqueza muscular e instabilidade para andar
tontura importante
lentificação psicomotora
O que você descreveu como “as pernas caíram ao tentar andar” pode ser desde uma queda por fraqueza/sedação ou pressão baixa, até algo mais preocupante como reação neurológica ao uso de antipsicóticos (efeitos extrapiramidais) ou excesso de sedação pela combinação dos três medicamentos.
Como isso aconteceu com apenas 3 dias de uso, é um sinal de que ela pode estar muito sensível à dose ou à associação, principalmente por serem medicamentos que somam efeitos no sistema nervoso central.
O mais importante agora:
Se ela está muito sonolenta, confusa, não consegue ficar em pé, caiu ou está com fraqueza importante, isso merece avaliação médica imediata (pronto atendimento)
Não é recomendado esperar “adaptar” nesses casos
Não suspenda os remédios por conta própria, mas procure orientação urgente do médico que prescreveu ou emergência
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Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?
Estou com uma crise de despersonalização há 5 dias pós uma festa,não bebi nem usei nada,oq pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser compatível com um episódio de despersonalização/desrealização, que é uma forma de dissociação frequentemente ligada a ansiedade intensa, estresse, privação de sono ou crise de pânico, mesmo sem uso de álcool ou drogas.
Após situações como uma festa (com estímulo social, sono irregular, agitação, possível ansiedade), algumas pessoas entram em um estado de “hiperalerta” do sistema nervoso, e isso pode gerar a sensação de:
estar “fora do próprio corpo”
sentir o ambiente estranho ou irreal
sensação de automatismo ou distanciamento emocional
Isso costuma aparecer em contextos de transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, estresse agudo, depressão e insônia, e pode durar dias quando o sistema nervoso permanece ativado.
Apesar de ser muito desconfortável, na maioria dos casos não é perigoso nem indica perda de sanidade, mas sim um mecanismo do cérebro de proteção diante de sobrecarga.
O fato de estar há 5 dias indica que seu sistema ainda pode estar em estado de ativação. O tratamento costuma envolver:
redução da ansiedade de base (psicoterapia e, se necessário, medicação)
regularização do sono
técnicas de “grounding” (atenção ao corpo, respiração, contato com estímulos reais)
evitar ficar monitorando o sintoma o tempo todo, pois isso mantém o ciclo
Se isso estiver intenso ou persistente, é importante avaliação com psiquiatra, principalmente para diferenciar de crise ansiosa prolongada ou ajuste de medicação.
Procure urgência se houver confusão importante, incapacidade de funcionar ou pensamentos de autoagressão — caso contrário, é um quadro que costuma melhorar com tratamento adequado e estabilização do sistema nervoso.
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Olá, sou bipolar tipo 2 e faço acompanhamento continuo com o psiquiatra a 20 anos. A quetiapina é o
Olá, sou bipolar tipo 2 e faço acompanhamento continuo com o psiquiatra a 20 anos. A quetiapina é o único remédio que me estabilza, mas tenho dores abdominais horríveis e engordo cerca de 2kg/mês então uso outros medicamentos não tão eficazes. Os antipsicóticos atípicos me causam acatisia. Sim, faço atividade física, como pouco e sou magra. Eu gostaria de saber se vale a pena associar o Mounjaro para melhorar o quadro metabólico, caso tente a quetiapina novamente. Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendi seu contexto, e ele é bem relevante porque envolve transtorno bipolar tipo 2, resposta clara à quetiapina e efeitos metabólicos importantes.
Sobre o Mounjaro (tirzepatida): ele é um medicamento aprovado para diabetes tipo 2 e obesidade, com forte efeito em redução de peso e melhora da resistência à insulina, e pode sim ser considerado em pessoas que usam antipsicóticos que causam ganho ponderal importante, como a quetiapina.
Em termos práticos, em psiquiatria e endocrinologia, já existe uso cada vez mais frequente de agonistas incretínicos (como semaglutida e tirzepatida) para mitigar ganho de peso induzido por antipsicóticos, especialmente quando:
há estabilidade psiquiátrica importante com o antipsicótico
outras opções foram mal toleradas (como no seu caso com acatisia)
existe impacto metabólico relevante apesar de dieta e exercício
No seu caso, alguns pontos são importantes:
Você relata que a quetiapina é a única que estabiliza seu humor → isso pesa muito a favor de mantê-la se necessário
Você tem ganho de peso rápido e sintomas gastrointestinais → isso torna a estratégia metabólica ainda mais relevante
Já tentou outros antipsicóticos com efeitos colaterais importantes → limita alternativas psiquiátricas
Então, sim: faz sentido discutir Mounjaro como estratégia adjuvante, mas com algumas cautelas:
precisa ser avaliado por endocrinologista (ou psiquiatra com experiência metabólica)
monitorar humor (qualquer perda de apetite importante ou perda de peso rápida pode impactar estabilidade em transtorno bipolar)
avaliar função gastrointestinal, já que você já tem dor abdominal com quetiapina (Mounjaro também pode dar efeitos GI no início)
Sobre o risco psiquiátrico: os agonistas de GLP-1/GIP como tirzepatida não são conhecidos por piorar bipolaridade diretamente, mas qualquer mudança metabólica rápida pode impactar energia, sono e apetite — por isso o acompanhamento conjunto é essencial.
Em resumo:
Sim, pode ser uma estratégia válida para reduzir o impacto metabólico da quetiapina, especialmente no seu perfil de boa resposta psiquiátrica e intolerância a outras medicações — mas deve ser integrado ao seu tratamento, não isolado.
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Tenho q fazer exame periódico da CNH E de 2 anos e meio mais estou tomando alprazolam 0,25 Esse re
Tenho q fazer exame periódico da CNH E de 2 anos e meio mais estou tomando alprazolam 0,25
Esse remédio pode aparecer no exame e dar laudo negativo??RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O alprazolam (0,25 mg) é um benzodiazepínico e pode sim ser detectado em exames toxicológicos, dependendo do tipo de teste solicitado. No entanto, no exame médico da CNH (inclusive categoria E), o foco principal não é “dar positivo ou negativo” em si, mas avaliar se o uso do medicamento compromete a capacidade de dirigir com segurança.
O ponto mais importante é que o médico perito vai analisar:
se você tem sonolência, reflexos lentos ou prejuízo cognitivo
se o medicamento é de uso contínuo e prescrito
se a dose interfere na condução de veículos
Em doses baixas como 0,25 mg, algumas pessoas não apresentam prejuízo funcional, mas isso varia bastante. O uso de benzodiazepínicos pode gerar preocupação porque pode afetar atenção e tempo de reação.
O ideal é:
levar a receita ou relatório médico que justifique o uso
informar claramente o medicamento no exame
não suspender por conta própria antes da avaliação
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Boa tarde irei iniciar o uso de Atentah 25 mg de 12 em 12 horas para tratar o TDAH e bebo moderadame
Boa tarde irei iniciar o uso de Atentah 25 mg de 12 em 12 horas para tratar o TDAH e bebo moderadamente. Gostaria de saber se poderia continuar bebendo moderadamente e qual seria a dose e melhor horário para não prejudicar o efeito do medicamento? Poderia conciliar minimizando os riscos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Atentah® (atomoxetina) não tem uma interação direta proibida com álcool, mas a combinação não é recomendada com frequência, mesmo em consumo “moderado”.
O principal motivo é que ambos podem atuar no sistema nervoso e no fígado, podendo aumentar riscos como:
tontura e sonolência ou, em algumas pessoas, agitação
piora da atenção e do controle do TDAH
sobrecarga hepática (raro, mas possível com uso contínuo e álcool regular)
aumento de efeitos cardiovasculares como palpitação ou variação de pressão
Sobre horário e dose de álcool, não existe um “esquema seguro” estabelecido para conciliar, porque a resposta varia muito entre pessoas. O que se sabe é que:
beber próximo da tomada do Atentah pode intensificar efeitos colaterais
o uso diário de álcool aumenta mais o risco do que o uso ocasional
Em termos práticos e mais seguros:
prefira evitar álcool nas primeiras 2 a 4 semanas de adaptação ao medicamento
depois, se for manter, que seja ocasional e em pequena quantidade
evite beber no mesmo período da dose (principalmente à noite se toma 12/12h)
nunca use álcool para “compensar ansiedade ou insônia”
Se o objetivo é controlar TDAH, é importante lembrar que o álcool pode reduzir o benefício do tratamento e piorar impulsividade e foco.
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Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após c
Opiniões de uso do Ansitec? Efeitos colaterais e eficácia do tratamento para hiper vigilância após cura da VPPB?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Ansitec (buspirona) é um medicamento ansiolítico indicado principalmente para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Diferentemente dos benzodiazepínicos, ele não causa dependência, não produz sedação importante na maioria dos pacientes e não tem efeito imediato, sendo necessário uso contínuo para que o benefício apareça, geralmente entre 2 e 4 semanas, podendo levar até 6 semanas para o efeito pleno.
Em relação à hipervigilância após a cura da VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), é importante entender que alguns pacientes desenvolvem um quadro conhecido como tontura postural perceptual persistente (PPPD) ou permanecem com hipervigilância em relação aos sinais do equilíbrio. Nesses casos, embora a VPPB tenha sido resolvida, o cérebro continua interpretando determinados estímulos como ameaçadores, perpetuando a sensação de instabilidade e o medo de novas crises.
Nessa situação, a buspirona não é considerada um tratamento específico para a hipervigilância pós-VPPB, e as evidências sobre seu benefício são limitadas. Quando há ansiedade importante associada, ela pode ajudar a reduzir a preocupação excessiva e a tensão, mas os medicamentos com melhor evidência para PPPD são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), sempre associados à reabilitação vestibular e, quando indicado, à terapia cognitivo-comportamental.
Os efeitos colaterais mais frequentes do Ansitec incluem tontura, dor de cabeça, sonolência, náuseas, nervosismo e insônia, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Esses sintomas costumam ser leves e tendem a diminuir com a continuidade do uso.
Na prática clínica, muitos pacientes relatam que a buspirona promove uma melhora gradual da ansiedade sem provocar a sensação de sedação ou "lentidão" típica dos benzodiazepínicos. Entretanto, a resposta é bastante individual: algumas pessoas percebem benefício importante, enquanto outras referem pouco efeito, especialmente quando a ansiedade é mais intensa. Relatos de pacientes em fóruns refletem essa variabilidade, mas não substituem as evidências científicas.
Em resumo, se a hipervigilância surgiu após a resolução da VPPB e está relacionada à ansiedade e ao medo persistente de novas crises, o Ansitec pode ser uma opção em casos selecionados, mas não é o tratamento de primeira escolha para esse quadro específico. A melhor abordagem costuma envolver acompanhamento com otorrinolaringologista ou neurologista, reabilitação vestibular e, quando necessário, tratamento da ansiedade com psicoterapia e medicamentos mais bem estabelecidos para esse contexto.
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Estou a 7 dias sem tomar sertralina e 0com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?
Estou a 7 dias sem tomar sertralina e com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é compatível com síndrome de descontinuação da sertralina, especialmente após 7 dias sem o medicamento.
A sertralina (principalmente em doses como 100 mg ou mais) pode causar um conjunto de sintomas quando é interrompida de forma abrupta ou rápida, como:
falta de ar ou sensação de “respiração curta” (geralmente ligada à ansiedade e hiperexcitação do sistema nervoso)
dor de cabeça
tontura
náusea
irritabilidade e ansiedade
sensação de “choques” no corpo ou cabeça
insônia
Esses sintomas costumam começar entre 2 a 5 dias após a interrupção e podem estar presentes ainda no 7º dia, como no seu caso.
Na maioria das vezes:
são temporários
tendem a melhorar em 1 a 2 semanas, às vezes um pouco mais
não significam necessariamente que a doença voltou, mas sim adaptação do cérebro à ausência da medicação
Porém, é importante atenção: falta de ar também pode ter outras causas. Procure atendimento urgente se houver:
falta de ar forte ou progressiva
dor no peito importante
desmaio, confusão ou piora intensa do estado geral
Se os sintomas estiverem muito incômodos, o ideal é falar com o médico, porque às vezes é necessário:
reintroduzir a sertralina e fazer desmame mais gradual, ou
ajustar a estratégia de troca de antidepressivo
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Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comporta
Como a avaliação psiquiátrica diferencia comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comportamento suicida em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline após experiências de invalidação, rejeição percebida ou ameaça de abandono?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psiquiátrica diferencia os comportamentos autolesivos sem intenção suicida do comportamento suicida em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) por meio de uma investigação clínica detalhada da motivação, da intencionalidade, da letalidade do método utilizado e do contexto em que o episódio ocorreu. A autolesão não suicida caracteriza-se, em geral, pela ausência de intenção de morrer, sendo frequentemente utilizada como estratégia disfuncional para aliviar sofrimento emocional intenso, reduzir tensão psíquica, lidar com sentimentos de vazio, punição de si mesmo ou comunicar sofrimento após experiências de invalidação, rejeição percebida ou ameaça de abandono. Em contrapartida, o comportamento suicida envolve intenção parcial ou clara de interromper a própria vida, podendo estar associado à desesperança, planejamento, escolha de métodos potencialmente letais e expectativa de morte.
A avaliação também considera fatores como histórico de tentativas prévias, impulsividade, comorbidades psiquiátricas, uso de substâncias, fatores precipitantes, presença de ideação suicida persistente, acesso a meios letais e fatores de proteção. Apesar dessa diferenciação conceitual, reconhece-se que a distinção nem sempre é absoluta, pois pacientes com TPB podem apresentar os dois comportamentos em diferentes momentos da evolução clínica. Além disso, a autolesão não suicida constitui importante marcador de vulnerabilidade para futuras tentativas de suicídio, exigindo monitoramento contínuo, reavaliação periódica do risco e planejamento terapêutico integrado entre psiquiatria, psicologia e demais profissionais da equipe multiprofissional.
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Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalid
Quais critérios clínicos orientam a avaliação psiquiátrica de pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline que manifestam comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio em resposta a situações de rejeição, abandono ou conflitos relacionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação clínica de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com autolesão ou ameaças suicidas reativas a rejeição, abandono ou conflitos interpessoais, o foco não é apenas o diagnóstico, mas principalmente a estratificação de risco, função do comportamento e capacidade de regulação emocional no momento da crise.
Os principais critérios clínicos incluem:
1. Avaliação de risco suicida atual
presença de ideação suicida ativa ou passiva
plano, intenção e acesso a meios
histórico de tentativas prévias (principal fator de risco)
impulsividade aumentada no episódio atual
2. Contexto e função do comportamento
se a autolesão ocorre como forma de regulação emocional (redução de tensão, “alívio” de sofrimento psíquico)
se há caráter comunicativo/interpessoal associado a rejeição ou abandono
intensidade da reação afetiva desproporcional ao evento gatilho
3. Padrão de instabilidade emocional
oscilações rápidas de humor (minutos a horas)
reatividade emocional intensa a estímulos interpessoais
dificuldade de tolerância à frustração e ao vazio afetivo
4. Comorbidades psiquiátricas
depressão maior, transtornos de ansiedade, uso de substâncias, TDAH em adultos, transtornos de humor
essas condições aumentam significativamente o risco suicida
5. Impulsividade e controle comportamental
histórico de comportamentos impulsivos (automutilação, gastos, sexo de risco, abuso de substâncias)
baixa capacidade de contenção em situações de estresse interpessoal
6. Rede de apoio e fatores protetores
suporte familiar/social
adesão ao tratamento
vínculo terapêutico estabelecido
capacidade de buscar ajuda em crise
7. Avaliação de gravidade e necessidade de intervenção imediata
ideação com plano + impulsividade = risco alto
presença de autolesão recente com escalada de intensidade
incapacidade de garantir segurança no momento da avaliação
Do ponto de vista clínico, a autolesão no TPB frequentemente tem função de regulação emocional aguda, mas isso não reduz o risco, pois a impulsividade pode levar a desfechos fatais não intencionais.
A condução adequada envolve sempre avaliação estruturada de risco suicida, construção de plano de segurança, intervenção psicoterápica (como DBT) e, quando necessário, suporte medicamentoso para comorbidades associadas como transtornos de humor, ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo e transtorno do pânico em adultos, especialmente em contextos de maior desorganização emocional.
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Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em
Como é realizada a avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) após eventos de rejeição, abandono e conflitos interpessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psiquiátrica de comportamentos autolesivos e de ameaças de suicídio em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é realizada de forma sistemática, abrangente e contínua, considerando que esses comportamentos frequentemente são desencadeados por situações de rejeição, abandono real ou percebido e conflitos interpessoais. Inicialmente, investiga-se a natureza do comportamento, diferenciando a autolesão não suicida da tentativa de suicídio, embora ambas representem importantes marcadores de sofrimento psíquico e aumento do risco. A anamnese deve abordar a presença de ideação suicida, planejamento, intenção, acesso a meios letais, histórico de tentativas prévias, impulsividade, desesperança, consumo de álcool e outras substâncias, comorbidades psiquiátricas, fatores precipitantes e fatores de proteção, como suporte familiar e vínculo terapêutico.
A avaliação também considera o estado mental do paciente, incluindo humor, afeto, julgamento crítico, capacidade de controle dos impulsos e sintomas psicóticos ou dissociativos, além da intensidade da desregulação emocional característica do TPB. A estratificação do risco suicida orienta a definição da conduta clínica, que pode variar desde acompanhamento ambulatorial intensivo com elaboração de plano de segurança até internação psiquiátrica quando houver risco iminente de autoagressão. O manejo deve ser realizado por equipe multiprofissional, integrando psicoterapia baseada em evidências, acompanhamento psiquiátrico e tratamento das comorbidades, com reavaliações frequentes, uma vez que o risco de suicídio nesses pacientes é dinâmico e pode sofrer alterações rápidas conforme o contexto emocional e interpessoal.
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A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles
A ansiedade crônica está gerando muito espasmos nas vias respiratórias e causando tmb extrassistoles isso é normal da ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode acontecer na ansiedade crônica, mas não deve ser automaticamente atribuído só a ela sem avaliação.
Na ansiedade, há aumento da ativação do sistema nervoso autônomo (adrenalina), o que pode causar:
sensação de “espasmo” ou aperto nas vias respiratórias (hiperventilação, tensão muscular torácica)
sensação de falta de ar ou respiração irregular
extrassístoles (batimentos “falhando” ou “fora do ritmo”), que são comuns e geralmente benignas em pessoas sem doença cardíaca estrutural
Esses sintomas ficam mais frequentes quando há estresse persistente, crises de ansiedade, insônia, consumo de cafeína ou predisposição individual.
Porém, é importante destacar:
mesmo sendo comum na ansiedade, extrassístoles precisam ser confirmadas com avaliação médica, principalmente se forem novas, frequentes ou acompanhadas de tontura, dor no peito ou falta de ar importante.
A investigação costuma incluir ECG e, às vezes, Holter para garantir que não há outra causa cardíaca.
Além disso, fatores como alterações dos hormônios, distúrbios metabólicos, obesidade ou fases de emagrecimento rápido também podem aumentar palpitações e sensação de ar irregular.
Se os sintomas estão frequentes, o ideal é abordagem dupla:
excluir causa cardíaca
tratar a ansiedade de base (que pode estar mantendo o ciclo dos sintomas)
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Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esse
Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esses sintomas começaram com o uso do buprobiona, que foi suspenso pra ajuda do tabagismo. Quando começo a melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A fluoxetina é um antidepressivo que costuma levar um tempo para começar a fazer efeito, e não promove alívio imediato dos sintomas de ansiedade. Nas primeiras semanas, algumas pessoas podem até perceber uma piora transitória da ansiedade, da sensação de aperto no peito ou da falta de ar antes da melhora.
De forma geral, a evolução esperada é:
1 a 2 semanas: início da adaptação ao medicamento; podem ocorrer efeitos colaterais iniciais e ainda não haver melhora dos sintomas.
2 a 4 semanas: muitas pessoas começam a notar redução da ansiedade e dos sintomas físicos.
4 a 8 semanas: costuma ocorrer o efeito terapêutico mais completo, desde que a dose seja adequada.
Como seus sintomas começaram durante o uso da bupropiona, é possível que eles tenham sido desencadeados ou intensificados por esse medicamento, que em algumas pessoas pode aumentar a ansiedade. Mesmo após a suspensão, esses sintomas podem persistir por algum tempo e a fluoxetina pode ajudar a controlá-los gradualmente.
É importante manter o acompanhamento com a médica que prescreveu o tratamento e não interromper a fluoxetina por conta própria. Caso a falta de ar e o peso no peito sejam intensos, piorem progressivamente ou estejam associados a dor forte no peito, desmaio, palpitações importantes ou dificuldade importante para respirar, procure atendimento médico imediatamente para descartar outras causas além da ansiedade.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…